História Forbiden Love - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun, Tao
Tags Chansoo, Drama, Hanhun, Hunhan, Kaihun, Sekai, Taoris, Yaoi
Exibições 520
Palavras 3.316
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi~~~~~

Tudo bem com vocês?! Eu to bem, mas to com sono '-'
Mas ainda bem que amanhã é feriado :333

Não tenho muito o que dizer aqui, apenas agradecer pelos favs <3333333333 cês são d+ C:

Boa leitura!

Capítulo 4 - Chapter - IV


 

 

Eu não estava preparado para reencontrá-lo dessa forma de repente. Eu havia descoberto sua vinda há dois dias e agora ele estava sentado a minha frente naquela mesa, sorrindo e conversando com nossa mãe como se eu não estivesse ali o encarando desde o minuto que havia posto meus pés naquela cozinha. E para piorar, sua noiva estava ao seu lado, conversando animadamente.

A cada sorriso que um dava para o outro fazia meu coração se estilhaçar ainda mais e ter que ouvir os suspiros de orgulho de minha mãe me fazia querer vomitar o café que havia tomado na casa de Jongin.

Eu queria muito morrer ali, naquele momento.

—Onde você passou a noite, meu querido? –balancei a cabeça quando recebi o olhar intenso de Luhan e então abaixei a cabeça, respirando fundo. –Sehun?

—Eu dormi na casa do Jongin. –respondi e olhei para minha mãe, vendo-a sorrir ao que assentia. Ela gostava de Jongin, segundo ela, meu amigo era muito amável, coisa que eu concordava e muito com ela.

—Oh... Eu liguei para você para avisar que o Lulu estava vindo. –ela falou e eu concordei, voltando a olhá-lo e ele desviou o olhar dele, fitando a mulher ao seu lado que me sorria.

—Vocês realmente são bem parecidos. –a mulher, cujo o nome era Minah, falou e apoiou o cotovelo sobre a mesa e em seguida seu queixo em sua mão, revezando o olhar entre nós dois.

—Sim, somos bem parecidos. –falei e recebi o olhar um tanto nervoso de meu irmão e lhe sorri cínico. –Não é mesmo, maninho?

—É, Sehun... –ele respondeu um tanto travado e eu teria gargalhado se não estivesse com tanta raiva.

—Bom, eu vou subir. –falei e me levantei, recebendo o olhar de minha mãe que me fitou confusa.

—Mas você a recém chegou, não vai ficar mais um pouco com o seu irmão? –perguntou-me e eu o olhei de soslaio, notando que ele tinha sua atenção voltada para sua noiva que mexia em seu cabelo e meu sangue esquentou, e muito, com aquilo.

—Depois, mãe, depois. –falei e assim saí daquela cozinha, conseguindo respirar normalmente sem me sentir sufocado com a presença dele.

Subi os degraus rapidamente e praticamente corri pelo corredor, chegando ao meu quarto onde entrei e fechei a porta, trancando-a em seguida. Só ali dentro que eu deixei as lagrimas que haviam começado a se formar em meus olhos serem soltas. Fui até minha cama e me sentei nela, levando minhas mãos até meu rosto tentando conter aquelas gotículas que inundavam meu rosto.

Minha vontade era de gritar, de colocar toda a minha raiva para fora. Mas eu não podia, não podia fazer aquilo.

E então eu me lembrei...

 

—Você não pode ir, hyung, não pode! –minha voz estava embargada e totalmente falha. Olhei meu irmão sentado na beira de sua cama, sua pele ainda orvalhada pelo suor e o cabelo apontando para todos os lados e, então ele virou seu rosto para mim, olhando-me de um jeito triste e abaixou a cabeça. –L-Luhan-hyung... –empurrei o lençol de meu corpo e engatinhei até ele, ficando de joelhos atrás de si e o envolvi com meus braços. –Fica comigo, hyung, por favor...

—Não Sehun, não. –sua voz saiu um tanto alta e ele soltou-se de mim, levantando-se e indo em direção a suas roupas que estavam espalhadas pelo chão, assim como as minhas. –Sehun, isso nunca poderia ter acontecido! Somos irmãos! –abaixei a cabeça e senti meus olhos marejarem aos poucos e então o fitei, fungando baixo. –Me entenda Sehun, isso é para o nosso bem. –vestiu sua boxer e eu tremulei, balançando a cabeça.

—Mas eu amo você, hyung... –sussurrei e ele me fitou, maneando a cabeça. –E você me ama hyung, você disse isso agora pouco enquanto estava dentro de mim, hyung... –levantei da cama e fui até ele, envolvendo seus ombros e escondi meu rosto contra seu peito. –Não pode ir embora, não pode, Luhan hyung!

—Mas o nosso amor é errado, meu pequeno, não podemos ficar juntos. –suas mãos seguraram meus braços e assim me afastou de si. –Foi um erro isso tudo, eu sinto muito, Sehun.

Eu o olhava sem conseguir entendê-lo. Há minutos ele me tocava dizendo me amar, dizendo o quão bonito eu era. Em seguida me contou que havia passado para uma universidade em um outro país, disse que iria embora e que não poderíamos ficar juntos...

Porque era errado...

Mas amar não era algo ruim.

—L-Luhan... –chamei-o baixo e toquei seu rosto, mas logo ele empurrou minha mão e desviou o olhar de mim. –Luhan hyung...

—Se vista, Sehun. –falou de forma séria e eu solucei, negando com a cabeça. –Por favor, Sehun, se vista e vá para o seu quarto.

—Eu quero ficar com você. –sussurrei e ele olhou-me de forma fria e então eu funguei. –Lu hyung.

—Vista-se e vá para o seu quarto, nossos pais logo vão chegar. –e então seguiu para o banheiro.

Sequei meu rosto rapidamente e me agachei, começando a pegar minhas roupas e a coloquei sobre sua cama. Engoli com certa dificuldade a saliva e um tanto nervoso fui até a porta do banheiro. Tateei-a por alguns segundos e ouvi o barulho do chuveiro sendo ligado, fiz um bico e direcionei minha mão até a maçaneta, girando-a e então percebi que estava trancada.

—P-Por que, hyung? –perguntei num sussurro e encostei minha testa na porta. –Por quê? –funguei baixo e forcei novamente a maçaneta. –Hyung! –gritei e passei a bater na porta, deixando minhas lagrimas saírem livremente por meus olhos.

Mas isso não fez com que Luhan abrisse a porta.

Então apenas fiz o que ele havia me dito.

Vesti-me e saí de seu quarto.

 

•-•  •-•

 

Sentia a bebida descer rasgando por minha garganta, mas eu não me importava com aquilo. Levei o cigarro antes esquecido entre meus dedos até aos lábios e traguei de maneira lenta, fechando os olhos em seguida.

Eu não acreditava que estava como há dois anos atrás, sentado em um banco de bar enchendo a cara e entupindo meus pulmões com aquelas toxinas. Eu estava regredindo e não me importava, queria voltar ao fundo do poço de onde Jongin havia me tirado. Larguei a fumaça pelo nariz e peguei novamente o copo, levando até a minha boca naquele troca-troca de copo por cigarro, até que fui impedido de tomar o resto de minha vodka.

Eu conhecia muito bem aqueles dedos amorenados que seguravam firme o pulso da mão que eu tinha o copo e então levei o cigarro novamente, nem me importando em olhá-lo.

Já sabia que ali ao meu lado estava Jongin.

—Há quantas horas você está aqui? –ele perguntou e eu ri irônico, soltando à fumaça e tirando o cigarro de meus lábios, o fitando. –Pela sua cara... –murmurou e bufou, negando com a cabeça. –Porra, eu não gosto de te ver dessa forma, Sehun-ah! Se estava mal podia ter me ligado, eu ficaria ao seu lado. –soltou meu pulso e eu o copo, levando minha mão até a sua nuca e a afaguei, aproximando meu rosto do seu.

—Eu precisava ficar sozinho, Jonginnie. –falei e o olhei nos olhos. –Às vezes é preciso ficar sozinho. –beijei sua bochecha e deitei minha cabeça em seu ombro. –É preciso, Nini.

—Ele chegou? –eu nem precisaria perguntar a quem ele se referia. Apenas por mencionar aquele infeliz senti meus olhos voltarem a lacrimejar e então larguei o cigarro sobre o balcão e segurei a camiseta que ele usava, chorando em seu ombro. –Porra, eu odeio ver você dessa forma. –me envolveu em seus braços e beijou minha cabeça. –Eu to com você, Hunnie, eu to com você.

—Eu lembrei de tudo Jongin, lembrei de tudo quando eu o vi. –falei entre soluços e ergui minha cabeça, o olhando e ele segurou meu rosto delicadamente, secando minhas bochechas. –Eu me forcei a esquecer tudo, mas foi só olhá-lo...

—Shh, não precisa falar nada. –beijou minha testa e levantou-se do banco onde estava, me puxando. –Vamos embora, não quero que você fique aqui. –disse e mexeu em sua carteira, tirando algumas notas e deixou sobre o balcão próximo do meu copo quase vazio e envolveu meus ombros, puxando-me.

—Obrigado, Jonginnie. –disse baixo e passei meu braço por sua cintura. –Obrigado.

—Você não precisa agradecer. –afagou meu ombro e eu sorri. –Eu sei que se fosse ao contrario você também estaria ao meu lado.

Ele tinha razão. Se fosse, Jongin poderia ter certeza que eu estaria sempre com ele.

 

•-•  •-•

 

Acordei-me com um dedilhar carinhoso em minha bochecha e então sorri, levando minha mão a segurar a que me acariciava e assim abri meus olhos, vendo um Jongin sorridente e com o rosto um tanto marcado pelo travesseiro.

—Bom dia. –falei e ele aproximou-se, beijando a ponta de meu nariz e então ri baixinho, me ajeitando melhor em sua cama.

—Bom dia. –ele falou rouco, entrelaçando nossos dedos.

Ficamos nos olhando por alguns segundos e então rimos. Era sempre assim, quando ficávamos sem saber o que falar um para o outro, nos olhávamos e depois de um tempo riamos sem motivo algum. Eu gostava disso, me fazia sentir-me bem.

—Como me encontrou ontem? –perguntei e ele se remexeu, soltando minha mão para apoiar o cotovelo sobre o colchão e com a mão que antes estava ligada a minha, passou a dedilhar minha bochecha e afagar meus fios.

—Eu achei suas chaves só à noite e então te liguei, você não me atendeu e então liguei para sua casa, aí alguém atendeu e passou pra sua mãe. Quando ela disse que você saiu sem dizer para onde ia, deduzi que você fosse encher a cara. –bela dedução. Jongin era muito esperto, chegava a me assustar algumas vezes.

—Hm... E porque foi atrás de mim? –perguntei e ele suspirou, parando o carinho e me olhou dessa vez seriamente.

—Eu não gosto quando você vai para esses lugares sozinho. –falou e eu desviei o olhar. –Eu te conheci quando você estava a ponto de desmaiar em um banheiro daquele clube. Você estava tão desamparado que me pediu ajuda, sem nem ao menos me conhecer. Pensar que você pode voltar a ser como antes me deixa mal. Não quero que alguém se aproveite de você quando estiver vulnerável. –segurou meu queixo e me fez olhá-lo. Eu me senti envergonhado naquele momento, ainda mais quando vi seus olhos chocolates estarem brilhosos. –Então quando você perceber que não estiver conseguindo aguentar mais, me ligue, ok? Não importa o horário, apenas me ligue para que eu possa estar com você e te amparar caso você precise. –vi uma lagrima escorrer por sua bochecha e isso me fez sentir-me a pior pessoa do universo.

Eu havia feito Jongin chorar. Havia feito o meu melhor amigo chorar por minha causa.

—Não chore. –pedi e me aproximei de si, passando meu braço por baixo de seu corpo e o puxei para mim, o envolvendo. –Não chore por minha causa. –sussurrei contra seu ombro e senti-o me retribuir aquele gesto.

—Eu só quero ver você bem. –sussurrou e senti-o esconder o rosto contra meu pescoço.

—Você é a melhor pessoa que eu conheço. –falei baixo próximo de seu ouvido e beijei sua bochecha. –Você é o meu anjo, sabia? –acariciei suas costas e sorri fraco. –Acho que se não tivesse te conhecido há dois anos, certamente eu estaria em alguma clinica de reabilitação, claro, se ainda estivesse vivo.

—Não fale besteiras. –resmungou e se afastou, beliscando meu braço de leve e isso me fez rir baixinho. –Você é um grande idiota! –falou e eu assenti, selando o canto de seus lábios e ele roçou seu nariz contra o meu. –Me prometa uma coisa?

—O que? –perguntei baixo e ele suspirou, levando sua mão até minha cintura e a acariciou.

—Me prometa que não vai mais deixar o seu irmão machucar você e o seu coração. –desviei meu olhar e suspirei, assentindo. –Sério, Sehun, não quero ver você mal por causa dele.

—Ok, Jongin. –o olhei e ele assentiu, me puxando para mais próximo dele e eu sorri.

—Não deixa mais ninguém te machucar. –me aconcheguei contra seus braços e fechei meus olhos. –Você merece alguém que te faça feliz, claro, alem de mim. –ri baixinho e apertei sua barriga.

—Convencido. –bufei e ele gargalhou, beijando minha testa. –Palhaço!

—Se continuar dizendo essas coisas eu vou te encher de cócegas. –ergui minha cabeça e o olhei, rolando os olhos. –Isso mesmo, melhor me obedecer. –voltei a deitar minha cabeça em seu ombro e sorri de canto.

Mas isso não me impede de pensar... Babaca! ­–pensei, rindo internamente.

 

•-•  •-•

 

Meus olhos já estavam começando a pesar e assim me mexi, ajeitando-me melhor naquela posição e sorri fraco com o cafuné que recebi. Espalmei a coxa onde minha cabeça estava apoiada e gemi baixo quando os fios de minha nuca foram puxados de leve. Me virei naquele sofá, ficando com a barriga para cima e olhei Jongin que me sorria e então continuou com aquele carinho gostoso.

—Você já percebeu que estamos parecendo aqueles casais dos anos 80, vivendo apenas de sexo, bebidas e cigarros? Claro, a parte das bebidas e cigarros exclusivamente suas. –ri em ironia com aquele atrevimento que era jogar as verdades na minha cara e bati de maneira fraca em sua bochecha.

—Podíamos incrementar com alguma droga ilícita, o que acha? –ele ficou sério de repente e bateu em minha testa, o que me fez resmungar e esconder meu rosto de uma forma dramática. –Aigoo, não seja violento!

—Se eu te ver usando algum tipo de droga alem dessas bebidas vagabundas que você bebe, eu vou meter tudo no seu rabo! –me empurrou para longe de seu colo e com isso cai em seu tapete, até surpreso com sua reação. –Seu idiota! –disse de um jeito estranho e então levantou-se, seguindo em direção a sua cozinha.

O fitei por todo o caminho e me levantei, ainda confuso com tudo que havia acontecido e então o segui, com passos silenciosos. E o que eu encontrei me fez perceber a merda que eu tinha feito.

Jongin estava parado próximo a geladeira e escondia o rosto com as mãos ao que tremulava, fui até ele e o envolvi em meus braços, tendo minha blusa segurada com força por si.

—Me desculpa, eu não disse aquilo pra te deixar assim. –falei e o ouvi soluçar, escondendo o rosto contra meu ombro.

Aquilo estava me assustando, em todo esse tempo de amizade nunca tinha presenciado um Jongin frágil como esse em meus braços.

—Por favor, Sehun, não use essas coisas... Eu só te peço isso. –falou de forma tremula e então o afastei para poder olhá-lo, mas ele abaixou a cabeça e encolheu os ombros. –Me prometa isso... Eu não quero perder outra pessoa dessa forma.

—Não se preocupe, ok? –segurei seu rosto e o fiz me olhar. E vê-lo daquele jeito me deixou completamente sem chão. –Eu não disse aquilo por mal. –sequei seu rosto e o segurei. –Eu só quero entender o porquê dessa sua reação.

—Eu perdi... O meu pai. –ele sussurrou e abaixou a cabeça. –E-Ele teve uma overdose de heroína. –fiquei sem reação o olhando. Eu tinha sido um completo idiota! Eu sabia que Jongin era órfão, que sua mãe havia morrido devido a uma complicação depois de seu parto e que seu pai também havia morrido, mas nunca me disse a causa do ultimo. E desse jeito que eu fui descobrir. –Eu encontrei ele, foi tão... Horrível. –sussurrou a ultima parte e fez uma careta, parecendo lembrar do acontecido. –Eu tinha treze anos. Havia chegado do colégio e o achei no banheiro. –segurei seu rosto de forma delicada e encostei nossas testas. –Eu não quero que isso aconteça de novo, você é a minha única família. –envolveu minha cintura e fechou os olhos, respirando fundo. –Eu não quero te perder, eu não quero, Sehun.

—Você não vai me perder. –falei e afaguei seu pescoço, o puxando para deitar a cabeça em meu ombro e assim ele fez, afagando meu braço. –Esqueça isso. –pedi baixo e ele murmurou um “uhum” manhoso. —Eu não queria te fazer chorar, me desculpe.

—Tudo bem, você não sabia. –sussurrou e beijou meu maxilar. –Eu nunca contei isso para ninguém, você é o primeiro a saber. –ergueu a cabeça e me olhou nos olhos. –Nossa, pensar em te perder realmente me deixou mal. –acariciou meu rosto e eu fiquei sem reação, me sentindo um tanto tímido. –Aigoo! Não vá pensar besteira! –bateu em meus ombros e riu fraco, negando com a cabeça.

—Eu não pensei nada! –falei e ele estreitou os olhos, me empurrando de leve ao que sorria, mesmo que fosse um sorriso pequeno, diferente do real sorriso que ele tinha. –Você que pensa e depois coloca a culpa em mim. –lhe dei as costas e voltei para a sala, mas ainda assim ouvi ele resmungando sobre eu estar invertendo as coisas.

Francamente...

Me sentei em seu sofá e voltei a olhar a TV que estava em um canal qualquer e suspirei, pegando o controle para já começar a trocar, porem fui interrompido pelo toque de meu celular. Bufei e o peguei, vendo que era minha mãe.

—Oi mãe... –falei e ouvi uma risada vindo da cozinha. Que ridículo...

Onde você ta?! Você saiu ontem sem me dizer aonde ia, depois o seu amigo me ligou perguntando de você e aí então você não dorme em casa, de novo. Onde que você se mete, Oh Sehun?

Confesso que fiquei tentado a responder “na bunda do Jongin”, mas mamãe não precisava saber...

—Estou na casa do Jongin. –respondi e a ouvi resmungar algo de um jeito engraçado. –O que foi, mãe?

—Seu irmão voltou e você nem parece estar feliz com isso! Eu me lembro que você chorou por meses quando ele foi para a China e agora está dessa forma, indiferente com ele. –engoli a seco e me acomodei melhor no estofado. –Vocês brigaram?

—N-Não mãe, não brigamos. –respondi e afaguei minha testa, começando a me sentir nervoso. –E eu não estou indiferente, é impressão sua.

Vou fingir que acredito. –balancei a cabeça e olhei para a cozinha, vendo Jongin me olhar com seu jeito curioso. –Seu irmão está no centro, vou ligar para ele ir te buscar aí. Esteja esperando ele na frente do prédio do Jongin, sim? E também mande um beijo a ele! Tchau!

E então desligou, sem nem me deixar responder, sem nem me deixar interferir naquilo.

Bufei alto e atirei meu celular ao meu lado no sofá, levando ambas as mãos até meus cabelos ao que os puxava. Eu não queria ter que estar perto do meu irmão, eu queria ficar o mais longe possível dele. Grunhi e antes que eu me levantasse para socar uma das paredes, senti as mãos de Jongin em meus ombros, os apertando de leve.

—Fica calminho, ok? –beijou atrás de minha orelha e eu suspirei. –Fala o que sua mamãe te disse. –passou a massagear os meus ombros e eu respirei fundo.

—Me encheu de perguntas, sobre o porquê de eu estar indiferente com... ah, isso é gostoso! –murmurei a ultima parte e ele riu baixinho. –Bom, como ia dizendo... Sobre o porquê de eu estar indiferente com o meu irmãozinho. –fui bem irônico no final e Jongin riu debochado. –E ela quer que ele venha me buscar aqui, to muito puto! –bufei.

—Imagino... –falou e beijou minha bochecha. –Vem, eu vou descer com você. –levantou-se e estendeu-me a mão. O encarei por alguns segundos e depois olhei para o seu rosto, vendo o sorriso travesso que ele havia aberto.

—O que você ta pensando? –perguntei, segurando sua mão e me levantei, pegando meu celular e enfiei ele no bolso.

—Nada de mais, Sehun-ah. –respondeu-me e abriu a porta.

Eu sabia que ele aprontaria alguma.

 

 

 


Notas Finais


O que será que o Jongin irá aprontar?! rçrçrçrç

Espero que tenham gostado <3 beijos (*3*) amo vcs <3


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