História Forbiden Love - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Chanyeol, D.O, Kai, Kris Wu, Lu Han, Sehun, Tao
Tags Chansoo, Drama, Hunhan, Sekai, Taoris, Yaoi
Exibições 227
Palavras 4.041
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi gente linda~~~~!

Tudo beeem?! Porque eu estou bem C:

Só queria agradecer pelo carinho de vcs que estão comentando, favoritando e lendo <3 Muito obrigada mesmo! <3

Hoje o cap ta grandinho e eu espero que gostem! Ele tem uma tretinha mas ta bem fofo :333333

Boa leitura! <3

Capítulo 5 - Chapter - V


 

 

 

O sol quente aquecia minha pele e o ar fresco daquela manhã estava deixando o clima ótimo, mas era muito melhor ainda com o braço firme do meu amigo em volta de minha cintura. Eu sabia que ele não se importava com os olhares julgadores e com os comentários que pudessem fazer a seu respeito, o mais complexado era eu, mas naquele instante também não estava ligando. Olhei para os lados naquela rua um tanto impaciente, torcendo receber alguma ligação ou mensagem de minha mãe dizendo que meu irmão não poderia vir me buscar e assim eu iria até ao ponto de ônibus e iria para casa.

Mas isso não aconteceu, pois percebi um carro cinza ir parando aos poucos próximo de onde estávamos e então o vidro desceu. Era Luhan ali, nos olhando de um jeito sério ao que retirava o óculos escuro que usava.

—É aquele ali? –Jongin perguntou, olhando-me com um sorriso de canto e eu assenti, já me preparando psicologicamente para o que ele iria aprontar. –Hm... Que bonito o carro do seu irmão, meu amor. –me controlei para não rir, mas meu amigo riu fraco e me puxou ainda mais pelo braço em minha cintura e afagou minha bochecha. Levei minha destra até a lateral de seu corpo e afaguei o local, vendo o sorrisinho malicioso que ele deu antes de beijar minha bochecha demoradamente.

—Então era isso que você estava tramando? –perguntei baixo e ele assentiu, roçando seu nariz contra o meu e então selei seus lábios de leve. –Boa idéia, Nini.

—Acho melhor você ir, minha mão está tendo pensamentos de ir até ao seu pau. –arquei a sobrancelha e olhei para o carro, rindo internamente do olhar que meu irmão direcionava a nós. –Depois me liga para dizer o que ele falou, se é que vai falar alguma coisa. –selou meus lábios de leve e me olhou de um jeito divertido.

—Obrigado por ter essas idéias malucas. –ri fraco e aproximei novamente nossas bocas, beijando-o de forma lenta. Sua língua acariciava a minha, assim como sua mão que circulava meu corpo, me apertando com seus dedos longos. Era a primeira vez que fazíamos aquilo em publico e eu estava um tanto receoso com o que pudesse acontecer ao meu amigo já que ele morava ali. –Acho que já deu, Jongin. –murmurei ao que o afastava de leve e ele assentiu. –Depois a gente se fala.

—Claro, Sehun-ah. –falou, sorrindo fraco e então me soltou. –Tchau, Hun-ah.

—Tchau, Nini. –beijei sua bochecha e caminhei até ao carro, respirando fundo algumas vezes até abrir a porta e entrar, já me sentindo ficar sufocado aos poucos só de estar ali dentro com ele...

Fechei a porta e coloquei o cinto, sem em nenhum momento olhá-lo no rosto. Eu não tinha coragem de fazer aquilo, eu me sentia minúsculo estando ali. Olhei pela janela meu amigo parado próximo ao portão de seu prédio e ele me acenou, completamente sorridente e isso me fez rir fraco, acenando de volta. Suspirei baixo quando o carro foi ligado e então meu irmão começou a dirigir.

Foi inevitável o silencio que se instalou entre nós, não havia sobre o que conversarmos, não havia motivos para estarmos juntos daquele jeito. O olhei de soslaio e eu senti ódio, porque ele permanecia igual há cinco anos atrás, o rosto delicado e alvo, os olhos sempre brilhantes, o nariz pequenino e os lábios finos. Ele estava praticamente igual, igualzinho. E isso me fazia sentir ódio por me lembrar que ele havia me iludido, iludido o próprio irmão com um amor que em seguida ele iria dizer ser errado.

Eu tinha quinze anos quando ele me deixou, ele havia sido o meu primeiro amor, infelizmente... O meu próprio irmão.

Respirei fundo e espalmei minhas coxas, ficando com o olhar baixo até o carro parar em um semáforo. Luhan pigarreou baixo e senti-o me olhar, o que me deixou um tanto incomodado ao que me obriguei a fitá-lo de volta. Nossa troca de olhar não durou muito já que ele voltou a olhar para frente por estar dirigindo e eu engoli a saliva com certa dificuldade.

—Aquele garoto é o seu amigo Jongin? –notei o tom diferente na palavra amigo e quis rir dele.

—É sim. –respondi irônico e encostei minha cabeça no banco, fechando meus olhos.

—Você mudou, está diferente... –murmurou e naquele momento tive que rir, mesmo que fosse de forma forçada. O olhei descrente e ele me fitou rapidamente, parecendo não entender o porquê daquela minha reação.

—Se eu mudei foi porque tive motivos. –falei seriamente, o encarando fixamente e foi perceptível seu desconforto. –E você também mudou, está até noivo. –sorri de forma falsa e notei quando sua mão apertou o volante com certa força. –Mas acho que ela é muito boa para você, ela merece alguém bem melhor. –ri cinicamente e ele olhou-me de canto.

—Você não é assim, Sehun. –ele disse todo cheio de razão e eu arqueei a sobrancelha, sorrindo em deboche. –Eu sei que você não agiria assim. –olhou-me por alguns segundos e dobrou em uma rua.

—Você sempre sabe de tudo, não é, Luhan? Sempre tem razão. –bufei e olhei para janela, já me sentindo mais que incomodado em estar perto dele.

—Não precisa ser assim, Sehun. –falou calmamente e eu rolei meus olhos. –Olha Sehun, realmente não precisa ser dessa forma...

—O que não precisa ser dessa forma?! –perguntei num tom alterado, me virando para ele ao que o olhava com raiva e certa magoa. –Não diga só por você, Luhan!

—Sehun, eu não quero brigar com você por causa de uma burrada que fizemos. –o olhei descrente. Burrada? O que havíamos tido para ele era apenas uma “burrada”?! Eu não conseguia acreditar naquilo, realmente não conseguia. –Naquela época eu não tinha noção, foi um grande erro. –eu queria poder não ligar para aquelas palavras, mas meu coração doía naquele momento, sentia como se algo estivesse o esmagando com tudo.

—Uma burrada? –perguntei baixo, desviando o olhar ao que negava algumas vezes. –Pare o carro. –falei, soltando o cinto de segurança.

—O que? –olhou-me confuso e eu o fitei de forma fria. –Parar?

—Pare a porra do carro, Luhan. –repeti, usando um tom mais elevado e seus olhos se arregalaram. –Se você não parar eu vou sair com ele andando.

Ele foi diminuindo a velocidade aos poucos, então parando por completo o carro. Abri a porta com rapidez e desci, fechando-a com força e então comecei a caminhar, me distanciando mais e mais dele.

Eu me sentia um ridículo por ainda ter aquele sentimento por ele, me sentia um completo fracassado por não ter superado tudo. A primeira lagrima desceu por meus olhos e eu a sequei no mesmo instante.

Não queria mais chorar por ele, Luhan não merecia minhas lagrimas.

Nem o meu amor.

 

•-•  •-•

 

Aquele estava sendo o pior almoço em anos, disso eu tinha certeza. Mas eu precisava fingir estar numa boa naquela mesa, mesmo que eu quisesse pegar o meu prato de macarrão e atirá-lo na cabeça de Luhan que conversava com nosso pai de forma animada, igualzinho há anos atrás. Eu queria poder entender como ele conseguia fingir tão bem, ou ele realmente não fingisse... Significando que tudo que ele me dizia enquanto me tocava não passavam de mentiras. Que todos os elogios que ele me dava, todos os beijos, abraços, carinhos, tudo não passavam de mentiras que ele dizia para me ter facilmente.

Bem que eu deveria ter ouvido meus colegas no inicio do ensino médio, que pessoas mais velhas se aproveitavam da inocência das mais novas. O irônico era que ele ainda parecia ter vinte anos, a idade que tinha quando tirou a virgindade de um adolescente que nem sabia se masturbar direito. Admito que com quinze anos as punhetas que eu recebia dele eram melhores que a minha, porque eu sempre fui muito amador nesse assunto. Mas eu não deveria pensar em masturbação no meio do almoço, parecia algo um tanto doentio.

Observei todos naquela mesa, mas me demorei mais naquele infeliz que agora estava em silencio, mastigando de modo lento. Devo ter ficado com cara de idiota enquanto o olhava, já que ele arregalou levemente os olhos e desviou o olhar, abaixando um pouco a cabeça e passou a língua pelos lábios. Maldita mania que tínhamos em comum!

—Sehun... –meu pai disse em tom sério e eu o fitei, um tanto nervoso já que ele nunca me dirigia a palavra para elogiar-me, sempre era para me julgar ou me humilhar. –Quando que você vai entrar em uma faculdade e fazer algo que preste na sua vida? –é, eu sabia que seria para isso.

Ele adorava me humilhar na frente do meu irmão, dizer o quanto eu era inferior e insignificante para si. Parecia ser seu passatempo preferido me ver resumido a uma formiguinha no meio das pessoas.

—Talvez no dia que eu quiser. –o enfrentei pela primeira vez, largando meus talheres sobre a mesa ao que o olhava de modo sério.

—Sehun, não fale assim com o seu pai! –minha mãe interveio ao que olhava-me de um jeito surpreso. –Peça desculpas a ele.

—Não. –falei de modo simplório, o encarando no mesmo nível que ele.

Eu não sabia de onde havia tirado tanta coragem para bater de frente com meu pai, talvez a raiva momentânea que se apossava de mim por causa daquela visita inesperada e por estar relembrando tudo que eu tentei esquecer tivesse mexido com algo em especial em meu interior, até porque eu não me sentia envergonhado de ter todos me olhando praticamente da mesma forma.

—Sehun, peça desculpas agora! –minha mãe insistiu e eu apenas ri em deboche, negando com a cabeça ao que voltava a comer, não me importando. –Pare de comer e peça desculpas agora ao seu pai! –ela disse alto e eu a fitei completamente surpreso.

Era a primeira vez que ela me tratava daquela forma.

—Eu já disse que não. –murmurei e ela respirou fundo, olhando dessa vez para o meu pai que em silencio parecia me matar mentalmente.

—Está querendo dar uma de machinho apenas porque estamos com o seu irmão aqui? –ele perguntou depois de todo o seu silencio e eu ri sarcástico. –Você não vai querer que eu te coloque no seu lugar, não é, moleque?

—E qual seria o meu lugar, papai? –o olhei cinicamente. Realmente, eu estava sendo muito corajoso para enfrentá-lo.

—O lugar da vergonha dessa família. –respondeu-me e se levantou, mas aquilo não me abalou, eu já era acostumado ao ser à parte vergonhosa dessa família. –Você só serve para estorvar a vida de todos nós, não faz nada para essa casa, apenas nos traz gastos e mais gastos. –permaneci o olhando, tentando não me abalar a cada palavra dita. –E não ache que eu não sinto o cheiro dos cigarros que você fuma e das bebidas que você toma, seu viciado de merda! Você não passa de um alcoólatra. –tive que rir para não chorar.

Fazia dois anos que eu não ficava bêbado, claro, tirando a noite anterior e ele ainda vem dizer isso como se fosse algo rotineiro?

—Se eu sou um alcoólatra é porque não tive boa educação nessa casa. –falei não me importando com nada, eu estava com muita raiva de todos eles. –Porque o homem que deveria me ensinar boas maneiras só se importava com o emprego e com o filho mais velho, esquecendo que existia um mais novo que também precisava de atenção. –joguei tudo em sua cara e ele veio até a mim, me puxando pelo braço para que eu levantasse da mesa e assim me empurrou.

—Vá para o seu quarto, seu alcoólatra! –disse com ódio e eu ri ironicamente, olhando todos que preferiam não olhar para o que acontecia. –Anda, seu vagabundo, saia daqui. –me empurrou novamente e eu tirei suas mãos de mim, o olhando com toda a minha raiva. –Eu não vou repetir.

—Vá se foder, seu babaca! –gritei e saí dali, seguindo em direção a escada.

Eu tive certeza, aquele de fato, havia sido o pior almoço, não em anos, e sim da minha vida.

 

•-•  •-•

 

—Você precisa ser silencioso, Hunnie. Ninguém pode nos escutar. –Luhan sussurrou contra meu ouvido e eu concordei um tanto ofegante, logo apertando meus olhos e cravando minhas unhas em suas costas quando ele se moveu contra mim. Gemi baixinho e flexionei ainda mais minhas pernas, sentindo-o me tocar mais fundo.

—H-Hyung, e-eu não consigo ficar em silencio. –falei manhoso, arfando quando ele se forçou ainda mais em meu interior, gemendo de maneira longa quando ele rebolou seu quadril. –A-Ah hyung, aah~

—Shh, meu amor. Fique quieto, nossos pais não podem acordar. –mordi meu lábio inferior com força e arregalei meus olhos quando seu corpo começou a se movimentar rapidamente contra mim. –Calma Hunnie, calma. –beijou meu pescoço seguidas vezes e então tomou meus lábios, abafando meus gemidos naquele beijo sem ritmo.

 

Meus olhos estavam perdidos fitando o teto branco de meu quarto. Lembranças de tudo que aconteceu entre essas quatro paredes me faziam voltar no tempo, podendo ainda sentir como se meu irmão estivesse me tocando. Ao mesmo tempo que era uma sensação boa, também era péssima, pois lembrava-me do que ele havia me dito mais cedo.

Uma burrada”

Uma burrada que anos atrás ele declarava ser amor, ser carinho por mim, pelo próprio irmão. Não acreditava que de um dia para o outro ele achou que aquilo tivesse sido algo ruim e então se foi me deixando abandonado nessa casa, eu ainda queria me iludir pensando que pelo menos um pouco dos sentimentos que tínhamos um pelo outro ainda restasse em seu coração, porque no meu ainda existia.

Me sentei na cama e neguei com a cabeça algumas vezes, eu não podia ficar me prendendo ao passado. Respirei fundo algumas vezes e caminhei até a porta, abrindo-a e saindo do quarto. O silencio da casa foi algo muito confortante, significando que eles haviam saído e me deixado ali sozinho.

Desci a escada de maneira lenta e observei a sala por alguns segundos, logo me direcionando até a cozinha e fitei a geladeira, respirando fundo quando vi um papel preso com um imã. Fui até ele e o peguei, lendo de maneira rápida e apenas pude rir em ironia.

Fomos até a casa de Minah para conhecermos os pais dela, achamos melhor não lhe chamar para que não houvesse outra confusão como a de mais cedo. Por favor, repense suas atitudes e depois peça desculpas ao seu pai. Com carinho, mamãe.”

—Tanto carinho... –falei em tom de deboche e amassei o papel, caminhando até ao telefone pregado na parede e assim o peguei, discando aquele numero que eu já havia decorado. Esperei alguns segundos e logo fui atendido, o que me fez suspirar aliviado. –Jongin-ah.

Oi, Sehunnie. Ta tudo bem? –perguntou em seu tom carinhoso e assim eu sorri.

—Ficaria melhor se você viesse para cá. –lhe respondi e encostei minha testa na parede. –Claro, se você não estiver ocupado.

Eu nunca estou ocupado para você. –eu realmente me sentia acolhido com ele. –Eu chegarei logo, ok?

Ok... –falei e fitei o chão. –Jongin-ah, me compre cigarros, por favor. –pedi e o ouvi bufar de maneira alta, o que me fez resmungar manhosamente. –Por favor, Jongin-ah!

Aish, tudo bem. –ri baixinho. –Até daqui a pouco.

—Até. –a ligação foi logo finalizada por ele e então eu botei o telefone no gancho, seguindo até aos armários.

Peguei um pacote de biscoitos e me acomodei em volta a mesa, começando a comer ao que olhava a parede como se fosse à coisa mais interessante do mundo. Fiquei assim por um longo tempo, mas mesmo que eu quisesse ficar com a mente limpa, sem nenhum pensamento, de repente eu me pegava lembrando de tudo que aconteceu naquela cozinha e aquela nostalgia não era algo agradável.

 

—Isso realmente está bom! –Luhan falou surpreso, enchendo sua colher com o sorvete e eu ri baixinho. –Seus sorvetes sempre ficam bons. –me sorriu e aproximou-se, selando seus lábios nos meus de leve.

—É-É? –perguntei, o olhando nos olhos e ele mordiscou meu inferior, o que me fez arrepiar-me.

—Sim, Sehunnie. –sussurrou, pedindo passagem com sua língua, a qual eu concedi de primeira.

 

—Tão patético... –murmurei em tom descrente.

Eu havia sido um completo submisso a ele, realmente um tolo!

Baguncei meus fios de forma nervosa e me levantei, deixando os biscoitos esquecidos em cima da mesa e segui até ao andar de cima, indo diretamente até a porta do quarto em frente ao meu e a encarei por alguns segundos. Segundos estes que eu demorei para juntar coragem e abrir a porta, entrando e ligando a luz já que estava tudo escuro.

O quarto estava praticamente igual, mamãe não gostava de mexer em algo que não era seu e manteve tudo do jeito que Luhan gostava. Observei tudo, notando que praticamente qualquer canto daquele quarto me lembrava algum acontecimento em especial. Mas os meus olhos se fixaram mesmo foi no pequeno mural de fotos que tinha na parede ao lado da janela. Me aproximei e fitei todas as fotos ali, rindo ironicamente ao notar que aquilo parecia mais um mural nosso do que só dele.

Vários momentos especiais haviam sido gravados por aquelas fotografias, passeios, viagens, momentos estes que eu nunca esqueceria e sabia que ele também não. Suspirei e fui até a cômoda, abrindo a primeira gaveta e mordi o lábio inferior ao ver algumas cuecas ainda guardadas ali. Ri baixinho, logo fechando a gaveta e saí dali antes que alguém pudesse chegar e me visse ali de olho nas cuecas do meu irmão. Desliguei a luz e puxei a porta, voltando a descer a escada e fui até a porta, destrancando-a e saindo de casa. Fui até ao portão e fiquei olhando a rua, esperando que Jongin chegasse e isso demorou mais uns 15 minutos, e se eu fiquei no sol de meio da tarde torrando? Claro, porque sou muito idiota.

—Demorou. –falei ao que abria o portão e meu amigo me olhou de forma séria, o que me fez bufar. –Vem, vamos entrar. –o puxei pelo pulso e assim seguimos até entrar em minha casa e eu fechei a porta.

—Por causa dos seus malditos cigarros eu perdi o ônibus. –ele resmungou e quando me virei fui surpreendido com um maço sendo me atirado praticamente em meu rosto. –Ainda tive que correr para pegar o próximo. –bufou e eu ri.

—Me desculpe, Jonginnie. –lhe abracei e beijei sua bochecha, ouvindo-o resmungar de um jeito engraçado ao que envolvia minha cintura e em seguida apertou minha bunda. –Quer comer alguma coisa? –perguntei ao que me afastava.

—Acho que você. –respondeu-me e eu lhe dei um peteleco na testa, rolando os olhos ao que seguia em direção a cozinha. –Hm... Não to com fome. –parei e me virei, o olhando. –Quero saber por que me chamou até aqui.

—Vamos subir, é melhor. –murmurei e mais uma vez subi a escada, sendo seguido por meu amigo.

Naquela vez me proibi de olhar para aquela porta em frente ao meu quarto e entrei, deixando Jongin passar para fechá-la. Suspirei baixo e segui até a minha cama, subindo nela e me deitei, chamando-o com a mão e ele logo veio até a mim, deitando-se ao meu lado e me puxando para os seus braços.

—Me conta. –ele disse e eu segurei sua mão, entrelaçando nossos dedos.

—Meu pai e eu brigamos. –falei baixo, apoiando meu queixo em seu ombro e olhei em seus olhos. –Ele falou um monte de coisas, me chamou de alcoólatra... Mas eu não ouvi quieto. –ele assentiu e beijou a ponta de meu nariz. –Ele me humilhou na frente de todos, Jongin.

—Esqueça isso. –soltou minha mão para afagar meu rosto e com isso fechei meus olhos. –Você sabe que não é mais alcoólatra, ontem foi apenas uma pequena recaída. –assenti e ele selou minha testa demoradamente.

—E-Eu sou a vergonha da família. –sussurrei e ele chiou. Abri meus olhos e ele me fitava de um jeito sério e com isso fiz um bico. –Mas é a verdade.

—Não, não é verdade, Sehun. –me contrariou e empurrou-me de leve, sentando em minha cama ao que me fitava. –Não concorde com tudo que o seu pai diz, ele não sabe de nada.

—Se soubesse eu já estaria morando em baixo da ponte. –estalei a língua ao que cruzava os braços e ele bufou. –Ah, é a verdade, Jongin!

—Você moraria comigo, não na rua! –desviei meu olhar e ele me empurrou de leve. –E mesmo que ele soubesse de tudo, ele não poderia te por para fora, ele é o seu pai! Nenhum pai colocaria o filho para a rua!

—Ele é diferente. –me sentei e abracei meus joelhos contra meu corpo. –Às vezes acho que ele só considera o Luhan como filho. –abaixei o olhar, sentindo uma vontade de chorar. Mas eu não podia ser fraco daquela forma, eu deveria me manter forte. –Eu preciso encontrar um emprego logo para que eu possa sair daqui de uma vez e ter o meu próprio canto.

—Se quiser eu posso te ajudar. –Jongin se aproximou e afagou meu rosto carinhosamente.

—Obrigado, Nini. –lhe sorri e abaixei minhas pernas, sorrindo quando ele se aproximou mais e selou meus lábios com os dele. –Você é o melhor. –sussurrei e ele assentiu, rindo baixinho quando eu rolei os olhos e mordi seu inferior. –Odeio quando você é convencido.

—Você me ama, admita. –ri ironicamente e ele me olhou em um fingimento evidente de espanto e aproximou-se apenas para me morder a bochecha e rir contra o meu pescoço. –Não precisa admitir, sei que você é envergonhado. –beijou aquele local seguidas vezes e se afastou apenas para olhar em meu rosto, sorrindo daquele jeito infantil que ele tinha.

—Você também me ama, babaca. –ele assentiu e se aconchegou em meu peito, deitando sua cabeça em meu ombro ao que eu o envolvia com meus braços. –Jongin, vamos fazer um trato?

—Que tipo de trato? –me perguntou, se ajeitando melhor em cima de meu corpo.

—Se nós não encontrarmos as pessoas certas até aos quarenta anos, vamos ficar juntos até o final de nossas vidas? –ri baixinho quando ele me olhou um tanto assustado e assim se ergueu, sentando-se sobre meu quadril.

—Que profundo isso, Sehun-ah. –falou, apoiando suas mãos em meu peito e eu concordei, sorrindo. –Eu gostei desse trato. –apertou meus ombros levemente e riu baixo. –E teremos um cachorro como filho, o que acha? –gargalhei, assentindo seguidas vezes. –Seremos uma família linda.

—Sim. –levei minhas mãos até as suas coxas e as afaguei, olhando seu rosto sorridente. –Apenas um cachorro não, e sim vários. –Jongin riu e se curvou, acariciando meus lábios com os dele de um jeito lento que eu tanto gostava.

—Às vezes me pergunto se você não é a minha alma gêmea. –ele sussurrou, olhando-me de um jeito um tanto tímido. –Mas aí eu chego à conclusão que o meu amor é diferente do amar normal.

—Por quê? –perguntei, segurando sua cintura delicadamente.

—Porque eu me preocupo muito com você, quero te ver sempre feliz, sempre sorrindo. E se você for assim com outra pessoa alem de mim eu não vou me incomodar, porque eu também vou estar feliz em te ver feliz. –sorri com o sorriso que ele deu e senti meus olhos marejarem. –O que foi, Sehun-ah?

—Você é humano? –perguntei e ele gargalhou, beijando minha bochecha de forma demorada.

—Claro que sou, seu idiota! –falou entre risos e eu subi minhas mãos, parando-as em seu rosto e ele me olhou confuso. –O que foi?

—Você é tão bom que não parece ser humano. –suas bochechas coraram de um jeito adorável e isso o fez desviar o olhar, e então eu o abracei. –Eu também te amo assim Nini, porque se eu te ver feliz e sorrindo eu automaticamente vou ficar feliz. Seu sorriso tem muitos poderes. –ouvi seu riso tímido.

Mas mesmo eu estando bem com ele ali, senti meu coração apertar.

Porque outras pessoas não podiam ser como Jongin? Porque existem pessoas que machucam as outras?

E porque logo aquele tinha que me machucar?!

 

 

 

 


Notas Finais


Esse SeKai é tão amor néa?! É muita fofura <3333333
E o que falar desse Luhan dando close errado?! Vamos dar umas bifas na cara desse flautista!! u.u

Espero que tenham gostado :3 beijoooos e até semana que vem!!! :3


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