História Força Nobre (em hiatos) - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Bruxas, Criaturas Miticas, Guerra, Medieval, Romance
Visualizações 9
Palavras 1.381
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


HEY
MAIS UM CAP
O PRÓXIMO VAI DEMORAR? VAI.
MAS NAO TO SABENDO DAR CONTINUIDADE, DESCULPA! ESPERO QUE GOSTEM

Capítulo 5 - Floresta


Gabriel Torcan

Depois da morte da mãe, Audrey tem ficado muito alterada. Descontrolada. Tudo muito intenso. Talvez ela esteja perdendo a sanidade igual à mãe... Não digo por mal, digo com base em minhas conclusões que podem, ou não, esterem corretas. Nunca a vi tão transtornada. Me dá pena vê-la no estado que está. Já fazem meses que Freya se foi, e Audrey continua na mesma; como que presa em seu próprio mundo. Mal conversa comigo, mal entra na biblioteca, mal vai ao jardim, mal come. Fica apenas trancada em seu quarto.

A garota que antes era sorridente e saltitante, agora apenas fica presa no quarto, por sua própria vontade. Antes ela e eu costumávamos andar a cavalo juntos, passar horas lendo, comer as sobremesas antes do jantar sem que ninguém soubesse, contar histórias um para o outro... Mas há anos isso não acontece mais. Digo, uns meses atrás isso ainda acontecia, uma vez ou outra. Só que agora esses acontecimentos são nulos. Nem nos falamos mais. Sinto falta dela. Mesmo que não sejamos completamente irmãos, ainda compartilhamos o sangue de Odin.

Com a guerra, meu tempo para tudo tem sido reduzido a zero. Meu dia é todo dedicado a treinos, dar ordens, receber ordens, aulas, mais treinos... Uma bagunça organizada.

Como se não bastasse ter a agenda cheia, Odin ainda quer que eu me case. Ele disse que, com a morte de Freya, não tem mais condições de governar Ametista, que está velho, que já passou da hora de ser substituído. Sim, fui treinado para ser rei, mas creio que ter que arrumar uma esposa agora vai deixar tudo muito fora de ordem. Não tenho tempo nem para mim, imagine para uma mulher! Minha barba não é feita há três semanas! E olhe que tenho empregadas somente para isso.

Aqui, agora, deitado em minha cama, penso em minha vida. Estaria eu tomando as decisões certas? Mesmo achando que não tenho tempo, aceitei a proposta de meu pai. Ter uma esposa... Não tenho muita experiência com mulheres... Já conheci quatro, sem ser minha mãe, Freya, Audrey ou as empregadas do castelo. Das quatro, beijei duas. As outras foram apenas umas conversar aqui e outras ali. Nada extraordinário.

O que me espera nessa clichê seleção de uma esposa para mais um príncipe? Serei feliz? Bobagem... O que está em jogo não é a minha felicidade! É o rumo que o reino deve tomar para o sucesso atingir. Pouco importa como sairei no final, o que está em jogo é o futuro do reino. O que importa é ser um bom rei, independente da minha companheira. Bem, quem disse isso foi o meu pai. Segundo ele, esse período em que escolherei a minha noiva, será apenas um jeito de ganhar tempo com os súditos para não sei o quê.

Odin... Anda lendo livros demais. Desde quando a minha vida amorosa vai entreter alguém? Quem dirá um reino inteiro? Por que as pessoas se interessariam com a vida amorosa de um príncipe que está sendo treinado para governar e só sabe sair por aí e dar ordens, que não tem tempo nem para si mesmo? São tantas pergunta para apenas cinco minutos olhando para o teto vazio e entediante de meu quarto. Agora me lembrei porquê sempre estou em constante movimento: quando paro para pensar na vida, dá merda... Penso, às vezes, que começo a alucinar como Audrey e Freya. Será que é contagioso? Céus! O que estou pensando? Eu realmente preciso fazer alguma coisa, ficar extremamente exausto, a ponto de chegar perto de minha cama e apenas cair nela. Dormir profundamente até acordar no dia seguinte.

Resolvo, então, descer as escadas do centro do castelo e dar um volta. Sem muitos pensamentos dessa vez, penso.

- Oi, Audrey! – Cumprimento-a ao vê-la passando dispersa ao meu lado.

- Oi, Biel! – Ela me cumprimenta de volta. De longe, esse é o pior apelido que se pode ter, mas ela é a única pessoa em todo esse vasto e gigante mundo que tem permissão para me chamar desse jeito tanto quanto horrendo. Meus lábios se curvam em um sorriso amigável.

- O que faz por aqui? Não deveria estar se arrumando para o jantar? – Pergunto estendendo-a o braço para caminharmos em direção ao jardim.

- E você não deveria estar treinando? Desde quando você fica livre nesse horário? – Com um tom sarcástico, devolve a minha pergunta. Sua aparência é completamente diferente de quando a vi pela última vez, umas semanas atrás. Está com as bochechas coradas, olhos mais vivos. Mais... feliz, eu acho.

- Ótima questão! Que isso fique entre nós, por favor. Se descobrirem que fugi do treino...

- Nada acontece! – Drey me interrompe e caímos na gargalhada. Fico feliz por estar fazendo-a sorrir depois de tanto tempo.

- Estou orgulhoso de você, por ter se esforçado e saído do seu quarto. Contemplar ambientes diferentes faz bem. – Comento depois de certo tempo andando ao seu lado. Minha irmã direciona o seu olhar a mim, como que surpresa por minhas palavras repentinas. Eu também ficaria... Foi meio do nada. Agora, pensando bem, percebo que seria melhor ter ficado calado, talvez.

- É... Ficar triste em um lugar só é entediante. Tive que trazer a minha melancolia para as árvores também. – Depois de um tempo calada, ela diz enquanto se senta na grama levemente molhada por causa do orvalho. Engulo em seco e dou um longo suspiro contido, disfarçando-o com o fato de estar me sentando ao teu lado, fazendo com que pareça que eu esteja apenas cansado.

- Drey... Não fique assim. Você sabe que pode contar com seu irmãozinho aqui, não sabe? Sempre que precisar, e quando não precisar também, estarei disposto para você. Em minha agenda, há sempre um espaço vago para o nome Audrey, ok? Divida a sua tristeza comigo. Deixe-me tomar a sua dor. Tem ideia de o quando eu sofro por vê-la sofrer? Acho que não... – Tento aumentar sua autoestima. Seus olhos ficam tristes rapidamente, e enchem de lágrimas que navegam no limite de seus belos mirantes cor de âmbar.

- É uma carga pesada demais para dividir. Nem se eu quisesse, seria capaz de pegar metade e depositar em ti. Sabe quando tens que pegar algo muito pesado e dividir, mas mesmo sendo apenas a metade é demais para você carregar sozinho? – Me apoio no troco de árvore atrás de nós e ela se apoia em meu tronco. Passo o braço ao seu redor, num abraço sincero a fim de protegê-la.

- Então divida comigo aos pouco. De metade em metade. – Sugiro.

- Quem me dera que fosse tão simples como você faz parecer ser. – Pensa alto.

- Ei, olhe para mim. Eu sou teu irmão mais velho, seu amigo! Pode confiar em mim. Conte-me o que você sente. Diga-me o que posso fazer para amenizar sua dor. – Direciono seu olhar vago para mim, fazendo-a prestar atenção em minhas palavras. Audrey dá um longo e sofrido suspiro.

- Não sei se está na hora de dividir tudo com você, Biel. Eles não me deixariam fazer isso, não sem permissão. É arriscado para nós dois. Não quero pagar caro por isso. Já levaram a minha mãe, não quero que ninguém mais se vá. Olha, assim que puder te digo tudo. Ou talvez não... – Seu olhar perdido volta. Está delirando de novo?, me pergunto. Audrey se levanta e sai correndo em direção a Floresta Negra.

- Drey! Drey! Onde você está indo?! Quem são Eles? Volta aqui! – Penso em ir atrás dela. Sou mais rápido e conseguiria alcançá-la com facilidade, mas sou idiota e permaneço sentado ao chão. Pelo menos assim posso chamar os soldados para irem comigo, assim serão menos pessoas perdidas na densa e horrenda floresta...

Mas o que diabos ela estava falando? Quem são Eles? O que deu nela para ir em direção à Floresta Negra? E se ela não sair viva de lá?

Vou correndo em direção a cozinha do castelo para comer algo antes de entrar na difícil tarefa de resgatar minha irmã das maldades que só Deus sabe que há naquela mata. Tento conter meu desespero, pois não quero que os empregados saibam desse acidente. Iremos até lá, encontraremos Audrey e tudo estará bem. Ninguém irá notar a ausência dela.

Por causa das minhas palavras mal escolhidas, ela está lá correndo perigo. A culpa é minha. Tirarei ela de lá.


Notas Finais


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