História Forced marriage... with a vampire - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V, Xiumin
Tags Bdsm, Bts, Jikook, Namjin, Vampire, Vampiro, Vhope
Exibições 874
Palavras 5.408
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEI, MEUS AMORES! ^-^
Tenham uma boa leitura ^-^

Capítulo 11 - Uma mentira ou uma irônica verdade...


—Ora foi o Sion que o matou, quem mais você achou que fosse? —Disse com uma certa naturalidade, resvalando ainda mais o seu sorriso sarcástico e mordaz, ressaltado mais ainda a sua pergunta possivelmente retórica.

Não... Não! Não podia ser! Aquilo tinha que ser uma mentira. Uma fraude, um engano, uma mera ilusão. Tudo, menos a verdade! O Sion não era assim, bem de acordo com o que a minha mente concordara, ou eu pelo menos achava que ele não era. Caminhei a passos desajeitados para trás, atordoado, esbarrando as costas na gaveta que ainda jazia aberta, fazendo balançar um pouco o armário branco. Foi como se tivessem me desferido um tapa na cara, daqueles bem ardidos, tamanho fora o choque que as suas palavras me causaram. E como se lesse a minha mente, a vampira pergunta em uma postura satisfatória e um tanto instigante:

—A verdade dói, não dói? —Permaneci em silêncio a encarando com um certo ódio, cerrando os olhos e apoiando as minhas mãos na gaveta atrás de mim. —Então me diga como é saber que o seu protetor é um assassino a sangue frio? —Perguntou sorrateiramente, se aproximando devagar e provocante até mim. Percebi que a sua intenção era me provocar e eu devo admitir que até certo ponto estava funcionando. A minha mente estava um turbilhão, me perguntara se era ou não a realidade, mas mesmo vendo o meu estado, ela continuou com as perguntas consecutivas e notavelmente perturbadoras. —Me diga como é saber que tem alguém tão perigoso perto de você? Quem já matou um pode matar outros, não acha? Ser o favorito do Sion agora não parece ser algo tão bom, não é Park?

—Para! —Exclamei quando cheguei no meu limite, me exaltando e pondo as mãos na cabeça como se ela doesse, atraindo o olhar analisador e sucinto da vampira. —O Sion nunca faria uma coisa dessas! —Os meus berros contrastaram de maneira perturbadora com a sua voz baixa e suava que não desistira de seus desatinos.

—Ah é? —Me mirou com um olhar indagador. —E o que faz você ter tanta certeza assim? Você mal o conhece, não sabe e nem faz ideia do que ele pode e do que ele é capaz de fazer. —E outro choque de realidade me abateu. Era verdade, eu mal conhecia o Sion e colocar a mão no fogo por ele era como circundar uma corda em volta de meu pescoço, mas algo em meu subconsciente me dizia que ele não era o responsável por tal atrocidade. E a minha lembrança de a poucos dias atrás, de seu olhar melancólico ao eu mencionar a morte do Min, reforçava bem isso em minha mente, e contrariando todos os meus instintos e lógica do momento para acusá-lo eu me forcei a negar. Quero dizer, não entrava na minha mente que alguém que parecia tão destruído e abalado com a morte do outro seria o autor deste crime. E eu em toda a minha grosseria e ilógica, levantei ferozmente a minha cabeça para dar uma resposta digna a aquela vampira esnobe.

—Porque ele não é um vampiro sujo como você e a sua irmã! —Falei, quase cuspindo em sua cara de tanta revolta e do sangue fervente que corria em mim. A sua feição autoritária imediatamente se desmanchou em raiva, vendo que eu não correspondia mais as suas provocações como antes. Ela perdeu o seu controle, se é que tinha um, se embebedando em fúria e segurou o colarinho de minha blusa com ambas as mãos, mas sem me enforcar, o que para mim era um alivio, porque eu não aguentaria mais uma sessão dessas. Ela apenas o fez para me puxar para mais perto, meio que me erguendo um pouco e me deixando na pontinha dos pés, e fitando ferozmente os meus olhos ela começou a vociferar descontrolada.

—Escuta aqui baixinho, quem você acha que é para falar assim comigo?! —Fez uma breve pausa, quase sibilando um rosnado com o seu descontrole. —Você não é nada! Apenas uma pedrinha incomoda que fez questão de entrar no meu caminho, mas se você pensa que vai tirar o Comandante de mim, está muito enganado. O Jeon é meu, ouviu? MEU! —Tá legal, eu não faço ideia de como o assunto pulou do Sion para o Jeon, mas levando em conta que o recalque é muito forte e o quanto essa vampira louca, eu não estranhei nem um pouco e também nem tive como contestar, afinal a vampira aqui é muito mais forte do que eu e também eu não queria entrar em uma discussão com ela por causa do Jeon. Ela parecia estar prestes a dizer mais alguma coisa, provavelmente mais um insulto ou afronta, mas antes que pudesse, uma voz grave ressoou no salão da biblioteca a fazendo parar instantaneamente.

—O que você pensa que está fazendo, Lee Yoora? —A vampira prensou as pálpebras, franzindo o rosto num claro ‘’droga, sério que ele tinha que aparecer agora?”. Eu reconhecia bem aquela voz e sabia quem era o seu dono assim como eu também sabia e tinha a certeza que ela soava falsamente calma e tranquila, apenas por pura ironia. Ela pertencia ao responsável pela coleta, o soturno vampiro Vahang Sion, o meu maior temor naquele momento.

E ao estreitar um pouco mais o meu olhar, lá estava o vampiro apoiado em uma das pilastras da biblioteca com os braços cruzados e uma cara nada satisfatória e repreensora. Só o fato dele ter chamado a vampira pelo nome completo, já demostrava o quanto ele estava sério. Bem, pelo menos é assim na minha casa. Quando a minha mãe me chama de Park Jimin, eu me encolho todo, já presumindo o que estaria por vir. E com a vampira não foi diferente, ela largou as minhas vestes e a sua postura de outrora havia mudado, ainda me encarando, sem estar com a mesma postura irritadiça de antes, e sem olhar para o Sion, talvez por uma falta de coragem. E com uma certa naturalidade e decepção ela respondeu:

—Nada. —Suspirou, fechando as pálpebras e prensando os seus lábios um no outro. Que cínica! —Eu só estava organizando os documentos como você havia me pedido, Vahang-sama. Falou a segunda frase olhando agora para o vampiro que se aproximava tranquilamente a passos firmes e ressoantes.

—É mesmo? Pois não foi isso que me pareceu. —Disse baixo e irônico, parando ao seu lado com as mãos entrelaçadas atrás das costas. De fato, ele estava jogando com a vampira, soando profundamente sombrio e é nessas horas que o Sion me dá calafrios. E eu não vou negar que eles foram ainda mais intensificados pelo medo de ser pego no flagra por quem eu menos gostaria, afinal eu estava vasculhando as coisas do Sion, e também aquela suspeita dele ser o autor daquele crime me atormentava. E por mais que eu desacreditasse nessa possibilidade isso não amenizava o temor de meu corpo. Meu estômago revirava num claro ‘’Corre dali!’’ e as minhas mãos transpiravam devido a ansiedade. Por mais simpático e protetor que ele fosse às vezes, ele ainda era um vampiro e considerado por mim muito perigoso.

—Não tenho culpa se ele me apareceu por aqui. —Retrucou em sua defesa sendo singela, tentando não parecer desrespeitosa, mais ainda assim deixando a sua arrogância clara.

—Não tenho culpa. —Entoou repetido a frase e fingindo um falso pensar com o indicador na ponta de seu queixo. —Essa tem sido muito a sua desculpa de ultimamente. Quando é que você vai se dar o trabalho de inventar novas, hein Yoora? —Se inclinou ainda com as mãos nas costas, para sussurrar cada sílaba de seu nome bem próximo ao ouvido da vampira, a deixando a arrepiada de uma ponta a outra de seu pescoço, sorrindo satisfeito com o efeito causado. Não era um arrepiar erótico, mas sim de um de me medo daqueles de gelar a espinha. E sabendo possivelmente o que o vampiro era capaz de fazer, ela tenta se justificar.

—Sion, não é o que você estava pensando é só que... —Foi interrompida, calada pela própria voz do outro que soara mais grossa dessa vez.

—Não quero mais uma de suas desculpas Yoora, apenas volte ao seu trabalho, sim? —Acenou com a própria cabeça. —E não me dê o desprazer de ter de encontrar uma cena dessas novamente. —Ditou firme e a vampira fez o que melhor lhe cabia, obedecer.

—Sim, meu senhor. —Revenerou, se afastando de nós para voltar aos seus afazeres. E quando eu já suspirava aliviado pensando já estar livre da vampira e da possibilidade de ser pego no flagra pela própria pessoa em que eu estava vasculhando informações, ele ergue a voz a chamando novamente interrompendo o seu percurso.

—Espere! —Gritou, e a vampira virou-se balançando um pouco os seus cabelos negros com a mudança repentina de posição, afinal a voz dele soou bem firme e autoritária e após uma bronca dessas, a possibilidade da vampira estar assustada com o chamando era grande. Ela devia estar imaginando o que mais ele queria, mas mesmo assim ela o obedeceu prontamente, retornando para próximo de nós. —Me entregue esta folha que está segurando. —Ditou, estendendo a sua mão para que a vampira dispusesse o papel em sua palma, e na hora a feição da outra se destoou, sorrindo maleficamente para mim, tendo a certeza de eu iria me dar mal com esse ato. E ela ainda fez questão de deixar isso bem claro em seu comentário, apontando para mim. Dedo duro do caralho!

—Peguei ele fuçando esses arquivos, Sion. —Engoli seco temendo por minha vida, afinal eu não sabia qual seria reação do Sion, e julgando pelo o seu mau humor, ela não podia ser das melhores. —Você vai gostar bastante de ler e... —Foi cortada novamente.

—Estranho, eu não me lembro de ter pedido a sua opinião*. —Wow, pelo visto ele está realmente irritado. O Sion mesmo com raiva costuma dar respostas enigmáticas com broncas baixas e tranquilas, mas daí a ser grosseiro dessa forma estava totalmente fora de seu habitual e aquilo só me fez temer mais ainda. A vampira por sua vez calou-se, e deu uma revirada discreta nos olhos saindo com rapidez do recinto, afinal tomar mais uma patada dessas seria brutal.

Sion por sua vez pôs-se os seus olhos imediatamente sobre o papel lendo com pressa as suas linhas para ver logo do que ele se tratava, bufando ao seu fim. Eu estava receoso e temente, remexendo as minhas mãos umas nas outras enquanto o vampiro abaixava vagarosamente a folha com uma expressão mista que eu não pude identificar com precisão se era de raiva, frustração ou se ele nem sequer tinha se importado com o ocorrido. Ele ditou um ‘’venha’’, mas sem me dar escolha nenhuma, agarrando em meu pulso e me arrastando com uma certa força e violência para fora da biblioteca. Obviamente eu caminhei de maneira desengonçada enquanto eu era puxado que nem um saco de batatas, murmurando algumas palavras a contra gosto, enquanto o vampiro andava firme e olhava apenas para a sua frente. Irritado? Talvez.

Quando atravessamos a porta do salão, eu finalmente reagi, tomando de volta o meu pulso o repuxando para o lado oposto em que o Sion arrastara. O que me impressionou muito foi que ele não pôs sequer nenhuma força adicional para me manter em seu aperto, tornando consideravelmente fácil de me soltar.

—O que deu em você, Sion?! Não precisa me arrastar assim não! —Reclamei alisando o meu pulso e vendo o vampiro se virar para falar comigo. —Olha, eu sei que eu não deveria, mas... —Fui interrompido.

—O que deu em mim?! Você não quis dizer o que deu em você? —Enfatizou, apontando para mim meio revoltado, mas sem gritar muito alto. —Você podia ter morrido, Jimin! Você sabe muito bem o quanto é perigoso andar sozinho nas dependências do castelo. É claro, que agora você tem a proteção do Jeon e alguns até te respeitam, mas isso não te isenta de conspiradores e de pessoas como a Yoora. —Ele gesticulava com as mãos e parecia notavelmente irritado e perturbado, mas não pelos motivos que eu imaginava. Parei um pouco pensando, ignorando as suas lamúrias, e refletindo sobre o porquê dele estar assim, até que uma frase que eu tive a sorte de captar se seguiu. —...Tem noção de o quanto eu fiquei preocupado quando eu não te vi com o grupo? —Pera, ele disse que estava preocupado e COMIGO?!! Então essa irritação e mudança comportamental era por isso? Só por isso! Obviamente eu fiquei meio chocado e um pouco mexido, mas mesmo assim eu me contrariei agindo como uma criança birrenta, que se irrita com a proteção excessiva de seus pais. Achei o seu surto de preocupação um exagero e contrabati.

—Aish, mas que coisa! Não sei porque você ficou tão preocupado. —Fiz bico. —O Tae não disse que eu tinha ficado no quarto? E que eu estava indisposto? Então, não precisava vir me procurar! —Por fim cruzei os braços deixando bem claro que eu estava bem, só que não, e que eu sabia me virar sozinho.

—E isso faria o maior sentido do mundo, se eu já não tivesse te visto junto com os outros. –Praguejou se aproximando lento e de modo torturante de mim, com um sorriso casto. —E pelo que eu saiba quem está indisposto não sai do quarto. —Sussurro e abaixado e bem próximo de meu rosto, já estava vermelho pela proximidade engolindo seco e nervoso pelo o que ele faria e assim ele quebrou toda aquela tensão dando leve um peteleco em minha testa assim como fazem com as criancinhas. —Aish! Que garoto mal agradecido.

—Aii! —Gritei, esfregando a mão na testa enquanto o vampiro dava uma risadinha básica. Pelo visto a irritação já havia passado. —Mas eu estava bem misturado com grupo. —Murmurei. —São várias pessoas, não tinha como você se dar conta de meu sumiço. A não ser que... você tenha prestado atenção em mim. —E num ato impensável por mim, ele tombou a cabeça me olhando com um olhar claro e afirmativo, sabe daqueles como se fosse óbvio.

—Eu sempre presto atenção em você, Jimin. —Disse calmo. E nessa hora eu me senti um completo idiota! O cara estava sendo totalmente compreensivo e cuidadoso comigo, verdadeiramente, e eu estava sendo um completo cuzão. Sem falar que eu fiquei totalmente ruborizado com o contexto dessa frase e das anteriores também. Ele estava revoltado por estar preocupado comigo. O meu coração deu uns coiso e obviamente precisei disfarçar o meu conflito interno. Sion você não pode dizer uma coisa dessa na cara de pau! Existem pessoas cardíacas no mundo.

Ele meio que ignorou ou não percebeu, e então deu uns passos para frente. —Agora vamos. —Disse chamando a minha atenção, se atando logo de virar-se, balançando a cauda de seu sobretudo, desta vez da cor vermelho tinto. Já eu permaneci parado, estagnado em meus pensamentos. Preciso da minha bombinha de asma.

—Jimin. —Me chamou novamente, apenas virando meio corpo para me olhar e então eu imediatamente acordei.

—S-sim. —Respondi meio tímido e dei uma rápida corridinha para parar ao seu lado e poder assim acompanhá-lo devidamente. Não deu nem cinco minutos e eu já percebi que íamos caminhando para uma direção totalmente oposta da que eu estava acostumado e mesmo estando um pouco acanhado eu perguntei, iniciando uma conversa enquanto andávamos.

—Para onde estamos indo? O salão das aulas não fica por ali. —Falei apontando para o outro lado.

—Eu estou te levando para o Xiumin, mais precisamente para o escritório de seu mestre. Não posso deixar você voltar para as aulas agora, a Senhorita Hieon é bem chata com faltas e provavelmente te daria uma bela punição por ter cabulado, caso voltasse. O melhor a se fazer agora é manter essa mentira, e como eu tenho os meus compromissos e não posso ficar de olho em você, eu vou te deixar com o Xiumin até as aulas acabarem.

—Err... obrigado. —Abaixei a cabeça minimamente, caminhando em silêncio.

—Está envergonhado, Jimin-ah? —Perguntou sorridente, virando a cabeça para me olhar

—N-não, não! Não é isso, é só que...—Suspirei. Repensando bem antes de falar. Se concentre Jimin! E assim rapidamente pensei em um assunto. —Você não vai me perguntar o que eu estava fazendo na biblioteca com aquela folha?

—Pra que, se eu já sei a resposta. —Deu de ombros, ficando em silêncio novamente para logo depois corta-lo com o seu estilo zomboso e provocador com um sorriso elegante nos lábios. —A curiosidade matou o gato, sabia?

—Sabia. —Revirei os olhos para ele recebendo uma risada em troca. E depois de um tempo...

—Chegamos. —Falou, e eu parei olhando para a porta. —Já pode ir. —Completou.

—Não vai entrar comigo? —Perguntei arregalando as minhas pupilas.

—Não quero entrar no território de outro vampiro, ainda mais com quem eu não tenho muita apatia e como eu nem fui convidado, isso poderia ser considerado um desrespeito. —Abaixei a minha cabeça frustrado. —Mas não se preocupe, como você é um humano não terá problema. O Kim é bastante gentil e também eu tenho certeza que o Xiumin estará lá dentro, afinal ele vive enfurnado ai. —Falou me dando mais confiança.

—Agora eu tenho que ir. Tenho que encontrar o Yoongi e avisar que eu já te achei.

—Você mandou o Yoongi me procurar também? —Perguntei arqueando uma de minhas sobrancelhas levemente demonstrando surpresa.

—Não só ele, como também a Yoorin. —Fiquei meio impressionado por ele ter posto todos atrás de mim. Sabe, me sentindo importante. —Agora eu tenho mesmo que ir. —Aproximou a sua mão de mim, provavelmente para afagar os meus cabelos em uma sutil brincadeira de despedida, como ele faziam comumente, porém desta vez eu me afastei minimamente. O por que? Eu estava com medo daquelas mãos, talvez manchadas de sangue como a Yoora acusara, e isso definitivamente ia mudar o meu comportamento diante o Sion daqui pra frente. Ele apenas me olhou meio torto estranhando o meu ato, logo recolhendo a sua mão e a colocando em seu bolso. —Bem, se é assim, apenas se cuide, está bem Park? —Não disse nada e concordei com a cabeça vendo logo o vampiro se distanciar e sumir no longo corredor.

Ainda meio inerte abri a porta sem cerimônias, um erro grave, mas considerando o meu desespero, não fui capaz de raciocinar e assim o fiz. O escritório desse general era bem bonito não tinha a grandiosidade do escritório Jeon tais como, extenso e uma área de recepção. Não era tão moderno, estava mais para um aspecto rustico e militar, mas ainda assim chique. Para a minha sorte, só tinha o Xiumin ali e ele batia levemente um conjunto de folhas na mesa de madeira envernizada para alinhá-las. Bem... era isso que ele fazia até perceber a minha presença e me olhar surpreso, pois tecnicamente não era para eu estar ali, e se não fosse por Sion, talvez eu nunca teria descoberto esse lugar. Sim, o castelo é bem grande, tipo uma cidade.

—Jimin, o que você está fazendo aqui?! —Indagou boquiaberto largando as folhas que arrumara e vindo na minha direção.

—Hyung. —O chamei melancólico correndo para abraçá-lo e sendo retribuído e acolhido pelo mesmo. —Eu acho que fiz besteira. —Lamuriei em seu ombro.

-X-

—Isso é mentira! —Exclamou o de pacto.

Havia contado toda a história para o vampiro, eu já tinha me acalmado e agora estávamos sentados nas duas cadeiras de visitas a frente da mesa, as colocamos viradas uma para a outra para conversarmos melhor. Levei várias broncas do mais velho por ter iniciado aquela missão suicida. E como podem ver, esta foi a reação quando eu mencionei o que a Yoora havia me contado.

—Eu também pensei nisso quando ela me contou, mas a gente não pode excluir essa opção. O Sion é um vampiro bem perigoso, dissimulado e...

—Jimin. —Me chamou sério, me interrompendo. —O Sion não matou o Yoongi.

—Eu sei Hyung, que é difícil de acreditar, mas e como eu disse antes, não podemos descartar essa possibilidade. —Pôs a sua mão por cima da minha, que estava apoiada em meu joelho, a segurando e fitando profundamente os meus olhos.

—Você não me entendeu. —Balançou a cabeça para os lados. —Estou querendo dizer que não foi ele. —Afirmou convicto.

—E o que te faz ter tanta certeza assim, hein Xiumin? Você por acaso sabe quem é o assassino? —Não, eu não sei. Como eu disse antes eu sei muito pouco sobre isso. —Tirou a sua mão de cima da minha. —Mas eu tenho certeza que não foi o Sion.

—Por que? —Perguntei.  

—Pensa comigo. —Pausou se ajeitando na cadeira e demonstrando um certo ânimo para com a explicação. —Por que o Sion ressuscitaria o Yoongi depois de tê-lo matado? —Indagou—E mesmo que tenha um motivo para ele fazer algo do tipo, o que eu duvido muito, um pacto é um acordo consensual e precisa do consentimento de ambas as partes para acontecer, e não creio que o Yoongi aceitaria ser um servo eterno de seu próprio assassino, por mais que ele quisesse viver.

—Mas vai que ele só ressuscitou o Min para ficar com ele por amor, obsessão ou sei lá o que. —Comentei.

—Continuaria sem fazer sentido. —Afirmou. —Na época o Sion era um dos vampiros concorrentes e poderia muito bem ter a mão do Yoongi, mas com o pacto a relação deles se tornou praticamente proibida e condenável. Um de pacto nunca pode ficar com o seu mestre, é humilhante e suja o renome, além de tirar alguns privilégios.

—Realmente pensando por esse lado, não tem como ser o Sion mesmo. —Conclui. —E também confesso que eu acho que não faria sentido ele matar o Yoongi com uma lâmina e nem sequer tomar uma gota de seu sangue.

—Uma lâmina? —Riu e eu tombei a cabeça sem entender a situação. —O Sion nunca usaria uma arma branca para matar alguém, ele não precisa disso, ainda mais com o poder que ele tem.

—Que poder? —Perguntei, porém quando Xiumin estava prestes a me contar ouvimos o barulho meio abrupto da porta se abrindo.

—Xiumin, eu preciso que você pegue uma transfer... —Parou no meio de sua frase quando me viu. —Quem é? —Perguntou neutro apontando para mim. —O garoto, ou melhor, o homem, já que ele parecia mais velho e muito bem formado. Tinha fios negros, pele clara e olhos amendoados. Ele vestia uma roupa toda preta, mas visivelmente militar, com um colarinho de ponta branca que ia até a garganta, e coturnos. Na frente de seu pescoço, no tecido, havia um número branco estampado, mais precisamente o número seis. Deduzi que provavelmente simbolizava o número de seu exército, já que para mim aquele só poderia ser o mestre do Xiumin, um dos generais.

—CHEN! —Exclamou, se levantando rápido da cadeira. —O-olha, eu p-posso explicar. —Falou nervoso, porém a face do vampiro ainda permanecia tranquila. —Ele é um dos humanos que eu tenho cuidado na seleção. Mil perdões Senhor Chen. Sério mesmo. —Se curvou como forma de desculpa. —Eu sei que não devia trazê-lo e eu assumo total responsabilidade.

—Calma Xiumin. —Deu uma risada fraca descontraída, deixando a caixa que carregava em cima de um aparato e indo de encontro ao vampiro que ainda estava curvado, acariciando os seus fios, fazendo-o assim com que ele se reerguesse. —Eu já disse que não precisa agir assim. Você pode trazer os seus amigos quando quiser, contanto que não destoe de seus afazeres. —Ele tinha um sorriso lindo, mesmo com as presas, e parecia verdadeiro e bastante simpático, literalmente uma agulha no meio um palheiro de discórdia. O Xiumin tem sorte de ter um mestre assim. Ele fez até uma leve brincadeira fazendo uma falsa careta repreensora no final no ‘’não destoe de seus afazeres’’, arrancando uma leve risada do outro.

—Sim, meu senhor. —Respondeu contido. O vampiro por sua vez se aproximou de mim, e como eu ainda permanecia sentado a cadeira, ele se agachou na minha frente ficando a minha altura, ou melhor, um pouco mais baixo e disse:

—Então, você é o humano que tem ajudado o meu Xiumin. —Falou simplista e eu vi imediatamente o acastanhado corar atrás de si, grudando os braços ao lado de seu corpo.

—Eu ajudar ele? —Ri. —Não seria o contrário? —Perguntei, afinal era sempre o de pacto que cuidava da minha segurança e da do Tae.

—Você não têm ideia do quanto o Xiumin mudou depois que vocês humanos chegaram. —Respondeu bagunçando os meus cabelos e se levantando, se pondo ao lado do outro vampiro, em seguida o abraçando de lado enquanto ele estava meio encolhido. —O Xiumin quase não falava com ninguém por causa do transtorno pós traumático, ficava amuado pelos cantos e mal dormia e comia direito. Fico feliz que a minha sugestão dele ajudar na coleta tenha dado certo e agora ele ande mais disposto. —Sorriu e tirou o braço do outro. —E você? Qual é o seu nome humano?

—Me chamo Park Jimin, general. —Respondi simpático.

—Ah, você é o mais novo esposo do Jeon. —Constatou.

—Nem me lembre disso. —Respondi revirando os olhos e o vampiro deu uma risada entre cortada.

—O meu nome é Kim Jongdae, sou o General do Exército Relâmpago, o sexto dentre os sete, mas pode me chamar apenas por Chen. —Estendeu a mão para mim em um comprimento e eu o correspondi.

—Prazer!

—Bem, eu vou deixar vocês dois aqui conversando, e vou pedir também para a Ming trazer um chá e biscoitos para vocês, podem ficar à vontade. —Disse o Chen se aproximando da porta, mas sem antes ser interrompido por Xiumin.

—Mas Chen, você mesmo não disse a pouco que precisava da minha ajuda para uma transferência? —Indagou meio irritado e decepcionado.

—Eu posso cuidar disso sozinho Xiu. —Disse segurando o batente da porta. —Pode aproveitar a manhã com o seu amigo.

—Mas...

—É uma ordem, Xiumin. —Disse um pouco sério para convencer do outro a ficar, mas sem parecer ameaçador ou arrogante.

—Está bem... —Murmurou abaixando a cabeça.

—Não fique assim, ok? —Levantou a cabeça do outro segurando singelamente em seu queixo. —Eu volto mais tarde e eu consigo me virar, apenas aproveite a folga. —Se despediu de Xiumin e acenou para mim saindo pela porta.

—Odeio quando ele faz isso. —Fez bico se sentando na cadeira e eu ri. Nunca tinha visto a ‘’omma’’ assim antes.

—Odeia quando ele te deixa descansar? —Perguntei com um tom semelhante a zombaria. Brincando.

—Odeio quando ele me dá esse tipo de ordens. —Eu sei que seria muito mais rápido e prático se ele me deixasse ajudar mais com a expedição. —Resmungou.

—Vai ver que ele só não quer te sobrecarregar, mas se isso te irrita tanto porque você não desobedece e o ajuda um pouquinho? Sei que ele te pediu para ficar longe, mas tenho certeza de que ele ficaria bastante grato pela sua ajuda. E também ele parece ser do tipo bem compreensivo.

—E é o que eu faria, mas um de pacto nunca devem desobedecer os seus mestres.

—Ah, qual foi? Só dar uma de rebeldezinho não vai te fazer mal.

—Se eu desobedecer eu posso morrer, Jimin. —Disse sério e eu arregalei os meus olhos, assustado com a possibilidade daquele vampiro doce realmente matar o Xiumin. —Não, não é isso que você está pensando. —Balançou os braços negativamente. —O Chen nunca faria algo assim comigo, o problema é esse pacto. —Suspirou. —Como eu estou morto e o meu coração não bate mais, a única coisa que faz o meu sangue correr dentre as veias é o acordo que eu fiz com o Chen. É a sua ‘’magia’’... —Fez aspas com as mãos’’ —...que me mantem vivo e se eu desobedecer, mesmo que seja uma simples ordem de pegar um mísero copo d’água, essa magia se quebra e eu posso morrer e não tem nada que o Chen posa fazer para evitar. Por isso nós os de pacto somos tão fiéis aos nossos mestres.

—Ow, eu não sabia disso. —Disse surpreso. —Pelo visto o assunto é mais complexo do que aparentava.

—Aham. —Concordou com a cabeça.

Continuamos conversando sobre esse assunto, o de pacto, e dentre outros que contavam inclusive com a minha descrição dos encontros que eu tivera com o Jeon, deixando bem claro para o outro o quanto eu achava aquele vampiro louco e tentadoramente belo. Tudo isso enquanto bebericávamos o chá que a Ming havia trazido juntos com os biscoitos, que diga-se do meu comentário, estavam ótimos. Nunca comi cookies* tão bons. Mas por mais que a nossa conversa estivesse divertida e engraçada, por conta dos comentários chatos e insistentes do Xiumin que abria a boca para falar e insinuar que eu estava sentindo algo pelo Jeon ou até mesmo pelo próprio Sion, O que era um absurdo, se gerou uma birra bem grande de minha parte. Mas devo admitir que entre os dois, eu preferia o Jungkook, por mais que o Sion fosse belo e notavelmente mais simpático. Eu me sentia mais seguro com ele e sensações estranhas e ardidas como um chicote deixavam o meu corpo quente. Porém por mais que a minha conversa com o Xiumin estava sendo agradável, eu tinha que ir. A aula da senhorita Hieon já tinha acabado e eu não queria deixar o Tae sozinho por muito tempo. Obviamente, do jeito teimoso e inconsequente que eu sou, eu insisti para o Xiumin me deixar ir sozinho, mas não adiantou. O mais velho não permitiu e ainda teve a audácia de me chamar de um louco e terrorista contra a própria vida. Ah, ele também fez a questão de me lembrar do evento da biblioteca. Resumindo, eu levei uma bronca.

Uma bronca que se perpetuou pelo caminho quase todo! O Xiumin tagarelava como uma típica mãe revoltada. Eu já nem mais prestava atenção, só ficava andado olhando para os meus pés. Pensando que se não fora o Sion, então quem matou o Yoongi? Até que eu me dei conta de uma coisa, o Xiumin também era um de pacto assim como o descolorido, ou seja, ele também havia morrido. E eu me perguntara se ele também tinha sido assassinado ou se o seu assassino ainda estava a solta por ai como o do Min. É claro, também havia a possibilidade dele ter tido uma morte natural, mas o Xiumin era jovem e fisicamente saudável, descartando essa possibilidade, e também tinha o fato dele ter TEPT, o que indicava que a sua morte fora dura e traumática. Por isso desta vez eu optei por deixar a minha curiosidade de lado. Queria o bem do meu amigo e tocar em assuntos tão sensíveis era cruel demais. Ele já estava melhorando como dissera Chen, então naquele caso o passado não importava, mas sim o seu bem estar, contanto que ele já tivesse superado. E era nisso que eu pensava, até eu bater em alguém que eu carinhosamente apelidei de porta, pela altura e pela magreza. Esfreguei a minha testa e olhei para cima prestes a me desculpar e foi quando eu vi uma cabeleira rosada e um rosto bem familiar.

—JIN! —Exclamei surpreso pulando nos braços do mais velho que logo riu, me deixando no chão após findar o abraço.

—Jimin, quanto tempo! —Exclamou sorridente. —O que você faz aqui?

—Coleta. —Respondi meio seco, revirando os olhos e bufando. Percebi que o Jin estava acompanhado de um garoto loirinho e com traços infantis o qual Xiumin encarava com uma certa curiosidade, mas na hora eu nem me importei, só queria matar a saudade do meu Hyung.

—Mas e então Jin, você está vivo! Eu estou tão feliz por isso! —Sorri de lado a lado, afinal eu já estava pensando no pior e vê-lo bem me trouxe um grande alívio e felicidade. —E então, me conte como vão as coisas?

—Bem, muita coisa aconteceu desde que nos vimos pela última vez, Jimin. —Passou a mão atrás de seu pescoço constrangido como sempre fazia, mais uma de suas manias, o que eu não estranhei, mas o que eu estranhei mesmo foram as duas perfurações do lado de seu pescoço.

—J-Jin... —Falei meio chocado com a mão na boca e apontando para o seu ferimento.

—I-isso é uma mordida? —Tampou a área imediatamente e me olhou meio sem graça.

—Sim, Jimin. Ela é uma mordida de vampiro. —Confirmou sorrindo de nervoso.

 

 

 

 


Notas Finais


*1- TURN DOWN FOR WHAT
*2- Isso porque você ainda não comeu todos ( ͡° ͜ʖ ͡°) ou o contrário. Ser comido por um biscoito não me parece tão ruim SHUASHUHSA
~Nossa, eu tenho que parar com essas anotações >.<

Comentário da autora: Olha eu sei que esse cap pode ter parecido meio monótono e tals. E me desculpem por isso ;-; É que tinha muito diálogo e coisas para serem explicadas e acabou ficando meio grande e não dando para eu colocar tudo que desejava, mas eu prometo que o próximo vai estar TOP. Do tipo... TOP mesmo! Vou tacar a bomba e sair correndo(e vai ser uma bem mais forte que a do último cap) VAI SER BOMBA NUCLEAR! E prepararem os seus coletinhos, pois só as baratas sobreviveram! É uma pena essas bixas serem tão resistentes T^T Haja SBP e chinelas no mundo.

Vim aqui para panfletar também a fanfic de minha marida, ou ex marida, após a sua mais recentre traição contra a minha pessoa (em processo de divórcio KKKK). Mas mesmo assim ela é uma pessoa boa e deem muito amor e carinho a fic dela. É essa aqui: https://spiritfanfics.com/historia/sucker-for-pain-7164356 É Chanbaek. Quem gostar pode dar um pulinho lá ^-^ Ela disse que tem uma personagem que é inspirada em mim. Estou com medo disso, mas okay ;-;

Ps: Eu ainda estou respondendo os comentários do último cap.
E sim, o Sion surtou porque estava morrendo de preocupação por causa do sumiço do Jimin.
E o Jin e safradu e gosta das mordidas vampirescas, ou não :/ Descobriremos no próximo
E fica a curiosidade de quem é o garoto que está com o Jin.

Bjs e até a próxima, meus amores. ~E para quem quiser entrar no grupo da fic e ainda não me mandou o numero pode mandar ^-^ eu prometo que não mordo


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