História Foreshadow - Capítulo 49


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance, Sobrenatural
Exibições 410
Palavras 1.284
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Heyo! Como estão as coisas? <3

Espero que curtam, boa leitura e nos vemos nas notas finais! o/

Capítulo 49 - Fique Comigo


Fanfic / Fanfiction Foreshadow - Capítulo 49 - Fique Comigo

“E se o amor não existe, vamos fazê-lo.”
                 ― Charles Bukowski

 

Anteriormente...

Eu fiquei parada, ainda processando as palavras, ainda absorvendo o sentimento que havia naquilo.

- Sebastian...

Em poucos momentos depois, já estávamos nos beijando. As ameaças, angustias, problemas e resquícios de maldade externa ficando para trás, sendo substituídos por algo mais consistente.

Você já me pôs nisso, Sebastian...

​Agora...

(...)

- Olha o que você me fez fazer, Sebastian. – comentei, balançando a cabeça enquanto levava mais um pouco de comida chinesa à boca, minhas pernas cruzadas no alto e meus olhos analisando Loki dormindo mais à frente. – A inocência do meu cachorro foi totalmente tirada! – dei um leve empurrão em Sebastian, que deitava de bruços ao meu lado, cansado e vestido apenas com uma calça folgada.

- Ele supera. – resmungou, dando risada, a voz ainda preguiçosa e os olhos fechados.

Revirei os olhos, não querendo dar risada também. 

- Você ainda não me disse o motivo de ter trazido ele, meu livro e os coturnos. – relembrei a surpresa de ver minhas coisas favoritas aqui.

- Você estava mal. – começou, hesitante. - Achei que trazendo essas coisas você ficaria melhor.

Sorri; eu tinha ficado muito feliz quando vi o meu querido Gatsby e os meus coturnos novamente. Esse último, fora realmente uma grande surpresa.

- Como você conseguiu os coturnos de volta? – perguntei, ainda não acreditando; pensei que depois de perdê-los entrando no Lado do Anjo, nunca mais os veria.

Os lábios de Sebastian subiram uma meia curva.

- Digamos que...  vai haver uma pequena alteração na história do Gato de Botas.

Eu encarei ele cética e uma risada alta veio de mim. Meu Deus!

- Você é louco.

- Era importante pra você. – rebateu, seus olhos abrindo gradualmente.

Me prendi nele por alguns segundos, processando que, naquele momento, eu estava bem. Por causa dele. A percepção disso me fez deixar a caixinha chinesa de lado e deitar perto dele, também de bruços, perto o bastante para poder depositar um beijo em cima de suas inúmeras marcas nas costas.

Você já me pôs tão nisso, Sebastian...

- Obrigado. – agradeci, por fim. Ele não disse nada, mas sua mão veio de encontro a minha, dando um aperto nesta.

- Qual é a do livro, Eve? – perguntou, me fazendo lembrar de quando o questionei sobre uma certa caneta.

Me virei para deitar de costas, tentando pensar ao decorrer.

- Ah... – como eu explicaria isso depois do que estava acontecendo entre nós? A resposta com certeza não estava no teto de seu apartamento. – Eu gosto dele. – Sebastian me encarou, esperando o resto, a base disso. Revirei os olhos. – É um livro bom. – foi a vez dele revirar os olhos. Voltei a focar no teto; já que ele queria: – Gatsby, o personagem principal, passou boa parte de sua vida esperando por algo, pondo suas esperanças, expectativas, em uma luz verde que ficava pra além do fim de uma ponte; pra ele, sei lá, era como se aquilo fosse se resumir a sua felicidade. Na vida real, temos muitas pessoas fazendo isso constantemente, e o livro me agrada, porque me lembra que eu não quero ser assim, que eu não quero deixar minha vida se resumir a uma espera. – falei, e hesitante, voltei a olhar para Sebastian, o qual associava a palavra “espera” justamente ao elemento certo: ele. Esse reflexo que eu tinha do livro havia saído do controle desde que o conheci... -  Bom, essa é minha visão mais pessoal da coisa, mas tem outras razões mais críticas pro livro ser o meu favorito – tentei melhorar aquela bagunça: -, tem o contexto, tem a narração dessa terceira pessoa que participa da história, tem o...

- Eu faço sua vida se resumir a uma espera. – disse, me interrompendo e se pondo também de costas, fitando o mesmo lugar que eu.

Olhei para o outro lado, sem saber o que falar. Ele fazia. Eu estava totalmente e completamente envolvida nisso, nele, e não estava deixando isso ir. Eu tinha virado uma espécie de Gatsby. 

- Como é o final? – disse, gesticulando. – Toda essa espera e expectativa, como acaba?

Eu mordi meu lábio inferior; o final era tenso.

- Acaba que tudo que ele fez não é reconhecido pela mulher que ele ama, que inclusive, está casada com outro homem; Gatsby e ela, Daisy, viveram um romance quando ainda eram jovens, e tiveram que se separar. Daisy acabou se casando com outro, e quando Gatsby volta pra ela, Daisy não quer o que ele quer. – expliquei. - No final de tudo isso, Gatsby acaba morto em sua piscina, por causa de algo que ele não fez. – o fitei. – Em meio a tantas pessoas que se diziam amigos dele, dá pra contar em uma só mão quantos deles apareceram.

Sebastian demorou alguns segundos para me dar uma reação:

- Essa literatura americana... – resmungou, vindo para mim e prendendo seus braços em minha cintura, me abraçando e fazendo com que a blusa dele que eu usava subisse.

Eu dei uma risada, passando a mão no cabelo dele e pondo de lado comparações:

- É um clássico.

- Música, que tipo de música você gosta? – ele mudou de assunto.

- Hm... gosto muito daquelas que tocam a alma, sabe? – respondi.

Sebastian hesitou na continuação da conversa:

- Sei. – respondeu. - Sempre tem aquele momento em que você escuta uma música e ela parece preencher sua vida toda.

Eu lhe dei um sorriso esperto.

- Você está cheio de palavras bonitas hoje.

Ele riu e começou a se levantar. 

- Vamos, Eva. – pegou minha mão. – Quero ver isso de novo.

- Ver o quê?

- Sua alma. – devolveu, me impelindo para cima, me fazendo bater de encontro a ele. – Agitada, feliz, livre.

- Feliz? – desatei um riso anasalado; feliz? Depois de ontem? – Eu sou de superar rápido, Sebastian, mas isso ainda vai demorar alguns dias.

- Você nunca dançou comigo, Eva. – Sebastian reclamou, prendendo minha cintura mais a ele e nos levando para longe de onde estávamos deitados. Tentei procurar algo similar nas minhas memórias com ele; não... eu me lembraria muito bem disso. – Nem nessa vida, nem na outra.

- Não tem música. – o olhei com diversão, colocando meus braços em seus ombros e os cruzando de modo solto em seu pescoço, meu corpo balançando de um lado pro outro, seguindo o ritmo do dele.

- Claro que tem. – ele deixou vagar seu tom por entre meus cabelos. – When the night... has come... And the land is dark...

Eu conhecia essa. Eu amava essa. Ele continuou cantando.

Nossos pés seguiam lentamente pelo chão de madeira, cada um com seu perturbar na alma sendo domado pelas vagas memórias da batida da música.

- And darlin', darlin', stand by me...

A letra romântica sendo recontada na voz grave de Sebastian era um pedido, que eu fechei os olhos vendo este como meu. Minhas mãos subiam suave pelo seu cabelo e as dele pelo meu quadril, enquanto a cabeça se mantinha abaixada, mantendo o sussurrar das palavras e o contato comigo.

Mesmo após o final, continuamos ali, naquele suave balançar.

- Você gosta dessa? – quis saber.

- Gosto bem mais agora.

- Você faria o contrário se eu pedisse? – deitou sua testa na minha.

Faria?

- Não. - é claro que eu ficaria com ele, não tinha mais volta pra mim. Sebastian olhou para o teto e sorriu consigo mesmo. – E.… você?

- Nem se você implorasse, Eva. – seu sorriso bonito me tinha.

- Isso é uma promessa? – questionei, deitando a cabeça em seu peito nu.  

- Não – respondeu. –, eu odeio promessas, você sabe. – ele buscou meu queixo, suave, me fazendo alçar-me perdida em seu tom acinzentado das íris. - É bem mais que isso.                                 

 


Notas Finais


Tudo muito amorzinho nessa fic esses tempos, hein? lhsjh

Cap beeem curtinho hoje, a semana foi meio agitada, não deu pra escrever muito e pra completar, hoje tenho um compromisso que eu tenho certeza que vai me levar direto pro sono quando eu chegar (mesmo assim eu amo você, judô. <3). ;/
Porém, como eu tinha escrito algo na semana passada e não queria deixar vocês sem nada no fim dessa semana que foi bastante triste (#ForçaChape), aqui estou. c:

Muito obrigado por terem lido esse cap e pelos coments do cap passado! <3

Cya e até o próximo cap, L.P.'s!

P.S.: escutem o Bukowski.
P.S.S.: link da música que o Sebastian canta: https://www.youtube.com/watch?v=hwZNL7QVJjE


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