História Foreshadow - Capítulo 49


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance, Sobrenatural
Exibições 209
Palavras 2.233
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Fantasia, Festa, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


HEYOOO!
Como estão?! c:
Férias chegando. <3

F.É.R.I.A.S, che.gan.do. <3 <3 <3 <3

Coisa importante: se quiserem sentir uns feels dahora, leiam escutando The Lumineers - Sleep On The Floor , muito boa a música, o clipe, tudo, foi muito bom escrever o cap escutando essa obra divina (sem exageros, blz). <3

Enfim(😂 😂 😂 ), boa leitura! <3

Capítulo 49 - O Passando e o Presente


“Te amo como se amam certas coisas obscuras,

Secretamente, entre a sombra e a alma. ”

― Pablo Neruda, 100 Sonetos de Amor

​Anteriormente...

Brincadeiras à parte, Sebastian circundou minha cintura e murmurou em meu ouvido:

- Olhe. – o que me fez voltar o olhar para as altas janelas atrás de mim.

Eu precisei de um segundo: os feixes de luz passavam pelo vidro aos poucos e iluminavam alguns pontos no chão, como pequenos holofotes, criando um cenário digno de revistas caras.

- Você precisa parar de me mostrar coisas bonitas. – pedi, baixo.

Com os olhos vidrados no horizonte, a morfina foi se esvaindo e o nó na garganta foi se formando. Eu me virei para Sebastian e o abracei, colocando o rosto em seu pescoço e deixando as lágrimas virem, acompanhadas de soluços sufocados.

​Agora...

Na medida em que as lágrimas caiam, meu aperto firme em Sebastian se estendia para uma rigorosa necessidade de estar ainda mais perto dele, de retribuir toda aquela sensação boa que ele tentava me dar através do acariciar nos meus cabelos, dos breves beijos na maça do meu rosto; sua postura em relação a mim era de um tão puro proteger que eu simplesmente me senti bem em baixar qualquer muro que impedisse ele de me ver, de saber o que eu guardava. 

Sua mão subiu para o meu rosto e tocou minha bochecha sucintamente, me fazendo tomar certa distância a fim de olha-lo nos olhos.

Ele escondia tantas coisas...                                  

- Eve... – começou, com a promessa de algo, seus olhos cintilando uma coragem avassaladora.

Eu levei uma das minhas mãos a alguns de seus fios desgrenhados e desci esta pela lateral de seu rosto, admirando como suas feições eram bonitas, como tudo nele parecia me agradar e me chamar.

- Sim?

Sebastian me fitava significadamente, com um analisar demorado em mim assim como o meu nele. Eu sabia que seus pensamentos eram bem mais decisivos do que o meu, embora.

Ele queria falar algo; eu esperaria até que ele conseguisse falar.

Porém, ele desviou o olhar, levando com isso tudo o que pensava e planejava.

Droga.

- Eu... – começou, os olhos perdidos. Sebastian fechou os olhos e balançou a cabeça, levantando de onde estávamos deitados. Não, não se vá. Eu levantei o dorso e observei sem entender, ele caminhar em direção ao mesmo corredor da noite passada e logo voltar, vestido e pronto para sair.

E foi exatamente isso que ele fez: saiu pela porta, sem nem olhar para trás.

(...)

O ruído da porta se abrindo me pôs em alerta: Sebastian tinha voltado.

Ele esteve fora por duas horas!

- Que inferno deu em você?! – me levantei furiosa de onde estive sentada esse tempo todo e andei até ele. – Se você pensa... – minha frase foi cortada pelo susto quando meu rosto frenteou-se com o outro alguém que não se parecia em nada com Sebastian.

Engoli em seco, um arrepio subiu pela minha espinha e um alerta estralou na minha mente: eu estava à frente do cara loiro que tanto machucava Sebastian em meus sonhos.

Sebastian Wernersbach

- Que merda é essa, Eve? – Paige se manifestou assim que entrei no dormitório, indo à procura do maldito livro. Você vai acreditar em mim, Eva. – Sebastian?

- Não, isso é um sonho, Paige. – eu precisava voltar logo para a Eva.  - Volte a dormir.

- Que merda é essa, Sebastian?! – ela jogou os cobertores de lado e levantou, parando ao meu lado de braços cruzados.

- Você por acaso já viu a Eva andando por aí com um livro...  – merda, como era o nome mesmo? – Ela está sempre com ele.

- Argh! Essa garota de novo! – Paige resmungou. – Sebastian, eu já disse...

- Você viu ou não? – perguntei novamente, ainda procurando. Eu odiava repetir coisas que já haviam sido ouvidas; por que falar mais uma vez se não houve importância da primeira?

Os reclames de Paige pararam e me virei, em curiosidade.

- Você está fazendo exatamente aquilo que disse que não iria. – seu olhar me percorreu, em um tipo de desprezo, enquanto ela se mantinha com os braços soltos ao lado do corpo; essa postura dizia exatamente o que eu me perguntava: o que aconteceu com você?

Isso me fez parar também.

- Estou.

Ela balançou a cabeça, olhando para a minúscula janela ao seu lado esquerdo.

- Você nem ao menos gosta dela de verdade. – disse, como alguém que não entende aquilo que sequer buscou entender, me olhando como se eu tivesse perdido totalmente o juízo.

Talvez eu tivesse; e tinha sido uma das melhores coisas que eu já fiz.

Esse era todo o lance com a Paige; ela não entendia. Ela não era eu, ela não era Eve, não sabia o que éramos; Paige só pensava que sabia, como eu um dia já pensei.

Nós nunca soubemos de verdade.

- Eu não gostava de você de verdade. – falei, sabendo que isso agitaria a ferida, mas não sabendo outro modo de acabar com a bagunça que comecei anos atrás sem ir por esse caminho; dizendo a verdade.

Ela passou as mãos pelo cabelo e levou seu olhar para longe. Não houve mais reclames, apesar do clima denso no quarto se prolongar. Haveria choro, e eu tinha que sair logo dali. Meu olhar varreu o quarto novamente, até parar abaixo da pequena cômoda ao lado da cama da Eva, onde um vão separava o móvel do chão; o livro estava bem ali.

Só você mesmo, Eva.

O peguei e rapidamente me encaminhei para porta; até um velho instinto me parar:

- Familie 282! – o chamar de Paige trincou sua voz, um comando frio, revestindo um desesperar. 

Nunca me pareceu real a suposição de um dia ela frasear as palavras que haviam acabado de sair dela. Eu virei a tornar para Paige, observando sua estatura me desafiar a dar mais um passo; era uma ordem, e eu deveria ficar parado.

Me movi, fazendo com que ela deixasse cair o porte que ela um dia tanto me disse que odiava, em um cambalear medroso e final.

- Eu vou levar isso aqui. – peguei a bola de pelos quase camuflada em cima da cama e sai.

(...)

Abri a porta do apartamento hesitante; eu tinha saído há horas atrás, e tinha deixado ela sozinha quando mais precisava; sabia disso. Eu só esperava que ela entendesse. Ficaria tudo bem após isso.

Entrei e meus olhos procuraram por ela, achando-a rapidamente, sentada no piso frio, a cabeça e o tronco encostados na parede, os olhos vermelhos olhando para o céu, os braços descansando sobre os joelhos. Empurrei a porta com o pé, fazendo com ela se fechasse em um barulho alto; eu sempre fazia isso, mas naquela hora desejei que não tivesse esse costume: com o barulho da porta, ela se voltou para mim, em um susto.

- Desculp... – tentei me desculpar, sendo cortado quando ela correu pelo piso de madeira com seus pés descalços e se jogou em mim por meio de um abraço forte quando me alcançou. Ela grudou no meu pescoço e eu só pude retribuir. O vira-lata entre nós latiu e Eve o pegou no colo, abraçando ele e a mim, feliz por ter ele por perto. Isso a distraiu por uns segundos:

- Sebastian! – gritou, me olhando em fúria e me atingindo com o punho no braço. Eu esperei. Seus olhos suavizaram pouco a pouco e ela voltou para perto de mim, descansando a cabeça em meu peito: - Sebastian...

- Desculpa ter saído daquele jeito. – falei. – Eu...

- Tudo bem. – balançou a cabeça, algo novo nadando em seus olhos; alguma coisa tinha acontecido.

Eu a observei, atentamente.

Eve Baker

- Você pode falar qualquer coisa pra mim, Eva. – Sebastian sussurrou no meu ouvido, apertando minha cintura em incentivo.

Eu assenti, porque sabia disso. O que me parava era uma sensação ruim; o Sr. Standall, nome pelo qual a visita repentina havia se chamado, e nome pelo qual eu assimilava ao pai de Sebastian, não demorara muito: chegou, entrou, perguntou onde Sebastian estava e foi embora. Porém, apenas a presença do homem me teve em horror. Ele cheirava a coisas ruins, como ódio, dor, tristeza. Eu só queria esquecer que havia estado na presença dele, só queria que a nuvem de maldade que eu via sobre ele me fugisse da mente.

- O Sr. Standall... Ele veio procurar por você.

As feições de Sebastian abruptamente mudaram, e ele parecia alguém que eu não gostaria de irritar.

- Eva... – disse, pausadamente. – Ele fez algo a você?

- Não. – balancei a cabeça, colocando Loki no chão. – Ele entrou, ficou bem aí onde você está, todo assustador como o inferno, e perguntou por você. Eu disse que não sabia onde estava, e isso foi o suficiente pra ele ir embora.

Sebastian assentiu.

- Eu sinto muito por isso, Eva. – passou o polegar sobre minha bochecha. – Ele nunca veio aqui antes. – resmungou um palavrão.

- Tá tudo bem agora. – reafirmei, criando coragem para o que falaria a seguir: - Ele é o Sr. Standall, seu pai, e ele é o mesmo homem que vi no meu sonho sobre você, Sebastian, o homem que te marcava. Isso... isso aconteceu de verdade, não foi? – o encarei. – Você era só um garoto.

- Esqueça isso, Eva. – ele descansou sua testa sobre a minha.

- Eu só queria entender. – falei, levando minha mão à nuca dele.

Por que aquele homem machucaria uma criança?

- Pessoas que sabem demais, se machucam, Eva. – disse. -  E eu não quero que você se machuque. – sua mão foi de encontro a minha. – Confie em mim.

Eu confiava!

- Então sobre o quê eu posso perguntar, Sebastian? Quero conhecer você. – minha voz era apenas um sussurro perdido entre nós. – Preciso que confie em mim também.

Eu repetiria isso até entrar na mente dele.

- Eu confio, Eve. – seu tom sincero fez meu coração acelerar e meus pensamentos embaralharem-se; me afastei, porque eu nunca conseguia pensar direito com ele tão perto.

- Sua família, o casal do sacrifício... – porque depois de ontem, a resposta para quem viera do casal incomum, me foi jogada na cara. – O que... -  o olhar que se estendeu em Sebastian quando a frase foi dita foi o necessário para me parar. Era claro: nada de assuntos familiares. – Comida favorita? Eu não acho que essa informação poderia me pôr em sérios perigos. – cruzei os braços, irritada.

Sebastian deixou escapar uma risada boa e veio até mim.

- Você não quer saber. – mordeu minha bochecha.

Bufei e novamente fugi dele, fazendo ele rir mais alto.

Ele estava transformando isso em uma completa piada!

- O seu nome pelo menos é Sebastian? – despejei, revirando os olhos; havia sido apenas uma pergunta sarcástica, porém, ele me devolveu um olhar sério, pensativo, culpado.

...

Só podia ser brincadeira!

- Esse... – engoli em seco. – É seu nome, certo?

Depois de alguns segundos me encarando, ele começou a rir.

- Seu bastardo! – fui até o colchão onde havíamos dormido e joguei um dos travesseiros nele. - Nunca mais faça isso!

Sebastian voltou a se aproximar:

 - Sim, Eva, meu nome é Sebastian. – sua boca estampava perigosamente um sorriso solto e seus olhos brilhavam em diversão. 

Meu coração era um desenfreado de batimentos intensos.

- E o meu é Eve. – voltei a explicar, hesitante, ainda perdida nas feições dele. – Vê se aprende, idiota.

Ele sorriu mais. Que bastardo.

- Você me conhece mais do que qualquer outra pessoa, Eva. – levou sua mão ao meu rosto em um breve carinho.

Isso me fez sorrir em escárnio; até parece. Devia haver alguém. Uma pessoa que conhecia Sebastian tão bem quanto ele mesmo. E essa pessoa não era eu.

Isso me deixava com um sentimento tão estranho.

- Isso... Não é verdade. – voltei a cruzar os braços, na defensiva.

Ele se aproximou mais, cortando a distância entre seus lábios e meu pescoço, entre seus lábios e minha clavícula, o contato me fazendo arrepiar.

- Você sabe que eu confio em você -  sua boca migrou para os meus ombros arrastadamente, fazendo com que minha blusa de alça caísse de um lado. -, que eu não consigo pensar direito quando você está longe e muito menos quando está perto – começou a beijar a pele que se estendia pelo meu ombro esquerdo. – Você sabe o quanto eu gosto de tocar sua pele, beijar você, estar dentro de você. – foi me sussurrado. - Deus, é incrível apenas olhar para você. – disse. – Você deve saber o quanto eu gosto apenas de falar com você. É engraçado, você está sempre enrugando a testa e me olhando como se eu fosse algum enigma que você não consegue resolver. Não há desistência da sua parte, e essa é uma das coisas que eu também adoro sobre você. E você sabe disso. – seus olhos voltaram aos meus. – Você me conhece tão bem, que sabe que um dia vou te colocar nessa história toda, porque eu sou egoísta, porque somente a ideia de você me afastando novamente, vai me fazer entregar tudo. – sua mão pousou suavemente no lugar onde estava meu coração. – Até o que eu não tenho.

Eu fiquei parada, ainda processando as palavras, ainda absorvendo o sentimento que havia naquilo.

- Sebastian...

Em poucos momentos depois, já estávamos nos beijando. As ameaças, angustias, problemas e resquícios de maldade externa ficando para trás, sendo substituídos por algo mais consistente.

Você já me pôs nisso, Sebastian...

 


Notas Finais


Aí, Eva, você sempre se desmancha toda. (':

É isso aí, pessoal, espero que tenham gostado do cap, haha! Qualquer erro - porque, sempre tem erros, aí, Larissa.. -, só falarem que estarei corrigindo e aprendendo aqui com vocês. o/

Muito obrigado por terem lido e pelos coments do cap passado, é muito legal ver que estão gostando! <3

Acho que é isso, ksddkj; até o próximo cap, cya e bjão de pizza, L.P's. <3


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