História Forever - Capítulo 29


Escrita por: ~

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Categorias 5 Seconds Of Summer
Personagens Calum Hood, Luke Hemmings, Personagens Originais
Tags 5 Seconds Of Summer
Exibições 196
Palavras 1.938
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi.
Desculpem a demora ><

Capítulo 29 - Calum


Após chamar a enfermeira aos berros pelo corredor do hospital, eu me prostrei ao lado do Luke, que parecia desconfortavelmente preocupado. Enquanto a enfermeira e o médico, que havia aparecido segundos depois da mulher de vestido branco chamá-lo, mexiam em alguns aparelhos, checavam os sinais da minha mãe e falavam palavras que são completamente ilegíveis a mim, me vi roendo as unhas e tremendo.

Luke, assim ao meu lado, se encontrava boquiaberto, confuso e sem ideia do que acabara de acontecer. Não fazia sentido algum que, após acordar, minha mãe desmaiasse novamente depois de ouvir que eu estava namorando. Isso era no mínimo estranho.

Quer dizer, eu nunca pensei que ela se importasse com quem eu namoro, senão nem teria trazido Luke até o hospital – mesmo que ele tenha vindo por conta própria, mas ainda assim por minha causa. Quer dizer, com Calum ela não disse nada, não pensei que diria algo de Luke. Ou que pensaria algo dele a ponto de desmaiar, no caso – se é que ela tenha desmaiado por causa disso, afinal há uma grande possibilidade de ter sido algo mais sério, o que eu espero profundamente que não.

Luke, por mais que estivesse tenso, ainda assim conseguia me passar conforto enquanto envolvia minhas costas com um braço e acariciava levemente a minha cintura. Eu sentia seus dedos fazendo movimentos circulares contra a minha pele, por mais que a blusa ainda impedisse um pouco o contato. Isso era o suficiente para me tranqüilizar.

Encostei minha cabeça no ombro dele, suspirei e voltei a observar o movimento excessivo no quarto branco e estéril.

– Luna, de acordo com as nossas checagens, parece que o desmaio que a sua mãe acaba de sofrer ocorreu devido a uma mudança de pressão – o médico, após algum tempo, disse. – Ela, por acaso, se assustou com algo?

Eu não precisei responder, pois Luke o fez por mim.

– Sim, eu acho – ele começou sem saber ao certo como prosseguir. O médico continuou em silêncio, como se o pedisse para continuar a falar. – Ela acordou, falou um pouco com Luna e desmaiou após me ouvir dizer que era namorado da sua filha – agora que as palavras saíram da boca dele, Luke parecia estranhamente desconfortável, como se falar aquilo fosse um tanto constrangedor. E ele estava certo.

– Bem, então não vejo motivo algum para se preocuparem – o médico afirmou, um leve sorriso se formava em seus lábios enquanto ele falava. – Apenas tomem cuidado para que ela não leve mais sustos, pelo menos por algum tempo – depois, virando-se para encarar Luke, ele prosseguiu: – Acredito que ela não gostou muito da ideia de ter sua filha namorado – o médico deu de ombros, se aproximando de Luke e me deixando de fora da conversa, acrescentando em seguida: – Eu não gostaria. Cá entre nós, mas se você me desse uma notícia dessas enquanto estou hospitalizado, acho que seria mais radical que a mãe dela e enfartaria.

Embora a frase tenha sido direcionada apenas à Luke, eu ouvi. Não pude deixar de rir.

Depois de o médico sair do quarto, Luke parecia extremamente constrangido e com vontade de se enfiar em um buraco. Ele, de um minuto a outro, tornou-se calado e pensativo. Resolvi não me intrometer nesse momento de reflexão dele. Em vez disse, afastei-me de Luke e aproximei-me da cama onde minha mãe estava deitada. Diferente de antes, agora ela parecia calma, lívida, tranquila, quase como se todo o peso que ela tem de carregar todos os dias tivesse ido embora. Vê-la assim, dormindo tão calmamente, era o melhor que eu poderia querer.

Senti o calor de Luke ao se aproximar de mim, ficando um pouco atrás, mas o suficiente para que eu sentisse a sua presença em minhas costas e a sua respiração na minha nuca. Ele colocou uma não sobre o meu ombro esquerdo, pressionando-a um pouco ali de forma que pude sentir o calor começar a tocar a minha pele. Me deixei relaxar por alguns segundos, fechando os olhos e pensando o quanto era bom tê-lo por perto. Se me dissessem, semanas atrás, que um dia eu namoraria Luke, eu diria que era um piada, certamente. Não sei exatamente quando o ódio fingido se transformou em paixão, mas eu gostava da sensação e queria que ela durasse o quanto fosse possível.

– Você não quer descansar um pouco? – ouvi a voz grave de Luke próxima ao meu ouvido, em um sussurro. Balancei a cabeça negativamente e ele, por sua vez, se manteve calado.

Ficamos durante alguns minutos naquela posição: eu observando minha mãe dormir tranquilamente e Luke acariciando minhas costas. Era uma sensação reconfortante.

Ouvi um bip soar no quarto, e percebi que vinha do celular de Luke ao notá-lo se mexer apressadamente a procura de algo. Pelo visto ele estava preocupado em que minha mãe acordasse e desmaiasse mais uma vez. Me virei para ele e o vi ler alguma coisa no celular, depois notei suas sobrancelhas se unirem parcialmente, seus lábios crisparem e sua testa franzir.

Ainda sem olhar para mim, ele disse: – Tenho que ir. Meu pai precisa de mim – ele falou enquanto me mostrava o visor brilhante do celular rapidamente. Acenei afirmativamente com a cabeça e disse algo como “tudo bem”; depois, dei um selinho rápido em seus lábios e o vi sair apressado do quarto.

Depois de Luke ir embora, eu ainda continuava de pé ao lado da cama da minha mãe, acariciando a mão quente e macia dela. Estava tão concentrada em me confortar através do toque da minha mãe, que mal notei a porta do quarto se abrir e uma pessoa entrar decididamente por ela.

– Luna... – ouvi a voz me chamar. Tão conhecida, tão cautelosa, a voz que já me causara arrepios. Virei-me rapidamente em direção ao som, deparando-me com Calum de pé próximo a porta, ecarando-me.

– Calum – respondi, surpresa.

Após chamar a enfermeira aos berros pelo corredor do hospital, eu me prostrei ao lado do Luke, que parecia desconfortavelmente preocupado. Enquanto a enfermeira e o médico, que havia aparecido segundos depois da mulher de vestido branco chamá-lo, mexiam em alguns aparelhos, checavam os sinais da minha mãe e falavam palavras que são completamente ilegíveis a mim, me vi roendo as unhas e tremendo.

Luke, assim ao meu lado, se encontrava boquiaberto, confuso e sem ideia do que acabara de acontecer. Não fazia sentido algum que, após acordar, minha mãe desmaiasse novamente depois de ouvir que eu estava namorando. Isso era no mínimo estranho.

Quer dizer, eu nunca pensei que ela se importasse com quem eu namoro, senão nem teria trazido Luke até o hospital – mesmo que ele tenha vindo por conta própria, mas ainda assim por minha causa. Quer dizer, com Calum ela não disse nada, não pensei que diria algo de Luke. Ou que pensaria algo dele a ponto de desmaiar, no caso – se é que ela tenha desmaiado por causa disso, afinal há uma grande possibilidade de ter sido algo mais sério, o que eu espero profundamente que não.

Luke, por mais que estivesse tenso, ainda assim conseguia me passar conforto enquanto envolvia minhas costas com um braço e acariciava levemente a minha cintura. Eu sentia seus dedos fazendo movimentos circulares contra a minha pele, por mais que a blusa ainda impedisse um pouco o contato. Isso era o suficiente para me tranqüilizar.

Encostei minha cabeça no ombro dele, suspirei e voltei a observar o movimento excessivo no quarto branco e estéril.

– Luna, de acordo com as nossas checagens, parece que o desmaio que a sua mãe acaba de sofrer ocorreu devido a uma mudança de pressão – o médico, após algum tempo, disse. – Ela, por acaso, se assustou com algo?

Eu não precisei responder, pois Luke o fez por mim.

– Sim, eu acho – ele começou sem saber ao certo como prosseguir. O médico continuou em silêncio, como se o pedisse para continuar a falar. – Ela acordou, falou um pouco com Luna e desmaiou após me ouvir dizer que era namorado da sua filha – agora que as palavras saíram da boca dele, Luke parecia estranhamente desconfortável, como se falar aquilo fosse um tanto constrangedor. E ele estava certo.

– Bem, então não vejo motivo algum para se preocuparem – o médico afirmou, um leve sorriso se formava em seus lábios enquanto ele falava. – Apenas tomem cuidado para que ela não leve mais sustos, pelo menos por algum tempo – depois, virando-se para encarar Luke, ele prosseguiu: – Acredito que ela não gostou muito da ideia de ter sua filha namorado – o médico deu de ombros, se aproximando de Luke e me deixando de fora da conversa, acrescentando em seguida: – Eu não gostaria. Cá entre nós, mas se você me desse uma notícia dessas enquanto estou hospitalizado, acho que seria mais radical que a mãe dela e enfartaria.

Embora a frase tenha sido direcionada apenas à Luke, eu ouvi. Não pude deixar de rir.

Depois de o médico sair do quarto, Luke parecia extremamente constrangido e com vontade de se enfiar em um buraco. Ele, de um minuto a outro, tornou-se calado e pensativo. Resolvi não me intrometer nesse momento de reflexão dele. Em vez disse, afastei-me de Luke e aproximei-me da cama onde minha mãe estava deitada. Diferente de antes, agora ela parecia calma, lívida, tranquila, quase como se todo o peso que ela tem de carregar todos os dias tivesse ido embora. Vê-la assim, dormindo tão calmamente, era o melhor que eu poderia querer.

Senti o calor de Luke ao se aproximar de mim, ficando um pouco atrás, mas o suficiente para que eu sentisse a sua presença em minhas costas e a sua respiração na minha nuca. Ele colocou uma não sobre o meu ombro esquerdo, pressionando-a um pouco ali de forma que pude sentir o calor começar a tocar a minha pele. Me deixei relaxar por alguns segundos, fechando os olhos e pensando o quanto era bom tê-lo por perto. Se me dissessem, semanas atrás, que um dia eu namoraria Luke, eu diria que era um piada, certamente. Não sei exatamente quando o ódio fingido se transformou em paixão, mas eu gostava da sensação e queria que ela durasse o quanto fosse possível.

– Você não quer descansar um pouco? – ouvi a voz grave de Luke próxima ao meu ouvido, em um sussurro. Balancei a cabeça negativamente e ele, por sua vez, se manteve calado.

Ficamos durante alguns minutos naquela posição: eu observando minha mãe dormir tranquilamente e Luke acariciando minhas costas. Era uma sensação reconfortante.

Ouvi um bip soar no quarto, e percebi que vinha do celular de Luke ao notá-lo se mexer apressadamente a procura de algo. Pelo visto ele estava preocupado em que minha mãe acordasse e desmaiasse mais uma vez. Me virei para ele e o vi ler alguma coisa no celular, depois notei suas sobrancelhas se unirem parcialmente, seus lábios crisparem e sua testa franzir.

Ainda sem olhar para mim, ele disse: – Tenho que ir. Meu pai precisa de mim – ele falou enquanto me mostrava o visor brilhante do celular rapidamente. Acenei afirmativamente com a cabeça e disse algo como “tudo bem”; depois, dei um selinho rápido em seus lábios e o vi sair apressado do quarto.

Depois de Luke ir embora, eu ainda continuava de pé ao lado da cama da minha mãe, acariciando a mão quente e macia dela. Estava tão concentrada em me confortar através do toque da minha mãe, que mal notei a porta do quarto se abrir e uma pessoa entrar decididamente por ela.

– Luna... – ouvi a voz me chamar. Tão conhecida, tão cautelosa, a voz que já me causara arrepios. Virei-me rapidamente em direção ao som, deparando-me com Calum de pé próximo a porta, ecarando-me.

– Calum – respondi, surpresa.

 



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