História Forever and ever...friends? - Capítulo 19


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Hopekook, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Suga, Taehyung, Vmin
Exibições 115
Palavras 1.888
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Um capítulo mais bonitinho, para vocês.

Capítulo 19 - Vamos sair sim.


Discutir por ele era como um teste de paciência para mim. Até porque eu sabia que se perdesse a cabeça me arrependeria depois. E como me arrependeria...parte de mim era dependente dele, e eu odiava admitir isso, ainda que fosse verdade, a verdade mais dolorida da minha vida. Estava com vontade de lhe dizer várias coisas, principalmente que ele estava sendo hipócrita, já que eu nunca se quer ousei levantar a voz e ele me dizia coisas tão rudes. 

Gostar de alguém não te torna trouxa, você se torna trouxa por vontade própria. Todos temos  a escolha de por um ponto final, e normalmente não escolhemos isso. Escolhemos sofrer, afundar cada pedaço no fundo do poço, para ficar com a pessoa. Do que isso vale? Do que vale todo o esforço quando o ser insiste em querer um clima ruim? Nada. 

Respirei fundo, puxando o ar calmamente para as narinas sem pressa, reuni toda a paciência que restava, e tentei fazer as pazes, de novo.

— Tudo bem, tudo bem — Ele disse com a voz impaciente, como se fosse eu a ter insistido naquela discussão sem sentido — Vamos sair sim. Pode vir aqui em trinta minutos? 

— Claro — Suspirei de alívio, finalmente um pouco de paz. 

Nos despedimos e eu me levantei, pensando se havia sido uma boa ideia insistir tanto em sair com ele. Aquela briga foi um tanto cansativa, desgastante. E eu detestava parecer irritado, tentava sempre me mostrar com o melhor humor possível. Mas como passar a imagem de que tudo estava bem, se eu não me sentia bem? 

Quem em sã consciência se sentiria bem enquanto se sente trouxa? Ninguém, é claro. O que me tranquilizava era saber que no momento em que eu o visse, meu humor melhoria. Isso era certeza. Só ele me relaxa com tão pouco. Nenhuma outra pessoa conseguia ou conseguiria me deixar calmo com um sorriso, me derreter apenas com o olhar. 

Afastei meus devaneios, e me despi enquanto caminhava até o banheiro. Assim que me encontrei completamente sem roupas, e coloquei as roupas no cesto, liguei o chuveiro. Me ensaboei e me enxaguei o mais rápido que pude, embora minha vontade fosse de ficar embaixo d'água por horas, refletindo sobre a vida. 

Felizmente eu não tinha tempo para pensar na vida, vulgo me deprimir. Eu tinha que estar pronto em alguns poucos minutos, e me apressar para sair de casa. Me sequei sem demorar muito, e tratei de por a roupa o mais rápido possível. Não levei mais do que vinte minutos para estar pronto, devidamente perfumado, e com o cabelo impecável. 

O moletom preto, junto ao jeans escuro e calçado também preto, não me caiam nada mal. Estalei a língua no céu da boca, para esboçar um sorriso nos lábios em seguida, o meu reflexo no espelho me agradava mais do que o costume, ele seria louco se não gostasse também. Mas tinha certeza que iria agrada-lo, se não com o visual, ao menos com o passeio, era a hora de tentar conquista-lo, e eu daria o meu melhor para isso. Porque apesar do temperamento difícil, ele merecia o melhor.

Tranquei as portas e janelas da casa, saindo do local em seguida, carregando meus pertences no bolso. Não sabia se era o vento que arrepiava meus pelos, ou o nervosismo por saber que iria vê-lo. Percebi que era ansiedade quando meus dedos começaram a ficar tremulos e minha respiração um tanto pesada. Não era hora para me dar umas coisas dessas, cérebro. Eu tinha que relaxar ao máximo possível, e passar tranquilidade.

Tranquilidade. Tudo que eu não estava sentindo era tranquilidade. Engoli em seco quando percebi que já estava em frente a casa dele, só me restava chama-lo.  Foi o que eu fiz, já que não queria ter outra briguinha por atraso. Puxei o ar calmamente, enquanto meus olhos se fechavam. A frase: "Coragem, Jimin! Você consegue." era repetida na minha cabeça várias e várias vezes. 

Eu estava concentrado em relaxar, tão concentrado, que só parei para lembrar que estava na frente da casa dele quando senti dedos pesarem nos meus ombros, os apertando, e lábios doces nos meus. Não precisei abrir os olhos para saber que era Taehyung me beijando, e eu é claro, não perdi tempo para lhe retribuir. Passei meus braços pela cintura dele, o apertando com certa força e movi meus lábios lentamente sobre os semelhantes, sem pressa alguma. 

Aquele simples ato me transmitia algo que nada mais me causava, arrepios, batimentos cardíacos desenfreados, uma felicidade sem tamanho. Beijar ele era como se eu encontrasse o máximo de paz interior, e se ele estivesse ali para tocar os lábios nos meus sempre, não haveria nervosismo que me impedisse de fazer qualquer outra coisa. Aquela agonia toda havia ido pelos ares, e no lugar dela, só sentia paz. 

Paz e uma vontade de ficar a noite inteira com os lábios nos dele, mas o ar se fez necessário, e fomos obrigados a nos separar. Não resisti, e antes de abandonar seus lábios deixei vários selares rápidos. Meu humor perto de Taehyung oscilava de um jeito que chegava a assustar, considerando que a uma hora atrás eu queria bater nele até ficar com a mão dolorida, e agora, só queria encher cada canto do rosto de beijos.

— Oi, Jimin. — Seu tom de voz era baixo, e sereno, bem diferente do utilizado na nossa pequena discussão — Me desculpe por agora a pouco, acabei ficando um tanto...inseguro. 

— Inseguro? — O questionei erguendo uma sobrancelha, enquanto o indicador dele passeava pela minha nuca. Ele poderia aderir essa mania, acharia simplesmente adorável. 

— Pensei que estivesse sei lá...— Seus dentes passaram para o lábio inferior, e fizeram uma pressão rápida ali, enquanto suas bochechas ganhavam um tom avermelhado, bem suave. Com certeza analisava as palavras mentalmente, parecia estar em um conflito interno. 

— Você sabe que pode me contar tudo, não sabe? — Tentei usar o tom de voz mais sutíl possível, minha paciência voltara no momento em que nossos lábios haviam se encontrado, e eu usaria cada gota dela com ele. — Não precisa ficar aflito, estou aqui, com você e unicamente para você.

— Mas estava...alterado quando discutimos, Jimin. Eu não quero que perca a paciência de novo. — Ele negou com a cabeça, e se afastou minimamente, apenas para podermos nos olhar. 

Não havia qualquer indício que ele tivesse chorado litros, ou se quer derramado algumas poucas lágrimas, mas eu poderia ver além disso. Bastava nossos olhos dele agora para ver que algo o incomodava, e isso não era tão comum. Sinal de que era extramemente incomodo. 

Eu queria rebater sua quase acusação, mas o que diria, sabendo que realmente tinha me alterado? A melhor resposta para quando se estava errado, era simplesmente admitir o erro, ainda que eu não estivesse tão errado assim, já que apenas me distrai. Porém se ele havia se chateado, então não seria eu a desprezar seus sentimentos. Até porque para mim, os sentimentos dele estavam acima dos meus, muito acima dessa sensação ruim de me sentir triste. Além do mais, tinha outros planos para a noite. 

Planos que incluiam fazer ele sorrir, de preferência o tempo todo e pensando em mim, pensando em nós. 

— Eu sei que perdi a cabeça um tanto, me desculpe. Serei mais paciente. — Ergui uma mão como se estivesse prestes a fazer um juramento, e o encarei com a expressão séria, o ouvindo soprar uma deliciosa risadinha baixa. 

— Não pode dizer algo, como se estivesse prometendo, Jimin — Ele estalou a língua no céu da boca e me encarou incrédulo — Ainda mais sabendo que muito possivelmente não vai cumprir. 

— Como assim não vou cumprir? 

— Minnie...— Taehyung esboçou um sorriso triste — Eu te conheço. Por mais que tente, uma hora ou outra vai perder a paciência comigo. O que é completamente compreensível, não sou uma pessoa fácil de lidar as vezes. Principalmente se estou irritado, então por favor, não diga que vai ser mais paciente. 

Eu não queria admitir, mas ele tinha razão. Palavras infelizmente são vagas, as promessas de hoje valem para hoje. O nó das juras podem não valar para amanhã. 

— É Tae, você é complicado. Mas te conheci assim, e te aceito do jeitinho que é, sem mudar nada. Se eu perder a paciência, tenho certeza que vou me arrepender depois.

— Por que se arrependeria? — Ele se afastou de mim um tanto e se virou para a porta da residência, a fechando. 

— Vamos indo, hm? Ai eu te falo o porque, e você me explica sobre a sua insegurança. 

— Certo. Onde vamos?

— Você verá, meu caro Taehyung.

 

 

 

 

 

 

 

xXxXx

 

 

 

 

 

 

O lugar parecia ter sido realmente feito para mim. As paredes eram marrom, assim como o chão de madeira, os móveis rústicos.  Tudo simples, porém perfeitamente bem decorado, cada pequeno objeto ali só encantava mais os meus olhos, eu nunca me cansaria de ir à aquela  cafeteria. O cheiro do café moído na hora, junto ao cheiro dos alimentos sempre me traziam a mesma vontade de provar tudo ali, se é que eu já não havia provado. 

Costumava frequenta-la ao menos uma vez por mês, principalmente quando queria me distrair, pensar em coisas boas, ou me esquecer do mundo. Era o meu canto de refugio, tão intímo para mim quanto o meu quarto. Além de tudo, era o lugar que meus pais me levavam quando eu era criança. Tinha várias e várias memórias ali. Lembranças que eu guardava com amor.

A parte de doces da vitrine deixou Taehyung abobado, como se fosse uma criança, especialmente os cupcakes. Soltei uma risada baixa por seu jeito amável de babar nos doces, e voltei minha atenção para o lado dos salgados.

— Já decidiu o que vai querer, Tae? — Perguntei o cutucando pelo ombro, de forma que sua atenção fosse outra vez para mim.

— Ah...já sim. Pode ir fazer seu pedido primeiro, Jimin. 

— De jeito nenhum, eu te convidei, eu pago. 

— Jimin...— Ele inclinou a cabeça para o lado, e forçou uma expressão pidona, daqueles cachorros sem dono. — Por favor, aceite isso como o meu pedido de desculpas por ter surtado.

— Taehyung...— Imitei a manha feita por ele, prendendo o riso — Aceito as desculpas apenas se me deixar pagar. 

— Não seja chato, Minnie. Me deixe pagar ao menos minha parte! 

— Tudo bem, sem começar outra discussão, cada um paga o seu.

Os pedidos não demoraram a ser entregues, o que me fez pular de alegria, internamente, já que estava louco para apreciar o meu café e conversar com meu indivíduo preferido, a minha linda companhia. 

O puxei para um canto mais afastado das demais pessoas, próximo á janela. Lá poderíamos conversar com calma, sem ninguém nos olhando estranho pela minha forma de fita-lo, com cada sentimento viado que eu tinha. Eu não queria que ele sentisse o desconforto que passamos no shopping, de novo. Queria lhe dar privacidade e principalmente, paz. 

Taehyung e eu nos ajeitamos nos bancos e colocamos os alimentos em cima da mesa, em perfeita ordem, como se fossemos garotinhas querendo fotos no estilo tumblr. Seus dedos logo se livraram da embalagem do doce, enquanto seus olhos apreciavam o bolinho, agora sem papel algum, com apenas a cobertura branca o tampando. Sua atitude infantil era extremamente fofa. 

Ri baixo e limpei o nariz dele, agora sujo. Suas bochechas ganharam cor, e ele ficou um tanto sem graça, se atrapalhando até para agradecer. Ah Taehyung...por que tão adorável?  



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