História Forever Yours - Capítulo 40


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Categorias Thor
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), Jane Foster, Loki, Natasha Romanoff, Nick Fury, Odin, Pepper Potts, Personagens Originais, Steve Rogers, Thor, Visão
Tags Drama, Lemon, Romance, Shipper, Slash, Thorki, Yaoi
Visualizações 188
Palavras 1.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Fantasia, Lemon, Magia, Romance e Novela, Slash, Sobrenatural, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Então, não vou falar nada porque estou com pouquíssima moral com vocês.
Perdão.
Beijinhos doces...

Capítulo 40 - Escuridão


Fanfic / Fanfiction Forever Yours - Capítulo 40 - Escuridão

Hell bateu três vezes na porta com a alça da maçaneta velha em formato de leão. O lugar era um grande casarão de séculos atrás e tinha um aspecto bizarro de filmes de terror. Mas a morena estava pouco se lixando com o mal gosto previsível de sua irmã.

A porta de madeira rangeu e se abriu sozinha revelando um corredor escuro. No chão havia um tapete carmim e no teto um lustre empoeirado.

Hell entrou na casa ouvindo o som de suas botas contra o piso de madeira velho e girou o corpo em seu próprio eixo para analisar a casa.

- Olha, você podia ter escolhido um lugar melhor, mana. - Falou ao que os sons ocos de salto ecoaram na escada coberta pelo carpete vermelho.

- Você não deveria estar enterrada? - Ofélia provocou com um sorriso debochado.

- Deveria? - Hell sorriu largo. - Eu não sou Fenris, o seu fiel cachorrinho. Mas ainda assim somos irmãs. E eu não podia voltar sem um presente digno de desculpas. - Hell disse acompanhando a loira com os olhos.

Ofélia foi até um bar no canto da sala e pegou um copo de whisky.

- Presente? - Perguntou se virando interessada.

Hell estalou os dedos e Thor apareceu desmaiado no chão da sala.

- Ora, ora. - Ofélia se aproximou do corpo do loiro. - Parece que você está começando a entender o sentido de irmandade, querida.

Avião da S.H.I.E.L.D. em algum lugar sobre o Atlântico

Loki roia as unhas quase ao ponto de tirar sangue dos dedos. Depois que a raiva  passou veio o desespero e a angústia.

E se Thor falhasse? E se o plano desse errado?

Essas ideias lhe fizera perder o sono. Se sentia quase ao ponto de um ataque. Se Ofélia ou Phantome tocassem no seu Thor ele não se importará nem um pouco em destruir o planeta inteiro. Sem volta dessa vez.

- Loki. - Natasha lhe chamou com a mão em seu ombro. - Já estamos sobrevoando a Suécia.

- Okay. - Disse com a voz soprada e lenta.

Olhou pela janela. Lá fora, as nuvens de neve cobriam a visão do país. O avião parecia sobrevoar tão lentamente que era até estranho que tivesse se passado nove horas desde a decolagem em Nova Iorque.

- Ei! - Balder disse ao que se sentou de frente para o moreno.

Loki apenas acenou e se virou para a janela de novo. Poucos segundos depois de um silêncio incômodo, ele suspirou e baixou a cabeça antes de olhar o loiro a sua frente.

- Desculpe pelo ataque. Eu não devia ter colocado a culpa da irresponsabilidade dele em você. Aquele louco sempre faz o que quer mesmo. 

- Não tem problema. Thor me deixou avisado que possivelmente você mataria alguém quando soubesse.

- Aquele energúmeno. - Bufou. - Não são muitas as lembranças que me vem de Asgard, mas sei que ele sempre foi uma peste pior do que eu até.

- Bom, já que o posto de irmão da vez é meu, posso dizer que é absolutamente verdadeiro o dom que Thor tem de arrumar confusão. Ele é confuso. Com certeza mais confuso que você. - Balder disse ao pensar nos inúmeros momentos que teve com seu irmão. - É estranho imaginar que eu não estava aqui das outras vezes.

- Posso dizer uma coisa cliché e idiota?

- Vá em frente.

- Deus escreve certo por linhas tortas. Esse ditado é uma verdade perfeita. Eu não me lembro de várias coisas, mas meu coração sabe que se antes não deu certo é porque estávamos muito concentrados no erro pensando no acerto. Talvez Thor está acertando ao se afastar. Ao vir para cá sozinho e executar sua parte do plano sem mim. - Suspirou. - Podemos concordar que nossos métodos anteriores de amantes unidos para sempre é um desastre. Talvez não sejamos nós...

- Vai dar certo. - Balder o cortou. - Basta ter fé.

- Estou tentando.

No final daquela tarde, eles chegaram ao centro de pousos de uma organização irmã da S.H.I.E.L.D., Steve e Balder desceram na frente. O capitão foi direto falar com a diretora daquela repartição. Era uma mulher grande, com braços musculosos, cabelo curto e percingis na boca e nas orelhas. Ela encarou Loki de um jeito estranho e depois os indicou o caminho para dentro de camburões pretos comuns dos agentes.

- Nós temos trabalhado com o que Fury nos mandou. - Ela disse com a voz áspera, nuvens de vapor saiam de sua boca por conta do frio. - Mas não é muito. As coordenadas do lugar indicado não existem para nós. - Os olhos azuis da mulher seguiram em direção à Loki novamente.

- Tem certeza que não há nada? - Foi Clint quem perguntou.

- Absoluta. Fui pessoalmente até a área da floresta averiguar. - Informou.

- Sendo assim, não temos muito o que fazer. - Balder suspirou. - Mas é estranho. Meu irmão me informou que ela existia. - Falou baixo.

- Ela o quê? - Loki pediu.

- É uma pira sagrada dos tempos Vikins. Eles faziam sacrifícios aos baixos deuses naquele lugar. Tudo indica que lá é o local mais provável onde Ofélia poderia fazer o ritual. 

- Piras não são bacias onde se põe óleo e fogo? - Barton perguntou.

- São sim. 

- Loki, na mitologia é o deus do fogo ou algo do tipo, não é? - Barton novamente.

- Exatamente.

 - Acho melhor irmos atrás dessa pira. Precisamos ver o local. - Natasha disse cruzando as pernas e se recostando melhor no banco do carro.

- Então vamos para a reserva? - A diretora questionou.

- Não. - Loki falou antes que qualquer um falasse. - Vamos para o outro lado. Tem um área preservada lá, não tem? Apesar de não ser um parque de preservação.

- Sim. É a floresta que fica em Greenhist. Quase uma cidade fantasma. - A mulher disse.

- Então é para lá que vamos. - Disse convicto.

O povoado de Greenhist era quase cinco horas de onde desembarcaram, o caminho foi longo e cansativo, mas eles não podiam se dar o luxo de descansar dessa vez. Quando chegaram nela, era exatamente como a diretora disse. Isolada, abandonada e terrivelmente silenciosa. 

 Viram que no centro tinha uma igrejinha e que algumas casas estavam desgastadas e cheias de musgo e folhas caídas no jardim. As ruas estavam um pouco coberta por galhos secos e vegetação escura. O tempo era frio e o rastro branco de uma nevasca recente ainda pairava no ar. 

- Como eu disse, Greenhist. - a diretora apontou para o seu redor.

Steve olhou para o cenário um tanco curioso e ao mesmo tempo pavoroso onde se encontrava, Natasha, Clint e Balder se poram a vasculhar as redondezas e Loki, escondido do frio pelo sobretudo longo preto, caminhou até uma das casas parando enfrente ao jardim abandonado da mesma.

- Essa cidade é uma curiosidade local. O clima de histórias de terror é perfeito, mas poucos vêm aqui depois do que houve. - A diretora disse ao se aproximar de Loki.

- Foi um massacre. Dizem que um homem que morava nessa casa com a família enlouqueceu. Ele espancou a esposa grávida, a matou e abusou dos três filhos que já tinha. Uma das meninas morreu durante o ato enquanto era surrada. A outra foi asfixiada e o menino foi queimado. No dia seguinte, os policiais vieram e o homem foi preso. Mas durante os meses seguintes, enquanto tentavam vender a casa, coisas estranhas começaram a acontecer. Os primeiros moradores depois do homem foram esquartejados, os segundos, foram guilhotinados e os últimos foram queimados vivos, mas a casa não pegou fogo junto. Isso aconteceu a mais de cem anos, quando os imigrantes franceses chegaram.

- Phantome? Você acha que...

- Esse miserável impostor roubou a identidade do verdadeiro fantasma dessa região. Loui Le Vuit era o nome do menino queimado e esse era o nome temido por aqui. Mas Loui continua preso ai dentro. Ele não se tornou um homem e nem ao menos pode abandonar suas dores. Verdadeiros fantasmas tem seu motivo para fazer o que fazem. O homem que tem intrigado a todos nós não passa disso, um homem. Assim como aquela mulher não passa de ser apenas uma mulher.

- O que quer dizer com isso? Ainda não consegui te acompanhar.

- Perdão se gosto muito de enigmas. - Sorriu de lado. - É engraçado deixar a cabeça das pessoas quente. Só digo que por mais que exista magia correndo no sangue deles, existe sangue. Logo, podem morrer. - Começou a caminhar para longe. - É como a lenda de Siegfried, todos temos uma fraqueza.

A diretora falou e se foi por entre as árvores e casas vazias. Loki olhou para os próprios sapatos reflexivo e quando ergueu a cabeça novamente seu corpo todo se arrepiou com a visão de um menino pálido com a metade do rosto derretida sentado no balanço velho da casa. Seu coração disparou com a visão à principio, mas não por muito tempo. O menino se balançava e seu cabelos castanhos voavam para todos os lados. Ele olhava diretamente para os olhos de Loki quando uma lágrima gelada desceu pela bochecha quase translucida da parte intacta de seu rostinho.

Poucos segundos depois o menino desapareceu diante dos olhos do moreno. 

- Loki! - Ouviu Barton gritar de longe. - Loki! - Dessa vez ele havia lhe alcançado. - Achamos. 


Notas Finais


Ai ai ai..


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