História Forever Yours - Capítulo 33


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Drama, Namjin, Tiasakura, Yaoi
Visualizações 40
Palavras 3.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VEM

QUE

HOJE

EU

TO

PRO

CRIME!

<3

Capítulo 33 - Como se fosse a primeira vez


Fanfic / Fanfiction Forever Yours - Capítulo 33 - Como se fosse a primeira vez

 

Namjoon aproximava-se da porta do hospital com o coração apertado, nas mãos levava algumas coisas para seu amado numa sacola, deixara novamente os filhos sozinhos com os amigos desta vez dando um considerável voto de confiança a eles. Depois de identificar-se começou a caminhar de volta ao quarto onde o marido estava, porém, alguma coisa naquele ambiente o estava deixando angustiado. Seus pensamentos voavam entre assuntos aleatórios, porém tudo tinha a ver com seu marido, e, principalmente, como Namjoon tinha um singelo medo de estar acontecendo algo grave.

Nunca fora habituado a hospitais, assim como seus filhos aquele lugar lhe lembrava doenças, dor e sofrimento. Não gostava nem um pouco de imaginar seu precioso Seokjin preso a um lugar daquele.

 

"Será que ele está mesmo doente? Será que é grave? Se for ele não vai querer me contar... O que eu vou fazer? Acho que... ".

 

–Namjoon? Que bom que voltou. –A voz de Taekwoon o fez tirar seu olhar do chão, porém a interpretação àquela frase somada à sua preocupação recorrente o fez também ficar alerta.

–Sim, eu só fui casa buscar umas co... Algo de errado com ele?

–Se acalme, ele está bem e já está consciente, eu conversei com ele e ele parece estar preocupado com você e as crianças.

–Ah sim, isso é bem típico dele é claro, mas e quanto ao diagnóstico? Conseguiu alguma coisa? Uma pista sequer?  –O médico ponderou por poucos segundos lembrando-se de que o ideal era que a notícia viesse do próprio Seokjin, portanto respirou fundo como se sentisse pesar e respondeu calmamente.

–Ainda nada, mas farei o possível para descobrir e tratar o quanto antes. –Para ele a resposta pareceu suficiente, despediu-se sorrindo timidamente e observou o médico caminhar para o outro lado do corredor. O loiro pensou levemente desconfiado, com um aceno de cabeça afastou este pensamento e guiou seus passos até o quarto do esposo.

Antes que pudesse abrir a porta uma melodia agradável o fez parar de andar, poderia reconhecer aquela música onde quer que fosse. Seokjin estava cantando, o eco do quarto vazio dava-lhe um tom ainda melhor, Namjoon poderia ficar o dia todo ali escutando aquela voz,  – e todas as vezes seriam idênticas à primeira  – o dia que descobriu como o garoto novo de sua sala sabia cantar e encantar.

 

 

~~~

 

Eram oito e quarenta em ponto,vários alunos caminhavam junto a seus respectivos grupos aproveitando a hora do intervalo escolar, a maioria deles aproveitava o tempo para conversar, brincar ou passear pelo pátio depois de comer.

Mas Namjoon não.

O rapaz de cabelos escuros e óculos quadrados – considerado 'relativamente' atraente pelas garotas ali próximas– obviamente não era do tipo que gostava de conversar com elas ou fazer debates impróprios com os valentões, com seus quinze anos já no último ano de ensino médio e QI muito acima da média, o rapaz não se sentia nenhum tipo de prodígio ou algo que pudesse defini-lo como alguém não normal.

Não que desconsiderasse certas coisas como a facilidade em obter fluência no inglês ou a eficiência absurda com experiências matemáticas ou físicas, mas para Namjoon, apesar da vida ser boa, era entediante e sem nenhum tipo de aventura que lhe pudesse conquistar.

Com o olhar concentrado no caderno, o menino caminhava a passos calculados até a sala de música, considerava o lugar uma espécie de refúgio onde teria a certeza que poderia dedicar-se às suas composições sem ser interrompido ou ser caçoado sem motivo. Ainda direcionando o olhar a seus versos rabiscados na página meio amassada, o rapaz abria a porta prestes a se acomodar, porém o que ouvira ali na sala o fez parar a tempo de ocultar sua presença e poder espiar pelo vidro superior da porta.

Não podia ser.

Junto ao som suave das teclas do piano havia a voz de um rapaz sentado em frente a ele, tamborilando os dedos pelas teclas de modo tímido, porém concentrado. Namjoon amava aquele tipo de melodia, embora nunca sentia-se capaz de tentar algo que fosse além de versos de rap rasurados, o rapaz cantava calmamente como se estivesse ninando uma criança, mas tocava com a concentração e o cuidado de um pianista profissional. Além do que o rapaz não lhe era estranho, Namjoon arriscou entrar na sala tentando não cometer nenhum ruído.

 

E no instante que o fez, com toda a atenção que estava prestando naquela música, jurou que aquele rapaz era a pessoa mais linda que ele já viu.

 

ppigeodeok ppigeodeok, geumi gan nae mame, sirin neoui hansumdeul

rangendo rangendo, em meu coração rachado, seus suspiros frios chegam

jogeumssik jogeumssik, sideuneun kkocccheoreom simjangi naeryeoanja

pouco a pouco, como flores murchas meu coração dói

 

jugil nomui i sarang, neo hana ttaeme, dachyeodo meomchujil moshae

esse horrível amor, por sua causa, eu não posso parar mesmo se me machucar

jugeodo ojik naneun neoya

mesmo se eu morrer, para mim é só você

 

nega eopsin, gaseumeul gwantonghal nunmul

sem você, só há lágrimas que perfuram meu peito

tteoreojil geomeun jiokppun

e em um inferno escuro eu vou cair

naege neon geureon jonjaeya

para mim, você é esse tipo de existência

 

Conforme a letra passava e as notas no piano aumentavam gradativamente, Namjoon não conseguia tirar os olhos daquele garoto, seu olhar concentrado no piano, o jeito que seus lábios se moviam ao cantar, os dedos levemente tortos se movendo pelas teclas, os cabelos castanhos perfeitamente penteados. Ele o conhecia bem de vista, era Kim Seokjin.

Não, esta não era a primeira vez que se viam, Namjoon têm observado aquele rapaz desde o primeiro dia de aula e até aquele instante nunca havia criado uma boa desculpa de como se aproximar dele. Sentou-se numa carteira do fundo e continuou a assistir maravilhado àquela apresentação, torcendo para que o rapaz continuasse sem reparar a presença de seu espectador.

 

nareul tteonagaji ma

não me deixe

nareul namgyeoduji ma

não me deixe para trás

doraseon ne mame

seu coração que se afastou

balgireul naege dollyeojwo

por favor volte para mim

 

Aqueles versos soavam tão bem e tão facilmente como se não fossem escritos, e sim criados e decorados por ele de coração, era algo que sentia e gostava de fazer, não apenas por fama ou para se aparecer. Namjoon podia sentir aquilo nele, internamente ficava orgulhoso por ele não ser como os outros alunos; metódicos, entediados e totalmente desrespeitosos ao verdadeiro sentimento da música.

E mesmo após vários dias o observando sem dizer um mísero "oi" sequer, sentia que já o conhecia, aquela pose séria e singular, o jeito tímido e sorrisos distraídos juntos ao fone de ouvido... Era como um show, um show que Namjoon adorava seguir todos os dias.

Agora assumira que adorava assistir também.

 

ganjeolhan neoreul wonhae

eu quero o 'você' que está desesperado

moksum geon jeonbuya

é tudo pelo o que eu arrisquei minha vida

heuteojyeobeorin bit sogeuro, nal deryeoga jwo

na luz que foi espalhada, leve-me até lá por favor

jeosesang kkeutkkaji

para o fim daquele mundo

 

De repente, os dois últimos versos soaram mais baixos e meio desafinados, seguidos de um resmungo e um bater de teclas no piano.

–Droga, isso ainda não está natural, está faltando algo e... –Antes que o rapaz terminasse a frase, Namjoon tentara sair da carteira após a parada repentina da canção, mas tamanha sua distração que moveu o corpo para o lado errado, o peso do corpo fez a carteira tombar levando junto uma série de materiais pelo chão. Seokjin deu um pulo do banco do piano com o susto e virou-se para a origem do barulho, qual não foi seu espanto ao ver o mesmo rapaz de óculos caído entre duas carteiras.

–Ah meu Deus, desculpe eu só estava... Quer dizer, eu estou... Quer dizer eu não estava ouvindo ou... Espera eu...

–Estava me seguindo como faz todos os dias senhor Namjoon? –Seokjin riu anasalado com a situação do outro e sorriu cordialmente, levantando-se de seu lugar e indo até ele na intenção de ajudá-lo a levantar. –Está tudo bem?

–Não não! –A resposta fez o rapaz parar no lugar e recolher a mão de imediato, mas seu olhar ainda expressava dúvida. –Quer dizer, sim! Só... Não precisa, deixa que eu me viro.

Antes mesmo de terminar a frase, enquanto apoiava-se na carteira para levantar, o peso do corpo fez a carteira da frente terminar de tombar levando-o novamente ao chão. Quando finalmente ficava de pé, teve a fajuta ideia de apoiar-se no balcão acostado no fundo da sala, alguns papéis estavam ali para servirem às partituras e a mão do rapaz deixou-s escorregar por eles fazendo-os voar pela sala.

Em menos de cinco minutos Namjoon caíra três vezes na frente do rapaz que acabara de espiar, neste instante seus óculos estavam junto a seus cabelos e sua vontade era de esconder-se em qualquer buraco no chão. Porém, só o que podia fazer era dar sorrisos amarelos para acomodar a vergonha.

–Você é bem desastrado não é? –Ainda parado no mesmo lugar, Seokjin observava o pequeno desastre deixando escapar risos curtos.

–Eu... Eu acho que... Ah deixa pra lá,você notou?

–É, isso e algumas das vezes que você deixa alguma coisa cair ou quebrar, mas acho que não é o fim do mundo.

–Bem, foram só alguns acidentes, eu sei ser bem cuidadoso também!

–Se sabe, então se esconder enquanto alguém toca não é uma delas. –Se não fosse o tom de brincadeira dele, Namjoon estaria constrangido ao extremo, mas ao invés de insistir resolveu rir também. Ali ele percebia como o colega tinha um sorriso lindo.

–Me d-desculpe por isso, eu não sabia que estava aqui e quando te ouvi cantar achei tão bonito que... Resolvi parar para escutar, e me perdoe se te assustei com meu... P-Pequeno desastre aqui. –Ele se prontificava a arrumar as coisas que derrubou assim que terminava de falar, no instante que foi pegar os papéis as mãos dele foram junto às suas causando-lhe um certo arrepio, Namjoon tinha que evitar olhar muito para o rosto dele se quisesse falar sem pausar ou gaguejar.

–Deixa que eu te ajudo com isso.

–N-Não precisa mesmo, está tudo bem. Aliás, você canta lindamente, onde aprendeu a cantar assim?

–Ah pare com isso, não está lá essas coisas. –Seokjin arrumara os papéis espalhados os agrupando novamente no balcão, levantou-se rápido com o elogio repentino e olhou para o outro lado sem saber exatamente o que respondeu. –Eu estou tentando continuar essa música a muito tempo,mas no último verso não sai como eu quero.

–Eu achei que estava muito bom, por que não toca de novo? –Sentindo-se já mais confiante, Namjoon corria até o piano e olhava para ele como alguém que espera ver um truque de mágica encantador. –Eu entendo bem de métrica, se quiser posso tentar ajudar.

Seokjin observou aquele rapaz e sua pose engraçada como algo estranhamente convidativo, sem saber o porquê algo nele o transmitia uma confiança bem além do que estava acostumado. Sorriu aceitando a proposta e caminhou devagar de volta ao instrumento, assim que os dois se acomodaram lado a lado no banco Namjoon se prontificou a falar.

–Cante aquele verso de novo, o que você parou. –E assim ele o fez mesmo estando tímido, com a mesma dedicação às notas.

 

ganjeolhan neoreul wonhae

eu quero o 'você' que está desesperado

moksum geon jeonbuya

é tudo pelo o que eu arrisquei minha vida

heuteojyeobeorin bit sogeuro, nal deryeoga jwo

na luz que foi espalhada, leve-me até lá por favor

 

Enquanto cantava, Seokjin podia sentir a concentração dele sobre si, e em como ele transmitia no olhar que estava gostando da música, mesmo que os últimos versos estivessem tão "enrolados".

–Acho que eu já sei, você está com pressa.

–Pressa? Como assim?

–No rap tem uma coisa que nós chamamos de groove, é a parte da música que se repete e da ritmo a ela entende?

–Er.. Acho que sim, mas o que tem a ver? –Em realidade a curiosidade passara por cima de sua real dúvida, de onde aquele garoto entendia sobre gírias de hip hop?

–A métrica é a mesma, você canta todos os versos na mesma velocidade, mas acho que se você der uma quebrada nos últimos pode soar mais natural como você quer.

–Nossa, e onde você aprende isso? Eu não me lembro de nada disso nos livros de música.

–Experimenta ver letras de batalhas de rap, os caras são muito bons, agora tenta de novo e mais devagar.

Ao seguir as dicas do rapaz quase que desconhecido Seokjin sentia que a música fluía mais naturalmente e, ao repetir os versos do início, ele sentia que havia chegado onde queria, porém não estava completa.

–E agora? Alguma ideia de como terminar o refrão?

–Deixa eu pensar... Toca de novo a última parte. –Prontamente ele foi obedecido e do nada começou a cantarolar como numa cantiga infantil, de início Seokjin até pensara numa resposta grosseira, mas ao analisar o resultado instantaneamente abrira o sorriso.

 

na na na na na na

It’s gonna be you

na na na na na na

It’s gonna be you

na na na na na na

wo eoeoeo

I can‘t let go

 

–UAU! De onde tirou isso?!

–E-Eu não sei, só veio na minha cabeça e acho que os versos em inglês podem dar uma...

–É perfeita, ficou exatamente como eu queria, obrigado! –Namjoon apostaria que o rapaz estava trabalhando naquela música a muito tempo, sabia bem a sensação de conseguir terminar um verso muito sofrido, reconheceu-a no instante que Seokjin virou-se para si o abraçando forte. Mas logo se afastava voltando a seu estado tímido. –Desculpe, eu... Eu só...

–Tudo bem, você queria muito terminar esse verso, eu sei bem como é. –Sem saber como, Namjoon conseguira disfarçar o quanto seu coração acelerou com aquele abraço.

–Sabe? Então, você também compõe?

–Sim, mas prefiro me expressar com mais força entende? Letras de rap.

–Ah sim, e acho que é mais a sua cara, você também canta?

–As vezes, mas estou longe de ser um rapper, eu também gosto de dançar um pouco mesmo sendo muito mal.

–Eu sou uma negação em rap, mas posso te ajudar na dança se quiser, ah e quando estiver me seguindo pelos corredores ou me secando na aula pode vir falar comigo ta bem? –Ele teve vontade de rir com a expressão envergonhada do colega.

–Desculpa, é que você me chamou atenção desde o dia que entrou e eu não soube como falar com você, eu achei melhor só... Observar.

–Então eu te chamei atenção? –Havia um toque sugestivo em seu olhar, ele segurava o riso quando Namjoon tentava levantar rapidamente e acabava batendo os joelhos na parte baixa do piano, a dor o fazia recuar e sentar novamente.

–AI! NÃO! Quer dizer não nesse sentido, você chamou minha atenção, mas não só minha... Quer dizer, não que falem muito de você, eu não faço fofoca... Quer dizer, não é sobre fofoca é só...

Namjoon falava absurdamente rápido e não sabia pra onde olhar, Seokjin desencadeou a rir e pela vergonha o rapaz de óculos bateu os cotovelos nas teclas emitindo um típico efeito de som para o momento, porém, para desviar completamente sua atenção, a risada dele tomou certa proporção que tornou-se muito mais engraçada do que a própria situação.

–Você ri engraçado.

–Desculpe, eu sei mas é que... Eu não aguentei, você não consegue passar cinco minutos sem quebrar algo ou se quebrar?

–Acho que isso é de família, senão fosse sempre desastrado não me chamaria Kim Namjoon. –Conforme ambos se acalmavam e paravam de rir, passavam a focar mais nos rostos um do outro, deixando alguns segundos de silêncio no ar.

–Então você também se chama Kim? Que legal, eu sou Kim Seokjin.

–Kim Seokjin, eu sei... –A fala do moreno saíra perfeitamente ao mesmo tempo que a dele e para disfarçar lembrou a primeira coisa que lhe veio a cabeça. –O professor disse, quando te apresentou pra sala, então não esqueci.

–Você presta bem atenção em certas coisas então, que bom. Namjoon não é?

–Pode me chamar de Nam, e desculpe ter te seguido ou ter parecido um idiota, podemos começar de novo?

–Claro, não precisa se preocupar com isso, eu estava mesmo precisando conhecer alguém nesse lugar. –Os dois se levantaram alertas devido ao alarme que tocara pela escola inteira, anunciando o fim do intervalo.

–Melhor voltarmos pra sala Seokjin, senão podem pensar algo errado.

–Eu não ligo pra o que pensam, está tudo bem... Ah, e pode me chamar só de Jin.

 

~~~

 

Namjoon entrou no quarto avistando o marido deitado no mesmo lugar, sentia o quanto ele ficava mais aliviado ao cantar e não hesitou em cantar junto com ele.

 

ganjeolhan neoreul wonhae

eu quero o 'você' que está desesperado

moksum geon jeonbuya

é tudo pelo o que eu arrisquei minha vida

heuteojyeobeorin bit sogeuro, nal deryeoga jwo

na luz que foi espalhada, leve-me até lá por favor

jeosesang kkeutkkaji

para o fim daquele mundo

 

Seokjin sabia que o marido havia entrado no quarto, ouviu-o acompanhar a letra perfeitamente, como no dia em que o havia ensinado. Um dos lados do colchão afundara levemente quando Namjoon sentava, só aí Seokjin virava o corpo para olhá-lo, mesmo num quarto de hospital com a expressão pálida e abatida ele conseguia se alegrar facilmente apenas de ver como o marido sorria para si e como era bom ouvi-lo cantar junto de si.

 

na na na na na na

It’s gonna be you

na na na na na na

It’s gonna be you

na na na na na na

wo eoeoeo

I can‘t let go

 

Não foram necessárias muitas palavras após pararem de cantar, o loiro aproximou-se do rosto do outro dando-lhe um beijo carinhoso, interrompendo-o para se permitirem sorrir e se abraçar.

–É tão bom te ver sorrindo meu amor.

–O motivo do meu sorriso é melhor ainda Nam. –Ambos riram e se afastavam, Namjoon tirava da sacola o celular do marido lhe entregando antes de acomodar-se ao seu lado. –Estava cantando e lembrando daquele dia na sala de música.

–Impossível esquecer, eu fiquei nervoso e quase destruí a sala caindo tantas vezes.

–Eu sei, foi hilário e fofo, mas você foi um belo professor. –Suas mãos ainda fracas seguravam o aparelho celular e a mão do loiro.

–Fico aliviado de te ver mais animado, cantando algo mais feliz.

–Eu também fico aliviado de te ver mais tranquilo em relação a mim, logo logo irei pra casa Nam, vai ficar tudo bem.

–Taekwoon me disse que ainda não tem os exames, quanto mais vai demorar?

No mesmo instante Seokjin pareceu travar no lugar, o celular escapava das mãos escorregando pela coberta em direção ao chão, sua expressão parecia uma perfeita mescla de choque com nervosismo, de modo algum ele gostaria de lembrar da verdade.

 

De que cedo ou tarde teria que contar ao marido que seus dias estavam contados.

 

–Jinnie? Está tudo bem? Quer que eu chame alguém? –Apesar do medo, o loiro manteve-se calmo e abaixava-se para pegar de volta o aparelho do chão.

–Está sim meu amor, só estou cansado, não consegui dormir bem. Como estão os meninos?

–Então descanse, está tudo bem em casa e eles estão se comportando bem, pode ficar relaxado porque a casa não está em chamas. –Namjoon rira internamente por lembrar do que encontrou quando chegou em casa, porém não era nada de que Seokjin precisasse saber.

–Ah que bom então que minhas crianças estão bem... Sabe qual foi a coisa que eu mais gostei?

–Hm? Gostou do que?

–Daquele dia na sala de música amor, você ficou tão sem graça na hora que nem conseguiu terminar de responder minha pergunta, se eu havia chamado sua atenção.

–Ah eu lembro sim, e é claro que você me chamou atenção, alguém internacionalmente famoso assim? Como eu poderia ignorar?

–Jura? Internacionalmente? Não exagera não Namjoon.

–Juro sim, porque onde quer que você vá dá pra notar como você é lindo, e eu te amo assim e de qualquer jeito.

–Eu também te amo Jinnie.

 

Os dois continuaram a conversar sobre coisas banais, acomodados lado a lado numa cama de hospital, mas rindo, cantando e falando como se estivessem no sofá de casa. Ou na sala de música da escola.

 

Como se fosse a primeira vez.


Notas Finais


PRIMEIRAMENTE DESCULPEM ALGUM ERRO PQ PASSEI A MADRUGA ESCREVENDO

SEGUNDAMENTE DESCULPEM O CAPS LOCK PQ TO EMPOLGADA

TERCEIRAMENTE SIGAM LA NO INSTA Q MEU PROJETINHO TA DANDO CERTO
@namura_sakura e @maikemt ;)


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