História Forgive me - Capítulo 115


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fairy Tail
Personagens Cana Alberona, Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gildartz, Grandeeney, Gray Fullbuster, Igneel, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Loki, Lucy Heartfilia, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Virgo, Wendy Marvell
Tags Gale, Gruvia, Hentai, Jerza, Mika Asamiya, Miraxus, Nalu, Outros Personagens, Personagens Originais, Romance, Zervis
Visualizações 663
Palavras 6.422
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Hentai, Luta, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


🎶 "Just look at me... Just look at... Diva... Diva... Diva... DIVAAA!!!" 🎶\(*❤∇❤*)/
Gente, ADORO essa música! Hauahaja
ADIVINHEM QUEM RESSUCITOU?!?!?! \(≧∇≦)/
~ Michael Jackson! 🎶 "Thriller!" 🎶
Não :'( Mas, olha, é a Mika-chan! É A MIKA-CHAN!!! >.<
~Ehhhh... Banzai...! 👏(¬_¬)
Credo '-' Essa animação foi emocionante :'v Até meu cachorro chorou, embora eu não tenha um cachorro. Yohohohoho!
Mas, bem, eu estou querendo dizer que não foi só o Sr. Capítulo Atrasado que finalmente resolveu aparecer, rum `^` E sim a Mika-chan. Aquela Mika-chan ❤ Sabem? O.o Aquela irritante também, mas que todo mundo ama. EUZINHA!!!! Olá (°∀°)b
~ (¬_¬)🎉
É! Isso aí, vocês são lindos por terem adivinhado. S2 procês ^^ Eu-vol-tei!!!ヾ(゚∀゚ゞ) Por que eu voltei?! 🎶 "Porque eu sou diva... Diva.. DIVAAA!!!🎶
~ Okay, vamo parar! Vamo parar!
É, pessoal, muito coisa aconteceu nos últimos meses, minha life continua aquela feira de sempre, porém, eu sou uma saiyajin, e um saiyajin nunca desisti ù.ú
Eu iria listar cada um dos motivos do meu atraso, maaaaaas preferi resumir assim:
A história do plágio não deu em nada, eu fiquei bem mal por isso, porém, do chão eu não passei – Em sentindo figurado, tá? Caí, mas me levantei (⌒_⌒;) – Também não parei, ok? Esse capítulo demorou mais do que devia porque eu perdi uma parte que já havia escrito e toda vez que eu tentava refazê-lo, me dava vontade de chorar (T▽T) ~ Por que, Odin? POR QUÊÊÊÊ?!?!?! \(T▽T)/
Mas, bem, o café e eu viramos suuuuper amigos /o/ e eu finalmente resolvi escrever FM aproveitando-se da minha péssima semana mal dormida. Bah :v
Mas e vocês, como estão? ^^ Espero que bem safados (*♥ω♥)/~❤
Bem, quanto ao capítulo...? Tá aí :v ... '-' Mentira, não me esfolem (^_^;) É assim, é a derradeira parte dessa fase tensa noqualeusóenchilinguiçaatéagora XD E como vocês são uns safadenhos que adoram porrada deliberada, eu fiz mais umas paradinhas aí. Coisa boba... Que rendeu tudo isso... Meu Odin... e.e Hum... Não vou dizer mais nada, não. Embaixo, se eu me lembrar conto o cronograma da fanfic a partir de agora 👇 Espero que gostem ^^
AH! Capa novaaaaa! (*^▽^*) Sim, eu fiz mais de 100 capas e já troquei quase todas aqui '-' Se sou doida? HAUAAHAUAUAAU~ Que nada :3
Ignorem os possíveis erros ortográficos, me perdoem por eles, e boa leitura! (*´∀`*)

Capítulo 115 - Pesadelo real


Fanfic / Fanfiction Forgive me - Capítulo 115 - Pesadelo real

~13 de Novembro/Sábado (Horas antes)

– Imbecil! Como você pode querer prosseguir com esse plano imbecil?! Quer mesmo morrer, seu imbecil? Não precisa ir tão longe, posso fazer isso por você.

Natsu agarrou os dois pulsos de Kana antes que ela cumprisse suas palavras e a encarou, sério e tenso.

– Você querer parar de tentar me bater?!

– Quero pôr um cérebro dentro da sua cabeça, mas parece só funciona na base da força. Me solte! 

– Kana, por favor.

Ela rosnou, furiosa com ele desde que Gray ligou, e puxou seus pulsos de volta quando Natsu afrouxou o aperto.

– O que quer de mim agora? – perguntou com impaciência, cruzando os braços e sem encará-lo.

– Você sabe o que, preciso da sua ajuda. É mais esperta do que eu e os rapazes juntos, e se eu pelo menos tiver a certeza de que você estará lá caso algo dê errado, já me deixará tranquilo.

– Por que não pode confiar neles também? Ficaram furiosos com você quando descobrirem.

– Não posso. Não mais. Não agora. Eu sei que se pedisse, todos eles fariam sem hesitar, mas não vou. Gajeel perdeu o irmão casula, Jellal perdeu a Erza por causa de mentiras, Gray tem três filhos pequenos e a Juvia, que não conseguiria dar um passo sem ele ao seu lado. E eu não posso ser mais egoísta com eles agindo de outra forma.

– Mas e você? – exultou, indignada. – Quer dizer: e a sua família? Não pensa nenhum um pouquinho neles? Como acha que seus pais vão ficar, Natsu? Seu irmão está acamado; perder outro seria o fim para eles.

– Meu irmão não morreu. – deixou claro. – E meus pais ficarão bem, eles têm um ao outro.

Kana engoliu sua primeira resposta e continuou, o ignorando.

– Tá. Mas e Lucy? Você também tem uma filha, droga!

– A Lucy... Ela forte, Kana. Mais forte do você pensa, mas nem ela própria imagina. Natsumi também vai ficar bem, porque terá a mãe, e Lucy irá conseguir protegê-la quando precisar ser forte por ela. Mas eu não pretendo morrer sem vê-la crescer primeiro.

Kana estalou a língua, frustrada.

– Você é um imbecil! E se aquele crápula te trair?! Ele é um bandido, Natsu! Não pode confiar nele! Nem pode me pedir para te deixar para trás se você for pego! E-Eu não vou fazer isso, seu imbecil. – sua voz oscilou, agora lutando para impedir que as lágrimas caíssem apenas por imaginá-lo morrer.

Natsu suspirou e segurou o rosto de sua velha amiga com as duas mãos, as sentindo molhadas enquanto observava seus olhos violetas. Eles ficavam mais escuros e brilhantes em volta de lágrimas, e era algo realmente raro de se presenciar.

– Eu quero que você vá atrás da Angel. Eu não posso tocar nela, não responderei por mim se a vir outra vez em minha frente, mas você pode, e vai, Kana. Eu te pedi a mesma coisa meses atrás e agora estou pedindo de novo... Não. Estou implorando, por favor, não a deixe escapar novamente. Enquanto Angel estiver solta, nem Lucy e muito menos Natsumi estarão seguras. Você vai colocar Angel atrás das grades no meu lugar?

Kana apertou os olhos antes esfregar as pálpebras com força, e então o empurrou.

– Seu imbecil. Eu vou é dar uma surra naquela ratazana, e depois jogá-la numa maldita gaiola.

~14 de Novembro/Sábado (Após a meia-noite)

Depois da entrada chamativa que fizeram, Kana foi obrigada a largar sua moto no mesmo local que a dos rapazes e seguir Natsu com Gajeel rumo ao plano idiota dele – em sua sincera opinião –, qual ela era a única que tinha o total conhecimento. O silêncio predominou entre a maior parte do percurso, sempre com Natsu trocando olhares nervosos com Kana e a mesma lhe lançando o seu raivoso. Até aquele momento ele não sabia se ela cumpriria com sua parte ou não devido ao seu comportamento, por isso toda a preocupação, mas assim que percebeu seu gesto em começar a se afastar deles, ficou aliviado ao ter certeza que sua amiga não o deixaria na mão.

Logo Kana ficou para trás sem que Gajeel percebesse – ele estava mais focado em que poderia aparecer, não em que desaparecia – e ainda em silêncio, ela se esgueirou até sumir da visão de ambos. Porém, seu destino não era oposto ao deles, só iria pegar um caminho diferente, e talvez até mais rápido, dependendo de quem cruzasse com ela primeiro.

Agora Kana se encontrava em cima do muro que cobria toda aquela mansão, sentada e simplesmente observando o movimento sem ser notada do escuro onde estava. Ao que parecia, escolhera o melhor local para subir, embora tenha sido um pouco complicado no início, mas a parede que transformava aquela casa em uma fortaleza não possuía cerca elétrica, então esta fora sua meia sorte. Contundo, não queria dizer que seria fácil prosseguir como aparentava.

Pelo tempo que ficou ali, soube que haviam cães de guarda prontos para estraçalhar a perna de qualquer um que ousasse invadir; câmeras de seguranças que, aparentemente, não captavam ela; e troca de ronda de homens armados de cinco em cinco minutos; dois diferentes a cada vez. 

Kana estalou a língua, puxando algo de dentro de sua jaqueta.

– E aquele velho ainda dizia que eu não conseguiria ser policial. Vamos ver... Por eu vou entrar... – murmurava, decidindo o que fazer enquanto esperava Natsu aparecer e por em prática a própria parte.

Ela sabia que o plano dele era duas caras; a forma como chegaram fora apenas para chamar a atenção, e deixar alguém onde as corridas eram mantidas estava incluído. Porém, também era de seu conhecimento que Acnologia não demoraria em perceber todas as falhas daquela tática fajuta, no qual em seguida facilitaria a entrada de Natsu na casa fazendo-o cair estupidamente numa emboscada por causa de Wendy, que estaria longe após ele ficar em seu lugar. As ações de ambos foi previsível sem precisar de grandes esforços, e com o auxílio de Zeref para que tudo ocorresse exatamente de tal maneira, realmente não fora algo difícil. A outra face daquele plano era o momento perfeito que Kana teria para aproveitar e também entrar sem ser percebida enquanto os demais se encontravam mais preocupados com Natsu, que estaria completamente sozinho no covil do inimigo.

E lá de cima ela viu sua chance, testemunhando Natsu agir como o esperado em relação a irmã e empenhar com maestria seu papel de babaca na frente de Gajeel, que ficou furioso. Então encerrou o acordo fazendo os homens de Acnologia deixarem Lily e Erik levarem ele e Wendy para fora do Submundo sem nenhum problema. Kana nem pôde julgá-lo, pois em sua opinião, ele estava com total direito de ter raiva. Mesmo sabendo que aquilo era o certo de um jeito torto, a decisão de Natsu em manter segredo deles foi desnecessária, e ainda assistiu Gajeel competir força com Lily, até desistir e seguir por si só ao lavar as mãos.

Suspirou diante daquela cena; seria complicado remediar depois, uma amizade de anos fora afetada por simples falta de confiança em uma das partes, mas resolveu continuar com o seu papel ao pular o muro e jogar em cima de um arbusto aparentemente fofo, que amorteceu sua queda.

– Em uma melhor situação isso renderia várias piadinhas cretinas daqueles imbecis. – comentava com sigo mesma, retirando os matinhos de sua roupa e rindo sozinha. – Espero que a babaquice deles passe e não seja contagiosa. Enfim... – seguiu pelos fundos sabendo que a “festinha” principal acontecia do outro lado enquanto discava uma mensagem para alguém.

Mas como já suspeitava, haviam dois trogloditas jogando conversa fora e andando em círculos perto do que seria a porta detrás. Óbvio que se encontrava na desvantagem, mesmo que não possuíssem as armas ou nem ela soubesse se defender, ainda eram dois contra uma, então optou por usar aquele detalhe ao seu favor.

Kana nada disse, e somente saiu de onde estava escondida, descansando as mãos na cintura por dentro da jaqueta e sorrindo para eles. Como imaginou, o que ambos fizeram foi apenas moveram os rifles sem convicção, sem lhe darem a devida importância, e não esboçaram reação alguma a não ser curiosidade pela mulher à frente. Ela quase revirou os olhos em resposta.

– Quem é você? – o parado na esquerda perguntou.

– O presente de natal adiantando. 

Ele fechou a cara, não vendo graça na piada. Já o outro continuava estudando-a dos pés a cabeça.

– Ouvir dizer que havia uma mulher com aqueles caras, mas que sumiu. – apontou com o queixo na direção de Kana. – Deve ser ela, procurando um jeito de fugir já que o Salamander acabou de ser pego.

– Quer fugir, gracinha? – o outro perguntou, cheio de intenções.

– E por que não? – alargou o sorriso, respondendo ao flerte.

Sem hesitar, ele caminhou até Kana enquanto ela observava o da esquerda segui-lo com um olhar desconfiado para si. Logo deduziu que aquele não era tão burro, levava o trabalho a sério, e talvez fosse difícil derrubá-lo, porém, nem tanto assim. Tudo o que fez enquanto se aproximavam foi guiar a mão direita até as costas, onde havia escondido o “brinquedinho” que trouxe.

No momento em que o primeiro agarrou seu braço direito e outro abaixou a guarda ao soltar a arma, Kana o empurrou com um chute no estômago e ainda aproveitou que ele se curvou para acertá-lo com uma joelhada no rosto, fazendo-o cair de joelhos. Logo se voltou para o que ainda lhe segurava com o punho erguido, entretanto, este estava mais alerta, e apenas a parou sem dificuldades, pressionando os dedos em volta dos dela e a arrancando alguns gemidos, para então soltá-la e lhe desferir um forte tapa na cara.

Kana recuou alguns passos sentindo a face arder e o gosto de sangue adentrar sua boca. Depois o encarou zangada por tê-la tocado de tal forma, e iria avançar contra ele, se um puxão nos cabelos não a tivesse impedido e lhe feito gritar.

– Sua vadia! – rosnava o que havia sido golpeado primeiro, furioso e de nariz sangrando. – Vai me pagar por isso!

Kana segurava sua mão com as próprias tentando fazê-lo lhe largar, mas desistiu por não conseguir medir forças com ele daquela maneira, e ao ver o outro caminhando em sua direção como um touro selvagem, somente respirou fundo e deu um pulo no exato instante que este chegou perto, o chutando com ambas as pernas ao utilizar toda a força que possuía no momento. 

Contudo, por não ter mais um apoio abaixo dos pés, acabou caindo sentada no chão, e novamente berrou pela queda ter causado mais dor em seu couro cabeludo. Irritada porque aquele homem praticamente arrancava seu babyliss, ela usou a altura a qual se encontrava ao seu favor e deu cotovelada no meio de suas pernas, sem pena, e em seguida teve finalmente seus cachos livres enquanto se erguia o assistindo choramingar como uma criança por causa dor alucinante que o atravessava.

Mas Kana não teve tempo o bastante para apreciar aquela cena ao ver o outro se levantar já com um desejo assassino em mente, portanto seu próximo ato foi pegar a arma do que se contorcia e fazer dela um porrete ao segurá-la firme na ponta com ambas as mãos, igual a taco de basebol, o acertando na barriga, logo movendo-a para cima e lhe atingindo no queixo, finalizando com um golpe no mesmo local em que antes ele a esbofeteou, como vingança.

Ele não demorou em cair também, meio tonto, e Kana iria prosseguir com o plano, entretanto, o segundo ainda consciente agarrou seu tornozelo com extrema raiva e a levou de novo ao solo. 

Ela tentou puxar a perna de volta, porém, a força dele era maior que a sua, e não teve êxito antes que ele lhe desse o troco ao acertá-la novamente no rosto com a mão pesada. Kana grunhiu devido ao estalo impiedoso, e a sensação só a deixou mais irada. Então, ainda no chão o encarando se erguer devagar, mirou seu rosto com o salto fino da bota da perna livre e o chutou bem no meio, sem hesitar, fazendo-o tombar a cabeça para trás com o impacto. Agora o sangue jorrava de seu nariz e boca.

Quando ele cambaleou e retornou ajoelhado ao chão, Kana lhe agarrou pelo pescoço com as pernas e o puxou, trocando de lugar ao sentar-se por cima de seu dorso em um rápido movimento. Respirava ofegante pegando o taser que mantinha nas costas, ficando de pé, e lhe dando um grande choque com aquilo até ele apagar de vez. Afastou-se vendo o outro se forçar a levantar de novo, e foi de encontro a ele com a intenção de lhe fazer o mesmo, no qual logo ficou inconsciente também.

– É... Parece que não estou tão fora de forma assim. – cuspiu o sangue em sua boca e limpou o restante que escorria dos lábios com as costas da mãos, ainda segurando o taser. – Até que esse troço é útil. Valeu, papai. – brincou, o largando.

Então, enfim soltou a respiração que parecia prender a pouco e tentou dar um jeito em seus cachos desarrumados, em seguida tendo os ouvidos abordados por um tiro que veio do interior da casa, deixando uma quase imperceptível expressão preocupada transparecer.

– É melhor estar vivo, seu imbecil. – dizia, se encaminhando para dentro e sentindo seu celular vibrar, suspirando. – Homens.


_-.-_-.-_-.-_

A mão direita de Natsu não estava apenas doendo naquele momento, ela ainda tremia, talvez até mais que anteriormente, diante do que via. Não, ele não conseguia acreditar em seus olhos. Não era possível. Não podia estar acontecendo de verdade. Aquele lugar; sua esposa chorando desesperada; sua filha berrando; aquela mulher; aqueles olhos azuis opacos, sem vida... Era o seu pesadelo tornando-se realidade.

Por um curto segundo, rosnando cego de raiva, Natsu quase perdeu a cabeça, porém, algo o havia segurado no canto, uma força desconhecida, evitando que ele avançasse contra Angel e tirasse a menina de suas mãos de qualquer jeito. Talvez tenha sido o bom senso que jamais teve, pela primeira vez o impedindo de fazer uma besteira e pôr Natsumi em mais perigo. E se sentiu na obrigação de agradecer por isso. Estava de mãos atadas.

– Natsu... – Lucy o chamou, aflita, como se implorasse que ele fizesse alguma coisa.

– Cale a boca! – gritou Angel, mudando drasticamente ao ouvi-la, e direcionando a arma para ela.

– Por favor, devolva a minha filha... – suplicava; seu medo somente aumentando.

– Cale a boca! Cale a boca! – repetia, parecendo ficar pior a cada vez que Lucy falava. – Eu odeio sua voz, sua maldita! É tudo culpa sua. Tudo! 

– Eu imploro, ela é só um bebê. – Lucy a ignorava, só pensava em Natsumi.

– Mandei calar a boca! – começou a andar até ela, e Natsu despertou apavorado de seu transe, dando um passo em sua direção sem perceber. – Não se aproxime! – disparou, agora mirando nele e se esquecendo de Lucy.

Natsu rapidamente parou, erguendo as mãos e engolindo em seco, tentando pensar com alguma coerência. 

– Angel, por favor, não machuque Natsumi. Lucy está certa, ela é só um bebê. – cogitou apelar para seu lado humano.

– Calado! – rosnava, dando a entender que aquilo não lhe importava. – Eu não quero escutar você confirmar as palavras dela. Eu quero não escutar você nem falar o nome dela. Calado! Calado!

Natsu franziu as sombrancelhas ao notar que Angel estava diferente, em uma versão muito mais instável, e provavelmente até fora de si. Mas a questão ali não era ela, mas sim a vida de sua esposa e filha, portanto não podia se deixar levar pelo estado de Angel, mesmo sendo muito difícil segurar o que estava entalado em sua garganta agora. Então decidiu não correr o risco de provocá-la em tais circunstâncias, e respirando fundo para controlar as próprias emoções, ele adotou uma nova postura, pelo bem de Natsumi.

– Ela não é sua, Angel. Devolva a menina. – aparentou tranquilidade; sua voz soando indiferente e vazia.

Lucy olhou para ele como se estivesse diante de um estranho. Angel por outro lado, o analisou com o que poderia ser dito como um bico mimado de decepção; ele não transparecia o desespero que tanto desejava ver. Então, voltou a sorrir para Natsumi, enquanto ela já demonstrava rouquidão devido ao choro intenso. 

– Mas poderia ser. – dizia, como um devaneio. – Deveria ter sido. –confirmou com a cabeça, depois encarou Lucy com desprezo. – Se ela não tivesse entrando no meu caminho.

– Você nunca gostou de crianças, Angel. Ter filhos jamais esteve em seus planos. Devolva a menina para a mãe. – Natsu continuou, no mesmo tom duro e neutro, como se estivesse dialogando com uma criança desobediente.

– Não! Não irei devolver! – se negava, quase que batendo o pé. – Pare de falar assim comigo, não vou obedecê-lo! 

– Ela não pertence a você. – Ele parecia querer fazê-la entender aquilo.

– Nem a ela! – seu ódio era inteiro voltado a Lucy. – Por que eu deveria entregá-la a ela? Por que eu tenho que fazer as vontades dela? Por que ela teria mais direitos do que eu? Por que você a ama e não a mim?

– Ela é a mãe. – disse simplesmente, apenas aquilo, como se fosse o suficiente para todas as perguntas.

– Não! Não mais! – recusava-se a admitir que Lucy possuía um papel tão importante na vida de Natsu; a mãe da filha dele. – Agora ela é minha, só minha. – soltou um risinho, observando rosadas suas bochechas encharcadas de lágrimas. Era tão pequena para compreender o que acontecia ao seu redor, contudo, também parecia estar tão assustada... – Ela é como uma boneca. 

O maxilar de Natsu travou, e sua respiração tornou-se visivelmente mais ofegante, para o temor de Lucy, que percebeu que algo o induziu ao medo.

– Boneca? – hesitou, sabendo exatamente o que Angel fazia com suas bonecas na infância. – Angel...

Ela o olhou, com um sorriso vacilante.

 – Angel, me escute. Ela não é uma boneca, é um bebê. – dizia, quase que sufocado, agora lutando para se conter. – Veja, está viva. 

– Não. Ela é minha bonequinha. – deixou escapar um novo risinho, carregado de intenções que só ela possuía o conhecimento, e Natsu passou a mão esquerda entre os cabelos, cada vez mais nervoso. 

– Meu Deus... Você odiava suas bonecas. A-As bebês. – gaguejou, totalmente perdido. Natsu não sabia o que fazer, aquilo não estava ao seu controle e isso o frustrava. – Só queria saber daquelas que eram magras, belas e perfeitas. E não importava o quanto uma bebê fosse bonitinha, cara ou sei-lá-mais-o-quê! Simplesmente destruía todas elas.

Lucy arfou, puxando um ar seco ao ouvir as palavras de seu marido.

– Não... Minha filha... – murmurava, entrando em um estado de choque momentâneo.

E novamente escutando Lucy falar, Angel se transformou, e dessa vez ousou mais, atirando na direção dela, e errando por pouco de propósito. Lucy deu um salto, gritando pelo susto e chorando cada vez mais – era tudo o que lhe era permitido –, então o terror a venceu. 

– Devolva a minha filha! – Ela berrou, não se importando mais se era o alvo de Angel ou não. – Seu monstro! Devolva! Devolva! 

– Lucy... – Natsu murmurou, vendo-a piorar ao assisti-la entrar em pânico, e quase foi até ela para tentar acalmá-la, mas Angel atirou e errou de novo.

– Na próxima eu acerto, tenha certeza disso. – ameaçava, fria e decidida.

Lucy apenas berrou o mais alto que seus pulmões suportaram. Nada no mundo faria ela se acalmar a não ter sua filha de volta.

– Eu avisei...

– Lucy! – Natsu gritou seu nome a obrigando a encará-lo, porém, antes que conseguisse dizer alguma outra coisa, sentiu um vento rápido passar ao seu lado após escutar outro disparo. 

O tempo parou naquela sala por longos cincos segundos, pelo menos na visão de Natsu, que retornou ao presente com os soluços de Lucy e a tossida espessa de Natsumi devido ao choro constante, e moveu somente os olhos na direção de Angel, agora tendo em mente que estava lidando com uma completa maluca desconhecida.

Ele sempre se perguntou como a garota com quem cresceu e teve suas primeiras experiências na adolescência, transformou-se em uma mulher baixa, vingativa e descontrolada, e ali estava sua resposta: nunca foi amor, não por parte dela. O sentimento que possuía virou uma doença, e por causa disso, o que ele sentia por ela tornou-se ódio e repulsa. Ela estava realmente atiçando o pior dele.

– Natsu...

Natsu ergueu a mão para Lucy, a interrompendo, sem encará-la, ainda confrontando Angel com o olhar, e levou um dedo à boca, a instruindo a ficar quieta. Ela sufocou as palavras e tremeu os lábios, ofegando com evidente desespero. Logo não conseguiu mais se apoiar nas próprias pernas e caiu de joelhos no chão, também sufocando o barulho que fazia com mão. 

Angel caiu na gargalhada diante daquela cena, tendo sua personalidade alterada outra vez. Ela trocava de humor como quem trocava de roupas. Era uma brincadeira para ela, apenas um jogo no qual possuía o total domínio, nada a mais que isso. Seu objetivo era atormentá-los, fazê-los pagarem pelo o que ela, e somente ela, pensava ser o justo, usando uma criança. Angel era alguém que acreditava fielmente nas próprias ilusões, e aquela era sua vingança disfarçada de justiça.

– Como vocês são dramáticos. Tudo isso por causa de uma fedelha birrenta? – inquiriu com ceticismo. Jamais entenderia o que era estar no lugar deles. – Deveriam me agradecer por tirar essa coisa chata de vocês. – o escárnio era nítido em seu olhar para a menina. – E você, nojentinha, cale a boca. É tão insuportável quanto sua mamãezinha. Aliás, deveria ser grata por não ser tão parecida com ela assim, se não... – emitiu um som balançando a pistola, na intenção de imitar um tiro.

Natsu estreitou os olhos, observando-a em silêncio, e talvez até encontrando uma abertura em seu desequilíbrio mental.

– O que você quer, Angel? – perguntava. – Diga, realmente, qual é a sua intenções com esse teatrinho? Nos deixar malucos? Nos humilhar? Assustar? Nos fazer implorar? Vamos, diga!

Ela pendeu a cabeças para o lado, sorrindo grandiosamente. Aquela parecia ser uma jogada desesperada da parte dele, e ela adorou isso.

– Por quê? Fará o que eu pedir?

– Diga. – rosnou.

Angel deu uma pequena volta em círculo, prologando sua espera. Riu novamente ao assistir Lucy prostrada no chão, então virou-se para ele, convencida.

– Você sabe o que eu quero, amor. Você. 

Ele não demonstrou surpresa, piscando rapidamente para um certo canto e logo retornando a ela, que nada percebeu.

– Apenas você, seu cretino desprezível. – ficou impassível. – Eu quero fazê-lo sofrer. Quero torturá-lo com seu passado sujo. Quero que se sinta um inútil a cada vez que estiver comigo e eu obrigá-lo a lembrar disso. – girou a arma ao redor da sala, mostrando a situação que os impôs. – Quero você só para mim e fazê-lo se arrepender todos os dias por ter menosprezado a única mulher que te amou de verdade, me trocando por essa qualquer. – Ela contava uma versão completamente distorcida da história.

– Então devolva minha filha. – disse simplesmente, pela primeira vez se referindo a Natsumi daquela maneira perante Angel, quase se xingando por não ter pensando nisso antes.

–C-Como? – soou incrédula, não conseguindo crer que Natsu Dragneel cedeu tão fácil a sua chantagem, e somente por causa de uma criança.

Lucy os assistia de testa enrugada e muda.

– Devolva Natsumi, e eu faço o que você quiser.

Ela riu com descrença, recuando ao não acreditar nele.

– Só pode estar brincando.

– Eu não brincaria com a vida minha filha.

– É só uma bastarda!

– É a minha filha! – deixou claro.

Angel franziu as sombrancelhas, incerta, duvidosa. Natsu seria capaz de tudo isso apenas para salvar a menina? Seria? Era sangue do seu sangue, não era? E ele era louco pelos irmãos, fazia o impossível e o inimaginável por eles, tanto que só havia retornado àquele maldito lugar pela irmã, então por que não faria o mesmo pela própria filha? Ela era se assemelhava mais com ele do que com Lucy na aparência; cabelos, olhos... Características da família dele, portanto...

– Está disposto mesmo a isso? – quis garantir, o estudando. Era evidente o seu receio; Natsu não era de confiança, não cairia na conversa dele tão facilmente.

– Apenas entregue a menina. – disse com certa impaciência, uma forte característica dele, indicando que não estava para perder tempo.

– Para a mãe dela? – inquiriu com profundo desgosto.

– Não. – negou prontamente, para a surpresa de Lucy que não entendeu de início o que ele estava fazendo. – Entregue a minha filha para mim. – também aparentou negar o parentesco dela com a mãe, inteiramente indiferente a ela; só queria a menina agora. 

E Angel sorriu pela atitude dele, olhando para Lucy como se estivesse orgulhosa por fazê-lo desprezá-la diante dela mesma. Estava adorando a expressão confusa de Lucy, porém, era a única a não compreender o que para eles tornou-se tão óbvio após algumas palavras. Angel odiava tudo que ligava Lucy à Natsu, principalmente Natsumi, que carregava o sangue ambos. Ela não admitia que a menina fosse filha dela; seria melhor que não tivesse mãe – era seu pensamento –; mas não se importava se era filha dele também.

– Tudo bem. – cantarolou se encaminhando até ele, contudo, parou e afastou o braço que a segurava. – Mas você não ficará com ela. Não quero nenhum vínculo seu com esta mulher, incluindo essa nojentinha. Quero ela bem longe de nós.

– Está bem.

Ela arqueou uma sobrancelha, em desafio.

– Vai mesmo abandonar sua esposinha, a bastardinha, sua família e o trabalho por mim? – piscou repetidas vezes, fingindo inocência. – Euzinha?

– Por que não? – respondeu com outra pergunta.

– Prometa!

Natsu suspirou, passando a mão entre os cabelos. As mudanças dela estavam começando a irritá-lo. Angel precisava de tratamento profissional.

– Eu prometo. – disse sem convicção.

Então Angel desfilou em sua direção, e sem cerimônia entregou Natsumi ao pai ainda possuindo o revólver firme entre os dedos, o que não passou despercebido por ele.

– Vou deixá-lo se despedir dela. – dizia, o assistindo confortá-la nos braços, toda vermelha, banhada em lágrimas e suor, exausta de tanto berrar. – Já a Sr.ª Dragneel... – sua intenção era mirar em Lucy, mas não teve tempo o suficiente para isso, pois ela já não se encontrava mais no lugar, e sim atrás de suas costas, bufando irada antes de agarrá-la pelos couro cabeludo e puxá-la para trás com força.

Angel gritou devido a dor de ser arrastada pelos cabelos, e acabou apertando o gatilho sem querer, acertando a coxa de Natsu após ele se virar para proteger a menina. Ele grunhiu ao sentir a bala atravessar sua pela queimando, mas logo lhes encarou alarmado. Lucy atacá-la não estava em seus planos. O que houve com ela?

– Vou te ensinar a nunca mais tocar na minha filha. – dizia Lucy, em um tom baixo, áspero. Ninguém podia negar o quanto ela era serena em diversas situações contraditórias, mas ameaçar aquela que lhe era mais importante... Não existia perdão para isso.

Lucy berrou atirando Angel contra uma mesa de vidro, que pelo golpe acabou deixando a arma cair e ir parar debaixo de outro móvel. Angel rosnou enraivecida com Lucy, logo erguendo-se para confrontá-la, entretanto, Lucy já a esperava, e quando a viu de pé, lhe desferiu um tapa de esquerda estalado, não demorando em trazer a mão de volta ao acertá-la na outra face com mais brutalidade, empurrando-a de novamente de encontro a mesa, que quebrou devido ao impacto, levando-a ao chão rodeada por vários cacos.

– Ai, ai... – gemia, sentindo alguns lhe cortarem.

– Lucy! – Natsu gritou por ela, grunhindo. 

Lucy saiu de seu topor de fúria no instante em que viu Natsumi bem em seu colo, correndo para pegá-la com os olhos inundados.

– Minha filha... – agora ela chorava aliviada, abraçando a pequena como se jamais fosse soltá-la de novo.

Natsu se jogou no sofá pressionando o ferimento da coxa.

– Merda...  Vocês precisam sair daqui. – fora tudo o que disse, apertando as pálpebras com os dedos; a dor o deixando irritado.

E Lucy o encarou do mesmo modo.

– O quê? Você não vem?

– Não. Ainda tenho o que resolver. – tornou a ficar de pé.

– Não se atreva. – alertou ela, não gostando nenhum pouco daquilo.

– Lucy, não seja teimosa numa hora dessas. Apenas pegue Natsumi e saia daqui. – rosnava entre dentes. 

– Você está ferido, precisa ir ao hospital.

– Eu estou bem! Por favor... Vocês aqui...

– Sua maldita! – Angel levantava completamente arranhada e sangrando, mas com mais ódio brilhando nos olhos.

Natsu a puxou para trás na tentava de protegê-las fosse do com que ela a atacaria.

– Ou, ou, ou! Quietinha aí, meu bem. – Zeref saía do mesmo corredor que Natsu, mirando o próprio revólver nela. – Não acha que já está fatiada demais para brincar com vidro quebrado? Larga o brinquedinho, vai. – pediu, piscando.

Angel hesitou diante da presença de Zeref e ergueu os braços trêmulos, soltando o caco que segurava. 

– Boa menina.

– Onde estava? Você sabia disso? Por que deixou isso chegar até aqui? – Natsu disparava perguntas iradas. O perigo que sua família correu e o descontrole com o qual teve que lidar dizimaram qualquer rastro de tranquilidade vinda dele. Sua mão direita ainda tremia.

– Calma. Não queria que eu aparecesse com ela ainda em posse de sua filha, não é? E... – esboçou uma careta. – Mais ou menos. Ouvi um boate que haviam conseguido capturá-las, mas não tinha certeza.

– Por que não me contou antes? É a minha família, porra!

Zeref suspirou, entediado com as explosões de Natsu. Tão previsível.

– Para evitar exatamente isso. Imagine o que você teria feito se soubesse. Ahn?

Natsu endureceu o rosto, sabendo bem do que ele se referia, e calou-se ao dar uma rápida olhada em Lucy. Ela não fazia ideia de quem era aquele homem, mas tinha a impressão de já tê-lo visto antes.

– Mas, bem, posso resolver o problema agora mesmo. – destravou a arma tornando a apontá-la para Angel, que prendeu a respiração. 

Lucy apertou o braço de Natsu, escondida atrás dele.

– Não. – o impediu. – Não quero que a mate. Muito menos na frente da minha esposa. É louco?

– Sabe que isso vai virar um problema, não é? – insinuou algo.

E mesmo tendo conhecimento disso, Natsu não mudou de ideia.

– Eu não me importo. Estou cansado de fugir; de mentiras.

Zeref deu de ombros.

– Você que sabe. 

– Mas quero pedir um favor.

– À vontade.

– Tire minha família daqui. Mantenha-as seguras, e por favor, afaste-as desse inferno.

Zeref ficou sério por um segundo, ponderando o pedido de Natsu, até que sorriu minimamente e apenas assentiu.

– O quê? Não! – já Lucy se negou a aceitar. – Eu não vou sem você!

– Ah, vocês vai sim.

– Eu nem conheço esse homem! Como pode jogar a mim a sua filha nas mãos dele?

– Eu confio nele. Deveria ser o suficiente para você também.

– Por Deus, ele tem uma arma! Como quer que eu confie nele depois de tudo isso? 

– Lucy, por favor, apenas vá. Ele é o único que realmente pode levá-las para casa em segurança. Se não quer não fazer isso por mim, faça por Natsumi. Ela jamais deveria ter entrado nesse maldito lugar.

Ela hesitou, prestes a chorar novamente.

– Isso não acabou.

– Definitivamente não acabou.

– Vai voltar, não é?

– Para ouvi-la gritar comigo? Acha que eu perderia isso?

Lucy apertou os olhos e se permitiu esquecer tudo por um momento, o abraçando.

– É melhor não estar mentindo.

– Proteja nossa menina. – sussurrou, encarando os furiosos olhos de Angel.

Lucy se afastou e assentiu, voltando-se para Zeref.

– Confio a segurança da minha filha ao senhor.

– Acredite, Sr.ª Dragneel, eu não me perdoaria se deixasse algo acontecer as duas. – falou, lhe oferecendo o braço, e Lucy não o entendeu, mas aceitou. – Com essa estamos quites, Dragneel. Boa sorte. – e saiu, levando sua esposa e filha com sigo.

Ao vê-las fora daquela casa, Natsu relaxou visivelmente e virou-se na direção de Angel, vendo-a tentando achar com os olhos a pistola que deixou cair. Estava sozinho com ela – ou assim parecia – e não pode conter o sorriso diante de sua imagem desfigurada, sabendo que foi Lucy quem a deixou assim.

– Quer apostar uma corrida comigo e ver quem chega por último? – zombou, certo de que nenhum dos dois iria muito longe.

Angel o encarou com mais raiva, porém, mantendo a postura elegante. Agora estava pouco se lixando para ele, mas não lhe daria o gostinho vê-la sentindo dor.

– Seu cretino mentiroso... Como pude acreditar em você novamente?

– Por que é uma estúpida doente; fácil de manipular. – respondeu, se apoiando em uma mesinha de canto. Estava perdendo muito sangue.

– Eu amava você!

–Não. Eu amei você; você nunca soube o que é amar.

– Você é um arrogante! Cínico! – riu com escárnio.– E o que vai fazer agora? Me agredir? Vamos! Venha! É a única coisa que falta para você se tornar um completo bosta! 

Natsu apenas piscou devagar, indiferente e suando frio.

– Eu não irei encostar um dedo em você, estou aqui somente para assistir.

Angel riu outra vez, notando um pequeno detalhe do que realmente queria encontrar em um determinado canto.

– Assistir o quê? Eu conseguir pegar aquela arma e matá-lo? – dizia confiante, acreditando que estado dele era pior que o seu e que ele não seria capaz de impedi-la daquele jeito.

Natsu sorriu.

– A sua queda, querida. – retrucou a provocação de antes.

Ela não gostou do que ouviu, e obviamente, nem da insinuação oculta que ele fez, e tratou de acabar logo com aquilo através do revolver perdido embaixo de uma estante. Contudo, antes que fizesse seu movimento, sentiu o rosto arder e algo em seu maxilar trincar ao ser golpeada por um suco.

– Ah... Eu esperei anos por este momento. – dizia Kana, sorrindo ao estalar todos os dedos. – Deixou ela atirar em você, seu imbecil? 

Natsu estalou a língua, grunhindo.

– Ele está a caminho?

– Com certeza.

– Ele quem? – Angel rosnou, com a mão no queixo.

– Sua carruagem, Anjinho. – bateu as palmas nas coxas, como se estivesse chamando para a briga, depois estalou os dedos. – Venha, sua cadela. Me entretenha um pouquinho durante esse tempo.

Ela franziu o cenho, estranhando o porquê dos dois terem resolvido ficar com ela sozinhos naquela mansão, ainda mais esperando alguém. Parecia uma armadilha.

– Venha! Deixa eu terminar o que Lucy começou! – atiçava. E sim, Kana estava escondida igualmente a Zeref testemunhando tudo, só aguardando a hora certa para aparecer, como o combinado.

Já Angel, totalmente desestabilizada, logo esqueceu o que estava óbvio e se voltou com ira para Kana, concentrando-se apenas no ódio que sentia por cada um que se meteu em seu caminho, e decidindo despejá-lo inteiro em cima dela.

Kana bufou perante a forma descontrolada que ela avançava, cheias de cortes pelo corpo, provavelmente com a intenção de deixá-la do mesma maneira com as unhas, cega pela revolta, e simplesmente evitou o golpe que ela revidaria sem dificuldade, lhe acertando outro soco, só que dessa vez no meio do rosto, mas Angel não deixou por isso e agarrou um mecha de seu cabelo, recuando e a levando com sigo.

Natsu ignorou a briga que elas haviam iniciado e se encostou na parede rasgando um pedaço da camisa para amarrar na coxa, estancar o sangramento e se manter lucido por mais algum tempo. Já tinha levado tiros antes para saber que não demoraria em ficar tonto até perder a consciência, contudo, não se permitiria perder também a oportunidade de vê-la finalmente sendo presa.

Dando uma rápida olhada na direção delas, viu Angel apertando o pescoço de Kana com os dedos enquanto ela pressionava sua cabeça contra a parede. Kana grunhiu e a puxou minimamente antes de empurrá-la com força de novo, fazendo-a afrouxar o aperto e afastando-se dela tossindo. Angel então aproveitou a chance para lhe dar um tapa e logo a pegou pelo braço, lhe girando e a jogando de encontro à parede. 

– Sabe, eu também esperei muito por este dia. – dizia ela, envolvendo o pescoço de Kana com o braço por trás. – Nunca sua fui com a sua cara, sua vadia. Sempre se meteu no meu relacionamento com Natsu, sempre sussurrou no ouvido dele que eu não prestava. Desde criança, você sempre me irritou com esse jeito de machona briguenta, e foi por sua culpa que ele demorou tanto a ficar comigo pra valer.

– Isso porque desde criança você nunca teve caráter algum, cadela. – rosnou, meio sufocada. – E no final, esse imbecil não me deu ouvidos, não é? Felizmente, eu não desisto tão fácil assim. – acertou uma cotovelada em seu peito, lhe arrancando um grito, e enfim conseguiu se soltar quando também acertou seu nariz com as costas do punho fechado.

Angel cambaleou com ambas as mãos pressionando o nariz, mas furiosa por isso, e ainda teve êxito ao atingir Kana com a palma direita e rasgar sua bochecha com as pontas das unhas, não demorando em chutá-la na barriga. Kana gemeu ao ser jogada contra uma estante, porém, agarrada a perna dela, no qual a puxou e trocou de lugar rebatendo com o mesmo golpe. 

Ela também não lhe deu mais a menor chance depois daquilo e a desferiu um novo soco, seguido por outro, e outro... Derrubando-a de joelhos, mas continuando, sem ver Angel pegar um caco de vido, o apertando entre dedos até sangrar, e enfiá-lo em seu pé através de sua bota. Kana gritou por sentir o vidro cravado em sua pele, porém, isso não a parou, somente a encheu de mais raiva, e ergueu a mesma perna, lhe acertando no queixo com o joelho.

– Sua cadela! – repetiu o golpe, mas dessa vez com a ponta da outra bota em seu rosto, levando-a ao chão definitivamente.

– Kana! – Natsu a chamou, ouvindo uma comoção vindo de fora.

Ela retirou o caco do pé e se aproximou dele mancando ao deixar Angel de lado. Ela que respirava ofegante encarando o que estava debaixo da estante em sua frente.

– Chegaram. – disse, arfando.

– É... Acabou.

– Não acabou! – exultou Angel, fazendo-os virarem alarmados. Angel ria baixinho, soltando leves tosses, apontando seu revolver para eles. – Idiotas... Acham que vou deixá-los irem fácil assim? Acham que se livrarão de mim? – riu mais um pouco, segurando a arma com as duas mãos. – Todos vão pagar... Todos! Não perdorarei ninguém!

– Você é louca. – disse Kana, sem hesitar.

Angel tombou a cabeça e sorriu com a boca sangrando.

– Sou. – e atirou, primeiro nela.

Natsu não pensou duas vezes antes de empurrar Kana e tomar seu lugar, sendo atingido em cheio no ombro. Kana gritou seu nome assustada, a porta da casa fora arrombada e vários policiais entraram uns atrás dos outros sendo comandados por Gildarts, prontos para desarmar Angel no mesmo instante, mas não antes que ela atirasse mais uma vez e acertasse Natsu no abdômen, que enquanto tudo à sua volta escurecia, apagava encarando os opacos olhos azuis daquela mulher manchada de sangue. 


Notas Finais


'-' Pra tu ver, né :v
Então, acabou u.u Não a fanfic, mas o capítulo XD
Eu não sei o que comentar sobre ele, eu gostei do resultado, e a parte da Kana vs Angel foi só porque eu sempre quis que Angel levasse uma surra haha! A intenção era fazer ela apanhar mesmo, tipo, bastante haha! Mas ela não morreu haha! ~ Será que serei xingada? O.o
Lucy também teve um destaquezinho, né? Angel só apanhou, mereceu :v Mas ninguém ficou mais fudido que o Natsu XD
~ Credo '-'
Gente, deixa eu pergunta uma coisa, vocês nunca acharam estranho o Zeref ajudar tanto o Natsu? O.o Porque ninguém questionou isso até agora e nenhum motivo foi revelado ainda, então... O.O
Mas enfim... Essa fase que atrasou a fanfic finalmente acabou e agora faltam apenas 2 capítulos ,que serão mais 3 ou 4 até a próxima temporada '-' Por quê? Bem, porque o último será enooooooorme, e talvez eu divida ele em duas ou três partes, não sei ainda. Para vocês terem uma ideia, a última parte já passou de 6 mil palavras :/ E sim, eu comecei pela ordem contrária :p E levando como exemplo o Hiro Mashima, irão faltar apenas 14 capítulos da 3ª temporada para Forgive me chegar ao fim, levando em conta o prólogo e o epílogo, certo? (°∀°)b
Agora, duas notícias, uma boa e uma ruim. A boa é que o próximo capítulo já está terminado desde o ano passado, e vocês me verão mais cedo (*´∀`*) A ruim é que ele sairá mais rápido e vocês me verão mais cedo(・∀・)shuahduauaau~
AH! Postei uma fanfic nova, caso queiram dar uma olhadinha:
https://spiritfanfics.com/historia/save-the-hero-8891039
Uma mini-one da Lisanna: https://spiritfanfics.com/historia/genuine-love-8407934
E... Acho que só.
Há alguns comentários que eu ainda não respondi, mas irei, ok? Inclusive o que recebi por mensagem ;)
Espero que tenham gostado! ;3
Desculpem pelo mega atraso, de verdade, estou morrendo de vergonha disso, mas juro que não voltará a acontecer (^_−)☆
OBRIGADA PELOS 972 FAVORITOS \(*❤∇❤*)/
Intée o(〃^▽^〃)o


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