História Forgotten Years - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Ino Yamanaka, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Drama, Kibaino, Naruhina, Romance, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Sasusaku, Suspense
Exibições 123
Palavras 1.828
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - V o d k a


C a p í t u l o 

3

Vodka

Passado, por Sakura Haruno

 

Às 22h30 Ino buzinava do outro lado da rua, anunciando sua chegada um tanto impaciente, já que a cada segundo que eu me atrasava ela fazia questão de fazer soar o barulho irritante.

-Mamãe, estou indo! – avisei enquanto abria a porta e fazia um sinal para Ino esperar.

Minha mãe vinha da cozinha, secando as mãos em um pano de prato.

-Está indo para a festa? – perguntou, me olhando da cabeça aos pés – Por que não colocou um vestidinho?

Olhei para meu visual, tentando detectar algo de errado. Eu realmente ficara indecisa quanto a roupa que eu usaria. Os vestidos de longe haviam ficado bons, portanto, acabei optando por uma blusa preta de alças longas, jeans escuro e um par de sapatilhas.

-Eu tenho que ir – eu disse afoita, evitando delongas para o caso dela querer me forçar a trocar de roupa.

-Divirta-se!

Bati a porta atrás de mim, correndo até o Corolla prata, estacionado do outro lado da rua. Ocupei o banco do passageiro, ao lado de Ino, que me observou de cenho franzido. Os olhos azuis percorreram meu corpo, expressando reprovação.

-Eu sei, estou horrível – protelei.

Ino por sua vez estava muito bonita; o cabelo loiro estava solto, caindo sobre seus ombros cobertos pela manga longa do vestido turquesa, bastante curto. Ela também havia passado maquiagem, ocultando um pequeno acúmulo de sardas em seu nariz.

-Podia ter colocado um salto – comentou, acelerando o carro – Pensei que estivesse determinada a chamar a atenção do Uchiha.

Eu mal me equilibrava em meus próprios pés, imagina em saltos? Sobre Sasuke, eu já havia chamado sua atenção o suficiente, por enquanto preferia apenas não parecer ainda mais patética. Por todo o trajeto tive que aturar os comentários pejorativos da minha única amiga, e pensei seriamente em desistir. Voltar para a minha cama poderia ser bem mais produtivo.

É uma pena que eu tivesse razão.

Não foi difícil encontrar a casa de Kiba, não levou nem 30 minutos para que chegássemos até lá. Se eu pensava que não tinha jeito para festas, ao adentrar uma multidão de jovens eufóricos, espremidos em uma sala de jantar – que não parecia muito grande, considerando a quantidade de pessoas –, acabei tendo a certeza. Apenas luzes coloridas iluminavam o cômodo, em movimentos de ziguezague que me deixavam levemente zonza. Era praticamente impossível enxergar tudo nitidamente, uma vez que fumaça artificial cobria os quatro cantos.

Ino seguia na frente, pulando agitada, me puxando pela mão. Agradeci por não estar de saltos, certamente cairia no primeiro passo. Eu não fazia ideia para onde ela me levava, mas torcia para nos afastarmos daquela massa humana.

-Isso é demais! – a ouvi gritar, olhando para mim sobre o ombro.

Ao chegarmos à cozinha, consegui respirar profundamente, embora ali tivesse mais algumas pessoas, não se comparava a quantidade que ocupava a sala. No centro do local havia uma mesa de madeira extensa, com cinco filtros de plástico colorido enormes enfileirados lado a lado. Ino havia conseguido – sabe-se lá onde – dois copos descartáveis, me entregando um.

-O que vai beber? – perguntou-me, enquanto analisava os filtros com curiosidade. 

Eu nunca havia colocado uma gota de álcool na boca. Tudo bem, admito ter provado um pouco de cerveja, mas acabei cuspindo, o gosto era horrível.

-Refrigerante?

-Está brincando? – indagou incrédula – Você não está no aniversário da sua avó, Sakura!

Achei o comentário ofensivo. As festas de aniversário da minha avó eram legais.

-Tudo bem – murmurei derrotada – O que recomenda?

Ela ficou pensativa por alguns instantes, para então marchar até um dos filtros, abaixando a pequena alavanca da torneira, de onde jorrou um líquido transparente, enchendo até a metade do copo. Ino aproximou o nariz da borda, cheirando o conteúdo, fazendo uma breve careta.

-Acho que é vodka – disse, se aproximando novamente de mim – Só para aquecer.

Sem hesitar, virou o copo, bebendo em um só gole a quantidade de vodka. Soltou um som engraçado da garganta, colocando a língua para fora.

-Que horror! – gritou, sendo atração de olhares – Quero mais!

Repetiu o mesmo processo, dessa vez, enchendo o copo.

-Vai beber tudo? – perguntei cética.

Ela sorriu animada, e desconfiei já estar levemente embriagada. Ino não tinha a mínima experiência com bebidas alcoólicas, assim como eu.

-Iremos beber tudo! – reformulou, gargalhando em seguida – Mas primeiro você!

Estendeu-me o copo que peguei receosa, cheirando brevemente. Tinha um odor forte, que fez meu nariz arder levemente. Provavelmente estaria no topo da minha lista de “piores bebidas que ingeri na vida”. Respirei fundo, me preparando, se eu tomasse uma boa quantidade rapidamente como Ino, talvez não fosse tão ruim assim. Virei o copo, despejando a vodka de vez em minha boca, que desceu como fogo em minha garganta. Larguei o copo no chão, e comecei a tossir engasgada, como se tivesse me afogado em um lago de água fervente.

Foi uma das piores sensações da minha vida.

-Sakura! – ouvi Ino gritar desesperada.

Em seguida um tapa forte em minhas costas me impulsionou para frente, por pouco não me fazendo cair, já que consegui me apoiar à mesa diante de mim, quase derrubando um dos filtros. Ouvi risadas e desejei que uma cratera abrisse aos meus pés.

-Você está bem? – Sasuke perguntou-me.

Ele estava ao meu lado, parecia ligeiramente preocupado. Me recompus, tentando ignorar a vergonha que se espalhava em cada célula do meu corpo.

-Estou – respondi após minutos, minha voz estava levemente rouca.

Sasuke olhou para chão, onde, próximo aos seus pés estava o copo que eu derrubara, sobre uma poça de vodka. Ele o pegou, cheirando a borda, arqueando as sobrancelhas escuras.

-Bebeu isso puro? – indagou, seu tom me passou uma impressão acusatória.

Assenti, me sentindo estupidamente culpada.  

-Desculpe – murmurei sem pensar – Por ter molhado o chão – acrescentei ao perceber uma confusão transparecer seu rosto.

Ignoremos o fato do chão já estar sujo e molhado há muito tempo.

-Você não parece ter experiência com bebida – inferiu, e eu assenti veemente.

Pensei que não tivesse percebido.

-Não beba vodka pura – aconselhou-me, enquanto caminhava até uma geladeira duplex.

Retirou uma caixinha comprida de suco de pêssego, despejando um pouco em um novo copo descartável, para então empurrar a alavanca do barril que Ino havia selecionado anteriormente, misturando ao suco uma dose generosa de vodka. Assim que considerou a quantidade de álcool adequada, voltou-se a mim, estendendo o copo.

-Aqui, prove.

-Ah, não! – recusei com urgência – Muito obrigada.

Ele sorriu, parecia achar graça da situação.

-Apenas prove – insistiu.

Revirei os olhos, soltando o ar com força, enquanto pegava o copo de sua mão. Cheirei a borda, o álcool era bastante presente, embora o suco amenizasse o odor forte de antes. Beberiquei uma pequena dose, e de fato não era de todo o mal, mesmo que não fosse verdadeiramente saboroso.

-Não é muito ruim – admiti.

Uchiha pareceu satisfeito, e então, sem dizer nada se afastou, me deixando literalmente sozinha, já que Ino havia desaparecido. Eu não fazia ideia aonde ela poderia estar, e não queria sob nenhuma circunstância adentrar a massa humana novamente a procura dela, portanto, escorei em um pequeno vão entre o armário e a geladeira, bebericando lentamente a vodka com suco. Algumas poucas pessoas me olhavam uma vez ou outra, e para o meu azar, uma delas fizera a questão de me deixar consciente de sua desagradável presença.

-Quem diria, Sakura Haruno em um happy hour – comentou mordaz, enquanto parava em minha frente – Errou o caminho da igreja?

Karui não me poupava de sua implicância, sempre me perguntei o porquê daquela tralha havia invocar justamente comigo.

-Errei e parei no inferno – rebati – Só não esperava encontrar o demônio tão cedo.

Os olhos âmbares cintilaram perigosamente, eu temeria aquele olhar em outra situação, mas por incrível que pareça eu estava adorando retrucar as provocações da megera.

-Deveria tomar cuidado com o que fala – disse ameaçadoramente.

-E por que eu deveria temer uma pirralha? – indaguei ácida, sentindo uma adrenalina estranha aquecer meu corpo – Você não passa de uma garota mesquinha, e quer saber? Eu não dou a mínima para suas ameaças. Vai lamber o chão do Kiba e me deixa em paz.

E pela primeira vez após três anos de convivência sofrida, vi Karui hesitar perante a mim. Eu havia tocado em sua maior ferida: a paixão não retribuída que nutria por Kiba Inuzuka. Tínhamos algo em comum afinal, e assim que uma mínima compaixão se instalou em meu eu, senti algo gélido contra a minha barriga, escorrendo pela minha calça, atingindo locais inapropriados. Karui havia atirado toda a dose de seu copo em minha barriga, ensopando minha blusa e parte superior do meu jeans.

Minha reação instantânea foi revidar, jogando o resto da vodka com suco diretamente em sua direção, mas a demônia desviou no exato momento que ia ser atingida, e o líquido voou diretamente na blusa de Sasuke Uchiha, que estava atrás dela.

Houve alguns segundos de silêncio na cozinha, que logo foi substituída por risadas dos que prestigiavam aquela situação. Karui acompanhou as gargalhadas, recuando rapidamente para a multidão, sumindo entre as pessoas como uma perfeita covarde. Minha cabeça começou a pesar, e uma sensação nauseante se instalou em minha garganta, aquelas eram reações naturais  ao ficar exposta a grande nervosismo.

Sasuke me encarava fixamente, enquanto uma mancha laranja se alastrava gradativamente em sua camiseta branca. Sua expressão deixava claro que tudo o que ele desejava fazer no momento era me matar, mas antes que isso acontecesse, saí empurrando qualquer um que surgia em minha frente, correndo na direção da sala, entrando na multidão, o que foi um dos meus maiores arrependimentos, já que eu parecia mais zonza do que imaginava estar. Tudo ao meu redor girava, me deixando totalmente desorientada.

Era a minha primeira e última festa. Não queria estar em um ambiente como aquele nunca mais. 

Quando estava prestes a me atirar no chão para esperar alguma alma bondosa me retirar daquele furdunço, alguém agarrou meu antebraço, me fazendo instantaneamente reagir de forma agressiva.

-Ei, calma! — Sasuke pediu, desviando de minha mão, que violentamente ia acertar seu rosto.

Ele agarrou meu pulso por precaução, analisando meu rosto como se certificando que eu não apresentava perigo. O senti me puxar, e em instantes já me guiava entre as pessoas que pareciam lutar por espaço — que só dançavam na verdade.

Ele sussurrou algo no ouvido de Kiba, o anfitrião, que me olhou sobre o ombro dele, sorrindo para mim. Não, aquele sorriso não era exatamente para mim, mas o motivo, certamente, era eu.

Dois homens do tamanho do meu guarda-roupa liberaram o acesso à escada, que subimos apressados. Ou melhor, Sasuke subiu apressado, já que eu tropeçava a cada passo que dava.

Quando adentramos um corredor escuro, parei subitamente, puxando minha mão do aperto de Sasuke, que me olhou confuso.

-O que foi? — ele indagou.

Corredor escuro, portas que escondiam quartos, eu, ele…

-Para onde está me levando? — perguntei rapidamente, nitidamente desconfiada.

-Para o banheiro. — respondeu — Para você e eu nos limparmos. 


Notas Finais


Oi oi, desculpem a demora, estava bastante ocupada nos últimos dias. Espero que tenham gostado do capítulo, volto logo com o próximo <3


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