História Found Myself in You - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Alfa, Bagntanboys, Bangtansonyeondan, Beta, Bts, Dinâmicaa/b/o, Kpop, Lemon, Ômega, Taekook, Vkook, Yaoi
Exibições 66
Palavras 1.399
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Estou de volta com mais um capítulo, obrigada por esperarem.
Então, esse cap é meio bad, espero que não se confundam. A fanfic vai ter duas perspectivas, eu achei melhor explicar pq né :v
Enfim, espero que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 3 - The Locker Room


O lugar estava quieto e frio. Havia luz. Ouviram-se vindo das escadas, passos apressados e fortes, alguém estava correndo. Logo em seguida, mais pessoas vieram correndo também. O primeiro garoto que apareceu, desceu as escadas num pulo. Sua respiração estava ofegante, ele conseguia sentir os tremores de medo, seu sangue correndo gelado pela veia. Ele só tinha uma coisa em mente: tinha de se esconder.

   Rodou o lugar, sempre evitando as escadas. Ele já sabia que eles estavam lá, conseguia ouvir as vozes conversando baixinho. Estava no vestiário. Era com certeza um péssimo lugar para se esconder, mas se encontrasse algum armário aberto, conseguiria se enfiar lá dentro e esperar que tudo isso passasse. Mas ele não achou. Continuou ouvindo muito bem o que os outros estavam conversando, ajeitou sua bolsa no ombro e se abaixou atrás de uma grade de bolas de basquete perto da parede. Esperava que seus caçadores fossem tão cegos quanto burros. As vozes cada vez mais perto, sussurrando. Um grito preso em sua garganta estava torturando-o. Queria tanto gritar e sair correndo dali, queria tanto voltar para casa um dia sem ser caçado por pessoas que ele mal sabia o nome. Então, ele ficou imóvel, observando entre as brechas que lhe permitiam as bolas amontoadas. Não conseguiu escutar mais nada. Certamente eles haviam parado de falar, mesmo que sussurrando, suas vozes eram enaltecidas devido à quietude do local. Taehyung entrou em completo desespero, não podia se mover e não estava vendo ou escutando ninguém. Teriam eles ido embora? Teriam eles desistido da caça, finalmente? Estava muito cedo para pensar nisso, mas ele teria de arriscar sair dali. Eles não podiam esperar para sempre. Inspirou profundamente, tentando relaxar um pouco, mas ainda alerta a qualquer som. Devagar, levantou-se.

   Saindo lentamente de seu esconderijo, ele olhava para todos os cantos, principalmente para a única saída, pela qual havia entrado correndo. O lugar onde ele estava tinha uma visão não muito boa do local, uma parede de armários o impedia de ver o que estava acontecendo do outro lado. Seus olhos estavam atentos a qualquer movimento, sua concentração fora dividida também com suas orelhas, que estavam atentas a qualquer som. Com passos leves, ele andou pelo corredor, indo em direção a escada. Sentiu suas mãos tremendo, resolveu segurar nas alças da bolsa, seus pés preparados para correr. Ele estava no corredor principal, que vinha do canto da parede até a escada, onde os armários ficavam no meio do local, com espaços entre eles, para os alunos que voltam depois da educação física.

   Estava perto, muito perto de conseguir sair. Tinha o plano de correr assim que encostasse um de seus pés no primeiro degrau da escada. Ele estava cansado. Pensou em tudo o que ele fizera no dia: entrou na escola, andou até sua sala e sentou-se em seu lugar. Não fizera nada demais, nem conversou com ninguém. Passara o dia todo em silêncio. A aula havia acabado a pouco tempo, ainda teria como sair se corresse, mas não podia fazer barulho ali, estava com medo de ser notado por algum dos garotos que o perseguiam. Distraiu-se com os pensamentos, não havia percebido que deixara de andar levemente, esquecera de prestar atenção, seus olhos agora olhavam para um ponto em comum, mas nada que fosse realmente o que precisavam fazer.

   Estava de frente para a escada, havia conseguido chegar, seu peito encheu-se de alívio, expirou pela boca, controlando uma risada de vitória. Talvez hoje, ele não voltasse para casa com um olho roxo. Olhou para o fim da escada no andar acima dele, esticou sua perna para correr assim que encostasse seu pé no degrau. De súbito, sentiu um forte puxão vindo de trás, viu o mundo virar junto a ele enquanto caia de costas do chão, quando abriu os olhos, acima dele encontravam-se três garotos, os três que estavam correndo atrás dele minutos antes.

 – Achou mesmo que se esconder iria adiantar? – Resmungou um deles. Os outros dois sorriram. – Levantem ele. – Assim que o garoto falou, Taehyung foi erguido e jogado contra os armários, provocando um baque metálico. Retiraram a bolsa de suas costas e chutaram-na para longe. Ele tentava se soltar, usava todas as forças que conseguia reunir naquele momento. Seguraram seus braços abertos e pisaram em cima de seus pés para mantê-lo no lugar. O terceiro garoto o observou, Taehyung não conseguia encará-lo, sentiu as lágrimas queimarem seus olhos, mas não deixou que elas escapassem, tinha de se mostrar forte. – Você deveria morrer – O garoto proferiu um soco em sua barriga, fazendo o menino de cabelos loiros abrir a boca num grito mudo.

   Outro soco, e mais outro soco. Taehyung não conseguia entender, estava com vontade de vomitar. As dores provocadas por cada soco subiam até sua garganta e espalhavam-se por sua espinha. Queria seguir as ordens do garoto, queria morrer, se o matassem agora, que diferença faria?  Ele mantinha sua cabeça abaixada, arfando a cada soco, um fio de saliva pingando de sua boca.

– Pare de babar! Por acaso você é algum doente? – Gritou o garoto que segurava seu braço direito. Taehyung não fazia mais força para se soltar, o que lhe restava agora era esperar que o ataque acabasse e ele pudesse finalmente chorar. Chorar em nome da sua raiva, já que, se resolvesse atacar, acabaria morto. Era fraco, sabia disso, e todas as pessoas ao seu redor o faziam saber disso. Todo dia.

   O rapaz que lhe esmurrava o estômago parou.

– Você não vai falar nada? Que nem das outras vezes? O que há com você? – Socou mais uma vez. Fazendo Taehyung arfar. – Eu quero ouvir você gritar. – Falou friamente. O rapaz juntou todas as suas forças e esmurrou a barriga de Taehyung, fazendo-o se curvar para a frente com os olhos arregalados, o rapaz se aproximou, segurou os cabelos do loiro e levantou sua cabeça, batendo-a nos armários. – Grite! Vamos! – O rapaz estava gritando, havia perdido a paciência. Taehyung o olhava sem expressão, com olhos cansados, seu corpo estava dolorido, seus pulsos estavam doendo e seu pés também. Ele não pensou muito bem na hora, mas ele também não tinha muito a perder. Cuspiu na cara do rapaz que segurava seu cabelo.

   Ele o olhou, com raiva e nojo nos olhos, bastou apenas isso para ele esmurrar a cara de Taehyung, que cuspiu sangue. O golpe fora tão forte que os garotos que o seguravam não conseguiram suportar mais seu peso, deixando-o cair no chão, de quatro. O rapaz então o atacou mais uma vez, chutou-lhe a barriga, e quando o loiro caiu, o outro continuou a lhe atacar, mas ele não soltou sequer algum som. Sentia o gosto metálico na boca, sua visão estava turva, ele estava desorientado, não conseguia respirar direito, já não sabia mais o que estava acontecendo. Sentia apenas dor. O garoto que o atacava teve de ser parado pelos outros com a desculpa de que “se ele morrer agora, não vai ter em quem ele possa bater de novo”, então ele se acalmou e limpou o rosto enquanto olhava para Taehyung, que estava encolhido no chão.

 – Vamos embora daqui. Agora. – Disse. E partiu junto de seus dois amigos.

   Taehyung chorou. As lágrimas quentes desciam verticalmente pelo seu rosto caído. Começou a soluçar fortemente, com seus pulmões e barriga doendo, até chorar se tornava difícil. Foi deixado para trás, desorientado. As lágrimas que lhe desciam o rosto carregavam um vasto peso, amarguras reprimidas no fundo de seu coração, frustrações e ferimentos causados pelo tempo caiam agora no chão frio do lugar, misturando-se com o sangue que também escorria de sua boca. Tentou se levantar, com cuidado, empurrou com os braços ficando sentado. Passou a manga da camisa nos olhos e depois na boca, a fim de disfarçar o suficiente. Sua boca estava cortada, e seu maxilar doía. Se arrastou até sua bolsa, abriu-a e pegou seu celular para ver a hora, estava tarde, mas ainda tinha tempo para encontrar o porteiro no seu posto e conseguir sair.

   Ergueu-se, mas foi obrigado a parar por conta das dores insuportáveis em seu tórax. Tentou de novo, dessa vez conseguiu, estava um pouco curvado para frente, mas a bolsa o ajudaria a se equilibrar.

   Andou até a base da escada olhou para cima, por sorte, as luzes ainda estavam ligadas, porém o silêncio o assustava, continuou sua subida, sumindo no topo da escada.

   Não apareceria na escola no dia seguinte.


Notas Finais


Espero que tenham gostado!

Até o próximo capítulo, beijos <3


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