História Four Seasons - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Rap Monster, Sehun, Suga, Suho, Tao, V, Xiumin
Visualizações 1
Palavras 2.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Perdoem os erros e não desistam de mim.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Four Seasons - Capítulo 1 - Prólogo

Park Jimin POV

Abro meus olhos mais uma vez e xingo por ter o feito. Me xingo por ter acordado, mas acabo saindo da cama com o esforço matinal diário, me convencendo de que hoje talvez pudesse ser um dia melhor.

Vou para o banheiro e me encaro no espelho, estava acabado, mais do que normalmente já sou. Minhas olheiras estavam profundas, e parecia ter perdido peso mais uma vez. Ignoro minha imagem que implorava por socorro no espelho e vou lara baixo fo chuveiro, o ligando e com a esperança de que a água levasse aquela depressão para longe, que levasse minha tristeza e limpasse minha alma. A água acaba levando meu cansaço físico, mas a tristeza permanece.

Saio do banheiro com a toalha em minha cintura, escolhendo uma roupa qualquer para ir trabalhar. Acabo optando por uma blusa de mangas longas e uma calça jeans destroyed.

Observo que meu quarto estava inesperadamente arrumado. Ah, é. Eu estava de mudança. Minha mala feita estava ao lado de uma cadeira encostada no guarda-roupa, esperando para ser desfeita em um novo local.

Tomo um café forte e saio para enfrentar o mundo mais uma vez. Ando pelas ruas observando seu cenário imutável. As árvores e as flores eram as mesmas, os munumentos daquela praça também, nada mudara, mas por algum motivo, eu sentia que algo mudaria nesse dia.

Chegando na livraria onde trabalhava, vejo o senhor Jeon arrumando alguns livros nas estantes vazias. Eu não diria que é uma loja popular, mas também não é deserta. Temos clientes o suficiente lara nos manter, eu diria. E se é para ser sincero, eu escolhi trabalhar aqui por causa da pouca movimentação, além da minha fascinação por literatura.

Cumprimento o mais velho sem falar nada e me dirijo para o balcão, onde trabalhava. Fico plhando para a porta pensando em coisas aleatórias até ouvir o senhor Jeon me chamar.

- Jimin?

- Sim?

- Você disse que precisava de um lugar novo para ficar, se quiser, tenho alguns quartos disponíveis em casa até você arranjar um lugar bom para ficar.

- Ah, não precisa, não quero lhes incomodar. Além disso, vou sair ainda hoje, espero pelo menos.

- Pois bem, saiba que não incomodaria de maneira nenhuma. Caso precisar vir, esse é o endereço.- ele me entrega um papel com o nome da rua e número da casa. Eu guardo no bolso traseiro da calça e lhe agradeço.

Acho que já trabalhava com Jeon desde meus 18 anos, é, quase três anos. Era um senhor muito gentil, que me acolheu logo ao saber que não tinha mais família e nem nada do tipo. Literalmente, eu lhe devo minha vida.

O dia começa bem, fiz boas vendas e me mantive ocupado o suficiente para não pensar nas coisas que me atormantavam tanto.

- Jimin! Vêm aqui- gritou dos fundos da loja.- Olha isso, acabei de achar.- disse ao me mostrar a primeira foto que tiramos juntos.- Já faz quase dois anos. Eu realmente achava que nunca iria conseguir uma foto com você, rapaz.- disse enquanto sorria alegremente ao se lembrar do dia em que finalmente lhe concedi uma foto.

- Ah, vamos lá, nem foi tão difícil assim.- eu disse já esperando sua resposta que seria completamente irônica.

- Não foi tão difícil assim? Filho, eu literalmente demorei um ano inteiro para conseguir essa desgraça aqui.- falou enquanto apontava para a foto meio empoeirada.

- Hahaha, você sabe que eu sou tímido.- rebati enquanto dávamos risada juntos. Mal sabia eu que esse seria o último dia que passaríamos rindo juntos como pai e filho.


Quebra de tempo


Chegando em casa, corro para buscar minhas coisas em meu quarto. Pego a mala, digo um breve adeus para a casa que costumava ser minha e saio em rumo à casa de Kim Taehyung. Como eu poderia descrever Kim Taehyung? Ele é simplesmente o meu melhor amigo, preticamente nascemos para nos conhecer. Nascemos para sermos amigos. Ao chegar em frente à porta de madeira preta que eu conhecida bem, bati três vezes antes de um ser de cabelos agora negros me atender. Ele sorri e eu lhe abraço, foi o abraço mais longo da minha vida até o momento.

- Seu desgraçado, por onde andou?- perguntei enquanto ele me arrastava para dentro de sua casa junto com minha mala.

- Andei por Gwangju, sua gazela. Aliás, por onde o senhor andou?

- Nunca saí de Busan até três ou quatro anos atrás. Saí da casa de meus tios e vim para cá. Tenho trabalhado na livraria próxima à minha casa. E como sempre, estou encalhado.

- Eu sou o único vagabundo na história? Eu andei procurando emprego, mas não encontrei nada que me sirva. Eu simplesmente não consigo achar uma verdadeira paixão, em ambos os sentidos.

- Hum, acho que posso dar um jeito nisso.- disse ao olhar para o mais novo.- O que acha de trabalhar em uma loja de jogos?- perguntei ao tirar um panfleto da mochila que se encontrava nas minhas costas.

- Cê tá falando sério? Jimin, tu é um anjo, caralho. Te Amo.- respondeu alegre como uma criança ao me abraçar e começar a dançar comigo pela sala, mas logo parando após seu pé ter quase acertado a televisão. Eu falo, não posso morar com esse ser, porque nenhum de nós realmente presta atenção em coisas que estão ao nosso redor.

- Aliás, tem um bônus nessa loja aí.- falei enquanto nos dirigiamos até meu novo quarto.

- Oi? Como?- perguntou surpreso com meu comentário repentino.

- Vá amanhã e verá.- respondi simplista com um sorriso lateral.

- Park Jimin, o que você está tramando?

- Eu? Nada, é só uma surpresa para meu querido Kim Taehyung. Ele suspira e nem começa a questionar, pois sabia que minhas respostas vagas são piores do que a própria falta de respostas.

Passamos o resto do dia arrumando o quarto que Tae me dera.

E como eu disse, nenhum de nós de fato presta atenção em coisas que acontecem ao nosso redor. Só que dessa vez a cagada no pau foi grande, talvez eu tenha quase tacado fogo na cozinha usando o microondas enquanto escutava Fire Truck- NCT 127, eu sei, muito irônico, mas é a vida né?

E nesse momento, eu estou tentando apagar o fogo (eu disse que quase taquei fogo na cozinha, o que não aconteceu, mas o microondas que me perdoe.) E Tae está rindo do meu belo e nada normal desespero.

- Ligo para o bombeiro, seu trouxa!!!- gritei enquanto batia no fogo com um pano.

- Para quê bombeiro se você está escutando Fire Truck?- disse ainda rindo no chão e rolando até bater de cara com o sofá.

Depois de muito esforço e trabalho em equipe (eu e os panos que eu usei), consegui apagar aquela desgraça. E como eu traumatizei depois de ter feito isso, acabamos pedindo uma pizza mesmo, porque sinceramente? Eu não me arriscaria com o fogão depois de ter queimado o pobre microondas.

Comíamos como dois seres humanos normais e até fazíamos piadas normais e saudáveis sobre nossa falta de auto-estima. E como dois bons bipolares, resolvemos falar de sentimentos, e eu, geralmente escondo tudo que sinto de todos, mas o Tae é diferente, é melhor amigo e para ele eu sei que posso contar que minha depressão ainda existe, que ala ainda não foi embora. E eu também sei que ele não vai me julgar como todos julgam, eu tenho absoluta certeza de que ele é a pessoa que me entende quando até mesmo eu não entendo. Ele é aquele clássico caso de alma gêmea amiga.

- Tae, eu sei que você não vai ficar feliz sabendo disso, mas…- me aproximei e ergui minhas mangas para que ele pudesse ver meus pulsos vermelhos e com feridas em processo de cicatrização, ele me encara com certa surpresa, e eu desvio o olhar para evitar seus olhos claramente preocupados.

- Jimin… por que? Você estava tão bem da última vez.

- Aquilo era… mentira. Me desculpe.- falei enquanto lágrimas desciam pela minha face sem que eu pudesse controlá-las.

- Jimin, eu não direi que está tudo bem, porque não está. Você precisa de ajuda, e eu estou aqui para isso, vamos passar por isso juntos. Você não está mais sozinho, Jimin. Eu não vou te abandonar.

- Jura? Todos que me disseram isso… me abandonaram sem avisos prévios, sem nada.- exclamei ao lembrar do meu passado.- Não que eu os culpe, mas o que posso dizer? Que estou feliz por não ter mais família?- continuei com cada vez mais lágrimas descendo.

- Eu te prometo, se eu te abandonar, você pode me envenenar com água sanitária.- respondeu sorrindo segurando minhas mãos e as beijando.- Só me prometa que vai me deixar te ajudar a parar com isso. Porque te ver machucado me machuca.- eu não respondo, mas ele já sabia que eu concordara, e me abraça mais forte do que nunca, me fazendo sentir seguro naqueles braços já familiares. Acabei adormecendo lá mesmo, com o cafuné que Taehyung me fazia e com suas doces palavras me consolando.

Quando acordo, já é outro dia, é uma clara manhã, na qual os pássaros cantavam a mesma canção, o céu era onmesmo de ontem, e eu me encontrava deitado ao lado de Taehyung no sofá. Saio de seus braços sem o acordar, ele dormia como um filhote de bicho preguiça, dei um sorriso ao ver aquela cena adorável e pego meu celular, ao fazê-lo, vejo que tinha algumas chamadas perdidas em meu celular. Todas do senhor Jeon, será que acontecera algo? Hoje é meu dia de folga, não poderia ser sovre trabalho, será que era para tomar conta do cachorro novamente?

Preocupado, ligo de volta e no terceiro toque, uma mulher atende, era sua esposa, preocupada e com a voz trêmula.

- Jimin? Querido?

- Sim, o que aconteceu? Acabei de acordar e vi as chamadas perdidas. Aconteceu al…- ela me corta e pede que eu fique calmo.

- Meu marido… ele faleceu ontem à noite. Estava no caminho de casa e foi assaltado, e não lhe roubaram apenas o dinheiro e seus bens, lhe tiraram a vida, Jimin. Meu marido faleceu no hospital. Não foi possível salvá-lo. Estamos lhe preparando para o enterro, você é mais do que bem vindo, afinal, era quase um filho para nós.- disse enquanto soluçava do outro lado da linha. Quando me dei conta, lágrimas já rolavam soltas pela minha cara. Não era possível, eu não poderia ter perdido a pessoa mais próxima de uma família que eu tinha em meros minutos da noite enterior. Eu não quero acreditar nisso. Não consigo acreditar. Como sua família ficaria? Sei que seu filho mais velho já não está mais na Coreia, mas com certeza virá ao sepultamento, e o mais novo ainda está por aqui, mas nem sei quem é. Sei que também não mora mais com a senhora Jeon.

O que eu devo fazer? Minha cabeça está rodeada por dúvidas e incertezas, e no meio dessas incertezas, Tae brota me abraçando por trás. Devia ter escutado tudo desde o início.

- Vai?- direto como sempre.

- Aham, mas… Tae…. Como isso aconteceu assim? Eu sabia que não deveria ter deixado ele voltar sozinho.- disse ao lembrar de Jeon falando que eu devia voltar mais cedo, para facilitar a mudança.

- Minnie, você não tem culpa do que aconteceu. Você não tinha como saber que uma coisa dessas iria acontecer.- respondeu com convicção do que dizia. Mas dessa vez, nem suas palavras me faziam sentir melhor.

Quando percebi que não era brincadeira, foi como se eu estivesse revivendo a morte de meus pais, que ocorrera há mais de sete anos atrás. Parecia que a morte me perseguia, não importa para onde eu vá, estou condenado a ver aqueles que eu amo partires antes de mim.


Flashback ON

Estávamos voltando da praia, um dos lugares que eu mais amava no mundo. As ondas se quebrando e o barulho do mar me fazia relaxar. E foi exatamente esse mesmo mar que me trouxe uma das maiores tristezas da minha vida.

Eu tinha ído brincar no mar sem meus pais, eles estavam cansados e disseram que eu não deveria ir muito para o fundo, achei que estava obedecendo, mas sem perceber, as ondas me levaram para longe da costa. Quando não me tinham em vista, minha mãe foi a primeira a vir, e a primeira a se afogar por conta das fortes ondas que nos puxavam para cada vez mais longe. Logo veio meu pai, em busca de sua família que havia sumido. Ele me achou e perguntou por minha mãe, e também perguntou o motivo de minhas lágrimas.

- Appa, a omma... se afogou!- essas palavras foram o suficiente para que ele mergulhasse em busca da mulher da sua vida, e esse foi o último ato que eu presenciei, por algum motivo, eu sobrevivi, mas meus pais, que deveriam estar vivos, não estão. Eu mergulhei muito em busca de meus pais, mas na autópsia, ficou claro que ambos foram puxados para baixo e não tiveram forças para voltar à superfície. 

Flashback OFF


Dia do sepultamento

Já era o dia e eu não estavacom coragem de ir. Mas o mínimo que eu deveria faxer era ir ao enterro daquele que me ofereceu oportunidades quando eu mais precisei. Nasa mais justo do que eu prestar minhas homenagens ao homem que morreu no lugar em que eu estaria se não fosse por ele.


Chegando no cemitério, todos já estavam lá e não notaram minha presença quando cheguei, exceto pela senhar Jeon, que me cumprimentou e me entregou uma pequena carta. Achei estranho, mas apenas fiquei quieto.


Jeon Jungkook POV

Todos haviam chegado no horário certo, o corpo estava prestes a ser colocado onde passaria sua eternidade, quando um garoto chega. Não parecia ser muito mais velho que eu, ele não cumprimentou ninguém com exceção de minha mãe, observava o corpo de meu pai como se fosse o de seu próprio pai, e só de vê-lo, lágrimas marcavam seu belo rosto com tristeza e dor. E de certa maneira, eu quis consolá-lo. Pela primeira vez na vida, eu não quis que uma pessoa fosse obrigada a chorar nunca mais. Pela primeira vez, eu achei que existisse alguém que não deveria chorar por nada nesse mundo, e esse alguém seria ele




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