História Foxtrote - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster, V
Tags Namtae, Taenam, Vmon
Exibições 42
Palavras 407
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drabble, Poesias, Slash
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


foxtrote, aquela dancinha bacana

Capítulo 1 - Hoje a gente existe em pausas


Hoje a gente é desastre completo: o editor pegando no meu pé e a desarmonia corroendo-te o vigor interno.

 

Nem imagina, Nam, o quão difícil é ver-te tocando tão inquieto. Essa partitura anda te cegando às migalhas; nem sombra do garoto que abraçava sinfonias na primavera, nem penumbra do garoto que desfigurava nocturnes no inverno.

 

Não te sentes muito insigne sabendo que, na certa, te demitem amanhã, eu sei. Mas, ah, olha o (contra)tempo: está há onze horas martelando as teclas do piano como se fosse lei. Dedos rígidos, essência fatigada e cerne pela valsa consumido.

Deixa de insistir na ternária de Ravel desgastada; junto a mim, dança um quaternário por ti tão querido!

 

Esquece tua indomável melodia, eu as minhas rimas abandono. Só hoje, Namjoon... Levanta, agarra-me a mão gelada, deixa-te ser humano.

 

Por favor, não te destruas de insano.

 

Janela aberta, ar pesado; finge comigo que é ajeitado o compasso para desabar num foxtrote. O vizinho ouvindo jazz e a gente oscilando que nem meus velhos me ensinaram – mesmo que pra dança eu só tenha falso dote.

Simula cadência nas trêmulas pernas. Desse toque inato que tens para musicalidade, deixa em ti fluir o liberto expressar, só respira as batidas ternas.

 

Entregamo-nos num frouxo balançar, tontos sem uma vírgula de álcool ocupando os corpos em desaparte.

 

Sente o leve, deixa-te dominar. Dá-te vencido pelos meus dedos te apertando. Estamos tão próximos, teu calor é tão bom… O arritmo de nós não exige o título de arte.

 

O jeito é contra o relógio ir, soerguer os queixos com um riso afetado a exibir. Reverbera, meu bem.

Apogeu nenhum nos espera além.

Se não formos, essa meia-vida não será. Então faz de conta que perigo no dia seguinte não há: uns passinhos para lá e muitos para cá.

 

Por enquanto, encaixa aqui no meu embaraço. Faço do nó de nós um laço. Falando nisso, nossas mãos se entrelaçam de todo certeiras, não consigo parar de sorrir.

Podemos então ignorar o cárcere de nosso existir?

 

Só hoje...

 

Despe-te de incertezas, depois a gente atrasa o calendário…

 

Não chores assim, estou aqui a te sentir.

 

Encosta aqui, sê minha una inspiração.

 

Abraça-me mais forte, não te deixo ir.

 

Ao som meio coordenado dos pés a menear a gente alinha os batimentos do coração.

 

Eu sei, amanhã vai ser um porre...

 

Mas, hoje, obrigo-nos a ignorar as obrigações deste ruinoso cenário.

 

Por isso, pausa já

 

Resiste

 

Desiste

 

E deixa ruir


Notas Finais


Às vezes a gente tem que deixar para amanhã e dançar.
Taetae falhou
Obrigada por ler!!


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