História Fragile&Delicate - Capítulo 4


Escrita por: ~ e ~Tia_Jye

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Abo, Happy-bdayjye_imo, Hunhan
Visualizações 93
Palavras 1.183
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


VOLTEIIIIIII
Desculpem a demora, estava sem internet aqui em casa, mas achei um jeito de continuar postando :)

Capítulo 4 - Capítulo Quatro


Capítulo Quatro

- Me entregue seu currículo que agendaremos uma entrevista. - A  moça simpática, ou uma boa atriz, falou enquanto estendia a mão. LuHan estendeu a sua, apertando de leve e sussurrando de volta um “currículo?”. Que merda era aquilo? LuHan, mesmo disposto a tentar, sentia que isso não ia dar certo. Viver com os “não-lobos” era bem desafiador por vários e vários motivos. Primeiro: eles não precisavam caçar. Segundo: eles tinham coisas com quatro -ou duas- rodas para levá-los aos lugares. Terceiro: para fazer qualquer coisinha precisava de dinheiro, LuHan não sabia nem como esse sistema monetário funcionava! (KyungSoo o explicou que era quase a mesma coisa que ter lã em excesso e trocar por um pedaço de papel, que pode comprar bastante comida).

Ele poderia fazer uma lista enorme, ficando vários dias e noite seguidas.

Sua cabeça estava confusa demais com tanta informação, sem contar que agora ele precisava de um emprego! LuHan não sabia nem colocar um band-aid direito! Zero em habilidades físicas, poderia fazer uns cálculos aqui e ali (coisa que aprendeu recentemente também), porém parecia que não era muito impressionante.

Teve que aprender matemática, gramática e um pouco de história. Além de química, biologia e física, literatura, inglês e, argh, tudo em dois meses. Sua cabeça doía frequentemente, KyungSoo não estava com a vida tão boa quanto tentou transparecer. Estava prestes a ser despejado, sua geladeira estava vazia e suas roupas, puídas. Ficar em casa, ter desejos ou enjôos e arrumar a bagunça não tornaria as coisas melhores, então ele precisava arrumar um emprego.

A mulher não sabia como reagir, não sabia se ria pela confusão ou se ficava incrédula.

 

- Dor de cabeça. - Murmurou enquanto andava pela calçada, com a mão na cabeça e mordia o lábio inferior. Que droga. -”Me entregue seu currículo que agendaremos uma entrevista” - Falou ainda com um tom baixo, imitando a atendente. - Não sabe nem a gramática correta e quer me pedir um currículo, vou enfiar um currículo na garganta dela. - Parou para esperar o farol dos pedestres abrir, ainda com a mão na cabeça, tentando não deixar o sol cegar-lhe. Ele não podia se estressar, porém tudo parecia colaborar para que isso acontecesse.

- Não acho que seja uma boa ideia. - A voz calma e risonha entrou pelos seus ouvidos, LuHan fechou os olhos e respirou fundo. Parou para pensar por um segundo em como seu comportamento havia mudado da água para o vinho, decidiu não pensar sobre isso, as circunstância o levaram a isso, apenas.

- Se você não ficar na sua, eu vou enfiar na sua também. - Resmungou caminhando rapidamente quando o farol ficou verde, pensando em como faria para fazer um currículo, KyungSoo nem sonhava com a possibilidade de ele estar procurando um emprego, capaz de matar LuHan e a criança.

Passou em frente a  uma cafeteria, sentindo cheiro do café misturado com canela, parou imediatamente, seu coração dizia para entrar lá e gastar o restinho de seu dinheiro e sua cabeça para seguir em frente. Quase como uma cena cômica, LuHan sentia ter o diabinho e o anjinho sobre seus ombros, discutindo ferozmente. Suspirou, como dizem os filósofos contemporâneos, siga o seu coração.

O doce vai me acalmar, entrou no estabelecimento com essa desculpa em mente. Olhou a tabela de preços enquanto estava na fila do caixa, isso vale lã de três ovelhas inteiras!, pensou indignado com o preço alto. Pegou suas moedas, contando cada número do jeito que havia aprendido e vendo que tinha a quantia certa para um Cappuccino de canela e calda de chocolate extra; sua boca até salivou só de pensar no copo com o líquido quente.

- Capitu traiu Bentinho? - KyungSoo o ensinou que era feio escutar a conversa alheia, que os humanos sentiam-se muito irritados com isso, mas foi impossível não escutar quando sua matéria favorita era Literatura. Poderia ser a Literatura europeia, americana ou japonesa, ele gostava muito de Literatura  e, por saber que era um clássico, leu Dom Casmurro.

- Traiu. - Seu coração palpitou mais rápido com a resposta, no momento, ele não queria que a fila andasse mais rápido, não mesmo. Machado de Assis, autor da obra, morreu sem deixar nenhuma resposta para essa questão.  Eu queria muito acreditar na pobre da Capitu, ela ajudou Bentinho a se livrar do convento, não poderia ser por nada.

- Como você sabe? - O homem perguntou exasperado, tão ansioso quanto LuHan por uma resposta.

- Minha vizinha me disse. - Não se meta, por favor, não se meta. - Ontem mesmo.

- Ok, isso já foi longe demais. - Intrometeu-se. - Não difame minha querida Capitu só para impressionar alguém, você não sabe com quem está mexendo. Ezequiel imitava todo mundo muito bem, não era só o Escobar. E outra, quem se importa se ele morreu afogado mesmo sendo um bom nadador e todos dizendo que a Capitu era como a ressaca do mar? Isso não comprova nada. - Explodiu da pior maneira possível, ainda tinha muito para falar, ninguém ofenderia Capitu perto de si, não mesmo. No entanto, tinha algo mais importante no momento: pedir seu cappuccino.

Assim que pegou sua notinha com seu número, sentou-se em uma mesa qualquer, respirando fundo, sua dor de cabeça até tinha passado, estava abismado demais para sentir dor.

- Meu jovem? - LuHan olhou para o senhor que o chamava, o mesmo que conversava com a mulher anteriormente e com o qual LuHan, praticamente, gritou. Levantou-se para pedir desculpas, mas o senhor o impediu. - Não, não vim por causa disso. Vim porque fiquei muito impressionado com seu conhecimento.

- Eu gosto bastante de ler, é uma pena não ter dinheiro para comprar todos que eu quero ler.

- Então eu posso ter a solução para os seus problemas. - LuHan queria muito rir, quem dera aquele simples senhor tivesse a solução para os seus problemas; LuHan ajoelharia, agradeceria aos céus e seria a -como os “não-lobos” dizem- a putinha do cara pelo o resto de sua vida; o cara mereceria, LuHan ia fazer questão se todos os seus problemas fossem resolvidos!  - Eu preciso de uma pessoa para trabalhar  na minha livraria.

- E porque eu? - Desconfiado, o ômega perguntou.

- Porque eu quero alguém que, assim como eu, saiba reconhecer a preciosidade que os livros são. - Comentou enquanto sentava-se à frente de LuHan, com uma mão nas costas e outra no joelho. - Eu sei que é chato ficar numa livraria, ninguém quer trabalhar lá, mas eu amo livros e eu já não tenho mais idade para ficar por lá o tempo todo. - E então, o que acha?

- Preciso levar um currículo?

- Você já me mostrou mais do que o suficiente. - Sorriu abertamente, LuHan não conseguia parar de sorrir, a felicidade que sentia não cabia dentro do seu pequeno corpo. - Aqui. - Estendeu um pequeno cartão, com o endereço, nome e telefone da livraria. - O esperarei lá amanhã, às nove. - Sorriu levantando-se e voltando junto à mulher consideravelmente mais nova que ele.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e desculpe qualquer erro
Até o próximo capítulo
Chu~~


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