História Fragilidade - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Bts, Prevenção, Setembro Amarelo, Sobi, Suícidio, Yoonseok
Exibições 115
Palavras 1.998
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá!
Chegamos ao capítulo final da fic *cries* agradeço muito por terem acompanhado essa história e pelos comentários <3 Fiz muitas amizades ao decorrer dos capítulos e estou muito feliz!
Não cumpri o prazo de postar ela toda em setembro, mas aconteceram algumas coisas que atrapalharam minha rotina (aka TCC).
Enfim, muito obrigada <3
Boa leitura!

Capítulo 6 - Capítulo 5 - A urgência que transborda


Flashback

— Você nunca vai ser feliz.

E a porta fechou-se mais uma vez. Yoongi ajoelhou-se e ficou a olhar aquele grande pedaço de madeira, se perguntando quando o pai voltaria para casa. A mãe estava sentada na mesa, enxugando as lágrimas silenciosas em um lenço velho e sujo.

— Mamãe... Onde o papai foi?

Os grandes olhos curiosos fitavam a mãe. A mulher caminhou até o filho e ajoelhou-se próximo dele. A destra tocou-lhe os fios de cabelo liso e fez um leve afago. O sorriso surgiu em sua face, dividindo espaço com as lágrimas de tristeza.

— Ele foi embora, Yoongi – soluçou. — Não vai voltar mais...

— Papai foi viajar de novo? Ele vem daqui um tempo?

— Não, filho. Seu pai foi embora.

— Mamãe... Por que o papai disse que eu vou morrer sozinho?

A mãe puxou o filho para o colo, acalentando em um ninar desengonçado. O menino já tinha 5 anos e não era leve como um bebê. Ela derramou lágrimas sobre a pequena face de Yoongi e o deitou sobre o sofá.

— Não se preocupe com isso, hm? Ao menos temos um ao outro – beijou as mãozinhas do filho. — Nunca saia do meu lado, ok? Mesmo que tudo esteja difícil... Mesmo que a dor das memórias o afaste... Não vá embora, Yoongi, e eu também não vou a lugar nenhum.

Ele sorriu. Mal sabia – ainda – o que estava acontecendo. Puxou as mãos da mãe e deixou breve selares, imitando o movimento da mãe, em seguida a pequena destra correu até a altura dos olhos da mãe e enxugou as lágrimas teimosas que estavam penduradas nos cílios.

— Você é meu tesouro, mamãe. Eu nunca vou sair do seu lado.

 

 

Dois meses haviam se passado após o incidente. Yoongi havia prometido para Hoseok que frequentaria um psicólogo e assim havia feito. A sessão fora iniciada uma semana depois do surto de ansiedade na biblioteca e o mais velho seguia o tratamento com remédios indicados para a sua doença: a depressão e a crise de pânico.

Hoseok e Yoongi ficaram muito próximos. A relação de ambos era de uma amizade pura, na qual um tomava conta do outro. Hoseok era o abrigo de Yoongi, o qual compartilhava as dores e delícias da depressão. Dizia delícia, pois aprendera a tirar algo bom da doença. Se não fosse por ela talvez não tivesse conhecido Hobi e não superaria os limites da mente.

Yoongi também não falhava na mente de Hoseok. Os pensamentos do mais novo oscilavam entre “perdidamente apaixonado e admirador” para “amigos eternos”. Ele sentia confuso quando Yoongi abria um sorriso após tomar a xícara de café quente, ou quando abria a porta de seu apartamento com os cabelos machucados e Fred no colo.

Ah, o Fred. Hoseok tinha certa inveja de Yoongi por poder ter um cachorro no apartamento. Fred e Hobi eram como melhores amigos, causando até um pequeno ciúmes no mais velho, mas Yoongi sabia que se fosse para escolher entre e Fred e ele, o escolhido seria:

— Fred! É claro!

Yoongi parou de limpar o fogão no mesmo instante e virou o corpo para observar o amigo. Hoseok estava recebendo lambidas de Fred. Os olhos fechados buscavam aproveitar as diversas sensações ao receber o carinho caninho e os lábios entreabertos sopravam uma risada tímida e baixa.

— Você prefere o meu cachorro a mim?

Hoseok colocou Fred no chão e encarou o amigo. Ele havia esquecido completamente de que ajudaria o outro a arrumar a cozinha após o almoço e correu para as louças na pia que estavam a sua espera.

— Deixa isso aí! – Yoongi continuava a limpar o fogão. — Você é minha visita!

— Mas é seu aniversário – suspirou baixinho. — Eu que deveria ter preparado uma festa pra você.

— Fico feliz que você veio... – parou por um instante e pouso o olhar sobre o fogão limpo. — Minha mãe adorou te conhecer.

Hoseok ensaboava um prato e suspirou baixinho. Deixou escapar um sorriso de lado. Estava feliz por ter conseguido conquistar a confiança da mãe de Yoongi, sentia que – de alguma forma – aquilo era importante.

O mais velho deixou os produtos de limpeza do fogão em cima da mesa e caminhou lentamente para a pia. Encostou ao lado de Hoseok e o observou lavar as louças. O mais novo estava nervoso, os dois estavam muito próximos. Mesmo que ambos já tivessem dormido na mesma cama ou após compartilharem algumas intimidades, os sentimentos ainda não haviam aflorado (tecnicamente falando).

Yoongi jurava para si mesmo que Hoseok era só um amigo, e o mais novo pensava o mesmo. Jamais chegaram a conversar sobre os sentimentos, era apenas amizade.

“Mas não dá pra aguentar”.

- Yoongi...

- Hoseok...

Os dois disseram no mesmo instante. Hoseok colocou o último prato para escorrer a água e sacudiu os dedos na pia, eliminando algumas gotículas de seus dedos. Yoongi desencostou do granito para tentar de alguma forma de aproximar mais do mais novo.

— Pode falar – Hoseok virou o corpo em direção ao outro.

— Não... – sorriu com vergonha. — Você fala primeiro.

Hoseok fechou os olhos e os apertou. Teria que dizer aquilo de uma vez. Respirou fundo e tomou coragem para pronunciar.

— Eu gosto de você – disse baixinho, com os olhos ainda fechados. — Não... Eu... Amo... Você...

Yoongi espantou-se por pequenos segundos, mas os lábios boquiabertos mudaram para um sorriso. Ele aproximou a face próxima a Hoseok e fechou os olhos também. As respirações se misturaram por alguns segundos. O mais novo podia sentir a proximidade do mais velho, mas não ousava abrir os olhos para verificar se ele estava realmente perto.

Hoseok esticou o pescoço alguns milímetros para frente e buscou a boca de Yoongi com o lábio inferior, permitindo roçar no mesmo para sentir a textura dos lábios perfeitamente desenhados. “Macios” - pensou, antes de abocanhar de vez a parte inferior daquele lábio, sugando lentamente para sentir o sabor. “Doce” – pensou novamente, e deu início a um beijo necessitado e urgente.

Os lábios sôfregos de Yoongi moviam-se para completar o beijo de Hoseok, como se o ósculos fizesse ambos transbordarem de amor e paixão. As mãos do mais velho foram até o pescoço do outro, enquanto as mãos do mais novo apertavam com certa força a cintura a sua frente.

Pararam por alguns segundos para se olharem e confirmarem com os olhos de que aquilo era real. Hoseok estava li para Yoongi e vice – versa.

— Yoongi... E se isso não te fizer bem? – Hoseok dizia, mesmo não querendo dizer. — Eu posso esperar.

— Eu quero, Hobi – sacudiu a cabeça em afirmativa, deixando um selar breve nos lábios do outro. — Eu amo você.

A urgência de ambos não permitiu que chegassem ao quarto. E talvez se tivessem parado para analisar tudo o que estava acontecendo o beijo não teria se completado e estariam preenchidos e não transbordando.

As costas de Yoongi colaram no sofá do cômodo ao lado e a pélvis do mais velho seguraram o peso de Hoseok sobre si. As peças de roupas eram tiradas lentamente, para que um observasse o outro, pois mesmo que se conhecessem, nunca tiveram a oportunidade de se olharem daquela maneira.

Os beijos de Hoseok tornavam-se intensos na medida em que se aproximavam do corpo nu de Yoongi. Tocavam desde a testa até a parte interna da coxa, provocando arrepios no mais velho. As mãos tímidas de Yoongi arranhavam levemente as costas de Hoseok, que gemia em protesto, mas se preocupavam em dar prazer ao mais velho, tocando com os lábios gélidos nas partes mais sensíveis do corpo.

Hoseok notara toda a mudança de expressão do outro. Yoongi fechara os olhos quando sentira os dedos do mais novo pedindo passagem e soltou um gemido baixinho. “Hoseok-ah”, ele dizia, e Hobi mordeu os lábios, se segurando para não perder o controle da situação.

— Eu não vou te machucar – sussurrou próximo ao ouvido do outro.

E Yoongi sabia que não. Aquela dor era diferente de qualquer dor que havia sentido, e ele conhecia as dores. Continuou com os olhos fechados ao sentir a glande roçar-lhe a entrada e gemeu mais alto ao ser invadido pela mesma. A mão direita ainda segurava as costas de Hoseok, assim como as pernas que estavam entrelaçadas a mesma, mas a esquerda apertava o acolchoado do sofá.

— Yoongi...

O mais velho abriu os olhos e fixaram-nos de Hoseok. Yoongi sorriu e assentiu com a cabeça para que continuasse. O mais novo deu a primeira estocada e um gemido surgiu logo em seguida. Os olhos continuavam a se encarar e ao penetrar completamente o interior do outro, Hoseok soltou um gemido de alívio, complementando o gritinho baixinho de prazer de Yoongi.

A mão livre de Hobi correu até o acolchoado do sofá e entrelaçou na mãozinha que apertava com força o local. Um não ousava tirar os olhos do outro. Mais uma vez partilharam de uma experiência única, juntos, como deveria ser.

Os lábios já não eram mais urgentes e os movimentos eram calmos e delicados. Hoseok rebolava gentilmente a cada estocada e sentia o interior se Yoongi se comprimir, deixando-o perdidamente apaixonado de prazer.

Yoongi arranhava aquela pele bronzeada e sorria cada vez que via os olhos de Hoseok se alegrar por aquela partilha. Aquela troca de sentimentos e de confiança.

— Eu amo você – Yoongi tomou coragem para dizer em meio a um gemido arrastado.

Os lábios de Hobi sugaram mais uma vez os inferiores de Yoongi, e sorriu antes de dizer:

— Eu amo muito você.

 

 

Fred movia-se lentamente pela rua, ainda não havia se acostumado com a nova coleira. Queria correr pelo parque, assim como fizera antes, mas Hoseok agarrava forte a corrente não deixava que o animal corresse muito a sua frente.

Yoongi estava sentado sobre o banco da praça, observando os dois correrem pela pracinha. O livro de poesias de Hoseok estava ao seu lado, juntamente com dois cafés para viagem. O pulso estava repleto de faixas recentes, por conta da crise de ansiedade que havia tomado conta de Yoongi na noite anterior, mas Hoseok estava lá para socorrê-lo, ele sempre estava lá.

O animal correu até seu dono, puxando Hoseok pela corrente. O mais novo ajoelhou-se para libertar daquela coleira e o trouxe para o colo, sentando no banco ao lado de Yoongi.

— Acho que Fred levou você para passear e não ao contrário – zombou dando um gole no café.

— Seu cachorro é muito esperto – dizia sem fôlego. — E rápido.

Pegou o copo de café com uma mão livre e bebeu um gole.

— Esse ficou sensacional – suspirou orgulhoso.

— Convencido – soltou uma risada e sacudiu a cabeça. — Eu sabia que você não poderia abrir o próprio café... A fama subiu-lhe a cabeça.

— Claro, sou tão famoso que posso fechar meu café no meio de uma sexta-feira e vim passear com meu namorado e o cachorro dele.

— Ou o negócio está indo muito bem e você pode tirar um tempinho de folga para beijar seu namorado, o novo universitário.

— É – selou os lábios uma vez. — Tem dessas – selou duas, três, quatro vezes. — Também... Estou tão feliz por você, Yoongi.

— Não é como se eu não tivesse feito outra faculdade antes – sacudiu a cabeça com vergonha.

— Mas é sua especialização... Você vai poder fazer analise crítica dos livros e vai trabalhar com o que mais gosta... Quer dizer... Você trabalha na biblioteca, mas agora pode... Você pode... Colocar parte de si nos livros! Vai ser um crítico literário fabuloso.

— Tudo graças a você.

— Não... – sacudiu a cabeça. — Tudo graças a você, Yoongi... Eu fui apenas... Um empurrãozinho.

— Você continua sendo meu empurrão... Todos precisaram de um empurrão... – sorriu.

— E esse sorriso aí – beijou mais uma vez os lábios do namorado. — É o meu empurrão.

A brisa fria da tarde afagou o rosto casal e do cachorro. O café esfriava nas mãozinhas e as folhas começavam a cair, anunciando o início do outono, estação amada por ambos, pois marcava o início de um namoro, quer dizer, marcou no ano passado. O dia era especial, pois completavam um ano de namoro, o primeiro de muitos.


Notas Finais


Eu não sei se vocês já ouviram "procure por alguém que te faça transbordar", mas eu adoro essa metáfora. Devemos estar completos para se entregar a alguém, nem meio cheio e nem meio vazios, e a outra pessoa também deve estar completa, pois assim podemos transbordar. Basicamente essa fic foi o encontro de duas pessoas que foram se "completando" para poderem "transbordar".
Muito obrigada por ler <3
Até a próxima!
~ Chu


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