História Fragmentos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags One-shots, Swanqueen
Visualizações 83
Palavras 1.558
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AVISO: Se você não curte determinados assuntos sendo abordados em fanfics, sugiro que leia os avisos antes de prosseguir, pois essa one trata de um verdadeiro tema tabu.

Para não perder o costume, começo com uma OS sobre meu shipp mais querido: SwanQueen.

Capítulo 1 - Amor de Satã - SwanQueen


Não há esperança para nós. Não há sequer uma promessa de final feliz. Há apenas um amor torto, um amor errado e sei que esse sentimento, essa ligação pecaminosa que nos une, será a minha ruína.

— Era ele? –Não sei porque me martirizo assim. Quem mais seria?

— Sim – A resposta vem baixa, sussurrada e evita o contato visual comigo.

Ela sabe que odeio compartilhá-la com ele. Sabe que odeio que atenda suas ligações nos escassos momentos que passamos juntas. Mas sempre me disse que jamais deixaria de atendê-lo. Ele é muito possessivo e poderia desconfiar se ela ignorasse as chamadas.

 – Ok – É sempre assim. Sempre esse clima pesado, sufocante quando estamos juntas e Robin nos interrompe.  

— Ei, não fique assim! – Pede, aproximando-se de mim – Temos poucas horas antes do voo. Não deveríamos perder tempo com essas bobagens – Suas mãos já estão no meu rosto, acariciando-o e fecho os olhos, soltando um suspiro cansado.

— Eu não aguento mais isso, Regina! – Confesso, amargurada, um nó se formando em minha garganta e os olhos queimando, principiando o pranto que tento conter.

— Eu sei, Emma! – Ela tenta me confortar, alisando-me o cabelo e empurrando meu rosto até seu ombro, como sempre faz, desde que éramos pequenas. – Eu sei, meu anjo! – Percebo que também está melancólica – Mas sabíamos que não seria fácil. Não há outra saída para nós, meu amor! Não posso me separar dele, nem você do Killian. Precisamos deles para manter as aparências. – Sempre foi assim, ela sempre foi a metade mais realista de nós.

Engulo o choro e me afasto. Sinto frio. Sinto meu peito vazio.

Você sabe o que é não ter esperança? Sabe o que é ter a certeza que seu amor jamais poderá ser confessado? Porque as pessoas te olharão como se você fosse uma espécie de monstro, uma espécie de doente...

Eu não posso sonhar com um futuro ao lado dela. Não posso desejar uma família, filhos, uma casa no subúrbio com cercas brancas. Uma árvore solitária no jardim e um balanço pendurado em um dos galhos.

Jamais saberei o que é isso. Seremos eternamente amantes e precisamos nos agarrar ao presente, ao que temos agora, pois nem podemos prever quando poderemos nos encontrar novamente.

— Emma? – Me chama, tentando me arrancar da tristeza.

— O que é? – Volto-me com os braços cruzados na frente do peito. Estou com raiva. Não quero que ela se aproxime. 

— Preciso de você, não se afaste de mim! –  vejo a súplica em suas íris castanhas –  Temos tão pouco tempo juntas para perdemos com essas bobagens – fala, sorrindo-me com suavidade. Um sorriso que me acalma, que me quebra e faz com que eu me renda ao seus encantos, a sua sensualidade.

Num movimento repentino, ela volta a tocar o meu rosto. Sem forças para resistir, entrego-me ao seu carinho novamente e sinto seus polegares deslizando pela minha face. Ela beija meus olhos, enxugando-me as lágrimas.

— Eu te amo! – sussurra.

Mergulho o rosto na curva do pescoço dela. Sinto a maciez aveludada de sua pele. Instintivamente, ergo a cabeça e a puxo para mim. Quero beijá-la. Quero aproveitar os poucos minutos que temos. Roço-lhe o queixo com as unhas delicadamente, enquanto meus lábios se esfregam nos seus.

Regina deixa escapar um gemido. Um gemido abafado que denuncia sua crescente excitação. Com o peito retumbando feito um tambor, inclino-me sobre ela, descendo minha boca pelo pescoço moreno. Ela joga a cabeça para trás, aceitando meus chupões e ofegando de prazer quando sugo os pontos sensíveis de sua pele. Talvez fique uma marca ali, mas ela já se tornou expert em apagar com maquiagem os vestígios que deixo em seu corpo. Robin é possessivo, mas também é um louco apaixonado, como eu. Ele acreditará em qualquer desculpa que ela lhe der.   

Possessivamente, seguro-a pelos cabelos e volto a tomar-lhe os lábios. Regina se agita, entregando-se totalmente ao beijo e aos seus instintos sexuais, permitindo que eu mergulhe a língua dentro dela.

Agarra-se com força aos meus tríceps, e eu, tonta de desejo, esfrego-me em seu corpo quente e sensual. Ouço um zum­bido em minha cabeça e penso que estou flutuando nas sensações que a pele, o cheiro e o toque dela ainda são capazes de provocar em mim.

Jamais senti com outra pessoa, esse efeito devastador que minha irmã me desperta!

O beijo prossegue mais impetuoso e voraz a cada milésimo de segundo, a cada pulsar mais rápido do coração.

Já sinto o fogo abrasador entre as pernas. Os dedos dela se entrelaçam em meus cabelos e ela separa a boca da minha, sorrindo de uma maneira diabólica. Tento beijá-la de novo, mas ela se curva mais para trás, impedindo o contato, provocando-me com seu jeito de cortesã. Fecho meus braços ao redor de sua cintura e a ergo do chão, levando-a para a cama.

Deito-a sobre o colchão macio, e fico em cima dela. Afasto as alças do sutiã, colocando as mãos dentro do bojo, fechando as palmas sobre os seios dela.  Regina geme em protesto por causa do meu carinho rude.

  Em represália, rasga minhas costas com as unhas e volto a beijá-la, metendo a língua entre seus lábios, chocando meus dentes nos dela. Sinto suas mãos passeando pela minha pele, explorando minhas formas, moldando-se as saliências e curvas do meu corpo.

O sangue lateja nas veias e desprego minha boca da dela, descendo em linha reta, passando pelos seios volumosos, contornando o umbigo, pulando o ventre até chegar ao paraíso das delícias.

Tiro-lhe a calcinha e faço Regina se entregar a um turbilhão de sensações gostosas, envolventes, quando arrasto a língua sobre sua carne molhada e tenra. Afago-lhe o clitóris em movimentos circulares, em lambidas vagarosas, em chupões fortes, deixando o gosto agridoce da excitação dela impregnar-me a saliva e se derramar pela minha boca.

Abandono o meio de suas coxas e ela recebe, com um gemido rouco de prazer, o peso do meu corpo sobre o seu. Minha língua torna a explorar o interior da boca dela, como se eu fosse uma conquistadora furtiva, apossando-me de terras que considero serem minhas.

Ela ergue os quadris, procurando a fricção das vaginas, mas a renda da calcinha que uso impossibilita o contato de nossas carnes. Sei que está inquieta, porque temos que ser rápidas.

— Tire.. a.. calcinha – ordena, sussurrante, quando imobilizo seus braços com os meus, impedindo-a de se livrar da a peça.

Sorriu para ela, vitoriosa. Adoro tomar-lhe o controle. Desde pequena aprendi a segui-la, a lhe ser obediente, como a perfeita irmã mais nova que precisa se submeter a  autoridade da mais velha. Mas desde que percebemos que nossa relação não seria apenas fraternal, que nos amávamos e nos desejávamos como amantes, entendi que na cama eu podia dominá-la, submetê-la as minhas vontades.

 – Por favor – ronrona feito uma gata manhosa.

Não consigo resistir a esse olhar. A essa expressão deliciosamente sexy. Sou escrava desse amor, dessa paixão, do desejo que sinto por ela.

Solto-lhe as mãos e Regina volta a me tocar, descendo-as pelas minhas costas até chegar no destino pretendido. Seus dedos mergulham por baixo da renda, enquanto seus dentes puxam suavemente meu lábio inferior, passando a língua sobre ele para sugá-lo com delicadeza.

lingerie é retirada, e, ao sentir suas mãos espalmadas sobre minha bunda, gemo, saboreando a deliciosa sensação provocada pela fricção das vaginas.

Oh, sim!, exclamo em pensamento. Amo essa mulher! E é só isso que importa. Eu vivo por esse momento. Vivo para poder amá-la em segredo, distante dos julgamentos e olhares condenatórios das outras pessoas.

Os corpos perfeitamente unidos, como se dançássemos um sensual bolero. Enquanto escorrego sobre ela, suas pernas se fecham ao redor das minhas e seus dedos se enterram nas minhas omoplatas.

— Mais depre..ssa. – suplica e acelero as investidas dos meus quadris, aumentando o atrito, ganhando um ritmo vertiginoso, deixando-me ainda mais excitada a medida que o barulho de nossos sexos se torna mais frequente.

Até que...Minha alma abandona meu corpo. Meus músculos se retraem e se distendem, no mesmo instante que sinto um coração pulsar entre as pernas.  

Mas não estou satisfeita! Regina não está satisfeita! Precisamos de mais.

Escorrego para a coxa dela, e toco seu fruto proibido, molhado, quente, receptivo...

Meus lábios suados se encontram com os da minha irmã novamente, e acontece uma explosão de cores.

Penetro-a em uma única arremetida, e a ouço gritar, alto, forte, surpresa com a invasão inesperada dos meus dedos dentro dela.

Passada a dor inicial, vejo-a mover os quadris, buscando aprofundar a penetração. Seus dedos se agarram ao meu tríceps, enquanto me enterro dentro da carne vermelha e intumescida de Regina.  

Sugo-lhe um dos mamilos e sigo implacável, metendo mais e mais fundo. Ela solta um grito gutural e morde meu ombro, gemendo: – Em...ma!

O corpo moreno se agita embaixo do meu e sinto sua tensão, sua angústia, em meus dedos, em minha pele colada a dela.

Regina finalmente se rende ao gozo, gemendo, sorrindo, chorando.. É o fim de nossa festa pagã.

Os olhos castanhos estão fechados e a respiração dela permanece pesada. Encosto minha testa na sua, ciente que já estamos atrasadas. Precisamos partir, precisamos voltar para nossas vidas. Precisamos vestir as máscaras de mulheres bem casadas, felizes, mães de família e subir no palco mais uma vez.

Não há esperança para nós. Não há sequer uma promessa de final feliz. Existe apenas esse amor atormentado e mal de satã.


Notas Finais


A one foi inspirada na música Bolero de Satã escrita por Guninga e Paulo Cesar Pinheiro.

A próxima OS possivelmente será sobre EvilCharming.

Até mais!


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