História Fragmentos de Um Eu (Romance Gay) - Capítulo 9


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Gay
Visualizações 24
Palavras 1.101
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Volteiiiii <3
Espero que gostem e perdoem qualquer erro <3

Capítulo 9 - O mundo real é cruel


Sim, nós nos beijamos, e teve mais do que isso, a noite tinha tudo, tudo pra ser mágica, mas magia pertence aos contos de fadas e contos de fadas não existem no mundo real.

Nós saímos da festa, ele pegou na minha mão e saímos, não me lembro pra onde, mas lembro como foi a cena, parecia um filme de romance.

De mãos dadas, saímos por ai como se fossemos os donos de todo o planeta Terra, eu olhava aquele céu estrelado que parecia ter vida e sentia como se a única impossibilidade naquele momento era alcançar uma das estrelas, brilhantes, porém distantes, assim como meus pensamentos vagos.

Eu estava pensando em tudo sem mesmo pensar em nada, a infinidade de palavras pra definir um momento mágico haviam desaparecido, todas as definições de incrível desapareceram da minha mente, porque eu não conseguia usar uma única palavra para definir a explosão de sensações ao estar do lado dele, do lado de Leo.

Sentamo-nos e eu recostei minha cabeça em suas coxas, e naquela hora, deitado sobre ele, eu enxergava a imensidão presente no fundo de seus olhos.

Eu me enxerguei nele, seus olhos refletiram minha face de uma forma que eu nunca tinha imaginado, o brilho presente em seu olhar e agora no meu era algo inacreditável, era algo diferente e eu não estava muito acostumado com esse tipo de diferença.

Era estranhamente diferente a forma que gostava dele.

Não dissemos uma palavra sequer, não fisicamente, mas conversávamos e sabíamos exatamente como nos sentíamos, com toques e olhares, realmente um conto de fadas, que não durou muito tempo.

Minha visão começou a ficar turva, meu estomago borbulhava e toda a bebida presente em meu sangue parecia querer sair de alguma forma, e saiu.

E agora sujo eu estava, minha camisa favorita destruída por mim mesmo.

Eu deveria estar aborrecido, mas não fiquei. Estávamos rindo, rindo tão alto e ninguém estava lá para atrapalhar, ele tirou minha camisa, passando suas mãos sobre meu abdômen, até meus braços e foi então que ele tirou a camisa também, nos olhamos e me aproximei.

Mas ele colocou o casaco que estava vestindo em mim e vestiu a blusa novamente, estávamos bêbados demais, tão bêbados a ponto de não notar que a Manu estava se aproximando, e estava lá, como uma estatua boquiaberta, que logo recobrou a consciência ao se afastar aos poucos e começar a correr para longe.

Leo se levantou e gritou por ela, mas ela já estava longe demais para que pudéssemos explicar a situação, ele estendeu sua mão e me ajudou a ficar de pé, me dando apoio até a festa.

Lembro muito vagamente, tentei explicar a situação para ela quando chegamos, mas eu só senti um empurrão vindo dela.

Eram muitas luzes, o som estava tão alto e minha cabeça doía. Havia uma roda de pessoas ao meu redor, foi então que eu percebi que estava no chão, mas essa percepção não durou por muito tempo. Minha visão começou a escurecer, meus membros ficaram mais leves e eu ouvi sirenes, senti meu corpo ser carregado e eu apaguei completamente.

Depois que ela me contou a versão dela, eu me lembrei de tudo. Não sobre todos os detalhes, mas me lembro.

Ela ainda pensava errado sobre o que aconteceu, ao me contar ela mostrou uma visão distorcida sobre a noite, ela entendeu que estávamos tirando nossas roupas para outros fins, mal sabe ela que foi apenas uma imprudência minha que causou esse problema todo.

Expliquei à ela o que realmente aconteceu e seu rosto ficou rosa no mesmo segundo, sem graça ela me pediu desculpas e me abraçou, foi então que eu lembrei que ela estava chateada com algo, e também aconteceu naquela festa.

Ela dizia:

–Lucas, foi naquela mesma festa, era a noite que eu tinha criado coragem para me desculpar, eu iria dizer o quanto eu estava arrependida de ter te dito aquelas coisas horríveis, eu estava mal e comecei a mergulhar toda minha tristeza no álcool, você ainda não tinha chegado então eu resolvi falar com o Marcus, ainda estávamos meio afastados e sentei ao seu lado, eu contei que estava meio que com ciúmes e ele entendeu, ele não tinha bebido muito ainda então estava totalmente ciente de tudo, ele só me abraçou em lágrimas dizendo o quanto estava com saudades e eu me sentia da mesma forma, ele começou a beber e eu fui falar com umas amigas, eu pensei que essa noite seria incrível pra mim, até te ver com o Leo, o beijando. Senti-me excluída pelo fato de você nem ter falado comigo, e como eu já estava alterada, procurei alguém para suprir a minha solidão. Não foram minhas amigas, nem mesmo o Marcus, foi um cara maior de idade, eu nunca tinha o visto e me atirei para cima dele, sem pensar no que poderia acontecer, e essa foi a pior decisão da minha vida.

Eu tinha medo do que iria escutar a seguir, eram tantas emoções saindo de sua boca que eu não sabia como reagir, só conseguia pensar em todas as bobagens que aconteceram e lembrei que não estava lá quando ela precisou de mim, e agora tudo que me vem à cabeça é o medo das seguintes palavras que iriam sair de seus lábios.

Ela continuou:

Sim, nós nos beijamos, e teve mais do que isso, a noite tinha tudo, tudo pra ser mágica, mas magia pertence aos contos de fadas e contos de fadas não existem no mundo real.

Eu não queria mais aquilo, mas ele não parecia entender, estávamos em um quarto trancado, suas mãos sobre meus seios e eu sem sutiã, eu tentava me afastar, mas parecia não funcionar, ele se aproximava cada vez mais, tomou posse do meu corpo, que deveria ser meu e apenas meu, ele tirou meu short, e logo depois minha calçinha, eu estava nua, não apenas fisicamente como emocionalmente, meu corpo não era mais meu, cada movimento que eu tentava fazer se tornava nulo e indiferente, o tempo foi passando e eu ali no mesmo lugar, vendo o mundo girar. Eu estava morta, e você era minha única esperança naquele momento, mas você estava ocupado, eu não te culpo pelo que aconteceu, não mesmo... Mas eu precisava de alguém e você não estava lá.

Lágrimas, eu não conseguia falar, um bolo invisível de lágrimas presente em minha garganta, sons não saiam por mais que eu tentasse, nenhum pensamento, nem nada.

Eu senti cada palavra, senti dor, solidão, ódio, culpa, raiva, nojo, desgosto e uma variedade de emoções ruins.

Se eu estava assim, imagine ela.


Notas Finais


Bem bad


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