História Fragmentos do passado - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Aqui está o cap 😄 boa leitura a todos.

Capítulo 5 - Anoitecer part/2


Fanfic / Fanfiction Fragmentos do passado - Capítulo 5 - Anoitecer part/2

Coração quase saltando da boca e a respiração tão pesada e rápida que chegava a doer.
Os orbes apavorados fitavam o homem com a machete na mão com terror palpável. Nada se passava na cabeça a não ser a certeza que iria morrer, morrer e ninguém saberia, seu corpo trucidado perdido no meio da floresta sendo só mais uma das que foram para não voltar mais.
Apertou os olhos com força e tentou ir para trás, arranhando as pernas nos galhos pontudos do chão, parecia tão pesado que quase não era capaz de move-lo.
Acompanhou o grande facão ser levantado, as lágrimas grossas rolaram do rosto, sentia-as escorrerem pela garganta.
- P-p-por f-favor não! - Implorar parecia não ser uma opção.
Foi então que...
Em um pensamento totalmente insano...
A arma abaixou-se rápido pronto para estraçalha-la.
… Gritou:
- JASON!
O grito de Mia ecoou no silêncio da floresta. O medo de repente não estava mais lá quando o facão parou a centímetros de seu rosto. Olhava intensamente para ele, vendo o brilho dos olhos aparentes negros.
- Jason... - Disse arriscando um palpite que julgava maluco. - É você... Você mesmo?
Não, ele... Morto... Estava... Não mais?
Ele inclinou a cabeça para o lado como se pensasse. Mia tirou uma coragem que não tinha e se ergueu do chão, uma alça da camisola curta caída do ombro.
Mia não tinha pensamentos coerentes, estava perplexa. Não conseguia parar de olhá-lo e pensar em respostas plausíveis para isso. Jason Voorhees vivo! VIVO! O garoto que sempre amou ali em sua frente.
Em carne e osso? Isso não poderia saber e também... Como tinha tanta certeza que era ele? Pela máscara?
Havia dado uma igual a ele no Hellowhen, seria coincidência demais.
- Sou eu! - Apontou para si própria se aproximando um passo. - Mia, Mia Mossi. Você se lembra de mim?
O silêncio que se seguiu foi acompanhado de mais análises da parte dela. Então, ele levantou um braço e tocou o rosto choroso, os dedos cobertos percorreram do queixo a testa, da testa ao pescoço. Parecia que a estava identificando. A mão tocou a nuca dela e puxaram os cabelos de leve para então mais forte, Mia gemeu, e ele a puxou com força para frente, arrancando um grito estrangulado da mulher. O corpo pequeno se chocou com o dele e o rosto coberto pela máscara de hóquei se aproximou perigosamente.
Mia trincou os dentes engolindo a dor aguda em seu couro cabeludo. Jason a soltou, deixando-a cair num baque surdo.
- Você é mesmo? Jason Voorhees?
Ele não a respondeu.
- Se lembra de mim? Mia Mossi! Éramos colegas no acampamento. - Insistia num desespero, queria uma legítima confirmação, e haveria uma. - Eu conheci sua mãe, Pamela Voorhees!
Teve certeza, ele deu um passo duro para a frente, como se fosse pega-la e estrangula-la, mas não fez nada, apenas abaixou a cabeça e os olhos negros fixaram os verdes.
- É você mesmo! Eu não acredito, EU NÃO ACREDITO! - Passou a mão no rosto parecendo indignada. - Como? Como? - Agarrou a camiseta dele. - Me diga! Você morreu! Eu fui no seu enterro! Eu vi você lá, morto! E agora você aparece aqui, na minha frente, vivo!
Afastou-se como se tivesse levado um choque.
- Meu Deus! Isso não pode ser verdade! Eu estou alucinando, ho que droga! - Socou uma árvore.
Se ele está vivo, isso quer dizer que... As mortes em nome dele... É ele que as comete, ele... ELE! Seu Jason Voorhees anda matando pessoas, um psicopata. E quase si fora mais uma vítima dele.
Tinha tanta coisa para pensar e tantas para vir por guela abaixo que sentia a cabeça prestes a explodir.
- Me responda uma coisa, essas mortes... - Encostou a testa na casca grossa da árvore. - É você que as comete?
Novamente um silêncio de fritar o cérebro.
- Porque não me responde? Não vê que quero respostas?! Hein? JASON! ME RESPONDA!
Nada, nem uma palavra dita, nem um movimento. Isso fez as lágrimas transbordarem outra vez, e ela caiu de joelhos aos pés dele.
- Por favor, eu preciso que me diga algo, eu preciso que responda. Eu quero saber se é você mesmo Jason.
Nem que fosse pelo menos um murmúrio, ela queria. A voz doce dele já havia se apagado de sua cabeça, nem que fosse para ser uma última vez, ela queria ouvi-lo.
- Eu senti sua falta, muita. Você não sabe o quanto, quando Pamela me ligou avisando…eu pensei que fosse morrer eu pensei, pensei por dias que devia ter sido eu. Eu que deveria ter morrido afogada naquele lago, não você. Não você Jason...
Os soluços já escapavam sem permissão.
- Eu vim aqui só por você... Eu voltei por você, se não o fosse nunca mais pisaria em Crystal Lake.
Pelo canto de olho pode perceber ele movimentar a mão da machete. Ele não devia se lembrar.
- Eu mudei de estado, de país, fiquei com muitos, me deitei com vários e quase me casei. - Isso era verdade, Mia sentia nojo de si mesma por isso. - Tudo isso porque eu queria me esquecer que um dia eu te conheci, eu pensava em ti muito, não tinha um dia e isso começava a me afetar. Eu te odiei, porque eu estava sozinha, você me deixou sozinha. Eu te odiei por isso.
Fungou, sentindo o gosto amargo das lembranças, fora uma vergonha seu passado depois de Crystal Lake.
- Se for me matar, me mate logo. Mas por favor diga, diga pelo menos algo para que eu possa levar comigo.
O homem se agachou e levantou o rosto dela, os olhos se encontraram mais uma vez e embora estivesse escuro ela podia ver o brilho existente ali. Quantas confirmações precisava? Era Jason Voorhees ali sim!
Ele correu o dedão pela bocheca dela em um gesto que Mia logo reconheceu. Ele fazia isso sempre quando ficava nervosa ou com medo, um gesto que tinha o poder de levar embora todas as preocupações de sua cabeça.
Ela entendeu, com aquilo ele queria dizer que realmente era Jason Voorhees e que lembrava de si.
- Eu sabia. - Sorriu gentilmente sobre pondo a mão sobre a dele.
O silêncio da noite novamente foi cortado, não por Jason ou Mia, mas por tiros e vozes. Não estavam longe e nem perto, mas cada vez ficava próximo.
Ela assustou-se e rapidamente Jason se levantou. Virou-se para ela e apontou para o lado direito onde Mia se apressou a seguir. Jason ficou parado por um curto momento onde ela o fitou, ele deu-lhe as costa e saiu na direção das pessoas.
Mia apertou o peito, não queria nem pensar o que ele provavelmente faria. Por isso resolveu seguir logo para onde ele apontou.
Quando o encontrasse denovo, o que viria pela frente? 


Notas Finais


Se tiver erros, me perdoem. Entreguei um dia atrasada, ele ficou pronto ontem mas eu sou muito preguiçosa.😯😂 kkkkjjj deixem comentários para eu saber o que estão achando.
O cap ficou meio estranho, mas vai msm assim.


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