História Fragmentos (Long Imagine TaeHyung - BTS) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jungkook, Suga, V
Tags Assassino Em Série, Coletânea Serial Killer, Imagine, Mistério, Taehyung, Você, Yannia_fanfics
Visualizações 25
Palavras 3.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, Olá

Estou ressurgindo das cinzas! Daqui a pouco coloco a capa e obrigada á Lo pelo banner~

Espero que gostem e boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo : Efeito Borboleta


Fanfic / Fanfiction Fragmentos (Long Imagine TaeHyung - BTS) - Capítulo 1 - Prólogo : Efeito Borboleta


I. Capítulo : Efeito Borboleta

 

Taehyung observava a paisagem lá fora através da janela de vidro transparente a seu lado no trem. O rosto apoiado em uma das mãos mostrava o quanto estava um pouco ansioso e o tédio que era passar aquelas exatas duas horas dentro daquele vagão, apenas olhando o que a beleza asiática proporcionava-lhe através da janela. Boa parte de seu corpo encontrava-se um pouco dormente, a pouca circulação de sangue fazia-o sentir formigar. Pensava se deveria, ou não, levantar-se e ir dar uma volta no vagão para deixar seu sangue circular melhor e parasse de sentir aqueles tipos de sensações, contudo, muito provavelmente, o garoto que estava a sua frente iria reclamar do que faria, afinal, sempre fora muito cuidadoso, e agora não seria diferente.

Tocando na pequena xícara branca de porcelana que estava na mesa a sua frente, pegou-a e direcionou-a até os lábios, onde tirou sua máscara e bebeu do chocolate quente deliciando-se da bebida doce que descia por sua garganta. Apoiou o objeto de porcelana novamente na mesa.

Aquela manhã não havia começado tão fria, porém, com o passar das horas, o tempo começou a esfriar consideravelmente, e obrigou a todos agasalharem-se para protegerem-se do frio arrepiante que pairava por toda a Coréia naquele dia. Com Taehyung não havia sido diferente.

Quando acordara mais cedo, pensou na possibilidade de falar para seu amigo Yoongi que adiassem a viagem para outro dia, pois achava que ainda não estava preparado para enfrentar o passado, contudo, usou a desculpa sobre o tempo estar frio, e, que ambos pudessem adoecer naquele frio. Porém, seu amigo não perdoou e mesmo assim, arrumaram as malas e pegaram o trem que ia para Daegu, cidade natal de ambos. Os reais motivos por quê Taehyung não queria ir dava-se tudo pelo seu passado, ainda não havia acostumado-se com a ideia de que deveria voltar para o pior lugar que conhecera para tentar acabar com aquele transtorno que convivia todos os dias; de uma certa forma ele entendia o que seu médico havia aconselhado a fazer para acabar com aquele tormento: encarar de frente, contudo, achava-se ainda muito fraco para tamanho acontecimento; precisava ir. Precisava, se quisesse voltar a ter uma vida comum.

Apoiou novamente o rosto em uma das mãos, e retornou a observar a paisagem lá fora. A ponta de seu nariz e dedos estavam rosadas devido ao frio, nem mesmo aquele sobretudo preto diminuía os efeitos que a brisa gélida daquele dia causava em seu corpo. A aba de seu boné estava virada para frente, porém, não impedia-o de enxergar o rosto de Yoongi a sua frente. O pálido olhava-o. Taehyung sabia o que aquele simples olhar dizia, afinal, seu amigo sempre fora uma pessoa muito cautelosa, e sempre que demonstrava seus sentimentos era apenas com um olhar.

- Coloque a máscara, Taehyung! -Pediu o pálido olhando sugestivamente para o acastanhado, que lentamente retornou seu olhar para a janela a seu lado. As vezes, o Kim não gostava muito das atitudes de Yoongi, porém, sabia que era para seu bem, que todas as vezes que fizera aquilo era apenas para seu bem, e evitar que algo pior acontecesse.- Coloque a máscara! -O Min não gritaria, não naquele momento, não quando havia uma considerável quantidade de pessoas dentro daquele vagão; inclusive crianças, que não mereciam presenciar a provável discussão que teria com o amigo. Yoongi achava infantil as vezes o modo como Taehyung agia, no entanto, entendia que quando o amigo era mais novo, sua infância havia sido roubada e trancafiada em algum lugar, quando agora apenas restara um Taehyung triste, solitário, com desejos de ter sua infância de volta. Algo que definitivamente não poderia fazer, já que os fantasmas do passado insistiam em atormentá-lo. Yoongi sabia que Taehyung podia enlouquecer, perder a cabeça novamente e sair a noite para extravasar, repetir seu erro no passado; e era para isto que estava ali: para evitar.

- Coloque a máscara, Taehyung! Coloque, e esconda o seu verdadeiro eu, omita para Yoongi que não está suportando este tormento que é viver em uma grande e estúpida mentira todos os dias. -Taehyung odiava aquele coelho, aquele maldito coelho que foi um dos motivos que fizeram-o ser o que ele era hoje, porém, não era o único motivo. O acastanhado virou o rosto para olhar a criatura mascarada. Ele sabia que aquele oelho estava sorrindo; sempre estava sorrindo, naquela manhã não seria diferente.- Estás vendo-o? -Questionou retoricamente ao outro. O coelho olhava em direção á Yoongi. Taehyung fez o mesmo. O pálido escrevia coisas em seu pequeno bloco de notas na mesa. A caneta tremia devido ao movimento do vagão do trem, o que fazia as letras ficarem um pouco manchadas. Os olhos de Yoongi corriam pelas linhas que escreva, lia e reelia-as cautelosamente, até que suspirou e arrancou a folha em que acabara de escrever e guardou-a dentro do bloso da jaqueta.- Estás frustado, cansado, irritado... -Comentou o coelho apoiando o queixo em uma das mãos. Taehyung ouvia tudo atentamente.- Estás cansado de ter que aturar um fardo como você...

Aquele era o ponto fraco de Taehyung: ser um fardo. Taehyung desde pequeno sempre soube o quanto causava problemas para as pessoas ao redor, tanto, que evitava até mesmo comunicar-se com tals. Odiava ser um peso nas costas de alguém, odiava não puder fazer nada sozinho, odiava não saber defender-se. odiava ser um fardo, inclusive para Yoongi, que desde anos atrás ajudava-o, não negava nenhum pedido feito por si. No começo, o Kim pensou que era apenas trocas de favores, uma simples amizade, nada demais, entretanto, de acordo como o tempo foi passando, percebeu que vinha causando problemas para o amigo, incoscientemente fazendo de sua vida um inferno total, e todas as coisas que menos desejou que acontecesse com ele, aconteceram, e vieram tão rápido que na manhã seguinte Yoongi apareceu em sua casa com a mochila nas costas com o rosto inchado e molhado. Taehyung poderia ajudar, nunca negaria a ajuda para um amigo, mas, esqueceu do que causava nas pessoas. Causava sofrimento. Pensou que se deixasse-o para trás talvez as coisas fossem ser resolvidas para o lado do pálido, contudo, ele não voltou para casa, não conversou mais com os pais, e depois de anos acompanhando as terapias de Taehyung com o médico...era tão confusa e frustante a história dos dois, que nem mesmo os protagonistas dela saberiam contar, era complexa demais!

O acastanhado viu uma gota de sangue na mesa totalmente branca a sua frente. Depois outra e mais outra. Sentiu algo quente descer de sua nariz, e levou os dedos até o mesmo. A seu lado, o coelho ria maldosamente ainda com a máscara no rosto. Após ver seus dedos ensanguentados, Taehyung rapidamente tratou de colocar a máscara preta no rosto e ajeitar a aba do boné.

- Está tudo bem, Taehyung? -Questinou Yoongi ao perceber o comportamento estranho do amigo. Tirou os fones de ouvido e guardou, juntamente com o bloco de anotações e a caneta transparente, na mochila a seu lado. Retornou a olhar o acastanhado que estava com a cabeça baixa tremendo um pouco, e o Min sabia que aquele movimento não era devido ao balanceado do trem. Estava preparado para ir até Taehyung e saber realmente o que estava acontecendo, porém, a voz do mesmo interrompeu-o de tal ato, e milésimos de segundos depois já levantava-se e andava a passos rápido em direção a entrada do banheiro.

Taehyung começou a ver tudo girando; estava ficando tonto. Apoiou uma das mãos no estofado de um banco que estava a seu alcance enquanto a outra estava em sua cabeça. Não sentia mais o ar entrar em seus pulmões, o coração não bombeava sangue rapidamente como deveria fazer, as mãos suavam, as pernas começavam a ficar bambas, e repentinamente seu corpo foi de encontro ao chão. Yoongi que observava a cena correu até o amigo e ajoelhou-se no chão tentando reanimá-lo atraindo a atenção das pessoas que estavam no ambiente. Todos olhavam a cena abismado, até que Yoongi tirou a máscara de Taehyung revelando boa parte da máscara e seu rosto cobertos por sangue. Minutos depois, um médico que também estava no mesmo vagão que os amigos, apareceu e rapidamente tentou ajudar o acastanhado que permanecia inconsciente caído no chão.

Yoongi sabia que aquele tipo de comportamento de Taehyung era comum, bastante comum, todavia, apenas aconteciam em momentos tensos, quando estressava-se demais, ou perdia a noção dos sentindos. O pálido pensava nas inúmeras coisas que levavam o Kim a ter este tipo de comportamento, até que lembrou de um. Apenas aquele motivo poderia ter feito Taehyung agir daquela forma tão rapidamente mesmo sentado no banco de um trem: ele voltou a conversar com o coelho, e Yoongi precisava com urgência chegar á Daegu e desobrir o que tanto seu amigo escondia de si. Mesmo que fossem amigos, haviam coisas que Taehyung gostava de evitar mencionar, e era sobre seu passado. Ele sabia que Yoongi já sofria demais por ter que cuidar de um louco-possível-maníaco por todos estes anos, e compartilhar o sofrimento que sofreu na infância já era querer passar dos limites. Taehyung não queria ser um fardo. Um parasita.

Entre sofrer e machucar alguém; ele preferia sofrer.

[...]

Horas depois de ter chegado em Daegu, e finalmente Taehyung ser atendido no hospital, Yoongi rezava para que tudo ficasse bem com o amigo, pois mesmo que aquele tipo de coisa fosse comum, o médico do acastanhado havia dito que ele poderia sofrer com aquilo tudo, até mesmo sofrer uma parada cardíaca sem mais e nem menos; de uma hora para outra. Algo que Yoongi desejava que nunca acontecesse. Outra coisa que não saia de sua cabeça era o quanto era esquisito Taehyung ainda ver aquele maldito coelho, não que odiasse-o, mas é que a maneira como o amigo descrevia-o era como ele fosse um demônio, o pior deles, porém, não era seu pior tormento. Yoongi sabia -graças ao doutor que acompanha o caso- que Taehyung havia criado uma fantasia em sua cabeça, uma ilusão/alusão á uma pessoa real, que nenhum dos dois sabiam quem era -Yoongi e o Dr.-. Ambos sabiam que fazia parte de algo muito mais obscuro de Taehyung que ele não falava á absolutamente ninguém, contudo, para que pudessem ajudá-lo, precisavam saber quem era aquele maldito coelho que atormentava-o; algo que talvez fosse bastante difícil de descobrir.

O pé direito batia freneticamente no chão de cerâmica do hospital. Até mesmo a enfermeira-recepcionista que estava sentada em sua cadeira detrás do balcão de informações estava começando a ficar um pouco irritada com o barulho da sola do tênis do rapaz batendo no piso. Faltava pouco para que ela pedisse para o pálido parar com o ato, contudo, o doutor que estava cuidando de Taehyung -naquele edifício- chegou e rapidamente Yoongi levantou-se do banco indo de encontro ao mesmo. Era nítido em seu rosto o quanto estava preocupado com o estado do amigo.

- Ele está bem! -Falou o médico após o loiro perguntar como Taehyung encontrava-se.- Porém, terá que passar a noite aqui em observação, não é com muita frequência que aparecesse um caso como este e precisamos estudar! -Acrescentou com as mãos dentro dos bolsos do jaleco. Yoongi ouvia tudo atentamente, cada detalhe era de extrema importância.- Volte para casa, rapaz! -Colocou uma das mãos no ombro do pálido.- Creio que este acontecimento tenha deixado-o um pouco atordoado! Vá para casa e durma, amanhã pela manhã podes retornar e darei-lhe mais informações dos exames que faremos em seu amigo, sim? -Yoongi assentiu encarando os próprios pés.- Ótimo! Tenha um bom dia, rapaz! -Desejou ao Min enquanto dava meia-volta e sumia no corredor.

Yoongi não gostava de médicos. Haviam vários motivos para isto, e o um deles era que eles nunca davam informações concretas, nunca revelavam algo por completo, sempre escondiam algo e isto era algo que deixava-o um pouco indignado. 

Girando os calcanhares e colocando a mochila nas costas e levando a pequena mala de rodinhas pertencente á Taehyung, o pálido saiu do edifício chamando por um táxi. Antes de vir para Daegu, havia alugado um apartamento por um mês para hospedar-se com o amigo, não sabia quanto tempo deveria passar em Daegu, contudo, um mês já era um bom tempo. Sorte que conhecia aquele lugar como a palma de sua mão, e em poucos minutos dentro do táxi e rapidamente chegou no hotel. Não deu-se ao luxo de ir dar um bom dia para a recepcionista, tudo o que queria era ir logo para seu quarto e ir dormir por horas até que o amanhã chegasse e finalmente pudesse saber se Taehyung estava bem.

Yoongi olhava incansáveis vezes para o relógio em frente a sua cama do outro lado do quarto; as horas pareciam não querer passar, e frustado o loiro resolveu realmente tentar dormir.

- Taehyung, acorda~! -Cantarolou animadamente o coelho mascarado sentado em cima de suas pernas na cama de Taehyung. O mesmo começava a abrir os olhos lentamente. Sentia seu corpo um pouco dormente, tentou mexer os braços e sentiu-o perfurado. Observou o lugar onde encontrava-se: um quarto de um hospital. Percebeu que já estava em Daegu. Analisou seu estado naquela cama e viu-se ligado á varias máquinas.- Tae Hyung~! -Cantarolou novamente e o chamado olhou-o. O moreno ainda estava com sua máscara.- Que bom que acordou! Sabe, eu estava pensando em você sair um pouco, não faz bem passar muito tempo dentro de um quarto de hospital, inclusive quando ele está vazio, apenas você está aqui e alguns outros pacientes! Você podia sair e divertir-se um pouco! -Riu animadamente saindo de cima da cama e indo até a janela.- Basta você levantar, vestir sua roupa e quanto estivesse fora deste lugar pegasse o presentinho que deixei preparado para você bem ali, dentro da gaveta! -Apontou para a gaveta do criado-mudo ao lado de Taehyung.- Vamos, Tae Hyung! -Incentivou.
Por algum motivo inexplicável, o Kim sentiu vontade de ir, sair daquele lugar, confiar nas palavras do coelho. Não sabia a razão, porém, levantou-se lentamente da cama e sentiu todo o seu corpo doer enquanto executava tal ação. Se quisesse sair teria que livrar-se de todos aqueles tubos. Puxando bruscamente a agulha que estava ligada a sua veia alimentando-o com o soro, Taehyung puxou-a e jogou-a no chão fazendo o mesmo processo com o restante.

- Sua roupa está ali! -O coelho apontou para a gaveta abaixo da de momentos antes. Taehyung foi até lá a passos lentos e pegou a roupa, logo tirando a que estava usando e vestindo a sua. Pouco importava-se se aquele coelho continuava ali.- Pegue o meu presente e pule pela janela, a porta está trancada pelo lado de fora! -O Kim não sabia o porquê de estar fazendo aquilo, apenas sabia que  de alguma forma deveria. Pegou o objeto que estava coberto por algumas camadas de saco preto e guardou no bolso da jaqueta. Perguntava-se onde estava seu sobre tudo.- Isso mesmo, Tae Hyung! Agora, apenas pule a janela!

O acastanhado foi até a janela e analisou a situação lá embaixo; cairia em cima do gramado. Poderia morrer mesmo que a altura não fosse tão alta assim, contudo, sofreria bastante danos. Apoiou-se no parapeito e jogou-se do alto caindo no gramado. Taehyung estava fora de si. Sentiu algo cortar um pouco sua barriga, e rapidamente colocou a mão dentro da jaqueta sentindo o objeto que o coelho havia dado-lhe. Tirou os sacos pretos que embrulhavam e viu aquele objeto afiado: uma faca. Nem perguntou-se como aquele maldito mascarado havia conseguido aquele objeto, apenas levantou-se e por alguns segundos tentou recuperar as forças. A rua estava completamente escura, nem mesmo um carro ou veículo passavam por ali, apenas as luzes dos postes iluminavam a estrada. Um pouco cambaleante, o acastanhado apoia-se na parede branca e começa a passos lentos caminhar pela rua. Caminhava sem destino. Não via as coisas a sua frente com muita clareza, sua vista ainda estava um pouco turva, e lentamente ainda continuava a andar. A faca estava em mãos, e Taehyung ainda sentia os efeitos analgésicos da injeção que provavelmente os médicos deram para que ele dormisse durante toda a noite.

Caminhava sem rumo pelas ruas, até que chegou em um beco. Apenas a movimentação de um grupo de três rapazes estava presente naquele lugar. O Kim aproximava-se apoiado nas paredes que dos prédios altos. O poste iluminava a localização do grupo, e Taehyung riu alto ao imaginar bobagens. Sua mão estava em sua barriga, onde a faca perfurava minutos antes. O som de seu riso chamou a atenção dos rapazes que pararam o que estavam fazendo e gritaram com o acastanhado, porém, o mesmo não importou-se e riu jogando a cabeça para trás enquanto aproximava-se do grupo.

- Do que está rindo seu idiota! -Exclamou um deles visivelmente enraivecido. Taehyung não respondeu.- Ei! Estou falando contigo! -Gritou e logo os outros dois amigos viraram-se para olhar o acastanhado que aproximava-se saindo das sombras do beco e indo até onde os rapazes estavam. Taehyung aproximava-se com a cabeça baixa, porém, ainda dava para ser visto seu sorriso sádico.- Seu imbecil, estou falando contigo! -Gritou o mesmo rapaz de segundos antes e foi até o acastanhado pegando pela colarinho da camisa e puxando, fazendo-o encará-lo. Os olhos do homem arregalaram-se ao encontrar o olhar de Taehyung.- Sua aberração! -Gritou empurrando o Kim na parede. Taehyung sentiu seu corpo doer enquanto descia lentamente pela parede caindo no chão.- Levante-se, aberração! -O homem deu um chute nas costelas do mais novo que tossiu ao sentir a falta de ar e os ossos quase quebrados.- Sua aberração!

Ali estava um dos motivos pela o qual Taehyung não gostou da ideia de voltar á Daegu: as pessoas não conseguiam entender. Ele sabia o quanto era horrível, sabia o quanto seus olhos eram estranhos, sabia que para os outros seria considerado uma aberração, contudo, não entendia o porquê de criticarem tanto a ponto de quererem machucá-lo, até mesmo aqueles que juraram ser seus amigos haviam dado-lhe as costas quando mais precisou de ajuda.

Logo, os outros dois rapazes que apenas observavam a cena de longe, aproximaram-se e começaram a juntamente com o outro a chutar e bater gratuitamente em Taehyung. O mesmo começava a sentir raiva, não estava mais aguentando tudo o que estava passando, pensava que talvez aquele maldito coelho tivesse razão quando disse que não deveria esconder quem de verdade. E ele faria aquilo naquela noite, mostraria para aqueles rapazes quem era o verdadeiro Kim Taehyung. O mesmo não estava revidando a violência gratuíta que estava recebendo daqueles três, pois sabia que uma hora ou outra eles iriam cansar e simplesmente ir embora, contudo, a parte do ir embora não iria acontecer, pois Taehyung não iria deixar. Minutos depois de chutes, socos e xingamentos, o grupo de rapazes parou e tentando recuperar a respiração rindo um para o outro, o Kim pegou lentamente a faca e acertou-a bem no peito de um deles. Logo, os outros dois ficaram abismados ao presenciarem a situação. Taehyung estava literalmente fora de si.

Lentamente, o acastanhado tirava a faca do peito do homem observando sua expressão. Achava divino a expressão facial que aquele homem estava fazendo; podia-se ver o quanto estava desesperado, com medo, espanto, aflição.

- Sim, sou uma aberração! -Falou Taehyung sorrindo sadicamente para o homem e terminando de tirar a faca de sua pele. O homem caiu direto no chão. Os outros dois apenas observavam, não sabiam o que fazer, até que o Kim aproximou-se de um deles e passando a lâmina afiada da faca em sua garganta matando-o na hora. Ninguém viveria para contar a história.

Apenas um dos três permanecia ali, vivo, contudo, Taehyung também matou-o, lentamente em uma tortura que nenhum ser humano gostaria de passar. Agora, os três estavam caídos no chão, coberto por seu próprio sangue, enquanto o assassino admirava a cena. Os corpos derramando sangue era algo magnífico para si. Suas vestes possuíam algumas manchas de sangue, principalmente o objeto que usara para matá-los. Taehyung era um sádico-sadomasoquista. Observava a cena maravilhado enquanto em seus lábios estava um sorriso maldoso e perverso, nem nenhum pingo de pena. Na verdade estava divertindo-se com tudo aquilo.

- Ai meu Deus! -Virou-se rapidamente ao ouvir alguém falar.

Há alguns metros a sua frente, uma garota, de primeira vista bastante comum, estava ali, olhando aquela cena totalmente perplexa, tanto que deixou suas sacolas caírem no chão como se não fossem nada, enquanto suas mãos iam em direção a boca tampando-a. Sua boca estava aberta, mas nenhum som era reproduzido, estava assustada demais. Suas pernas não mexiam-se, começava a suar frio, seu coração estava acelerado e suas mãos trêmulas. Ambos sabiam que ela não conseguiria sequer correr por alguns minutos antes que caísse no chão ou Taehyung encontrasse-a. Nenhum dos dois pronunciava nada, o silêncio reinava naquele beco, apenas a respiração densa do acastanhado era ouvida. O mesmo encarou as órbes assustadas da garota a sua frente, em suas mãos ainda estava a arma do assassinato. 

Era como se por um segundo a terra houvesse parado.

Ambos encaravam-se intensamente, pelo menos Taehyung acreditava que sim, podia ver nos olhos daquela garota o quanto ela sofria, o quanto sua alma estava manchada, o quanto ela desejava chorar naquele momento. Só havia algo que ele estava receoso em fazer: matá-la.
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado e desculpa qualquer erro, revisei mas eles estão por todas parte!

Outra fanfic da Coletânea ::
Imagine Jungkook Killer! AU :: https://spiritfanfics.com/historia/devil-is-beside-you-long-imagine-jungkook--bts-9695968

Até o próximo capítulo!
~Annyeon! ^^
@Yannia


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