História Frankenstein - Capítulo 5


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Categorias Chaz Somers, Jensen Ackles, Justin Bieber, Vanessa Hudgens
Personagens Personagens Originais
Tags Criatura, Frankenstein, Justin Bieber, Releitura, Vanessa Hudgens
Visualizações 105
Palavras 1.622
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus xuxus!

Só pra recapitular: Justin e Victor são a mesma pessoa! Victor altera o nome cada vez que troca de cuidador, para nomes atuais, fazendo com que ninguém desconfie. A doença que ele diz ter se chama Esclerodermia, uma doença degenerativa na pele. Mas não vou entrar em detalhes agora, pois nos próximos capítulos ele mesmo irá explicar tudo.

BOA LEITURA :)

Capítulo 5 - 04. Deixe-a entrar;


Fanfic / Fanfiction Frankenstein - Capítulo 5 - 04. Deixe-a entrar;


“Deus, em sua piedade, fez o homem belo e sedutor, à sua imagem e semelhança. Mas você me fez à imagem e semelhança do demônio. O próprio Satã tinha outros demônios como companheiros de abominação. Mas você me condenou a ser abominável e só.”
一 Mary Shelley.


Narrador.


Próximo a si, mantém o livro que lhe descreve da pior forma possível e tenta entender o que causou tanta repulsa em sua amada, mesmo que isso estivesse explícito na criatura que reflete no espelho. Com o tempo, ele vem se tornando um monstro tão horrendo quanto sua aparência. O ódio que carrega consigo foi maior o suficiente para deixar de lado toda a bondade que um dia habitou naquele corpo.

Há quem diz que ele merecera o final que teve, mas, aos seus olhos, jamais fora um homem ruim ao ponto de ter sua vaidade jogada toda pelo ralo. Diferente de muitos humanos, ele queria envelhecer, queria ter construído uma família e, quem sabe ter uma vida normal. Todos esses sonhos foram arrancados naquela noite.

Aquela maldita noite.

Com ódio, joga o livro longe. Não era para ele estar ali, escondido. Ao contrário do que todos pensam, a vida eterna não é uma benção, e sim uma maldição. Seu pai destruiu sua vida, mesmo que a intenção não fosse essa.

Batidas altas chamam sua atenção e, com uma das mãos, apaga o abajur ao seu lado.  Levanta-se em um solavanco e espia pelas frestas de madeira para tentar ver quem está batendo tanto em sua porta à uma hora dessas. Charles, seu vigésimo cuidador, sobe às pressas e abre a porta sem ao menos bater.

一 Justin 一 Ele o chama pelo nome dado por Victor, que também mentiu sobre uma doença degenerativa, a qual Charles sempre fora burro demais para questionar. 一 Tem uma garota batendo na porta, desesperada.

一 Não abra. 一 Ordenou, puxando a touca do seu moletom.

一 Ela disse que um rapaz está perseguindo ela. 一 Sem dar importância, olha novamente para o lado de fora, congelando ao se dar conta de quem é.

A garota ao lado de fora era a única atração que Victor tinha nas horas vagas. Observava-a correr, todos os dias. Desde que era pequena e vinha com seus pais caçar esquilos e passarinhos, com seu estilingue. Algo naquela garota o fazia bem, mas não tinha respostas. Para ele, seria injusto deixá-la morrer daquele jeito, mas também é injusto permitir que ela entre e veja sua aparência, e, como Chaz, se torne uma prisioneira de sua vida sem fim.

Depois de pensar por alguns instantes, toma uma decisão rápida:

Deixe-a entrar.

Chaz, então, desce apressado, puxa o chaveiro de sua calça e abre a porta. Desesperada, a garota entra correndo. Porém, assim que o rapaz fecha a porta e olha para trás, a encontra desmaiada no carpete vermelho e antigo. Após notar o ferimento em sua cabeça, e o corte aparentemente profundo em sua perna, o rapaz a pega nos braços, e a conduz até um dos quartos vagos.

Sunshine.

Abro meus olhos cautelosamente, um de cada vez. Um resquício de luz ilumina meu rosto e ao levantar o olhar, sinto uma pontada forte em minha cabeça. Passo meus dedos, sentindo o sangue seco próximo aos fios iniciais do meu cabelo. Analiso o quarto em que estou, admiro os cômodos antigos, e, mesmo empoeirados, os móveis não deixam de ser sofisticados. Eu imaginava qual seria a face do homem que mora aqui dentro, principalmente o por quê desse silêncio todo. Pergunto-me por que as janelas estão fechadas. Se bem que a visão da floresta não é tão agradável.

A porta de madeira se range, e os olhos claros e arrebatadores do loiro me fitam. Logo em seguida, ele abre um sorriso simpático. Finalmente vi seu rosto. Desço o olhar para suas mãos, e vejo alguns curativos e remédios ali. Olho para minha perna e vejo que já havia limpado e cuidado da minha ferida enquanto estava desacordada.

一 Acordou agora? 一 Pergunta, e eu apenas concordo com a cabeça, receosa. 一 Fui para a cidade buscar mais curativos e coisas para você comer. Sabe como é, né? Não temos muita visita por aqui, muito menos vizinhos para tomar um chá.

Temos? Então há mais de uma pessoa morando aqui.

一 Precisa cuidar desse ferimento, pode ficar grave. 一 Se aproxima enquanto despeja algo em um pedaço de algodão, e uma atadura de gaze. Ao tentar tocar minha testa, me afasto e ele se assusta.

一 Não precisa se preocupar, eu faço isso. 一 Pego de suas mãos, vou até o banheiro, notando que não há um espelho ali, e em nenhuma parte do quarto. 一 Por que não há espelhos aqui?

一 Meu chefe não gosta muito de olhar para o próprio reflexo. Ele odeia a própria aparência. 一 Estranho ao ouvir aquilo. 一 Ah, ainda não nos apresentamos. Sou Charles Somers, mas pode me chamar de Chaz. 一 Ergue sua mão na minha frente, e eu a aperto.

一 Sou Sunshine. 一 Rio da sua expressão ao ouvir meu nome. 一 E acho que vou precisar da sua ajuda com isso. 一 Aponto para o ferimento.

[...]

Com a mão no corrimão de madeira, analiso toda a casa. Como já é de se esperar, é muito antiga, mas aparentemente bem conservada, o que me faz questionar novamente o por quê de não arrumarem o lado de fora. Talvez seja um ato de camuflagem, já que ninguém 一 que esteja em sã consciência, ou fugindo de um maníaco 一 pensaria em bater aqui para pedir uma xícara de açúcar.

一 Pode sentar, aí. 一 O rapaz aponta para uma das cadeiras da enorme mesa de jantar. Com suas mãos rápidas, ele puxa um pano do bolso de trás da calça jeans e limpa a mesa 一 também de madeira, assim como tudo daquela casa 一 tirando a poeira dali, fazendo-me sentir uma imensa vontade de espirrar. 一 Desculpe a sujeira. Não comemos nessa mesa faz um bom tempo.

一 Por que? 一 Questiono, e ele se surpreende com a pergunta. 一 É uma mesa muito bonita. 一 Tento aliviar o clima.

一 O chefinho não é muito de comer em público. Ele prefere ficar trancafiado em seu quarto, ou na biblioteca da casa. O que eu mais acho estranho são os livros que ele tem lá. Todos são de ficção científica, nem um é romântico, ou normal como as pessoas deveriam ler. 一 Estreito as sobrancelhas.

Chaz caminha até o mármore da pia, e abre uma sacola plástica, tirando uma caixa de isopor branca, que deixa rastros de óleo por tudo antes de chegar até mim. Em seguida, coloca refrigerante em uma taça e me entrega. Abro, desconfiada, e o cheiro do hambúrguer preenche minhas narinas, forçando meu estômago a dar sinal de vida. Com certa dificuldade e ansiedade, pego o pão com as duas mãos, levando-o até a boca e fechando os olhos ao sentir o sabor dominar meu paladar.

Estou morta de fome.

Com uma das mãos, pego a taça e levo a borda até a boca. O líquido me ajuda a fazer o pedaço grande que mordi descer pela minha garganta e satisfazer o que está me matando.

Chaz permanece me observando, mas seus olhos focam ao olhar para o começo da escada. Sigo seu olhar e vejo apenas uma figura masculina de moletom preto cobrindo a cabeça voltando por onde veio. Um arrepio inexplicável toma conta de meu corpo.

一 Já volto. 一 Chaz sorri para mim, e segue em direção à escada, subindo-a novamente.

Limpo minha boca, e fico alguns minutos olhando para cima. A curiosidade aguçada toma conta do meu ser, automaticamente levantando meu corpo. Subo silenciosamente os degraus, implorando mentalmente para que nenhuma madeira esteja solta a ponto de causar algum barulho. Vejo uma das portas entreabertas, e sigo as vozes baixas. Encosto-me na parede, próxima ao batente, e controlo minha respiração ofegante.

一 Mas Justin, não tem como ela ir. O rapaz pode estar atrás dela ainda, não é certo colocar pessoas em risco. 一 Olho pela fresta, e vejo Chaz virado para o outro rapaz, que permanece de costas, ainda de touca. Em seguida, seu punho se fecha e ele soca o criado mudo.

一 Não é certo mantê-la aqui. 一 Sua voz grossa e estridente invade meus ouvidos. 一 Já basta nós dois. Não a quero aqui, já fizemos o suficiente por ela. 一 Meu coração se acelera.

Não entendo por que meu corpo está tão em alerta.

一 Mas ela é uma boa garota, Bieber. Precisamos de pessoas assim por aqui para alegrar essa casa. 一 O tal Justin bufa.

一 Ela pode ser boa, mas eu não sou. Não tem contradições, Charles. Assim que ela terminar de comer, espero que esteja longe o suficiente daqui. O combinado é ninguém nem imaginar que alguém mora nessa casa. A leve de carro até a cidade, já que está tão preocupado assim. 一 Tento deixar o lugar que estou, mas assim que piso no chão, uma madeira range e Chaz vira no mesmo instante.

一 Droga. 一 Murmuro, fechando os olhos e me xingando em pensamentos.

Chaz sai as pressas, fechando a porta enquanto me encara.

一 O que está fazendo aqui? 一 Pergunta.

一 Estava procurando o banheiro. 一 Ele me fita, semicerrando os olhos.

一 Ah, tanto faz. Acho que já ouviu, né? 一 Concordo. 一 Venha, vou te levar até a cidade. 一 Uma de suas mãos para nas minhas costas, e me conduz para a parte de baixo da casa.

Fico intrigada com a maneira que esse cara é tão reservado. Afinal, o que há de tão errado com ele?
 


Notas Finais


E vocês achando que o encontro seria agora, não é? risos.

MAS NÃO ME MATEM!!!!! Está mais próximo do que vocês imaginam. Prometo!

Não esqueçam de comentar <3

XOXO DA TIA JU.


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