História Fraqueza nos Sentimentos - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Soul Eater
Personagens Maka Albarn, Soul Eater Evans
Tags Amor, Maka, Romance, Sofrimento, Soul Eater
Exibições 157
Palavras 1.374
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá :3
Então, eu sei que demorei, até porque eu tenho um milhão de fic e as de Soul Eater, são as que atualmente eu tenho menos inspiração, confesso, apesar de ter começado com elas kkk
Bom, vamos lá, como vocês sabem essa história está sendo reescrita, mas pra quem já leu, muita coisa vai mudar! É isso!
Espero que gostem do capitulo!
Kissus

Capítulo 4 - Preciso desabafar!


Caminhei em direção a cozinha, fui direto para a geladeira, pegar um copo d’agua, talvez, não importava, apenas precisava fugir do olhar de Soul. Aqueles olhos vermelhos, confusos, me encarando era demais para minha consciência, me fazia querer gritar com todas as minhas forças que eu o amava, coisa que é obvio que eu não podia fazer.

Sentei-me a mesa e deixei que meus olhos vagassem para a sala, lentamente, Soul ainda estava lá, sentado no sofá, e eu conseguia ver apenas os cabelos grisalhos arrepiados de sua nuca, era lindo. Bom, tudo nele era lindo para mim, principalmente suas atitudes. Mesmo por baixo de toda a marra que ele demonstrava ter, quando estávamos com nossos amigos, Soul era uma pessoa incrível capaz de se sacrificar por alguém de seu ciclo de amizade e, com isso, me refiro a mim.

Não querendo me gabar nem nada, mas nunca poderia esquecer das vezes que ele quase dera a vida para me salvar, até porque o corte em seu peito me lembrava disso todas as vezes que controlava uma hemorragia nasal ao vê-lo passar sem camisa por mim, a forma como ele se pôs a minha frente, sem hesitar mesmo sabendo que aquilo possivelmente o mataria, ou como ele lutou com Kishin mesmo sem suportar mais lutar, para que eu não tivesse que fazê-lo sozinha.

Respirei fundo, tentando controlar as lagrimas que mais uma vez chegara aos meus olhos, todos aqueles momentos, essas situações, por vezes, me fizeram pensar que Soul também me amava. Sabe, ninguém se sacrifica assim por alguém que não se ama, não é?! Eu não o faria! Mas era só ilusão, uma doce e deliciosa ilusão. Bom, talvez ele até me amasse, mas não da forma como o amo. Respirei fundo.

Sacudi a cabeça, afastando meus pensamentos, é melhor achar que o homem que você ama não sente nada por você a acreditar que você é como uma irmãzinha para ele, isso seria como a morte, definitivamente. Olhei para frente e Soul, que em algum momento caminhara para a cozinha, me encarava, ele parecia querer rir.

Apertei os olhos o encarando, confusa, mas senti minhas bochechas esquentarem e sabia que estava como uma criança envergonhada e corada, por isso, desviei o olhar, deixando-os correrem até a TV, que o grisalho havia ligado.

- Você está bem? – ele perguntou, a voz ainda parecia sufocada. Soul, realmente, sufocava o riso.

- Qual a graça? – devolvi sua pergunta, sem encará-lo, se corasse ainda mais ai mesmo que ele iria rir de mim.

- Quando eu cheguei na cozinha você parecia uma doida sacudindo a cabeça, e suas chiquinhas ficaram parecendo orelhas de cachorro. – ele riu, sem conseguir controlar-se ao descrever a cena, fazendo-me rir, também. Bom, não podia negar que era razoavelmente engraçado ou Soul era apenas um bobo, mas tudo que vinha dele me fazia rir. – Você está bem? – sua voz mudara, tornara-se preocupada e gentil, como sempre ele estava demonstrando o quanto se importava comigo.

- Vou ficar. – respondi sorrindo, para o tranquilizar.

- Promete? – suas sobrancelhas arqueadas mostravam o quanto ele duvidava de mim nesse momento. Apenas assenti, vendo-o sorrir. – Que tal vermos um filme?

- Eu prefiro ir dormir... – vi o rosto masculino virar-se para o relógio preso em nossa parede da cozinha e voltou seu olhar para meu rosto.

- São 20h00m, não acha que tá meio cedo? – perguntou. Abri a boca para responder, mas senti seus braços rodeando meu corpo, puxando-me para seu colo, fazendo-me corar intensamente. – Sem discussão, amanhã não tem aula e não tem motivo para dormir cedo. – jogou meu corpo sobre o sofá, macio demais para que a ‘queda’ pudesse me machucar e sentou ao meu lado. – Que filme você quer ver? – o encarei, bufando, fazendo-o rir. – Se não vai escolher pode deixar comigo.

- Me deixa ir dormir. – pedi, precisava ficar sozinha, ficar com Soul, por mais que eu amasse, não fazia bem pra mim.

- Não mesmo, nada de ficar sozinha e triste de novo! – me puxou para seu peito, abraçando-me pelo pescoço. – Vai ficar aqui comigo e vou te deixar alegre com qualquer filme de comédia que esteja passando. – sorri deixando-me envolver em seu abraço e respirando fundo o cheiro de seu corpo.

Como recusar ficar junto do homem que eu mais amava numa sexta a noite? Onde ele poderia estar com a namorada, mas escolhera ficar comigo para me alegrar? Definitivamente não tinha como recusar, por mais que fosse péssimo senti-lo tão perto e saber que, na verdade, ele estava tão longe.

...

Acordei de manhã sentindo meu coração bater calmo e feliz, depois de muito tempo que não me sentia assim, talvez tivesse algo a ver com a ligação que Soul recebeu da Liz na noite anterior e negou-se a sair com ela, pois, em suas palavras, “precisava fazer companhia a uma pessoa muito importante que estava deprimida”. Ele escolheu mesmo ficar comigo. Sorri.

Sai da cama, esticando o corpo, sem conseguir tirar o sorriso do rosto, tinha esperanças de que esse sábado fosse ótimo e, nem que fosse só por um instante, passar um tempo só com Soul, de novo. Só nós dois. Poder esquecer um pouco que ele namorava alguém que confiava e considerava uma das minhas melhores amigas.

Abri o guarda-roupa e tirei uma saia, qualquer, que usava no dia-a-dia, e uma camiseta, antes de sair do quarto rumando o banheiro, mas parei ao ouvir vozes que vinham da cozinha, podia facilmente reconhecer a voz de Soul, ele parecia rir e a outra, bom, eu queria muito não conhecer, mas era impossível não saber que era Liz.

Caminhei devagar para fora do corredor, inclinando o corpo para vê-los na cozinha. Soul segurava o cabo da frigideira, jogando-a para cima tentando virar uma panqueca, eu nunca tinha visto Soul cozinhar antes, e Liz segurava a massa de panqueca em uma das mãos, puxando o grisalho tentando tomar a frigideira das mãos dele, dizendo que com certeza faria aquilo melhor.

Pisquei os olhos sentindo-os ficarem úmidos, por Shinigami-sama, eu precisava sair dali, o mais rápido possível. Voltei para o banheiro, esfregando os olhos, não iria chorar, não mesmo. Tranquei a porta, arrancando a roupa e ligando o chuveiro sobre todo meu corpo.

O que eu poderia fazer agora? Ficar com Soul estava fora de questão e em casa, também. Bom, talvez Tsubaki estivesse em casa e se não tivesse qual seria o problema? Pelo menos teria andado um pouco e não visto mais nenhuma cena fofa digna de filmes de comedia romântica. Bufei.

Fechei o chuveiro e vesti as roupas que já havia separado, não importava se elas eram ou não de ficar em casa, eu não iria a nenhum shopping ou coisa do tipo, eu só precisava sair. Penteei os cabelos, deixando-os soltos, coisa que raramente fazia, pois não queria perder tempo os secando e sai do banheiro passando rapidamente pela sala.

- Bom dia, Maka. – parei um instante respirando fundo antes de olhar para Soul que me cumprimentara. – Quer panquecas? – ele riu, mostrando as panquecas deformadas que fizera.

Sorri, da melhor forma que podia e levei os olhos para a loira que me encarava cínica. Ai, se eu não fosse tão controlada poderia pular em seu pescoço e apertá-lo até que ela parasse de respirar, mesmo que no fundo eu soubesse que ela não tinha culpa de nada, afinal quem não se declarara fui eu.

- Não, obrigada. – respondi, fazendo-o dar de ombros e voltar sua atenção para o fogão. – Eu vou sair, então até mais tarde.

Fechei a porta antes que eles pudessem responder e peguei o celular, que estava sobre a mesa, ligando para a morena.

- Moshi Moshi? – atendeu educada, como sempre.

- Está em casa? – ela riu, deixando-me confusa.

- Você ligou para minha casa, Maka-chan. – putz! Bati em minha própria testa, não podia acreditar que tinha cometido aquela gafe. – Quer fazer algo hoje?

- Estou indo ai, tem problema? – perguntei, esperando que não tivesse.

- Venha sim, Maka-chan, Black*Star saiu estou sozinha aqui.

- Que bom, porque eu preciso desabafar. – confessei, ouvindo-a suspirar antes de se despedir no telefone, sei que ela sabia sobre o que eu queria falar, sei que ela falaria a mesma coisa de sempre, mas eu precisava conversar.

Continua...


Notas Finais


E então? O que acharam? Mereço coments? Espero que sim! Porque, bom, comentários ajudam a me fazer querer escrever mais rápido!
Isso é tudo por enquanto! Espero que tenham gostado! E até o próximo!
Kissus :3


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