História Freak Out - Capítulo 16


Escrita por: ~

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Categorias Avril Lavigne
Personagens Avril Lavigne, Personagens Originais
Tags Ação, Avril, Drama, Personagens Originais, Policial, Romance Policial, Suspense
Exibições 20
Palavras 3.290
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Tudo bom? *♡*
Eu sei, o capítulo ficou extenso de novo. Mas é algo que não posso e muito menos consigo evitar, faz parte do meu ser (assim como as notas).
Enfim, tenho um aviso para fazer nas notas finais viu? *u*

Desejo uma boa leitura! 💞

Capítulo 16 - Perspectiva


Fanfic / Fanfiction Freak Out - Capítulo 16 - Perspectiva

 

Chegamos ao campus em poucos minutos, a construção era aparentemente antiga e bem conservada com aplicações um tanto rústicas e sutis. Arbustos e árvores preenchiam o caminho formando a decoração quase nostálgica. Estava vazio pois era horário de aula, creio eu, nunca cheguei a estudar em uma. Então seguimos para a porta enorme a qual seria a entrada.

Fui acompanhando os irmãos que seguiam em minha frente, tentei compreender como Misty tinha tanta certeza que encontraria a pessoa quem enviou a caixa para ela no meio de tantos rostos desconhecidos. Tudo bem que ela se deu ao trabalho de examinar letra por letra do enunciado anônimo até rastrear essa universidade, contudo ainda faltava saber como iríamos descobrir quem era.

Estendi a mão para cumprimentar o instrutor, ele era um senhor na faixa da meia idade pelo visto, os cabelos numa tonalidade escura com mechas meio acinzentadas, olhos caídos e nariz largo. Era não muito alto, esboçava um sorriso gentil um tanto forçado. Disse que iria nos guiar por entre a instituição, a dupla logo tratou de inventar uma desculpa e perguntar pelo banheiro.

Passando por mim, a consultora cessou os passos e sussurrou — Dê um jeito de encontrar a sala de jornalismo, inventa algum desculpa e veja se tem algo de estranho por lá. – falou. Assenti e ela concordou, depois seguiu o irmão pelo corredor.

Benedict caminhava com as mãos postas para trás e olhar curioso pelas instalações, cada sala perguntava o que era como se realmente estivesse interessado em estudar ali, o que agradava o senhor Anthony.

— Fale mais sobre você. – pediu o instrutor voltando-se ao rapaz.

Franziu o cenho — Do tipo: “o que eu faço da vida até então”?

Assentiu — Sim, sobre família e essas coisas – agora direcionou o olhar intrigado em minha direção antes de torna-lo a encarar — Vocês são irmãos?

— Não, somos primos de terceiro grau – agora fui eu quem respondi.

Deu as costas para nós seguindo o caminho — É evidente que sim. Digo, você e os outros dois...

Pendi a cabeça e observei o jovem ao lado, ele cessou os passos fuzilando o senhor — Você quis dizer se Misty e eu somos irmãos de verdade porque ela é morena e eu um branquelo?! – cruzou os braços claramente irritado, seu tom de voz continha ira. Ele tinha razão, que pergunta idiota.

— Não foi isso que eu quis dizer, fora só uma pergunta...

— Muito da mal colocada, por sinal. – interrompeu, desfazendo o gesto e soltando os braços, cerrando o punho — Se eu lhe perguntasse como um humano pôde procriar um animal você também não ficaria zangado?

— O que disse? – ele agiu como se não tivesse ouvido direito.

E quando Benedict se aprontou para repetir eu inverti — Ei, você não quer estragar os planos da sua irmã – sussurrei recordando de nossa meta.

— Ele quem faz perguntas incabíveis!

— Eu sei, mas deixe isso para depois senão nem iremos fazer o que nos fora pedido, ok?

Assentiu contrariado, encarando Anthony com imenso desprezo. Seguimos adiante, subimos para o andar de cima e estávamos conversando sobre o jornal da escola quando um rapaz passou por nós esbarrando bruscamente no homem ao meu lado. Ele tinha um capuz meio escuro que encobria sua face, dono de um olhar angustiado, como se transbordasse impaciência. Estava cabisbaixo, continuou caminhando sem pedir desculpas.

Bene ralhou e o senhor chamou sua atenção — Ei, Stev! Preste atenção e ao menos se desculpe com seu futuro companheiro de classe.

O garoto, agora com nome, o olhou dos pés à cabeça e deu de ombros — Estou ocupado, não está vendo?

— Chega disso, você anda passando dos limites! Vá já para a diretoria! – apontou para o fim do corredor onde dava para uma escadaria.

— O quê? Só por isso?! Mas...

Apenas recebeu um olhar intimidador que ressaltava a ordem anterior, ele saiu chutando o ar e esbravejando aos sussurros — Desculpe por isso, alguns alunos são incontroláveis. – pediu, suspirando.

Estávamos prosseguindo com a apresentação dos locais mais importantes quando passo em frente de uma sala e algo me chama a atenção. Algo não, alguém! Recuei alguns passos, pendendo e curvando o corpo para trás tentando enxergar melhor o que raios Misty fazia dentro da sala de aula sentada em cima da mesa dos professores como se estivesse palestrando algo.

Forcei a vista para ver melhor, o instrutor me notou contemplando algo e veio em minha direção. Ficou abismado quando a viu, abriu a porta apressadamente e pediu para que se retirasse perguntando o que fazia ali. Antes dela sair, avisou para que esperássemos do lado de fora enquanto ele aguardava o retorno do verdadeiro professor.

Ela saiu lentamente com seu irmão logo atrás — O que estava fazendo lá? – perguntei surpresa.

Acenou para que formássemos uma rodinha, então falando em um timbre baixo deu início a explicação — Estava dando uma palestra de intolerância nos meios sociais dos jovens, mas isso não vem ao caso. Tinha um plano em mente que seria entrar em todas as salas possíveis. – contou sorrindo vitoriosa.

— E qual é a desse plano? – agora fora o irmão quem perguntou.

— A pessoa quem enviou tudo aquilo sabia que Dam e eu éramos detetives, ou seja, eles nos conhecia!

— Então se aparecêssemos em sua frente qual seria sua primeira reação? Enquanto Sil conversava eu fiquei analisando estudante por estudante.

Abri a boca, pasma — E então?

— Um moço em específico ficou branco como se tivesse visto um fantasma, dizendo que iria ao banheiro e saindo de imediato. Eu aproveitei e comentei como quem não quer nada “o que houve com ele?” e aí responderam “É o Nath, ele faz parte do jornal da escola mas é meio introvertido”. – proclamou, respirando fundo e sussurrando mais baixo ainda — Vocês viram um garoto passando apressado por aqui?

— Teve um que esbarrou em mim, fora ele não vi ninguém.

— Ele tinha um capuz – relembrei — Era num tom verde escuro.

— Meio musgo – completou.

Passou a mão pelo cabelo, pensativa — Ah já sei! Eu fingi curiosidade e perguntei sobre o jornal, me entregaram um panfleto com as informações – buscou um pedaço de papel no bolso da calça, desdobrando-o e estendendo em nossa frente — Era esse?

Abaixo da imagem dizia “Nathan Stevens”. O observei um pouco, estava com mais cor e menos cara de morto — Sim, é o Stev – exclamei apontando instantaneamente — Ele foi para a diretoria!

— Então vamos lá! – ela estava para dar um passo quando o detetive a interrompeu.

— Não podemos, ele nos conhece. – direcionou o olhar para nós dois — Por outro lado, não sabe de nosso irmão desnaturado e muito menos da tampinha de decoração.

Cerrei o punho — Quem você chamou de tampinha?!

— Existe mais alguma aqui por um acaso?

Benedict entrou na frente — Certo, mas como iremos fazer?

Inspirei — Eu posso tentar conversar o persuadir talvez...

Damien riu desdenhoso — Ah é? E o que você vai fazer para convencê-lo? Abrir uns botões e mostrar um decote que você mal tem de tão tábua? Fala sério! – murmurou com desdém.

Fiquei boquiaberta, não sabia distinguir se era surpresa ou espanto — Quer dizer que isso você esteve reparando né seu pervertido?! – proclamei assustada, afastando-me apressada e pousando a mão no peito sobre a blusa apreensiva.

Fez uma careta — Não foi isso que eu quis dizer!

Misty o encarou com decepção e Bene não perdeu a oportunidade — Você sempre perde a chance de ficar calado, que vergonha alheia, meu irmão! Tsc tsc – pronunciou entre os dentes em sinal de reprovação.

— Vocês levam tudo tão a sério!

— E quem não levaria? Isso foi ofensivo! – a consultora ficou o encarando fixamente até que ele se pronunciasse novamente, era como se seu olhar dissesse “Vamos, estou esperando”.

Fez um bico, me olhando torto — Desculpe.

— Não.

— Está vendo, com ela você não briga!

— Ela está em seu direito. Agora chega de enrolação e vamos para o plano!

Implicâncias a parte, fomos em direção a escada e subimos os degraus em busca da diretoria. Percorremos pelos corredores várias vezes meio perdidos, eram muitas salas e nenhuma parecia ser da direção. Havia um outro andar, fomos em seu sentido e ao chegar, sentado distante num banco do lado de fora da sala, lá estava Nathan de cabeça baixa fitando o chão.

— Tem algum plano em mente? – cochichou.

— Acho que sim, e se dissermos que também estamos fugindo dos detetives? Ele pode se familiarizar...

— Não sei não viu.

— Vamos tentar. – disse, caminhando à passos largos em sua direção como se estivesse apressada. Parei em sua frente bruscamente — Ei, você sabe onde fica a saída?

Levantou a cabeça me encarando cético — Fica naquela direção que acabou de vir.

— Não. Digo, outra saída. É que tem um par de investigadores no nosso pé e precisamos sair imediatamente!

Arregalou os olhos espantado, levantando-se apressadamente e nos conduzindo até uma porta aberta. Olhei para Benedict que foi na frente, quando estava adentrando ele veio em minha direção fazendo sinal para voltar, porém antes que pudesse dar meia volta, um empurrão me jogou contra ele e a porta se fechou bruscamente. Estávamos presos.

Olhei ao redor deparando-me com um monte de material de limpeza, era o cômodo do zelador. A luz acendia do lado de fora e então foi apagada, ficamos no escuro — Que péssima ideia foi essa, Avril? – questionou ele, encostado na parede do cubículo.

— Pensei que aquele lance de “com inimigos em comuns nos tornaremos aliados”.

— Ótimo raciocínio, porém péssimo para se por em prática. Fica óbvio que sabemos de algo se não preparar o terreno antes, e agora?!

— Está muito escuro!

Bufou — Deixa que resolvo isso – falou. Acredito que tenha ficado nas pontas dos pés, depois rosqueou a lâmpada para que se encaixasse e assim ligasse, entretanto não deu certo. Exasperada, respirei fundo e encostei na parece. A luz se acendeu e eu fiquei espantada — Tinha um interruptor bem atrás de você. – constatou.

Inspirei, soltando um suspiro — Não tem como arrombar a porta?

Ele analisou — Tem algum grampo?

Fiz que não, fitando-o — Sei lá, usar a força?

Esboçou uma careta — Você acha que sou apenas um poço de músculos? Estamos do lado de dentro, se fosse por fora até que valeria a pena cogitar a hipótese. – alisou a testa — Isso é algo que...

— Seu irmão faria – completei, caindo no riso juntamente com ele. Cessei a gargalhada — Espera, estou ouvindo vozes.

— Misty? Damien? São vocês? – clamou ele colando os olhos na fechadura.

Ouvi um murmúrio — Estou ouvindo assombrações! Falei que seria um ótimo quiromante! Ai... – reclamou como se tivesse levado uma cotovelada.

— Bene?

Ele se recompôs avisando que estávamos presos. O mais idiota do outro lado já se pronunciou — Não abre essa porta, pelo amor de Deus! Pensa num mundo livre sem ambos no nosso pé! Matamos dois coelhos numa cajadada só, venha, vamos embora – proclamou com uma notória alegria em sua de voz — Se os deixarmos aí por uns dias, os dois morrem de fome e aí poderemos acusar o fugitivo de duplo homicídio!

— E aí seríamos cúmplices. Deixa disso! – respondeu irritada tentando destrancar a porta.

Quando conseguiu, saí num pulo respirando o ar livre — Foi um sufoco! – exclamei.

A consultora perguntou como fomos parar ali, contei a ideia absurda que tive e Damien ressaltou que fora uma burrice sem tamanho. Benedict disse que seria uma besteira digna do irmão. Bastou isso para que os dois tornassem a discutir sobre coisas imbecis ameaçando um ao outro.

— Não se martirize, você foi de grande ajuda hoje. – disse ela.

Suspirei chateada — Não é o que seu irmão tanto destaca.

Deu de ombros — Ele é implicante mesmo, não ligue para isso. – forçou um sorriso amigável, pousando a mão em meu ombro e dando tapinhas de leve — Ao menos agora temos um nome e já sabemos por onde procurar. É um avanço e tanto, certo?

Concordei, sorrindo empolgada. Agora faltava bem pouco para entender como Nathan sabia de Everly. Estava contente em saber que pude ajudar em algo, porém a correria e adrenalina de ficar presa me deixou cansada. Enquanto os dois ainda brigavam, ela disse que por hoje era só. Então me despedi seguindo meu caminho de volta para meu mausoléu ainda me sentindo culpada por ter estragado tudo.

 

...

 

Cheguei em casa exausta, marchando por entre o piso gélido retrucando frases ranzinzas e sem sentidos. Olhei no relógio, percebendo que estava um tanto tarde. Busquei um número na agenda do celular conforme seguia até o quarto, joguei o corpo sobre a cama sentando no colchão e fazendo a ligação. Levou um tempo para que atendesse — Olá? Brody, é a Avril – anunciei logo que aceitou a chamada.

— Ah, oi! Como vai?

Possuía um ruído no fundo — Bem e você? Queria dizer que não vai dar para a gente ir hoje no espetáculo.

— Não?

Murmurei — Andei um tanto ocupada e agora encontro-me exaurida, não sei se seria uma boa ideia sair assim, entende?

— Tudo bem. Melhor descansar e relaxar a mente.

Sentia uma leve culpa — Podemos ir outro dia, no próximo final de semana que tal?

Ouvi uma espécie de sorriso — Seria uma boa – respondeu. “Porém”, pensei — No entanto, não sei se estarei na cidade até lá, tenho uma campanha na quinta e o circo vai embora no próximo domingo.

Franzi o cenho — Campanha? Então você não é daqui?

— Não, não. Mas moro aqui no momento. Estou trabalhando fora por um tempo, é um lance complicado de se explicar... Enfim, sinto muito.

— Não precisa de desculpar, não há bem um problema. Compreendo como o trabalho pode ser imprevisível.

— Mas se foi eu quem fez o convite, então faço questão de ir. Ok? – insistiu. Joguei o corpo para trás encostando a cabeça no travesseiro, se ele persistia o que poderia fazer?

Ficamos ali conversando e jogando assuntos fora por um bom tempo, até ele se despedir avisando que teria de sair. Encerrei a ligação, largando o celular ao lado em cima do edredom e fechando os olhos moída de cansaço. Deixei o sono me consumir por completo, queria mesmo era um bom banho e uma ótima noite de repouso para por meu sono em dia.

 

...

 

A campainha tocou, desgrudei do sofá por um minuto e levantei para atender morrendo de preguiça. Meu corpo me martirizava por ter feito muita bagunça. Chegando na porta, procurei observar quem era pelo olho mágico e para minha surpresa eu quase tive um ataque cardíaco. Arregalei os olhos, depois respirei fundo e o atendi.

— O que faz aqui?

— Não vai nem me chamar para entrar?

Quer ver como essa casa ficaria no divórcio também?!

O deixei entrar — Fale, a que devo a honra da sua ilustre presença? – questionei cética, encarando-o com os olhos semicerrados.

— Suas palavras ficaram tão doces...

— Você quer que eu vá buscar o adoçante?

— De onde vem tanto rancor? – perguntou cínico e eu não soube identificar se fora uma pergunta retórica ou estava me provocando. Caminhou até a sala de estar — Achei que aquela história de continuarmos amigos era válida, sabe? “Sem brigas como ex casais por aí” – recordou imitando meu tom de voz ao virar em minha direção.

Suspirei, revirando os olhos — Tem razão. Olha Deryck, eu estou exausta e com um péssimo humor, me desculpe se estou sendo hostil mas é que minha paciência se esgotou. Amigos também brigam, certo? E sabem respeitar o momento um do outro, então sem rodeios e vamos direto ao ponto, o que quer aqui? – despejei impaciente, cruzando os braços e dando a volta por ele.

Assentiu murmurando que merecia isso — Isso foi tudo que restou entre nós?

Franzi o cenho confusa, pendendo a cabeça para o lado — Defina “nós”. Lembra que construímos uma parede invisível? Isso acabou – falei num tom sério pousando as mãos na cintura — Tivemos bons momentos, namoramos, noivamos e casamos. Divorciamos. Construímos uma vida, contudo isso veio ao fim, o que é bom sempre morre no final. – ele assentiu, ouvindo pacientemente. Se me vier com papo furado já vou rebater sem pestanejar — Eu sou especial, única. Deveria saber disso.

— Eu sei disso, você é uma mulher incrível, Avril. – sorriu torto. Concordei — Eu não vim aqui para discutir sobre o que aconteceu com a gente. Ainda respeito você e sua carreira, sua vida. É só que depois de nos reencontrarmos aquele dia eu fiquei pensando...

— No que, posso saber?

Elevou as mãos ao alto gesticulando irrequieto — Percebi que estava um clima estranho e eu não queria perder sua amizade, então eu queria saber se você está magoada comigo ainda?

Arqueei a sobrancelha, incrédula — Ainda? – repeti, ruminando uma ideia — Não, Deryck. Se acalme. Eu estava sim chateada, e a propósito ainda estou, mas magoada eu não sei lhe dizer com tamanha certeza. Me dê mais um tempo, ok? Ainda somos amigos apesar de tudo, eu quero acreditar nisso – disse, por fim. Inspirei, suspirando logo em seguida, levando a mão ao cabelo remexendo-o — Por que você quer justamente tocar nesse assunto agora?

— Honestamente? – assenti de imediato — Porque vou me casar e queria que você fosse ao menos como minha amiga em nome de nossa amizade e todos nossos projetos, profissionalmente.

Sério? Eu vou tacá-lo pra fora daqui!

— Profissionalismo e amizade são palavras com significados distintos, querido. Pois bem, sinta-se livre para casar, eu não sou a sua carcereira. – disse ríspida sem pensar muito — Por que raios você quer propriamente a minha pessoa lá? Para se sentir menos pior, humilhar ou ganhar o dia em dobro?

Coçou a cabeça — Não pensei que isso soaria tão idiota... Eu só queria um gesto de paz, entende?

Fitei-o descrente — Você me tirou as palavras...

— Isso é um sim?

— Não. Olha, já basta tudo o que está acontecendo na minha vida e você ainda quer piorar a situação?!

— E aquela papo de superação?

Grunhi enfurecida — Seu idiota, eu já te superei! Eu quem não consigo me desculpar, não seja tolo e muito menos sonhador acreditando que ainda penso nisso. Pelo amor, - pousei as mãos na cabeça atordoada – pode sair e me deixar em paz? – apontei em direção à porta.

Deryck protestou — Achei que ainda fossemos amigos. – bradou inconformado. Por que ele estava tão calmo? Isso era um teste de paciência?!

— E ainda somos. Amizade é assim, você lá e eu aqui. Vou pensar no seu caso, agora se não se importar, eu tenho um seriado me esperando para voltar do comercial em vinte segundos – proclamei, acompanhando-o até a saída.

Antes de sair, me olhou nos olhos — Desculpe se te magoei de novo.

Balancei a cabeça negativamente para depois pronunciar — Estou feliz por você que tenha encontrado alguém para lhe amar, portanto que seja recíproco. Sinceramente, pouco me importa seu status atual, eu só quero paz e tranquilidade na minha vida, pois guardar rancor só me deixaria amarga – respondi sendo honesta, fechando os olhos e assentindo, pressionando o lábio conforme meditava — Fora que consegui tudo o que sempre sonhei, adrenalina e uma boa história para viver. Uma vida tudo menos comum – completei sorrindo vitoriosa, tornando a o encarar.

Eu não preciso de um par romântico para ser feliz, muito menos de um braço envolta de meu pescoço para me satisfazer. Estava muito bem sozinha, prosseguindo com a minha vida e saber que a dele estava indo pelo mesmo caminho isso só me deixava mais contente. Afinal, não é porque o “nós” não deu certo que o eu e ele tem que ser igual.

— Obrigado, Avril. – agradeceu, acenando com a cabeça e se despedindo.

Fechei a porta, respirando fundo aliviada e correndo de volta para a tv. Não falei brincando quando disse que queria assistir o episódio, estava na melhor parte: a que descobrem quem é o verdadeiro antagonista!

Eu não iria deixar um antigo amor do passado estragar tudo agora que estou melhor. Há sempre fases, de fato perdi a confiança nas pessoas, fiquei desiludida. Mas ainda acredito no amor e sei que não posso viver remoendo um fato ao invés de ir criar novos. Eu posso fazer melhor que isso.

 


Notas Finais


Esse capítulo foi meio complicado de escrever e por isso saiu extenso ;-;

⚠️ Queria avisar que (eu falei!) provavelmente ficarei sem internet por um tempo indeterminado em algum dia por aí, não sei dizer ao certo, e como não terei acesso não poderei atualizar a fic D: Não é algo que tenho certeza, porém é sempre bom deixar avisado para caso eu "suma". Mas fiquem tranquilos que eu não vou abandonar nada, ok? Já tenho até uns capítulos prontos e tudo mais sz

Obrigada a você quem leu até aqui, desejo uma boa semana (para quem está lendo na segunda ou em diante), nos vemos no próximo, sim? *o* 💖


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