História Freak Out - Capítulo 4


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Categorias Avril Lavigne
Personagens Avril Lavigne, Personagens Originais
Tags Ação, Avril, Drama, Personagens Originais, Policial, Romance Policial, Suspense
Exibições 34
Palavras 1.615
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey, hey! You, you sz
Olá pessoinhas! Hoje ensinaremos como não aproveitar uma festa! :3
Ah, escrevi boa parte desse capítulo ouvindo "That's My Girl" de Fifth Harmony *☆*

Capítulo 4 - Diga-me quem és que lhe direi quem sou


Fanfic / Fanfiction Freak Out - Capítulo 4 - Diga-me quem és que lhe direi quem sou

 

Após o susto que aquelas crianças me deram por ter posto um porco de estimação na minha banheira, decidi dar ouvidos a praga do meu irmão mais velho e me aprontei para a festa.

Quando cheguei no club bar, estava uma bagunça. Mais cheio que o normal e eu não encontrava meu irmão em canto nenhum, passei a circular por entre as pessoas esbarrando acidentalmente até enfim encontrá-lo — Matt? – chamei, erguendo a mão e ficando na ponta dos pés para acenar.

Atarraquei a bebida sobre a bandeja de prata enquanto ele se aproximava — Mas já, sério?!

Franzi o cenho, levando a bebida a boca — Se me chamou para controlar meus passos, nem tivesse ligado, ok? – dei de ombros irritada — Onde está Mich? Quem ela estava tentando morder? – falei quase num grito para que ouvisse.

— Ah era o Cord, ele tinha lhe ofendido e ela se irritou. Mas já passou.

— Onde está agora? – jogou a cabeça para o lado, apontando para a pista de dança. E lá estava os dois se atracando, não sabia distinguir se aquilo eram beijos ou uma briga. Fiz uma careta descontente — Argh, essa garota tem um gosto também viu, tanto lindo por aí e a doida escolhe justo o mais grosseiro!

Riu, pousando a mão em meu ombro — Tem gosto para tudo, maninha.

Forcei um sorriso torto pois ainda estava chocada com Michelle — Ah, agora que pensei numa coisa. O que faz aqui sozinho? Sua esposa não se incomodou?

— Eu a convidei mas mesmo assim ela recusou, disse que preferia ficar em casa. Ofereci para fazer companhia, ela disse desejar que eu saísse um pouco e pediu para vir – explicou com um sorriso apaixonado, depois suspirou e voltou a me encarar — É, nem todo mundo tem sorte no casamento como eu.

Arqueei a sobrancelha, sério?! Senti a pontada acertar-me em cheio. Exclamou pedindo desculpas, dizendo que não fora essa a intenção — Você é um idiota – bradei, dando-lhe as costas. Ele não precisava esfregar na minha cara que meu casamento não deu certo e afundou.

Com a garrafa em mãos, agora quase vazia, segui em direção ao balcão marchando rapidamente. Puxei um banco e sentei de frente ao recepcionista, pousando as mãos entrelaçadas sobre o balcão de cabeça baixa. As mechas taparam minha visão. Gesticulando com a mão direita, contatei o garçom para que trouxesse alguma bebida.

Não demorou muito para que alguém viesse a fazer outro pedido, pelo canto dos olhos o fitei pedindo um whisky enquanto apoiava os braços sobre o guichê. Pendi a cabeça para o lado, curiosa, e o observei — O que foi, não se pode mais pedir uma bebida mais refinada? – indagou assim que me viu o encarando.

Balancei a cabeça antes de recompor a compostura — É estranho pedir algo assim numa festa, mas gosto é gosto né...

— E você, vai beber essa garrafa toda sozinha, Avril?

— Ah, você sabe o meu nome? E o seu é qual mesmo?

Assentiu — Você é a famosa jogadora esquentadinha da equipe adversária, certo?

Abri a boca para responder e antes que pudesse pronunciar algo, Michelle se entrepôs em minha frente perguntando se eu tinha visto Cord, pois ele disse que iria ao banheiro e deu um perdido nela. Falei que não e ressaltei que ele era um idiota e por isso já era de se esperar que sumisse assim. Mich ficou brava, bateu o pé no chão e proclamou que não era mais uma adolescente e sabia se cuidar.

— Faça como quiser, se deseja correr atrás de um babaca, vá em frente. Boa sorte na procura, não perderei meu tempo procurando por alguém que não quer ser encontrado. Já tentou a saída? Provavelmente ele deve estar lá se atracando com alguém. – falei num tom cético, talvez minha desilusão tivesse me deixado meio amarga hoje, porém ela precisava saber que ele não era uma pessoa muito gentil.

Bufou — Você como sempre implicando com alguém, eu sei que ele não me deu um fora, ok?! Vou lhe provar isso – disse furiosa, saindo bufando e empurrando as pessoas por entre o caminho. Talvez eu tenha sido hostil demais?

Voltei-me para o estranho ao meu lado, agora concentrada no que estava para dizer — Como ia dizendo, você é quem mesmo?

Soltou um sorriso no canto da boca, estendendo a mão — Sou Kendrick, o winger do time oposto e melhor amigo de Cord. – disse com a sobrancelha arqueada e um ar presunçoso demais para o meu gosto.

Oh! Sorri de volta tentando evitar a surpresa — Ah é? Se você é tão amigo dele, por que foi no time inimigo?

— Na verdade, ele quem não conseguiu entrar na equipe e aí ficou com a sua.

— Claro, a equipe fracassada. – murmurei irônica.

— Se fosse perdedores não estariam aqui comemorando vitória, certo?

— Então você é o ser abençoado que atravessou minha defesa e marcou aquele ponto que fez um fuzuê?

Assentiu. Depois curvou-se diante de mim, um tanto próximo — Imagino que esteja pensando em como sou tão babaca quanto ele. É fácil ser julgado pelo “diga-me com quem andas e eu te direi quem tu és”.

Forcei a vista um pouco, fazendo uma careta — Eu acho esse ditado meio preconceituoso, mas confesso ser difícil imaginar que aquele mala tenha algum amigo educado. – finalmente estendi a mão para cumprimentá-lo, que falta de educação a minha!

Ficamos ali conversando um pouco, ele era alto e atlético, os cabelos eram castanhos claros quase loiro e os olhos numa tonalidade avelã. Tinha algumas sardas nos cantos das bochechas, ou seria uma espécie se sujeira após jogo? — Ah, pode me chamar de Kend – comentou com um olhar amigável. Respondi que poderia me chamar de “Avril” e isso não o agradou tanto. Dei de ombros.

Depois de um tempo, ele me desafiou para uma partida de xadrez e eu fiquei muito “o quê?” — Como assim, estamos numa comemoração!

— Existe um lugar mais privado ali e...

— E sério que você quer me levar para um lugar privado para jogar xadrez? Olha eu não sou burra! – interrompi descendo do banco pronta para sair.

— Não, espera! Não foi isso que eu quis dizer, mas se você quiser que seja por outra coisa, estamos aí para isso... – provocou.

Cruzei os braços, fitando-o com os olhos semicerrados — E o que eu ganho quando te vencer?

Riu — Eu sou muito bom, não se gabe tanto! Bem, eu não sou um cantor rico e famoso e apenas trabalho num restaurante italiano, contundo podemos pensar em algo. Vamos ver!

Estralei os dedos, italiano era sinônimo de massa — Ok, se eu vencer ganho duas pizzas!

— E se perder o que eu ganho?

Se vencer!

O acompanhei em direção à uma área mais particular, ainda estava estranhando o fato de que como alguém deixaria um jogo disponível dessa forma? Explicou-me que vem para essas festas apenas por ser “empurrado” e então passa um bom tempo excluso. Estava receosa e incerta de minha decisão, nada mais suspeito e perigoso do que seguir um estranho assim!

Quando chegamos a esse local, percebi que não era um cômodo ou locação, era a área de fora. Tinha três mesas e algumas cadeiras e em cada uma havia um tabuleiro em cima, perguntei-me onde é que eu estava. Isso aqui não era um club bar?

Iniciei a partida muito bem, e em contrapartida ele foi melhor, todavia eu ainda tinha alguns truques. Jogamos conversa fora enquanto estávamos naquele embate até enfim ficarmos presos, alguns passos haviam limitado até demais.

Um pouco antes de fazer a próxima movimentação, ouvi um balburdio e ruído de passos rápidos acima da música. Levantei apressada, Kendrick seguiu em minha frente verificando a fonte do barulho. Assim que adentramos ao salão, havia uma gritaria enquanto pessoas corriam de um lado para o outro.

Atrás dele, segui cautelosa para a direção da fonte do caos, entretanto a multidão entrou no caminho impedindo-me de acompanha-lo. Esbarrei em alguém com esforço para sair dali, havia ficado encurralada. Estava para dar um passo à frente quando sinto alguém tocando minha pele, senti uma mão grande e ardente pressionando meu punho com força, puxando-me para trás.

Com um certo temor, dor e pânico, ainda sem olhar para trás, puxei o braço com força e impulsionei para frente, trombando com alguém. Ergui os olhos e do outro lado avistei Matt, corri exasperada em sua direção com o coração à mil sem tentar olhar para quem quer que seja. Abracei-o forte quando finalmente me aproximei.

— Você está bem, se machucou?! – questionou, alisando meu cabelo e mantendo-me segura em seus braços — Vamos, precisamos ir embora daqui agora!

Elevei a cabeça — P-Por quê? – olhei por cima de seu ombro e avistei Michelle num cantinho apoiada à parede com as mãos em sua face aos prantos — O que aconteceu?

Respirou fundo — Um corpo foi encontrado no banheiro de uma forma meio brutal e não quero que você veja isso...

Arregalei os olhos, afastando-me imediatamente. Ainda sentia a adrenalina do susto percorrer minhas veias, minhas mãos estavam trêmulas e pernas bambas, mas ainda assim desejava saber quem era e ignorando seus avisos, segui tropicando e empurrando as pessoas para enfim chegar ao toalete.

Estava vazio o corredor, fui seguindo pelas cabines até encontrar a mais aglomerada. Abriram passagem para que eu chegasse, foi ali que encontrei Kendrick pasmado olhando para algo completamente horrorizado. Dei uns passos para chegar ao local. Então vi. Sim.

Era ele, Cord. Estava esparramado pelo chão com feridas profundas em seu peitoral. Não, além disso notei as pontas de seus dedos roxos, como se tivesse tentado segurar algo. Mais acima estava inchado como se houvesse sido sufocado.

Não precisei de muito esforço para deduzir algo tão óbvio e ao mesmo tempo cruel pois tinha certeza de uma coisa: A próxima seria eu.

 


Notas Finais


Avril ranzinza por demais g-zuis!
Nos vemos no próximo, sim? *u* 💖


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