História Freak Out - Capítulo 5


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Categorias Avril Lavigne
Personagens Avril Lavigne, Personagens Originais
Tags Ação, Avril, Drama, Personagens Originais, Policial, Romance Policial, Suspense
Exibições 32
Palavras 2.410
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey, hey! 💚
Adorei esse capítulo desde o segundo em que comecei, então o trago com todo carinho sz Não me recordo direito qual música ouvi enquanto escrevia até a metade, mas creio que seja "Like I'm Gonna Lose You" da Meghan Trainor ft. John Legend.

Capítulo 5 - O que seria de um eterno sonhador sem as mágoas?!


Fanfic / Fanfiction Freak Out - Capítulo 5 - O que seria de um eterno sonhador sem as mágoas?!

 

Os dias se passaram rapidamente, após aquele tumulto e exibição de terror, já não havia mais motivos para forçar sorrisos. Minha mente continuava dispersa, vagando pelas memórias antigas e questionando-se do porquê. Mais além encontrava-se minha sanidade em teste, pois a paranoia consumia uma vaga maior gradativamente.

Abri a porta do closet em busca do vestido preto e singelo, nesta terça-feira iríamos nos despedir de Cord em seu funeral. Ainda repassava os momentos daquela noite, Kendrick havia me salvado e seu melhor amigo se fora. Isso indiretamente era culpa minha?

Respirei fundo, jogando as mechas de cabelo para trás e prontificando-me a seguir para a cerimônia. Assim que cheguei ao local, havia diversas pessoas revezando em frente ao corpo, não imaginei que ele fosse tão conhecido.

A decoração era repleta com coroa de flores, um tom fúnebre e um telão mostrando seus momentos no ápice, como vitória e época de colégio, enaltecendo seu sorriso. Encontrei um cantinho escondido e ali fiquei observando a movimentação até a hora do sepultamento chegar. Michelle chorava assustada conforme alisava a mão do falecido, sussurrando palavras que não pude distinguir. Ao seu lado, Kendrick conversava como se ele pudesse ouvir.

Contemplei minha irmã agora chateada comigo mesma, acusei-o antes do pior e ela disse que iria provar não ter levado um perdido, por fim Mich estava certa. Contudo, como confiar em sua palavra? Foram um casal de namorados anos atrás o qual se rompeu porque ele a traiu com várias mulheres diferentes, destruiu seu pobre coração que fora difícil de reconstruir. E ela ficou com raiva? Sim, e depois o perdoou para agora voltarem a ficar juntos.

Incrível a capacidade que Michelle tem em ver o melhor das pessoas sempre, buscando compreender cada situação. Dizem que somos parecidas, mas eu discordo, não fui capaz de desculpá-lo pelo o que havia feito com ela e ultimamente ando tão ranzinza que nem eu posso me perdoar.

Randy aproximou-se lentamente — Oi! Como você está? – indagou num tom gentil, encostando o corpo sobre a parede.

Fiz uma certa — Apavorada, para ser sincera. Onde esteve? Não lhe vi na festa...

— Você não ficou sabendo? Achei que Matt tivesse lhe contado! – questionou com um certo espanto, pendi a cabeça para o lado e gesticulei que continuasse — Após a vitória, eu fui para casa porque estava meio irritado. Então recebi uma ligação e fui convidado para participar da equipe oficial de Hockey! – as últimas palavras transbordaram tamanha euforia. Ele se recompôs para não demonstrar desrespeito.

Sorri orgulhosa — Sério?! Que bom! E quando começa?

— Então, eu pretendia viajar posteriormente à comemoração que fizeram para mim – falou, então eu finalmente entendi o motivo de celebrar a conquista “atrasada”. A festa era para ele! — Mas aí eu notei que precisava estar na convocação antes das 9h, não daria tempo. Sendo assim, peguei o voo um dia antes e perdi a festa. O que sinceramente, depois desse pandemônio o melhor era que não estivesse lá mesmo – finalizou, soltando um suspiro chateado.

Concordei — O que acha disso tudo?

— Sei lá, é estranho, sabe? Não era lá o melhor amigo do cara, contundo nos dávamos bem até. Ele nunca fez nada diretamente que me zangasse, sei que era uma boa pessoa. Pensar nisso me deixa assustado.

Fechei os olhos, respirando fundo e tornando a encará-lo — Desculpa por tê-lo ofendido, sei que foi infantil da minha parte. O fato de eu estar irritada não me dá o direito de atacar as pessoas.

Deixou um riso torto escapar — Tudo bem, não estou magoado com você – disse, estendendo os braços e dizendo “venha aqui e me dê uma abraço”, fui ao seu encontro e calorosamente o abracei. Depois afastei um pouco e ele seguiu em direção ao meu irmão.

Elevei as mãos até o cabelo, bagunçando-o. Em seguida, a marcha fúnebre tocou e o caixão fora levado à sua cova. Acompanhei a comoção mais distante dos amigos e familiares, quase por último. Ainda assim, Matt olhava para trás o tempo todo para se certificar que eu estivesse bem e segura.

De frente ao caixote na hora da despedida, entrelacei os dedos envolta do cabo da rosa, fechando os olhos e inspirando, tentando fazer uma prece para que sua alma fosse libertada. Aos sussurros, murmurei — Desculpe, – pedi com a voz turva — Por todas as vezes que o julguei precipitadamente e pelo rancor que guardei sobre ti sendo que o mesmo não pertencia a mim. Sinto muito por tê-lo chamado de idiotas tantas vezes... Ah, espera. Por isso eu não sinto não – corrigi, abrindo os olhos — Mas peço desculpas e obrigada, sou grata por ter estado comigo ao presenciar aquele momento e por ter sido mais sensato. Mais que isso, estou agradecida por seus últimos momentos estando dedicado à minha irmã. Sei que no fundo, do fundo lá no fundo, como o poço da Samara, você era uma pessoa benévola que adorava Michelle. – soltei a rosa sobre o montinho de terra e recuei alguns passos, dando espaço para homenagens posteriores.

Então com um estralo, lembrei duma coisa que evitei comentar por tanto tempo. Então voltei na ponta dos pés e balbuciei — Ah, você era um bom jogador! — proclamei, sorrindo torto retornando ao meu lugar.

Aproximei-me de meu irmão enquanto o mesmo conversava com sua esposa, ela me abraçou e perguntou como me sentia. Confusa e perdida, essa era a melhor definição no momento.

 

...

 

Minha irmã chegou próxima de onde eu estava escondida após o funeral, apoiou a cabeça sobre meus ombros e desabou em lágrimas. Parte dela encontrava-se mais horrorizada do que triste — Sabe, ele tinha me pedido em namoro.

— De novo?

— Mas dessa vez era sério, prometeu tomar jeito. Recusei, disse que não seria feito de corna outra vez perante aos meus ente queridos.

Arqueei a sobrancelha — Até que enfim acordou para a vida.

— Mas ele tentou provar que era capaz de melhorar! Todo ser humano merece uma chance!

— Ele te traiu – disse cética.

Bufou, afastando-se — Mas eu não me chateei apenas por isso, o que me magoou foi que ele me traiu e não contou, escondeu e continuou cometendo burradas!

— E lhe enchendo de chifres pela cidade toda...

— Avril! Você não deve manter tanto rancor assim, isso aconteceu tem seis anos. Eu era uma adolescente praticamente, já passou, temos que superar o passado – argumentou, cruzando os braços e fitando-me com ar de reprovação — Você perdoou Deryck e eu o perdoei também, mesmo que estivesse chateada pelo término do amor de vocês, assim como você foi capaz de reconsiderar e desculpar, por que eu não posso? Afinal, ele também lhe traiu!

Engoli a saliva em seco, esse assunto ainda tinha um gosto amargo e ao mesmo tempo digerível — Ele não me traiu, já estávamos distantes na época. Deryck apenas adiantou as coisas. – pronunciei, ajeitando a compostura.

— Separados ou não, ainda era durante o casamento. E não venha me dizer que isso não a magoou, ok? Eu lhe conheço!

Dei de ombros, suspirando — De toda forma, nosso casamento já havia entrado em ruínas bem antes disso. Não adianta julgá-lo por anteceder os passos, a questão é que conseguimos salvar a amizade antes que isso se deteriorasse – comentei, olhando em seus olhos — A questão é que você ainda gostava dele e o que Cord fez foi jogar contigo enquanto podia, foi por isso que peguei raiva dele, não apenas por ter lhe chateado e sim por ignorar isso em um longo período e fingir não ter feito nada.

Michelle baixou os olhos, cabisbaixa — Já foi, as pessoas mudam com o tempo. Agora não adianta mais, tudo se acabou, ele já se foi... Cabeça erguida e bola para frente – disse, passando o dedo por debaixo dos olhos e limpando as lágrimas — Pensamento positivo, certo? Não se pode prender-se ao passado e muito menos sufocar-se imaginando o futuro, tenho que viver o presente aqui e agora! – exclamou, forçando um sorriso torto.

Abracei-a, orgulhosa. Mich era uma boa pessoa e tê-la por perto era como manter o raio de sol caloroso sempre ao meu lado, pois com ela não havia momentos ruins.

 

...

 

Já em casa, joguei as chaves sobre a mesinha de canto e me acomodei no sofá da sala, deitando um pouco com os olhos vidrados no lustre. Fiquei pensando um pouco no que minha irmã tinha comentado, não sei se considerava o acontecido como uma traição.

De fato, nosso casamento se ruiu. Às vezes ainda pensava um pouco nisso, como por exemplo, conversávamos algumas vezes por meio de ligações. Ele seguiu sua vida em frente, cuidando de sua carreira, assim como eu decidi seguir a minha. Era difícil sim esquecer um grande amor, mas um relacionamento não se sustenta apenas por esse sentimento, precisa de outros fatores a mais, como a presença.

Ao passar dos anos, afeição virou a base do nosso casamento e isso sim foi corroendo aos poucos, até tornar-se por carinho e consideração. A verdade é que eu não sabia se ainda amava Deryck. E não desejava passar uma borracha por cima disso tudo, foi um aprendizado, uma história. Agora eu estava em outro plano, com a mente mais limpa e disposta a recomeçar.

Confesso que tem momentos que sinto falta desse tipo de amor para me inspirar e da paixão para obter uma dose de adrenalina, por outro lado, estou bem sozinha. Acima dessas confusões todas, eu me amo e gosto da minha vida como está atualmente. Minha carreira precisa de uma repaginada e estou disposta a voltar à ativa, com shows, turnês, apresentações, composições e design.

Compor e tocar, eram duas das coisas que eu mais amava além de cantar. Quem sabe atuar? Pendi a cabeça para o lado, entusiasmada. Havia tanta coisa para fazer que seria um pecado estar empolgada ao invés de triste? Porque afinal, o que aconteceu com Cord deixou minha mente mais aguçada.

Levantei num pulo, associando essa melancolia e questões todas, alguns versos surgiram em minha mente. Sentei sobre a almofada e peguei um caderninho de anotações no criado mudo ao lado e anotei algumas frases. “Love that once hung on the wall”. Escrevi, refletindo um pouco. Depois prossegui “Used to mean something” para enfim concluir “But now it means nothing”.

O amor que uma vez esteve pendurado na parede

Costumava significar algo

Mas agora não significa nada

Contemplei o trecho risonha, levando as mãos ao peito entusiasmada. Ainda não possuía uma continuação, mas quem sabe daqui algumas horas, dias ou semanas. Com o tempo iria formando as composições, nada se completa em segundos.

 

...

 

Acordei de uma breve soneca com os olhos arregalados de puro espanto, aos pulos, com o coração disparado. Tive o sono interrompido por uma espécie de barulho, e não era nem um raio ou trovão e sim o celular apitando a falta de bateria. Encarei a tela com um olhar mortífero, notando assim uma notificação. Estavam perguntando se iria na festa de 31 de Outubro, daqui quase uma semana. Balancei a cabeça e larguei o celular, buscando por outra coisa conforme carregava o aparelho.

Estava assistindo tv quando o telefone torna a tocar, estiquei o braço pelo acolchoado em busca do celular e o atendi sem ver o remetente — Olá? Avril, tudo bem? – perguntou do outro lado, franzi o cenho tentando identificar a voz. Murmurei um “sim” meio receosa — Sou Misty, liguei para saber se está tudo bem. Tem um tempo que conversamos sobre o incidente e eu gostaria de...

Antes que terminasse de explicar, sentei-me apressada e a interrompi quase derrubando o aparelho por estar conectado na tomada — Alguma suspeita?

— Não... Infelizmente, há alguns pontos que precisamos esclarecer. Sabe, não é muito seguro conversar sobre isso pelo telefone ainda mais com você sendo uma possível futura vítima – argumentou, sua voz tinha alguns cortes. Ouvi como se tivesse levantado e trocado de lugar.

— Maravilha, que ótimo meio você encontrou para perguntar como me sinto! – exclamei irritada, soltando um suspiro exasperado.

Soltou um riso — Desculpe, não foi essa a intenção. É que, algumas coisas não fazem sentido. Tipo, Damien e eu estamos trabalhando em área separada e ao mesmo tempo juntas – comentou, dando uma pausa e retornando a contar — O primeiro homicídio você descreveu como se o assassino fosse dono de uma frieza para executar uma morte sem demonstrar impacto. Já a segunda morte, a forma como fora feito, parece que era mais pessoal, como se tivesse repleto de ódio ou fora tomado por um sentimento banal, o que é o contrário de alguém sem “sentimentos”.

Engoli a saliva em seco, trocando o celular de lado — Então seriam duas pessoas? Como se o segundo sanguinário houvesse aproveitado a onda do primeiro e jogado a culpa sobre o outro?!

— Hum, não sei. Isso de toda forma não lhe tira da linha de risco, pois se a pessoa que assassinou Cord conhecesse a fonte para jogar a responsabilidade para outra pessoa, não muda o fato de que saberia sobre você. A questão é que não sabemos se as mortes estão conectadas ou não, Everly aparentemente era uma pessoa gentil e bondosa, as pessoas a adoravam. Já esse seu conhecido, era totalmente o contrário... Realmente não conhece ninguém que o detestasse tanto?

Pensei um pouco, mordendo o lábio inferior em sinônimo de angústia — Não que eu me lembre. Ele era abominado por alguns mas não ao ponto de cometer uma barbaridade dessas. – disse, por fim.

Suspirou — Sabemos que a garota tinha um namorado escondido, entretanto ainda não descobrimos quem é. Pode ser que ele tenha tido algum motivo ou seja apenas mais um. – recordou. Ficou um tempo em silêncio, eu já não sabia o que dizer — Andei pensando, pode ser arriscado para você vir até aqui. Que tal se eu lhe ensinar algumas técnicas de defesa?

Agora fui eu quem riu — Olha, eu posso não ser perita em artes marciais e tudo mais, mas sei me defender desde pequena, sou até mesmo boa nisso. Então sim, eu posso tranquilamente provocar uma briga – respondi convicta e orgulhosa, enchendo o peito de ar.

— Certo, a escolha é sua. Agora tenho que ir aqui, lhe manteremos informada – despediu-se gentilmente, depois encerrou a ligação.

Voltei a jogar o corpo sobre a cama, apoiando a cabeça no travesseiro conforme ouvia o noticiário. Amanhã iria para uma sessão de fotos para trabalhar na divulgação de uma campanha para o halloween. Ri desdenhosa quando pensei no assunto, pois o verdadeiro show de horrores já havia começado bem antes disso tudo e perto do tamanho nó que estou envolvida agora, uma noite bizarra de Dias das Bruxas seria até engraçado.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, nos vemos no próximo, sim? *☆* 💖


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