História Freak Show - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias American Horror Story
Tags Evan Peters
Exibições 13
Palavras 1.757
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem ^-^

Capítulo 2 - Capítulo 2


 

Cheguei em casa ainda desacreditada. Parecia um sonho, que eu com certeza não queria acordar. Eu nunca tinha trabalhado. Vivia nesse apartamento as custas dos meus pais, que me bancavam por causa da faculdade. Eles ficariam orgulhosos...
Decidi ligar na casa deles e lhes contar a novidade. Peguei o telefone e me joguei no sofá, disquei o número e aguardei. Depois de chamar um pouco, meu pai atendeu.
-Querida! -ele disse animado.
-Oi pai, como estão as coisas?
-Vai bem, vai bem... Machuquei o joelho no treinamento, o de sempre... Logo melhoro. E aí? -ele disse respirando fundo.
-Vai bem... aliás, vai muito bem, tenho novidades!
-Jura?
-Sim... aparentemente consegui um emprego...
-Nossa queri....-ele começou a falar e eu o interrompi.
-Um ótimo emprego! 
-Fala logo então! -ele ria.
-Pai, eu vou trabalhar numa série! -disse animada.
-Você vai ser atriz?- ele disse em voz desacreditada.
-Não... infelizmente. -disse rindo. -Eu vou ser estilista pai, fazer as roupas do elenco... é isso que eu tenho estudado né...
-Isso é incrível! Sua mãe vai ficar tão orgulhosa! Assim que ela chegar vou contar. Ela vai ficar muito feliz.-ele dizia entusiasmado. -Quando você começa?
-Bom, não tenho certeza ainda, amanhã levo a papelada para assinar, e aí eles vão me dizer... Espero que logo.
-Vai sim. Querida, sua mãe chegou com as compras, vou ajudá-la. Com certeza ela te liga mais tarde. Até mais.
-Até, pai. -e desliguei.

Fui tomar um banho gelado pra entrar na realidade. Caraca, eu iria conhecer todo aquele elenco! Estava tão nervosa, com tanto medo de não causar boa impressão... Eu mal conseguia pensar. Estava feliz, com medo e muito ansiosa. Ainda era de tarde e deu o que fazer pro dia passar, mal via a hora de acordar cedo no outro dia e levar as papeladas pro escritório. Mas enfim passou, demorei pra dormir e acordei cedo demais, e gastei meu tempo todo escolhendo uma roupa. Experimentei mil vestido e mil saltos e mil colares até escolher o mais óbvio de tudo: um vestido preto e justo até o joelho, um salto nude e um colar prateado. Fiquei em frente ao espelho me observando e respirando fundo várias vezes. "Você vai conseguir. É uma ótima profissional e vai dar tudo certo!". Após repetir isso cinco vezes em frente ao espelho, peguei os papéis, a bolsa e fui pro carro. Liguei o ar condicionado do carro no máximo pra evitar de ficar toda suada pois eu estava muito nervosa. Minhas mãos tremiam. Cheguei bem na hora marcada, comprei uma garrafa de água e entrei no prédio. 

O prédio estava gelado, graças a Deus. Peguei o elevador para o décimo segundo andar, e esperei pacientemente enquanto ele parava em todos os andares, até que cheguei. Dava para um
enorme hall, com uma enorme mesa com uma moça em frente à computadores e telefones, concentrada. 
Só havia ela ali, então decidi perguntar.
-Hum-hum -pigarreei.-Onde fica a sala do Robert Freg?
Ela me olhou dos pés à cabeça.
-Você é...?
-Anne Schwammbach.
-Só um segundo... -ela disse enquanto pegava o telefone e discava alguma coisa.
-Sr. Robert? Anne Schwammbach está aqui para vê-lo. Devo autorizar? -ela ficou em silêncio. -Certo, estou mandando. -e desligou. -Anne, naquele corredor -ela apontou - número três, à esquerda.
-Obrigada.
Fui até lá e bati na porta. Ouvi passos dentro da sala e a porta se abriu. 
-Olá. -disse Robert -Fico feliz em ver que aceitou a proposta.
-Ela é quase irrecusável. -disse rindo e entrei na sala.
Até terminar de assinar tudo e conversar sobre os contratos, levaram uma hora. O trabalho começaria no dia seguinte, já que segundo Robert, a produção das roupas estava lenta e enrolando muito as gravações, então era importante que eu fizesse o trabalho o mais rápido possível.

Mais uma vez, o meu resto de noite se deu por escolher uma roupa, uma bolsa, um sapato, tomar chá, assistir alguns episódios da série (pra ter o que falar) e tomar banho. A hora de dormir foi terrível como sempre. A ansiedade tomava conta, não me deixava dormir e me dava péssimos pensamentos. Eu me sentia um grão de areia só de pensar em quem eu estaria perto amanhã, e como eu tinha que me controlar pra não dizer algo ridículo e vergonhoso. Não que eu fizesse essas coisas, mas minha cabeça estava cheia que coisas ruins. Acabei dormindo de cansaço, e já eram mais de três da manhã quando isso aconteceu.

O despertador tocou oito horas. Minha cabeça doía e tudo estava embaçado. Tinha dormido muito mal. Fui tomar um banho pra acordar e pensar no dia de hoje. Eu espero muito que tenha alguém pra me ajudar e me encaixar naquele meio, se não eu só vou fazer cagada.

Tomei café, me arrumei e parti.
Era uma hora da minha casa até o local de gravação, e eu sinceramente estava meio perdida. O GPS tentava me ajudar, mas parece que nem ele reconhecia o lugar. Enfim, com vinte minutos de atraso, eu cheguei. Com a cara mais vermelha que uma pimenta, as mãos suadas e a cara de pânico absoluto, eu entrei lentamente dentro do estúdio montado no meio daquele enorme campo. 
Robert não estava lá, o que me deixou levemente desesperada porque ele era a única pessoa que eu conhecia. Um homem me notou meio perdida por ali e veio até mim.
-Bom dia. Posso ajudar? -ele disse sério.
-Oi.. -eu disse meio baixo. -Eu... é... -arranquei os papéis do meu contrato da bolsa e os entreguei.
Ele pegou e leu em silêncio por uns dois minutos.
-Ah, sim! Fomos avisados de você. Está nervosa, pelo jeito. - ele disse rindo. -Quer café?
-Sim, por favor. 
Segui seus passos diante de enormes corredores com milhares de portas. Ele ia falando rapidamente o que era cada uma. Sala de edição, sala de costura, sala de controle de segurança, camarins, closets, sala de equipamentos, banheiros, ala médica, salão e enfim, cozinha. 
-Aqui. -ele disse apontando para a máquina de café. -Fique à vontade pra vir aqui quando quiser. A propósito, meu nome é James. Eu sou produtor. Faço tudo por aqui. Então, caso precise de qualquer coisa, me chame. Vou dar um walkie-talkie pra você. Ande sempre com ele. E com celular também. Temos wi-fi, nos comunicamos muito via internet para coisas mais rápidas, inclusive quando alguém está na cidade. -eu ia balançando a cabeça positivamente enquanto ele falava.
-Você tem carro.... -ele disse me olhando com cara de pergunta.
-Ah, me desculpe. É Anne Schwammbach. Sim, tenho carro. 
-Ótimo, talvez precisemos que você vá a cidade às vezes. Não nos leve à mal, você é nova, às vezes vamos te pedir favores urgentes. -ele dizia sério.
-Sem problemas. -disse sorrindo.
-E então Anne... Você conhece a série?
-Sim... assisti as temporadas anteriores. -disse enquanto olhava os arredores da cozinha.
-Então você tem noção de com que atos irá trabalhar, certo?
-Acho que sim... Mas isso não me torna menos ansiosa. -disse dando um sorriso amarelo.
-Bom, vamos pra sua sala então, porque eles estão prestes a começar a chegar.

Segui ele em silêncio, tentando ao máximo decorar o caminho da minha sala à cozinha. Ele entrou na sala de costura, e imaginei que ali seria meu lugar. Ele tirou de uma bolsa um walkie-talkie e colocou em cima da mesa. 
-Aqui fica você. Todos os dias, sua assistente, que por sinal está doente e não veio, levará o guarda-roupas móvel para as respectivas salas de cada artista. O seu dever é checar se tudo está correto pra que ela leve para as salas. Hoje você terá que levar, e se preocupar com as roupas da próxima semana. Hoje é dia de folga das costureiras, o que te dá um tempo extra para desenhos, pois em dias de costura você deve supervisionar e ajudar.
-Certo. -assenti com a cabeça.
-Bom, como as roupas dessa semana estão prontas, hoje você terá que criar as da próxima semana, com base no resumo de episódios e cenas que daremos à você, e garantir que as roupas certas cheguem aos seus respectivos personagens. Então você tem uma hora. Em meia hora os atores chegam e começam com a maquiagem e cabelo, e em uma hora todas as roupas devem estar entregues. E aí, você deverá ajudar a arrumar. Sem mais demora. -ele disse tirando uns papéis da mochila. -Cheque as roupas de acordo com essa tabela. 
Acho que ele notou minha cara de pânico. 
-Não se preocupe -ele continuou- qualquer coisa que precisar me chame pelo rádios. Os números estão anotados atrás. Primeiro dia é confuso mesmo. 
Ele sorriu e saiu da sala. 

Tudo estava silencioso de certa forma, e então respirei fundo, peguei a tabela e comecei a ler, olhando os guarda-roupas e checando de acordo com o ator.  
Caraca... Será que eu iria conhecer eles? Poder chegar perto, conversar? Ou será que tenho que ser a menina que entra e sai sem ser vista e notada? 
Nossa, como eu sou avoada, já nem estava mais checando nada. Estava sentada na cadeira giratória, pensando na vida. Olhei pro relógio. Nossa! 11:30h, eles já devem estar chegando. 
Me apressei um pouco e em dez minutos eu havia acabado. Sai puxando os guarda-roupas, dois por vez. 
Jessica Lange: ninguém no camarim.
Sarah Paulson: também.
Emma Roberts: também.
Nossa, tá todo mundo atrasado hoje, hein?
Entreguei mais vários quartos, um por um, até chegar no camarim do Evan Peters. O nervosismo tava à mil, e eu estava torcendo pra ele não estar lá, porque eu não saberia como agir.
Ta-da! Ele não estava. Soltei o ar dos pulmões, e entrei com o guarda-roupas. O ajeitei em um cantinho, abri e deixei as roupas fáceis de ser visualizadas, e em ordem. Fiquei um tempo olhando para elas, mentalizando pra ver se tudo estava realmente certinho, e decidi sair, antes que ele entrasse lá, e eu entrasse em choque. Mas foi só pensar. Assim que eu me virei para a porta, ele entrou e eu congelei. Totalmente. Meus pés não se mexiam por mais que eu me esforçasse. Fiquei paralisada, encarando sua cara de sono e cabelo bagunçado. 
Ele deve ter percebido o climão que ficou ali e lançou finalmente uma pergunta.
-Está tirando as roupas de ontem ou são as de hoje? -ele disse me encarando.
Me concentrei muito, mas muito mesmo, e consegui que minhas pernas de mexessem, então já em movimento, olhando para o chão, finalmente falei.
-São as de hoje, tchau.
E sai de lá sem nem olhar pra trás.  



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