História Freaking Out - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Harry Potter
Personagens Dominique Weasley, Tiago S. Potter
Tags Comedia, Harry Potter, Romance
Exibições 8
Palavras 4.022
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi, oi, oi, gente ♥ Tudo beleza? Demorei treze dias para atualizar, pois é. A intenção era atualizar após uma semana, mas infelizmente não rolou :/ Eu fiquei/estou/continuarei enrolada por algum tempinho, então é muito difícil esse lance de atualização — mas não abandonarei nada não u.u Estou atualizando essa antes da que eu queria já ter atualizado, Little Princess, então podemos considerar esse capítulo como um lucro, right?

Obrigada a todos que deram uma chance para essa história ♥ Espero que gostem desse capítulo porque fiz ele com muito carinho *-*

Boa leitura pra vocês ♥

Capítulo 2 - Nem coisas, nem quadribol e nem garotas


— É claro que eu vou, Domi. — Victoire sorriu mostrando todos os seus dentes branquíssimos para a irmã e, especialmente, para James. — Você só tem que me lembrar.

— Ou seja, as duas vão esquecer. — comentou o Potter cruzando os braços, completamente desgostoso por estar andando com três bonecas de plástico idiotas que afloraram a imaginação de Victoire. — Por que não vamos logo para a aula? Estamos quase atrasados.

— Que mau humor, James. — Roxanne arqueou as sobrancelhas. — Eu fiquei sabendo que você e a Creevey não estão mais juntos, mas não pensei que você ficaria tão abalado.

— Primeiramente, não estávamos juntos. E em segundo lugar, eu só não quero me atrasar para a aula.

— Cara, isso que você disse só não é mais perturbador do que “não é você, sou eu”. — riu Fred passando a mão pelo ombro do primo, que deu-lhe um tapa. — Relaxa, o Sr. Binns não vai fugir de lá.

— Ele está nervosinho porque não tem uma mente, hm, visionária. — explicou Victoire para as garotas um pouco atrás dos três rapazes. — É o que eu sempre digo, quando o vermelho não funciona mais temos que optar pelo rosa.

— Rosa é sempre uma boa escolha. — Dominique concordou com a filosofia da irmã, que pareceu uma grande abóbora para o resto. — Bom, então nos vemos depois.

 

James, quando viu as três passando em sua frente, revirou os olhos. Ele estava quase se corroendo internamente para saber o que foi aquela maldita expressão diabólica que surgiu no rosto de sua prima. Ele temia, ah, sim, e estava certo ao fazer isso. Quem era Lord Voldemort perto de Victoire Weasley?

O sorriso que Victoire lançou para ele quando o ultrapassou no corredor o fez tremer as estruturas e arrepiar todos os fios de cabelo. Ele odiava o jeito em que ela, Fred e Lorcan intrometiam-se em sua vida e faziam dela, às vezes, o que bem queriam. Respirou fundo ao entrar na sala. Sentou-se na terceira carteira e tentou prestar atenção no professor, mas sentia-se incomodado pelo olhar interrogativo de Fred.

 

— Quais são os seus planos para a ida à Hogsmead? — perguntou Fred em um sussurro discreto. Olhou de canto para o primo, que não estava tão animado em responder.

— Ficar o mais longe possível de Victoire. — disse movendo a cabeça para o lado em que o professor ia. — Você viu o jeito que ela me olhou?

— Sim, deve ter pensado em algo legal para resolver essa sua situação.

— Algo terrível. — corrigiu-o. — Não há nada para resolver, não há problema, Fred.

— Sério, James?

— Sério.

— Ok, não falaremos mais disso então. — Fred piscou em cumplicidade para o primo, claramente mentindo. — Vamos debater um assunto mais interessante.

— A Spinnet nunca vai ficar com você. — James o fez fechar a cara. — Nunca.

— Olha, eu aprecio muito essa confiança que você deposita em mim, mas… Você pode estar enganado, eu posso conseguir ficar com ela e até mesmo ir ao baile com ela, e então vou esfregar no seu nariz exageradamente grande que eu fiquei com ela.

— Você reforçar o “ela” tantas vezes na sua frase não significa que vai conseguir. Ela te acha estranho, assim como muitas outras pessoas.

— Eu sou o batedor mais gostoso que a grifinória já teve, você acha que ela vai resistir por muito tempo?

— Sinceramente?

— Não importa. — desconversou. Fred calou-se por um tempo apenas para esperar o professor distanciar-se de onde estava sentado. — No último jogo ela vai se render, você vai estar lá para ver, você e toda a arquibancada masculina de Hogwarts.

— Se a gente for para a final com a lufa-lufa… Eu não sei se ela vai ficar muito a fim de comemorar alguma coisa, cara.

— Não sei, diferente de você eu acredito muito no potencial das pessoas e estou pressentindo que vai ser contra a sonserina. — Fred respirou fundo ao analisar as circunstâncias. — O seu irmão é muito bom, ele e o Malfoy.

— Nah, nós somos muito melhores que eles. — James cruzou os braços forçando-se a acreditar em sua afirmação.

— Sim, nós somos. Mas o Wood não é melhor que o seu irmão. Por que ele está no time mesmo? — James passou a mão no rosto impaciente, já estava cansado de sempre tocar no assunto Wood.

— Porque o Macmillan quebrou o braço e não tínhamos ninguém melhor. — respondeu pela milionésima vez, completamente entediado.

— Nós não temos, mas a sonserina tem e isso é um problema, James.

— Senhor Weasley! — o professor chamou a atenção. — Será que não dá para o senhor fechar a boca um instante?

— Desculpe, professor. — Fred abaixou a cabeça e então, calou-se para que o professor pudesse continuar a aula.

xxx

James Sirius cambaleava em direção ao salão comunal da grifinória, quase tropeçando em seus próprios pés ao subir os degraus das escadas que faziam o favor de moverem-se para, talvez, fazê-lo cair de lá de cima. Estava morto de sono, precisava deitar e dormir até a hora do treino de quadribol, que seria exatamente dali uma hora e meia.

 

— Ah, não, não acredito. — ao lembrar vagamente do treino que teria, ele parou e deu um tapa em sua própria testa ao recordar-se que não havia reservado o campo para a grifinória. Merda, merda, merda, Megan.

 

Como se não bastasse a garota ter lhe enchido a paciência o final de semana inteiro, ainda o fez esquecer-se de fazer a reserva. Mas não haveria problema, já que  os únicos que provavelmente usariam o campo seriam ou a sonserina ou a lufa-lufa, nada que uma conversa civilizada não resolvesse o problema.

O Potter resolveu enganar-se para poder tirar um cochilo, que durou muito pouco para suportar a dor de cabeça que viria. Após arrumar-se, permitiu-se ir mais devagar até o campo apenas para poder despertar. Quando estava não muito longe, conseguiu ver dois grupos de meninos de lados opostos. Desejou ser daltônico ao ver que o uniforme do outro time era verde e sentiu um embrulho no estômago ao escutar a voz irritante de seu irmão.

 

— Ótimo, aí está o senhor irresponsável. — ralhou Alvo fazendo que os garotos olhassem James, que ia em passos lentos e debochados. — Fala para os seus capachos que você não reservou a merda do campo e que é para todos vocês darem o fora daqui porque já perdemos muito tempo.

— Ou fala para a gangue do mal do seu irmão que você reservou e que se eles não saírem da minha frente eu vou pegar a minha Nimbus e enfiar na câmara secreta deles. — Fred, aparentemente muito irritado, quase gritou.

— Eu sei que deve ser difícil para vocês terem um capitão tão irresponsável, mas isso não é problema nosso. Ele esqueceu e nós precisamos treinar. Ou seja, tchau.

— Tchau o caralho a quatro. James, fala para eles que você reservou.

— Não dá para ele falar algo que não fez, Fred, se toca.

— Alvo — James o encarou sério. — você se lembra daquela vez em que você esqueceu de reservar e eu tive o ato de bondade de deixar vocês treinarem?

— Não, não me lembro. Talvez porque isso nunca aconteceu. — cruzou os braços nervoso. — E não adianta vir com graça, James, o campo é nosso por direito e eu me recuso a sair daqui.

— Alvo, nós precisamos treinar. Estamos na final, precisamos ganhar.

— Por você já estar na final, significa que nós precisamos treinar para jogar contra você e arrebentar essa sua cara de pau.

— Certo, já que você precisa agir como uma criança de sete anos, eu quero falar com alguém que tenha mais bom senso. Cadê o Malfoy?

— Não adianta, James, ele não vai deixar.

— Eu quero falar com o capitão, Alvo, não com o apanhador.

— Ele está vindo. — resmungou batendo a sua vassoura freneticamente no chão. — Você é ridículo, James, e sabe que está errado. A culpa não é nossa se você esqueceu de fazer a reserva porque passou o final de semana com a namoradinha.

— Olha aqui, retardado, para começar eu não tenho namorada. E eu tenho o direito de esquecer.

— Mas não o de nos expulsar daqui.

— Não estou expulsando, estou tentando negociar por meio de uma conversa civilizada, só que o problema é que você só entende linguagem de criancinha.

— Vocês não vão treinar, só não começamos porque o Scorpius não chegou. — Adam Zabine pronunciou-se, fazendo James rolar os olhos.

 

Ele não gostava de Adam Zabine. Não gostava do jeito que ele falava, andava ou simplesmente respirava. Ele detestava tudo, absolutamente tudo nele, e odiava-o um pouco mais por ser amigo do idiota do seu irmão. Sem contar que fez o favor de disseminar um boato que James era corno. Ou seja, não havia uma qualidade sequer naquele desperdício de espaço, assim como em nenhum outro sonserino, na perspectiva do Potter.

Por outro lado, Fred, Lorcan e o resto do time olhavam James não muito emputecidos, porque o dever também recaía sobre eles, que poderiam ter agendado. Alvo batia aquela maldita vassoura e só deixava James com mais sono, e a cara de reto que ele fazia em resposta era o suficiente para tirar o irmão mais novo do sério, ou melhor, da órbita — ou da casinha, como Lily Luna costumava dizer.

Não tardou para que Scorpius chegasse e Alvo despejasse todo o seu quase infarto do miocárdio em cima do rapaz como se fosse uma menina desesperada que precisava de um herói, salvador, defensor, tanto faz.

 

— Eu reservei desde o nosso último treino. — disse Scorpius tirando toda a esperança do time de treinar naquela tarde. — De hoje até sexta-feira no mesmo horário.

— Malfoy, nós precisamos treinar.

— Que coincidência.

— O que custa deixar a gente só hoje?

— Eu reservei primeiro, James, e não vou abrir mão de um treino porque você, que já está na final, está precisando.

— Qual é, Malfoy, estamos com um jogador novo.

— James, não estou impedindo vocês de treinarem. Até meia noite ainda é hoje, né non? Depois que sairmos não tem ninguém. E o que é mais gostoso do que treinar quadribol a noite? — sorriu com uma cara mais lisa do que a de James, que franziu o nariz irritado ao ver o time de minhocas indo em direção a sua quadra.

 

James poupou-se de ouvir os comentários dos seus companheiros e deixou que os nervos acalmassem-se um pouco antes dele fazer uma proposta melhor. Era óbvio que precisavam treinar com o Wood, porque ele era horrível e estava fora dos planos de James perder a final por causa da incompetência do garoto.

 

— O que fazemos agora, senhor capitão? — perguntou Lorcan cruzando os braços completamente insatisfeito com o resultado.

— Vamos treinar à noite, é claro. — James deu ombros como se fosse óbvio. — Todos os dias às oito aqui no campo. Quem sabe desse jeito essas crianças não aprendem a ser educadas, hun?

— Gostei da vingança por trás de tudo isso, mas… — Fred foi até o lado do Potter e apontou para a arquibancada. — Está vendo aqueles dois monumentos ali? Não estarão nos assistindo e eu não poderei me exibir, logo, não pegarei elas por sua culpa.

 

James cerrou os olhos para enxergar melhor, talvez estivesse mesmo precisando de óculos. Hubi Spinnet e Rebecca Boot estavam sentadas na arquibancadas assistindo o treino da sonserina. Fred já estava achando o cúmulo não poder exibir-se para elas, mas saber que aquelas minhocas malditas fariam isso o deixava muito mais irritado.

Droga.

Ele encarou bem James e cruzou os braços como forma de dizer que odiava-o eternamente.

 

— Você é um babaca, Fred Weasley, por Merlin. — disse Lorcan saindo da rodinha que conversava do lado deles. James e Fred encaravam a arquibancada completamente desgostosos. — Para de encher o saco com isso, você está começando a me irritar.

— Scamander, fica na sua. — Fred olhou bem para os dois amigos, que estavam bem desinteressados em sua vida amorosa. — Se eu estivesse pegando a sua irmã você veria o que é irritação de verdade.

— Esse é o seu maior argumento, Fred? Fala sério, quantos anos você tem?

— Sete. — respondeu James sendo completamente ignorado. — Ou menos.

— Qual é, cara! Se você quer tanto assim a Hubi vai lá falar com ela e para de encher o saco e estragar o prazer alheio.

— Prazer alheio? Que prazer alheio? — Fred cerrou os olhos curioso com a resposta que ouviria, mas não deixou o amigo sequer terminar de abrir a boca. — O de ficar aqui assistindo essas minhocas asquerosas treinarem quadribol? Não sei você, Scamander, mas eu não gosto de ver homem de uniforme apertado, não mesmo.

— Você é um retardado. — Lorcan o olhou quase pronto para esganar-lhe. Estava cansado de ouvir as lamentações de Fred, que às vezes eram sobre a Spinnet e às vezes vinham em forma de alfinetadas sobre ele e Roxanne.

 

É, talvez não só ficando, mas e daí? Lorcan e Roxanne tinham um relacionamento complicado sem previsão de ser normal. Embora se gostassem bastante, achavam que não era o suficiente para ir para uma próxima etapa ou sei lá, nem Lorcan sabia direito o que sentia. Era uma confusão e ele não queria pensar sobre isso, fim.

Fred, por outro lado, ficou inconformado quando ouviu, sem querer, Lorcan contando para James. E não ficou bravo por ele estar, de um certo modo, ficando com a sua irmã e sim porque Lorcan não contou diretamente para ele. Só que a sua paixão platônica pela Hubi Spinnet era um lance realmente sério, porque despertava nele sentimentos selvagens — e esquisitos — que nunca havia sentido, porém que passou a sentir desde a primeira vez que a viu, sem contar que ele já estava quase saindo de Hogwarts e não teve coragem de chegar na menina. Não poderia viver para sempre pensando nela.

Foi então que Fred teve uma excelente ideia. Se ele não tinha coragem de falar com ela, Hubi era quem deveria falar com ele e a melhor forma de causar uma situação dessa era usar da sua inteligência sobrenatural para, sem querer, esbarrar nela quando estivesse indo para o jantar.

E daria certo se as meninas não tivessem o costume idiota de andar em bando.

Fred encostou-se no corredor quando viu que Hubi estava parada conversando junto com o seu grupinho. Ficou escondido atrás de uma parede para que pudesse observar e encontrar a hora certa para dar o golpe da raposa. Às vezes, quando alguém passava, ele disfarçava fingindo que estava olhando para o teto ou que estava perdido, mas continuou pacientemente observando a sua presa. Aquela linda gaivota do oceano pacífico que logo voaria sobre o seu mar.

 

— Como eu sou poético. — sorriu abestadamente ao imaginar um lindo mar azul com gaivotas voando. Infelizmente a sua felicidade não durou muito, tampouco o seu sorriso.

 

Enquanto ele estava sentindo-se completamente atraído por aquele monumento da natureza que era Hubi Spinnet, uma minhoca verde asquerosa chegou para estragar a sua festa e todo o seu plano. Franziu o nariz ao ver Scorpius Malfoy aproximar-se da sua garota e colocar aquela mão nojenta em sua cintura.

Merda, merda, merda.

 

— Eles podem ser só amigos, não posso prender a minha gaivotinha em uma gaiola, não é mesmo? — murmurou baixinho para convencer-se de que não era nada demais. — Ou não. — murchou de animação quando viu ela abraçando a espiga de milho loira. Resolveu, então, pegar o resto da sua dignidade que havia restado depois de uns belos vinte minutos esperando o bando separar-se e passar em frente ao grupinho infeliz. Scorpius encarou-o com aquele olhar ridículo que falava: Você é apenas um peixinho pequeno, Weasley, eu sou um tubarão, e Fred fez o esforço de abrir um sorriso amarelo irônico e cheio de ódio. — Pensei que você ficaria treinando até tarde, Malfoy.

— E ficaríamos, mas… O nosso time está com um desempenho muito bom. — exibiu-se atiçando ainda mais a ira do ruivo. Passou a mão pelo ombro da garota e puxou-a mais para perto. Merda, onde estava Rose nas horas em que ele precisava dela? — Nos veremos na final, Weasley.

 

Fred poupou-se em responder e decidiu seguir o seu caminho até o salão principal, onde James e Lorcan davam altas risadas. Sentou-se, furioso, e encarou os amigos, que demoraram um pouco para perceberem que ele estava ali.

 

— Onde estava, senhor Weasley? — perguntou Lorcan debochado.

— Eu vou matar Scorpius Malfoy, eu não sei como nem quando, mas eu vou torturar ele até ele morrer agonizando como uma minhoca nojenta. — falou sério, fazendo ambos arquearem a sobrancelha. — Ele estava abraçando a minha gaivotinha.

— A sua o quê? — James não conseguiu segurar a gargalhada junto com Lorcan. Era vergonhoso, para Fred, deixar escapar essas suas esquisitices em um momento de raiva tão importante igual aquele.

— Hubi Spinnet. O idiota do Malfoy estava abraçado com a Hubi Spinnet. — Fred bufou nervoso debruçando-se sobre a mesa dramaticamente. — O que eu vou fazer da minha vida agora?

— Procurar um tratamento. — o sorriso brincalhão no rosto de Lorcan ainda persistia. — Porque você não está bem, cara. Fala sério, gaivotinha?

— Foi muito injusto, se nós tivéssemos treinado ao invés da sonserina com certeza eu que estaria abraçando ela.

— Ou não, né. — disse James. — Não sei se eu trocaria o Malfoy por você. Ele é rico, loiro, bonito e o capitão do time de quadribol. Ele está com uns pontinhos a mais que você.

— E desde quando você entende de pontinhos, James? — Fred perguntou temendo pela resposta.

— Desde o final de semana que eu tive que ficar bancando a babá em casa. Lily, Alice e Lara Thomas fizeram questão de ficarem conversando sobre esses pontos e eu acabei aprendendo uns lances aí.

— O que vocês tomaram hoje para estarem tão estranhos? — Lorcan olhou-os incrédulo. — Um parece um maníaco e o outro um viado. Não estou mais entendendo.

— É, talvez o James seja mesmo um viado. — analisou Fred. — E por isso não quer arrumar uma namorada.

— Ah, é, exatamente por isso. — o Potter rolou os olhos. — Eu adoro uma ro-

— James, isso aqui é pra você. — um garotinho interrompeu-o ao estender-lhe um bilhete. James sorriu ao ver que o garoto já havia virado para ir embora.

— Ainda bem que você não concluiu o que ia falar, da próxima vez quero deixar registrado essa sua fala épica. — riu Lorcan tentando espiar o bilhete que seu amigo estava abrindo. — De quem é?

— James, quero conversar com você. Por favor, me encontre no saguão principal após o jantar. — ele leu encarando a plena expressão de curiosidade dos amigos em seguida. — Megan.

— E você vai?

— É claro que não. — guardou discretamente o bilhete. — Temos treino depois do jantar.

xxx

James Sirius Potter não era um rapaz de muitos defeitos, mas o seu principal era a falta de compromisso, o que tornou-se evidente tanto no quesito de relacionamentos quanto no de responsabilidade. Mesmo com as coisas que mais amava, como o time de quadribol, ele não era tinha uma postura muito… Séria.

 

— Onde os senhores estão indo? — uma voz mais irritante do que a de Alvo surgiu no meio dos corredores mal iluminados de Hogwarts.

— Treinar quadribol. — respondeu James encarando Argus Filch tediosamente.

— A diretora McGonagall não mencionou nada sobre isso, senhor Potter. Sem a permissão dela eu terei que impedir os senhores de irem ao campo.

— James, em qual mundo a sua cabeça está, cara? — perguntou Fred inconformado.

— Nah, nem é pra tanto. Eu vou na sala dela e volto com a permissão em menos de quinze minutos.

— Tem certeza que não vai esquecer o que está fazendo quando chegar na metade do caminho?

 

James apenas deu as costas e tratou de andar um pouco mais rápido que o usual para chegar logo na sala da McGonagall e livrar o seu time das garras asquerosas do Filch. Porém, nada na vida é perfeito e na vida de James Sirius Potter tudo poderia ficar pior.

Ele já estava bem longe de onde havia saído e a sala da diretora parecia cada vez mais perto, porém quase, realmente, esqueceu do seu percurso quando uma voz lhe chamou em um corredor que apenas passou pela frente sem fazer a curva.

 

— Ei, James!

 

Primeiramente sentiu medo ao pensar que poderia ser Megan Creevey, mas quando viu que era uma garota e ela não tinha cabelos loiros, suspirou aliviado ao descartar a hipótese de encontrar um dos seus dois maiores terrores: Megan ou Victoire.

 

— Você, por um acaso, está indo na sala da McGonagall? — Rebecca Boot perguntou aproximando-se dele com um sorriso que poderia entorpecer seu primo.

— Sim. — parou de andar para encará-la. — E você? — riu constrangido, sem saber exatamente o que dizer.

— Aconteceram alguns imprevistos no dormitório das garotas da corvinal e, hm, bem, será que você podia pedir para ela ir dar uma olhada ou mandar alguém urgente? — ela colocou o cabelo atrás da orelha enquanto olhava para o chão, e em seguida olhou para James com a melhor de suas expressões de anjinho. — Preciso voltar para o dormitório muito rápido.

— É claro… Rebecca? — jogou verde fazendo-a rir abafado. Ela assentiu não contendo um sorriso envergonhado. É, James Sirius sabia o seu nome, e era sensacional essa notícia.  — Ok, falarei para ela.

— Obrigada. — ela disse por fim, ganhando uma piscadinha e a maravilhosa visão de ver o rapaz andando.

 

Além de não levar as coisas a sério, James Sirius Potter não levava ninguém a sério, muito menos garotas. Nas contas que ele fazia mentalmente, a probabilidade de estar acontecendo algum desastre na corvinal era muito baixa. Se fosse na grifinória, pelo menos, colaria melhor. Se não, o grande desastre era que uma das garotas achou um novo elemento mágico ou criou um novo feitiço. Ou seja, nada tão tenebroso assim.

Mas daria o recado de qualquer jeito.

Quando avistou a entrada da sala da professora, viu que ela já estava saindo de lá também.

 

— Diretora McGonagall. — disse aproximando-se. — Tenho duas coisas importantes para falar.

— Pois diga, senhor Potter. — ela ajeitou os óculos redondos e o encarou séria. — Acredito que deve ser importante, já está prestes da hora de todos estarem em seus devidos dormitórios, não?

— Uma garota me parou no meio do caminho para pedir que a senhora fosse checar algo que aconteceu no dormitório feminino da corvinal, urgente. — McGonagall assentiu como forma de dizer para ele continuar. — E digamos que eu me esqueci de reservar o campo para treinarmos quadribol, aí a sonserina reservou por todas as tardes no nosso horário e agora não temos tempo para treinar. A senhora poderia liberar o campo para nós treinarmos a noite? Pelo menos três vezes por semana, é muito importante.

— Regras são regras, senhor Potter. Segundo o regulamento, se a equipe não reservar perderá o direito de usar. Sem contar que vocês tem a tarde para treinar.

— Mas diretora, nós temos que estudar para os N.I.E.M’s. — contestou tentando convencê-la que ele realmente estava estudando ou algo do tipo. — E desde que o Macmillan quebrou o braço estamos com um membro novo e ele é, hm, um desastre.

— Então por que o aceitaram?

— Porque ele era o menos pior. — ela o encarou severamente. — Por favor, diretora, nós nos comportaremos. — ela pareceu pensar por alguns instantes, analisando se era realmente certo levando em consideração quem estava falando com ela. James não era lá um exemplo, então talvez teria sido mais prudente pedir para Lorcan ir em seu lugar.

— Todos na cama às onze, senhor Potter, se não detenção até o final do ano letivo. — ralhou passando apressada por ele, que sorriu satisfeito.

 

O rapaz deu meia volta e feliz com a sua conquista foi treinar o seu amado time após divertir-se com o descontentamento de Filch ao saber que McGonagall havia permitido. Ao se unirem antes da partida, decidiram que poderia custar qualquer coisa, mas a sonserina iria perder muito, muito feio — e isso incluia a perda da preciosa gaivota de Fred Weasley.

James foi dormir nas nuvens, e quando repousou a sua cabeça em seu travesseiro macio a única coisa que vinha em sua mente era o êxtase em detonar o seu irmão em sua última partida de quadribol em Hogwarts.

Entretanto, quando acordou no outro dia e desceu as escadas teve o (des)prazer de dar de topo com o ser mais maligno da grifinória. Um ser loiro, alto, magrelo, com um nariz grande e uma voz tenebrosa.

 

— Bom dia, priminho. Tenho novidades para você! — disse Victoire sorrindo sentada em uma das poltronas do salão comunal.


Notas Finais


Que bom que dessa vez o Lord Voldemort tem nariz, opa, Victoire* kkkkk e.e Alguém por aqui sabe qual vai ser o plano maligno (e rosa) dela? Façam suas apostas u.u

O que eu acho mais engraçado das minhas histórias é que quando o Scorpius não é a estrela, ele fica muito cuzão. Fala sério, ele não precisava dar em cima da gaivota do Fred -qq

Outra coisa importante, em cada cap eu vou contar um pouco sobre os amigos do James (Fred e Lorcan). Como nesse foi sobre o Fred, no próximo será sobre o Lorcan (Loxanne, uhu e.e)

Gente, espero que tenham gostado desse cap. Devo dizer que talvez demorarei mais para atualizar às vezes porque não quero postar caps muito curtos, mas também não muito longos. E o processo aqui é lento, então deem um desconto u.u

A próxima atualização sairá lá pela semana do dia 24, ok? ♥

Me contem o que acharam, do que gostaram e o que pode ser melhorado ♥
Conto com vocês, heim?

Um beijão,
Tahii ♥

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