História Freaks - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Circo, Citação A Yoonkook, Cross-dresser, Drama, Taegi, Terror, To Sem Ideia De Tag, Tretas, Vjin, Vsuga, Yoonkook
Exibições 198
Palavras 1.597
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hellou people, não, eu não exclui a fic! olha que progresso kkk duvido que vcs leiam isso, mas ok

ULTIMAS MUDANÇAS, EU JURO

a tiff continua e o resto é o people do bts, tentei por o Jimin porém não consegui... é a vida

Musica do cap nas notas finais e alguma dúvida deixem um comentário, tem tão pouquinho comentário q eu acho que só três pessoas acompanham e o resto sou eu em outras contas! sejam um amorzinho, ta?

Capítulo 5 - Your voice



Depois daquele dia, tentei ao máximo não chegar perto daquele lugar, quando tinha que passar lá perto, tentava passar rapidamente e não fazer barulho. Eu não tinha medo do que ele tinha dito, afinal, eu não tinha medo da morte, mas daquela voz grave que fazia meus pelos arrepiarem e minhas pernas ficarem paralisadas. Eu já tinha feito algumas apresentações, escolheram até um nome artístico para mim “Suga” eu não gostava nem um pouco desse nome, mas não podia fazer nada contra a escolha.


Aprendi a provocar, arrancar dinheiro dos velhos ricos e a ignorar a repugnância que sentia quando me tocavam mais intimamente… Tudo por dinheiro… Pelo menos isso não mudou em mim, sempre fui uma pessoa oportunista. Em pouco tempo, eu já era um dos que mais ganhava naquela companhia, consegui uma tenda própria e a usava para atender os “clientes”. Às vezes antes de dormir eu olhava para o céu e me perguntava como seria minha vida se tivesse continuado no orfanato… Eu estaria namorando o Jeon? Não, ele era apenas um irmão para mim, por mais que pensassem o contrário. Aproveitei o tempo fresco que fazia ultimamente e me deitei no gramado de frente a minha barraca, observei as estrelas brilhantes que dominavam a imensidão azul, estiquei minha mão e cobri a lua, toda aquela luz já irritava meus olhos. 


 -Min Yoongi ?- ouço uma voz familiar pronunciar - Pode me fazer um favor? - Olho para o lado. O  já conhecido por mim aparecera do nada ao meu lado, usava roupas  sofisticadas demais para uma terça à tarde. Terno azul marinho abotoado, gravata borboleta marrom (que combinava muito bem com o tom alaranjado de seu cabelo) e um binóculo acima da cabeça.


 -Claro Hobi- me sento e o olho, fiz questão de destacar o apelido - Com todo o prazer - sorrio de canto e pronuncio sendo sarcástico. Assim que virei um visual, não tinha mais porque ser submisso a J hope… Na verdade, eu não precisava ser mais submisso a ninguém, mas eu ainda tinha um pouco de receio por obedecer sem questionar ser um antigo costume meu.


 -Lembra daquele favor que me fez uma vez quando eu estava bêbado? Pode fazê-lo mais uma vez? - meu sorriso sumiu - Tenho que ir a cidade a negócios. Só posso contar com você para alimentar aquele monstro - engulo seco e ele me dá o molho de chaves. 


 -Tudo … bem…- o mais velho sorriu e antes de se afastar pronunciou “ não me decepcione, ah ele ainda não comeu hoje”. Agradar o chefe é a lei de sobrevivência em sociedade … não é? Mesmo que isso acabe em sua morte iminente… Acho que sou uma pessoa muito confusa… Enfim, eu vou porque sou curioso e não porque devo fazer algo por alguém. Me levantei e fui até minha casa postiça, esta era pequena, mas apenas o fato de ser apenas minha a deixava aconchegante.  Visto uma calça preta, uma camiseta branca e coloquei meus suspensórios.


Fui até a barraca onde ficavam os alimentos e pedi um coração a Mon, eu sempre achei estranho o fato do loiro nunca sair daquele cômodo, mas nunca perguntei nada, tinha medo dele não falar minha língua. Me apressei para não deixar o sangue escorrer para fora (recomendação do cozinheiro), como da última vez, eu trazia comigo uma lamparina e por isso, o cheiro de azeite era forte. Enquanto eu me distanciava cada vez mais da “civilização” eu apertava as chaves na mão direita, ansioso, chutei algumas pedras pelo caminho, mas assim que pude ver o vagão, fiz o máximo de silêncio possível. Peguei a chave avermelhada, abri a pequena portinha, joguei a sacola lá dentro e rapidamente a tranquei.  


 Comecei a dar passadas para trás com o intuito de sair correndo, mas novamente ouvi aquela voz - Desculpe se te assustei, não foi minha intenção - dessa vez ela estava mais grave do que na primeira vez, talvez tivesse acordado agora. 


 -Q-quem disse que eu estou com medo? …. N-nem lembro do que você disse - coço minha nuca e mordo meu lábio inferior. Se minhas unhas não estivessem tão curtas eu as roeria.


 -Você é engraçado - ouço o rir … De alguma forma aquele som doce não se encaixava com a figura aterrorizante que eu pensava ser aquela coisa - Finge, aposto que vive da mentira! ... Espero que volte aqui Yoonginie, gostei de você… 


 -Eu deveria me sentir lisonjeado? - rio de escárnio e ele me acompanha. 


 -Talvez. Não costumo gostar da minha comida- engoli seco e voltei a andar para trás “não deveria estar conversando com ele” apresso o passo e apenas paro de andar quando já estava distante. Fui até a casa de Marco devolver a chave, entro sem cerimônias no vagão luxuoso e achei estranho ele ainda não ter chegado da cidade. 


 Olhei superficialmente o cômodo, era muito óbvio que boa parte do lucro do circo ia apenas para o dono, já que ele tinha diversos objetos extremamente caros. Aproveitei o fato de estar sozinho para procurar algo de valor para roubar “é sempre bom ter dinheiro guardado”, abro alguns dos baús de madeira ver se achava algo de bom, mas encontrei apenas roupas de tecidos nobres. Fui até uma escrivaninha e abri as gavetas, achei algumas moedas de ouro, porém o que realmente chamou minha atenção foi um relógio de bolso debaixo de alguns papéis.  Peguei a máquina em mãos e saí do vagão, não daria tempo de procurar mais coisas, pois eu poderia ser pego “talvez devesse voltar aqui depois”. 


 Olho ao redor e suspirei aliviado ao não ver ninguém, se o apresentador descobrisse, nem consigo pensar no que ele faria. Apaguei a lamparina que eu carregava já a algum tempo e fui até minha casa, já que ela era praticamente ao lado do vagão. Mesmo sem luz, comecei a analisar o relógio, ele era extremamente bonito mas não parecia funcionar. Lembrei de que tinha algumas ferramentas guardadas, peguei uma caixa rosada que tinha ganhado de Tiff e tirei de dentro uma pequena chave de fenda, uso o objeto para abrir a parte de trás do relógio - Não tem nada de errado com as engrenagens, que estranho - murmuro para mim mesmo. 


 -Falando sozinho Min? - me assusto com o aparecimento repentino de uma pessoa na porta e acabo jogando o objeto metálico longe - Fez algo de errado? 


 -I-Imagina… O que está fazendo aqui rapmon ?... Você fala minha língua? - vejo o homem musculoso se aproximar mais, porém por causa de sua perna, ele veio bem devagar. Ele tinha perdido a perna direita há pouco tempo num conflito desconhecido por mim e usava uma prótese das mais modernas, na verdade, ela era melhor do que uma perna de verdade, mas o homem ainda não tinha se acostumado com o aço e seu peso. 


 -Claro que falo - ri - Hope me disse que ia passar um bom tempo na cidade vizinha pra procurar um lugar pra gente lá e disse pra você cuidar do monstro, não sei o que ele quis dizer com isso, mas duvido que seja algo bom  - rio indignado, agora tenho que me arriscar todos os dias?!


 -Você não pode fazer isso ? - cruzo os braços tentando não me exaltar. 


 -Não quero me arriscar e perder outro membro. Boa sorte Suga… E saiba que eu não tenho nada a ver com isso, se for se vingar de alguém, faça isso com o canalha do J- Era tão certo assim que algo de ruim iria acontecer? Apesar do que ele me disse aquela criatura não parecia ser tão má, principalmente porque aquela risada era tão…. Contagiante e apesar de sofrida, realmente parecia que de alguma forma ele estava feliz. 


 O homem logo depois de falar saiu do cômodo, então apenas voltei novamente minha atenção para o relógio, ele parecia normal, então não entendia o porquê não funcionava. Fazia um bom tempo que eu não fazia algo que realmente gostava, por isso, acabei passando um bom tempo tentando arrumar aquelas engrenagens, até que depois de algumas horas eu finalmente consegui fazer os ponteiros se moverem, mas percebi que não tinha as marcas que indicavam as horas. Foi ao passar a mão perto da corrente que achei uma pequena manivela “ o que diabos é isso ?” A girei com delicadeza e quando parei o movimento uma música invadiu o ambiente, era meio macabra admito, mas ao mesmo tempo era bonita, uma garota cantava porém, por ser em outra língua, eu não entendi quase nada. 
 
Tag, you're It


É pronunciado antes da música parar, tentei rodar a manivela novamente e esta estava travada.  Decidi tentar novamente depois, já que estava tarde e teria mais uma apresentação amanhã, seria a última nesta cidade e por isso queriam fazer um grande espetáculo, acabei pegando gosto pelos palcos e aquilo havia passado de algo forçado para uma coisa prazerosa. Deitei na minha rede e olhei para o teto até cair no sono... Alguma coisa me dava um mal pressentimento.


 Sem ao menos eu perceber, já tinha se passado dois anos desde que eu havia chegado, muitas coisas tinham mudado e principalmente eu. Eu tinha ganhado mais confiança, autoestima e provavelmente se eu fugisse agora, não seria um morador de rua, eu teria maturidade o suficiente para me sustentar. Até tentei sair algumas vezes do limite das terras do circo, porém desisti depois da quinta tentativa e apenas me acomodei com os costumes estranhos que por aqui reinavam. Me acostumei com os privilégios que eu recebia. 
 


Notas Finais




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