História Freaks - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Circo, Citação A Yoonkook, Cross-dresser, Drama, Taegi, Terror, To Sem Ideia De Tag, Tretas, Vjin, Vsuga, Yoonkook
Exibições 195
Palavras 1.481
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Lemon, Luta, Mistério, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Cross-dresser, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Bomm n tenho muito o que falar.... só, obrigado pessoinhas que estão lendo, ommazinha querida que nem comenta e os fantasminhas .... Giu! sua criaturinha, devia comentar né unnie, estamos fazendo uma competiçãozinha mas ainda somos friends ein.

~godyezi e scarygirl suas trevosas, obrigadão por comentar

Capítulo 6 - Your Brand



-Que entrem os animais! - grita o novo apresentador, eu tinha acabado de me apresentar, então tinha um tempinho antes de arrumar as coisas e rumar para a outra cidade. Coloquei um terno simples e fui caminhar, tinham mandado eu ficar de olho nas pessoas pois muitos dos artistas já estavam em suas barracas se preparando e poucos estavam de olho no público. Sabe quantas crianças conseguem entrar nas áreas mais perigosas? A maioria delas! Onde já se viu… parece até que não tem educação. Por isso nunca quis ter filhos. 


Andei até a parte nova do circo, era uma ideia revolucionária, mas eu ainda não sabia do que se tratava. Me surpreendi quando percebi que era um estande de tatuagem, pinturas na pele não eram bem vistas pela sociedade e por isso muitas pessoas tatuadas se juntavam ao circo - Suga! Venha cá, todos os membros então fazendo uma tatuagem. 


 -Que? Não … - coço minha nuca envergonhado. Eu ia sair dali antes que me obrigassem mas senti uma mão me puxar até a cadeira, choramingo “ devia ter fugido!”. 


 -Aonde você quer? A Tiffany fez uma na perna e a minha é no braço - diz Jongdae, ele tinha chegado a alguns meses e fiquei com pena das maldades que os outros circences faziam com ele.  O menino era franzino como eu, mas isso não era algo ruim, seu porte combinava perfeitamente com os pequenos cachinhos de seu cabelo e sua pele branca amorenada era muito bonita ao meu ver; me lembrava até um velho amigo meu...


 -Faz uma no pescoço. Já que estou sendo obrigado a fazer isso, que faça num lugar aparente - ele sorri singelo e eu corei um pouco, sentei em uma das cadeiras enormes que tinha debaixo da tenda esbranquiçado e fiquei ansioso, pois apenas eu fazia aquilo. O garoto pegou uma máquina do tamanho de dois palmos com uma agulha na ponta e a aproximou da pele de meu pescoço, viro minha cabeça para o lado contrário para facilitar e segundos depois sinto uma dor enorme na região. 


Mordi meu lábio inferior tentando não gritar, apertei as unhas contra a palma das mãos e ignorei aquela agonia. Uma hora e pouco depois já fui liberado e Dae me emprestou um espelho para ver como tinha ficado, tentei olhar para o lado esquerdo do meu pescoço e percebi uma coisa que não havia antes : um círculo e dentro um grande “c”, haviam também decorações como listras e figuras geométricas que me lembravam muito o picadeiro. Sorrio para mim mesmo, não tinha ficado tão grande, nem chamativa e apesar de ter me feito sangrar um pouco tinha me deixado bem satisfeito. 


Me despeço de Jong, como tinham muito menos pessoas rondando, decidi fazer logo meu trabalho “segundo dia com a fera” penso e vou até a cozinha. Dessa vez Mon não estava lá e por isso, me vi obrigado a procurar por algo guardado na despensa (um armário mal montado mas que continha muitas coisas dentro) por sorte achei o que procurava e parecia fresco, coloquei tudo dentro de um saco de pano e rumei para o extremo do território ocupado pelo circo. 


 Aperto o tecido rústico em mãos e respiro fundo “saia correndo antes mesmo dele falar algo!”. Depois de uma boa caminhada na trilha que parecia infinita, cheguei perto do quadrado metálico, peguei a chave que eu guardava no bolso e com dificuldade abro a portinha (semelhante a uma entrada de cachorro na parte debaixo da entrada).
 Minha mão tremia. 


 Abri minimamente o quadrado e quando eu ia jogar o saco o ouço falar - Por favor não jogue, suja o chão de sangue - “Ah, essa voz de novo não” - Pode por sua mão um pouco pra dentro, prometo não morder - ouço o rir.


 -Algo me diz que não devo confiar - coloco o saco no chão e dou um impulso até ele entrar, depois de o  alimentar fecho a porta e a tranco.

 
 -Eu não estava mentindo, me senti ofendido agora - ouço um barulho alto metálico, provavelmente ele se sentou.


  -Monstros se ofendem? - pergunto sem malícia, era realmente um questionamento que eu tinha, mas é claro que usei meu costumeiro tom irônico, parece que ele se apossou do meu ser. 


  -Não sou um monstro, não me chame assim… Eu tenho um nome sabia? - mesmo sendo uma pergunta retórica eu mesmo assim respondi “não, não sabia” - Kim Taehyung. Anote na sua cabeça porque se me chamar de monstro de novo, aí que eu te ataco - diz seriamente. 


 -Está tentando se tornar íntimo de mim? - “Espera, porque estamos conversando? Não era para eu estar correndo?” Ignoro esses pensamentos, me sento no chão e encosto minhas costas no metal, por algum motivo, não me sentia mais ameaçado.
 
  -Está funcionando? - rio fraco e digo um “nenhum um pouco” - Bom, pra mim somos íntimos então vou te chamar de Yooni…. Como você é? - sinto a parede atrás de mim inclinar para a frente “ele está atrás de mim?” - Eu tenho o cabelo castanho claro assim como meus olhos, sou magro e… extremamente bonito! 


 -Queria ter um terço dessa sua autoestima - suspiro “devo dizer ?... Não vou perder nada” -Eu… pintei meu cabelo de loiro recentemente, meus olhos são castanho escuro e minha pele é bem branca. Não me considero muito bonito, mas chamo atenção - Olho o céu, já estava bem escuro e decido ir embora para não correr o risco de ser atacado. Me levanto e me afasto aos poucos tentando, não fazer muito barulho “Não devia ter conversado… Vai que ele foge dali e me ataca”. 


 -Não vai nem se despedir, docinho ? - estralo a língua e falo indignado.

 
 -Docinho é o …. Esquece, não vou me rebaixar ao seu nível. Não somos íntimos e não vou me despedir - coloco à chave no bolso e saio “não posso me aproximar dele, não devo”. Mostro o dedo pro vagão, viro de costas, vou em direção oposta a ele e dou passadas mais rápidas, quando senti o vento frio bater contra minha ferida recente no pescoço. 


 Aproveitei que já estava andando e passei na enfermaria improvisada, tinham poucos remédios, mas talvez eu conseguisse pelo menos uma pomada para cicatrizar mais rápido essa tatuagem “dói mais do que eu pensava”. Desviei dos enfermos estirados no chão e fui até uma caixa branca que estava em cima de uma estante, a abri e tirei de dentro o que eu precisava, passei lá mesmo e coloquei de volta na embalagem - Procurando remédio pra dor? Você é mais mole do que eu imaginava Suga. Um marmanjo já velho e com frescura - ouço Jongdae falar. Me viro surpreso e o encontro deitado numa cadeira. 


 -Falou o cara que está numa sala de enfermagem, olha, dá pra te defender não - rio e ele também. 


 -Só estou aqui porque ninguém quer dividir a barraca comigo… Só porque sou novato poxa … - penso um pouco. No começo a Tiff até que foi legal comigo (pouco, mas foi), talvez eu devesse ser legal com ele também.


 -Pode ficar comigo, mas já vou avisando: não mexa nas minhas coisas - ele pronunciou um “ok” e eu disse para ele se levantar, provavelmente, ele não sabia onde ficava minha casa, então o mandei me seguir só por precaução.  O menino não parava de sorrir e até dava pulinhos enquanto andava, estranhei e o perguntei -Por que está tão feliz? 


 -O garoto que eu gosto finalmente me notou - paro de andar e arregalo meus olhos.


 -Isso quer dizer que… - engulo seco, com medo do que eu já suspeitava. 


 -Eu gosto de você Yoongi, na verdade o amo desde a vez que vi uma apresentação sua … Na verdade, foi sua primeira apresentação! Eu fui ver com meus pais e … Gostei tanto que até quis entrar para o circo - o garoto de cabelos cacheados corou e olhou para o chão - Você é muito bonito sabia … Sabe Yooni, me dá só uma chance que e-


  -Ai meu deus, vamos esquecer isso por enquanto, ok? Não quero arruinar o pouco sono que me resta - Sou um idiota? Sim, um completo babaca, mas eu já passei por tanta coisa que gostar de alguém se tornou uma tarefa muito difícil. Sinto até pena de quem gosta de mim.  Mordo meu lábio inferior ao reparar que ele começou ameaçar a chorar - … Vamos só dormir por hoje, ok? - ele assenti e andamos até minha barraca, por ter só uma cama (tive que jogar a rede fora por problemas técnicos) dormimos juntos. Ele me abraçou com afeto, porém, eu não conseguia retribuir… Pra ele era amor, pra mim era carinho de irmão. Mas talvez fosse carinho que faltasse na minha vida, eu deveria dar uma chance?
 



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