História Freaks - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Adolescentes, Amizade, Colegial, Drama, Loucos, Romance, Yaoi, Yuri
Visualizações 7
Palavras 1.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Festa, Romance e Novela, Yaoi, Yuri
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Transsexualidade
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, amiguinho! Obrigada por darem uma chance à história, e espero que gostem. Neste capítulo, haverá uma pequena introdução do primeiro personagem a viver "seu drama" no decorrer do colegial, e do grupo principal da história (os 5 personagens na capa). Porém, eles não são os únicos protagonistas, aviso desde já.
Nas notas finais, colocarei o link da música tema do primeiro foco.
Boa leitura!

Capítulo 1 - I- 1st Focus: Romeo Juliet


"O mundo é mundo desde que nos conhecemos por gente. Quando crianças, não víamos maldade nele. Quando crianças, colocávamos os braços dentro da blusa para fingir que não os tínhamos. Quando crianças, criávamos finais aleatórios para nossos desenhos favoritos. Quando crianças, sofríamos pelos personagens da Disney. Quando crianças, nosso sonho era ser um X-Men, ou um integrante da Liga da Justiça. Quando crianças, queríamos crescer. Agora, queremos voltar. O que tinha na nossa cabeça? Por que não valorizamos nossa infância como deveríamos e percebemos quando já é tarde demais? Por que nossos sofrimentos se tornaram outros, se tornaram mais sérios, se tornaram reais? Por que demoramos tanto para perceber como a realidade é cruel? 

Como adolescentes, precisamos lidar com emoções à flor da pele e mil vezes mais chocantes que deveriam ser. Nós procuramos amor onde há ódio. Nós vemos pessoas tentando ser boas, mas sendo vistas com ira. Como conseguimos ser tão injustos? Não estamos num seriado fantástico de TV. Não há vilões nem heróis. Há humanos. Estamos na mais pura vida real.

Isso significa que há muitas pessoas que escolheram o ódio espalhadas pelo mundo. Mas, se você procurar no lugar certo, pode encontrar o amor também."

— Você já pode se tornar embaixadora da ONU – disse Elijah, redobrando a folha. – Quando vai entregar para a professora?

— Quando eu quiser – Alison respondeu, tomando-lhe o papel dobrado. – Não foi uma redação. Foi um pequenino discurso para eu deixar grudado na parede do meu quarto. – Parou, olhando em volta. Nem sinal de quem ela e os amigos estavam esperando. – Você tem certeza de que ele vai vir?

— Tenho – Louis respondeu, erguendo o olhar da tela do celular. – Acabou de mandar mensagem. Foi só uma briga dos pais dele que o atrasou. 

A rua estava movimentada, e muitos adolescentes estavam nas lanchonetes, aproveitando os últimos dias antes de 1° de setembro. Alison, Elijah, Ivy e Louis estavam sentados numa mesa de cinco lugares, esperando a chegada do último integrante do grupo. Dance Squad, como se autointitulavam. 

— Oi. – Jean chegou arrastando sua cadeira e sentando-se. Diferentemente dos outros, ele estava vestindo roupa de quem ia a um teatro, e não a uma lanchonete. – Desculpa. Foram meus pais. Minha família vai a uma festa na casa dos colegas do meu pai.

— Percebemos – Ivy comentou, olhando-o de cima a baixo. – Está tudo bem? Sua cara é de quem acabou de levar um soco na barriga.

— Essa sempre é a cara dele – Elijah retrucou, delicado como um cacto. – Brigou com a Kim de novo?

— Surpresa – Jean respondeu, roubando o refrigerante de Louis e dando um gole. – Após a Alison, eu sou o novo unicórnio da rodada. – Riu nasalmente. – Kim se agarrou com o Dominic na festa da última quinta.

Os quatro arregalaram os olhos, atentos. 

— Mas que merda..? – Louis começou, pegando o refrigerante de volta. – E o que você fez?

— O que estava ao meu alcance – disse Jean. – Chorei bastante e assisti Netflix. Deve ter sido a décima vez que fiz maratona de How I Met Your Mother. Quando terminei, chorei mais um pouco.

— Você deveria ter nos avisado! Deveria ter mandado uma mensagem no grupo do Facebook! — Alison reclamou, agarrando o próprio celular. – E você precisa urgentemente renovar seu estoque de séries. 

— Quer uma lista de séries? Meu trabalho é assistir – Elijah falou. – Até porque eu não faço mais nada da vida.

— Cara, o que tinha na cabeça dela? – Ivy se irritou. – Traição não tem justificativa!

— Eu contei que sou pansexual – Jean explicou, gesticulando com as mãos. – E ela, que não entende nada sobre isso e tem uma puta mente fechada, começou a achar que eu ia traí-la com a escola toda. Com vocês, inclusive. – Apontou para cada um. – Eu nunca faria isso! Louis é até comprometido!

— Não sou comprometido – Louis contradisse, grunhindo.

— Você ainda gosta da Phoebe, então eu te considero comprometido – Jean contestou, ignorando-o. 

— Alison também ainda gosta do Dominic e ela não é comprometida – Ivy argumentou, fazendo Alison resmungar.

— Não precisa me lembrar de como eu sou trouxa, Ivy Johnson. 

Ao lado da garota ruiva, Elijah se mexeu, desconfortável, na cadeira. Os olhares se voltaram para ele, que mordeu o lábio inferior, receoso.

— Não checaram o Facebook hoje? – indagou. – Dominic e Beatrice colocaram status de relacionamento sério. 

Alison enrubesceu.

— Beatrice Dieckmann? – questionou. Elijah assentiu. – Porra, não pode ser! Ela não!

Elijah, Ivy, Jean e Louis a observaram tomar até a última gota do suco em menos de 1 minuto. Seu rosto foi de vermelho para roxo, e em seguida ela correu para o banheiro. Ivy suspirou e foi atrás, deixando metade de seu refrigerante. Elijah puxou o próprio cabelo, irritado.

— Dominic é ridículo – sentenciou. – Só pode estar fazendo isso para irritar a Alison! Sabe que ela e Beatrice se odeiam desde os 11 anos. Ele não tem o direito de brincar com os sentimentos da minha irmã assim!

— Alison não é sua irmã – Louis lembrou-o, arqueando uma sobrancelha.

— É minha melhor amiga desde que me conheço por gente, então é minha irmã – Elijah rebateu, cruzando os braços.

O celular de Jean apitou e vibrou, indicando que havia chegado uma mensagem. Ele desbloqueou a tela e leu a mensagem pela barra de notificações, sem visualizá-la.

Kim Kannenberg: Onde vc tá? Precisamos conversar. Vc não pode me ignorar pra sempre.

Jean voltou a bloquear a tela, bufando. Elijah e Louis se entreolharam, sem comentarem a situação do colega. Uma pequena movimentação na entrada da lanchonete atraiu sua atenção; um grupo de meninas entrou. Dentre elas, uma em especial, de cabelos lisos e olhos esverdeados. O coração de Louis gelou. Phoebe Fischer, ou também sua ex-namorada, ou também sua Julieta. 

— O clima ficou frio, não acha, Elijah? – disse Jean, levantando-se. – Venha comigo pegar uma Coca-Cola.

— Por quê? – Elijah resmungou. – Você tem dois braços e duas pernas, pode muito bem pegar sozinho.

— Só cale a boca e venha logo. – Jean rangeu os dentes, puxando-o. Louis bateu as mãos na mesa, tentando impedi-los. No entanto, os dois não o ouviram, ou simplesmente o ignoraram. 

Em pouco tempo, Louis tomou seu refrigerante e o que havia sobrado do de Ivy. Seus olhos não saíram de Phoebe, que lhe trazia memórias não muito agradáveis. Lembrava-o do quanto fora imaturo e babaca no passado – 4 meses atrás. Não demorou muito para a garota notá-lo, e seu sorriso sumiu. Sua presença não a deixava nada feliz.

— Oi – Phoebe cumprimentou, aproximando-se. – O resto do squad está com você?

— Hmm – Louis murmurou. – Está. As meninas foram ao banheiro, e Elijah e Jean... Foram pegar uma coca. 

Phoebe forçou um sorriso, encarando-o. Suas mãos seguravam a guarda da cadeira de Alison firmemente. 

— Desculpa o comportamento do meu pai há alguns meses – sussurrou, sem graça. – Ele te falou muita merda, eu sei. Eu não deveria ter deixado...

— A culpa não é sua – Louis a interrompeu. – Olha, está tudo bem. Já não há muito o que fazer.

Ambos coraram.

— É, não há – Phoebe concordou. – Você está bem?

— Ótimo – ele mentiu. – E você?

— Na medida do possível. – Ao menos ela era sincera. – Vou voltar para as minhas amigas. Foi bom te ver. 

Louis acenou com a cabeça, sem responder. Ao passo que Phoebe se distanciou, pôde voltar a respirar normalmente. Com o canto do olho, viu Elijah e Jean se aproximando às gargalhadas. Revirou os olhos, irritado com a atitude de ambos.

— Vocês são os piores amigos do mundo – acusou quando eles se sentaram. – Nunca tive uma conversa mais fria na minha vida!

— Bro, a culpa é sua – Jean refutou. – Você tem total noção da merda que fez. 

— Se eu fosse a Phoebe, ia chegar voando no seu pescoço – Elijah completou, rindo. O olhar furioso de Louis fez-os se calarem. 

Sim, ele sabia que a culpa era sua. Nem do pai superprotetor de Phoebe, tampouco dela. Sua história com a garota que ele mais amara, e continuava amando, estava acabada porque o idiota, o completíssimo babaca, o "incrível filho da puta", como dizia Ivy, era Louis. Mais ninguém. 

— Quer um conselho? – Jean perguntou, sem esperar resposta. – Pare de ser trouxa. Eu acabei de levar um chifre, e Alison está lá no banheiro chorando. Não quer ser o próximo, né? – Pausou. – Você era imaturo demais para namorar, e precisou cagar tudo e perder a Phoebe para dar valor. Quero dizer, pare, só pare! Reveja seus conceitos e vá atrás daquela garota antes que outra pessoa faça isso no seu lugar. – Ele gesticulou para Phoebe. – Te dou o primeiro mês de aula para chamá-la para sair, e aí vemos no que vai dar.

— Ficou louco? – Louis gaguejou. – Quer que eu leve um pé na bunda?

— Quero que você pare de sofrer. Cara, você nem sofre vendo Netflix. Você fica ouvindo When You're Gone da Avril Lavigne! – Jean exclamou. – Seu sofrimento é preocupante. 

— Jean tem razão – disse Elijah, doendo-se por dentro. Era orgulhoso demais para admitir que qualquer pessoa além dele tinha razão. – Eu concordo.

Louis suspirou, enterrando o rosto nas mãos. Elijah e Jean se moveram para o lado dele, cada um deles botando uma mão em seu ombro em compreensão. 

— A gente sabe que você é lerdo e vai demorar para seguir meu conselho – Jean falou, cantarolando. – Mas acreditamos em você. Vai que é sua.

— Eu te odeio – Louis murmurinhou, desanimado. 

— Eu também te odeio. Agora se recomponha que a Alison está voltando e precisamos deixá-la bem. 

Jean estava constantemente enchendo os amigos de conselhos quando não conseguia dar conta dos próprios dilemas. Geralmente, Louis não o ouvia, porém sabia que precisava começar a ouvi-lo. Jean costumava ser certeiro quanto a seus conselhos, embora ele mesmo não os seguisse e acabasse se dando mal. Louis não queria ser o próximo. 

Quando Alison e Ivy voltaram, os três garotos fizeram de tudo para animarem o ambiente e fazerem a amiga esquecer do coração partido. Era uma crise adolescente. Logo passaria – assim esperavam. Afinal, não seria o Dance Squad se não existisse drama. 

E, principalmente, não seria Louis se não houvesse um amor problemático voltando à tona.

Portanto, vamos falar de amor e maturidade. Vamos falar de Louis Steve.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Se puderem, comentem. Ficarei muito feliz :)
Link da música do primeiro foco (In the name of love- Martin Garrix & Bebe Rexha): https://www.youtube.com/watch?v=RnBT9uUYb1w
Até o próximo capítulo!


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