História Freebase [Meanie] - Capítulo 24


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Categorias Seventeen
Personagens Boo Seungkwan, Hansol "Vernon" Chwe, Jeon Wonwoo, Junghan "Jeonghan", Kim Mingyu, Lee Seokmin "DK", Personagens Originais, Seungcheol "S.Coups", Soonyoung "Hoshi", Wen Junhui "JUN"
Tags Drama, Fluffy, Jeon Wonwoo, Jeongcheol, Jun, Kim Mingyu, Lemon, Love, Meanie, Menção Junshua, Scoups, Soonhui, Vernon
Visualizações 170
Palavras 3.987
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura, florzinhas do meu jardim. ❤ Esse capítulo ficou bem grandinho, né? Desculpa :3

Capítulo 24 - Chapter twenty-four - Letter


Fanfic / Fanfiction Freebase [Meanie] - Capítulo 24 - Chapter twenty-four - Letter

Desde que Wonwoo havia saído de casa, o lugar havia se tornado vazio. A filha mais nova do casal nunca trouxe amigos para passar a noite com ela, sempre presa a seus jogos virtuais e sua fixação pela cultura japonesa. A Sra. Jeon sentia falta daquela agitação que os amigos do seu primogênito traziam para a casa. Sentia-se satisfeita por ter seu filho de volta junto com a agitação que invadia a casa. Depois de muita discutir com o Sr. Jeon sobre o que fariam com os meninos nessas férias, chegaram a conclusão que todos precisavam de um descanso, principalmente seu filho.

Ela entrou no quarto observando a bagunça, a mala de Jeonghan estava aberta no meio do quarto, Jeon e Mingyu dormiam na mesma cama, mas um tanto distantes. “Wonwoo nunca soube dividir uma cama, sempre chutando ou roubando a maior parte do espaço. Tadinho do Mingyu.” Riu baixinho para não acordar aquela trupe. Observou que Seungcheol também havia ficado por ali, mas repousava no colchão. O braço de Jeonghan pendia para fora da cama, todos dormiam de forma serena. Olhando-os daquela forma, ninguém poderia imaginar na diversas confusões que se envolveram desde de crianças até os dias atuais.

Atravessou o quarto com cuidado extremo e abriu a janela revelando o sol forte que tinha insistido em aparecer. Ouviu gemidos de reclamações e maldições direcionadas ao sol, não pode deixar de rir. O Sr. Jeon entrou no quarto com uma tampa de panela é uma colher de pau, levou um pequeno apito à boca antes de começar a bater na tampa. O barulho estrondou pelo quarto, acordando até a filha mais nova. Mingyu sentou-se na cama completamente atordoado, Jeon apenas se moveu para atirar o travesseiro em seu pai. Seungcheol levantou-se com um pulo, sentando na cama de Jeonghan. Por incrível que pareça, Jeonghan apenas abriu os olhos e voltou a dormir.

Os mais velhos riam descontroladamente da ação dos mais novos, a menina arrastou-se até o quarto do irmão e jogou-se ao lado dele na cama. Ela arrastava um pequeno urso de pelúcia e seu lençol favorito. Em outra casas, aquilo soaria bastante estranho, mas na casa Jeon, significava que os progenitores têm um aviso importante para ser dado. Mingyu usava o dorso da mão para ajudá-lo a acordar quando Jeon arrumou-se no meio de suas pernas. Ele estava tão fofo, com o rostinho inchado e os olhos se abrindo devagarinho, por impulso, rodeou as mãos na cintura alheia e lhe beijou o ombro sussurrando um “bom dia, príncipe.” Os pais de Jeon estavam tão acostumados com aquela proximidade que poupava as reclamações. Aquilo era comum desde crianças, mas, antigamente, Wonwoo costumava ser mais alto.

Bom dia, crianças! - A Sra. Jeon começou. — Temos uma triste notícia e uma ótima notícia. Qual preferem?

— Isso vale para mim também? - A menina perguntou arrumando-se na cama.

Não, você nem deveria está aqui, mocinha. Rápido, passa pro banho! Você tem aula! - Ele chiou um pouco antes de se retirar.

Quero a notícia triste primeiro! - Jeonghan se pronunciou de olhos fechados.

— Vocês também? - Sr. Jeon se pronunciou. Os outros três estavam atordoados demais para pensar.

Falem logo o que tem para falar eu estou com sono. - Wonwoo se pronunciou.

Vamos com a triste: As aulas de vocês retornam na segunda feira. - Todos despertaram com a notícia um “Quê” explodiu pelo quarto. — Agora que o assunto Joshua foi resolvido, vocês podem voltar a boa e velha rotina. - Mingyu chiou. — A parte boa é que, preparamos os últimos três dias de férias de vocês.

— Como assim? - Mingyu se pronunciou.

Mesmo que não quisessem, sabíamos de tudo que vocês passavam na escola. - Sr. Jeon se pronunciou. — Depois de tudo que vocês passaram, de todos os neurônios que foram embora e os nervos, decidimos mandá-los para descansar.

— Meus pais sabem disso? - Mingyu perguntou.

Sim, a propósito, eles nos ajudaram a escolher o lugar e reservar tudo. - Os olhos de Mingyu se arregalaram. Estava surpreso.

E onde nós vamos? - Jeonghan estava implorando que fosse a praia.

Vão para a praia! - Um gritou saiu da garganta de Jeonghan. — Ouvimos suas preces, Jeong-ssi.- A mulher lhe sorriu.

E quando saímos? - Soaram uníssono.

Tirei o dia de folga para levá-los - Sr. Jeon sorria. — Comecem a arrumar suas coisas, saímos depois do café

— Papai, qual praia vamos? - Jeon perguntou.

Vai ver! E vocês são muito sortudos, escolhemos o lugar que os amigos de vocês estão. Se apressem!

— Mingyu, suas coisas já estão aqui. Seus pais deixaram. - Sra. Jeon gritou enquanto descia as escadas. — Eles deixaram uma coisa para você entregar ao Wonwoo também!

Mingyu não sabia do que se tratava e tinha medo do que poderia ser. Havia deixado claro aos seus pais como as coisas funcionam até que eles mudassem, até que eles pedissem desculpas a sua namora, dias haviam se passado e nenhuma pronunciação havia deixado os lábios daqueles dois cabeça-dura. Suspirou, sentiu as costas de Wonwoo contra seu peito e a cabeça do menor repousada em seu ombro, seus olhinhos estavam fechados e sua respiração era calma. Sorriu bobo, não havia aprendido a lidar com seus próprios sentimentos pelo outro. Queria agradecer a família de Jeon, mas qualquer movimento que fizesse fugiria daquela posição. Queria que alguém tirasse uma foto, assim andaria com ela por todo lugar. Suas mãos repousavam na cintura dele cobertas pelas mãoszinhas pequenas. Decidiu que Jeon Wonwoo sentadinho no meio de suas pernas com a cabeça encostada em seu ombro é sua posição preferida.

Jeonghan jogou-se na cama, mas não pretendia dormir. Estava apenas fazendo um leve charminho para chamar a atenção de Seungcheol, que não parava de olhar o celular desde que acordou. Se perguntava com quem ele tanto conversava, se estava ali, bem na sua frente. Queria ter autoridade suficiente para repreendê-lo, nunca gostou da intensidade que o ciúme tomava conta de si. Suspirou fundo e começou a andar em direção a sua mala, ajoelhou-se diante dela agradecendo a Deus por não ter desistido da sua ideia de ir a praia e trouxe consigo tudo que necessitaria para isso. Protetor solar, roupa apropriada, toalha, essas coisas que se precisa numa praia.

Seungcheol jogou o celular para o lado, arrastou-se pelo colchão chegando até Jeonghan, segurou a cintura do loiro jogando-o na cama. Esperava uma reclamação, um barulho de reprovação, algumas tapinhas, mas tudo que recebeu foi indiferença. Jeonghan observava o mais velho sem nenhuma reação na face. Queria bater nele, fora trocado pelo celular. Nem mesmo um “bom dia” havia recebido porque Seungcheol estava ocupado demais no celular conversando com sabe-se lá quem. Viu o mais velho se aproximar para selar seus lábios, mas desviou e sentou-se no colchão voltando a sua mala. Seungcheol suspirou fundo revendo suas ações desde que acordou até aquele instante.

Wonwoo, já chega de manha! Levanta, vem arrumar sua mala, anda! - Jeonghan chamou.

Não faz isso, hyung.- Mingyu o respondeu. — Olha como ele está fofo aqui, tá dormindo. - Falou baixinho.

Mingyu, você está acostumando Jeon Wonwoo muito mal. - Jeonghan sorriu. — Ele está dormindo no seu colo como uma criança! Por Deus, ele tem 18 anos. Anda Jeon, LEVANTA!  - A última palavra foi um grito.

Jeon deu um leve pulinho no colo de Mingyu, assustado pelo grito do mais velho. Mingyu não pode ficar sem rir, parecia uma criança quando acorda. Tão manhoso, tão fofo, tão rosadinho.

Se não vier arrumar sua mala logo e me fizer chegar atrasado as minhas férias, pela segunda vez, eu vou te matar. - Jeonghan ameaçou, Jeon abriu os olhos devagar observando o perfil de Kim.

Vamos, hyung. - Ouviu o seu namorado falar. — Temos que tomar café ainda! - Jeon concordou: Temia por sua vida e não conseguiria dizer não a Kim.

Soonyoung sempre apreciou o nascer do sol, enxergava naquele simples ato uma imensidade de oportunidades. Da varanda da suíte podia enxergar claramente as ondas batendo e refletindo o amarelo da grande bola de fogo. Sorriu. Os dias com a família Wen eram animados, Jun parecia uma cópia perfeita de seu pai, até mesmo a forma de sorrir era parecida. A mulher com quem o Sr. Wen estava saindo é uma mulher agradável e muito inteligente, apesar de alegar ter 35 anos, sua rosto ainda lhe dava a impressão de 25 anos. Soonyoung sabia o que ela passava, era comum ser comprado a uma criança com seus olhos pequenos. Por mais que a moça fosse amigável, Jun não havia gostado nem um pouco dela. Soonyoung enxergava como ciúmes, desde que sua mãe morrera ele tinha vivido apenas com o pai. É claro que sentiria ciúmes dele.

Sentiu as mãos do mais alto rodearem sua cintura e a cabeça repousar sobre seu ombro. Sorriu. Não sabia ao certo o que estava acontecendo com eles dois, mas as férias havia os aproximado mais uma vez. Apesar de ter medo, medo de que Jun o deixasse mais uma vez quando as aulas retornarem, havia prometido a si mesmo que aproveitaria cada minuto ao lado do loiro. O amava, não podia negar isso a ninguém. Seus olhos os denunciavam, sempre que o via era a mesma coisa, não podia ir embora porque ele não deixava. Não poderia amar outra pessoa porque Jun sempre insistia em retornar. Estava indo tão bem com SeokMin, gostava do rapaz, ele era simpático, inteligente, carinhoso, mas, como sempre, Jun adivinhou e resolveu aparecer. Lhe mandou aquela maldita mensagem naquela noite. E lá estava ele, com o corpo do outro lhe prendendo mais um vez e sussurrando coisas que sempre gostou de ouvir, mesmo que fosse mentira.

Vou dizer baixinho para que ninguém nos inveje. - JunHui sussurrou em seu ouvido. — Eu te amo. - o loiro mordeu o lóbulo de sua orelha. Aquela era a mentira mais reconfortante que ouvia. — Eu não estou mentindo, Soonyoung. Eu amo você, nunca deixei você ir porque te amo. - Soonyoung observava as ondas enquanto absorvia as informações que deixavam a boca alheia. — Eu te amo tanto que todas as pessoas com quem estive foram embora porque eu chamava seu nome nos momentos de prazer. - Soonyoung sentiu seu corpo fraquejar. — Eu te amo porque você ilumina meus dias, eu te amo porque seu sorriso me causa borboletas… não, dragões no estômago. Eu te amo porque eu não posso sobreviver sem o seu toque, o que seria de mim sem seus carinhos? Eu amo cada pedacinho de você.

— Eu te amo tanto JunHui. Te amo tanto que me perdi em você, me perdi na sua profundidade. - Soonyoung apenas deixou que as palavras escapassem. — Mas você não precisa me dizer essas coisas, eu já estou bem com tudo isso. Estou bem em ter amar assim, do jeitinho que você é. Estou contente em poder, ao menos, tocá-lo. - Ele sorriu.

— Hyung, eu vou te provar que não estou mentindo. Eu demorei demais para perceber isso e não vou deixar que você vá. Eu não vou mais te deixar ir, não posso mais correr o risco de te perder. - JunHui o apertou contra seus braços. — Não posso mais.

— Eu não acredito que eles vão a praia e eu tenho que estudar. - A menina reclamava.

Desculpa, mocinha! - Wonwoo falava irônico. — Mas você vai a praia sempre que está de férias. - Um bico formou-se nos lábios da menina.

Agora que estão todos prontos, vamos indo? - Sr. Jeon colocou-se de pé.

Os meninos se despediram das mulheres da casa antes de saírem, Mingyu ajudou Sr. Jeon a colocar as malas no carro enquanto Jeon retornava ao quarto para pegar a câmera. Mingyu sentou-se no banco de trás ao lado de Jeon e Jeonghan, Seungcheol contentou-se com o banco da frente. Mingyu havia notado uma certa indiferença em Jeonghan desde que acordaram, mas preferiu não comentar nada. Nas mãos, Kim trazia uma rosa vermelha e uma carta que seus pais haviam escrito para Jeon. Estava com receio de entregá-la, pensou algumas vezes antes de entregar a rosa, já que Jeon não gostava de flores. Depois de muito cogitar ideias, resolveu entregar tudo como havia recebido.

O que é isso?- Jeon pegou a carta e depositou a flor no colo.

Meus pais te mandaram. - Ambos suspiraram.

Da última vez que recebi uma carta e flores, Joshua morreu. - Jeon riu seco. Mingyu o olhou assustado.

Só vai saber quando abrir, Won. - Ouviu Seungcheol dizer.

JunHui estava perdido em seus pensamentos enquanto todos a sua começavam e brincavam, queria entender o que aquele beijo após dizer que lutaria por Soonyoung poderia significar. Ele estava o encorajando ou, simplesmente, não acreditava em suas palavras? Sentiu a mão de Soonyoung deslizar por sua perna o livrando dos pensamentos, deixou sua mão cair sobre a dele, sorrindo em sua direção. Não importava o que ele acreditava, iria lhe provar o contrário. O amava, sempre soube disso, tinha medo de seu amor, tanto medo que se perdeu nele. Era tudo tão intenso, tão novo, tão forte que não sabia como agir. Não culpava Soonyoung por isso, ele sempre lhe provou que nunca o abandonaria, mas o medo pode lhe oferecer tantas coisas que, naquele momento, pareciam sensatas. Traria Soonyoung de volta para si, o faria acreditar que seus sentimentos são de verdade, custe o que lhe custar.

Jeon esperou que todos no carro dormissem. Estava com medo de abrir o envelope e a ideia havia surgido para lhe dar algum tipo de força. Não demorou muito para Mingyu repousar a cabeça em seu ombro e Jeonghan cair por cima dos dois. Observou Seungcheol pelo espelho do carro, estava dormindo. Encontrou os olhos do seu pai, que lhe sorriu.

Você não precisa abrir agora. - Ouviu sua voz.

— Eu quero! - Suspirou. — Só tenho medo!

— Comece a ler, se não lhe fizer bem, não insista. - Balançou a cabeça em concordância.

Jeon abriu o envelope revelando não apenas um, mas vários papéis. Uma foto estava lá, perdida no meio dos papéis branco. Conhecia aquela foto, havia sido tirada há alguns anos atrás, quando os Kim o levaram para uma viagem de verão. Ele e Mingyu estavam juntos, deitados na cama, dormiam abraçados e não apresentavam nenhuma vergonha disso. No meio deles, o seu cachorrinho repousava, Pluto sempre amou os dois. Ainda eram crianças, não havia maldade nenhuma ali. Sorriu. Lembrou de como Mingyu tinha medo d'água e não queria entrar na piscina, muito menos, no mar. Lembrou-se de segurar sua mão e ajudá-lo a nadar na piscina do apartamento. Abriu a carta com cautela, não queria fazer barulho ou acordar o outro:

Se você já olhou a foto, foi o primeiro a saber onde estão indo. Você lembra-se desse lugar? Espero que sim, era criança ainda, mas deve ter, pelo menos, uma memória passageira.— Nesse momento, estou sorrindo. — Seu pai deve ter lhe informado que escolhemos o lugar, certo? Bom, isso porque negamos a Mingyu muitas de suas memórias ao seu lado e ele nos fez perceber como isso foi errado. Escolhemos esse lugar porque vamos ajudá-lo com os estímulos que Mingyu necessita para lembrar de tudo. Desde que ele retornou seu namoro, descobrimos que ele se recorda de muitas coisas. Talvez seja você o motivo dele ter momentos tão felizes. — Confesso que sinto ciúmes. —  Me perdoe, Jeon. Nos perdoe! Não sabíamos o que fazer, estávamos perdidos e temia por nosso filho. Estávamos tão preocupados com nossa reputação, com nossa família que esquecemos do essencial: Você também estava. Poderíamos ter resolvido isso juntos, não imediatamente, mas poderíamos. Ameacei seus pais para te mandarem aquele lugar, tenho pesadelos com isso até hoje. Destrui, não só a vida do meu filho, mas a sua também. Não há desculpas para isso, eu sei! Nós sabemos! Não há desculpas para nada do que fizemos, mas se puder compreender, mesmo com o coração cheio de mágoas, eu lhe serei grata por toda a eternidade. Seremos gratos por toda eternidade. Por favor, cuide do nosso filho e recupere as memórias que nós não conseguimos.

Com todo o arrependimento do mundo, sua sogra.”


Jeon não podia impedir suas lágrimas suicidas e não sabia o que pensar. Apenas chorava, chorava de alívio por ter sido perdoado, chorava de alívio por tudo está se tornando o que era. Chorava de alegria e ansiedade, chorava por tudo. Removeu outro pequeno papel do envelope, esse trazia uma letra diferente da letra na carta, leu:  

“Ps. Minha esposa estava nervosa e esqueceu dessa parte: Quando voltar das férias — Eu espero que se divirtam— compareça ao jantar em nossa casa. Seus pais estão vindo, vamos unir nossas famílias mais uma vez. É tempo de recomeço.

Com carinho,

Seu sogro.”

Mingyu acordou a tempo de ver Jeon abrir o papel pequeno, não se moveu, estava curioso para ver o que havia escrito ali e porque o menor chorava. Sentiu seu peito se encher de alegria, mal podia acreditar no que estava lendo. Se moveu um pouquinho, fazendo Jeon se assustar e limpar as lágrimas. Mingyu segurou as mãos de Wonwoo e deixou um beijinho em casa lágrima que escorria, o ajudou a recolher o papel de seu colo e os guardo no bolso da camisa que vestia. Wonwoo lhe sorriu de uma forma tão singela, seus olhos brilhantes denunciavam sua felicidade interna.

— O que tinha na carta?- Perguntou.

Ela, a sua mãe! - Jeon sorriu antes de voltar a chorar.

— O que ela fez, Wonnie? Pelo amor de Deus, o que ela fez? - Mingyu estava preocupado.

Ela me pediu desculpas, ela me perdoou. Minnie eu, eu estou tão feliz. - Jeon o abraçou de lado fazendo Mingyu relaxar.

Ela fez é?- Perguntou antes de beijar os cabelos pretinhos.

JunHui havia passado a manhã inteira extremamente quieto, nenhuma provocação, nenhuma brincadeira de conotação sexual, nenhuma uma única palavra referente a nada. Estava jogado na cadeira de praia com os fones no ouvido e os óculos de sol na face. Soonyoung apostava que deveria estar dormindo, só assim para ficar tão quieto. Não poderia negar preocupação, JunHui calado é um JunHui doente. Fechou o livro com cuidado e caminhou até o mais novo, deu leve batidinhas no ombro alheio e sentou-se na beirada da cadeira.

Está tudo bem? - Se pronunciou fazendo Jun remover os óculos.

Claro! Só me pergunto que horas os meninos irão chegar, papai disse para almoçarmos com eles. - Suspirou.

Ah sim, se sente fome por que não pega alguma coisa para mastigar? Eles já devem estar bem próximo. - Soonyoung sorriu. JunHui estava diferente desde sua declaração.

Kwonnie! - Soonyoung voltou sua atenção aos olhos castanhos que os observavam. — Passa protetor nas minhas costas? Quero entrar no mar! - Estava demorando.

Claro! - Soonyoung depositou o livro na mesinha e abriu a embalagem amarela.

Jun observava o mais velho, toda a delicadeza que ele usava para proteger aquele livro, a forma que ele abria aquela embalagem e mordia o lábios colocando um pouco de força nas pontas dos dedos. Sorriu. Era impossível não sorrir. Soonyoung vestia apenas um short e preto e uma camisa sem mangas, estava tão lindo como em qualquer outro dia da sua vida.

— Jun! Você precisa se virar para que eu passe nas suas costas!- Soonyoung sentou-se na cadeira.

JunHui ignorou as palavras do outro, sentou-se na cadeira e o trouxe para um beijo. Um beijo carinhoso, no início, apenas colou os lábios. Soonyoung não resistiu, abriu a boca devagarinho, com um pouco de vergonha, deixou que a língua de Jun o invadisse trazendo um leve gostinho de morango ao seu paladar. Foi impossível não sorrir, gostava tanto de morango, gostava tanto dos lábios de Jun, gostava tanto dos dedos alisando sua nuca. Jun beijou-lhe os dentes branquinhos e sorriu em seguida, encostando o topo da sua cabeça a de Soonyoung.

Eu vou fazer você acreditar que eu te amo. - Sussurrou. — Vem, vamos para recepção. Eles devem estar chegando.

A viagem foi barulhenta quando Jeonghan acordou de verdade, ele começou a falar sobre como queria vir a praia e estava feliz com isso. Mingyu e Wonwoo decidiram manter a carta em segredo até o domingo, quando iriam surpreender os amigos. Estavam tão animados. Apesar de tudo, não pôde-se deixar de notar as indiretas que saiam dos lábios de Jeonghan em direção a Seungcheol e, logo, sua indiferença foi explicada: ciúmes. Todos deixaram o carro em silêncio, chegaram a recepção e deram de cara com “O casal mais estranho da cidade.” Segundo Jeonghan. Soonyoung não escondeu seu entusiasmo, abraçando Wonwoo assim que o viu. O pequeno tagarela começou a falar sobre como o hotel era bom e o quanto estava com saudades deles.

Depois que o Sr. Jeon terminou de assinar os papéis e resolver as pendências, todos se despediram e seguiram para suas suítes. Mingyu e Seungcheol estavam num quarto enquanto Jeonghan ficaria com Wonwoo. Cada um recebeu cópias da chave, Jeonghan recusou-se a trocar sua chave, permanecia implicando com Seungcheol.

Vamos, Jeonghannie. Troque as chaves com Jeon e vamos resolver isso longe das crianças. - Seungcheol  sempre adorou vê-lo imerso em ciúmes, mesmo que não acontecesse com frequência.

— Eu não! Vai que você fica cutucando no celular e me deixa falando sozinho. Nem pensar. - Cruzou os braços.

Está com ciúmes do celular, hyung? - Jun perguntou abraçando Soonyoung.

Estou com ciúmes de com quem ele está falando no celular! - Jeonghan suspirou. — Por que ele precisa falar com mais alguém se eu estava no mesmo quarto?

— Hyung! - Jun abriu a boca ironicamente. — Você foi usar o celular naquele momento?

— Não seja idiota, JunHui. - Seungcheol revirou os olhos. — Meu bem, eu estava falando com o Jun.

— E você não viu isso, Soonyoung?

— Hey, eu não vou ficar controlando com quem o JunHui troca mensagens. Principalmente, porque é o S hyung e ele é apaixonado por você. - Soonyoung rebateu. 

Depois de muita confusão, Jeonghan resolveu trocar as chaves. Todos estavam devidamente instalados, haviam almoçado juntos e trocado longas horas de conversa pós-almoço. Se dirigiam aos quartos para trocarem de roupa e seguir até a praia, Jeonghan mal podia esperar, andava saltitante e arrastava Seungcheol pela mão.

Wonwoo gostava do mar, mas sentia medo. Tinha medo da sua imensidão, da sua parte desconhecido, dos seus segredos. Gostava do seu barulho, de como o balanço das ondas o acalmavam, mas evitava sentí-las. Sentou-se numa daquelas cadeiras de madeira e acomodou-se por lá vendo os outros quarto correrem em direção a água. Mingyu sentou-se ao seu lado, sujando a pontinha de seu nariz com o protetor.

Você é muito branquinho, meu bem! Deveria passar muito disso! - Sorriu. — Passa para mim que eu passo em você, pode ser? - Jeon concordou.

Começou a espalhar o líquido branco pelas costas largas do mais alto. Sua pele morena era tão linda, Mingyu sentiu seus pelos eriçarem quando Jeon tocou uma parte próxima a barra do seu short. Jeon depositou um beijinho na nuca alheia antes de entregar o protetor ao mais alto. Mingyu encheu a pele de Wonwoo com o protetor solar alegando que qualquer coisinha poderia queimar sua pele branca e sensível. Jeon não gostava nem um pouco daquilo, sua pele parecia cola pura. Depois que terminaram de passar o protetor, o menor lia um livro, para não atrapalhar,  Kim colocou os fones no ouvido e sentou na cadeira de madeira, indicando que Jeon sentasse no meio de suas pernas e repousasse seu corpo no dele. Assim foi feito, Mingyu não cansava de sentir o cheirinho doce do cabelo de Wonwoo e Wonwoo não se cansava de sentir a pele quente de Mingyu em contato com a sua.




Notas Finais


Ficou enorme né? Eu planejava chegar até a noite(na fanfic), mas meu horário não permite graças a faculdade :') Tenho que me arrumar, mas se não fosse por isso, esse capítulo iria ter umas 10000 palavras ahdushdudh.

Enfim, meus amores, espero que vocês aproveitem. Eu amei esse capítulo, muito mesmo. Amei escrever, fiquei tão soft escrevendo ele. Ficou muito, muito fluffy. Obrigada por lerem até aqui, eu amo vocês. Obrigada por tudo ❤
Até o próximo haha

~xoxo


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