História Freedom - Capítulo 4


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Categorias Dylan O'Brien, Gianluigi Buffon, Liana Liberato, Paulo Dybala
Personagens Dylan O'Brien, Gianluigi Buffon, Liana Liberato, Paulo Dybala, Personagens Originais
Tags Buffon, Dylan O'brien, Irmãos, Juventus, Liana Liberaro, Paulo Dybala, Turim
Visualizações 48
Palavras 2.286
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoas. Tudo bem?

Espero que gostem do cap, continuem comentando, estou amando.

Boa leitura!

Capítulo 4 - Four.


Fanfic / Fanfiction Freedom - Capítulo 4 - Four.

 

 - Por que está com perfume de homem, Liana? - perguntou, ignorei e passei por ele indo até meu quarto. 

 - Preciso me trocar! - ele nem se moveu.

Peguei um short e uma blusa de mangas e corri para o banheiro. Fiz hora, muita mesmo, esperando que ele desistisse. Demorei quase dez minutos. 

Quando retornei estava lá, no mesmo lugar. Se aproximou e repetiu a pergunta várias vezes. Sequei o suor das mãos no meu jeans e engoli seco.

 - É seu - disse com leve tremor na voz. Cruzei os braços e passei a olhar para ele, que riu.

 - Eu não uso um perfume barato desses, além do mais, não estamos juntos a uma semana!

 - Exatamente! Eu dormi com uma camisa sua, porque estava com saudade, e então deve ter se misturado ao meu - expliquei, ele se aproximou.

 - Não mente para mim, Liana Dybala... - disse entredentes. Estremeci. Ele está perto demais, demais, demais. - Você está saindo com alguém da sua escola? - neguei com a cabeça - Mentirosa! - agarrou meu cabelo e puxou para trás me fazendo gritar, estava com o rosto a centímetros do meu.

 - É-é verdade! Não tem ninguém na escola! - agarrei a mão dele que puxava dolorosamente meus cabelos - está machucando... - choraminguei.

 - Me diz com quem estava! Eu estou perdendo a paciência! - lágrimas escaparam dos meus olhos.

 - Eu juro! - ele ergueu o braço para me bater e a campainha tocou, ele me soltou na hora e praguejou algo inteligível.

 - Arruma esse cabelo, desce diz oi e some da minha frente - mandou autoritário e saiu. Sequei meu rosto e passei a mão no cabelo, arrumando um pouco. Desci e a primeira coisa que vi foi o Tio Gigi. 

 - Menina! - abriu os braços e eu corri para abraçá-lo, ele me apertou e fez cócegas logo depois. Que vontade eu tinha de contar tudo e implorar que ele me tirasse de casa, se eu não fosse tão covarde...

 - Que saudades - falei quando ele me soltou.

 - Eu também, olha só como cresceu! 

 - Mas perto do senhor nem parece. 

 - Ela será sempre nossa bebê - Paulo disse, num tom descontraído atrás de mim. Nem parecia que estava quase me batendo segundos atrás.

 - Ah, que falta de educação a minha, Paulo, Liana, esse é o Dylan - e só então reparei no rapaz parado pouco atrás dele. 

 Tentei não parecer surpresa, e também tentei controlar a vontade de rir da cara do Paulo. Estava pasmo, Dylan tinha um sorrisinho esperto no rosto.

Dylan estava na minha casa. Dylan.

 - Acho que já nos conhecemos - o rapaz disse, em momento algum olhou para meu irmão, apenas me analisava. Mordi o lábio segurando os sorrisos que ele me arrancava.

 - Ele é namorado de uma amiga da Ilaria. Ela que iria nos levar a Vinovo, mas precisou sair com a Britt, aí o Dylan ofereceu - senti como um soco na boca do estômago.

 Dylan tinha namorada, Paulo sorriu. Eu forcei um meio sorriso, ele tinha alguém e aquilo me incomodou mais do que gostaria que tivesse.

 - Muito gentil da parte dele - tinha ironia na voz de Paulo.

 - Ah, não é nada - ele respondeu de forma educada.

 - Então, vou pegar umas coisas lá em cima para a gente ir - deu uma piscadinha para Buffon e quando passou por mim acrescentou - e você se comporte hein...

 Subiu as escadas, eu sabia o que queria dizer. Era para eu ficar na minha, não dizer nada. Buffon sorria para mim e Dylan continuava me analisando, inclinou um pouco a cabeça, estranhando algo.

 - Estava chorando, Liana? 

 - Estava vendo um filme triste com o Paulo - respondi. Batia o calcanhar incessantemente, tentando disfarçar o nervosismo.

 - Ah sim.

 - Menina, e a escola? Como vai? - Gianluigi perguntou, sorri para ele, tentando esconder tudo o que se passava dentro de mim, porque Dylan estava ali, e Paulo no andar de cima. Era muita coisa, eu nem ao menos sabia o que era.

 - Ah! Tudo indo bem, tirei A num teste de literatura. Até hoje não sei como consegui, porque nunca consigo prestar atenção - falei rápido, ri de mim mesma e ele assentiu.

 - É porque é inteligente, mas como assim não se concentra? 

 - Ah. Vivo no mundo da lua Tio - ele franziu o cenho.

 - Já pensou em consultar? - Dylan se intrometeu. 

Mordi a bochecha segurando uma resposta mal educada. Ele aparece na minha casa, do nada, me pega de surpresa... e ainda acho que estava criando sentimentos a mais por ele. Estava irritada com ele, mas tratei de me controlar.

 - Não. Não tem nada errado, eu é que sou avoada mesmo. 

 - Tudo pronto! - Paulo disse, descia as escadas com sua bolsa em mãos - Liana vem aqui um minuto para eu te explicar umas coisas que vou precisar que faça - deixou a bolsa e pegou meu pulso, fomos até a cozinha.

 - Ai! - disse, puxando bruscamente meu braço em seguida, será que ele não tinha noção da própria força? 

 - Está tudo trancado lá em cima, vou fazer o mesmo aqui  baixo, se receber visita eu saberei, Liana... 

 - Não tem ninguém - respondi sem vontade. 

 - Tá, agora se despeça como uma boa garota e suba para o seu quarto, apenas sua janela está aberta, estou confiando em você.

 Deixei ele falando sozinho, voltei à sala, me despedi de Gigi com um abraço. Não sabia como me sentia em relação a Dylan no momento, então um aceno de cabeça foi todo.

 - Até logo - me virei para subir, mas Dylan me puxou bem na hora que Paulo entrava na sala e abraçou apertado, deixou um beijo na minha bochecha.

 - Não tire conclusões - sussurrou no meu ouvido. 

Quando me soltou eu estava pasma, imóvel e com um leve tremor nas pernas. Ele tão perto... 

Não dei chance para que nada mais acontecesse, se Paulo fosse se vingar por aquilo seria depois de três dias, me escondi no banheiro. Respirei fundo enquanto tentava me livrar do turbilhão de pensamentos que me deixava de cabelos em pé.

 Me acalmei, consegui fazer meu coração sossegar. Precisava muito parar de ser tão emotiva e sentimental, tudo me abalava!

 Fui procurar algo para fazer, peguei o livro que tinha comprado um mês atrás e não tinha lido ainda. A capa era bonita, o único motivo para ter comprado, era uma garota numa praia muito bonita. Despertou minha curiosidade.

 Estava quase na metade, quando ouvi um barulho, tomei um susto e dei um pulo, alguém no meu quarto. O reflexo me fez arremessar o que tinha em mãos na pessoa e gritar. 

 - Ai! - Era Dylan... respirei fundo. Ele começou a rir - desculpa.

 - O que está fazendo aqui?! Ficou louco?! - ele continuava rindo.

 - É você quem sai arremessando livros nos outros! E eu vim te ver ué! - respondeu indignado. Eu ainda estava assustada.

 - Ok. Mas não sabia que portas existem para isso? - ele negou.

 - Seu irmão te trancou do lado de fora, duvido que tenha deixado chave. Vi ele guardar uma que pareceu ser reserva e com chaveiro rosa, é sua? - assenti. 

 - Mas o que faz aqui? - ele pegou meu livro no chão e olhou a capa por um instante, ignorando minha pergunta - Dylan? 

 - Ah... - suspirou, veio até mim e entregou o livro, que deixei de lado. Sentou na beirada da cama - somos amigos, certo? 

 - Sim, claro - ele sorriu de lado, apesar da incerteza na minha voz. 

Eu o considerava um amigo, mas não entendia onde ele queria chegar e aquilo me deixava insegura sobre tudo.

 - Então, preciso te dizer duas coisas. Uma, eu tenho um namoro falso a alguns anos e a segunda, quero jogar tudo para o ar porque quero conquistar você - engasguei com a minha própria saliva e tossi algumas vezes, foi quase como saltar inesperadamente de um lugar alto, entrar de repente debaixo de água fria. 

 Ele riu da minha falta de reação, mas não havia nada que eu pudesse fazer, meu cérebro pareceu travar. 

 - Ok. Rápido demais. Vou explicar a primeira parte então. A Britt era minha namorada um tempo atrás, eu gostava dela, mas desgastou. Eu venho tentando terminar a um tempo, mas ela fica mudando de assunto e sempre foge, e aí perco a coragem, na minha cabeça já acabou. Na dela não, o que faço?

 Parecia perdido naquilo, mas estava sendo sincero. Uma pontinha de felicidade apareceu ao saber que ele não gostava da tal garota e sim de mim. Tratei de esconder aquilo.

Pensei um pouco, parecia óbvio, mas eu entendia. Numa situação difícil para nós, até a mais fácil das soluções desaparecia das nossas mentes e não conseguíamos pensar em nada.

 - Leva ela para um lugar neutro, onde nada possa distraí-la, se ela quiser dizer algo deixa, mas faça ficar até você dizer o que precisa também - ele riu.

 - Eu já tentei isso, acho que não é o jeito certo, mas vou tentar de novo e te falo o resultado - suspirei. 

 Ficamos nos olhando, pareceu uma eternidade, Dylan parecia pensar em algo e eu só conseguia pensar que Paulo morreria se soubesse que outro homem entrou no meu quarto, e isso me fazia gostar bastante da ousadia de Dylan no momento.

 - Então vai ficar aqui todo o fim de semana? - assenti. 

 - Eu procuro não estressar o Paulo além da conta.

 - Não parece justo - ficou pensativo. 

 - Porque não é. Mas é assim que é.

 - Posso te fazer companhia, pelo menos? - desconfiança misturou-se a insegurança e ele corou - eu juro que não faça nada além de conversar.

 - Dylan... você nem devia estar aqui.

 - Então quer que eu vá? 

 - Não.

 - Então eu fico.

 - Não... 

 - Decida-se, Liana - pediu rindo.

 - Ok. Fica - respondi, corando.

 - Que livro é esse? - perguntou, falamos sobre a história, logo depois outros assuntos foram surgindo. Já estávamos os dois sentados no chão, rindo muito de um comentário do Dylan. 

 - Oh, para... - estava quase sem ar.

 - Eu juro! Teu irmão parece um caqui! 

 - Você é mal! - tentava sem sucesso parar de rir.

 - Ele é quem te faz chorar - a graça do momento se foi.

 - Dylan... 

 - Olha, Buffon pode ter caído naquela, mas eu lembro que você disse preferir morrer a ver filme dramático - suspirei - quer falar sobre isso? 

 - Não hoje - ele concordou. 

Uma pequena angústia começava a ganhar forma dentro de mim, tratei de me livrar dela. 

 Levantei e peguei Dylan pela mão, corri com ele para a sala, liguei o vídeo game, sentamos no sofá e Dylan colocou minhas pernas sobre as deles. Apoiou as mãos com o controle e não me deixou tirar de lá.

 Dylan estava me tocando, mais uma vez. Eu achava tão estranho, mas tão gostoso quando ele o fazia. Era tão diferente de quando Paulo me tocava. Não machucava, era leve como as borboletas no meu estômago.

 Eu até me esquecia de que não podia ter nada com ele. Só queria conhecê-lo, estar por perto. Para sempre talvez. 

Estava focado no jogo, tinha uma ruga entre as sobrancelhas, mas se divertindo, porque tinha uma curva no canto de seus lábios. Ele é terrivelmente bonito. 

 - Você vai perder feio se não parar de olhar para mim - meu rosto entrou em combustão. Ele sabia que estava sendo observado. 

 Voltei a olhar para a televisão e agir normalmente.

 - Eu não estava olhando para você, Dylan O'Brien.

 - Ah, pode assumir que estava perdida admirando minha beleza - dei uma cotovelada leve na costela dele.

  - Não estava - disse mais firme. O coração quase saltando pela boca de tanta vergonha.

 - Ok, acredito - encerrou aquela discussão infantil.

 Jogamos mais algumas partidas de um jogo com muitos zumbis. Era bem realista e acabamos perdendo a noção do tempo. 

 - Dylan, não vai - pedi, pela terceira vez. Ele já estava perto da janela do meu quarto, a única saída possível.

 - Liana, preciso ir - neguei, segurando o pulso dele. Já passavam das três da madrugada. Se algo acontecesse com ele nunca me perdoaria.

 - Por favor, fica no quarto de visitas, está muito tarde - ele suspirou, e se aproximou de novo, seu calor irradiava até entrar em contato com meu corpo, aquecendo cada célula.

 - Você preocupada comigo é uma coisa muito fofa, eu fico - suas mãos entrelaçadas mas minhas. 

Suas mãos nas minhas. 

No meu quarto. 

Fechei os olhos por um instante, rezando para que ele não pudesse ouvir o quão alto meu coração batia.

 - Eu... - sussurrou, abri os olhos. Ele abriu a boca para dizer algo algumas vezes, as sobrancelhas franzidas. Esperei. Esperei. E nada.

 - D... melhor irmos dormir - me separei dele, não esperei resposta e fui para o quarto ao lado do meu. Ele me seguiu. Arrumei a cama e parei na porta, na minha frente.

 - Boa noite, Liana - sorria encostado à soleira da porta. Que sorriso.

 - Boa noite, Dylan - corri de volta à segurança do meu quarto. Fechei a porta e me joguei na cama.

 Minha pulsação nunca esteve tão apressada, o sangue estalava correndo em minhas veias. Me fazendo corar e o meu corpo arder. Dylan estava dormindo no quarto ao lado, e isso trazia me deixava com um sorriso descarado na cara.

 


Notas Finais


See you soon! ❤️❤️❤️


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