História Freedom - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camila, Camren, Lauren, Liberdade, Romance
Exibições 90
Palavras 1.868
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - Negócios


“Os japoneses dizem que temos três faces: A primeira face mostramos ao mundo, a segunda face mostramos aos amigos mais próximos e aos familiares e a terceira face nunca mostramos a ninguém, essa é o mais verdadeiro reflexo de quem somos”

- Autor desconhecido

 

POV Lauren

 

Ouvi um barulho ao longe, mas estava relutante em abrir os olhos, era um som insistente, quando começou novamente percebi que era o toque do meu celular, olhei em volta e não reconheci o lugar onde estava inicialmente, só então senti um corpo enroscado no meu e ao olhar para o lado vi Camila que ressonava baixinho durante o sono, sorri com a visão da minha pequena e então tudo começou a ficar claro na minha cabeça, tivemos uma madrugada bem movimentada se é que me entendem, sem contar o fato de que agora estávamos namorando, meu sorriso ficou ainda mais largo ao pensar nisso, eu a admirava com um olhar apaixonado durante seu sono quando o celular tocou novamente, saí com cuidado debaixo de Camila e me estiquei pegando-o no bolso da calça que estava no chão ao lado da cama.

- Alô – falei baixinho sem nem ver quem era.

- Por que a demora pra atender? – Malcolm.

- Espera um pouco – cochichei e ouvi o homem bufar do outro lado, coloquei o celular sobre a cama e juntei minhas roupas íntimas e a camiseta do chão vestindo-as apressadamente, peguei de novo o aparelho e saí com cuidado para não fazer barulho em direção a sala do apartamento – O que houve agora? – perguntei com um tom de voz já normal e um pouco irritado.

- Venha até o escritório – falou também impaciente.

- Por que? – perguntei com o intuito de que ele me adiantasse o assunto.

- Porque eu estou mandando, Lauren – falou de forma calma.

- Estou ocupada agora...

- Tem 40 minutos – me interrompeu e desligou, bufei frustrada e dei uma olhada ao redor pensando no meu próximo passo, optei por fazer o café da manhã já que estava ali mesmo.

Fui até a cozinha e comecei a abrir as portas e a geladeira em busca dos ingredientes e utensílios para fazer omelete e bacon, estava no fogão quando ouço um bocejo atrás de mim e dois braços se enroscam em minha cintura.

- Bom dia, amor – ouço a voz rouca de Camz que tinha a cabeça apoiada em minhas costas, virei para ela e sorri.

- Bom dia, princesa – lhe dei um selinho demorado – Como se sente? – ela sorriu com os olhinhos ainda fechados por ter acabado de acordar.

- Maravilhosamente bem – me abraçou pela cintura deitando a cabeça em meu ombro, apertei-a contra mim e beijei o topo de sua cabeça.

- Que bom, pequena – beijei sua testa – Te acordei? – ela apenas balançou a cabeça negativamente sem desgruda-la do meu ombro – Meu Deus, que bebê eu fui arrumar – falei apertando-a mais no abraço e ela riu abafado.

- O que você tá fazendo aí? – se afastou um pouco olhando para o fogão por cima do meu ombro.

- Omelete e bacon – seu olhos brilharam e eu ri – Acho que você gosta, né?

- Amo Lolo – me deu um selinho – Você é a melhor namorada de todas – falou sorridente.

- De todas? – ela assentiu – E quantas você tem? – franzi o cenho levemente e ela deu um risada gostosa.

- Com você – olhou para cima, pensativa – Oito!

- Uau! – exclamei fingindo choque – Isso é bastante gente, tem certeza que sou a melhor? – ela assentiu.

- Tenho sim, as outras não fazem omelete e bacon pra mim.

- Que idiotas elas são.

- Mas são boas de cama, então eu relevo – deu de ombros e eu ri.

- Bom, eu não sei como me saí em relação a elas, então decidi fazer um bom café da manhã pra compensar – ela sorriu e beijou meu maxilar.

- Você foi ótima, amor, amei cada segundo – falou se enroscando em mim novamente, espalhei alguns beijos pelo seu rosto fazendo-a rir como uma criança o que me fez rir também.

Nos soltamos e voltei ao fogão enquanto ela arrumava as coisas na mesa, tomamos o café em meio a carinhos, risos e uma conversa descontraída, assim que terminamos ajudei-a com a louça e fui tomar um banho rápido enquanto ela se arrumava para a faculdade.

- Pronta, princesa? – gritei da sala enquanto pegava as chaves do carro sobre a mesa de centro, logo ela apareceu, linda como sempre com uma calça jeans preta e camisa vermelha xadrez, abri a porta para ela que passou por mim me deixando um selinho e saiu do apartamento, tranquei a porta com a chave e entreguei a ela que sorriu agradecida, fomos até o elevador e descemos em meio a carinhos.

Deixei-a na faculdade e depois de nos despedirmos com um beijo fui até o escritório de Malcolm.

- Está atrasada – falou sem interromper a leitura dos papéis em suas mãos – De novo!

- Desculpe, imprevistos – dei de ombros e me joguei na poltrona em frente a sua mesa – O que foi agora? – ele leu por mais alguns segundos os papéis e então soltou-os sobre a mesa, tirou os óculos de leitura e finalmente me encarou.

- Preciso ir a um lugar e você vai comigo – falou de forma simples.

- Não sou guarda-costas, Malcolm, você tem gente que faça esse tipo de serviço pra você – falei calma.

- Nenhum deles é competente o suficiente, é algo perigoso e você maneja uma arma melhor que qualquer um daqueles paspalhos, preciso de alguém competente.

- Combinamos que eu não faria nenhum tipo de trabalho arriscado, possibilidade de tiroteio parece arriscado para mim – falei sem desviar o olhar.

- De fato, mas não creio que será necessário, é só por precaução.

- Malcolm...

- Eu não estou te dando opções, Jauregui, estou te avisando que você irá comigo, apenas isso – fechei a cara e soltei um suspiro de frustração.

- E o que é que você vai fazer nesse lugar? Quantas pessoas estarão lá? Quais as chances de que algo ruim aconteça?

- Preciso conversar com um investidor, terão alguns de seus homens, apenas como medida de segurança, as chances de algo acontecer são mínimas, mas sempre deve ser cogitada.

- Se não confia nele, por que está indo pessoalmente até lá e não marcou de se encontrarem aqui? – perguntei desconfiada.

- Oh, minha preocupação não é com ele, como sabe algumas pessoas estão atrás de mim e se souberem dessa reunião podem aparecer por lá – assenti lentamente.

- Que horas? – ele olhou no relógio de pulso.

- Estamos de saída – sorriu sem mostrar os dentes e pegou o telefone discando para alguém sendo rapidamente atendido – Preparem o carro, estamos descendo – falou simplesmente e desligou, levantou da sua cadeira e tirou uma chave do bolso da calça abrindo a gaveta de sua escrivaninha, pegou uma arma de lá e jogou em meu colo assim como uma caixa de munição, peguei o objeto e o carreguei engatilhando-o em seguida, Malcolm foi se dirigindo a saída e eu levantei indo também enquanto colocava a arma na cintura cobrindo com a camiseta, descemos de elevador e fomos até seu carro cuja porta nos foi aberta pelo motorista, saímos de lá sendo seguidos de perto por alguns seguranças do Malcolm.

Alguns longos minutos depois estacionamos em frente a um prédio enorme, descemos do carro e fomos até o estacionamento a céu aberto que aparentemente estava vazio, ao longe pude ver um senhor de estatura baixa e terno cinza, alguns homens de terno preto e óculos escuros ao seu redor, provavelmente seus guarda-costas, andamos até eles e paramos a uma distância segura, eu ao lado de Malcolm e os seguranças dele atrás de nós.

- Bom dia, senhor Takahashi, um prazer revê-lo – Malcolm adiantou-se estendendo a mão ao homem de origem nipônica que apertou em um cumprimento.

- Como está, Malcolm? – o senhor falou com um sotaque carregado.

- Muito bem, obrigada – o outro respondeu com um sorriso amigável – Então, de que se trata essa reunião? O senhor parecia bastante preocupado ao telefone.

- Tenho recebido ameaças, Malcolm, ameaças de pessoas que estão atrás de você e que estão me atingindo por causa de nossas parcerias – Malcolm pareceu surpreso.

- Sinto muito Takahashi, é um problema que estou resolvendo aos poucos, lhe garanto que não há nada com que se preocupar, esses homens terão o que merecem em breve – falou convicto.

- Eu não posso me arriscar, Malcolm, sabe que tenho um negócio muito rentável e não posso coloca-lo em risco por causa de assuntos inacabados que nem ao menos me dizem respeito.

- O que quer dizer com isso? – Malcolm perguntou nervoso.

- Estou cancelando nossa parceria, senhor Rodriguez, é o que quero dizer com isso.

- Mas... não pode fazer isso, pense em tudo o que irá perder, o dinheiro...

- Não é uma escolha fácil, mas preciso pensar na segurança dos meus negócios e acordos e não é mais seguro fazer negócio com você, espero que entenda.

- É CLARO QUE NÃO ENTENDO! – Malcolm explodiu fazendo os seguranças do outro homem se adiantarem alguns passos em sua direção colocando as mãos sobre as armas, o japonês apenas fez um gesto para que se afastassem novamente e assim fizeram, Malcolm fechou os olhos e respirou fundo recuperando seu auto controle – Senhor Takahashi, o senhor pode se arrepender muito disso – falou com uma calma excessiva.

- Está me ameaçando Malcolm? – o baixinho perguntou impaciente.

- Estou lhe alertando, o senhor perderá muito dinheiro no processo.

- Ora Malcolm, não é tão difícil encontrar alguém que faça seu trabalho e sem nenhum tipo de complicação que possa me afetar.

- Eu lhe garanto que não há ninguém que o faça tão bem quanto eu, estou nesse ramo a muito tempo senhor, tenho muitos clientes e nenhum deles nunca saiu prejudicado, lhe garanto que estará cometendo um erro.

- Não é muito difícil ser um “laranja”, Malcolm, qualquer um pode cumprir esse papel com maestria – falou com um tom debochado e então tive uma ideia de quais são os “negócios” do Malcolm.

- Lembre-se que detenho uma grande quantidade de dinheiro seu, Takahashi, não será nada fácil transferir para outra pessoa sem levantar suspeitas.

- Por isso lhe chamei, trataremos uma forma de transferir tudo com segurança para algumas outras contas em paraísos fiscais, já tenho alguém que cuidará de tudo para mim.

- O senhor está cometendo um erro...

E então tudo aconteceu muito rápido, de repente fomos cercados por vários carros e muitos policias surgiram com suas armas apontadas para nós, dei um passo para trás completamente assustada procurando por uma rota de fuga, mas não consegui pensar em um jeito de sair dali, estávamos encurralados.

- Malcolm Rodriguez, o senhor está preso! – um deles gritou me fazendo congelar.

- Você me entregou para a polícia? – Malcolm perguntou indignado ao japonês que olhou nervoso para ele.

- Não tive escolha, precisei fazer isso em troca de redução de pena – confessou vencido.

- SEU... – Malcolm ameaçou ir em direção a ele que recuou, então vários policias apareceram e o algemaram, assim como a seus capangas e a mim.

Isso não pode estar acontecendo de novo.



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