História Freedom - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Inuyasha
Personagens Rin, Sesshoumaru
Tags Brasil, Escravidão, Rin-escrava
Exibições 131
Palavras 1.300
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Boa noite e boa leitura a todos :)

A imagem de capa é uma fanart da ~princesspoos. Ela fez o desenho e me deu. Eu fiquei: O.O OMG! Que lindo! 😍💙
Então créditos a linda ~princesspoos

Capítulo 5 - Capítulo Cinco


Fanfic / Fanfiction Freedom - Capítulo 5 - Capítulo Cinco

Capítulo Cinco

Meses depois

Já tinha completado um ano que Rin servia ao Senhor de Engenho, e ela tentava sempre ver o lado bom das coisas. Por mais que as dificuldades fossem grandes, a morena nunca perdia a fé e buscava sempre sorrir. Quando as crianças ficavam tristes, ela fazia brincadeiras, cantava e contava histórias para animá-las. Às vezes Rin deixava de comer para dar sua comida aos pequenos, que ainda estavam em fase de crescimento. Ela não era a única a fazer isso. Sara, Kikyou e até Kohaku faziam isso também. Eles sabiam que não podiam roubar comida, pois seriam castigados, caso fossem pegos fazendo isso. Nenhum deles queria arriscar, então escolhiam passar fome.

O dia estava tranquilo. Era inicio de tarde, o senhor daquelas terras já tinha feito sua refeição, os escravos também já tinham se alimentado e estavam de volta aos seus trabalhos. As mulheres estavam lavando roupa e as crianças estavam fazendo a limpeza da casa. A calmaria estava agradável, apenas o canto dos pássaros era ouvido, até que o grito de uma das crianças foi ouvido e então as mulheres correram desesperadas em direção a ele.

Ao chegarem na entrada da cozinha, viram Jaken com um chicote em mãos, enquanto batia na pena Kanna.

Kikyou: Por que está fazendo isso? – Perguntou em meio as lágrimas que já escorriam por seu rosto

Jaken: Ela roubou comida. Sabe a punição para isso. – Ela parou de chicoteá-la e então arrastou a criança para fora da casa

O homem pegou uma máscara* e estava prestes a colocá-la na criança, que estava com os braços e costas machucados, porém Rin se colocou na frente dela.

Jaken: Saia escrava, ou você será a próxima a apanhar.

Rin: Não me importo. Eu recebo o castigo no lugar dela e passo a usar a máscara também, mas não a machuque mais.

A máscara é um tipo de punição dada aos escravos que furtavam comida. Era um artefato de ferro atrelado à cabeça e ao pescoço do indivíduo punido, e só podia ser retirado pelo feitor ou o senhor da fazenda. Uma espécie de placa de metal tapava a boca, e o escravo só podia comer quando era permitido. Normalmente, o mesmo ficava dias sem se alimentar, quando estava com a máscara. Ao redor do pescoço ficava uma espécie de argola de metal, que servia para indicar que aquele escravo estava sendo punido por roubar comida ou fugir.

Jaken: Quer saber? As duas receberão punição. Ela por ser uma ladra e você por não saber obedecer. – Ele levantou o chicote, pronto para bater nas duas, porém uma voz grossa o fez parar

Sesshoumaru: Jaken! – Apareceu atrás de todos, que o olharam na mesma hora

Jaken: Sim, senhor Sesshoumaru? – Fez uma pequena reverência

Sesshoumaru: Deixe-as e vá vigiar os outros escravos. – Lógico, todos ficaram surpresos com aquele ato

Jaken: Mas senhor, as regras...

Sesshoumaru: Está questionando a minha ordem? – Perguntou de modo frio e ameaçador, fazendo o outro homem sentir um frio na espinha

Jaken: N-Não senhor. – Gaguejou

Sesshoumaru: Ótimo! Então vá fazer o que mandei.

Jaken: Sim senhor. – Fez outra reverência e saiu

Sesshoumaru: Kaede, vá cuidar dessa menina. Rin, venha comigo. – E então ele se virou e voltou a entrar na casa

Rin, sem ter outra escolha, foi atrás de seu senhor e o encontrou na sala, lendo um livro.

Sesshoumaru: Não teste a sua sorte. – Começou a falar, sem desviar a atenção do livro – Hoje eu te ajudei, mas posso não estar por perto na próxima vez.

Rin: Não me importo. Receberei o castigo de bom grado. – E então ele a olhou – Eu não poderia ficar parada e permitir que uma criança fosse maltratada daquele jeito.

O platinado a olhou de cima a baixo e depois passou a encará-la mais uma vez. A coragem dela é algo que o encanta e o faz ficar admirado por ela.

Sesshoumaru: Então tudo bem. Se é isso que deseja, não irei interferir novamente. Quer um pouco de limonada, Rin?

Tentando ser gentil e fazê-la esquecer dos últimos momentos, ele decidiu fazer essa pergunta, enquanto mostrava a jarra de limonada que estava na mesinha, ao lado da poltrona onde ele estava.

Rin: Limonada? – Ela viu o homem concordar – Dizem que se um escravo tomar limonada ele fica branco. 

Não conseguindo se controlar, o prateado caiu na gargalhada e a morena não entendeu.

Rin: O que é tão engraçado?

Sesshoumaru: Ainda pergunta? Você é a graça. Onde já se viu isso? Limonada não deixa ninguém branco, Rin. De onde tirou essa história?

Rin: É a história que fiquei sabendo. No quilombo onde cresci, alguns anciões contavam que muitos escravos bebiam limonada com a esperança de ficarem brancos. Alguns inclusive passavam a casca do limão na pele, esperando obter esse resultado**.

Sesshoumaru: Rin, não tem nada que deixe uma pessoa branca ou preta, nós simplesmente nascemos assim.

Rin: Graças a Deus por isso. – O homem arqueou a sobrancelha

Sesshoumaru: Está me dizendo que se houvesse uma maneira de ficar branca, você não faria?

Rin: De jeito nenhum. Eu jamais desejaria ser de outro jeito. A maneira que Deus me fez é perfeita e não questiono suas escolhas. Além do mais existe um outro motivo para não desejar ser branca.

Sesshoumaru: E que motivo é esse? – Perguntou intrigado

Rin: Toda pessoa branca é cruel. Vocês não se importam com ninguém, além de vocês mesmos. Se a pessoa não tiver o mesmo tom de pele que o seu, ela já é motivo de preconceito e racismo. Vocês tratam os escravos como se fossem animais, quando nós somos seres humanos iguais a vocês. Nós temos sentimentos, temos família, só não temos direito de escolha e liberdade. Desde crianças somos obrigados a trabalhar arduamente dia e noite, enquanto vocês ficam o tempo inteiro no luxo; tendo tudo do bom e do melhor. Nós passamos fome e vocês têm fartura. Mesmo com tudo isso nós ainda conseguimos sorrir e nos divertir, quando estamos juntos, enquanto vocês ficam sérios o tempo todo e parecem não saber o real significado da palavra "felicidade". É por isso que nunca desejei e nunca vou desejar ser branca.

O homem estava estático, diante de tudo o que foi dito ali. Ele nunca tinha pensado nessas coisas que a jovem lhe havia dito. Eram palavras fortes e que tocavam seu interior, o fazendo parar e analisar tudo aquilo.

Sesshoumaru: Retire-se!

Não querendo questioná-lo, a morena voltou para o lado de fora e continuou com o seu trabalho de lavar a roupa.

O dono da casa largou o livro de lado e passou a pensar nas palavras de sua escrava. Ela sempre tinha uma resposta na ponta da língua e sempre o deixava daquele jeito, pensativo. Ela o fazia questionar seu modo de criação. O fazia pensar que a vida inteira foi criado da maneira errada, pois seu pai sempre lhe dizia que os escravos não são ninguém e que não merecem pena. Dizia que eles nasceram para ser exatamente aquilo, escravos, e nada mais que isso.

Rin o mostrava o contrário. Suas palavras sempre ficavam gravadas em sua mente e isso o incomodava. Ele passou a ver o mundo com outros olhos e passou a entender o seu irmão. InuYasha sempre defendia os escravos. Sesshoumaru sabia que seu irmão mais novo levava comida até a senzala, ele só não falava nada, pois não gostava de ver seu pai batendo no caçula da família. Agora o mais velho dos Taisho entendia um pouco mais dos sentimentos de seu irmão para com os escravos e entendia mais o que era compaixão.

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**Não sei aqui no Brasil, mas nos Estados Unidos eles usavam limão para clarear as roupas. Por causa disso, os escravos tinham esse pensamento de que tomando limonada, ou esfregando a casca do limão na pele, eles ficariam brancos. 


Notas Finais


*Máscara: http://blackpagesbrazil.com.br/noticias/wp-content/uploads/2014/09/anastacia2.jpg

Espero que todos tenham gostado. Bjs e até o próximo *Sem previsão*

Aqui está o link da minha fic Sempre te encontrarei. Eu a atualizei recentemente e ela está com sinopse nova, feita pela @Siljin 😍😍💙
Sempre te encontrarei: https://spiritfanfics.com/historia/sempre-te-encontrarei-5277838


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