História Frenesi - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~KisuSauro

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Jongdae, Jongin, Jumnyeon, Kaisoo, Krishan Kihancollab, Kyungsoo, Luhan, Minseok, Sehun, Sulay, Xiuchen, Yifan, Yixing, Zitao
Exibições 118
Palavras 12.651
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Tia_Gohan ~ Olá pessoas!
Hoje só vai ter minhas notinhas porque minha dongsaeng mais fofinha e cute cute que é a Kisu está bem mal e eu também estou mal por ela _:(´□`」 ∠):_
Mas ela desejou uma boa leitura e para tomar cuidado.
Aquele aviso básico de sempre.
Eu espero que todos estejam gostando e muito obrigado pelo apoio e PRINCIPALMENTE que vocês tenham uma boa leitura nesse cap!
BEIJÃO! ʕ ♡ ˙ ᴥ ˙ ♡ ʔ

Capítulo 3 - Vítimas


Fanfic / Fanfiction Frenesi - Capítulo 3 - Vítimas

"Jonginnie... Onde você está?" Kyungsoo perguntava internamente para si.

O menino estava sozinho no quarto, envolvido em uma das muitas cobertas que ele havia levado, as mãos tremendo, mas essas não por conta do frio. Seus lábios ainda formigavam e apesar de sonolento, estava inquieto.

Ainda não lhe entrava na cabeça o fato de ter sido beijado por Jongin, muito menos a coragem que lhe assumiu o corpo quando, sem mais nem menos, ele resolveu lhe dar um selinho, e isso não esperando nada em troca. As coisas já estavam complicadas demais para todo mundo, em momentos assim simplesmente não dá para se pensar direito, mas, talvez pelo impulso ou apenas pelo calor do momento, Kyungsoo resolveu acabar com aquela situação. Ou tentar acabar.

Ele não soube exatamente quando se interessou por Jongin, mas com certeza não havia sido algo demorado. Desde a primeira vez que o viu, uma curiosidade já se despertava em relação a ele. Kyungsoo, como toda pessoa calma, quieta, na sua, abitolada em livros e mais livros, nunca imaginou se apaixonar por um jogador, um popular, uma das estrelas do time. Por toda sua vida ele achou que teria alguém com o perfil mais parecido com o seu, e ele sempre mantinha em sua cabeça que só acharia o amor de sua vida - isso se achasse - em uma biblioteca. Essa também era a desculpa para o menino ficar em casa.

-"Sair para que? Não vai ter nada de interessante, não vou encontrar o amor da minha vida saindo com vocês. Se ele é o amor da minha vida, provavelmente vai estar em casa estudando ou jogando vídeo game."

É claro que, depois que conheceu a Jongin, muitos de seus preconceitos mudaram, assim como o garoto. Ele havia começado a sorrir mais.

Kyungsoo era uma garoto sério, e Jongin muito leve. Ele sempre arrumava uma maneira de fazê-lo sorrir. Quantas foram as provas que o menino estudava na lanchonete e Jongin, só para desconcentra-lo, começava a fazer bolhas no refrigerante, ou barulhos irritantes, ou pegar uma batata frita e começar a querer enfia-la na boca do garoto.

Se fosse qualquer outra pessoa, ele provavelmente se estressaria, mas com ele? Era simplesmente impossível! Ele só conseguia sorrir e pedir para que parasse, e até quando Jongin não o fazia, ele não ligava.

Kyungsoo estava ficando cansado da demora do menino, assim como aflito e agonizado, quando um som vindo do corredor o despertou.

-"Quem está ai?" Chamou, descobrindo a cabeça. Ficou assustado por algum tempo, até que seus olhos viram alguém passar frente a sua porta "Jongdae? O que é que está fazendo acordado a uma hora dessas?"

O menino que passava no corredor se assustou, mirando a lanterna dentro do quarto.

-"Kyungsoo. Boa noite. Eu estava lendo. Aqui tem uma biblioteca enorme."

-"É sério?" Perguntou duvidoso "E o que estava lendo?"

Jongdae abriu um sorriso, entrando no quarto, sentando na cama ao lado da do garoto, iluminando a capa do livro e a mostrando para o menino. A Metade Negra – Stephen King.

-"Isso ai não é livro de terror?" Indagou, tanto quanto preocupado

-"É. E daí?"

-"Nada... Eu só não sabia que você gostava disso, muito menos que havia uma biblioteca aqui. Esse livro é sobre o que?"

-" É sobre Thad Beaumont. Ele tem um pseudônimo literário chamado George Stark, só que esse também é seu lado negro. Ele era um autor que escrevia violentos livros criminais. Cansado ele decidido que precisa se livrar desse alter ego, só que o inesperado acontece e ele vê a aparição, em carne e osso, de George Stark, sedento por vingança."

-"Nossa!" Kyungsoo ficou pasmo por um momento. Essa havia sido a maior frase que ele ouviu de Jongdae em toda uma vida, no entanto, de longe o que mais o assustou foi a animação nos olhos do menino. Um alter ego assassino... Que interessante isso. "Pa-parece bom" Sorriu um tanto desconfortável "Eu vou a essa biblioteca amanhã, mas sabe Jongdae? Não é bom forçar a vista a essa hora da noite. Deveria dormir e descansar um pouquinho, o livro não vai criar pernas. Minseok sabe que você saiu da cama?"

-"Minseok é dorminhoco. Dorme muito, muito mesmo. Ele nem se mexe."

-"Ah..." Respondeu sem muita animação, logo bocejando. O sono havia chegado. O menino se ajeitou novamente no colchão, antes de dar adeus ao outro menino. "Boa noite, Jongdae. Se você quiser, amanhã podemos falar desse livro."

-"Podemos?" Sorriu, se levantando "Então boa noite." Lhe acenou e saiu do quarto, Kyungsoo vendo aos poucos a luz da lanterna sumindo.

Ele não sabia que Jongdae gostava tanto assim de ler, e quando ele começava a falar... Parecia até mesmo ter achado o santo graal. Balançou a cabeça de um lado para o outro, tentando tirar aquelas maluquices de sua mente. O garoto realmente estava ficando casado com toda a demora de Jongin.

-"Ele deve ter dormido no sofá..." Suspirou "Não o culpo. Depois de tudo deve ser mesmo um pouco esquisito dormir no mesmo quarto que eu." Concluiu, fechando os olhos e virando para parede.

Ele esperava ver Jongin no dia seguinte.

Mas isso não aconteceria. Pelo menos não da maneira que queria que acontecesse.

 

XXXXXXXXXX

 

Minseok acordou lentamente naquele dia, se remexendo aos pouquinhos na cama. Mesmo que o menino ainda estivesse de olhos fechados, suas mãos já procuravam a seu namorado, e este ficou muito feliz quando encontrou a pele macia do garoto, apertando sua cintura e se arrastando para perto. Sentiu a respiração do menino lhe fazendo cosquinhas no rosto, e quando esse abriu os olhos, lá estava o garoto encostado na cama, o livro nas mãos, mas o olhar preso em si.

-"Bom dia" Minseok disse, sorrindo para o garoto "Já acordou a muito tempo?"

-"Uhum." Respondeu balançando a cabeça "Estava lendo."

-"Você trouxe esse livro?" Indagou se sentando na cama, começando a ficar preocupado com a resposta do menino.

-"Não. Peguei na biblioteca ontem à noite."

-"Jongdae! Por favor menino, você está louco? Como sai assim da cama de madrugada?" Falou num tom preocupado, suspirando profundamente "E se alguém acordasse de noite para te fazer algum mal?"

-"Desculpa Minseokkie. Eu só queria ler." Lhe respondeu arrependido, tal como uma criança responde os pais depois que fez alguma bagunça.

Minseok nunca conseguia ficar realmente bravo com o menino. Ele sempre parecia falar em tom de briga mas tudo era, na verdade, uma preocupação excessiva com o seu bem estar.

-"Esqueça disso Jongdae, eu que te devo desculpas. Estou sendo muito chato com você, mas é só medo. Desculpa também por ontem, quando eu não quis que você falasse com o Jongin. Eu realmente estava sendo bobo."

Minseok dizia a tudo aquilo encarando suas mãos, realmente soando arrependimento. Com tudo o que estava acontecendo, parecia que a preocupação natural do menino se juntava a todo o acontecido dos fatos, e estes não eram poucos. Não tinha como não temer a cada pessoa, e desconfiar de cada uma delas.

O menino, envergonhado, só parou de olhar para sua mão quando sentiu que seu namorado levantava a seu queixo, o fazendo o olhar.

-"Seokkie, você não é bobo. Eu falei que era, mas você não é não." O puxou, deixando um beijinho extremamente carinhoso em seus lábios.

O garoto se assustou por alguns segundos, é verdade, mas, por mais que Jongdae não fosse muito dado a tais iniciativas, o menino ainda era um adolescente, assim como Minseok. Não tardou a, lentamente, segurar o livro de Jongdae e o colocar para o lado, enquanto tentava puxar o garoto para mais perto. Sentiu extrema necessidade de aprofundar aquele beijo, que lhe era dado com tanto gosto, e mesmo que este fosse um beijo muito mais intenso do que lhes era normal, ainda assim era um beijo de certa forma carinhoso. Jongdae nunca soube direito como relacionamentos funcionavam, mas como dito antes, ele ainda era jovem, um adolescente, hormônios a flor da pele e isso também valia para seu namorado.

Jongdae, com as mãos nervosas, o corpo tremendo, segurou vagarosamente nos ombros do namorado, o empurrando lentamente. Sem que percebessem já estavam deitados, aconchegados no velho colchão, os beijos um tanto mais intensos que o normal. Minseok já segurava a camisa de seu namorado, só para tê-lo mais perto de si. Era tão estranho ter esse nível de intimidade com o menino, e mesmo que namorassem a muito tempo nunca tinham chegado a esse ponto, e era tão bom... Era um arrepio tão diferente. Um calor diferente.

Mas não deviam passar disso.

Ali não era o lugar, nem o momento certo. Não com tudo que acontecia, não com todos aqueles problemas que estavam o rodiando, mas principalmente, não com todas aquelas pessoas em casa.

-"Jongdae..." Colocou as mãos no peito do garoto, o empurrando levemente, só para que conseguisse o olhar "Eu te amo, mas ainda é... Ainda é cedo."

Jongdae franziu a sobrancelha, o olhando duvidosamente, como se não entendesse o que o namorado queria dizer com aquilo. A carinha que ele fazia era tão inocente que Minseok começava a suspeitar que ele deveria faze-la só para provoca-lo.

-"Você sabe o que vai acabar acontecendo se ficarmos um pouco mais... Desse jeito." Fez um gesto, como se estivesse lhe mostrando a situação dos dois.

Jongdae ainda lhe encarava de uma forma inocente e um tanto fofa, quando lhe deu um sorrisinho e se abaixou, beijando a Minseok mais uma vez, sentindo o rubor das bochechas do namorado abaixo de si.

-"Minseok, eu te amo." Sorriu lhe dando um selinho "Você me faz muito feliz. Muito." Lhe deu mais um selinho e se sentou na cama.

O garoto não poderia estar mais vermelho em tal situação. Era fato que algo estava diferente em Jongdae, ele só não sabia ao certo o que era. O menino parecia cada vez menos desinibido, animado, curioso, como se ele ignorasse a todos os fatos perturbadores que estavam acontecendo naqueles dias, ou como se simplesmente não se importasse. Como se de, alguma forma, ele já houvesse acostumado com isso. Seria culpa dos muitos filmes e livros que a garoto via?

Minseok não queria se preocupar, mas se preocupou.

Lentamente ele voltou a se sentar na cama, até que sua mão fosse entrelaçada pela do garoto, que ainda sorria. Ele segurou o livro e voltou a abri-lo, mostrando para Minseok.

-"Lê? Lê para mim?" Perguntou, os olhos fixos no do namorado.

-"Leio sim, meu amor." Sorriu de volta "A quanto tempo não faço isso com você."

Jongdae deu um sorriso mais aberto do que antes, voltando a se deitar na cama, logo seguido de Minseok, que se aconchegou em cima do braço do namorado, sentindo que ele agora o segurava. Sentiu suas pernas se entrelaçando aos poucos, assim como o carinho que um oferecia ao outro.

-"Você parou aqui?" Perguntou recebendo um aceno afirmativo de cabeça "Okay, então vou começar, certo? ...Bom, talvez porque ele nunca ria o suficiente. Para ela, o som do riso de Thad tinha um encanto estranho e exótico..."

E continuaram dessa maneira, até que o resto da casa acordasse.

 

XXXXXXXXXXX

 

Kyungsoo acordou girando na cama. Apesar de ter ido dormir, sentia-se como se houvesse se deitado em um colchão de pedras e não pregado o olho uma única vez. Seu coração doía, isso tanto quanto seu corpo e sua mente, que pareciam não ter sido descansada durante a noite.

A longa noite...

Os fatos ainda estavam frescos em sua mente, e simplesmente não dava para ignorar tudo que havia acontecido. A morte de Junmyeon, seguida da morte de Sehun, seguido de um beijo seu e de Jongin. No meio de todos aqueles problemas, de toda aquela confusão, até parece anti-climático ter lhe beijado, mas, se não o tivesse feito, seu coração não teria suportado. As vezes era preciso ter alguma ação, uma quebra, algo inesperado e sendo sincero, Kyungsoo não estava nenhum pouco arrependido.

Tudo que o garoto mais queria era ter conversado com Jongin direito. Se confessado, falado tudo o que sempre sentiu, dito por quantos anos, meses, dias e horas ele quis ser mais que um amigo, mas ele não apareceu e seu coração doeu muito mais quando seus olhos seguiram para cama do lado.

Nada de Jongin.

Onde o garoto havia se metido? Havia tanta coisa a ser falada, tantas declarações a serem feitas... Mas Kyungsoo havia acordado e sua cabeça já doía, seu estômago já revirava de nervoso, e as mãos, estas estavam trêmulas, principalmente quando lembrava-se do dia anterior. Daquele beijo que tão delicadamente recebeu, dos olhos de Jongin sobre si. Até mesmo a voz do garoto ecoava na sua cabeça! A voz de Jongin era tão bonita...

O menino não podia estar mais confuso em um momento como aqueles. Se tudo para ele parecia ter sido tão bom e perfeito, enquanto que aparentemente Jongin pareceu se sentir de mesma forma, por que o garoto parecia nem ter pisado no quarto aquela noite? Vergonha ou pior... Arrependimento?

Doía olhar para o lado e ver a cama em perfeito estado, parecendo intocada pela noite toda. Jongin teria a arrumado ou realmente não havia nem pisado lá? Provavelmente a segunda opção pois a especialidade do menino não é muito bem ser organizado.

Será que Jongin havia tomado nojo de si?

O garoto balançou sua cabeça negativamente de um lado para o outro, como se estivesse tentando mandar as ideias para bem longe dali. Se levantou da cama esfregando os olhos, enquanto a passos lerdos saía do quarto, quase trombando com Baekhyun, que passava agitado por si.

-"Aish! Bom dia para você, mal educado!"

-"Me dá um tempo, Kyungsoo! Eu estou procurando o Channie!"

-"Perdeu seu namorado de vista? Ele só deve ter ido ao banheiro."

-"Mas se Luhan estiver acordado? E se aquele projeto de Sasha Grey estiver a fim de fazer sabe se lá o que com meu namorado, invadir o banheiro e sabe se lá mais o que!?"

-"Bem... Se ele te amar, mesmo que Luhan tente fazer isso, ele não vai aceitar." O olhou e sorriu largamente "Mas se você está preocupado é porque talvez o seu 'Channie' não seja assim tão fiel, não é mesmo?" Seu sorriso só crescia, enquanto via a veia de Baek saltar a testa "Sabe o nome disso? Medo do perigo iminente."

-"Oras!" Rangeu os dentes "Chanyeol não é assim! A culpa não é minha se Luhan tem alguma praga que atraia a atenção dos outros!"

-"...Mas ninguém sabe fazer silêncio?" Uma voz surgiu perto dos dois. Era Yixing que havia acabado de se levantar, os cabelos bagunçados e coçando os olhos "Não se preocupe, Baek, o Luhan ainda está dormindo aqui, assim como o Tao e o Yifan."

O outro garoto pareceu suspirar aliviado, enquanto Yixing se aproximava dos dois, a aparência tão cansada quanto a de Kyungsoo. As noites também não deveriam estar nada fáceis para o menino.

-"Mas espera ai? Então onde raios se meteu Chanyeol?" Perguntou, recomeçando os seus chiliques.

-"Eu acabei de acordar, Baekkie... Como vou saber?" Kyungsoo respondeu com um bico, vendo o menino lhe dar as costas e sair pisando duro para o andar de baixo, fazendo a escada ranger mais do que já era costume.

-"Seu cuzão!" Ele gritou do meio das escadas e terminou de descer.

Yixing e Kyungsoo se entreolharam momentaneamente, deixando um risinho meio torto lhes preencher os lábios. Aquele garoto era mesmo muito ciumento, tanto que era provável que violentasse alguém só para o bem estar do namorado, ou ao menos o que ele achasse que era para o bem estar dele.

-"Ei, Yixing." Chamou Kyungsoo, vendo o menino se virar de frente para si "Como está o Zitao? Quer dizer... Do Luhan eu já não espero nenhum tipo de arrependimento ou algo do gênero, e nem me impressionaria se ele não houvesse derramado uma só lágrima, mas..." Engoliu as palavras por um momento "O Tao e o Sehun eram amigos próximos também..."

-"Se quer mesmo saber, Tao está meio acabado." Se encostou na parede "Quando ele chegou no quarto eu acordei e o vi se jogar no colchão e socar o travesseiro. Ele é uma criança que esconde bem os sentimentos, sabe? Não o culpo por ele estar assim pelo Sehun, já que de certo modo os dois eram comparsas um do outro."

-"E o Yifan?" Olhou para o menino, tentando buscar as palavras certas "Quer dizer... Ele podia ter consolado Zitao um pouquinho."

-"Yifan? O que odeia uma cena? Um choro? Uma carência? Yifan nunca consolaria o Zitao, por mais que ele mereça."

Kyungsoo ouvia a tudo aquilo atentamente. O garoto respirou fundo e fechou os olhos por um momento, como se organizasse em sua cabeça todas as informações que estava recebendo. Talvez Kyungsoo estivesse enganado sobre todos os seus amigos durante esse tempo que passaram naquela casa. Sempre pensou que os conhecia, mas na verdade, todos agora pareciam ter segundas faces.

-"Ei, Soo!" Yixing chamou, o despertando de seu devaneio "E Jongin, como está com tudo isso? Chanyeol é tão sem noção e exagerado as vezes." Perguntou, enquanto olhava para o menino, que agora havia ficado um tanto sem graça.

-"Eu não sei bem... Ontem à noite conversamos um pouquinho quando vocês estavam dormindo, mas depois eu subi e não o vi mais."

-"Vocês conversaram? Isso é bom! Falaram de que?" Perguntou com os olhinhos brilhando.

-"Ah..." Ficou sem graça por um momento, colocando os fios de cabelo atrás da orelha "Nós não conseguimos falar muita coisa na hora. Ele ainda estava meio cheio, eu também, nos beijamos, ele ficou meio paranoico de repente e pediu para eu subir."

-"Ah, ele..." Agarrou um tempo, até seu cérebro raciocinar as palavras e um sorriso começar a lhe brotar no rosto "Espera. Você disse beijo?"

Kyungsoo apenas riu sem graça para ele, e depois olhou para os sapatos, como se seu silêncio já respondesse. Yixing segurou as mãos do menino e começou a pular em volta dele animadamente.

-"Caramba! Finalmente!" Comemorava "Onde ele está? Preciso chama-lo de lerdo imediatamente." O sorriso que estava no rosto de Kyungsoo morreu aos poucos.

-"Acontece que eu não sei aonde ele está." Respondeu triste "Não o vi desde ontem, depois que ele me mandou eu subir."

-"Por que raios ele iria te mandar subir?"

-"Não sei. Ele disse que ia pegar algo na bolsa e depois subiria."

Yixing estranhou aquela resposta. Provavelmente ele encheria o garoto demais perguntas, isso se uma voz não houvesse os tirado a concentração. Eram Minseok e Jongdae que haviam aparecido no final do corredor, de mãos dadas, lhes chamando a atenção.

-"Bom dia." Minseok desejou.

-"Bom dia." Responderam os outros dois meninos juntos.

-"Só acordamos nós quatro?" Perguntou enquanto se aproximava dos adolescentes.

-"Bem... Baekhyun também acordou e está desesperado a procura de Chanyeol. Yifan, Luhan e Zitao ainda estam dormindo."

-"E Jongin?" Jongdae indagou, chamando levemente a atenção dos três meninos.

-"Não o vimos ainda." Yixing respondeu simples "Mas vamos aproveitar que nós estamos juntos e vamos todos comer algo, antes que alguém acabe com toda nossa comida." Lhes lançou um sorriso que a muito tempo não percorria os lábios do menino "E você Jongdae? O que quer de café da manhã?" Perguntou segurando a mão do menino, o puxando na frente dos outros, enquanto descia as escadas.

Minseok sorriu um pouco ao ver a cena. Ele ficava feliz por Jongdae ficar a vontade com uma pessoa além de si, apesar de que ultimamente o menino estava mais sociável com todos da casa. Haveria algum motivo especial para isso? No meio de suas divagações a sua mente se voltou para Kyungsoo, que continuava na mesma posição de antes. Eles nunca haviam conversado muito, mas sabia que ele era uma pessoa legal.

-"Seu namorado gosta de ler, não é?" Perguntou, puxando assunto.

-"Ele gosta bastante." Respondeu começando a caminha lentamente para o andar debaixo, seguindo o caminho de Yixing. "Ele me disse uma vez que sempre quis conversar com você."

-"É? E por quê?"

-"Ele disse que a maioria dos livros que ele pegou na escola tinha o seu nome na folha de devolução."

-"Ah!" Riu, começando a descer os degraus da escada que tanto rangia "É verdade que sou um rato de biblioteca. Ele parece alguém muito bom." Sorriu para Minseok, que lhe sorriu de volta "Sabe? Eu acho fofo o namoro de vocês dois."

-"Você é um dos poucos, mas obrigado."

-"Eles são imaturos!" Fez uma careta para o riso do outro menino "Minseok, eu posso te fazer uma pergunta? Como é namorar alguém como ele?"

-"Bem..." Começou a repensar algumas ideias de repente " Acho que é mais normal do que pensam, tipo, as vezes eu tenho que ser a parte forte e é claro que preciso de paciência a maioria das vezes, mas eu posso te jurar que é ótimo e vale a pena."

Kyungsoo apenas concordou com a cabeça e olhou para direção de Jongdae, que estava junto com Yixing, mas infelizmente acompanhado de Chanyeol e Baekhyun. Seria tão melhor se eles estivessem dormindo. Os dois garotos se aproximaram para ver a conversa, e pelo clima as coisas não estavam tão boas assim.

-"Mas Channie..." Baekhyun falava de forma manhosa "É perigoso, é idiota, é..."

-"Baek, será que dá para calar a porra da boca?" Respondeu bravo, para o encolher de ombros do menino "A gente precisa sair daqui!"

-"Mas o que é que está acontecendo aqui?" Minseok perguntou ao se aproximar, ganhando o mal olhado do casal.

-"Chego quem não devia." Começou Baekhyun com seu ar egocêntrico "Por que não volta da toca onde saiu?"

-"E por que você tem que ser tão ignorante e simplesmente não me responde?"

Baekhyun já sentia a resposta lhe caçando a garganta, quando Chanyeol colocou a mão frente ao menino, como se assumisse algum tipo de responsabilidade. Ele já estava com uma mochila nas costas, o olhar intimidador para o outro menino.

-"Eu estou indo embora. Não tem condições de eu ficar aqui! Eu não quero morrer!"

-"Chanyeol, eu te odeio e a maior parte do tempo acharia sua existência desnecessária, mas sair daqui é suicídio." Minseok devolveu tão seco quanto.

-"E você acha que ficar aqui é uma salvação?"

-"Chanyeol, Minseok não está totalmente errado. A gente não sabe como isso aqui funciona, a gente não sabe o que ou quem está atacando, muito menos quando. Quem não garante que você morra tentando ir para sei lá aonde?"

-"Channie... Por favor... Por mais que eu odeio concordar com os dois, eles estão certos." Baek juntava as mãos e moldava um bico "Vamos pensar em algo melhor."

-"Mas..."

-"Hey, Chanyeol!" Yixing chamou sua atenção "Nós poderíamos fazer o seguinte. Podíamos arrumar um pouco de comida e água, então ai sim sair tentando achar uma trilha para uma cidade, e se andarmos muito e não acharmos, nós voltamos. Poderia ser assim?"

Todos os garotos pareceram se agradar com a ideia, e Chanyeol ponderava a decisão que o grupo tomava. Ao menos parecia ser melhor do que nada. Ele só queria poder sair dali...

-"Okay, eu aceito, mas todos se arrumem e vamos logo! Eu não quero ficar aqui mais tempo que o necessário!"

Todos os meninos suspiraram aliviados por ele não ter começado suas oposições. Chanyeol deveria ter sido algum ditador em uma vida passada.

Todos os meninos tomaram o café da manhã e se aprontaram. Quer dizer, todos menos Yifan, Tao e Luhan, que continuavam a dormir, descansando do dia estranho que tiveram.

-"Vamos logo! Deixe eles ai dormindo!" Chanyeol já estava inquieto, batendo o pé no chão, frente a porta.

-"Mas não é melhor..." Kyungsoo iria sugerir.

-"Não, Kyungsoo, o Chanyeol está certo. Até eles acordarem vai demorar muito!" Yixing completou, segurando a sua mão "Vamos!" Sorriu e começou a lhe puxar a mão.

E assim foram os seis meninos, tentando achar uma trilha para sabe se lá aonde.

 

(...)

 

-"Caramba!" Yixing soltou "Precisamos voltar!"

Todos os meninos já estavam andando fazia quase uma hora, quando Yixing parou no meio do caminho.

-"MAS É O QUE?" Baekhyun estrilou "Voltar agora? Está maluco? Eu não enfrentei todos esses mosquitos e muriçocas à toa!"

-"O que você esqueceu, Yixing?"

-"Minha bolsa! E se eu sentir sede, ou fome, ou se anoitecer? Alguém trouxe lanterna?" Olhou e todos negaram "Viu!? Vamos voltar, a gente vai correndo."

-"Mas eu não vou!" Baekhyun cruzou os braços e se jogou no chão, fazendo pirraça.

-"Ótimo! Você fica a gente volta!" Minseok se estressou, dando a mão para Yixing, e o puxando mata a dentro de volta para casa.

Kyungsoo e Jongdae se entreolharam e não pensaram duas vezes antes de os seguir, deixando os dois adolescentes a sós.

-"Aish eu não acredito!" Baek deu chilique "Por que não disse nada, Channie?"

-"Talvez porque se VOCÊ não fizesse cena nós dois estaríamos sozinhos e longe daqui!?"

-"Estamos sozinhos agora, caramba!"

-"É Baek, só que eu não falava desse jeito! Nós tínhamos muito mais chances de encontrar algo se fossemos só nós dois."

-"Que se dane, Chanyeol! Agora já estamos nessa situação e adivinhe, dependendo daqueles idiotas! Pelo menos o Luhan não está aqui para ficar dando em cima de você."

-"Quanto ciúme, Baekkie." Sorriu de lado, provocando o namorado, no entanto, Baekhyun ainda estava indiferente a tudo aquilo.

-"Ele está muito saidinho para o meu gosto... Para aprontar alguma é fácil! Aish... Só espero que Kyungsoo, Yixing e os estranhos sejam rápidos! Já estou de saco cheio de todo esse verde."

 

XXXXXXXXXXXXX

 

-"Ei, Yixing! Como está o Zitao?" Kyungsoo perguntou, bem logo ali no corredor, quase frente a porta de onde Yixing dormiu, e por consequência, onde Zitao também dormiu "Quer dizer... Do Luhan eu já não espero nenhum tipo de arrependimento ou algo do gênero, e nem me impressionaria se ele não houvesse derramado uma só lágrima, mas o Tao e o Sehun eram amigos próximos também..."

Ninguém sabia, mas Zitao já estava acordado a tempos. Ele estava meio acabado, coitado. A noite não tinha sido a melhor, ainda mais depois que viu Sehun. Ele poderia ter continuado dentro da casa, mas quando ele ouviu a barulhada que Jongin fazia e viu que todos corriam para ver o que acontecia, era fato que ele não ficaria sozinho ali nem que lhe pagassem. Saiu em disparada atrás dos outros meninos, no entanto, quando chegaram perto e viram Chanyeol e Jongin rolando em um séria briga, sabia que coisa boa não havia acontecido.

Era claro que não ia ser coisa boa.

Depois da acusação que Chanyeol fez, não demorou a todos se espantarem e começarem a encher um ao outro de perguntas, enquanto Tao, ele estava assustado demais com tudo aquilo. Tudo que ele queria naquele momento era um pouco de amor, um abraço, algum tipo de demonstração de afeto.

Porém só teve decepção atrás de decepção. Tao viu Yifan dar abraços e palavras reconfortantes, Só que para Luhan. Sempre Luhan... Até na porcaria do banheiro, quando ele achou que relaxaria um tantinho tomando banho, aquele garoto interrompia e provocava os outros.

Passou a noite toda pensando sobre isso, e ao acordar, parecia que a situação não havia melhorado tanto assim. Ele ouviu uma conversa paralela de Yixing e Kyungsoo no corredor, e não pensou duas vezes antes de se aproximar, abrindo uma frestinha na porta para olhar a cena.

-"Se quer mesmo saber, Tao está meio acabado. Quando ele chegou no quarto eu acordei e o vi se jogar no colchão e socar o travesseiro. Ele é uma criança que esconde bem os sentimentos, sabe? Não o culpo por ele estar assim pelo Sehun, já que de certo modo os dois eram comparsas um do outro."

“Vocês nem imaginam quanto...” O garoto dizia a si mesmo, enquanto ainda ouvia a conversa.

-"E o Yifan? Quer dizer... Ele podia ter consolado Zitao um pouquinho."

-"Yifan? O que odeia uma cena? Um choro? Uma carência? Yifan nunca consolaria o Zitao, por mais que ele mereça."

O menino ouvia a tudo aquilo atentamente de trás da porta. O pior de tudo aquilo era que, apesar dele querer muito que tudo aquilo fosse mentira e apenas uma viagem sem sentido daqueles meninos, todas suas palavras eram verdadeiras. Talvez Yifan nunca o amasse da maneira que sempre sonhou. Talvez o Yifan nem o merecesse.

O menino, cansado, esperou que todos saíssem dali, ouvindo o ranger chato da escada, e seguiu para o banheiro, jogando um pouco de água em seu rosto. Ele estava totalmente desgastado. Só queria dar uma relaxada e quem sabe, tentar dormir novamente.

A todo momento, graças as paredes finas da casa, assim como a barulheira do andar debaixo, o menino ouvia perfeitamente a tudo que acontecia.

-"Vamos logo! Deixe eles ai dormindo!" Chanyeol gritava do andar debaixo.

Eles sairiam para buscar uma trilha, e sendo sincero, Zitao não estava com a menor vontade de se mover o dia todo. Quando estava pronto para correr para o quarto e fingir que estava dormindo, pois talvez assim eles se comparecessem, o garoto bateu de cara com Yifan, que estava atrás de si, ouvindo a tudo. A quanto tempo ele estava ali? Aquele garoto sorrateiro!

-"O que está acontecendo?" Yifan perguntou.

-"Eles estão saindo para achar uma trilha."

-"Ótimo! Então vamos tamb-..."

-"Não!" Zitao berrou, empurrando o menino para dentro, com medo de que alguém do andar debaixo o visse.

-"Como assim, Tao?" Se virou, segurando os ombros do menino "Nós temos que ir junto!"

-"Não! Não temos não!" O garoto levantava a voz, irado. Era a primeira vez que ele levantava a voz para Yifan, que certamente se espantou com a atitude do menino.

-"Como assim?" Indagou "Nós vam-..." Antes de terminar a frase e empurrar Tao para o lado, viu a Yixing arrastar todo mundo da casa, os deixando para trás. "Ótimo!" Esbravejou "Perdemos eles! Que maravilha! O que é que está pensando em Zitao? A sua sanidade está abaixando? Ficou maluco?"

-"Cala essa maldita boca!" O cortou, a raiva passando por toda suas veias "Eu estou cansado, exausto, bravo, me sentindo um lixo, e não tenho a porra de uma ajuda de alguém para me acalmar!" Colocava as mãos nos cabelos, como se fosse arranca-los "Você fica o dia inteiro lambendo o cu do Luhan, tudo por uma foda com aquele oferecido que só tem isso mesmo a oferecer! Aquela merda daquele corpo! Por que não vai fazer isso agora e me deixa descansar por um minuto?"

-"Tao! Por que você está falando desse jeit-..." O menino, começando a se assustar com o estouro do garoto, tentou lhe segurar, no entanto, ele desviou, o ódio estampado no olhar.

-"Não me encosta, idiota! No momento que eu queria um mísero olhar de piedade seu, você estava se esfregando no Luhan. Por que não vai lá fazer isso agora? Por que não vai lá e fica lhe passado a mão no cabelo, ou fazendo a porra de um carinho, ou fica falando alguns apelidinhos fofos para ele E ME DEIXA EM PAZ!" Gritava, tentando sair dali e pisando firme.

-"Você não grita comigo!" Segurou o menino pelo pulso e o jogando na parede "Então isso é sobre o Luhan? Você fica com raivinha dele e quer descontar em mim?"

-"Raivinha do Luhan? Raivinha? Raiva eu estou de você, imbecil! Por que não vai lá dar alguns beijos nele, se é que você já não fez isso."

-"Qual é, Zitao... Para que me xingar tanto? Qual o problema?" Perguntou mais calmo, ainda segurando o menino, mas esse já estava a ponto de explodir.

-"Qual o problema? Você! Você é o problema! Comigo faz todo um joguinho, começa a jogar o maior charme, brinca de me ignorar e depois lembrar que eu existo, mas com ele... Com ele não! Com ele é só sair agarrando e meter fundo, não é? Na hora de fazer trio para ir procurar Junmyeon você nem lembra que existo, na hora de acalmar alguém parece que só ele que está assustado. Até na maldita hora de dormir parece que só existe ele! Todo mundo fala de como você trata ele!"

-"O que? Está me chamando de fácil, moleque? Acho que saio pagando pau para qualquer um? Estranho! É por isso que ninguém te suporta! Garoto assim ninguém merece!" Apertava ainda mais seus ombros contra a parede.

-"Agora eu sou o estranho? Que mais Yifan? Desenvolve essa frase! Coloca para fora tudo que eu sou!" As lágrimas já podiam ser vistas nos olhos do menino. Que briga era aquela?

-"Um lixo, carente, que só sabe julgar os outros!" Soltou, com todas as forças que tinham em suas cordas vocais. Passou um tempo encarando a Zitao com raiva, mas não demorou a se arrepender quando viu seus olhos cheios de lágrimas, mordendo a boca com força. Ele parecia prestes a explodir. Tantas coisas para falar e Yifan havia escolhido justamente aquelas ofensas?

Tomado por raiva, só viu Tao estalando os dedos, assim como uma mão se aproximando de seu rosto. Tao lhe disferiu um tapa na cara, fazendo um estalo ecoar por todo corredor. Yifan virou a cara, sentindo ela toda doer. O garoto havia colocado tanta, mais tanta força, que a marca de sua mão estava perfeitamente estampada em seu rosto.

-"Olha aqui... Mas você presta muita atenção, seu merda!" Zitao começava a crescer para cima de Yifan, que se espantava cada vez mais com a atitude do menino "Eu posso muito ser um lixo, mas eu não cheguei nem perto de você, que acha que serve para alguma coisa! Eu até posso julgar os outros, mas nunca, nunca na vida eu reclamei quando falavam mal de mim. Agora, uma coisa eu não admito. Que me chame de carente. Tudo que eu queria seu era algo simples, só um pouquinho de afeto e nada mais. Você tem coragem de me olhar e me chamar de carente, quando aquele moleque para qual você deita no chão para que ele passe por cima, não tem nem amor-próprio e só fica feliz quando está se esfregando com alguém ou acabando com alguma relação? Você é o maior débil do mundo, Yifan! O maior!" Se aproximava ainda mais do menino, com o dedo indicador no seu peito "Mas sabe qual o pior de tudo? É que eu gosto de você."

-"Co-como?" Perguntou atordoado com a enxurrada de palavras que recebia.

-"Você é burro ou o que?!" Se estressou de vez, as lágrimas ainda descendo loucamente.

Zitao, cansado de tudo aquilo, segurou o menino pela gola da camiseta e começou a se aproximar. O olhou com raiva uma última vez, antes de se aproximar dos seus lábios e o beijar.

O beijo não era nem de longe algo amoroso, ou bom. Zitao estava com raiva e Yifan espantado demais. Foi apenas um selinho. Um toado de ódio.

Zitao se separou o empurrando para longe, as lágrimas ainda lhe descendo os olhos.

-"Sentiu esse beijo, Yifan? Ele foi horrível! Mas mesmo sendo horrível, eu o dei com amor, coisa que aquele oferecido não sabe nem o que é!" Virou de costas e saiu pisando firme "Ah, mais um coisa. Por que não vai lá beijar o Luhan e ver se eu não estou falando a verdade?" Virou-se de frente para si, antes de descer o primeiro degrau da escada "Sabe, Yifan? O Luhan até pode dar a bunda bem, mas eu dou melhor!" Coloque ênfase na frase, antes de se virar, com as mãos em frente aos olhos, e sair correndo, enquanto que Yifan... Esse não sabia mais de nada.

 

XXXXXXXXXXXXX

 

O sangue de Zitao nunca havia subido tanto na vida. Ele estava abalado, ferido emocionalmente, de cabeça cheia, com raiva de Yifan, de Luhan, de quem havia matado Sehun...

Por que ele tinha que morrer?

A situação estava tão desconfortável que o menino só se viu correndo para longe dali, tentando se esconder de Yifan. Ele ficou tão alterado com toda a situação que nem mesmo acreditava que havia acabado de se declarar com todas as palavras para Yifan. E que beijo horrível havia sido aquele? Ele sabia que nem todo mundo tinha o melhor primeiro beijo, mas aquilo era avacalhar demais com sua pessoa.

Como alguém poderia ser tão idiota aquele ponto? Tudo que ele tinha feito por todo esses anos sempre foi tentar ao máximo o agradar, tentar fazer ele ver o quão especial ele podia ser e tentar, mais do que tudo, ser um bom amigo.

Por muito tempo o menino achou que deveria ter algum problema consigo, ou que estava fazendo algo de errado, no entanto agora ele via o quanto tempo ele fez demais. O garoto realmente merecia muito mais do que Yifan. Pelo menos o Yifan dessa fase. Talvez um dia o garoto amadurecesse o suficiente para notar tudo que Tao fazia por si.

Desconcertado, o menino começou a seguir caminhou rumo ao celeiro atrás da casa, ao menos para passar um tempo sozinho, organizando os pensamentos. O garoto se encostou em um monte de feno e praticamente se jogou para trás, observando o teto desgastado do lugar, enquanto murmurava algumas palavras para si mesmo.

-"Se acalma Tao... Se acalme ao menos um pouco. Tudo vai ficar bem." Falava, massageando as têmporas "Aish! Como eu vou encará-lo de noite? E se ele dizer algo para Luhan?"

Tao estava cada vez mais nervoso, embora fala-se 'se acalme' por repetidas e repetidas vezes. Era como se algo lhe dissesse que nada ficaria bem. Tem dias que não se deveria mesmo sair da cama.

O menino, cansado e suspirando pesadamente, se jogou para trás no feno, deixando suas mãos caírem cada uma para um lado de seu corpo. No entanto, quando suas mãos tocaram no chão, algo parecia as molhar. No susto, Tao as levantou para frente de seus olhos, e quando viu o que ali tinha, o garoto se levantou correndo e aos tropeços, caindo de joelhos não conseguindo dar dois passos.

Olhou para trás assustado, e ao constatar que não havia ninguém atrás de si, olhou para as mãos. Ambas sujas. Ambas manchadas de sangue.

-"Ma-mas... mas que merda é essa?" Todo o nervosismo de Tao se triplicou no momento em que ele viu as mãos sujas, e como num ímpeto, novamente ele voltou a se aproximar do monte de feno.

-"Co-como... o que raio é isso?" Olhou, sendo um sangue escorrer daquele montinho amarelo. A cor evidenciava que já estava ali a um bom tempo, mas não o suficiente para que tudo estivesse seco.

Como medo e receio do que fosse encontrar, o menino foi tirando o feno dali, até que desse um berro, colocando a mão em frente a boca, mas logo a tirando, lembrando de que elas estavam juntas. O que o menino achou era um braço. Um braço ao qual carregava uma pulseira de couro, idêntica há qual Jongin usava.

Não. Não podia ser verdade.

O menino, ainda espantado, mais agora curioso, começou loucamente a arrancar o feno dali, até que seus olhos enxergassem ao dono da pulseira, com a garganta aberta. Aquilo era totalmente repulsivo!

Zitao estava mais espantado do que nunca. Por que sempre era ele que tinha que encontrar um corpo? Primeiro o de Junmyeon e agora o de Jongin. Mas que merda! O que ele diria?

O menino estava pronto para sair correndo dali e começar a gritar desesperadamente seus amigos, quando uma ideia lhe passou pela mente. E se acontecesse consigo exatamente o que havia acontecido com Jongin? E se alguém duvidasse de sua palavra e não confiasse em seu depoimento? Em suas mãos e roupas estavam a prova: O sangue.

Ele tinha que dar um jeito nisso primeiro.

-"Desculpa Jongin..." Murmurou antes de, ainda com as mãos tremendo, ele jogar de maneira nada uniforme, o feno por cima de si, e sair dali o mais rápido que pudesse.

Zitao não queria levar a culpa, por isso ele teria que guardar esse segredo de todas as formas possíveis consigo mesmo. O garoto começou a disparar em meio a mata fechada, tentando achar um caminho alternativo para o lago, para que pudesse lavar suas mãos e sua roupa, toda suja de sangue. Ele não podia seguir a trilha normal. Não queria nem a menor chance de se encontrar com alguém.

Seu desespero era tanto, que o menino não sabia como deveria proceder. Era muitas as informações que vinham em sua cabeça em tão pouco tempo. Como ele esconderia um segredo assim? Quem teria matado Jongin? Por que ninguém tinha visto o menino morrendo? Eles haviam se visto na porta do banheiro, na noite anterior!

Assustado demais, com as ideias a mil por hora, Zitao não conseguiu ver, apenas sentir.

Uma dor terrivelmente aguda começou em sua perna esquerda, fazendo com que o menino fosse de encontro ao chão, gritando como nunca na vida, fazendo o som ecoar pela floresta, assim como vários pássaros que estavam por perto saírem voando.

O garoto apenas segurou a sua perna, sentindo o sangue escorrer dela, porém, quando olhou para baixo, se arrependeu de sanar sua curiosidade e ter visto o que acontecia. Uma armadilha de urso havia ficado presa em sua perna. Por que raios naquela floresta abandonada teria uma armadilha de ursos?

Assustado, as mãos tremendo e uma dor insuportável, Tao pegou o primeiro galho que viu e tentou forçar ali, mas não precisou de um mínimo esforço para que ele se dividisse em dois. Os galhos que haviam ali perto eram extremamente fracos, e ele não havia consigo nenhuma ferramenta, nem ao menos um canivete.

-"Socorro!" Começou a gritar desesperado "Por favor socorro!" a dor era tanta que o garoto podia começar a sentir a adrenalina lhe percorrer o corpo. Ele não podia ficar ali. E se aquela armadilha fosse obra do assassino? Ele o ouviria e com certeza aparecia para o matar.

Tao, sem nenhuma escolha e perdendo muito sangue, começou a fazer o possível para se arrastar da li, lágrima de ódio e dor lhe descendo o rosto, se arrastando por toda aquela terra e lama, gemendo por qualquer movimento que fazia e sentia a armadilha lhe puxar a perna.

Foi se arrastando o quanto conseguiu, até que seus olhos mirassem na imagem do lago. Ele não acreditou que estivesse chegado ali! Logo agora que, a sua salvação teria sido encontrar a grande casa de madeira.

Assustado, procurando algo ali que pudesse o ajudar a tirar a armadilha, o menino encarou outro galho, dessa vez um pouco mais grosso. Talvez essa fosse a sua chance! Desesperado, começou a arrastar-se até o galho.

Quando faltava poucos centímetros para que suas mãos alcançassem o pedaço de madeira, sentiu uma forte dor na cabeça, sua cara indo de encontro direto ao chão. Mas o que é que...

-"Ora, ora..." Uma voz surgiu no ambiente. Uma voz extremamente familiar "Parece que a minha armadilha pegou alguma coisa!" Disse cínico. Quando Tao tentou levantar a cabeça, foi impedido por uma força maior aplicada "Não, não, não, queridinho. Nada de tentar fugir!" Riu, uma daquelas risadinhas debochadas e irritantes "Um passarinho me contou que você não sabe nadar. Quer testar isso?"

Sem o menor sinal de misericórdia, o assassino empurrou a Tao para o lago, vendo o garoto começar a afundar, se debatendo loucamente na água. Já não bastasse a armadilha na perna, o garoto realmente não sabia nadar.

O assassino sentou-se calmamente a beira do lago, como se admirasse ver o desespero do menino, que se debatia loucamente, as roupas pesando aos poucos, assim como a armadilha em seu pé. Ele viu isso acontecer, até que as águas, aos poucos começassem a se acalmar, e com o tempo, não ver mais o corpo de Tao. Ele deveria ter se afundado totalmente.

Satisfeito, o menino pegou mais uma folha e o lápis, deixando por entre linhas tortas mais um de seus recados, na margem do lago.

"Molhado".

 

XXXXXXXXXXX

 

Yifan ficou no banheiro, parado. A sua mente ainda raciocinava tudo o que Zitao havia dito para si.

Não podia ser, ele não tinha o direito de dizer tudo o que queria e sair daquele jeito. Raiva, foi o que se encheu o peito do garoto. Teria que ir atrás do menino, ele iria escutar e explicar muita coisa.

Movido a ira o garoto saiu do banheiro pisando fundo no chão, chamando o garoto pela casa inteira. Não tinha nenhuma resposta, tudo estava muito silencioso. Zitao só podia estar chorando em algum canto, com medo de o ver depois de tudo que havia dito. Mas onde? O primeiro lugar que veio à mente Yifan foi o quarto, o qual dividiam. Correu em direção a ele, mas quando entrou fechando a porta e procurando o garoto, ele não estava lá, o que deixou o menino com mais raiva ainda.

Yifan abriu a porta bruscamente, e deu de cara com Luhan que estava prestes abrirentrar, o fazendo se assustar consigo e dar um pequeno soluço. O garoto colocou a mão sobre o peito se recuperando, em seguida olhou para Yifan, curioso, vendo que a cara do rapaz não estava nada boa e que ele estava nervoso dava para perceber de longe.

-“Vai continuar me olhando como tonto, e não vai me dar passagem?” Yifan não poupou em usar a grosseria nem com o garoto.

-“Nossa, bom dia pra você também.” Cruzou os braços na altura no peito, permanecendo na frente da porta do quarto. “Sim eu vou bem, e você?”

-“Luhan...” O garoto suspirou, o garoto não sairia dali. “Foi mal, não estou de bom humor hoje.”

-“Posso saber por quê?” Indagou curioso.

-“Nada demais...”

-“Se não fosse nada você não estaria bravo.”

-“Eu não estou bravo, só...” Yifan estaria mentindo pra si mesmo, estava sim bravo, e muito.

-“Só? O que?”

-“Só não quero falar sobre o assunto Luhan.” Respondeu se irritando mais com as perguntas do garoto.

-“Está bem Fanfan, não toco mias no assunto.” Levantou pouco os braços se rendendo, no mesmo momento tendo uma boa ideia. Sorrindo para Yifan, que o olhou confuso. “Então quer esquecer disso por um momento?”

-“Como?” Perguntou franzindo o cenho, pois achava pouco provável, vendo o menino lhe sorrir ainda mais e se aproximar.

-“De maneira bem simples Yifan.” Luhan foi se aproximando, e puxou o garoto pela gola da camisa o fazendo se abaixar. Aproximou os lábios do ouvido do menino, mordendo sua hélix a trazendo entre os dentes, causando um arrepio total no rapaz. “Sexo” Sussurrou de uma maneira sensual em sua orelha, o empurrando para dentro do quarto, passando, fechando a porta atrás de si.

Yifan deu alguns passos cambaleantes para trás, mas não caiu. Viu o menino voltar a vir em sua direção e continuar o empurrando mais para trás, até que suas pernas bateram em algo, o fazendo cair sentado no macio, na cama. Luhan o olhou com um belo sorriso nos lábios, em seguida os mordendo. O menino sentou-se em cima do colo de Yifan, envolvendo os braços nos ombros do garoto e aproximando ambos os rostos um do outro, ao sentir as respirações se misturarem Yifan pensou que o menino o beijaria, estava quase, mas o mesmo desviou a direção dos lábios do rapaz e beijou seu maxilar.

Seu beijo não foi unicamente ali, o garoto começou a distribuir selares, descendo uma trilha até o pescoço de Yifan, que se arrepiava com o contato dos lábios úmidos e frios em sua pele quente. Não falaria para o garoto parar, mesmo que não estivesse com cabeça para aquilo no momento, simplesmente, seu corpo regia positivamente aos estímulos do menino.

Luhan envolveu os dedos entre os fios de cabelo de Yifan, os dando leves puxões, fez o mesmo levantar um pouco mais a cabeça, podendo ter mais contato, mordeu e puxou a fina pele do pescoço com vontade, ouvindo murmúrios do garoto. Beijou o pomo de adão, marcando com pequenas mordidas carinhosas-nem tão carinhosas assim- fazendo com que ele arfasse algumas poucas vezes, ou soltasse mais murmúrios. O menino gostava de tomar o comando, provocar, os fazerem pedir por mais, era prazeroso, Yifan era um desses, gostava de o ouvir chamar seu nome, ofegante, sedento do seu toque, enquanto ele lhe proporcionava o prazer mútuo.

O menino largou o pescoço dele que o olhou quase de imediato, como se perguntasse com os olhos ‘por que parou?’ Cheio de frustração, negando com a cabeça o menino mordeu sua bochecha, seguiu para seus lábios, e novamente não o beijou, só os puxou com o dente os sugando, passando as pontas dos dedos por toda região do abdômen do outro, descendo até o cós da bermuda que ele usava, os desabotoando devagar. 

Enfiou a mão sem demora ali dentro, pegando no membro coberto pelo fino tecido da boxer, o apertando. Soltando os lábios do menino o deixou arfar, Yifan já tinha formado um certo volume na boxer por culpa dele.

-“Luhan...” Arfou, o menino o apertou com maestria entre os dedos, sorrindo com fofura.

-“Sim?”

Yifan não o respondeu, colocou sua própria mão sobre a dele, movimentando a ligeiramente, ditando o que o menino teria que fazer, esse que sorriu e fez o contrário, o apertando ainda mais.

-“Eu não recebo ordens Yifan.” Riu nasalado, apreciando as expressões do menino. “Você sabe disso.” Acariciou a sua bochecha, escorregando a mão até o maxilar, onde entre os dedos o apertou balançando um pouco.

Tirou a mão de dentro da roupa dele e se levantou, colocou a mão na bochecha o observou por alguns segundos antes de se ajoelhar no chão, engatinhando até o começo da cama. Colocou as duas mãos nas pernas de Yifan, as puxando até que o garoto ficasse na ponta da cama, segurou em seguida nas barras da bermuda começando as puxar, Yifan ergueu um pouco o corpo para ajudar o menino a deslizar a peça de seu corpo.

Após retirar a peça, Luhan abriu um pouco mais as pernas do menino e se aproximou, depositando um selar em sua coxa, trilhando vários até o começo do tecido da boxer, arrastou o dedo pelas pernas dele, o causando vários arrepios, lhe lançando um sorriso. Yifan que lhe olhava a todo momento, respirou fundo ao sentir os finos dedos do garoto pegar na extensão de seu pênis apertando levemente entre suas mãos e o tecido que o cobria, movimentando lentamente para cima e baixo.

A boxer estava com uma pequena parte úmida na ponta, o menino aproximou seu rosto e estalou um beijo ali, colocando a glande na boca, apertando os lábios fazendo o rapaz arfar em resposta com o ato, Luhan suprimiu os lábios, apertando a corôa entre os dentes com um pouco a mais de força, para o fazer gemer, o que de fato conseguiu, o menino soltou um gemido de dor. Começou a mexer a ponta língua, molhando ainda mais o tecido.

A todo momento seu olhar era direcionado para o garoto, que somente tirava o olhar de si, quando arfava, esse se mexia inquieto, aquele fino pano, estava o apertando já por demais, seu corpo queria sentir, realmente o músculo quente do menino o tocando sem nenhum empecilho. Como se suas preces fossem atendidas, Luhan tirou os lábios dali e segurou no elástico da boxer, puxando lentamente com um sorriso safado nos lábios, até que o membro do garoto saltasse para fora, batendo na bochecha do menino, que o segurou e arrastou a bochecha nele murmurando algo como ‘eu gosto tanto’.

Yifan não conseguiu ouvir direito.

Sem mais, o menino com firmeza segurou no falo o erguendo. Mordiscou os testículos subindo com uma trilha de saliva até o começo, abocanhando o pênis por completo, para o delírio instantâneo de Yifan que agarrou muitos dos fios de cabelo do menino, os apertando. Espalmando as mãos nas coxas dele, Luhan as apertou enquanto começava a o agradar como queria, já estava excitado e o moletom que usava já estava começando a o incomodar também, em meio a isso levou uma das próprias mãos até o cordão que o matinha firme em sua fina cintura e o puxou, empurrou para baixo a peça junto a boxer e pegou no próprio membro começando a se masturbar no mesmo ritmo que movimenta a boca.

Yifan tinha uma visão bastante ampla do que Luhan fazia, mordia os lábios ao pensar no que seus lábios podiam fazer naquela pele branquinha e macia que o garoto esbanjava, não era preciso de muita força, para que fizesse o garoto erguer o rosto ao ter os cabelos puxados para cima.

Com um sorriso moldado nos lábios o rapaz puxou mais o menino e o jogou para o seu lado na cama, e se levantou recebendo um olhar curioso do garoto.

-“Minha vez.” Estava sedento por desejo, como se seus pensamentos e lamúrias houvessem sido reduzidos a nada. Subiu em cima do garoto, segurando na barra da camiseta que ele usava a puxando para cima, a arrancando sem mais nem menos, atacando com ferocidade o pescoço do garoto o mordendo, ouvindo um gemido manhoso sair dos lábios do menino, não o pouparia de lhe deixar marcas, sabia que ele não gostava de as exibir, que reclamasse depois. Yifan desceu distribuindo chupões até o peito do garoto, mordiscou seus mamilos cerrando os dentes neles, ouvindo Luhan chiar em reposta.

O menino bem que tentou segurar em alguma parte do corpo de Yifan-exclusivamente seus cabelos- só que o rapaz não deu nem a chance fazer isso, com uma mão segurou as duas do garoto acima da cabeça e negou com a cabeça sorrindo. Girou o garoto na cama o fazendo ficar de bruços, beijou as costas do pescoço de Luhan, vendo ele se arrepiar inteiro, soltou as mãos do garoto ao ter certeza que ele não tentaria nada por enquanto, e, fez o garoto se empinar, puxando o restante do moletom para baixo até o jogar em qualquer canto do quarto.

 Apertou as nádegas dele com vontade, sentindo a maciez delas, estalou um forte tapa na direita seguindo a fazer o mesmo com a esquerda, ouvindo gemidos abafados dele, vendo a marcas de seus dedos já começarem a ficar vermelho no menino.

Mordeu uma delas, sugando-a e ao soltar produzindo um pequeno estalo, separou e teve a ampla visão da entrada rosada do garoto e deixou curto beijo, ao qual o rapaz se contorceu um pouco, balançando os quadris pedindo por mais, e concordando com esse pedido, Yifan somente não beijou, mas introduziu a língua, fazendo um delirante gemido fino sair dos lábios de Luhan que apertava os lençóis entre os dedos.

O rapaz moveu o músculo com movimentos aleatórios, vendo o menino rebolar para poder sentir mais, levando uns dos dedos até a entrada dele, o introduziu puxando o para o lado, não demorando para que mais um, dois, fossem introduzidos na entrada do garoto.

Os gemidos de prazer de Luhan eram obras sinfônicas para os ouvidos de Yifan, somente seus dedos trabalhavam agora, o menino rebolava sobre eles, empinando mais a bunda numa visão erótica excelente. Não aguentando mais ver aquilo, Yifan retirou os dedos de dentro do garoto que protestou, mas sorriu contente ao ver o que ele faria.

Ele se ajeitou entre as pernas do Luhan vendo se empinar ainda mais, o ajudando como um ótimo estimulo para que brevemente se masturbasse tendo aquela visão maravilhosa do garoto, após isso, o puxou pela cintura colocando o pênis na entrada do garoto, a rodeando, depois o introduzindo, fazendo menino pressionar o peito no colchão.

-“Porra Yifan...” O garoto manhosamente arrastou a voz reclamando. “Isso doeu.”

-“Não finja que não gostou.” Sorriu sacana estocando a entrada do garoto. “Não combina com você se fazer de santo.”

-“Eu sei, mas me deixe interpretar um pouco pelo menos.” Riu francamente soltando alguns gemidos e resmungos baixos.

E de gemidos baixos foram somente os primeiros. Quanto mais as estocadas iam aumentando sua intensidade, os gemidos, não somente os de Luhan, mas como o de Yifan também, ficavam mais alto. O quarto que antes silencioso, tinha os barulhos dos dois corpos se chocando com força, o lugar se tonara mais abafado do que antes, os dois suavam, os cabelos úmidos pelo suor grudavam as testas dos dois, seus corpos grudados produziam um imenso calor, o cheiro de sexo era notável.

Os dois podiam ser ouvidos, mas não ligavam se isso acontecesse, estavam mais preocupados em dar prazer um para o outro.

 Já haviam trocado de posições duas vezes, agora Luhan se encontrava sentado em cima de Yifan, cavalgava em cima dele com vontade, o garoto segurava em sua cintura o ajudando a se mexer, os corpos marcados pelas unhas e boca deles, eram o prêmio de tudo aquilo. Ambos chegariam ao seu ápice a qualquer momento.

-“Como você... Fica gostoso assim.” Yifan soltou entre os gemidos.

-“Como? Sentando em você?” Maliciou espalmando os braços do garoto.

-“Exatamente...”

Luhan sorriu e viu que estava próximo de se satisfazer completamente, e pegou no próprio membro começando a se tocar, agilizando os movimentos em cima do garoto, gemendo cada vez mais rouco, sua voz havia se degastado demais. Em pouco minutos uma corrente elétrica passou por todo o seu corpo e o garoto se desfez na própria mão, gemendo arrastado, ofegando muito.

Mesmo tendo ido primeiro, não deixou de se movimentar, seu corpo estava mole e acabou apertando Yifan que continuou o estocando com mais velocidade, e não muito depois, acabou se desfazendo dentro do garoto. O menino deitou o corpo nele ainda permanecendo ligados, ambos ofegando, a adrenalina correndo em suas veias, os batimentos acelerados. Permaneceram em silêncio até que se acalmassem um pouco, saindo de dentro de Luhan o garoto o aconchegou direito em seu peito, vendo o menino se aninhar em si com um sorriso nos lábios, o olhando.

-“O que foi?” Arqueou uma das sobrancelhas.

-“Eu consegui.” Sorriu vitoriosamente.

-“E o que você conseguiu? Me fazer transar com você?” Riu alisando o cabelo do garoto. “Eu faço isso sempre.”

-“Isso também.” Sorriu doce. “Mas eu fiz você se esquecer do que te deixou bravo.” Disse se aproximando e capturando os lábios do garoto em um selar.

E logo após o que o garoto disse, Yifan se lembrou de Zitao instantaneamente.

Ele havia sido o motivo, ele tinha esquecido do menino, e agora realmente tinha feito o que o menino disse: havia transado com Luhan, e como um estalo em sua cabeça, abriu os olhos e separou o beijo no mesmo momento, quando percebeu que o que o garoto havia dito para si, fora tudo verdade.

O beijo de Luhan não havia sentimento algum, era vazio.

E não apagava o de Zitao.

O garoto se afastou de Luhan e sentou na cama, apoiando os cotovelos nas pernas e a cabeça nas mãos. O menino o olhou confuso e se aproximou repousando a mão no ombro dele.

-“Yifan? O que houve?” Perguntou vendo o garoto o olhar estranho.

Sem dizer nada ao menino, Yifan tirou delicadamente a mão dele de seu ombro se levantou. Um pouco afoito começando a caçar suas roupas pelo quarto, colocando as peças com rapidez, tinha que encontrar o outro garoto. Luhan se levantou da cama e caminhou até o garoto o parando.

-“Me responda Yifan, o que foi?”

-“Desculpa Luhan...”

-“O que?” Perguntou, pensando ter ouvido errado.

-“Desculpa, isso não era para ter acontecido.” Se afastou do garoto terminando de colocar a roupas der qualquer jeito e sair a caminho da porta.

-“Yifan espe-...” O garoto já havia saído do quarto, deixando o menino ali sozinho. “O que deu nele?” Se perguntou, mas deu de ombros começando a pegar as próprias roupas do chão. Vestiu o moletom e antes de terminar de se vestir resolveu pegar uma toalha dentro da bolsa, precisava de um bom banho.

 

O menino saiu do quarto e foi caminhando calmamente até o banheiro, sem se preocupar em trombar com alguém, a não ser ele e Yifan tinha visto a maioria sair mais cedo naquele dia para algo que não se interessou.

Entrou no banheiro e fechou a porta atrás de si, começou a se despir e jogar as peças de roupa no chão, até estar -de novo- completamente nu. Como não havia ninguém lá, não se preocuparia com reclamações de que estava demorando no banho, pois iria fazer isso, demorar.

A água que encontrava em contato com a pele do menino descia suavemente o trazendo uma sensação maravilhosa, mesmo que não fosse a água quente, na qual estava acostumado a se banhar, era agradável.

O menino se limpava calmamente, deslizando as mãos por todo o corpo com suavidade, sentindo seus curtos pelos se eriçarem sempre. Mantendo sempre os olhos fechados, para que só precisasse ouvir e sentir. Mas diferente do começo, sentia algo novo.

Um cheiro diferente. Forte.

Abriu os olhos lentamente, e em sua visão, percorreu uma fumaça, mas não era vapor. Algo predominava o banheiro rapidamente. O menino inalando daquela fumaça começou a tossir, não havia janelas naquele banheiro para que abrisse então o garoto colocou a mão no rosto, tampando boca e nariz e correu para a porta do banheiro, segurou a maçaneta e a girou.

Trancada.

A porta estava trancada, mas Luhan não havia trancado nada, ele girou a maçaneta mais algumas vezes, mas a porta não abria, então ele procurou pela chave, mas ele não estava na porta.

O menino se desesperou quando a fumaça começava a ficar mais forte, seus olhos começavam a lacrimejar por causa do forte odor, o fazendo tossir.

-“Socorro!” Gritou batendo na porta, tossindo cada vez mais que a fumaça se intensificava. “Alguém abre a porta!” Agora havia começado a socar a porta.

O menino ouviu alguns passos vindo do corredor e bateu mais forte na porta pedindo socorro enquanto tossia já quase sem ar.

-“Luhan?”

-“Me ajud-...”  

-“Não.” Riu estridente assustando garoto lá dentro. “É bom né? Se sentir sufocado.”

O assassino não obteve resposta mesmo esperando alguns segundos, pois o garoto havia desmaiado.

Assim ele tirou a chave do bolso, destrancando a porta, protegendo o rosto abriu a porta, vendo a névoa feita pela fumaça transbordar para fora, mostrando o corpo molhado de Luhan jogado no chão. O assassino caminhou até ele o virando e olhando a nudez do garoto, se abaixando para o olhar direito.

-“Ainda está respirando?” Disse, fingindo frustração. “Belas marcas... Vadiazinha de merda.” Riu cínico passando os dedos pelo peito do garoto. “Posso deixar as minhas também?” Sorriu, não obtendo resposta do garoto. “Acho que seu silêncio é um sim.” Tirou dois grandes pregos enferrujados dos bolsos, apontando para o peito de Luhan.

Furando seus pulmões.

Enfiando mais fundos os dois pregos, até ver que o menino, não respirava mais. Os deixou ali e segurou pelos braços do garoto o arrastando. Parou na porta e deixou seu recado.

 “Sem ar.” 

XXXXXXXXXXXX

 

-"Eu vou ficar aqui fora te esperando, pode ser?" Kyungsoo disse, se encostando na parede da velha casa.

Os adolescentes haviam acabado de voltar para frente da casa. Eles haviam se separado momentaneamente em um trecho do percurso, por causa do mato fechado, mas logo se reencontraram no grande casarão.

Baekhyun e Chanyeol ficaram para lá. Se os dois não matassem um ao outro, talvez eles aproveitassem o tempo para se pegarem.

-"Tudo bem, Kyung. Eu vou entrar para pegar as coisas, pode ser?" Yixing sorriu, nem esperando a resposta do menino para correr para casa. O menino seria bem rápido.

Enquanto isso, Jongdae puxou Minseok para perto, murmurando algo em seu ouvido.

-"Preciso entrar. Preciso fazer uma coisa."

Minseok arqueou as sobrancelhas em dúvida, porém, o garoto mal teve tempo para perguntar o motivo e o menino já corria para dentro de casa.

-"Jongdae!"

-"Nossa! Ele é bem rápido, não é?" Kyungsoo olhou de relance, vendo o menino entrar correndo.

-"Aish! Eu deveria ir atrás dele e-..."

-"Minseok." Kyungsoo puxou o pulso do menino, antes que ele seguisse o namorado "Me desculpa por estar me metendo, mas, talvez o Jongdae esteja fazendo isso para ficar alguns minutos a sós. Eu não quero ficar dando palpite da sua relação, mas, não acha que tem grudado demais no seu namorado?"

-"É claro que não!" Rosnou para o menino, que se espantou.

-"Calma aí!" Levantou as mãos para o alto, como se estivesse se rendendo "Eu não estou acusando ninguém, Minseok, é só que eu acho que o Jongdae fica tanto tempo com você que ele acaba perdendo chance de interagir com as pessoas. Eu não queria falar nada, muito menos me intrometer, mas será que eu teria tido a oportunidade de falar com Jongdae se ele não houvesse saido da cama de noite?"

-"O-oras... É claro que teria! Jongdae precisa de alguém sempre perto dele. Será que você não viu todas as brincadeiras de mal gosto que vem acontecendo com ele ao longo de todos esses anos? Eu não ligaria se esses garotos explodissem!"

-"Credo, Minseok! Você poderia fazer algo a respeito disso, que não envolvessem explosões."

-"Desculpa, Kyungsoo, é que eu realmente tentei por muito tempo fazer com que todos fossem bons amigos, mas eles não quiseram isso. Eu vou procurar meu namorado, antes que algo lhe aconteça."

Kyungsoo bem que tentou argumentar mais alguma coisa, porém não teve tempo. Minseok lhe deu as costas e saiu correndo em disparada para a casa, deixando o menino sozinho novamente. Não era a intenção de Kyungsoo ofende-lo, no entanto sentia que havia passado exatamente essa sensação. Talvez o menino só não fosse muito bom com primeiras impressões, mas ao menos havia passado o que queria dizer e talvez Minseok pensasse em suas palavras mas tarde.

-"Problemas com a amizade?" Uma voz surgiu do nada, espantando a Kyungsoo. O garoto olhou para o lado, até que visse a Yifan, saindo de trás da casa.

-"O que faz aqui, seu demente?! Você me assustou!"

-"Até onde eu sei, além de amaldiçoado esse lugar é público."

-"Tecnicamente ele não é público, já que a gente invadiu." Deu um riso cínico e vencedor ao outro menino, até que esse rolasse os olhos "É sério, o que faz aqui,Yifan?"

-"Eu estava procurando Tao." Sua voz parecia ter ficado triste de repente "Nós tivemos uma pequena discussão e ele saiu correndo."

-"Ah..." O menino suspirou profundamente, apertando a barra de sua blusa "Já é o segundo que some." Fez um biquinho triste "Ou por acaso você viu o Jongin?"

-"Ele sumiu?" Yifan deu um sorrisinho de lado.

-"Seu estúpido!" Ele gritou, batendo no braço do menino "Não foi o Jongin! Parem de o culpar! Ele nun-... Mas que merda é essa?"

Kyungsoo olhou por cima dos ombros de Yifan, até que seus olhos focassem em alguns pequenos respingos no chão. O menino se afastou do outro vagarosamente, se agachando no chão e colocando o dedo por ali.

-"Yifan, eu acho que isso aqui é..." Engoliu a seco "Sangue."

-"Sangue?" Questionou se aproximando "Mas ele está seco. Será que tem mais?"

-"Pior que tem." Kyungsoo olhou adiante, vendo uma trilha de gotas caídas no chão "Será que..." Temeu continuar a falar.

-"Por favor, seja apenas uma viagem da nossa cabeça!" Clamou baixinho, começando a caminhar junto de Kyungsoo.

Os dois iam a passos cursos, enquanto encaravam o chão, e qual foi a surpresa dele quando se entreolharam, vendo que eles estavam seguindo para o celeiro. Ambos seguiram devagar, ainda procurando a qualquer rastro no chão. Kyungsoo apertou o pulso de Yifan, quando viu que a trilha acabava perto de uma pilha bagunçada de feno, assim como se via esse feno fazendo uma pequena trilha no chão, como se alguém houvesse tentado esconder algo embaixo.

-"Nã-não vamos olhar! Vamos achar os outros e chama-..."

-"Eu olho, medroso!" Tomou a frente, mas a verdade é que também estava com medo.

O menino, ainda temendo e calculando cada mínimo movimento, começou a puxar aos bocados o montinho de feno ao seu lado.

Como explicar a sensação? Ele esperava tudo, menos aquilo. Menos ver seu amigo, o seu amor, morto. Suas mãos começaram a tremer, enquanto elas se aproximavam do corpo, e talvez tudo tenha sido pior quando o encostou, sentindo o rosto que sempre foi caloroso e coberto de bonitos sorrisos, gelado e sem expressão.

Não conseguiu se segurar, a dor era muita.

Ele gritou para o nada, como se precisasse soltar todo aquele ruim do pulmão, assim como não demorou a se jogar em cima do corpo do menino, aos poucos deixando que sua blusa se manchasse com o sangue do garoto, o segurando com todas as forças, se recusando a sair de perto de si. Se apertava contra ele, enquanto dividia o seu ar entre gritos e lágrimas, lhe enchendo de beijos, que infelizmente ele não sentia e nem o fariam voltar a viver.

Yifan continuava sem reação, atrás do menino. Tentou se aproximar e tirar o garoto de perto do corpo sem vida, mas assim que tentou o fazer, levou um tapa do menino, sentindo o ódio e praticamente toda dor que passava por si.

Não demorou para passos começarem a ser ouvido e logo, todos os adolescentes chegaram, se deparando com a imagem. Mais um amigo havia morrido.

 

XXXXXXXX

 

Minseok não quis ouvir mais a Kyungsoo, pois julgava que ele não entendia a sua situação. O menino saiu em disparada para dentro da casa e começou a andar loucamente pelas várias portas e corredores do lugar, até que seu cérebro desse um estalo e ele se lembrasse de um provável lugar. Entrou na biblioteca e assim que ele ouviu um barulho vindo de cima, puxou a cordinha e subiu para o sótão, encontrando com Minseok.

-"O que você veio fazer aqui?"

-"Pensar."

-"Jongdae! Isso aqui não é lugar para pensar!"

-"Por quê? E aonde é?"

-"Não sei, mas aqui não é, Jongdae! Por que você correu para cá?"

-"Por que eu estou com medo."

-"Medo?" O menino questionou, preocupado, se ajoelhando perto do rapaz e acariciando seus cabelos "Tem medo de que?"

-"De que seja eu." O garoto se encolhia cada vez mais, colocando a cabeça entre os joelhos.

-"Como assim 'seja eu'?" Questionou, tentando ver o rosto do menino.

-"Eles eram mal comigo e eles eram mal com vocês. E se for como na Ilha? E se tiver um alter ego?" O menino chorava, o que fez Minseok arquear as sobrancelhas assustados "E se eu quiser vingança? E se eu te machucar, Miseokkie?"

-"Jongdae!" O menino deu um grito, fazendo o outro engolir o choro em um instante. Ele segurou delicadamente os ombros do menino, até traze-lo para perto de si lhe dando um abraço apertado e cheio de carinho, o reconfortando aos poucos "Não fique colocando coisas na sua cabeça. Eu já disse que você tem ouvido história de terror demais e isso tem mexido muito com você."

-"Eu não quero que nada te aconteça. Tenho medo de algo machucar você."

-"Nada vai me machucar e eu também não vou deixar nada te machucar, tudo bem?"

Jongdae se separou vagarosamente dos braços do menino, concordando inocentemente com a cabeça, os olhos ainda com lágrimas.

-"Minseok, então quem é?"

-"Eu não sei." Suspirou "Pode ter algum psicopata a solta. Eles deveriam parar de ficar culpando uns aos outros e manter a calma, mas vamos parar de pensar nisso por agora e voltar lá para fora?"

O menino concordou com um gesto e ambos desceram novamente do sótão e saíram da biblioteca, andando de mãos dadas. Ambos viram a Yixing revirando algumas bolsas ao pé da escada, já com algumas lanternas ao seu lado.

-"Hey, Jongdae, por que não fica um tempinho com o Yixing? Me lembrei que tenho que fazer uma coisa."

Jongdae apenas concordou com a cabeça, já começando a pular de degrau em degrau, enquanto Minseok o observava do pé da escada.

Ele teria que fazer isso rápido.

 

XXXXXXXXX

 

-"Ah, oi Jongdae!" Yixing sorriu para o menino, já o recepcionando calorosamente, segurando o menino pela mão e dando um estalo em sua bochecha "Quer me ajudar a encontrar uma coisa?"

-"O que?"

-"Eu queria achar o cordão do Junmyeon..." Sua voz se tornou melancolia por alguns minutos "Eu dei para ele e apesar de parecer idiota eu sei que vou me sentir mais protegido se eu usar esse cordão."

-"Isso não é idiota." Jongdae se ajoelhou a frente da bolsa que era de Junmyeon, começando a procurar, vendo a Yixing sorrindo e se ajoelhar ao seu lado "Minseok disse que ele vai me proteger e eu sei que ele também vai te proteger se você pedir."

-"Você é tão fofinho! Obrigado Jongdae, eu agradeço muito por isso."

Os dois meninos deram um pequeno sorriso um para o outro, enquanto se voltavam novamente na direção da mala e procuravam o tal cordão. Jongdae acabou o encontrando num bolso falso que havia dentro da mala, o que fez Yixing sorrir com todos os dentes, antes de aperta-lo contra o peito.

-"Obrigado! Eu não sei como te agr-..."

Antes que Yixing pudesse terminar a sua frase, um grito foi ouvido. Era completamente agudo, um grito de dor. Os dois se entre olharam rapidamente, antes de começarem a se levantar. Yixing já saia da casa, levando a Jongdae juntamente consigo, arrastando o pobre menino

 Chegaram no celeiro, dando de cara com Kyungsoo agarrado a algo no chão, chorando e gritando desesperado, Yifan tentando ao máximo puxar o outro menino. Jongdae apertou firme a mão de Yixing, quando reconheceu quem estava estirado.

-"É Jongin. Yixing, é o Jongin."

Ambos ficaram extremamente assustados com o que viam. Qual era o critério desse assassino? Quando ele atacava? Teriam algum padrão? Não, não era possível.

Segundos depois, Minseok chegou na correria e o garoto logo fez um 'Irc!'quando percebeu que era Jongin ali. Kyungsoo estava o mais desesperado o possível e foram preciso três para tirar o menino de cima de Jongin. O garoto foi a chutes e berros, até que Yixing lhe envolvesse com os braços e começasse a lhe puxar dali. Os meninos que sobraram estavam perplexos e Yifan, pela primeira vez, nem parecia afetado por estar conversando com o casal estranho.

-"Droga! Onde estão os outro?" Ele perguntou aos outros dois.

-"Nós voltamos com o Yixing e com o Kyungsoo. O Chanyeol e o Baekhyun ficaram para trás, teimosos como sempre." Minseok respondeu, tirando o suor da testa "E onde estão o Luhan e o Zitao."

-"Não sei" Respondeu com o olhar um tanto perdido "Quero dizer, o Luhan está em algum canto da casa, mas o Tao, ele saiu correndo daqui logo de manhã."

-"Correu? Correu de que? Ele foi atrás de alguém?"

-"Não sei." Revirou os olhos. Ele sabia que era por sua causa, mas não falaria isso.

-"Será que ele foi para o lago?"

-"Ele não sabe nadar, Minseokkie" Jongdae lembrou ao namorado "E o carro?"

-"Medroso do jeito que ele é, eu duvido que ele tenha ido para lá." Yifan respondeu ríspido.

-"Ah, o Sehun..." Minseok se lembrou "E como ele entraria lá, não é mesmo?"

-"Era só ele ter pegado a chave com o Chanyeol, já que, pelo visto, com o Jongin seria impossível pegar."

-"Com o Chanyeol? Por que raios o Jongin daria a chave para ele?"

-"Ele é o único que sabe dirigir. Só o que faltava era esse maluco ter ido atrás do Chanyeol."

-"Eu não duvido, já que o Luhan está aqui."

-"Espera ai. O que o Luhan tem no meio dessa história?" Indagou.

-"O Tao não gosta do Luhan." Jongdae respondeu, o que fez Yifan lhe lançar um olhar interrogativo "Ele gosta de você e você gosta de Luhan, então ele não gosta de Luhan."

Yifan arqueou as sobrancelhas, espantando-se com aquela afirmação. Até o doente do Jongdae já notava que Tao caia de amores por Yifan e o próprio não? Ele tinha que acha-lo, antes que Zitao fizesse uma burrice.

-"Vou procura-lo!" Disse convicto, já começando a arrancar dali.

-"Espera! Não vai sozinho, maluco!"

-"Eu sou maluco, Minseok, e eu vou achar o Tao!"

Depois de dizer isso, ele se virou rápido e foi tentar encontrar o menino. Tinha medo de que algo houvesse acontecido consigo.

 

 


Notas Finais


Tia_Gohan~ Dicas da titia para não morrer nessa fanfic: Se beijar, já era. Se sair para passear com o boy, já era. Se der, já era. Se chorar, já era. Se sair para beber água de noite, já era. (〃 · ิ ‿ · ิ) ゞ
Seguido essas simples regrinhas, você tem chance de durar meio minuto a mais. HAUSHUAHSUAHUSHAUHSUAH.
Acho que a crueldade está no sangue. Desculpinha por isso.
E um fato relevante: O lemon fodedor foi da dongsaeg porque ela nasceu com yaoi na veia.

Vocês sabem que eu amo vocês para chuchu e que a tia Gohan é da paz e do amor.
Espero vê-los no próximo capítulo! BEIJÃO NO CORAÇÃO.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...