História Fresh;; triple h - Capítulo 3


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Categorias HyunA, Pentagon (PTG)
Personagens E'Dawn, Hui, HyunA
Tags 365, Drama, E'dawn, Fresh, Hui, Hyuna, Tripleh
Visualizações 22
Palavras 866
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção
Avisos: Drogas, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura

Capítulo 3 - Dollhouse


HyoJung olhava atentamente para o ponteiro do relógio marcando meia noite. Era possível apenas ouvir o motor da geladeira e o ponteiro dos segundos girando.

Ele podia sentir o gosto ferroso do sangue de sua unha de tanto que roía. Ele batia o pé acompanhando o ponteiro do relógio enquanto esperava ela chegar.

Havia dias que ele mal dormia de preocupação ou quando ele ouvia sua mãe chorando baixo numa tentativa inútil de que HyoJung não ouvisse.

Seu coração se apertava a cada vez que aquele ponteiro marcava um minuto a mais e sua vontade de acender um baseado era grande, mas ele prometeu a sua mãe que não iria mais usar aquilo.

Ela também havia prometido que tudo iria melhorar.

Talvez algum vizinho tocasse a campanhia para perguntar se o garoto estava bem ou se precisava de algo ou como sua mãe estava no seu trabalho noturno.

Apenas diga a eles que está tudo bem, ela dizia.

Mas nada estava bem. Desde que sua irmã mais nova morreu assassinada em um conflito entre gangs tudo só piorou.

Apenas sorria. Tudo está bem.

Meia noite e meia. A porta se abria.

Ela sorriu fraco para o menino sentado no sofá. Seus olhos estavam cansados, seu cabelo bagunçado e quando ela tirou o sobretudo preto, marcas roxas podia ser vistas na pele praticamente toda exposta dela.

Ele não suportava quando via sua mãe daquele jeito. Seus olhos ardiam mas não choraria na frente se sua mãe, como ela também não choraria na frente dele.

A mulher se aproximou do garoto, agachando-se na frente dele. O menino pode então perceber que os olhos da sua mãe já não tinha vida como anos atrás. Ela estava mais magra e mais pálida. Aquilo partia o coração de HyoJung.

— Você comeu hoje? — ela acariciou o rosto do menino que balançou a cabeça negativamente. — Por favor, não fique sem comer por minha causa. Já disse pra você que irá ficar tudo bem. Eu vou cozinhar alguma coisa para você.

Ela beijou o topo da cabeça dele e se levantou. Ela caminhava devagar até a cozinha provavelmente sentindo as dores da noite.

HyoJung voltou a encarar o ponteiro do relógio. Queria gritar para todo mundo, pedir ajuda a alguém mas além de sua mãe, ele não tinha mais ninguém.

As batidas fortes na porta fez o garoto da um pulo e sair de seu transe. Ele olhou para sua mãe assustado e novamente bateram na porta com mais força.

— Eu sei que você está aí sua desgraçada. Abra! — se levantou e sua mãe caminhou até sua bolsa tirando de lá uma arma. Os olhos do menino se arregalaram ainda mais.

— Está tudo bem, vá para seu quarto — o menino insistiu e ficou parado ali. — HyoJung vá para seu quarto, agora! — ele balançou a cabeça sentindo o medo nascer enquanto continuavam a bater na porta. — HyoJung — sua mãe segurou seu rosto fazendo ele a olhar — você confia em mim? Hum? Vá para seu quarto e fique lá. Não saía por nada. Eu te amo, ok?

HyoJung dessa vez obedeceu e foi para seu quarto e se jogou na cama agarrando suas pernas. Sua garganta travou quando ouviu um estrondo grande. Ele tinha arrombado a porta.

— Está com essa arma apontada para mim por quê? Está com medo? — com voz dele era fácil perceber que ele estava bêbado.

— Vai embora! — a mulher gritou.

— Você acha que pode gritar comigo? — gritou. — Você não passa de uma vadia! — ele ouviu um estralo.

Seu coração acelerou e seus olhos ardiam. Ele levantou da cama e deu passos lentos até a porta, tomando coragem para abrir a porta.

O som de alguma coisa se quebrando estalou pelo quarto.

— Você ainda me deve, acha mesmo que pode se livrar de mim tão fácil? — ele tocou na maçaneta, suas mãos tremiam. — Com todos os seus programas ainda não consegue nem dinheiro para comprar uma casa decente. Mas é uma vadia patética mesmo.

O medo se transformava em raiva. Abriu a porta e correu até a cozinha pegando uma faca de dentro da gaveta enquanto o homem estava distraído.

— Larga ela! — ele apontava a faca para o homem, apesar de haver uma boa distância entre eles, sua mão tremia. 

Ele não conteve as lágrimas quando viu sua mãe chorando jogada no chão. A arma já não estava mais com ela, estava indefesa. Ela o olhava sussurrando palavras que HyoJung não entendia.

— Vai fazer o que segurando essa faca? Me matar? — ele riu dando paços para trás pela perca do equilíbrio.

Ele olhava para sua mãe caída no chão com desespero. Ele segurava aquela faca mas não sabia o que fazer, ele não conseguia raciocinar, tanto que nem percebeu quando o homem avançou para cima dele derrubando o garoto no chão e tomando a faca de sua mão.

Aquele momento ele suou frio quando viu o homem levantando o braço. Ele fechou os olhos para apenas sentir a faca em seu peito, mas não sentiu nada.

Então ele abriu os olhos e se arrependeu amargamente.

Sua mãe estava caída no chão com a faca cravada em seu peito. Ela havia morrido para defender HyoJung.

— Mãe!

"Está tudo bem."

Não. Não estava tudo bem. E nunca mais iria ficar.


Notas Finais


Isso aqui saiu maior do que eu imaginava.

Estão gostando???

Até o próximo capítulo


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