História Fria Transcursão - Capítulo 15


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Categorias The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon, Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow, Hartley Rathaway (Flautista - Pied Piper), Iris West, Personagens Originais, Wally West (Kid Flash)
Tags Barry Allen, Caitlin Snow, Carla Tannhauser, Cisco Ramon, Frankie Kane, Harrison Wells, Harry Wells, Henry Allen, Iris West, Jesse Quick, Jesse Wells, Joe West, Patty Spivot, Sam Kane, Scott Evans, Wally West
Exibições 102
Palavras 1.893
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Como disse, esse é parte do anterior. Decidi dividi-lo em dois para ficar mais fácil de ler ambos os capítulos. Achei injusto excluir o post depois de ter feito, então, hoje vocês ficam com dois capítulos. Em contrapartida, talvez eu demore duas semanas para atualizar, já que postei dois conteúdos hoje. Enfim, espero que vocês gostem e consigam esperar, tentei deixar os capítulos bem agitados e há algumas surpresas. :) É isso, aproveitem a leitura!
OBS.: Podem deixar que irei revisar esse capítulo e o anterior durante a semana. Enfim, beijos SZ

Capítulo 15 - Estratagemas


Barry

— Já sabe o que dizer?

Carla me encara desconfortavelmente e estica o corpo.

— Eu não vou.

— O quê? Em cinco minutos você entrar no ar! — Cisco argumenta.

— Meninos, é preciso que sejamos objetivos. Se há alguma chance de Caitlin nos procurar, ela acabará no momento que ela me ver na televisão.

— Carla...

— Barry, eu precisarei de muito mais que apenas uns minutos para que Caitlin me entenda. Temos que aproveitar a oportunidade que temos, então é melhor que você ou o Cisco tome o meu lugar.

— Por que você não disse isso antes?

— Eu não queria dar a oportunidade de vocês mudarem de ideia.

Passo as mãos pelos cabelos e encaro Cisco.

— Então, par ou ímpar?

Patty dá-lhe um tapa no ombro. Ele fa uma careta e reclama.

— Ai! — Cisco exclama com a voz ainda mias estridente que de habitual.

— Francisco Ramon, você não vai decidir algo tão importante dessa forma. — Patty o repreende e depois me encara seriamente. — Se Cisco for ele gastará uma hora criando metáforas com filmes de ficção científica para explicar a situação.

— Ei!

Patty revira os olhos, sem dar atenção ao seu protesto.

— Você que tem que ir Barry.

Abro a boca, mas logo vejo um funcionário me dando a deixa e apenas respiro fundo antes de entrar no cenário.

Ellen, apresentadora do programa, me cumprimenta e gesticula para que eu sente ao seu lado. Em seguida, ela pede para que eu me apresente e sigo o seu comando.

— Conte-nos sobre a situação.

— Bom, a minha amiga e colega de trabalho, Dr. Caitlin Snow está desaparecida.

— Por que você acha que ela esteja desaparecida?

— Eu a vi pela última vez há aproximadamente um mês. Ela disse que voltaria para a casa, em Pittsburgh. Ela vendeu seu carro e colocou o seu apartamento a venda. Só que ela nunca entrou em contato conosco novamente e o número que ela deu era de um restaurante.

— Não é possível que ela apenas queira se afastar? — A apresentadora questiona.

— Talvez, mas a mãe dela também não tem notícias suas. Pelo que sabemos, ela não entrou em contato com ninguém — defendo. 

A expressão da mulher fica mais séria e ela respira fundo.

— Sr. Allen, eu não posso deixar de trazer a tona a matéria sobre a sua amiga no jornal.

Reviro-me na poltrona e engulo em seco quando vejo uma captura de Caitlin de uma câmera de vigilância do hotel aparecer no painel atrás de mim.

— Sim.

— Há provas de que ela atacou uma mulher, e, mais recentemente; se tornou suspeita de homicídio.

Respiro fundo.

— Eu sei que isso assustador para a maioria das pessoas, mas há mais coisas por trás dessas coisas.

— Por que diz isso?

— Suspeitamos que Caitlin tenha adoecido por consequência da explosão do acelerador de partículas. 

— Por que a sua amiga teria adoecido agora se o acelerador explodiu há dois anos?

— É como se fosse uma doença silenciosa. Caitlin precisou de uma condição ambiental para que os sintomas passassem a se manifestar — argumento.

— E o que estaria acontecendo com ela?

— Acreditamos que ela tenha se tornado uma vampira de calor.

— O que significa isso?

— É o que o termo sugere. Devido as mudanças de seu organismo, Caitlin precisa sugar energia das pessoas para se manter aquecida.

Ellen me encara com espanto.

— Como assim?

— Segundo algumas anotações dela que encontramos, Caitlin está sofrendo de hipotermia. Hipotermia tem quatros estágios e diferentes sintomas entre eles. Além da perda da temperatura corporal média, arrepios, taquicardia e muitos outros. Acreditamos que ela esteja no estágio moderado ou grave — explico e faço uma pausa para respirar fundo. — Se ela não se tratar a tempo, pode entrar em coma e ter falência múltipla dos órgãos.

Faço uma pausa para me recuperar e continuar minha argumentação.

— Achamos que o que ocorreu no hotel tenha sido um acidente. Ela fugiu para proteger os seus amigos, ela se isolou num quarto para não colocar ninguém em perigo... Acredito que a camareira tenha encontrado Caitlin naquele estado e tentado ajudá-la, o que acabou lhe causando uma geladura. Contudo, Caitlin fugiu e não tivemos mais queixas sobre ela.

— Só que há a suspeita de assassinato.

— Isso foi um erro. Esse caso tem sido um mistério para o departamento de polícia e ainda não encontramos o responsável. Mesmo assim, sabemos que não foi ela, pois suas digitais não estão no gatilho.

Suspiro.

— Havia uma suspeita da polícia em relação a ela, porque encontramos as suas digitais em outros lugares. Todavia, há sinais de confronto e acreditamos que ela apenas tenha tentado se soltar do homem. Ainda assim, não foi ela quem o matou — completo.

— Bom, sr. Allen, obrigada pelos esclarecimentos. Você tem alguns segundos para mandar uma mensagem a sua amiga.

Meus batimentos se intensificam e olho para Carla, Cisco e Patty nervoso, em busca de uma indicação sobre o que fazer. Carla apenas acena com a cabeça. Passo a mão pelos cabelos apreensivamente e respiro fundo. Giro-me e encaro uma das câmeras.

— Cait... Caitlin, eu não sei se você está vendo isso, porém quero dizer que estamos preocupados com você — começo.

Pauso e brinco com os dedos enquanto tento formular algo para dizer. 

— Olha, nós entendemos se você não quiser voltar... Entretanto, sabemos da hipotermia e queremos te ajudar. Só nos deixe contribuir para a sua melhora. Vamos entender se depois você não quiser ficar na cidade, mas tudo que queremos é que você esteja sã e salva.Por favor, venha até nós. Nós não iremos sossegar enquanto não te encontrarmos, esperançosamente essa entrevista fará com que isso aconteça logo. 

Concluo e lanço um olhar para meus amigos. Carla me exibi um breve sorriso e retribuo.

— Muito obrigada, sr. Allen. Espero que a encontre logo. — Ellen responde e vira para a câmera. — Caso você tenha alguma informação que possa levar ao paradeiro de Caitlin Snow, por favor entre em contato com seus amigos no site exibido na ponta do visor.

Agradeço a apresentadora novamente e me despeço, indo de encontro com meus amigos em seguida.

— Olha, desculpa por não ter ido muito bem, mas eu não tinha nada preparado — falo, olhando para Carla.

Ela coloca uma mão no meu ombro.

— Barry, não se preocupe, você foi ótimo. Você nos deu uma chance de limpar a imagem dela e fazer com que Caitlin nos procure.

Relaxo ao ouvir aquelas palavras. Em instantes, o celular de Cisco apita e ele arregala os olhos.

— Uma rapaz disse ter falado com Caitlin dois dias atrás.

— O quê? Como? — Pergunto.

— Eu não sei, porém ele deixou o endereço. South Willow Avenue — Cisco responde. 

— Barry, me leve lá. — Carla ordena.

Balanço a cabeça e pego a sua, correndo para fora do prédio.

 

+++

 

— Vocês querem água ou algo assim?

— Não, obrigada.

Nego com a cabeça.

— Só queremos informações. Quando que você viu Caitlin?

— Dois dias atrás — o rapaz me responde. — Ela comprou meu carro.

Arregalo os olhos. O garoto termina de encher seu copo com água e continua.

— Meu pai precisa fazer uma cirurgia e tive que vender o carro para conseguir o dinheiro. Foi um problema urgente e repentino e Caitlin foi a única pessoa que entrou em contato comigo depois que fiz um anúncio no jornal.

Ele beberica um pouco do líquido antes de prosseguir.

— Ela também falou que precisava do carro logo e implorou para levá-lo logo, inclusive me deu o dinheiro todo na mão. Até além do valor que tinha pedido. Eu sei que a situação era estranha, porém eu precisava do dinheiro. Ela disse que me encontraria logo para acertamos os documentos. Ela me deu os seus contatos e parecia confiável, então segui com a venda.

O rapaz acaba de beber e nos encara.

— Eu vi a sua entrevista no hospital e a reconheci na foto, então entrei em contato.

— Ela te disse o que iria fazer ou para onde iria? — Pergunto.

— Não, mas eu tenho um rastreador no carro e descobri onde se encontra. Ele está a alguma altura da Harvard Avenue. A placa é FF2 C9E.

— Obrigada pela ajuda.

— Não por isso — o menino responde sorrindo. — E só para avisar, eu não avisei a polícia. Espero que tudo dê certo.

Aceno e sorrio para ele e o garoto nos leva até a porta.

Depois de nos despedirmos, pego a mão de Carla e corro até o local. Não demora muito e chego ao destino. Solto sua mão.

— Espere aqui, enquanto eu olho ao redor, ok? Volto em segundos — digo.

Carla balança a cabeça e eu começo a vasculhar a avenida o mais rápido possível. Não encontro nada no carro. Entro em todos os prédios dos arredores e também não acho pista alguma. Bufo com frustração e vou de encontro a Carla novamente. Ela me avista cheia de expectativa e eu me sinto mal por ter de acabar com suas esperanças. Balanço a cabeça negativamente.

— Desculpe. Eu não fui rápido o suficiente.

Carla comprime os lábios e desvia o olhar, respirando fundo. Em seguida, me encara.

— Está tudo bem. Iremos conseguir da próxima vez — ela me esboça um sorriso leve e me dá um tapinha nas costas.

Carla começa a caminhar e a acompanho. Ela começa a roer a unha de um dos dedos. Observo que os demais estavam com machucados em carne viva. Por mais que Carla tentasse me reconfortar, ela própria não estava tão confiante assim. E eu também não me sentia tão confiante.

 

+++

 

— Sinto muito que você não tenha encontrado a Caitlin.

— Eu também.

— Você chegará lá — meu pai completa balanço a cabeça e assento.

— Espero que sim.

Suspiro enquanto ele termina seu suco. No mesmo momento, vejo o visor do meu celular se eliminar. Há notificação de uma mensagem de Joe. Abro-a.

 

"Venha a CCPD. Agora."

 

— Joe está me chamando no departamento de polícia. Tenho que ir.

Saio a toda velocidade e logo estou diante de Joe.

— Venha comigo — ele fala com olhar e tom enigmáticos.

Joe coloca um dos braços nas minhas costas e me guia em direção a uma sala.

— O que está acontecendo?

— Encontramos as crianças.

Exclamo.

— Eles revelaram algo sobre Caitlin?

— Não, porém eles estavam com o telefone dela. Toma — ele completa, colocando o telefone no bolso do meu casaco com um papel. — Você tem alguns instantes antes que eu tenha de levá-lo para análise.

Agradeço, vou ao meu laboratório para copiar os arquivos do celular para o meu computador e logo devolvo o aparelho a Joe. Depois, corro para o meu laboratório e vasculho os documentos. Encontro um vídeo recente e o coloco para reproduzir.

Caitlin aparece na câmera. Ela está usando uma toca que cobre seus cabelos. Ela encara a lente intensamente.

— Cisco, Barry, se alguém estiver vendo isso... Eu quero pedir que parem de procurar por mim. Eu parti. Foi opção minha, eu não fui sequestrada ou obrigada por alguém. Tudo que eu fiz desde então foi escolha minha e eu não contei a verdade porque não queria magoar vocês.

Ela faz uma breve pausa e apesar da qualidade do vídeo não ser muito boa, consigo perceber que ela respira fundo.

— Eu não vou voltar. Eu não quero voltar. E eu espero que vocês parem de me procurar antes que eu acabe machucando vocês — Caitlin conclui sua fala de forma ríspida e termina o vídeo abruptamente.

A tela do vídeo congela e eu fico estático na minha cadeira, visualizando o monitor e apenas tentando digerir as suas palavras.


Notas Finais


O que acharam? :) Comentem e por favor me digam quais foram seus capítulos favoritos até agora! Muito obriga e uma ótima semana a vocês! :) :* SZ
Dicas para do próximo capítulo, com o título de 'Encontro':
🙍🌲🌲🌲🌲😵😱👨😡🔥🔥🔥🔥❄❄❄❄👀🚶🏃😦😣😮😯❌❌❌❌❓❓❓❓😟👫☺😊💓✋🚶📲🚶💀😵😲😧😈😈 (é melhor ver no cel, porque dependendo do navegador os emojis têm aparência diferente)


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