História Friends? - Capítulo 30


Escrita por: ~

Postado
Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Ambre, Armin, Bia, Castiel, Charlotte, Iris, Kentin, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais
Exibições 173
Palavras 2.196
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hoje eu trouxe um capítulo num estilo diferente. Quero saber se a leitura se tornou mais interessante assim ^^
Bom, gente, eu queria lhes informar que estou em semanas de provas, e que os capítulos, consequentemente, irão atrasar. Peço desculpas desde já ;-;
Enfim, boa leitura!

Capítulo 30 - "Ele não procura vadia alheia"


Fanfic / Fanfiction Friends? - Capítulo 30 - "Ele não procura vadia alheia"

 

O início do dia estava sendo difícil para Claire, que ainda não havia se recuperado totalmente da sua crise, mesmo que Viktor a apoiasse a todo instante. Rosa e Alexy fizeram questão de arrumar uma blusa cinza e um jeans para Claire, o que ela mais gostava. Armin tentou animá-la de todas as formas que podia, mas Claire sabia que não adiantaria. Ela sabia que mesmo que Ane ficasse de cara fechada e dando uma de sem coração, Ane se importava com ela. 

 

Após chegar em Sweet Amoris, não conseguia acreditar que estava ali de novo. Para Claire, era como rebobinar a fita de sua vida. 

 

Com a cabeça focada em Castiel, Claire andou aos tropeços pelos corredores de Sweet Amoris, se sentindo mais sozinha do que o normal. Ela sabia que havia uma diferença de ser solitária e ser sozinha; ela adorava ficar sozinha, mas detestava ser solitária. Os sorrisos alegres de seus colegas a vendo de novo e pedindo autógrafos não a animaram. Nada a animava quando se sentia assim, a não ser Castiel, que para animá-la, fazia piadinhas fúteis de seus seios. 

 

Claire sabia que Castiel era forte. Ela sabia que ele podia superar tudo e voltar para ela. Mas Claire tinha medo do pior. Medo de perder o seu melhor amigo.

 

Completamente desanimada e com o rosto inchado de tanto chorar, ela se trancafiou numa sala de aula, se sentou numa cadeira e escondeu o rosto entre os braços, segurando lágrimas teimosas e inoportunas que queriam cair naquela hora. Ela precisava ficar sozinha. Sim, era tudo o que ela precisava. Naquele momento, era tudo o que Claire precisava. 

 

O som de batidas na porta e o barulho irritante da maçaneta enferrujada girando constantemente fez com que Claire levantasse a cabeça, mesmo querendo só escondê-la e chorar. 

 

— Por que? Será que nem aqui eu terei paz? — murmurou ela, sentindo seu rosto esquentar de raiva. 

 

Então ela foi até a porta para ver quem era que estava batendo. Abriu a porta com certa raiva e pronta para ser uma completa idiota e estúpida com a pessoa; mas mudou de pensamento ao ver que era Lysandre. Claire sabia que ele também era amigo de Castiel, mas era amigo dela também. Ela sabia que Lysandre poderia ser a pessoa mais gentil e educada que ela já vira, e isso a inspirava. 

 

— Posso entrar? — perguntou ele, num tom animado. Claire sorriu fraco, sabendo que Lysandre estava se esforçando para animá-la. — Não precisa ser discreta, sei que fui bobo nesse tom, admita. 

 

— Não foi. — disse ela, rindo fraco. — Você já sabe o que houve com o Castiel, não é? — Lysandre assentiu, parecendo deprimido. Claire fechou os olhos e respirou fundo diversas vezes, tentando não chorar. Todas as suas tentativas foram em vão, e as lágrimas escorriam por seu rosto do mesmo jeito. Mesmo sendo relutante, Claire se entregou ao momento e se permitiu chorar na frente do amigo, que a abraçou sem questionar. 

 

— Superaremos isso juntos, prometo. — sussurrou ele, sustentando o queixo em cima da cabeça da garota. Claire queria apenas aceitar, mas nada fazia com que ela mudasse de ideia. Seu desânimo, sua vontade de explodir, sua vontade de gritar e permitir sofrer; tudo isso passaria somente quando visse Castiel, e ele a dissesse “Pare de chorar, sua estúpida, eu estou bem”. — Claire, não chore, você tem um belo sorriso. 

 

— Do que adianta? — indagou Claire, entre soluços e com voz anasalada. Suas mãos apertaram as de Lysandre no momento em que sentiu seu peito apertar de angústia. — Eu só queria vê-lo bem. 

 

— Tudo irá se resolver, Claire, eu prometo — disse o rapaz, tentando reconfortá-la. Lysandre expressava uma certa dor ao vê-la naquele estado, e tudo o que Claire sabia fazer era se desmanchar em lágrimas, mesmo que fosse no peito de seu amigo. As palavras gentis de Lysandre não a tirariam daquele momento de dor e tristeza, disso ela tinha certeza. — Mas nada se resolverá se você ficar se isolando aqui. 

 

— Eu não sei o que faço! — exclamou ela, desesperada. Se soltou rapidamente do amigo e se encostou na carteira mais próxima, procurando se acalmar. Claire sabia que Lysandre, seu amigo, se preocupava com ela, então uma maneira de não vê-lo preocupado era mostrar que tudo estava bem; mesmo que seja mentindo. — Olhe, Lysandre, eu estou bem. Eu, possivelmente, vou ver o Castiel hoje, porque assim eu não fico. Quer ir comigo? 

 

Ela sorriu torto esperando a resposta do amigo. Lysandre permaneceu em silêncio durante vários segundos. Claire sentia um nó sufocante em sua garganta, enquanto mantinha um sorriso falso para acobertar sua angústia. 

 

Então Lysandre assentiu quase que automaticamente, o que fez Claire criar uma expectativa enorme. Ela tinha esperanças de que aquele dia poderia se tornar especial, e não tão angustiante e desprezível quanto ela via. Pôs suas esperanças em Castiel, pois sabia que ele poderia sim vencer o que estava passando naquela hora. 

 

Rapidamente, deu uma desculpa esfarrapada para sair da sala, e Lysandre, mesmo desconfiado, apenas cedeu espaço para ela. 

 

Claire correu rapidamente para o banheiro feminino, se trancou num boxe e discou rapidamente o número de sua madrinha, Valérie, para ter mais notícias de Castiel. O telefone chamou e chamou, mas nada de ela atender. Agora ela tinha se recostado na parede, e o sorriso ansioso de minutos atrás se transformou em preocupação. Desligou várias vezes e tentou mais. O único sinal de Valérie foi depois da vigésima ligação de Claire. 

 

A loira baixou a tampa da patente e se sentou, aliviada. 

 

— A-Alô? — Claire se sentia aliviada por escutar a voz de Valérie. 

 

— Oi, é a Claire — retorquiu, sorrindo fraco. — Como ele está? 

 

— O Castiel? Bem, ele está bem — O sorriso de Claire se desmanchou na hora, pois sentia hesitação na voz de Valérie. 

 

— Por que você não me conta a verdade? O que está acontecendo? — indagou, preocupada. Claire ouviu um suspiro do outro lado da linha. 

 

— Estamos num hospital agora, Claire — Ela sentiu um nó se formar em sua garganta. — Sua mãe pediu para eu não lhe contar, mas você não vai parar de me questionar. Não venha o ver hoje, estou pedindo. 

 

No momento em que ouviu o pedido de sua madrinha, Claire simplesmente desligou o telefone sem nem questionar o por quê. Ela sentia seu coração ser estilhaçado por aquele pedido, e, consequentemente, só imaginava o pior. Guardou o celular no bolso e deu um murro forte contra a parede, na esperança de que nenhuma lágrima fosse visível. Seus olhos ardiam, e muito. Sua cabeça naquele momento só girava em torno de Castiel e em como ele poderia se recuperar daquele estado. 

 

Então, Claire se sentiu fraca e seu corpo caiu sentado no chão, enquanto suas lágrimas caíam sem concedimento. Ela se perguntava por quanto tempo iria chorar, ou até quando aquele inferno ia durar. Ela só o queria ali, junto dela novamente; mesmo que fazendo piadas sobre seus seios ou com suas insinuações maliciosas. Para ela, realmente não importava.

 

Ela só o queria ali. Naquele momento, naquele segundo. Tudo o que Claire queria era estar nos braços dele; e tudo foi desvencilhado de sua cabeça com uma notícia tão pavorosa. 

 

Aquela sensação de angústia, medo e tristeza a destruíram naquele instante. Claire mordeu os lábios várias vezes para conter gritos desesperados, e, por isso, sentia constantemente o gosto metálico do sangue em sua boca. Mas aquilo não a incomodava; ao menos não tanto quanto o estado de Castiel. 

 

Certo, ela nunca imaginou na vida que ficaria naquele estado. Tão triste, não perdida; nem quando ela descobriu que Castiel havia pedido Debrah em namoro; ou quando descobriu que teria de viver sozinha por conta do trabalho dos pais; e muito menos quando decidiu ir embora. 

 

Sua respiração era pesada e nem ela conseguia se aguentar. 

 

A porta daquele boxe se abriu e Claire olhou para cima. 

 

— Sabia que estaria aqui — disse Ambre, com um sorriso provocante. Claire apenas se levantou e encarou a loura. 

 

— Agora não, Ambre. Mova seu canil para outro canto. — retorquiu, com certo escárnio. A loira franziu as sobrancelhas e fechou a mão em punho, pronta para desferir um soco em seu rosto; porém, Claire segurou seu braço e o torceu para trás, passou o outro braço em volta do pescoço de Ambre e a abaixou para que sua boca ficasse no ouvido da loira. — Espero que entenda a minha língua. Não vou falar de novo. 

 

A loira soltou uma risada. — Tudo isso por causa do seu namoradinho, é? O amigo do meu irmão? — Claire ergueu uma sobrancelha, se perguntando como Ambre, com aquele cérebro minúsculo, conseguiu descobrir sobre Castiel. 

 

— Isso não é da sua conta, Barbie. Mova o seu canil e vá exercitar esse seu cérebro de minhoca! — Ela a jogou em cima das suas amigas. Charlotte e Li a seguraram com firmeza, e rapidamente Ambre tomou sua postura autoritária; ou a que ela pensava que fosse autoritária.

 

— Acha que não vou fazer nada por aquele dia? Por ter colocado Becca contra mim? — Ambre sorriu ironicamente. — Sinceramente, garotinha, eu pensei que você tivesse cérebro.

 

— Eu também pensei isso de você, mas depois de ver sua cara de pau para estar aqui, imagino que nem cérebro você tem. — Claire retrucou para a loira, sorrindo, enquanto colocava as mãos na cintura. 

 

Ambre fechou a cara por alguns instantes, mas logo sorriu. — Sabe, Claire, o seu amigo não é nada mal. Na verdade, acho que vou tê-lo para mim. 

 

Claire reprimiu os lábios, para conter um palavrão. Sentia seu sangue fluir com vigor em suas veias, e podia contar nos dedos quantos socos queria disferir no rosto de Ambre. Como aquela cretina ousara dizer aquilo? Especialmente a ela? A namorada dele. Aquilo parecia algum tipo de teste, no qual Claire deveria reagir mal para se ferrar. Então, com uma postura superior, ela deu um encontrão na loira, sorrindo abertamente, e antes de ir embora do banheiro, falou: 

 

— Boa sorte. Mas eu duvido que ele vá gostar de você. Ele tem bom gosto e não procura qualquer rabo de saia que esteja de pernas abertas para ele — Sorriu dizendo aquilo. Ambre fez uma feição furiosa, o que instigou Claire a continuar. — Ele não procura vadia alheia. 

 

Ao dizer aquilo, ela simplesmente começou a andar, esperando que Ambre reagisse. Mas a loira nada fez. Vendo aquilo, ela poderia ir embora sem danos. Aquela briguinha tosca, de alguma forma, levantou um pouco o seu astral. Na verdade, a expressão que Ambre fez havia melhorado seu astral. Ela não se sentia cem por cento bem, mas já era um passo. Talvez seu astral nem levantasse de verdade, mas ela preferia pensar que sim.

 

Foi até o vestiário, à procura de algum lugar para se esconder dos outros alunos; e principalmente para se esconder daqueles que a viram na TV. A ideia de que os pertences de Castiel ainda estarem em seus armários se passou pela cabeça de Claire. Como não tinha ninguém por perto, ela não pensou duas vezes em entrar. Ninguém estava no vestiário masculino. Perfeito, pensou consigo mesma. 

 

Ela passou lentamente pelos armários, escorregando os dedos pela grade de um armário que lhe chamou a atenção, pois estava com o cadeado torto. Com certeza seria o armário dele, pensou ela. Segurou o cadeado e o analisou por alguns instantes. Castiel não fazia o tipo de garoto que colocaria sua data de nascimento como senha, certamente, isso seria óbvio demais para ele. Claire mordeu os lábios e tentou pensar em alguma data que fosse significativa para ele; mas nada lhe veio em mente. 

 

— Merda — murmurou, não chegando a resultado algum. 

 

Tentou as coisas mais óbvias, como sua data de aniversário, ou talvez a de Dragon — coisas assim. Pensou em algum momento em que eles passaram juntos e foi realmente significativo. Mas nada funcionou. Então ela tentou pôr a data do dia em que ela fora embora com Viktor. 

 

Click. 

 

Ela ficara totalmente surpresa com o fato de que aquilo o marcou. Certamente, para esta ser sua senha, ele não queria esquecer tão cedo. Era algo até triste e lamentável, mas para Claire, significava que ele nunca teria esquecido dela. Em nenhum instante. 

 

Após abrir o armário de Castiel, Claire tirou dali uma jaqueta escura e a vestiu. Logo o cheiro dele invadiu suas narinas, a deixando quase embriagada. Era uma jaqueta antiga, que ele raramente usava. Não sabia ao certo por quanto tempo aquela jaqueta permaneceu ali, mas o cheiro dele parecia recente, parecia que nunca havia mudado. Continuou a olhar suas coisas; basicamente, um perfume, um desodorante e etc. 

 

Depois de completamente satisfeita, a sua imagem veio em sua cabeça, consequentemente. Lembranças da última vez em que transaram voavam em seus pensamentos, e ela se permitiu desejar viver tudo aquilo outra vez. Para ela, tudo com Castiel valia a pena, mesmo que não fosse coisa boa; mas só o fato de ele estar ali já contava. E muito. 

 

— O que diabos você está fazendo aqui?! — gritou uma voz atrás dela. — E mexendo no armário de um colega?! — Era Nathaniel. Claire se virou de imediato, um pouco constrangida por estar com os pertences de Castiel em mãos; mas assim que viu Nathaniel de toalha, ela se virou rapidamente para não olhá-lo. 

 

 


Notas Finais


Obrigada por terem lido! Aqui na descrição eu vou deixar links de outras fanfics de minha autoria, caso fique interessado(a) ;)


— Ei, eu sou uma boa garota!: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-amor-doce-ei-eu-sou-uma-boa-garota-4875193

— A Terceira Vitoriana: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-amor-doce-a-terceira-vitoriana-4968579


E também está disponível o link de uma fanfic que estamos escrevendo, eu, CastiellyMiku e SuuhVasconcelos:

Fanfic: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-amor-doce-lost-in-the-gloom-5237093

SuuhVasconcelos: https://socialspirit.com.br/perfil/suuhvasconcelos

CastiellyMiku: https://socialspirit.com.br/perfil/doceteboycepll


Tomara que gostem de todas as fanfics, claro, se você quiser lê-las ;D


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