História Friends? - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Alexandra Garcia, Aomine Daiki, Himuro Tatsuya, Hyuga Junpei, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Riko Aida, Takao Kazunari
Tags Akakuro, Friends, Lemon, Yaoi
Visualizações 279
Palavras 1.762
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


VOLTEI
TCHU TCHA

Capítulo 23 - Friends - 18


Eram exatas cinco horas da manhã quando Seijuro conseguiu ser liberado da prisão. Nesse mesmo horário, Kise Ryouta finalmente conseguiu dormir depois de varias crises e surtos, alegando que queria aquele bebê demoníaco longe de si. Também foi nesse mesmo horário que Kuroko finalmente conseguiu dormir, chorando no colo de seu pai, mas, diferente deles, Momoi e Riko não conseguiram dormir.

A festa foi arruinada completamente quando a policia apareceu na escola, alguns penetras de maioridade foram presos durante a noite para serem liberados no dia seguinte, Tsuki foi levado ao hospital central, o mesmo de Kise, onde foi encaminhado pra uma cirurgia de emergência, já que seu rosto havia sido completamente detonado por Akashi, além de alguns órgãos, provocando uma hemorragia interna.

Às dez horas, Asuna foi para a casa de Mine, encontrando um Kuroko de rosto inchado e vermelho, indicando que havia chorado. Mine deixou Asuna a par de toda a situação, fazendo a mulher ficar momentaneamente surpresa, mas logo tomou uma decisão: A melhor escolha era deixar Kuroko sob os cuidados do pai por enquanto, o azulado sempre foi melhor nessas situações sentimentais.

Nesse mesmo horário, Matsuda teve uma conversa séria com seu filho.

Quando Akashi foi liberado da cadeia, nenhum dos dois disse uma palavra. Não demonstraram nada, não fizeram nada. Foram perfeitos... Akashi.

− Está na hora de conversarmos, filho. – Disse Matsuda, sentando-se numa cadeira ao lado da cama de Akashi, que nem se moveu, permanecendo sentado, com um olhar tão vazio quanto o de um morto. – Quer me contar o que aconteceu?

− Quero que se foda. – Disse Akashi, áspero. – Vou resolver essa merda com o Tetsuya e depois vou matar aquele filho da puta junto com aquela vagabunda. – Disse referindo-se a Tsuki e Ambre.

Matsuda ergueu uma sobrancelha, boquiaberto. – Ah, então é assim? Você acha que fazer isso vai resolver alguma coisa?

Akashi encarou o pai, cerrando os olhos.

− Sempre resolveu.

− Resolveu é o caralho. Você acha que dessa vez Tetsuya-chan ira acreditar nas suas ladainhas? Depois de tudo?! – Matsuda encontrava-se assustado. – Você não aprendeu nada?!

− Isso não é da sua conta! – Exclamou Akashi, levantando-se da cama. – Minha relação com Kuroko não tem nada haver com você nem ninguém. – Foi ate o guarda-roupa, pegando uma roupa qualquer e a vestindo. – Ele vai entender, vai me perdoar. Ele sempre me perdoou. ENTÃO NÃO FALE DO QUE VOCÊ NÃO SABE VELHO!

− Seijuro, espera! – Matsuda tentou correr ate seu filho, mas já era tarde demais, em poucos segundos pode ouvir a porta de entrada se fechar num baque, indicando a saída de Akashi. – Por que eu... – Sentou-se na cama, encarando o teto enquanto seus olhos lacrimejavam. – Por que eu nunca consigo... Ajudar as pessoas que mais amo?

De repente, uma imagem de um garoto sorridente e baixinho, de olhos verdes brilhantes passou pela sua cabeça...

Hospital central – 10hrs da manhã.

− Entendo. – O homem loiro sorriu, suspirando. – Quantos meses?

− Em torno de dois. – Disse o medico, lendo a ficha.

− Dois... Dois meses, ele escondeu isso por dois meses, e nós não percebemos nada. – A mulher de olhos dourados estava com a voz tremula, enquanto lágrimas caiam. – Que tipo de pais nós somos?!

 − A culpa não é de vocês. Viajam muito a trabalho, não se preocupem. – Disse o médico tentando acalmá-los.

− A culpa é nossa sim. Pensamos tanto em dar uma vida boa para nosso filho, que esquecemos ate de dar o que ele mais precisava. – O homem loiro disse, lacrimejando enquanto um sorriso triste permanecia em seus lábios. – Somos péssimos pais.

− Podemos vê-lo? – Disse a mulher, desesperada. – Por favor, deixe-nos vê-lo.

O médico ponderou por um momento, logo suspirando e levando o casal ate o quarto onde Kise Ryouta se encontrava. Naquele momento, ele não sabia quem mais estava sofrendo.

Quando a porta se abriu, o casal pode vislumbrar Aomine Daiki sentado numa cadeira perto da cama de Kise, que se encontrava dormindo. O moreno apertava com força a mão de Ryouta, como se a qualquer momento ele pudesse fugir.

− Daiki-chan. – Disse a mulher, chamando a atenção de Aomine que os olhou assustado, entrando em posição de defesa em frente à Kise. A mulher chorou ainda mais.

− Ficamos tanto tempo fora, que nenhum dos dois deve confiar mais na gente. – Disse o loiro, não agüentando mais sorrir. – Eu sinto muito por deixá-los sozinho.

− Senhor e senhora Kise... Eu... – Disse Aomine, perdido.

− Aomine, pode nos deixar a sós por um momento? – Pediu o médico. – Nada vai acontecer com Kise.

Mesmo relutante Daiki acabou saindo do quarto, deixando os três a sós com Kise. A mulher correu ate a cama de seu filho, escondendo o rosto no peito do mesmo enquanto chorava pedindo desculpas.

− Ele não vai acordar tão cedo. Depois dos surtos que teve, tivemos que entupi-lo de sedativos. Mesmo com o bebê podendo correr mais riscos ainda, não tivemos escolha. – Disse o medico, encostando-se na parede enquanto observava a mulher de aparência jovial implorar por desculpas.

O loiro aproximou-se do filho, acariciando os cabelos tão idênticos ao seu. Derramando lágrimas atrás de lágrimas.

− Estamos aqui filho. Vamos ficar com você. Acho que você já esqueceu, então vamos fazê-lo lembrar. – O homem aproximou-se do rosto do filho, beijando a testa do mesmo. – Lembrar que sempre amamos você, Ryouta.

Casa de Momoi Satsuki – 10hrs da manhã.

− Onde estão o Kagami e o Midorima? – perguntou Momoi, coçando os cabelos bagunçados e se sentado em frente à amiga, servindo-se de uma xícara de café.

− Saíram bem cedo. – Exclamou Riko, brincando com a xícara de café. – Disseram que se conseguirmos informações era pra passar para eles.

− Hum. – Momoi suspirou, apoiando o rosto na própria mão enquanto observava a fumaça do café quente voar em frente a si. – Então... Vamos visitar o Kise no hospital central?

− Vamos. – Disse Riko, dando de ombros. – Temos que ir ver o Kuroko também.

− É né. – Momoi bebeu um pouco do café preto. – Precisamos de um banho também. Ainda estamos com a roupa da festa.

− Precisamos.

Ficaram mais alguns segundos ali, sentadas, perdidas em pensamentos confusos. Momoi já estava a par de tudo que aconteceu com Kise nos últimos tempos, Riko não deixou escapar nenhum detalhe, disse que não precisava mais esconder aquilo.

Logo as duas resolveram tomar um banho e dormir um pouco.  Visitariam os amigos depois, por hora, queriam muito era dormir.

Na cama, deitadas uma ao lado da outra, deixaram suas preocupações escaparem.

− O que acha que vai acontecer agora? – Perguntou Momoi.

− Não sei.

− O que devemos fazer?

Riko suspirou, escondendo o rosto com o braço, mordendo o lábio inferior com força. – Essa é a primeira vez que eu não sei o que fazer.

―/―

Uma hora depois, Akashi chegou à casa de Kuroko – ele ainda achava que o azulado estava com Asuna – apertou a Campânia varias vezes, gritou o nome de Kuroko, gritou o nome de Asuna, ate que finalmente a mulher abriu a porta, assustada por toda aquela euforia.

− Seijuro-chan? – Questionou, mesmo já sabendo que o ruivo iria aparecer por ali. – Veio atrás de Tetsuya? Desculpe, ele não está.

Akashi olhou Asuna assustado, mas não durou muito, pois logo sua cara se fechou em pura raiva. Asuna ficou levemente assustada, mas tudo que fez foi cerrar os olhos.

− Ele está sim. – Vociferou Akashi, cerrando os dentes. – Por que está tentando esconde-lo de mim?!

Asuna respirou fundo, olhando Akashi de cima a baixo e constatando que sim, já viu essa cena antes. Aquela sensação a assustava. Não sentia aquilo há muito tempo. Fechou os olhos com força, lembrando-se daquele dia.

− Por que está tentando esconder o Kuroko de mim, Asuna?! – Vociferou o adolescente de cabelos vermelhos, assustando a jovem que tremeu levemente. – Traga ele aqui, eu quero vê-lo!

−N-Não... – Disse ela, tremendo. – Eu... Ele não quer te ver... – Deu um passo pra trás ao perceber a expressão de Akashi fechar-se ainda mais. –

− PARE DE DIZER MERDA, SE NÃO EU ACABO COM VOCÊ E ESSE BEBÊ NA SUA BARRIGA!

− Matsuda-san... – Ao ouvir a voz doce lhe chamando, Akashi relaxou instintivamente, olhando para os olhos verdes que tanto amava. – Vai embora daqui.

− TIA ASUNA! – Foi despertada de suas lembranças pela voz grossa de Seijuro. – Traga o Tetsuya aqui, eu quero vê-lo!

− Seijuro-chan... E-Ele... Ele não quer vê-lo. – Disse Asuna, lentamente.

− TIA ASUNA PARA DE DIZER MERDA, SE NÃO EU...

− Akashi-kun. – Ao ouvir a voz doce de Kuroko, Akashi relaxou instintivamente, virando-se pra trás enquanto sorria largo. – O que está fazendo aqui?

Kuroko não soube bem como reagir. Foi na casa de sua mãe pegar algumas roupas, não esperava encontrar Akashi ali. Sentiu vontade de chorar, os lábios tremiam enquanto os olhos vermelhos o encaravam com carinho.

− O que está falando? Eu vim te ver, vim me desculpar, eu sou um...

− Não. – Manteve a voz firme, aquele um ano de aulas de teatros teriam que ajudar. – Vai embora daqui.

Akashi desmanchou o sorriso na hora, aproximando-se de Tetsuya e o puxando para um beijo. Kuroko empurrou Seijuro com força e limpou a boca com a palma da mão. Nojo. Tudo que sentia era nojo.

− Esquece isso. – Disse Seijuro tentando se aproximar novamente. – Me perdoa. Não fica longe de mim, sem você... Sem você eu não tenho nada.

Oh Deus. – Pensou Asuna, embasbacada. – É igualzinho aquele dia. Mine, acho que a historia está se repetindo...

− Tem sim. – Disse Kuroko, firme. – Você sempre teve tudo. Sempre. Não precisa de mim, vai embora...

Volta pra sua vidinha de luxo, volta pras suas putas, e me esquece”. – Disse Asuna em pensamento.

−... E volta pra sua vidinha de luxo. Volta pras suas prostitutas, e me esquece. – Kuroko fechou os olhos com força, caminhando ate a entrada da casa de sua mãe. – Eu não quero falar com você, nunca mais.

Não. Tudo que se passava pela cabeça de Seijuro naquele momento era aquela pequena palavra: Não.

Puxou Tetsuya pelo braço, selando os lábios pequenos em um beijo violento. Necessitado. Foi correspondido, mas infelizmente, a falta de ar os fez se separar.

− Me perdoa. – Disse por fim, chorando.

− Adeus, Seijuro. – Disse Tetsuya, entrando na casa de sua mãe.

Depois que a porta foi fechada, Akashi permitiu seu corpo a cair no chão, perdido. O que faria agora? Sua consciência e seu coração eram Kuroko. Sem ele... Sem ele não tinha nada.

Sem Kuroko, Seijuro não era... Ninguém.

Do outro lado da porta, Tetsuya desabou. Chorando compulsivamente e sendo consolado por sua mãe.

Acabou. Acabou mesmo.


Notas Finais


PERDOEM OS ERROS E NÃO DESISTAM DE MIM!
COMENTEM AMORES
COMENTEM PQ EU FICO FELIZ <3
(não são obrigados a comentar, mas me deixa mt feliz msm)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...