História Friends? - Capítulo 4


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Categorias Kuroko no Basuke
Personagens Akashi Seijuro, Alexandra Garcia, Aomine Daiki, Himuro Tatsuya, Kagami Taiga, Kise Ryouta, Kuroko Tetsuya, Midorima Shintarou, Momoi Satsuki, Murasakibara Atsushi, Riko Aida, Takao Kazunari
Tags Akakuro, Yaoi
Exibições 205
Palavras 1.728
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Ficção, Lemon, Poesias, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - Friends - 03


Fanfic / Fanfiction Friends? - Capítulo 4 - Friends - 03

Kuroko Tetsuya.

Sabe quando seu cérebro para de funcionar e você fica meio grogue? Pois é, é assim que estou agora. Eu não esperava uma resposta como aquela, com certeza não esperava, não estava preparado para isso, não estava.

Por Deus, por que estou repetindo as palavras? Será que enlouqueci?

Acho que estou fazendo uma tempestade em copo d’água, sendo exagerado como sempre. Mas o que eu posso fazer? Meu melhor amigo, ou apenas Akashi Seijuro, acabou de falar uma frase cheia de intenções, o que você faria no meu lugar? Desmaiaria ou morreria de vez? Ser ou não ser? Eis a questão.

Depois daquela nossa conversinha, Akashi se dispensou e eu nem quero imaginar o que ele deve está fazendo agora, não via Kise, não via Kagami e Aomine, nem Midorima e muito menos Momoi e Riko. Estava sozinho, numa festa, provavelmente o único sóbrio, que vida horrível.

Resolvi ir dançar, o que eu tinha a perder? Não sou muito notável, então apenas ia ficar me mexendo lá no meio torcendo para ninguém passar a mão por onde não deve, serio isso já aconteceu antes e não é nada legal.

Fiquei dançando ate que sinto mãos rodearem minha cintura, viro de supetão e do de cara com um garoto um pouco alto de cabelos negros, mas o que me chamou atenção mesmo foram os olhos dele, lembravam-me olhos de águia, eram negros, era estranho porem muito atraentes. Além disso, ele sorria de uma forma um tanto provocativa, meu Deus, eu não sou de ferro.

- Oi. – A voz dele era um pouco grossa, e eu sentia o cheiro da bebida, mas ignorei.

- Oi.

- Se incomoda se eu dançar com você?

Eu ate poderia recusar, falar que não estava afim, ou ate mesmo mentir e dizer que estava acompanhado, mas, fazia tanto tempo que eu não ficava com alguém. Bom, eu nunca gostei de sair de casa então não tinha muitas oportunidades para me relacionar, namorei apenas uma vez, mas não deu muito certo. Alem disso Akashi não suportava o cara, e vocês não tem ideia do quanto o Akashi é irritante quando não gosta de alguém.

Por que estou falando dele mesmo?

Ah, esquece.

- Claro.

Sorri para o estranho e fui retribuído, continuamos assim ate eu o ver desviar o olhar para o lado parecendo finalmente se da conta de algo, o olhei confuso.

- A propósito, meu nome é Izuki Shun. E o seu?

Nossa, nem tinha me dado conta que não havíamos falado nossos nomes ainda, estou muito desligado.

- Ah, o meu é Kuroko Tetsuya. – Dei um sorriso constrangido para o garoto, que, parecia está achando divertido as minhas reações nada masculinas.

- Então, Kuroko, você tem namorado?

- Ah, não. – Respondi meio corado, evitando o olhar nos olhos.

- Então não vai se importar com isso que eu vou fazer agora.

E antes que eu percebesse pimba. Não, esquece que eu disse pimba. O garoto de olhos de águia, vulgo, Izuki, me beijou. Um pouco surpreso, retribui. Não iria fazer mal algum beijar um garoto bonito que eu provavelmente nunca mais veria na vida. Não teve nada de espetacular no beijo, éramos apenas dois estranhos se pegando no meio de uma festa.

Só que, da mesma maneira que o beijo começou rápido terminou rápido, já que senti alguém segurar meu pulso e me puxar para longe, meu Deus, eu to sendo sequestrado logo depois de ter beijado um garoto lindo. Olhei para a pessoa que me puxava e não fiquei nada surpreso em ver quem era. Akashi babaca Seijuro.  Maldito. Ele me levou ate fora da festa e parou quando já estávamos em baixo de uma arvore, tinha um balanço pendurado no galho principal e eu estava ao lado dele enquanto sentia os olhos vermelhos de Seijuro me queimarem, tá, agora lhes dou uma pergunta, quer que eu fiz?

- Qual o seu problema? – Perguntei visivelmente furioso. – Isso não foi nada educado.

- Como você faz isso? – Perguntou como se eu estivesse fazendo a coisa mais errada do mundo. – Por que estava beijando aquele garoto? Enlouqueceu Tetsuya?

Arquei uma sobrancelha pra ele, às vezes, Akashi achava que podia controlar a minha vida, babaca.

- Não vejo problema nenhum em beijar alguém Akashi, não é isso que você faz todos os dias? – Nossa, eu sou muito bom.

- Então vai ficar se atracando com desconhecidos como um qualquer? É isso? – Akashi me olhava de forma debochado, e pela segunda vez naquela noite, eu quis soca-lo.

- E qual o problema nisso em Akashi? – Coloquei minhas mãos sobre a minha cintura enquanto o encarava, Seijuro tinha que aprender que não era meu pai.

- Estou tentando impedir que você vire mais um na lista daquele idiota, deveria me agradecer. – Akashi agora estava mais calmo, porem ainda irritado.

- Eu não sou uma criança Akashi. – Balancei a cabeça negativamente enquanto o reprovava com o olhar, que briguinha mais sem cabimento. – Sei me cuidar, não preciso que você me diga o que é certo ou errado.

Akashi me olhou como se eu tivesse dito a coisa mais absurda do mundo, como se estivesse ofendendo Deus dentro da igreja, só não entendia essa indignação dele. Ele sempre foi assim, ciumento, possessivo. Era em muitas vezes insuportável, afinal, ele dormia com Deus e o mundo e eu não podia nem beijar um carinha qualquer? Ate entendo que ele é meu melhor amigo e quer-me “proteger”, mas às vezes o ruivo extrapola.

- Tudo bem. – Sua expressão se fechou imediatamente, acho que o deixei irritado. – Você não precisa mais de mim não é?

- O que? Eu não dis-

- Entendo. Cê não precisa. Não faz diferença? Não é? Okay, tudo bem, okay. Sem problemas.

Akashi nunca foi de fazer drama, então só ali eu percebi uma coisa; a bebida estava fazendo efeito.  Revirei os olhos enquanto me aproximava do ruivo que continuava falando coisas desconexas, ele recuou quando viu que eu me aproximava, mas assim que fez isso caiu sentado no chão enquanto vomitava.

Eu queria ate tirar uma foto disso, Akashi Seijuro ajoelhado enquanto vomitava na grama da casa de Aomine, seria cômico se não fosse trágico.

Eu poderia ate esta com um pouquinho de raiva dele, mas Seijuro não deixava de ser meu melhor amigo. Revirei os olhos e o levantei, passei seus braços ao redor do meu ombro enquanto voltava para dentro da casa, o mais difícil foi passar por todos aqueles bêbados menores de idade.

Ao longe eu ainda pude avistar Izuki se atracando com uma menina, revirei os olhos. Akashi estava certo no final das contas, não que eu fosse admitir isso.

O levei ate um dos quartos de hospedes que ficavam no primeiro andar enquanto ignorava os gemidos que podiam ser ouvidos de longe e segui ate um quarto vazio. Quando finalmente o achei, deitei Akashi na cama e vi que o mesmo já estava dormindo, não acredito que ele dormiu em pé.

Não ia tirar a roupa dele, não. Apenas retirei o sapato e a meia e o ajeitei na cama, aumentando a temperatura do quarto para que ficasse bem frio, ele adora o frio e eu também.

Assim que terminei o olhei e revirei os olhos, ele não era tão machão agora não é?

—º—

Narradora.

Podemos definir Kagami Taiga como muitas coisas, um brutamonte, um idiota, mente vazia, lerdo, burro e entre outras mais. Porem, apesar de todos os defeitos, Kagami tinha um senso de justiça enorme, coisa que Alexandra Garcia, a mulher que o criou, o ensinou. Então, quando viu aquele ser de cabelos pretos todo encolhido, enquanto tentava a todo custo se proteger dos dois homens que o cercava, não pode fazer nada além de correr para ajuda-lo.

Por sorte, tinha uma força bruta enorme, então rapidamente se livrou dos dois idiotas que cercavam aquela criaturinha tão frágil.

Havia saído da festa para ver se arrumava mais bebida, ate que ouviu um pedido de socorro baixo vindo de um beco, no começo, ate ficou assustado, mas logo depois foi ate o local para ajudar quem quer se seja, e, sinceramente, não se arrependia.

Agachou-se em frente ao serzinho que parecia uma bolinha de tão encolhido que estava. Taiga sentiu uma sensação de familiaridade estranha, mas ignorou.

- Ei, está tudo bem – o moreno levantou o olhar para Kagami, que sorriu acolhedor. – Aqueles idiotas já foram não precisa ter medo.  

O moreno olhou ao redor como se quisesse garantir que eles foram mesmo, ate finalmente voltar o olhar para Taiga, não se segurou e se desmanchou em lágrimas, fazendo o ruivo se desesperar, o que fazer agora?

- N-não precisa chorar, serio tá tudo bem. E-eu...

O moreno limpou as lágrimas com as mangas da camisa e voltou o olhar para Kagami, sorrindo de maneira agradecida.

- Obrigado, moço. – A voz daquele desconhecido era baixa, mas doce. O que fez Kagami corar.

- Ah, sem problemas, eu, sabe, pois é né?

Taiga quis bater em si mesmo depois dessa atitude vergonhosa, o baixinho a sua frente apenas riu. A risada dele era infantil, como a de uma criança que acaba de brincar com os pais, Taiga perguntou-se como um garoto que aparentava ter um pouco mais de quinze anos poderia ter um jeito tão infantil.

- Eu acho que já vou.

- O que? Ir? Quer que eu te acompanhe ou...?

- Não, na verdade, minha casa é aquela ali. – Apontou para uma casa media do outro lado da rua. – Eu estava vindo procurar meu cachorro, ai então aqueles caras me cercaram, pensando bem... – As bochechas branquinhas coraram enquanto ele desviava o olhar constrangido. -... Isso foi bem idiota da minha parte.

Taiga apenas riu, foi idiota mesmo, mas não iria dizer isso.

- Você mora por aqui? Nunca te vi por aqui, meu melhor amigo mora nesse bairro, ele está dando uma festa agora, ah! Droga eu estava indo comprar bebidas. – Taiga levantou-se e estendeu a mão pro moreno que aceitou de prontidão.

- Eu já estou indo moço, obrigado de verdade por me ajudar. Tchau.

O adolescente atravessou a rua antes mesmo de Kagami protestar, havia se esquecido de perguntar o nome do garoto e praguejou baixinho pela lerdeza.

- Espera... – Pegou o celular do bolso e arregalou os olhos. – São quase três da manhã, onde caralhas eu vou comprar bebida há essa hora?

 

 


Notas Finais


A historia vai começar a andar no proximo capitulo, hurul.
Eu quis da isso aqui pra vcs, como um presente de preparo sabe? Por que as merdas vão acontecer logo-logo.
Ces já sabem que vai ter Akakuro, não quis entrar em muitos detalhes sobre esses dois, na verdade, vai demorar pra eles aparecerem de novo então ksms Quem sera o boyzinho que o Taiga encontrou? Huuum.
Me digam se gostaram, por que eu não gostei muito desse capitulo não kk


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