História Friends - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amigos, Homossexual, Original, Romance, Yaoi
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Palavras 2.854
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Escolar, Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Cheguei, cheguei, chegando bagunçando a zorra toda (ícone de musguinha). E aí pessoal capítulo novo e já na reta final né mores (mentira, mas tá quase q). Espero que gostem. Queria mandar um beijão para os novos favs e pra quem favoritou desde o início e pra quem comenta também. BJS.

Capítulo 17 - Capítulo XVII


Eu estava agradecendo demais o fato de ser um sábado e eu não ter que ir para lugar nenhum. Eu amava minha faculdade, amava ter um trabalho que envolvesse meu curso e tudo o mais, mas às vezes essa rotina me cansava, principalmente agora que tenho mais um ótimo motivo para querer ficar em casa. Bruno ainda não havia retornado do hospital, no entanto eu liguei para ele ontem à noite e ele garantiu-me que o médico o daria alta ainda hoje. Ficamos horas falando no telefone e depois conversamos por mensagem até que ele caiu no sono e eu também. Eu acordei com uma bela mensagem de bom dia seguida de uma imagem dele sorrindo. Mesmo com aquele ponto horrível ele continuava lindo. O respondi mandando uma foto minha deitado de bruços só de cueca à fim de provoca-lo e mordi o lábio inferior, rindo logo em seguida vendo o meme que ele mandara em resposta. Fiquei por um tempo conversando com ele até que decidi levantar para arrumar algumas coisas. O dia seria longo hoje. Liguei a cafeteira, o notebook e fui tomar um banho enquanto isso. Debaixo do banho eu já comecei a pensar na falta que fazia Bruno ali comigo me ensaboando e me beijando. Eu tinha alguns projetos para fazer e queria termina-los antes que Bruno tivesse alta do hospital. Estava preparando algo especial para nós hoje caso ele realmente saísse daquele lugar cheirando a remédio. Eu sentia tanta falta dele e tinha uma fome imensa do nosso sexo. Será que Bruno conseguiria transar? Lembrei da última vez que transamos e decidi que era cedo demais pra pensar nisso. Eu era um pouco bruto demais e sair do hospital e ter uma noite comigo não seria a coisa mais inteligente a se fazer. “Ok, esqueça o sexo, Gabriel” pensei comigo mesmo. Saí do banho e pensei em fazer algo mais tranquilo, talvez um almoço aqui em casa mesmo, só com nós dois e então eu finalmente o pediria em namoro. Estava um pouco receoso de ser cedo demais ou ser coisa demais para Bruno digerir de uma única vez, mas eu estava à fim de fazer isso desde quando terminei com Wesley. É estranho saltar de um relacionamento pro outro de maneira tão rápida, eu sei, mas seria algo só entre Bruno e eu, ninguém saberia que estaríamos num relacionamento sério, seria mais ou menos como Wesley e eu no início, só depois de um tempo falaríamos para todos, claro, quando ele estivesse pronto para isso. Por falar em Wesley meu celular vibrou e assim que eu terminei de pôr minha roupa eu o peguei vendo que havia recebido mais uma mensagem do ruivo que provavelmente não seria lida. Ele bombardeou-me de mensagens desde o dia em que Bruno foi para o hospital. Ele queria encontrar-me de qualquer maneira e eu não suportava mais ter que inventar desculpas. Ele chegou a vir no prédio um dia desses. Minha sorte foi que eu disse ao porteiro que se Wesley viesse me procurar era para dizer que eu não estava em casa e assim ele fez. Wesley ainda não havia me superado e eu até cheguei a apresentar um carinha para ele uma vez, mas não rolou. Ele me enchia de mensagens dizendo que ainda estava na minha e que não aguentava mais essa distância. Por mais que eu dissesse que estava com Bruno agora, Wesley insistia em procurar-me, ignorando completamente a existência de outro alguém em minha vida. Eu sei que nós terminamos de uma maneira meio ridícula e que o fato de eu ter colocado Bruno para dentro da minha casa quase no mesmo dia foi mais ridículo ainda, no entanto eu não aguentava mais toda aquela situação. Eu me controlava o máximo para não ser grosso com Wes, e isso estava me deixando um pouco irritado. Mas preferi deixar isso de lado por enquanto. Guardei o celular e fui cuidar das minhas coisas.

Sentei diante do notebook e fiquei o encarando por um bom tempo. Haviam tantas coisas para serem resolvidas que eu sequer sabia por onde começar. Esfreguei o rosto e antes que eu pudesse digitar qualquer coisa, ouvi o barulho da campainha. Será que era minha mãe? Fazia bastante tempo que ela não vinha me ver, da última vez que tive contato ela havia me dito que esteve viajando para visitar minha avó que estava bem doente. Eu disse que iria com ela, mas ela falou que não havia necessidade, até porque eu perderia muitas aulas e dias de estágio que não poderia perder, então eu fiquei. Depois desse dia ela sumiu. Fui até a porta desejando que fosse ela. Eu estava com saudade da minha mãe, inclusive com tudo que tem acontecido recentemente. Aproximei-me da porta sorrindo e olhei pelo olho mágico. Ver o rosto atrás daquela porta fez meu sorriso murchar aos poucos. Fiquei parado por alguns segundos e pensei seriamente se iria ou não abrir a porta já imaginando o que ele viria fazer aqui uma hora dessas. Continuava pensando até que a campainha tocou novamente duas vezes consecutivas, demonstrando a impaciência do ser do outro lado. Respirei fundo e abri a porta lentamente, observando com atenção o rosto de Saulo com sua expressão de frieza que já era característica dele.

— Cadê o Bruno? Eu quero falar com ele. — Fitei-o incrédulo. Não acredito que ele não tivera a coragem de visitar o próprio filho no hospital.

— Bom dia pra você também. — Disse com acidez. — Ele está aonde você deveria ter ido vê-lo e não aqui. — Tentei fechar a porta, mas ele impediu-me e entrou percorrendo seus olhos cinzas por todos os lados como se fosse achar Bruno escondido em algum canto.

— Minha esposa disse que ele iria sair do hospital hoje.

— Mas ele ainda não saiu, agora quer sair da minha casa por favor ou “senão eu vou chamar a polícia”. — Repeti a frase no mesmo tom que ele usara comigo no dia em que fui em sua casa avisar sobre Bruno. Ele balançou cerrou os olhos e caminhou em direção a saída. Ele estava prestes a sair quando parou diante de mim e encarou-me.

— Eu não vou permitir que você e o Bruno continuem com esse circo! Eu vou dar um jeito de abrir os olhos dele, ele vai perceber o tamanho da burrice que está fazendo e vai sair dessa sua maldita influência. — Saulo saiu bufando e pisando forte e eu fechei a porta lentamente sem nem ao menos vê-lo se afastar. Ri para não chorar daquilo. Era engraçado o fato dele achar que eu estava influenciando Bruno a ficar com garotos sendo que quem dera o pontapé inicial para toda essa loucura fora justamente o filho dele. Controlei o riso e fui cuidar dos meus assuntos. Sorte do Bruno ter saído daquela casa o quanto antes.

Respirei aliviado jogando-me no sofá quando terminei todo o trabalho que eu tinha pra fazer. Aquele estágio estava me consumindo mais do que a faculdade, porém eu precisava dele para me formar. Rolei do sofá para o chão e ergui-me rapidamente. Eu ainda tinha que fazer o almoço, e não fazia nem ideia de que horas eram. Peguei meu celular desbloqueando-o e tomei um susto com a hora. Já era tarde e eu havia perdido totalmente a noção do tempo. Haviam cinco chamadas perdidas há horas atrás e todas eram do Bruno. Sentei no sofá um pouco alarmado. Será que Bruno havia recebido alta e ligou para eu ir busca-lo? Liguei para ele e fiquei na linha aguardando. Estava tocando. Esperei por uns minutos até que ouvi uma risada estrondosa do outro lado da porta e um toque de celular também. Aproximei-me e percebi que haviam duas pessoas do outro lado. Abri e dei de cara com Bruno e Henrique rindo à beça de sei lá o que. Franzi a testa e fiquei os encarando por um tempo até que Bruno viera até mim, enlaçou seu braço em torno do meu pescoço e abraçou-me com força. Sentir o calor do seu corpo no meu novamente fora o suficiente para deixar-me excitado. Ele afastou-se reparando no volume em minha bermuda e sorriu, deixando-me encabulado. Dei um selinho rápido nele e então cumprimentei Henrique. Bruno estava com a perna engessada e com o ponto no supercílio ainda, contudo ele continuava belo.

— O que você está fazendo aqui, Bruno?

— Eu recebi alta há uma hora atrás. Eu tentei te ligar, mas acho que você estava dormindo então pedi Henrique pra ir me buscar. — Olhei para o loiro. Ele coçou a cabeça e olhou sorrindo para mim.

— Pode me agradecer depois. — Tentei sorrir de volta para ele, mas não consegui. Fiquei parado encarando Henrique, notando que isso o estava deixando constrangido. Eu continuaria fitando-o se não fosse por Bruno que sugeriu que entrássemos ao invés de ficarmos em pé conversando na porta.

Eu realmente não queria que Henrique ficasse. Agora que Bruno voltou tudo que eu quero é passar um tempo a sós com ele, até porque eu tinha vários planos para nós hoje e nenhum deles envolvia Henrique como um urubu nos rodeando. Eu sei que eu estava sendo um pouco malvado, no entanto aquilo estava me incomodando e muito, e como eu não era alguém que sabia muito bem disfarçar expressões faciais ficou claro o quão desconfortável aquilo estava sendo para mim.

— Seu apê é legal, Gabriel. Eu nunca tinha vindo antes. — Henrique aproximou-se da janela e ficou olhando lá para baixo, logo após virou-se para nós.

— Eu sempre convidava, mas você estava ocupado demais com a faculdade, lembra? Aliás, como está o curso? Tá gostando? — Tentei disfarçar melhor meu desconforto e puxei assunto para descontrair. O loiro deu de ombros  e sentou-se no sofá.

— Ah sim, direito é bem puxado, eu quase não tenho tempo livre, mas quando tenho gosto de dedicar às coisas que eu gosto. — Os olhos âmbar de Henrique caíram sobre Bruno e eu instintivamente puxei o loiro ao meu lado pela cintura, aproximando seu corpo do meu, o que fez Henrique piscar algumas vezes e desviar o olhar.

— É, eu também. — Olhei para Bruno e dei um selinho nele, embora percebi que ele tenha feito menção de virar o rosto. Henrique franziu a boca e depois sorriu um pouco desconcertado.

— Qual foi, Gabriel? Se comporta. — Bruno sorriu um pouco sem graça também e deu um soco em meu ombro, passando os dedos sobre meus lábios logo em seguida e afastando-se de mim depois. Acho que até ele percebe qual era a minha. Eu não queria marcar território nem nada, só queria acabar com aquela atitude do Henrique que sinceramente, estava me irritando e acreditem, é muito fácil me irritar.

— Eu ia começar a cozinhar, eu queria preparar algo para nós. — Acariciei o rosto do Bruno e dei ênfase ao dizer nós.

— Que atencioso... Henrique, vai querer comer conosco? — Respirei fundo ao ouvir a pergunta. O loiro sentado no sofá ergueu uma sobrancelha e fez a cara típica de quem quer dizer que não, mas também não quer fazer desfeita.

— Ahn, se não for atrapalhar... — Eu juro que diria que iria atrapalhar sim, mas Bruno fora absolutamente mais rápido na resposta.

— Não vai, não é, Biel? Fica, vai ser ótimo. — Eu estreitei os olhos e sorri "amigavelmente".

— É Henrique, é a maneira de agradecer por você ter ido busca-lo para mim.

— Se for assim então beleza. — Ele levantou todo animado e Bruno e ele foram na frente enquanto eu o fuzilava pelas costas.

Fomos para a cozinha e começamos a cozinhar o almoço. Eu não estava com um humor muito bom e Bruno percebeu, então ele quis aliviar a tensão brincando comigo enquanto preparávamos a comida. Comecei a entrar na dele e logo estávamos parecendo aqueles casais super felizes de comercial de margarina (sem família tradicional)  e Henrique estava sentado na mesa nos observando. Pude reparar que toda vez que eu fazia alguma brincadeira provocativa com Bruno, Henrique sentia-se extremamente incomodado, chegando a mudar de posição ou até mesmo enfiando a cara no celular só para não ter que nos observar. O seu desconforto me incomodava demais. Se ele o sentia era porque nutria algo em relação a Bruno, e mesmo que isso não afetasse nossa relação, Henrique nos rodeando tendo interesse no meu futuro namorado só queria dizer uma única coisa: ele estava esperando algum deslize meu para tentar ficar com Bruno. Só que eu não deixaria, não mesmo.

Terminamos a comida e estávamos arrumando a mesa. Henrique estava mexendo no celular e disse que iria ao banheiro, deixando o celular para trás. Assentimos. Bruno estava colocando a salada em cima da mesa quando eu aproximei-me por trás dele beijando sua nuca e ele virou-se em minha direção.

— Gabriel, para de fazer isso na frente do Henrique, ele fica sem graça. — Revirei meus olhos e continuei com o corpo colado ao dele o beijando seu pescoço, mordendo seu queixo e antes que eu pudesse alcançar seus lábios o telefone dele tocou. Ele o pegou rapidamente e encarou o visor, encarando-me também logo após.

— É meu pai. — Ele disse meio tenso. Eu queria dizer que seu pai havia vindo aqui e dizer a ele tudo o que Saulo havia dito, mas não tive tempo. O celular continuava tocando e então eu beijei a bochecha dele preferindo deixar aquilo para depois.

— É melhor você atender pra não dar confusão. — Recomendei e Bruno saiu porta a fora para ter um pouco mais de privacidade. Continuei arrumando a mesa sozinho quando vi o celular de Henrique desbloqueado sobre a mesma. Fiquei fitando-o e suei frio querendo pegá-lo. Eu não sei porque estava agindo daquela maneira, no entanto eu estava um pouco curioso à cerca das conversas entre Bruno e ele. Engoli em seco e olhei em direção ao banheiro. A porta ainda estava fechada. Peguei o celular rapidamente abrindo o Whatsapp e fui direto na conversa com Bruno, que aliás, era a primeira. Haviam muitos assuntos normais e pequenas insinuações de Henrique que só quem sabia ler entrelinhas conseguiria enxergar. Aquilo já deixou-me possesso, mas subindo mais a conversa eu pude ver algo que definitivamente me deixou irritado. Haviam três mensagens seguidas sem resposta que me fez querer atirar o celular longe.

— O que você está fazendo com meu celular? — Henrique apareceu arrancando o aparelho da minha mão, um tanto nervoso e trêmulo.

“Desculpa ter te beijado” “Bruno, fala comigo” “Cadê meu príncipe fujão?” – Repeti o conteúdo das mensagens fazendo o loiro enrubescer.

— Você não tinha o direito de ler minhas conversas, isso é invasão de privacidade.

— Cala a boca, Henrique. Você é um cretino, eu confiei em você, eu achei que você realmente quisesse a nossa amizade, mas você só tá aqui pra tentar pegar o Bruno na primeira oportunidade. — A boca dele abriu-se como quem queria dizer algo, mas ele hesitou. Enfiando o celular no bolso ele caminhou para perto de mim e balançou a cabeça negativamente.

— Isso não é verdade...

— Claro que é, dá pra ver nos seus olhos toda vez que você olha pra ele. Seu corpo te denuncia. — Ele continuou balançando a cabeça e deu dois passos para trás.

— Eu sabia que você era ciumento, Biel, mas isso já tá beirando a paranoia. — O loiro afastou-se e tentou rumou em  direção a saída, mas eu o segurei pelo braço. — Me larga. — Henrique tentou escapar, mas eu não deixei.

— Que história é essa de príncipe fujão? — Aquela frase poderia significar muitas coisas, mas eu estava rezando para que não fosse o que eu havia imaginado.

— Não é da sua conta, isso diz respeito somente a mim e ao Bruno. — Franzi o cenho e apertei ainda mais o braço dele.

— Eu não quero você perto do meu namorado, entendeu? — Henrique tentava escapar, mas eu o apertava com tamanha força que cada tentativa dele tornava-se inútil.

— Eu não vou me afastar do Bruno só porque você quer, ele me faz bem e eu gosto da nossa amizade, lide com isso.

— Eu não vou deixar você ficar em volta do nosso relacionamento. — Disse olhando bem nos olhos dele.

— Até parece que você se importa, você troca de namorado como quem troca de roupa. — Meu sangue ferveu quando ele disse aquilo. Eu teria partido para cima de Henrique se Bruno não tivesse entrado de cabeça baixa. Larguei o loiro rapidamente e olhei para Bruno. Ele estava chorando. Aproximei-me dele e Henrique fez o mesmo segurando o ombro dele, o que deixou-me irritado. Afastei a mão do outro que olhou-me com reprovação e puxei Bruno para um abraço.

— O que houve, amor? — Acariciei o rosto dele.

— Minha mãe... meu pai ligou e disse que ela... ela sofreu um acidente de carro. — Bruno apertou ainda mais o abraço e eu retribuí indo com ele até o sofá. Sentamos e novamente Bruno deitou-se chorando em meu colo como da vez em que seus pais o expulsaram de casa. A única diferença é que agora, junto comigo, Henrique estava ali de joelhos, diante dele o consolando com palavras dóceis e agradáveis enquanto acariciava a mão dele. O momento não era nada apropriado, mas eu estava morrendo de ciúmes, mesmo.


Notas Finais


É isso gente, espero que tenham gostado, desculpa a demora <3


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