História Friends For All Life - Capítulo 18


Escrita por: ~

Postado
Categorias Justin Bieber
Personagens Jaxon Bieber, Jazmyn Bieber, Jeremy Bieber, Pattie Mallette, Personagens Originais
Tags Amizade Colorida, Amor, Fama, Festa, Justin Bieber, Romance
Exibições 63
Palavras 7.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Escolar, Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Aeeeeeeeee, finalmente postei.
Podem agradecer a Deus, foi um milagre kkkk
Boa leitura amores

Capítulo 18 - Be Alright


Justin Bieber P.O.V

 

- Sonhei com você. - Falamos juntos.

- Bom, eu só liguei pra te desejar um ótimo dia e que você dê seu melhor, se divirta e faça o que sempre quis fazer.

- Obrigada Jessie. Um ótimo dia pra você também.

- Tá bom, agora vou pra academia soar. Eca.

- Hm, soar na cama é melhor que na academia, e você nem reclama, se quiser, podemos soar juntos.

- Eu deveria estar acostumada com essas suas brincadeiras, mas ainda não me acostumei. Tchau magrelo.

- Tchau zoio azul.

Desliguei e fui me arrumar, tomei café da manhã com o Scooter e minha mãe falando no meu ouvido, eu estava ficando meio louco já.

- Come tudo. Olha como você tá magro. Nem come direito, só vejo comer besteira. O café da manhã é a refeição mais importante do dia, então come.

- Mãe! Eu vou ser famoso, não vou precisar da senhora pegando no meu pé.

- Justin Drew Bieber!

- Justin, respeite sua mãe. Não é porque você vai ser famoso que tem que esquecer de quem você é, de onde veio, de seus princípios. Se sua mãe tá falando pra você comer, então você vai comer. Ela só quer seu bem, o melhor pra você.

- Desculpa mãe.

Eu me senti mal, confesso. Depois do café da manhã fomos pro estúdio, alguns compositores, sonoplastas e o Usher estavam lá, me ajudaram a compor uma ótima música, eu tinha algumas coisas na mente e fui escrevendo no bloquinho, transformaram algumas frases que deram mais sentindo e ficou mais profissional a letra. Entrei na cabine e tentei acertar o tom certo pra música, errei algums vezes mas Usher me deu umas dicas e foram bem ulteis.

(...)

Eu tinha gravado finalmente a música completa, estava deitado no sofá do estúdio, ouvindo as possíveis batidas pra música, minha mãe tinha ido almoçar e traria alguns lanches para nós, meu celular tocou e não iria atender, mas o peguei e assim que li o nome, atendi sem pensar duas vezes.

- Preciso de você!

- Calma, o que aconteceu?

- Uma tragédia.

- Pelo amor de Deus, Jessica. Me fala e se acalma.

- Está em todos os noticiários, um atentado terrorista em frente do hotel que eu estou hospedada.

- Você está bem? Me diz que sim.

- Não tão bem, mas meu pai... Ele... Jus... Eu...

- Jessie fala comigo, me diz, ele tá bem? E você, o que aconteceu?

- Ele tá em coma Justin, levou um tiro e quando caiu no chão foi atropelado, eu fui ajudar mas o carro deu ré e me jogou pra longe, muitas pessoas morreram, eu vi... Eu...

- Jessie...

- Não sei o que fazer... Tinha muitos corpos, muito sangue, aquilo... Eu...

- Jessie eu vou pra NYC ficar com você. Ele vai ficar bem. Vai ficar tudo bem.

- Você não pode vir, tem que gravar a música. Eu te proibo de vir mesmo eu querendo muito te abraçar agora. Eu nem falei pra minha mãe, não consigo falar isso pra ela.

- Jes, eu vou desligar pra resolver umas coisas aqui no estúdio, eu te ligo daqui a pouco. E ligo pra tia. Promete pra mim que vai se acalmar.

- Não, fica falando comigo Drew. Por favor...

Ela chorava tanto que soluçava, quase não conseguia entender o que falava, aquilo me deixou muito mal. Ela precisava de mim. A fiz concordar que eu a ligaria depois e que nesse tempo era pra relaxar. Assim que desliguei respirei fundo e levantei a cabeça, minha mãe e todos estavam me encarando.

- O que foi meu filho?

- Preciso ir pra NYC. Um atentado terrorista, muitas pessoas morreram, a Jessie tá machucada, e o tio em coma. Mãe, ela tá desesperada, precisa de mim.

- Mas Justin, você não vai conseguir ir, se foi atentado os vôos são todos cancelados.- Usher disse se levantando e vindo até mim.

- Mas eu preciso ir. Tem que ter um jeito.

- Você mal gravou a música, não pode viajar agora. É sua carreira que está em jogo. Você acha que ela faria a mesma coisa por você?

- Scooter, se não fosse por ela eu não estaria aqui, e eu não acho, tenho certeza, ela faria qualquer coisa por mim.

- Meu Deus filho! Claro, vou tentar comprar passagens agora. Mas e a Mary, já sabe?

- Não mãe, Jessie não consegue falar isso pra ela, eu disse que ligaria.- Eu estava nervoso, precisava ver como ela estava. Comecei a soar e andar de um lado pro outro.

- Eu vou ligar pra Mary, agora senta e come antes que passe mal. Eles vão ficar bem. Vou comprar as passagens daqui a pouco.

- Mas mãe...

- Justin, senta e come. Dona Pattie, não precisa de passagens, até porque não conseguiria vôo, eu falo com meu piloto pra levar vocês, esse tipo de vôo não é cancelado porque são feitos em aeroportos privados, então não se preocupem. E JB, vamos escolher a batida certa, quando ficar pronta te mandamos. Somos uma equipe. Agora come e depois vá fazer suas malas, te ligo quando o vôo for sair e onde é a decolagem.

- Obrigado Usher, de verdade.- Minha mãe disse com o celular no ouvido, segundos depois se afastou e ouvi ela falar algo. Sentei e comi, enquanto todos comiamos eu continuava pensando na Jessie. Fiquei mais um tempo lá e depois Scoot nos levou pra casa dele, minha mãe foi direto arrumar as malas assim como eu, peguei tudo e assim que peguei o violão me veio a imagem da Jessie sorrindo pra mim e abraçando, mas eu sabia que quando chegasse em Nova Iorque ela não estaria sorrindo, e aquilo estava me deixando mal, eu queria que ela estivesse bem, que o tio melhorasse o mais rápido possível, ouvi baterem na porta e virei pra trás, minha mãe me encarou sem expressão, veio e me abraçou.

- Calma filho, vai ficar  tudo bem.

- Mãe, ela tava tão bem ontem falando comigo, até mesmo hoje de manhã, o tio... Eu sei lá, acho que estou com medo.

- Não pense coisas ruins, isso só piora as coisas. Agora vamos. Usher ligou pro Scooter e disse onde vamos pegar o jatinho. Você precisa ficar calmo, Jessica está precisando muito do amigo, de seu apoio, ela precisa receber palavras de encorajamento, afinal, o pai dela está em coma, com risco de vida. Pense bem no que vai falar pra ela. Vamos.

Descemos a escada com as malas e fomos pro carro, Scooter nos levou até a pista de vôo, conversamos com algumas pessoas e tudo certo, demos tchau pro Scoot e entramos no jatinho, o piloto conversou conosco, e nos desejou boa viagem. Pouco tempo depois estávamos voando, durante o vôo peguei o violão e comecei a tocar algo que surgia em minha mente, guardei tudo aquilo e o sentimento que senti ao cantar a música, mesmo precisando de ajustes.

- Adorei a música filho. Onde veio inspiração?

- Jessie.

Eu falei e suspirei. Peguei meu celular e liguei pro Ryan.

- E ae cara, como tá sendo LA?

- Tava indo bem até Jessie me ligar. Tá sabendo?

- Sabendo do que? Aconteceu alguma coisa?

- Infelizmente. Um atentado terrorista em frente ao hotel dela, muitas pessoas morreram, o tio tá em coma e a Jessica tá machucada, não sei direito como ela tá.

- Meu Deus! Eu não tava sabendo. Eu vou ver se consigo ir pra NYC, mas minha mãe vai complicar tudo.

- Ryan, fala pras meninas também. Não sei se Jessica ligou pra elas.

- Tá bom. Mas e aí? Ela tá sozinha lá?

- Eu não sei, estou no jatinho do Usher indo pra lá. Ela precisa de mim. Quero vê se ela tá bem.

- Jatinho? Despois me fala disso. Ela vai ficar bem, assim como o tio.

- Ryan?

- Fala.

- Você acha que a Jessica vai...

- Cala a boca Drew. Ela vai ficar bem. Pensa positivo.

- Eu espero. Vou desligar, vamos posar. Te ligo mais tarde. Ah, vai na casa da tia Mary, vê se ela tá bem.

- Tá bom. Tchau.

Guardei o celular e coloquei o sinto, assim que o jatinho pousou pegamos nossas coisas e fui com minha mãe pra dentro da area de espera, caminhamos até a saída do aeroporto, liguei pra Jessie e quem atendeu foi um cara.

- Alô?

- Quem é?

- Você é o namorado da Jessica? Sou Luke, o agenciador dela. Seu contato tá salvo como "amor".

- Cadê ela?

- Foi fazer exames. Eu falo que ligou.

- Na verdade, me fala o endereço do hospital, acabei de pousar aqui em NYC, estou indo praí.

- Vou mandar por mensagem. Qual seu nome? Deixarei avisado na recepção que virá.

- Justin Bieber.

- OK, até logo.

Encerrei a chamada bem no momento que vi um táxi vindo, fiz sinal e ele parou, abri a porta pra minha mãe entrar e com ajuda do motorista coloquei as malas no porta-malas. Luke mandou o endereço e falei ao taxista. Passamos quase uma hora dentro daquele carro, paramos de frente ao hospital e minha mãe pagou a corrida, peguei nossas coisas e entramos.

- Boa noite, eu quero ver Jessica Forks.

- Boa noite. Você é o namorado dela, o Bieber?

- Na verdade, eu sou amigo dela.

- Desculpe, mas o senhor Luke disse que apenas o namorado dela iria visitar fora do horário e abrimos exceção só pra ele.

- Eu sou o Justin Bieber, melhor amigo dela, Luke se confundiu ao pensar que somos namorados.

- Vou precisar ver seu documento, e o da senhora também.

Entreguei nossos documentos, ela digitou alguma coisa e nos devolveu as identidades.

- Desculpe, mas é protocolo. Quarto trinta e nove, terceiro andar.

Pegamos crachás de visitantes e fomos ao elevador, subimos até o andar do quarto dela, no corredor tinha um cara de terno falando no celular, alguns médicos e enfermeiros passaram por nós, caminhamos até o quarto e quando íamos entrar o cara de terno nos barrou.

- Quem são vocês?

- Quem é você? Na verdade, isso não importa. Vem mãe.- Falei e abri a porta, o cara segurou meu braço e eu o encarei, puxei meu braço e entrei no quarto. Vi Jessica deitada, ela percebeu quando entramos e parou de falar com um cara que tava ao seu lado.

- Eu tentei impedir, mas entraram mesmo assim.- O cara do corredor falou. Joguei a mochila no chão assim como a mala, apoiei o violão no sofá e fui até a cama, olhei pra minha zoio azul e não aguentei.

- Caralho Jessie, você tá horrível.

- Como você pode falar isso? Você é um babaca, ela tá muito mal e você...

- Cala a boca que não estou falando contigo.

- Antes de brigar, me dá um abraço seu idiota, e eu sei que estou horrível.- Jessie falou em um tom de voz triste, a vi se sentar na cama com dificuldade, sentei do lado dela e abracei, ela gemeu de dor mas não desfez o abraço, ela chorou em meu ombro como nunca. Ficamos ali por um bom tempo, e sempre que eu tentava me soltar ela me segurava.

- Jessie, minha querida, ele vai ficar bem.  Eu sei que vai. Tenha fé e acredite também.- Ouvi minha mãe falar e Jessie me soltou, fitei seus rosto com um curativo na testa, os olhos e a ponta do nariz estavam vermelho, passei meus dois polegares em sua face secando suas lágrimas, mas não adiantou muito, pós vieram mais e mais.

- Eu estou com medo tia Pattie. Eu ainda nem pude ir ve-lo.- Jessica falou e apoiou a cabeça em meu ombro, passei meu braço envolta de sua cintura e a ouvi soluçar.

- Jes, não fica assim, odeio te ver chorando. Ele vai ficar bem. Agora me diz, por que não deixaram você ir lá?- Falei e beijei sua testa.

- Ele tá na UTI, e ninguém pode entrar, e também eu não posso sair por causa desses trecos.
Olhei para seu dedo indicador e vi o medidor de batimentos cardíacos, e no mesmo braço uma agulha com o soro, olhei também para seu pé enfaixado e sua mão com arranhões.

- Jessie, vou ter que dá uma saidinha rápida e volto pra passar a noite contigo.

- Tudo bem Luke, não precisa se preocupar.- Ela falou após um soluço.

- Eu fico com ela Luke, só vou em casa trocar de roupa. Eu volto rápido Jes.

- Escuta aqui, quem vai ficar com ela sou eu, e não chama ela de "Jes", porque  só eu posso.

Eu realmente fiquei irritado com aquele cara, nem sabia quem era, mas pouco me importava.

- Justin!!! Não liga pra ele Dan, é só ciúmes, pode ficar em casa. Não se preocupe comigo.

- Justin, meu filho, temos que encontrar um hotel pra ficarmos, quero tomar um banho. Desculpa querida, fiquei cansada do vôo, amanhã venho e fico o dia todo com você.

- Tudo bem tia. Podem ficar no mesmo hotel que eu estou. Ele já foi liberado, vi na televisão. Como meu pai e eu estamos aqui, podem ficar nos nossos quartos, e não precisam se preocupar com a conta.

- Luke, então você pode levar minha mãe pra lá?

- Claro que posso. Vamos?

- Espera, o cartão da porta tá na minha bolsa, pega ali tia.

- Eu levo suas coisas mãe até lá embaixo. Já volto Jessie.

- Pode ficar ai cuidando da sua namorada, eu levo as coisas da sua mãe Justin.- Luke falou e minha mãe nos encarou.

- Não somos namorados Luke. Justin e eu somos apenas amigos.- Jessie disse sorrindo. Aproveitei o momento e sussurrei no ouvido dela: "amigos que se pegam", ela me encarou e riu mais.

- Então não namoram? Que bom.- O tal do "Dan" falou alegre.

- Ainda não.- Falei.

Todos me encararam, inclusive Jessica. Luke pegou a mala da minha mãe, ela abraçou e beijou a Jessica e depois saíram do quarto, o cara chato beijou a bochecha dela e saiu em seguida.

Me levantei da cama e peguei meu violão, sentei no sofá mas zoio azul me chamou pra perto dela novamente.

- Vai tocar o que?

- Uma música que fiz pra você durante o vôo, eu não sabia e nem sei o que te falar nesse momento, então vou cantar.

- Não precisa nem falar nada, só ficar comigo Jus. 

Ela encostou a cabeça em meu ombro e suspirou, comecei a dedilhar até encontrar o tom certo novamente.

Across the ocean, across the sea Starting to forget the way you look at me now

Over the mountains, across the sky Need to see your face, I need to look in your eyes 

Through the storm and through the clouds 
Bumps in the road and upside down now 
I know it's hard to be sleep at night Don't you worry, cause everything's gonna be alright 
Be alright
Through the sorrow, through the fights 
Don't you worry, cause everything's gonna be alright 
Be alright
All along in my room 
Waiting for your phone call to come soon 
For you, oh, I would walk a thousand miles 
To be in your arms 
Holding my heart Oh I, oh I, I love you 
And everything's gonna be alright Be alright
Through the long nights and the bright lights 
Don't you worry, cause everything's gonna be alright 
Be alright
You know that I care for you, 
I'll always be there for you I promise 
I'll just stay right here 
I know that you want me to, Baby we can make it through Anything, cause everything's gonna be alright
Be alright
Through the sorrow and the fights Don't you worry, cause everything's gonna be alright 
Be alright
Through the sorrow and the fights Don't you worry, cause everything's gonna be alright

Quando terminei a encarei, ela sorriu sem mostrar os dentes e me abraçou, soltei o violão e retribui  o abraço, fiz um carinho em suas costas enquanto sentia ela me apertar forte.

- Justin, você realmente acha que ele vai ficar bem?

- Eu tenho certeza.

- Promete pra mim Drew.

- Não posso fazer isso Jes. Vamos rezar juntos? O que acha?

- Vamos.

Demos as mãos, fechamos os olhos e começamos a rezar baixinho, ouvi ela chorar e apertei sua mão mais forte. Depois de terminarmos abrir os olhos e a vi respirar fundo, a encarei e vi seu rosto com uma expressão triste e cansada.

- Dorme e descansa. Amanhã é outro dia, ele vai está melhor e você também tem que está. Então dorme agora Jessie.

- Não quero dormir. Não estou com sono.

- Vamos, deita então, só fica deitada. Eu vou la na lanchonete comprar algo pra mim comer, quando voltar tomo banho.

- Você deveria ter ido pro hotel Justin, eu iria ficar bem sozinha. Agora vai ter que dormir em um sofá e tomar banho gelado.

- E quem disse que vou dormir no sofá? Você quem vai. E como assim, banho frio?

- Eu? Tá louco? A pasciente sou eu, quem tem que dormir na cama sou eu, louco. É brincadeira, a água é quente.

- Problema seu. Eu vou dormir na cama. Quero nem saber.

- Teu rabo que vou dormir no sofá. Vai tomar banho logo.

- Com licença. Vamos tomar os remédios?

Uma enfermeira de quase uns cinquenta anos entrou no quarto com um copinho pequeno com comprimidos e um copo de água mineral, Jessie retirou a tampinha do copo e tomou depois de ter engolido os comprimidos. A enfermeira checou todos os aparelhos, aferiu a pressão dela e anotou na fixa, saiu e encarei  Jessica, sai do quarto e fui até o teril, comprei dois croissant, dois capuccino e uma salada de frutas,paguei e subi pro quarto, era proibido entrar com comida, mas já era quase dez da noite e os corredores estavam vazios, entrei no quarto e Jessie me encarou.

- Fala sério, estou de dieta e a enfermeira não deixa eu comer isso.

- Ninguém vai saber que você comeu. Relaxa. E eu te trouxe uma salada de frutas, caso você não queira os croissants ou capuccino.

- Já disse que você é demais?

- Não. Nunca, mas eu sei que sou.

Comemos de porta trancada, para que ninguém visse ela comendo comida "errada", já que estava no hospital. Depois disso peguei algumas coisas na mala e fui para o banheiro, aquele cheiro horrivel de hospital tava em todo lugar, tomei um banho rápido e vesti uma cueca, calca de moletom e uma regata, sai de lá com as coisas nas mãos e vi zoio azul deitada, ela virou pro lado e me encarou, guardei as coisas na mala e me sentei no sofá, olhei todo o quarto e vi um armário.

- Ali tem travesseiros e cobertor.

Fui até um pequeno armário e peguei um lençol fino e um travesseiro, me deitei no sofá, tentei me sentir confortável, mas não dava, me virei várias vezes e estava ficando irritado.

- Vem logo, deita aqui.

- Tá falando sério?

- Sim. Anda. Mas não ronca no meu ouvido.

- Você sabe que não ronco.

Me levantei e deitei do seu lado, me cobri com o mesmo cobertor dela e dividimos o travesseiro, a cama era pequena e pra mim não cair passei o braço na cintura dela.

- Não se aproveita também.

Fechei os olhos e apaguei totalmente, acordei com batidas na porta, abri um olho e vi o cara chato entrando com uma enfermeira, voltei a fechar o olho e apertei mais a Jessie contra mim.

- Que fofos. Um belo casal. Concorda?

- Não, nenhum pouco.

Ouvi eles falando, queria ver a cara do otário ao nos ver deitados juntos, fingi que estava acordando e vi a enfermeira mexendo no braço da Jessie.

- Bom dia.- Falei sentando na cama, a enfermeira me respondeu e então decidi acordar Jessie, deitei novamente e beijei sua bochecha e sussurrei no ouvido dela "acorda Jes", beijei seu pescoço porque sei que ela tem cócegas e também pra irritar o idiota do Danniel, ela se mexeu e riu quando beijei novamente, ela abriu os olhos e os esfregou, sentou na cama e fez careta ao ver a enfermeira com uma seringa na mão.

- Bom dia senhorita Forks. Não queria acorda-los.

- Bom dia. Oie Dan. Agulha? Agora? Não deixa Drew.

Ela falou com a voz rouca e o rosto amassado, uma carinha fofa e engraçada.

- Bom dia Jessie, está melhor?

- Não muito Dan, principalmente com essa agulha.

- Para de manha Jessica, nem parece a garota que vive vendo filme de terror. Estou com você, vamos lá. Calma.

- Eu vou aplicar isso aqui e vou retirar o soro de seu braço, e pronto, vai receber auta  daqui a pouco.

- Mas e meu pai? Vou poder vê-lo?

- Sim, mas só mais tarde, agora estão fazendo exames nele.

- Mais exames? Meu Deus. Ele vai ficar bem? Quando ele vai acordar?

- Tudo indica que vai ficar bem sim, mas não temos certeza quando exatamente vai acordar do coma.

- Mas e o tiro? Já está melhor?

- Sim, está melhorando. Fora de riscos. Agora só o coma nos preocupa.

A enfermeira fez todo o processo e depois saiu do quarto e disse que traria o café da manhã da Jessica, me levantei e fui até minha mala.

- Quer ajuda Jes?

- Sim, tenho que ir ao banheiro, mas meu pé tá doendo.

Virei e vi o babaca tirando a minha amiga da cama, apertei o celular com força e o ouvi tocar, olhei a tela e era Scooter.

- Oi.

- Bom dia Bieber. Já viu seu email hoje?

- Bom dia, não. Por que?

- Enviamos a música pra você ouvir. Já criei sua conta no iTunes, página oficial no facebook, reconfigurei seu twitter e seu instagram. Estou planejando algumas coisas aqui pro lançamento, então pra não perdermos temos, montei toda uma equipe e vamos pro Canadá assim que você voltar pra lá.

- Vou ouvir daqui a pouco.

- Como está a Jessica? E o pai dela?

- A Jessie, já esteve melhor, o cabelo dela também, pode apostar.

- Eu ouvi isso Justin! - Ela gritou do banheiro.

- Manda um beijo pra ela. Tenho que desligar, falo contigo depois. Ah, componha mais músicas, e lembre das dicas que lhe deram.

- Eu mando sim. Falando nisso, escrevi uma ontem, quero que esteja no álbum.

- Tudo bem, vamos ver isso. Tchau.

- Tchau.

Assim que desliguei ouvi tocar, mas não era meu celular, e sim o toque irritante do iPhone da Jessica, peguei e o atendi.

- Alô?

- Justin? Como você tá com o celular da Jessie? Você tava em LA. Cadê ela? Ela tá bem? Justin, me fala...

- Calma tia, ela tá bem sim. Está no banheiro.

- Eu acabei de posar aqui em NYC, me manda o endereço do hospital por favor.

- Quer que eu vá encontrar com a senhora?

- Não precisa querido. Jessie precisa de você, fique com ela enquanto eu não chego. A melhor pessoa pra anima-la nesse momento é você.

- Tia, mas...

- Justin, e o Morgan?

- Está em coma. Ninguém sabe quando ele vai acordar. Jessie está muito triste tia.

- Meu Deus. Ainda bem que você está com ela. Eu...

- Ele vai ficar bem.

- Você sabe tudo o que aconteceu entre nós, mas eu ainda o amo.

- Eu sei tia, quem sabe essa seja a oportunidade pra se reaproximarem.

- É, quem sabe. Mas acho que não tem volta, bom, vou desligar, me manda o endereço por favor. Obrigado meu querido.

Desliguei e enviei a mensagem com o endereço, vi o cara sentado no sofá me encarando, coloquei os celulares na cama e olhei pro banheiro, vi Jessie penteando o cabelo, fui até lá.

- Minha mãe tá bem?

- Tá sim, inclusive está vindo prá cá. Me dá a escova eu arrumo seu cabelo.

- Obrigada, meu braço está um pouco dolorido. Odeio agulhas!

- Quer beijo pra passar a dor?

- Quero.

Beijei seu braço e ela riu, sorri e pentei seu cabelo, depois fiz um rabo de cavalo nela.

- Agora está melhor, você estava parecendo um espantalho, tipo aquele da festa da quarta série. Lembra?

- Lembro. Pior que eu sei que estava mesmo. Agora sai que vou fazer xixi.

Sai e fui até minha mala novamente, peguei umas coisas e entrei no banheiro depois de ver o Danniel bancar o maravilhoso, o todo poderoso, levar Jessie no colo pra cama, viadagem! Fiz minhas higienes matinais e depois guardei tudo na mala.

- Jessie, a música ficou pronta. Quer ouvir comigo? Ela vai ser single.

- Claro que quero.

- Acho que sobrei, bom, vou trabalhar então. Tchau Jessica.

- Ainda bem que você percebeu. Adeus!

- Justin Drew Bieber! Tchau Dan, bom trabalho.

(...)

A tia Mary já tinha chegado,  Jessie recebeu auta, vimos o tio e depois fomos pro hotel, mesmo Jessica querendo ficar lá. Tinhamos pedido o almoço no quarto e estavamos comendo, Luke chegou e foi quando a tia começou a bater nele.

- Eu não tenho culpa. Não tinha como saber que isso iria acontecer.

- Mãe, para com isso. Justin me ajuda.
Levantei e segurei tia Mary, Luke se afastou e arrumou o cabelo e gravata, minha mãe tentava acalmar a tia.

- Ele não tem culpa, amiga, eu sei como é difícil, é sua filha, se fosse o Justin também ficaria assustada e com raiva, mas o Luke não tem culpa.

- Mãe, eu estou bem. O Luke não tem culpa, já lhe falei isso. Desculpa Luke, eu realmente sinto muito por isso.

- Jessica, tudo bem. Sua mãe tem razão de ficar com raiva, eu te trouxe pra cá, mas eu se soubesse que isso iria acontecer, claro que eu não a traria. Me desculpe dona Mary.

- Eu... Olha, isso tudo é amedrontador pra mim, é minha filha, ela podia ter morrido como a maioria das pessoas, meu ex marido está em coma. Sabe como meu coração está? - Tia falou e após suspirar secou algumas lágrimas e Jessie a abraçou, também abracei e beijei sua bochecha. Ela se acalmou e depois voltamos a comer, Luke sentou conosco e ficamos conversando, no final da tarde fomos pro hospital, ficamos até umas dez da noite e voltamos pro hotel, mas tia Mary ficou com tio Morgan, minha mãe foi pro quarto do tio e eu fiquei com a Jessie.

- Maravilha, como eu vou tomar banho? 

- Ue, você tira a roupa, entra no box, liga o chuveiro e...

- Não é isso Drew.  Meu pé tá doendo e meu braço mau consigo mexer. Minha mãe ficou no hospital e a tia já deve ter dormido.

- Você tomou banho antes de ir pro hospital, de manhã você toma outro.

- Não graças a você, o suco com leite tá grudando.

- Eu já te pedi desculpa. Eu posso te ajudar a tomar banho.
-

Você? Fala sério. Nem vem. Sempre tentando se aproveitar das situações.

- Jessie, não falei com malícia, a gente pensa em um jeito pra mim te ajudar sem te ver ou me aproveitar.

- Jura de dedinho que não vai fazer nada...

- Jessie, sou seu amigo, praticamente irmão, nunca que iria te fazer algo sem que você queira. Mas tudo bem, não confia em mim tanto como pensei.

- Jus, não é confiança, se trata de tomar banho na sua frente, você é um garoto! G.A.R.O.T.O!

- Eu sei, olha , tudo bem. Não se preocupa. Eu vou dormir. Boa noite.

Me deitei na cama e me cobri, mas sabia que ela iria vir atras de mim, eu estava de jeans deitado e ouvi ela rir.

- Levanta bobo, você está usando jeans, até parece que não te conheço. Eu topo você me ajudar. Mas como eu vou fazer isso? Só preciso de um banho rápido.- Ela sentou na cama e puxou o cobertor, me sentei e encarei ela.

- Primeiro vamos tirar essa faixa do seu pé, daí você coloca um short de dormir e uma blusa leve, e entra no chuveiro usando isso e problema resolvido. Acho que nem vai precisar de mim pra tomar banho, seu braço não tá quebrado, e tem gente que consegue se arrumar usando uma mão só, os pés...

- Tá, mas eu sempre usei as duas mãos. Nem consigo mexer esse braço direito, mas você tem razão, eu só vou tomar um banho rápido então eu me viro. Se eu precisar te chamo.

- E no final, nem vai precisar de mim. Ah, Jessie. Dá o pé aqui.- Ela riu e retirou a sapatilha, esticou o pé pra mim e eu tirei a faixa, e vi o quanto ainda estava enxado. Jessie saiu saltitando até o armário, pegou algumas coisas e sentou no sofá, respirou fundo e levantou novamente, eu ri da cara de cansaço dela e vi ela entrar no banheiro, tirei a roupa fiquei só de cueca, porém Jessica iria ficar desconfortável comigo assim, vesti uma calça de moletom e me deitei, ouvi o celular dela tocar, ligação via facetime da Belly.

- Justin!

- Oie pessoal. Estão bem?

- Nem tanto. Como a Jessie está? - Caitlin perguntou.

- Já esteve melhor, mas quem está ruim mesmo é o tio, ele tá em coma. Jessie está com medo.

- Cadê ela? Eu que deveria estar ai com ela, sou a melhor amiga.- Parrie disse e a confusão começou. Caitlin, Belly e Parrie ficaram discutindo até eu não aguentar e encerrar a chamada. Acho que devido a briga não notaram que desliguei. Jessie saiu do banho pulando e veio até a cama.

- Ouvi tocar, quem era?

- As meninas, mas começaram a brigar e desliguei. - Assim que falei tocou novamente, mas era o Matth.

- Oi Matth.

- Jes! Como você tá?

- Já estive melhor, e você?
- Preocupado contigo. Me desculpe, por não está ai com você, sabe como minha mãe é, e tem o papo da suspensão... Jessie, ele vai ficar bem.

- Tudo bem. Eu realmente espero que fique.

- O Justin falou comigo, ele tá com você?

- Tá sim.

- Pelo menos ele tá ai. Eu, os meninos e as meninas queriamos ir, mas é um pouco caro pra ir à NYC. Os Beadles estão viajando, se não a Cait e o Chris iriam.

- Obrigado por se preocuparem comigo, mas agora estou bem, vamos rezar pro meu pai e pelas pessoas que morreram e que estão no hospital.

- Vamos sim. Vou desligar agora, você vai ficar bem?

- Vai sim, eu obrigo ela a ficar. - Falei grudando minha cabeça na da Jessie, pro Matth conseguir me ver.

- Tá bom então Justin. Beijos. Boa noite. - Ele riu e depois desligou. Encarei zoio azul e vi ela suspirar, beijei sua testa e senti suas mãos me abraçarem.

- Eu tento pensar que ele vai acordar logo, mas eu não consigo parar de pensar, e a imagem daqueles corpos, não consigo... Justin, foi tão horrível, o sangue, o sangue nas minhas mãos, na minha roupa, eu pessoas com as cabeças... Meu Deus!

- Hey, calma, passou. Você tá bem, o tio vai ficar bem, e todas as pessoas também irão ficar. Aquele cara era um doente, ele tá morto agora, vai arder no inferno. Vem, deita e dorme.

- Ontem só consegui dormir por causa dos remédios, mas hoje, Jus... Eu fecho os olhos e escuto as pessoas gritando e...

Ela parou de falar e me olhou nos olhos, vi seu olhar triste, as lágrimas molharam seu rosto, me arrumei e fiquei parado na sua frente, passei minhas mãos em seu rosto o secando.

- Não sei mais o que falar pra você, mas eu estou aqui, sempre vou estar com você zoio azul. Quer que eu cante pra você dormir?

- Quero. - Ela falou com voz de choro e se deitou, me levantei e fui escovar os dentes, me deitei do lado dela, se virou pra mim e apoiou a cabeça no meu peito.

- Por que você não vestiu uma camisa?

- Já vesti a calça e tá muito bom assim, ou prefere que fique de cueca?

- Tá bom Justin, tá bom.

- Então vou tirar a calça.

- Tira, vai lá, faz um strep pra mim.

- Olha que eu faço. - Ela riu e me apertou forte, comecei a fazer um cafuné em seus cabelos, ela fechou os olhos assim que comecei a cantarolar, pouco tempo depois notei que ela tinha dormido, fui tirar seus braços de mim mas ela se mexeu e apertou-me mais ainda, eu rir e fechei os olhos e dormi em poucos minutos. Acordei com um toque de celular, abri os olhos e fui me levantar, mas Jessie estava na mesma posição, tirei seus braços de mim e procurei o celular, mas quando levantei da cama ouvi a queda, peguei e era meu celular, o atendi com rapidez.

- Alô?

- JB, bom dia.

- Bom dia Usher.

- Ouviu a música? Gostou?

- Escutei sim, amei a música, não só eu, minha mãe, Jessie, tia Mary...

- Ah, que bom. Estava conversando com o Scooter, vamos ver uns dias pra já gravar o clipe, e lançar a música. Preciso sair contigo, te apresentar pra alguns amigos, para você começar a aparecer na mídia.

- Claro. Mas no momento acho um pouco complicado eu e você sairmos, estou com minha amiga, é um momento difícil.

- Eu entendo, mas temos que pensar nisso. De agora em diante pense bem no que vai postar na internet. Scooter já começou a divulgar algumas fotos suas.

- Ele me falou algo sobre isso.

- Bom, agora vou ter que desligar. Tchau JB.

 

- Tchau Usher.- Falei e me levantei da cama.

- Isso é tão legal. Acordar falando com o Usher. - Jessie disse e se sentou na cama, esfregou os olhos e bocejou.

- Pois é. Muito legal. Quem diria né?! Usher me ligando.

- Agora quem tem que ligar é o Adam nos chamando pro show da banda deles. Imagina, nós dois no show do Maroon 5.

- Não vai demorar muito. Acredite. É isso, pronto. Acredite. Esse é o nome certo.

- Pra que garoto?

- Meu álbum. Acredite. É meu sonho realizado, nada mais justo que esse nome.

- Gostei. Vai te trazer muito sucesso e sorte.

- Não dá pra esquecer Jessie, devo tudo a você.

- Deve nada não. Só seja feliz, já te falei isso. É tipo um casamento esqueceu?

- Nunca vou esquecer.- Me joguei na cama e beijei a bochecha dela.

Ficamos um bom tempo deitados, conversando, depois minha mãe foi lá nos chamar pra tomar café, em seguida fomos pro hospital, durante o caminho Jessie falou com as meninas e também com a nova colega chamada Kendall e o irritante do Danniel. Tia Mary parecia que tinha chorado e sabiamos que não deveriamos falar sobre o assunto, Jessie levou a tia pra comer na lanchonete e eu fiquei com minha mãe na sala de espera.

- Usher me ligou hoje, disse que conversou com o Scoot, vou gravar o clipe.

- Sério filho? Que ótimo. Mas não vai deixar de estudar.

- Claro que não mãe. Só falta meses pra acabar a escola.

- Falando nisso, a equipe da produção da formatura me ligou.

- Pra que?

- Perguntar sobre o tamanho da sua roupa.

- Ata. Eu nem sei se eu vou na formatura.

- Claro que vai. Eu sei que você e a Jessie fizeram um trato sobre isso.

- Como sabe disso? Nós tiamos treze anos quando falamos disso.

- Ela me contou ue. Acho muito legal isso, vocês estarem sempre juntos.

- Sabe mãe, nós eramos tão deslocados dos outros, menos com os caras e as meninas, sempre nos demos bem, mas o resto da escola era e são esnobes, sempre ficamos juntos, cuidando um do outro, e sei lá, acho que por medo faziamos tudo juntos.

- Mas as coisas mudaram meu filho, agora você é capitão do time de basquete, é respeitado na cidade toda. Eu sinto orgulho de você!- Ela disse sorrindo e começou a me beijar e aquilo tava sendo constrangedor.

- Magrelo, quero te apresentar uma pessoa. - Ouvi Jessie falar e me virei pra ver quem era.

- Oi, prazer, sou Justin Bieber.

- Kendall Jenner, prazer. Jessica falou de você. Melhores amigos.

- Quase irmãos. Essa é minha mãe, Pattie.

- Prazer querida. Esses dois são praticamente irmãos, vivem brigando mas não se separam.- Minha mãe falou enquanto cumprimentava Kendall.

- Eu concordo Pattie. Se não sair um namoro disso ai...- Interrompemos tia Mary com um grito.

- Não mesmo!!!- Eu e Jessie falamos juntos. Nos olhamos e rimos.

- E você realmente tá bem Jessica? Eu não consegui vir ontem, tive uma entrevista com o Jimmy Fallon e a gravação é longa.

- Estou sim Kendall. Tudo bem.

- Eu soube antes de vir pra cá, vai ter uma missa pra todos que morreram no centro da cidade, as 07:00 PM. Você vai?

- Agora que sei eu vou, não entrei nas minhas redes sociais, as imagens e os gritos não saem da minha cabeça.

- Vou contigo Jessie.- Falei e ela sorriu de canto.

- Eu também vou, inclusive uma das pessoas que trabalhava na agência morreu ontem.

- Sério? Descanse em paz. Isso é tão...

- Por que vocês não vão almoçar? Eu fico com a Mary, precisamos conversar um pouco. - Minha mãe falou e me entregou o cartão dela, Jessica queria ficar e ver o pai, mas não podia nesse horário, estavamos indo à um restaurante perto do hospital, e enquanto andavamos, alguns paparazzis tiravam fotos da Kendall, de mim e da Jessie.

- Já foi o tempo que gostei de paparazzi, na verdade, acho que nunca gostei. - Kendall falou e riu, Jessie fez careta e parou de andar.

- Que foi? - Perguntei parando ao lado dela.

- Meu pé tá doendo, eu pensei que tinha melhorado, mas ainda não.

- Claro né, andou bastante hoje, melhor voltar pro hotel, a gente almoça lá.

- Não, eu consigo andar, só tá doendo um pouco. Vamos continuar.

- Jessica, vamos pegar um táxi então. - Kendall disse já fazendo sinal pro táxi.

- Mas é na outra rua já. Não precisa disso.

- Vamos, é melhor que esses flashs irritantes. - Kendall falou e entramos no carro, seguimos até o restaurante, depois do almoço voltamos pro hospital e no fim da tarde depois de vermos o tio Morgan fomos pro hotel, ficamos todos no quarto da Jessie.

- Vou na recepção alugar um quarto pra mim, eu alugo um pra você também Justin.

- Não tia, é muito caro à diária, eu durmo com minha mãe.

- Você está aqui com minha filha, veio lhe ajudar, eu o agradeço, não é justo você dormir encolhido...

- Mary, não precisa, você fica no quarto do Morgan e nós dois vamos pra um lugar mais barato. - Minha mãe falou já se levantando do sofá.

- Não tia, eu pago! Vocês ficam.  Vou receber amanhã um cachê maravilhoso, dá pra ficarem mais de um mês aqui. Não se preocupem. Vamos comigo lá em baixo Justin, ah, pega minha bolsa ali...

 

(...)


Dias depois...

 

- Você tem que voltar, amanhã tem aula. Aliás, os dois, já liguei pra Pattie, você vai ficar um tempo lá até seu pai acordar do coma ou poder ser transferido e eu poder voltar para o Canadá.

- Mas mãe...

- Jessica, arruma suas coisas, Luke me disse que o vôo é de uma e meia da tarde. Anda logo.

- Eu quero ficar com meu pai, mãe.

- Eu sei querida, mas você tem que estudar. Vai, arrumem suas coisas, vou pro hospital, antes de ir ao aeroporto fala pro Luke passar lá tá?!

- Eu vou dá um jeito na Jessie, tia.

Ela tava chorando jogada na cama, tia Mary olhou e saiu com uma expressão triste, caminhei até a cama e sentei.

- Vamos, pare de chorar, ele só está dormindo, vai ficar bem logo logo, você vai ver. Agora vamos fazer a mala, ainda temos que tomar café.- Falei e me levantei.

Depois de tudo pronto, comemos, nos arrumamos e quando íamos sair Luke apareceu com Danniel, Jessie foi logo o abraçando. Aquilo estava tão chato e irritante de se ver, peguei minha mala e meu violão, fui para o saguão do hotel, fiquei lá sentado em um daqueles sofás grandes, caros e macios até todos descerem, minha mãe me ligou avisando que iria nos pegar no aeroporto e já recomendou moletom, pos lá no Canada estava frio.
Fomos ao hospital, vimos o tio Morgan, nos despedimos de tia Mary, a qual me fez jurar que ia cuidar da Jessica. Foram horas de vôo, e durante a viagem pensei em algumas coisas, Jessie dormiu encostada no meu ombro, Luke ao lado dela passou o tempo todo "trabalhando", segundo ele, no notebook, só parou para comer, aterrisamos as sete e trinta e seis, saímos da aeronave e fomos para de desembarque, pegamos nossas malas e meu violão, assim que passamos pela porta de vidro, vi minha mãe, meus amigos e meu pai com meus irmãos, abracei todos do mesmo jeito fez a Jessica, Luke insistiu para levar ela em casa, mas no final zoio azul foi comigo no carro da minha mãe, e quando chegamos tinha uma pequena festa, comemos, nos divertimos um pouco, o que foi bom pra Jessie esquecer um pouco do pai. A noite, depois de todos terem ido fui pro meu quarto e vi ela, minha melhor amiga barra irmã sentada na minha cama de cabeça baixa.

- Sabe que eu odeio te ver assim né!?

- Mas o que eu posso fazer? Estou preocupada. Quase uma semana e ele continua do mesmo jeito.

- Você deve focar em pontos bons, ele está vivo e vai acordar logo, e vocês vão naquela pizzaria, e daqui alguns meses ao seu desfile, ao meu jogo do final do campeonato, os shows...

- É né!?

- Claro Jes. O que faço quando te vejo triste?

- Me irrita zoando comigo.

- Nossa! Que blasfêmia. Eu? Por que eu iria zoar alguém que tem dentes iguais os de rato?!

- Já começou. Para com isso.

- Para com isso.

- Justin!

- Justin!

- Isso não tem graça. Que coisa chata.

- Isso não tem graça. Que coisa chata.- Falei e vi ela ficar emburrada, comecei a lhe fazer cócegas e ela me empurrou, caiu por cima de mim e aproveitei para fazer mais cócegas, ela girou para o lado e eu fiquei ao seu lado le fazendo mais e mais cócegas, ela pediu tempo com a mão enquanto ria sem parar, depois de uns dois minutos rindo ela virou pra mim e suspirou.

- Louco!

- Como?
 

Fiz mais cócegas, agora eu estava em cima dela que ria de uma forma estranha e engraçada.

- Isso... Isso tá parecendo... Para Jus...

- Tá, parei. Parecendo o que?

- Aqueles... Arrr... Filmes clichês, que acaba com aqueles beijos... Estou quase morrendo Justin!

- Ah, sei. Clichês né!? Tipo esse?- Falei e a beijei, aproximei mas meu corpo do dela, colocando um pouco de peso, senti suas mãos na minha nunca e então aprofundei o beijo.


Notas Finais


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