História Friends in Love. - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Oscar Emboaba
Personagens David Luiz, Oscar Emboaba
Exibições 202
Palavras 1.403
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi meus amores, volteeei e olha só o que aconteceu com a Sofie...mas não pensem que será fácil pro David assim não!

Capítulo 5 - O beijo.


David.

Hoje está chovendo mais do que o normal e acabou estragando nossa ideia de ir passear então eu aproveitei a noite chuvosa pra pegar algumas coisas que eu trouxe do Brasil e ver o que ainda me servia e o que eu deveria jogar fora, comecei por algumas roupas e livros que eu amava ler quando era mais novo e Sofie estava me ajudando.

- Chocolate quente prontinho. - ela disse colocando uma xícara do meu lado.

- Obrigada baby. - sorri ainda com a atenção voltada aos livros.

- Acho tão bonitinho quando me chama assim. - ela disse e eu sorri olhando pra ela.

- Isso eram os seus cd's? - perguntou abrindo uma caixa.

- Sim, não ria dos meus gostos musicais. - eu disse e ela foi tirando os cd's.

- Beatles. - ela disse.

- Houve uma época em que eu e Belle éramos viciados. - eu disse e ela sorriu.

- John Mayer. - ela disse rindo.

- Esse aí é um mito e toca muito, então respeita meu cd. - eu disse rindo e ela me entregou ele.

- Alanis Morissete. - eu disse pegando um.

- Esse foi a minha mãe quem me deu. - eu lembrei e ela colocou de volta na caixa.

- Você gostava mesmo de ouvir isso? - perguntou.

- Sim, tem muitas músicas nessa caixa que eu ouvia quando eu estava de coração partido. - eu disse e ela gargalhou. 

- Me diz uma. - ela pediu.

- Não vai rir de mim hein? - pedi e ela assentiu.

- Ironic. - eu disse e ela começou a rir.

- Quão gay você era? - ela perguntou.

- Sofi, eu não era gay! Eu era sensível...- eu defendi e ela não parava de rir.

- Ok, me mostra uma musica que você gosta muito. - eu disse.

- Tem uma que eu sou completamente apaixonada, principalmente pela letra. - ela disse pegando o celular enquanto eu bebericava o chocolate quente.

(Coloquem Tenerife Sea - Ed Sheeran)

Quando a música começou a tocar eu fiquei prestando atenção na letra enquanto ela cantava baixinho de olhos fechados, automaticamente meu olhar pousou em seu rosto e eu não consegui mais sair dali. Nós estávamos sentados um de frente para o outro e foi olhando pra ela que eu notei algo diferente dentro de mim e uma vontade de me aproximar tomou conta sem nem pedir permissão.

Eu ia fazer tudo errado...

Quando seus olhos verdes se abriram pareciam estar me prendendo a eles de uma forma que eu não conseguia escapar, sua boca estava entreaberta e ela mantinha o olhar fixo no meu também como se ela estivesse se sentindo da mesma forma.

E eu me aproximei dos seus lábios...

Algo dizia pra que eu voltasse pra trás rapidamente mas outra coisa dentro de mim dizia para eu dar dois passos a frente e eu escutei direitinho pois minha boca foi em direção a de Sofie calmamente mas ela não hesitou  e eu a beijei. Não sei explicar o que era aquilo porque parecia que estávamos em outra atmosfera. 

Paramos por conta da respiração e ficamos nos encarando um tempo ainda ofegantes e a vontade mais uma vez falou mais alto e eu a puxei pela nuca grudando nossos lábios novamente e a sua mão estava no meu rosto me fazendo um carinho gostoso até um surto de realidade surgiu e eu a soltei bruscamente. 

- Ai meu Deus! - dissemos ao mesmo tempo.

Sofie.

- Desculpa Sofie, de verdade me perdoa. - ele pediu desesperado.

- O que a gente tá fazendo? - levantei e andei de um lado pro outro.

- Acho que a gente se envolveu com a música. - ele disse.

- Isso tá errado. - eu disse.

- Eu sei, me desculpa mesmo. - ele pediu.

Eu não vou negar que beijei de volta mas na hora eu esqueci quem eu era, quem ele era e quem nós éramos...ele tem razão quando disse que fomos envolvidos pela música. 

- Vamos terminar de arrumar isso. - ele disse abaixando novamente. 

Pelo resto da noite ele nem olhou na minha cara e eu sei que foi um equívoco o que aconteceu mas também ele não precisava ficar sem falar comigo, quando eu fui dormir minha memória me fazia lembrar do beijo que rolou e eu acabei me sentindo culpada em relação ao David e ao Lucas. Ele sempre foi meu melhor amigo e eu nunca o vi com outros olhos e agora foi a primeira vez que a gente se beijou e mesmo sendo sem querer eu não consigo esquecer. Custou para que eu dormisse mas também assim que o dia amanheceu lá estava eu de pé, desci e o vi no sofá da sala com uma caneca de café e o celular nas mãos. 

- Bom dia. - eu disse sentando ao lado dele.

- Bom dia. - ele disse levantando e indo para o balcão da cozinha.

- Não precisa evitar a sua melhor amiga desse jeito. - eu disse.

- Desculpa, é que eu estou envergonhado pelo que aconteceu ontem. - ele disse vindo até a mim.

- Não precisa, a gente já se desculpou e tá tudo certo. - eu sorri.

- Mas é que...- ele disse se aproximando de mim mas depois recuou deixando um grande espaço entre nós. 

- Mas é que eu fiquei incomodado. - ele disse. 

- Me dá um abraço. - eu pedi.

- Sério? - ele riu e eu assenti.

- Espera...- eu disse e depois subi no sofá. 

- Agora eu fico do seu tamanho, pode me abraçar. - eu disse rindo.

Ele veio até a mim e me abraçou pela cintura e eu envolvi os braços no seu pescoço, não fazia sentido nenhum ficar esse clima estranho com ele porque ele é o meu melhor amigo e o que aconteceu foi uma bobagem.

- Não podemos ficar nesse clima. - eu disse.

- Eu sei, desculpa. - ele disse.

- Vamos passar uma borracha nisso e voltar ao normal. - eu disse.

- Vamos, que tal se a gente for passear hoje? Não está mais chovendo e...- meu telefone me interrompeu.

- É o Lucas. - eu disse e ele me soltou.

- Mas ainda vamos passear. - eu disse antes de atender.

- Oi amor. - eu disse animada. 

- Oi Sofie. - ele disse com a voz baixa.

- Tudo bem? Que voz é essa? - perguntei.

- A gente precisa conversar, eu quero ser honesto com você. - ele dissr.

- O que foi que aconteceu Lucas? - perguntei séria e David me encarou. 

- Que houve? - ele sussurrou.

- Não sei. - sussurrei de volta.

- Eu acho que a gente não vai dar certo. - ele disse e na hora as lágrimas surgiram.

- Porque não? -perguntei fechando os olhos.

- Você ai longe de mim por seis meses, eu sei que não consigo. - ele disse.

- Você não sabe o que é amor a distância? - perguntei.

- Pra mim isso não funciona. - ele disse e meu coração doeu. 

- Você tem outra né? - perguntei e ele se calou. 

- Responde Lucas! - pedi.

- É a Gi, da lanchonete. - ele disse e eu tirei o telefone da orelha.

- Na primeira oportunidade que eu tiver eu juro que vou quebra a sua cara. - David disse pegando o celular da minha mão.

- O meu pai...ele disse que eu não devia confiar tão rápido nele. - eu disse e ele me abraçou. 

- Não deixa ele te deixar mal. - ele disse fazendo carinho no meu cabelo.

- Porque eu não ouvi meu pai... - lamentei.

- Porque você estava apaixonada por ele. - ele disse.

- E ainda estou. - admiti.

- Não acredito que esse babaca fez isso com você. - ele disse e eu concordei.

- Mas eu não quero ficar mal. - eu disse e ele me soltou.

- O que pretende fazer? - ele perguntou me encarando.

- Essa noite eu quero que você me leve para uma balada. - eu disse e ele me olhou confuso. 

- Oi? - ele pareceu não ter assimilado o que eu disse.

- Me leva a uma balada hoje, eu quero beber, dançar e esquecer o que houve. - eu disse pra ele.



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