História Friends in Love. - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Oscar Emboaba
Personagens David Luiz, Oscar Emboaba
Exibições 192
Palavras 3.027
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi meus amores, cheguei! A chegada da irmã da Sofie vai mudar o clima estranho entre eles...

Capítulo 6 - Eu não vou me apaixonar por você.


Sofie.

Eu estava tão chateada mas eu não queria ser aquela garota que iria ficar trancada no quarto o dia todo porque meu primeiro namorado terminou comigo por causa de outra, eu me arrumei inteira e quando desci David estava no telefone e quando desligou e virou pra me olhar seus olhos pararam e sua boca ficou entreaberta.

- Que foi? - perguntei. 

- É que...você tem certeza que vai assim? - perguntou e eu me analisei no espelho. 

- Qual o problema? - perguntei e ele sentou-se no sofá. 

- Você não é adepta as roupas curtíssimas. - ele lembrou. 

- Mas hoje eu quero. - sorri.

Entramos no carro e eu estava olhando pela janela enquanto ele dirigia, minha cabeça estava com um nó cego e minha vontade era de parae e respirar fundo pra assimilar tudo o que ele me disse. Ele me trocou por outra pessoa porque talvez eu não tenha sido o suficiente e não pela distância. 

- David, você trocaria alguém por conta da distância? - perguntei.

- Não, se eu amasse a pessoa não me importaria o fato de estar longe e iria fazer dar certo da mesma forma. - ele disse.

- Eu não devo ser suficiente mesmo. - eu disse fechando os olhos.

- Sofie, você é uma garota incrível...cheia de valores e princípios, é inteligente, é a pessoa mais doce que eu conheço e é linda por dentro e por fora. Como você pode achar que não é suficiente pra alguém? - ele perguntou e eu sorri.

- Você sempre me faz sentir melhor. - eu disse.

- É porque eu não quero ver você quebrando a cara por aí por conta de um babaca qualquer, tem que ser muito burro pra perder uma garota como você. - ele disse sorrindo.

- Você fala isso porque é meu melhor amigo, duvido que se você fosse um cara desconhecido iria dizer o mesmo. - eu disse rindo.

- É por isso que eu estou falando, porque eu sou seu melhor amigo homem e tenho uma visão da situação. - ele disse estacionando.

- Eu só quero me divertir, não me deixa fazer alguma besteira. - eu pedi e ele gargalhou.

- Não se preocupe que não vai ser com qualquer marmanjo bêbado que você vai perder sua preciosidade. - ele disse.

- Preciosidade? - perguntei abrindo a porta do carro e ele também. 

- Prefere que eu fale virgindade? - ele perguntou e eu comecei a rir.

Entramos e a música alta invadiu meus ouvidos bruscamente e David segurou minha mão no meio da multidão e ficamos perto do bar onde havia menos movimento constante, eu havia dito que eu queria beber mas eu comecei por um drink sem álcool e David riu.

- Cadê a atitude? - perguntou.

- Daqui a pouco eu encontro ela. - eu ri.

- É impressão minha ou aquela morena ali está te olhando fixamente? - perguntei e ele sorriu tímido. 

- Não deve ser comigo. - ele disse.

- Ela está vindo pra cá. - sorri e ele me encarou. 

- Se você não pegar, eu pego ela. - eu disse.

- Filha da mãe! - ele gargalhou.

- Um martini, por favor. - ela pediu para o garçom.

- Dois. - David sorriu.

- Oi. - ela sorriu pra ele.

- Oi. - ele disse.

- Laura. - ela disse estendendo a mão pra ele.

- David. - ele apertou.

- Vai nessa, moleque! - eu disse no ouvido ele e fui pra pista dançar.

Nada no mundo importa pra mim quando está tocando Closer porque a batida dessa música é completamente hipnotizante e eu não consigo parar de dançar, olhei pro bar algumas vezes e quando vi David e Laura se beijando algo dentro de mim não curtiu muito e eu virei de costas pra não ter que ver. Ele é meu melhor amigo e eu tenho ciúmes dele mas sei que ele precisa de uma namorada e não de ficar tomando conta de mim porque eu sei fazer isso sozinha, quando meus pés não aguentaram mais eu sentei em um sofá vermelho no segundo andar e pouco tempo depois David sentou do meu lado com a boca toda borrada de batom vermelho. 

- Aqui. - peguei um lencinho na bolsa e comecei a limpar a boca dele.

- Ela é americana. - ele disse.

- E ela pediu meu número. - ele disse e eu sorri.

- E eu não passei. - ele riu.

- Porque? - perguntei confusa.

- Ela beija muito mal, quase engoliu a minha boca. - ele gargalhou.

- Por isso que você é solteiro, só reclama. - eu disse.

- Não reclamo, é que ultimamente eu não me interessei por ninguém. - ele disse.

- Achei que o lance era só levar esses tipos de mulher pra cama e não se interessar por elas. - eu disse e ele ficou sério.

- Agora você me ofendeu. - ele disse.

- Desculpa. - pedi.

- Sofie, as vezes parece que você não me conhece. - ele disse.

- Passar anos longe de você me faz não saber algumas coisas sobre você. - eu disse e ele sorriu.

- Você acha mesmo que eu sou esse tipo de cara? Que vai pra balada achar uma garota pra transar e no dia seguinte fingir que não conhece? - perguntou.

- Claro que não. - admiti.

- Se eu levar alguém pra cama é porque eu quero aquilo de verdade, e não uma aventura idiota de uma noite. - ele disse e eu sorri pra ele.

- Você é especial. - eu disse segurando a mão dele.

- Me diz uma coisa? - pedi e ele assentiu.

- Você já levou uma garota pra cama porque quis de verdade? - perguntei.

- Sim, assim que eu cheguei a Londres eu conheci uma garota muito especial e a gente havia ficado algumas vezes mas não foi algo sério até a gente ter a nossa primeira vez. Eu gostava tanto dela que eu queria que fosse tudo especial e foi...mas acabou não dando certo no final de tudo e eu vim pra Paris. - ele disse e eu assenti.

- Eu queria saber qual a sensação de estar com alguém que gosta de verdade nessa situação. - eu disse e ele sorriu.

- Quando você achar a pessoa certa vai ser a noite mais linda da sua vida, eu sei que é importante pra você. - ele disse e eu concordei.

- Vamos dançar. - eu disse puxando ele pela mão.

Quando descemos o DJ fez uma pequena brincadeira ao ver tantos casais na balada e pôs pra tocar uma música mais lenta pra dançar colado, David me puxou pela cintura e seguimos o ritmo da música enquanto eu afundava meu rosto no peito dele pensando em como seria mais fácil se David fosse o Lucas e se ele tivesse essa visão que o David tem das mulheres, ele era sensível e compreensível e eu só queria me apaixonar por um cara assim que percebesse algo de bom em mim que ninguém nunca percebeu antes.

David.

Toda essa conversa com Sofie me fez ficar carente porque faz tempo que eu não tenho um carinho feminino, um perfume, um toque...e acho que foi por isso também que eu a beijei ontem a noite. Estávamos dançando toda música que tocava e ela estava tão provocante naquela roupa que os caras em volta estavam olhando o corpo dela e meu instinto protetor estava começando a aparecer, puxei ela de costas pra mim e segurei pela cintura entregando um copo de bebida pra ela.

- Que puxada foi essa? - ela sorriu olhando pra mim.

- Desculpa. - pedi.

- Eu gostei, puxa de novo. - ela disse.

- Você tá bêbada, garota. - eu disse rindo.

E ela realmente estava pois as últimas cinco músicas ela começou a colar o corpo no meu e passar as unhas pelo meu pescoço e eu fingia que aquilo não estava me afetando porque me arrepiava o corpo inteiro, eu a afastava e ela grudava mais e mais em mim. Quando eu sentei no sofá em que estávamos antes ela sentou no meu colo e começou a cantar um trecho da música que tocava em meu ouvido.

- Temos que ir pra casa, são duas da manhã. - eu disse e ela beijou meu pescoço.

- Sofie, para. - pedi com os olhos fechados. 

Arrastei ela pro carro e ela falava algumas coisas desconexas e eu coloquei o cinto dela e dirigi pra casa, ela ficava cantando e rindo sozinha e quando botamos o pé dentro de casa ela tirou seus saltos reduzindo o seu tamanho e parou na minha frente. Eu estava sentado no sofá tirando meu tênis e ela sentou do meu lado passando a mão pelos meus braços me fazendo rir.

- Você fica tão gostoso de preto. - ela disse.

- Sofi, vai dormir. - eu disse rindo.

- Eu não estou com um pingo de sono. - ela disse e eu tirei a camisa pra por no cesto de roupa suja mas ela me puxou de volta pro sofá. 

- Sofie, é sério. - eu disse olhando pra ela.

- Você tá cheia de álcool porque bebeu bem mais do que eu e estamos cansados então sobe pro seu quarto e vai dormir. - eu disse e ela começou a distribuir beijos no meu pescoço e meu rosto.

A respiração quente batendo no meu rosto me fazia fechar os olhos enquanto ela passava as mãos pelo meu peitoral me causando novamente os arrepios, quando ela sentou no meu colo eu percebi que ela estava mais louca do que o normal porque ela nunca faria isso...afastei seu rosto do meu e ela sorriu. 

- Eu quero sentir isso que vocês dizem ser tão bom. - ela disse mordendo minha orelha.

- Você vai sentir é a sua cama e seu travesseiro e um sono pesado. - eu disse levantando mas ela encaixou as pernas no meu quadril.

Fui obrigado a subir as escadas com ela presa no meu colo me mordendo e beijando meu pescoço como uma louca e quando fui colocar ela na cama ela me puxou pelo pescoço me fazendo cair deitado em cima dela.

- Sofi, me deixa sair. - eu pedi tentando me desvencilhar dos braços dela.

Ela pegou uma de minhas mãos e colocou na cintura dela e sua boca foi direto na minha me dando um selinho e eu fui tentar me soltar dos seus braços e ela sussurrou.

- Lucas, eu quero me entregar pra você. 

- Eu sou o David e amanhã você vai morrer de vergonha de tudo isso. - eu disse colocando ela de lado e cobrindo ela.

Ela apagou totalmente e eu fui direto pro meu quarto tomar um banho pra ir dormir, quando deitei na cama eu comecei a rir sozinho da forma como Sofi bêbada era tarada porque ela estava me agarrando como se eu fosse o idiota do Lucas mesmo percebendo que nós somos diferentes. 

...

- Bom dia, eu preciso de um café forte e uma aspirina. - ela disse entrando na cozinha.

- Bom dia senhorita bêbada tarada. - eu disse entregando uma caneca de café pra ela.

- Ai meu Deus, o que eu fiz ontem? - ela perguntou sentando no balcão a minha frente. 

- Bebeu todas e tentou transar comigo. - eu disse rindo e ela arregalou os olhos.

- Eu e bebida não combinamos. - ela disse. 

- Quando a gente chegou você me agarrou no sofá, queria me beijar e ainda tive que subir com você no colo. - eu disse.

- Eu te beijei? - ela perguntou.

- Sim, e me chamou de Lucas. - eu disse rindo e ela revirou os olhos.

- O quão patética eu sou? - ela perguntou.

- Pelo menos eu sei que tarada você é. - eu disse e ela me deu língua. 

- Desculpa, eu precisava extravasar. - ela disse.

- Não tem problema, pelo menos você não agarrou nenhum estranho por aí. - eu disse e ela assentiu. 

- Nunca mais eu vou beber. - ela disse e eu ri.

- Não foi tão mal assim. - eu disse.

- Eu tenho treino hoje, você vai ficar bem sozinha aqui? - perguntei e ela assentiu.

- Que horas é o seu treino? - perguntou.

- Depois do almoço. - eu respondi.

- Vamos fazer maratona de filme ou serie mais tarde? - sugeriu.

 - Sim, vou trazer sorvete quando voltar. - eu disse e ela sorriu. 

Sofie.

Depois do almoço ele foi para o treino e eu fiquei sozinha em casa então decidi arrumar a zona do quarto de David já que ele deixa tudo desorganizado. Dobrei as roupas que estavam em cima da cama e guardei tudo no armário dele, peguei o cesto de roupas sujas e pus tudo pra lavar e me peguei cheirando as camisas dele que tinham o perfume que eu lhe dei.

- Sofie, foca! - eu disse soltando a camisa.

Eu fiquei olhando no quarto as fotos dele e achei na sua gaveta algumas fotos de quando éramos pequenos e não pude evitar a saudade que bateu em mim porque a melhor época foi quando eu conheci o David, ele me ajudou muito a superar a morte da minha mãe e a superar também o bullying que eu sofria.

...

Abri os olhos lentamente quando senti um carinho na minha bochecha e vi os olhos de David, eu sentei na cama e percebi que acabei dormindo na cama dele.

- Gostou da minha camisa? - ele perguntou.

- O que? - perguntei confusa e ele apontou a peça na minha mão. 

- Ainda vamos ver séries? - desconversei.

- Sim, eu vou trazer as coisas aqui pra cima. - ele disse.

- Que horas você chegou? - perguntei. 

- Faz uns quinze minutos. - ele disse tirando a camisa e  colocando na poltrona do quarto dele.

- É...eu vou ligar a tv. - eu disse desviando o olhar do corpo dele.

Quando ele subiu sentamos na cama dele e ele havia trazido sorvete e pipoca pra nós, estávamos na metade de um episódio de Teen Wolf quando nossas mãos se chocaram no balde de pipoca e a gente se entreolhou rapidamente e eu tirei a mão lentamente sentindo a estranheza na situação.

- Ultimamente coisas estranhas tem acontecido. - ele disse.

- Sim, mas eles vão descobrir quem é a besta...e o Scott vai ter que perdoar o Stiles. - eu disse.

- Estou me referindo a nós. - ele disse e eu virei o olhar pra TV.

- Somos tão amigos e ficamos num clima sinistro por causa de um beijo. - ele disse e eu olhei pra ele.

- E se eu te disser que eu não consigo esquecer esse beijo, eu me sinto mal por isso mas eu realmente não consigo apagar da mente. - eu disse e ele sorriu.

- Eu também não. - ele disse e ficou sério. 

- É como se...- ele pausou.

- Como se estivesse se repetindo na minha cabeça. - nós dissemos ao mesmo tempo.

- É estranho ter beijado você porque eu te vejo como irmão. - eu disse.

- Isso nunca aconteceu com a gente. - ele disse e eu assenti.

Acabamos dormindo depois de muitos episódios de série, eu podia ouvir o ronco baixinho de David e segurava o riso para não acorda-lo. Passei a madrugada pensando em Lucas e no beijo de David e constatei que eu vou acabar enlouquecendo, ao acordar de manhã senti um peso no peito e abri os olhos lentamente vendo uma montanha de cachos na minha cara e quando os tirei do caminho pude ver o rosto de David sereno deitado no meu peito e a sua mão me segurando pela cintura e eu o abracei de leve brincando com seus cachos.

- Eu sei que você tem inveja deles. - ouvi sua voz grossa.

- Como é que é? - perguntei rindo.

- Inveja, porque seu cabelo é liso sem graça...o meu tem todo o charme. - ele disse e eu comecei a rir.

- O balançar dos cachos. - lembramos e dissemos ao mesmo tempo.

- É bom ficar assim, sinto falta do colo da minha mãe. - ele disse.

- Mas eu não sou a sua mãe. - eu ri.

- Mas ficar no teu colo é bom também. - ele disse e finalmente olhou pra mim.

- Você é linda quando acorda. - ele disse e eu corei.

- David, o que é isso? - eu perguntei sincera.

- Um elogio. - ele disse levantando da cama. 

- Não pode mais elogiar que você já desconfia. - ele entrou no banheiro.

- É que eu não quero que...- eu ia dizendo mas ele me cortou.

- Que o que? Que eu me apaixone por você? - ele apareceu com a escova de dentes na boca.

- Fica tranquila Sofi, eu só te elogiei e dormimos na mesma cama como fazíamos quando éramos menores. - ele disse.

- Mas quando éramos menores a chance de acontecer alguma coisa era 1%. - eu disse sentando na cama.

- Para de ser paranoica little little. - ele sorriu.

- Tenho muito medo de estragar a nossa amizade. - eu admiti.

- Nossa amizade é forte o suficiente pra aguentar um beijinho de nada. - ele disse e eu concordei.

- Sofie? - ele chamou quando eu ia saindo do quarto.

- Sim? - coloquei a cabeça pra dentro de novo.

- Eu não vou me apaixonar por você, fica tranquila. - ele disse e eu assenti.

- Você não faz o meu tipo. - ele disse rindo.

- Eu sou o tipo do Brad Pitt meu filho. - eu gargalhei e saí do quarto.

Parei no corredor pensando na  conversa que tive com David e fiquei mais tranquila com o que ele disse, só esqueci de garantir pra ele que também não iria me apaixonar por ele...



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