História Friends in Love. - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias David Luiz, Oscar Emboaba
Personagens David Luiz, Oscar Emboaba
Exibições 169
Palavras 2.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá amores, tudo bem? Tô adorando esse climinha de romance que se instalou...

Capítulo 8 - Cheiro de romance no ar...


Sofie.

Manu transferiu seu emprego pra cá e já começou a trabalhar no centro em um escritório e eu fiquei sozinha em casa, foi bom porque eu consegui organizar minhas coisas e deixar o apartamento limpinho e mais com a nossa cara. O fato estranho é que tem uma semana que eu me mudei e exatamente essa semana David não falou mais comigo e nem veio aqui me ver e isso me faz sentir uma saudade enorme dele, eu estava vendo um filme qualquer numa noite de sexta completamente jogada no sofá quando a campainha interrompeu meu programa interessantíssimo.

- Oi Sofie. - ele disse e eu sorri.

- Oi David. - eu disse e ele estava escorado na porta.

- Você tá ocupada? - ele perguntou.

- Não, porque? - perguntei dando espaço pra ele entrar.

- Eu queria...é...é que eu...- ele parecia não saber o que falar e coçava a nuca enquanto olhava para baixo.

- Fala. - pedi nervosa.

- Você quer sair comigo? - perguntou e depois desviou o olhar do meu.

- Sair? - perguntei.

- É, comer alguma coisa e passear ou então ver um filme...alguma coisa juntos.  - ele disse meio sem jeito.

- Claro, só me deixa trocar essa roupa primeiro. - eu disse e ele assentiu.

- E desculpa te atender assim. - eu ri.

- Não tem problema, você fica bem de camiseta e calcinha...quer dizer, não que eu esteja olhando mas é que não tive como não olhar. - ele se embolou nas palavras e eu sorri.

Enquanto ele estava na sala eu tomei um banho e peguei uma camisa branca de botões e uma calça jeans que eu complementei com um salto, eu tinha que ser rápida então fiz uma maquiagem em menos de cinco minutos e quando saí ele estava na sofá mexendo no celular.

- Estou pronta. - eu disse e ele me encarou.

- Você e seu estilo casual que é absurdamente lindo. - ele disse sorrindo.

- Eu sei combinar as coisas, só isso. - ri.

Deixei uma mensagem colada no balcão para a minha irmã e nós descemos o prédio, ele estava calado essa noite porém estava de sorriso fácil e eu não sabia o porque.

- Como anda a vida amorosa? - perguntei.

- Deprimente. - ele riu.

- Somos dois então. - eu ri também.

- Mas você é famoso e cheio de fãs, não rola alguns encontros? - perguntei.

- Às vezes eu não tenho nem tempo pra sair de casa e também a maioria dos meus fãs estão no Brasil. - ele explicou e eu assenti.

- Eu vou te levar em um lugar muito especial. - ele disse e eu fiquei curiosa.

Quando chegamos num prédio alto eu fiquei confusa porque achei que nós iríamos para algum restaurante ou sei lá, ele me puxou pela mão até o elevador e eu não segurei a curiosidade.

- Pra onde está me levando? - perguntei.

- Para o nosso jantar. - ele disse sorrindo.

- Aqui? - perguntei.

- Sim, você já vai entender. - ele disse.

Agora é que eu fiquei confusa mesmo porque o lugar parecia um daqueles prédios escuros e abandonados, quando o elevador abriu nós paramos em um corredor de luz baixa e eu entrelacei minha mão na dele olhando assustada para todos os cantos. Quando ele abriu uma porta eu vi uma espécie de sótão cheio de velas e ele sorriu pra mim.

- Sabe quando você vai para um restaurante com alguém e não consegue nem ouvir a sua própria voz na mesa porque todo o barulho em volta te impede?  - ele perguntou.

- Sei. - eu disse rindo.

- Então...- ele me colocou para dentro e fechou a porta.

- Esse local é público, uma vez por mês alguém dá um jantar para algum amigo, namorada, familiar...- ele explicou e eu fiquei encantada.

- Que vista linda. - sorri olhando para a enorme janela com a torre Eiffel de fundo.

- Estamos no vigésimo quarto andar e dá pra ter a melhor visão dela. - ele disse.

No chão havia um enorme tapete macio e fofinho e eu tirei meus saltos pra poder pisar nele, do lado uma mesinha pequena com dois pratos fechados e uma garrafa de vinho e muitas velas iluminando o lugar. Eu estava tão apaixonada por aquele lugar que parecia ser um sonho estar ali e quando sentei no chão de frente pra David ele abriu nossos pratos.

- Você quem fez? - perguntei enquanto ele abria o vinho.

- Não tenho essa habilidade toda. - ele gargalhou.

- Eu pedi no restaurante aqui atrás que é lotado e barulhento. - ele disse e eu dei a primeira garfada.

- A comida parisiense parece um sonho. - eu disse e ele riu.

- Quando cheguei aqui também fiquei apaixonado. - ele disse.

- Você gosta de morar aqui? Ou tem algum outro lugar no mundo pra qual você iria? - perguntei bebericando meu vinho.

- Eu amo Paris e tudo o que ela me traz, mas eu gostaria de ir ao Caribe...aquele lugar é o paraíso. - ele disse e eu concordei.

- Qualquer lugar que tenha uma praia pra mim é um paraíso. - eu disse.

- Um dia a gente poderia ir né? - ele perguntou.

- Eu e você? - perguntei e ele assentiu.

- Eu não tenho esse dinheiro todo David. - disse e ele revirou os olhos.

- Você é minha convidada. - ele disse.

- Não, você não vai gastar uma grana comigo. - eu avisei.

- Para de ser chata. - ele deu língua.

- É sério, você já está gastando demais comigo nesse jantar. - eu disse.

- E qual o problema nisso? - perguntou.

- O problema é que você não precisa fazer isso...A gente podia muito bem jantar macarrão à bolonhesa. - eu disse e ele riu.

- Você me diverte. - ele disse.

- Eu sirvo pra isso. - eu disse.

- E é tão linda. - ele disse e eu corei.

- Você precisa de óculos. - eu disse desviando o olhar do dele.

- Minha visão é ótima. - ele sorriu.

Quando terminamos de comer ficamos deitados no tapete conversando sobre nossos sonhos e desejos e David contava piadas horríveis que eu chorava de rir, as vezes nossos olhares se encontravam e isso causava um frio estranho na minha barriga que eu não sabia explicar.

- Trouxe uma músicas pra você dançar comigo. - ele disse levantando do chão.

- Mas você não sabe dançar. - eu disse rindo.

Ele colocou a música pra tocar nos fones de ouvido e me deu um deles em seguida colocando o celular no bolso, me aproximei mais e ele colocou uma mão na minha cintura e a outra segurando a minha mão livre.

(Coloquem pra tocar: Your Window Pain - Kirsch & Bass)

Eu coloquei meu rosto na curva do seu pescoço e nós nos mexemos lentamente de um lado para o outro com a música penetrando nos nossos ouvidos, eu podia sentir o coração dele batendo forte contra o meu peito e eu estava sorrindo sem nem saber o porque. Sua mão me prendia ao seu corpo de uma forma tão protetora e carinhosa que me fazia querer estar em seu abraço pra sempre e ao me dar  conta dos meus pensamentos eu abri os olhos e foi a vez do meu coração bater mais forte e eu sei que ele percebeu porque pegou as minhas duas mãos e as envolveu em seu pescoço e envolveu as dele por completo na minha cintura colocando o rosto dele no meu pescoço e eu senti um arrepio tão grande que afastei o rosto dele um pouco só para olhar nos seus olhos.

- Dessa vez eu não vou pedir desculpas. - ele disse se aproximando da minha boca.

- Eu não quero que peça desculpas. - sorri.

Os lábios dele encostaram no meu de uma forma tão delicada e prazerosa que eu não hesitei em ceder passagem a sua língua na minha boca, aquela música dava um clima tão mais romântico ao que estava acontecendo que eu nem me preocupei em estar beijando o meu melhor amigo. Não era um beijo desesperado e muito menos feroz...era calmo e delicado e nós sentamos no chão nos olhando nos olhos.

- Eu estava sonhando com esse beijo. - ele disse acariciando meu rosto.

- Eu gostei. - sorri e ele também.

- O que acontece se eu quebrar uma promessa? - ele perguntou.

- Qual promessa? - perguntei e os fones de ouvido uniam os nossos rostos mais ainda.

- Aquela que eu fiz de não me apaixonar por você. - ele disse.

David.

- Boa noite David. - ela disse e eu lhe dei um beijo no rosto.

- Boa noite Sofi. - sorri.

Quando ela fechou a porta do apartamento eu caminhei pro elevador com uma cara de idiota sem tamanho porque eu havia acabado de beijar -de verdade- a minha melhor amiga, esse não foi como o primeiro beijo lá na minha casa porque talvez esse tenha sido um beijo com sentimento.

Entrei no meu carro com o maior sorriso do mundo e dirigi até em casa assim, quando cheguei lá Oscar estava na minha sala e eu lembrei que havia combinado com ele de que ele passaria a noite aqui.

- Onde é que você estava? - ele perguntou.

- Saí pra jantar. - eu disse sentando do lado dele.

- Com a Sofie. - ele disse e eu encarei ele.

- Como você sabe? - perguntei confuso.

- Tinha que ser ela...ela é a única garota que te deixa com essa cara e sorriso bobo. - ele disse e eu cobri os olhos rindo.

- Nada a ver. - eu disse.

- Onde foram? - perguntou.

- Naquele restaurante de um mês, no sótão. - eu disse indo até a cozinha.

- Você levou ela lá? Ali é o lugar de apaixonados. - ele disse sorrindo.

- Foi só um jantar de amigos, comemos e conversamos sem toda aquele barulho de pessoas em restaurantes. - eu expliquei e ele sentou no balcão.

- Não aconteceu nada? - ele perguntou.

- Não. - eu disse bebericando minha água.

- E porque você está com essa cara? - ele perguntou.

- Porque a noite foi agradável. - eu disse indo pra sala.

- David...- ele disse vindo atrás de mim.

- Tá bom...a gente se beijou. - eu disse e ele sorriu.

- E parece que não foi só um beijinho de nada né? Você curtiu o beijo dela...- ele disse sentando do meu lado.

- Sim, foi meio estranho aqui dentro sabe? - eu disse.

- Você sentiu alguma coisa? - perguntou.

- Meu coração tava acelerado demais, e a respiração  também. - eu disse.

- Você tá gostando dela. - ele constatou.

- Eu não sei. - eu disse rindo nervosamente.

- Ela te deixou uma marca de batom. - ele disse e eu olhei meu pescoço no espelho.

Depois de muita conversa ele foi para o quarto de hóspedes e eu para o meu, tomei um longo banho ainda com o pensamento no que aconteceu hoje e as palavras de Oscar não saíam da minha cabeça nem um segundo. Deitei na cama e apaguei as luzes pra tentar dormir mas eu não conseguia de jeito nenhum porque para todo canto que eu virava eu lembrava de ter beijado ela e eu começava a sorrir novamente, peguei o celular várias vezes e fiquei olhando nossas fotos e escutando a música que estávamos ouvindo quando nos beijando e quando dei por mim já era quase três da manhã e eu estava discando o número dela.

- Alô? - ela atendeu no terceiro toque com a voz rouquinha.

- Sofie. - eu disse.

- David, aconteceu alguma coisa? - ela perguntou.

- Sim. - eu respondi e fechei os olhos.

- O que houve? - ela perguntou e eu senti sua respiração um pouco mais acelerada.

- Não consigo parar de pensar em você. - eu disse e eu pude sentir ela sorrir.

- Eu também não. - ela disse.

                                       ...

Acordei de manhã com uns berros de Oscar e me arrastei da cama pro chuveiro lentamente, quando desci ele já estava arrumado e fomos tomar café da manhã.

- Bom dia menino apaixonado. - ele zoou.

- Bom dia menino que vai tomar um soco meu se não parar com essa palhaçada. - eu disse e ele gargalhou.

- Sonhou com a Sofie? - perguntou rindo.

- Fica de boca calada moleque! - eu ri também.

- Vai contar aos meninos sobre isso? - perguntou.

- Não, ainda não. Eu não sei o que vai acontecer daqui pra frente. - eu disse e ele assentiu.

- Eu sabia que ia rolar alguma coisa. - ele disse.

A campainha tocou interrompendo nossa conversa e eu fui correndo atender e quando abri a porta vi os olhos brilhantes dela me encarando, provavelmente minha cara de bobo havia voltado e ela finalmente sorriu.

- Bom dia. - ela disse.

- Bom dia Sofie. - eu disse e dei passagem para ela entrar.

- Eu esqueci de levar a minha câmera e hoje vou precisar dela. - ela disse.

- Claro, vamos pegar. - eu disse.

- Oi Oscar. - ela abraçou ele.

- Oi Sofie, bom te ver. - ele disse.

- Já volto pra a gente ir treinar. - eu disse e ele assentiu.

Quando subimos eu estava nervoso e minhas mãos estavam suando e entramos no quarto onde ela dormia e ela começou a procurar nas gavetas a tal câmera.

- Eu vou fazer um trabalho pro escritório que a Manu trabalha, tenho que fotografar alguns produtos e eu tenho que ir hoje a tarde. - ela explicou.

- Que bom, você adora esse lance todo de fotografia. - eu sorri.

- Não é atoa que fiz a faculdade. - ela riu.

- Achei! - ela disse pegando a câmera na cômoda.

Ela apontou a câmera pra mim e eu deduzi que ela estava batendo fotos minhas e começou a rir quando eu fui até ela.

- Ah não Sofie, fala sério. - coloquei a mão na lente e ela gargalhou.

- Eu não sou a pessoa mais fotogénica do mundo. - eu disse rindo.

- Mas é lindo, gosto de fotografar pessoas bonitas. -  ela disse e eu coloquei a câmera dela na cama.

- E você é linda, e eu gosto de beijar essa boca. - eu disse me aproximando dela e ouvi o grito de Oscar.

- David, a gente tem que ir pro treino. - Sofie sorriu.

- A gente se vê depois. - ela disse me dando um selinho.

Descemos e ela foi andando na frente e eu e Oscar atrás e ele ficava rindo de mim me chamando de "SoVid" ou "Dafie" e eu queria dar uns socos na cara dele.



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