História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 101


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Álcool, Amizade, Amor, Ciume, Clichê, Comedia, Conflitos, Drama, Drogas, Fanfic, Ira, Louis, Louis Tomlinson, Mentiras, Obsessão, Possessividade, Romance, Tomlinson
Visualizações 27
Palavras 2.257
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 101 - 101 - Amiga


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 101 - 101 - Amiga

TAYLOR

— Você precisa me contar o que aquela garota fez com você! — Jane exigiu, devidamente frustrada.

Não me surpreendi com o seu comportamento, apenas com o fato de que ela estava ali falando comigo, tentando saber o que estava acontecendo, sendo a minha melhor amiga.

Tive um sentimento de gratidão por ela, e desejei poder contar o que eu andava fazendo naqueles dias.

Mas só desejei.

Pois não podia.

Trair a confiança de Marly era tudo o que eu menos queria no momento. Ela havia me ajudado no pior momento da minha vida, havia encontrado um jeito de me tirar do buraco – mesmo que fosse de um jeito limitado –, havia feito o que podia para me ajudar, e o que pedira em troca fora apenas que eu mantivesse a boca fechada, pois a maioria das pessoas só viam o lado negativo heroína, principalmente o meu namorado e a minha amiga.

— Ela não fez nada — respondi, lhe dando um pequeno sorriso.

O efeito era limitado, mas era o que eu tinha. E também tinha a certeza absoluta de que, se eu não tivesse um pico sequer, a minha vida voltaria ao poço escuro novamente. E eu não queria aquilo para mim. Meu remédio eram as doses, e ninguém poderia tirá-las de mim.

— Como não? — perguntou ela, perplexa. — Está na cara que ela fez alguma coisa... ou disse alguma coisa. Você mudou, Taylor, todo mundo percebeu isso, até a minha avó.

— Vocês estão apenas estranhando... — senti vontade de dormir e descansar, mas me esforcei para me manter ativa — ... estranhando uma coisa que eu não fazia, mas que agora faço.

— Ninguém vai se acostumar com isso — ela disse —, porque todos sabemos que você não é assim. Conhecemos você muito bem. Caramba, eu simplesmente não consigo entender, e é por isso que continuo convicta de que aquela Marly tem uma mão dentro disso. — Jane quase perdeu o fôlego, e eu quase não consegui prestar a total atenção nas suas palavras. — Você não pode ter mudado desse jeito pelos seus próprios pensamentos, alguém lhe influenciou a pensar de outra forma. Você está totalmente alienada!

Me senti tão pressionada que acabei deitando na cama, a fim de evitar aquele olhar dela sobre mim.

Eu havia esquecido completamente o quão perceptiva ela era; aquele seu dom de ver coisas que os outros não viam; a sua desconfiança; aquela expressão “clicando na mesma tecla” que tanto se parecia com a sua cara.

Por que ela tinha que continuar insistindo?

Ela estava tão próxima de me fazer confessar tudo por pressão, que eu tinha vontade de colocar tampões nos ouvidos. Ouvir os fatos que ela tinha só me deixava menos confiante ainda para continuar calada.

— Por favor — eu pedi, não deixando claro o que eu realmente queria.

Eu sentia falta de conversar com ela, sim, mas o tempo não existia para mim. Meu cérebro agora se destinava apenas às sensações do meu corpo. Eu não tinha mais vontade de fazer nada, apenas ficar quieta e calada. As saídas para a casa de Bred eram exatamente para tentar mudar isso enquanto eu me mantia drogada. Eles eram como eu, agiam como eu, sabiam o que eu sentia, portanto eu não perdia a oportunidade de me juntar ao grupo; de não me sentir obrigada a agir de determinada maneira para evitar olhares tortos; de não precisar esconder nada de ninguém. Ser essa nova pessoa que eu estava sendo não era ruim, apenas diferente. Eu mesma ainda estava me acostumando com o fato e não me sentia culpada, pois uma hora ou outra eu iria parar. Só era uma questão de tempo para que eu me adaptasse.

— Tay — senti a cama balançar e logo duas mãos envolveram o meu rosto. Fitei seus olhos cor caramelo e me esforcei novamente para acabar não falando o que eu escondia —, quem é a sua amiga aqui? Quem esteve todo esse tempo todo com você? Não confia mais em mim?

Pus minha mão sobre a dela e tive um conflito interno entre contar e não contar.

“Eu uso drogas”.

Essa seria a minha frase. Seria o que eu diria a ela. Mas, conhecendo Jane como eu conhecia, eu tinha a plena certeza de que não seria bem recebida com aquela afirmação.

— Não estou escondendo nada — menti.

Eu me mantia agarrada à ideia de que tudo voltaria ao normal. Eu não precisaria contar a eles que eu me picava, pois eu poderia continuar escondendo aquilo e viveria a minha vida ao lado deles, tentando ser a melhor pessoa. Aqueles meus estados eram só durante um tempo, pois eu precisava me acostumar com o modo que eu escolhera para viver. Era para o nosso bem. Para o meu bem.

— Me escute — pediu ela, com um tom de desespero —, se afaste dela, entendeu? Eu sinto que ela vai acabar fazendo alguma coisa.

Durante o decorrer da nossa amizade eu sempre levara muito a sério as ideias de Jane. Ela era uma das pessoas mais inteligentes e intuitivas que eu conhecia, e, no final, sempre nos alimentava com a frase: “Eu avisei”. 

Mas daquela vez não pude acreditar naquelas palavras.

Daquela vez ela não tinha razão; daquela vez a sua intuição estava falhando.

— Não posso me afastar dela — eu disse, evitando ao máximo não ofendê-la.

— Por que não? — instistiu Jane, preocupada.

— Ela é uma amiga agora, Jan. — Aquilo não era mentira. Jane precisava aceitar que eu tinha um novo vínculo de amizade, que agora eu superara a barreira por necessidade. — Eu ficaria tão feliz se vocês duas se dessem bem.

— Eu quero manter o meu bebê seguro.

— Não exagere — pedi, exausta. — Marly nunca faria mal a ninguém.

Então Jan tirou as mãos do meu rosto e apenas me observou.

Percebi seus olhos marejarem aos poucos e, em questões de segundos, caminhos de lágrimas percorriam suas bochechas. Não consegui dizer nada, afinal, eu sabia que aquilo duraria pouco.

Provavelmente ela estava desconfortável porque eu tinha uma nova amiga. E eu não a culpava, pois sempre fomos só Louis, ela e eu. Ninguém mais. Só nós três. E ela estava exagerando em tudo, mas eu mantia a esperança de que ela mudaria de opinião. Era novamente apenas uma questão de tempo.

— Olhe, não acho que sentir um aperto no coração sempre que vou dormir seja bobagem — confessou ela, tentando limpar os olhos. — Isso é sério, mas todo mundo resolve ignorar.

— Talvez seja por causa da gravidez — sugeri lentamente.

— É você que me vem à cabeça, Taylor, não a minha filha — disse ela, aflita. Mesmo estando tranquila demais por causa da picada há duas horas atrás, não deixei de notar o que ela pronunciara na fala.

Ela já sabia o sexo do bebê. Aliás, com quantos meses estava?

— Está tudo bem com a gravidez, não está? — perguntei. Eu não estive presente naquela fase de Jane, mas eu arrumava um jeito de me confortar dizendo a mim mesma que compensaria todo o tempo perdido, assim que as coisas melhorassem.

— Temos que conversar sobre você, Taylor — falou ela, depois que conseguiu se recompor. — Você sabe que estou aqui para qualquer coisa, não sabe? Louis e eu.

— Vocês são uma das coisas mais importantes na minha vida — eu a lembrei. — E sinto muito por estar deixando todos confusos.

— Acho que está agindo errado — disse ela, ignorando as minhas palavras. — Ouça, eu prometo que não conto pra mais ninguém. O que você fez? O que está escondendo de mim e de Louis? É alguma coisa com aquele garoto?

— Ah, Jane... — Me afastei dela, sentindo a pressão novamente.

— Você... — Ela parou de falar e pus os meus olhos nela. — Oh, meu Deus.

Por um momento fiquei paralisada, com medo de que seu sentido aguçado demais tivesse lhe levado exatamente aonde eu menos queria.

— O que foi? — perguntei, mais como um sussurro.

Jan se aproximou de mim rapidamente e segurou nos meus ombros, me olhando com uma intesidade tão grande que eu senti receio de que lesse os meus pensamentos.

— Você traiu o Louis com o Adrian? — cochichou ela, desesperada.

Por um momento não consegui conectar as palavras entre elas mesmas, e no começo foi como um novelo de lã. Mas depois tudo foi se encaixando e, finalmente, consegui interpretar a sua pergunta.

Fiquei em choque com aquilo.

— Ora, mas é claro que não! — eu disse, com uma intensidade que não consegui entender. Jane pareceu me analisar bem e, depois de parecer ter lido o que quer que seja no meu rosto, sua expressão suavizou, e ela logo deixou os ombros caírem.

— Isso me veio na cabeça agora. Foi um pensamento súbito porque lembrei de... — Ela se interrompeu de novo e senti curiosidade em saber do resto.

— De quê?

— Louis não falou nada? — perguntou ela, mas não deixou que eu respondesse. — Ele e Adrian brigaram de novo.

— O quê? Por quê?

— Ora, que pergunta mais idiota — jogou ela, impaciente. — Adrian disse várias coisas.

Fiquei paralisada novamente, temendo que Adrian pudesse ter contado a Louis que ele estivera nas festas comigo. E pior: que eu era usuária em drogas, junto com o grupo dos rockeiros.

— O que foi que ele disse? — meu tom de voz subiu sem que eu evitasse, e Jane logo me lançou aquele olhar desconfiado.

— Por que está preocupada com o que ele possa ter dito? — perguntou ela, lentamente.

— Jane, eu não traí o Louis, entendeu? — repeti, tirando o foco da pergunta. E me aliviei quando ela pareceu ter esquecido aquilo.

— Adrian estava agindo como aqueles machos alfas, sabe? Foi aquela história de “que vença o melhor”. Foi ele quem começou, aliás, pelo que Louis disse, e ele o provocou com várias coisas.

— Está tudo bem com ele? — Senti uma preocupação após lembrar da penúltima briga dos dois, que ocorrera exatamente na minha casa.

— Acho que o olho está inchado — ela me observou durante alguns segundos —, e acho que ele ainda está com medo.

— Medo de quê? — Fiquei suspresa com aquilo, pois Louis não era daquele tipo.

— Das coisas que aquele garoto disse — respondeu ela. — Adrian tem a certeza absoluta de que vocês dois vão ficar juntos.

— Isso é ridículo. — Não pensei sobre aquilo, pois era mais do que estressante. Era desnecessário lembrar Jane de que a única pessoa pela qual eu poderia arrancar o meu próprio coração, ou até qualquer um dos meus outros orgãos ou membros, era Louis.

— Ele é inseguro com qualquer cara que tenta se aproximar de você — disse ela, e quase revirei os olhos depois daquilo. Era uma pena que Louis não soubesse o quanto eu o amava. Era realmente frustrante. — Você não mostra isso — continuou ela, lendo os meus pensamentos. — Ele perde a confiança em si mesmo. Você não está dando valor a ele.

— Olhe, vou melhorar quanto a isso — falei, decepcionada comigo mesma. — Eu o amo, Jane.

— Tome cuidado, minha amiga — pediu ela, com um tom maternal. — Você está correndo o risco de perdê-lo.

Prestei a total atenção nela, pois eu não havia pensado naquilo.

Porém, as próprias palavras dele vieram à tona me confortando e eu me vi calma de novo.

— Ele disse que não me deixaria — eu disse.

— E tome cuidado com aquele Adrian também — continuou ela. — Eu não sei como ele vai fazer, já que vocês dois não se veem mais, mas ele não vai desistir tão cedo.

— Eu vou manter tudo bem claro, caso ele se aproxime — prometi, sem tanto interesse.

— Eu sei que não está me levando a sério quanto a isso, mas será que poderia tomar cuidado com Marly também? — disse ela, segurando os meus ombros. — Ela o quer, Taylor.

— O quê?

— Marly quer roubar Louis de você, e eu tenho certeza disso. — Um desconforto me pegou após ouvi-la. Me senti ameaçada, mas tentei ser racional e relembrar das coisas que ela havia feito para a minha ajuda.

— Ela não faria isso comigo — eu disse. — Não faz sentido. Se ela quisesse roubá-lo de mim, já teria feito. — Pois ela era linda e eu tinha certeza de que poderia ter qualquer garoto na palma de sua mão.

— Mesmo assim, reconsidere a ideia — pediu Jane. Mas ignorei aquilo.

— Louis não está com raiva de mim, ou está? — mudei de assunto, voltando a me sentar na cama.

— Ah, ele ainda está chateado com várias coisas — respondeu ela. Logo senti uma vontade de ir até a casa dele, a fim de tentar ser útil e de fazer tudo do jeito certo. — E bateu com o carro...

— Bateu com o car... como é? — Me assustei e o meu coração aumentou o ritmo.

Eu sabia que não tinha acontecido nada de mais com ele pois, caso contrário, Jan já teria me avisado. Mas mesmo assim não deixei de me preocupar.

— Ele estava estressado demais, sabe? — explicou ela, nervosa e envolvendo a barriga.

— Puxa vida... — Pus as mãos na cabeça e caí na cama, cansada por causa de tudo.

Mas me recompus na mesma hora, dando tapas no meu próprio rosto, tentando acordar. Fui até o banheiro a fim de tomar um banho e com a decisão de ir até a casa dele.

Eu queria mostrar que eu me importava, sim, que eu dava valor ao que eu tinha, que Jane estava errada e que eu não iria perdê-lo.

Ficar sem ele era um dos meus maiores pesadelos, e eu morria de medo de que aquilo se tornasse realidade.  


Notas Finais


Desculpem os erros.


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