História Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 79


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Álcool, Amizade, Amor, Ciume, Clichê, Comedia, Conflitos, Drama, Drogas, Fanfic, Ira, Louis, Louis Tomlinson, Mentiras, Obsessão, Romance, Tomlinson
Visualizações 31
Palavras 2.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Espero que gostem ♡

Capítulo 79 - 79 - Carência


Fanfic / Fanfiction Friends || Louis Tomlinson - Capítulo 79 - 79 - Carência

LOUIS 

 As aplicações das experiências de Oersted ou até mesmo saber a idade de um gêmeo, que havia viajado para o espaço após vinte e cinco anos e voltado à Terra para juntar-se ao seu irmão – hipoteticamente falando – pareciam bem mais fáceis de resolver do que a situação que corria naquela casa nas três semanas que se seguiram após a tragédia que mudou o modo de pensar da pessoa que eu amava. 

 Era difícil manter a calma e a paciência, como o Dr. Jimm havia sugerido. Ver Taylor angustiada e desesperançosa era pior do que qualquer coisa. E o fato de que eu não podia ajudá-la ou mudar o seu modo de pensar estavam quase me levando à insanidade mental. 

 Ela estava pensando em suicídio e isso agora era bastante claro. Porém, a tortura sentida por mim em vê-la se dissolver com os próprios pensamentos não era algo comum e agradável, principalmente porque eu passava a maior parte da minha vida próximo dela. Dormir estava sendo extremamente difícil e, somente quando Jan me forçava a tomar um calmante, era quee tornava possível fechar os olhos e conseguir sonhar com o nada. 

 Às vezes eu cochilava ao seu lado e, quando acordava, sentia medo de que encontrasse um corpo morto dentro do banheiro, com os pulsos cortados. Era clichê sim, mas não deixava de me preocupar. Eu realmente sentia medo de que ela fizesse alguma bobagem, mas continuei tendo esperanças de que iria ter melhoras com o tempo, principalmente depois que do Rivotril.      

— Vamos, você ouviu o que o médico disse — falei, tirando o comprimido da cartela e pegando o copo de água sobre o criado-mudo. Era sábado pela manhã e, antes mesmo de  comer alguma coisa, eu já estava parado na frente da farmácia mais próxima. — Esse antidepressivo vai ajudá-la.      

— Tudo bem — sua voz saiu como um murmúrio e segurei a vontade de soltar um suspiro de alívio pela sua facilidade em fazer o que eu pedia. Eu havia posto a total confiança no Rivotril, na química e na modernidade, mas não deixei de pensar no que fazer caso o remédio não fizesse o efeito desejado.

— Você vai precisar do comprimidos todos os dias depois que acordar pela manhã, entendeu? — expliquei, sendo o mais claro possível. — Não esqueça.      

— Tudo bem — repetiu ela, pondo o copo de água sobre o criado-mudo. 

Eu me sentia tão apreensivo quanto ela, e fiquei com medo de entrar em um estado depressivo também; fiquei com medo de precisar me consultar e ter que tomar Rivotril. O bom era que um pouco desse medo passava, pois a presença de Jane em casa – na maioria das vezes quando falava sobre a gravidez – tirava os pensamentos negativos que eu tinha, então era fácil se sentir bem mais aliviado quando ela começava a imaginar oralmente um futuro para o bebê que nasceria daqui a seis meses. 

Não durava por tanto tempo, é claro, então era o dever dos livros me tirar do mundo real – por isso perdi boa partes das noites estudando. 

 Tiago começava a ser uma preocupação também, pois Isabela voltaria para os Estados Unidos hoje mesmo. Pensei em me despedir no aeroporto junto com Jane e Taylor, mas Tiago resolveu não ir, e eu não me senti no direito de abandoná-lo naquele momento.      

— Então vocês acabaram tudo? — perguntei, quando ele desceu para se juntar ao café-da-manhã com Jane e eu.

— Achei melhor assim — respondeu ele, atacando o bacon sem piedade. 

Desejei que ele melhorasse logo, aliás, já bastava a irmã dele em um estado deplorativo. 

 Um dos motivos de alívio que eu também sentia era sobre o fato de Marly não ter aparecido na casa de Taylor ou na minha casa naqueles dias. Porém, tudo sempre podia piorar, é claro, e acabei encontrando-a no supermercado, enquanto dava um jeito de abastecer a despensa da Sra. Hampton com a lista que Jane fizera na manhã de ontem.      

— Olhe só, dessa vez você não conseguiu se esconder — zombou ela e depois deu uma risada. Marly estava sozinha e com uma cesta de compras. Me senti constragido de tê-la encontrado, afinal de contas, eu continuava a ignorar os seus telefonemas.      

— Eu não estou me escondendo de você, Marly — falei, sendo sincero.

— Mas não aceita sair com os amigos — ela me repreendeu.      

— Não estou muito a fim de sair — continuei, sem conseguir me imaginar curtindo a vida em outro lugar que não fosse em casa.      

— Mas você fazia isso antes — insistiu ela, andando ao meu lado.      

— Sim, mas no momento não posso.      

— Não pode ou não quer?      

— Acho que os dois — respondi, pegando em quatro caixas de cereais. — Você sabe, Taylor está deprimida...

— Hum... então não vamos dar um passeio tão cedo? — ela pensou alto e não deixei de me sentir desconfortável. Ela parecia culpar Taylor por aquilo.      

— Hã...      

— Está sendo ruim passar esses dias em Londres, sem um amigo — comentou ela, com um ar triste.      

— Desculpe por sumir.      

— Não vejo a hora de Taylor melhorar — disse ela e eu lhe dei o melhor que pude de um sorriso.      

— Olhe, vou ter que ir agora — avisei após uns segundos e em um outro tom de desculpas. — Fique bem, Marly.      

— Tudo bem, eu desejo o mesmo. — Mas pela primeira vez vi uma sombra escura e um ar de irritação passar pelos olhos azuis dela. 

 […] 

 Na manhã seguinte resolvi passar na minha casa, a fim de saber se minha mãe ainda estava irritada comigo pela minha ausência naqueles dias.      

— Olá, mamãe — cumprimeitei-a. Na verdade, tive um susto ao passar pela porta. — Quem é esse? 

 Havia um homem no sofá, que logo se levantou para me receber. Tinha um sorriso no rosto acompanhado de um ar confiante. Parecia ter uns quarenta anos e a pele era tão branca que quase fiquei cego. Ele lembrava o último dia em que eu fora ao dentista.

— Olá, Louis, estava ansioso para conhecer você — disse ele depois que me aproximei, com cautela. O homem ergueu a mão para mim e hesitei uns segundos antes de apertá-la.      

— Eu liguei para você esta manhã, para que almoçasse conosco — minha mãe interveio. Não parecia irritada, mas eu sabia que estava se corroendo para me dar um tapa na cabeça.      

— Desculpe, eu... hã... — Eu não sabia o que dizer. Não era apenas Marly que eu andava ignorando. Mamãe e os meus colegas não haviam desistido de tentar chamar a minha atenção.      

— Esse é Michael Ruley — ela me apresentou ao cara que não tirava o sorriso do rosto. — Estamos em um relacionamento faz duas semanas.      

— Hã... sei. — Eu também já começava a ficar irritado e arrependido de ter vindo em casa vê-la. Não era suposto ter uma novidade dessas e eu não tinha levado tanto a sério o fato de que ela estava saindo com alguém.

— Não se assuste, sei o que deve estar pensando — o tal Michael disse, rindo. — Já passei por isso em minha juventude. — Então abraçou mamãe pelos ombros.      

 Me mexi com desconforto e pensei em fazer qualquer coisa que me tirasse daquela situação.      

— Onde está Maggie e Neil? — perguntei, dando uma volta de trezentos e sessenta graus em torno de mim mesmo, procurando os dois com os olhos.      

— Ora, hoje é domingo, esqueceu? — minha mãe deu um beijo no rosto do homem e foi para a cozinha, com o som de seus saltos ecoando pelo ar. 

 Segui ela e deixei o cara feliz consigo mesmo na sala de estar.      

— Mas por que está fazendo isso? — perguntei, deixando transparecer a minha raiva , mas ao mesmo tempo sendo discreto.      

— Não sei do que está falando — disse ela, tirando do fogão um bolo redondo.      

— Como pôde trazê-lo para cá? — Eu estava perplexo com tudo aquilo, afinal de contas, minha mãe estava namorando, e eu não podia deixar de sentir repulsa ao imaginar o que os dois poderiam estar fazendo no sofá, apenas com a presença de Neil em algum canto da sala.      

— Você trazia Taylor, por que eu não posso trazer um namorado também?      

— Argh! — Puxei os cabelos da nuca e não consegui ficar parado em um único lugar. — Não é a mesma coisa, você é... caramba, você é a minha mãe.      

— E qual o problema disso?      

— O problema é que é muito estranho e... e eu não quero ver esse homem aqui — eu disse óbvio, apontando para a parede, na direção onde o tal Michael poderia estar do outro lado. 

 — Você mal conhece ele. 

 — Tanto faz, Sra. Tomlinson.      

— Louis, não dê um de ciumento agora, por favor — ela zombou. — Aliás, o que isso importa? Você está quase se mudando de casa, não é mesmo? Não dorme aqui, não come aqui, nem sequer tocou mais nos seus instrumentos no porão; Maggie teve que limpar todos eles, por causa do excesso de poeira. Não faz a menor diferença quem eu trago ou deixo de trazer para a minha casa.      

— Você sabe que Taylor está mal — eu a lembrei, irritado.      

— Sim, eu sei. — Ela olhou para mim e pôs as mãos na cintura. — Mas tenho medo no que isso pode se transformar. Você não é Deus, Louis, não pode fazer tudo melhorar apenas porque quer.       

— Estou lá para ajudá-la.       

— Taylor é muito nova, o pai acabou de morrer, Tânia está longe demais e Tiago provavelmente está mais preocupado consigo mesmo — ela disse. — Acha mesmo que você e Jane, dois jovens inexperientes com a vida, vão conseguir mudar isto? A mudança tem que partir dela e não de vocês. E, pela sua ausência em casa, posso apostar que não está havendo mudança nenhuma.      

— Você não entende.      

— Querido, é claro que eu entendo. — Agora ela parecia triste por minha causa. — Eu adoro Taylor, gosto muito daquela garota, mas... olhe só no que ela está fazendo vocês passarem. Ouça, a única vez em que foi preciso a minha ida na escola por conta da sua falta de esforço, foi quando o seu irmão morreu.

Tive vontade de correr dali e evitar todas as verdades sendo jogadas na minha cara. Eram verdade, sim, mas eu me recusava a pensar daquela maneira. Taylor não tinha culpa de estar daquele jeito e também não tinha culpa pelo meu comportamento; ela estava doente. Estava doente.      

— Estou preocupada com todos vocês, filho — ela voltou a falar, depois de um suspiro. — Jane está gravida, Taylor está depressiva e... e você está sumindo do mapa.      

— Jane está ótima e eu também. Já a senhora... não precisa se preocupar comigo — retruquei. — Jane e eu estamos adiantando os assuntos da escola, você não vai precisar mais perder o seu tempo indo falar com a Sra. Palmer.      

— Louis...      

— E, quer saber? Está tudo bem. Relaxe. Desculpe se não passo tanto tempo sendo o filho que você quer. — Então saí dali sem me despedir de ninguém. Na verdade, para ser bem mais sincero, antes de passar pela porta da frente olhei para o tal Michael sentado no sofá, apontei o dedo indicador na direção dele e disse: — Faça qualquer coisa que a deixe triste e eu prometo perseguir você pelo resto de sua vida. 

Não me importei em ser rude, aliás, ele merecia aquilo. Estava com muitos arco-íris em volta do corpo. 

Cheguei em minha outra casa (era mesmo a minha outra casa, não era?) e encontrei Jane na cozinha, comendo e com um ar preocupado.      

— O que foi agora? — perguntei, ainda irritado pela conversa e pelo encontro com o namorado da minha mãe.      

— Você não sabe quem veio aqui de novo — disse ela, com a mão na testa.      

— Não me diga que foi aquele filho-da-mãe do Adrian... — pedi, tentando me manter calmo.      

— Não, foi pior!      

— Mas quem poderia ser pior do que ele? — debochei, sentindo-me mais aliviado.      

— Marly Cooper — disse ela, bantendo na mesa a mão que antes estava em sua testa.      

— Marly? — Fiquei preocupado logo de cara. Não era mais uma decisão boa deixar que Marly e Taylor se encontrassem.      

— Sim, ela veio aqui enquanto você esteve fora — explicou Jane. — Não demorou tanto tempo, mas...      

— Ela veio atrás de mim?      

— É claro que sim, mas você não estava — disse ela, com a boca cheia. — Então ela perguntou se poderia ver Tay.

— Ver Tay? — Eu não conseguia deixar de me sentir desconfortável com a notícia.      

— É, Louis! — Jane já estava impaciente. — Eu não deixei, mas ela achou que eu estava brincando e então subiu as escadas.      

— Sério?      

— Sério!      

— Não consigo imaginá-la fazendo isso.      

— Pois ela fez — Jane bateu na mesa novamente —, e eu não gostei nem um pouco dessa atitude... e muito menos dela.      

— O que ela queria conversar com Taylor? — perguntei, pensando em qualquer coisa, mas sem sucesso.      

— Eu não sei — berrou ela. — Mas não tive coragem de ir atrás dela.      

— Por que não?      

— Eu não sei... — repetiu. — Simplesmente não tive coragem. 

Pensei por alguns segundos e resolvi ver Taylor, a fim de que conversássemos. Mas, quando entrei no quarto, a encontrei dormindo. 

 Me certifiquei de que não tivesse desmaiado novamente, balançando um pouco o seu corpo e recebendo um murmúrio baixo de seus lábios. 

 O alívio me preencheu de novo, mas não me senti tão calmo. Tentei acreditar que Marly estivesse tentando apenas criar laços de amizade. Mas conhecendo Taylor como eu conhecia, conhecendo a sua vida, era difícil de acreditar que alguém tivesse tentando ser seu amigo. Eu me senti um tolo pensando assim, mas não tive como evitar. 

Taylor estava deitada de lado e o caderno de seu pai estava entre as suas mãos. Vulnerável e inocente ela se perdia em seus sonhos – se é que sonhava com alguma coisa. A respiração lenta, o ar exausto e os lábios pálidos. 

 Não evitei em lhe acariciar o rosto, aproveitando o vestígio que eu ainda tinha de uma Taylor antiga enquanto dormia. Ela era a mesma Taylor de sempre, mas somente quando estava dormindo. 

Me abaixei e selei os seus lábios, sentindo tanta falta de tudo nela, que quase cai na tentação de lhe acordar e pedir um beijo. 

 Me senti carente ao lembrar das noites em que passávamos juntos. Da sua confiança em mim. Da reciprocidade e do prazer. Do amor. 

Deitei ao seu lado, observando o rosto adormecido, e me vi imaginando um futuro feliz para nós dois. Foi difícil, pois a preocupação não se afastava de mim. Foi difícil, pois as lembranças dos seus olhos vermelhos eram fortes demais. Foi bem difícil porque... porque eu sabia o quão ruim ela estava. Era tudo muito complicado, na verdade, e eu não me sentia o cara certo para ajudá-la. 

 Pensei nas palavras de mamãe. Ela tinha razão. Eu não tinha a capacidade de mudar nada e não teríamos progresso, pois eu era inexperiente demais nisso. Não adiantava mudar, não adiantava vir aqui e dizer o quanto a apoiávamos, não fazia diferença fazermos companhia a ela pois esta se sentia só psicologicamente. 

Não adiantava mudar... 

... mas eu também não queria desistir. 

Como eu poderia cruzar os braços e esperar o tempo resolver, se corria o risco de perdê-la para a morte? Como eu poderia vê-la triste daquele jeito e desamparada, se eu a amava?         


Notas Finais


Tadinho do Louis... ele tá carente. Ele bem que poderia me deixar ajudar ele 🌝

O que acham que a Marly quer com a Taylor???

P.S.: vou tentar postar outro hoje e, pra quem lê Hope, eu finalmente vou atualizar lá também haushaushzs

Bjooos 💋❤


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