História Friends || L.T (HIATUS) - Capítulo 80


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Louis Tomlinson
Tags Álcool, Amizade, Amor, Ciume, Clichê, Comedia, Conflitos, Drama, Drogas, Fanfic, Ira, Louis, Louis Tomlinson, Mentiras, Obsessão, Possessividade, Romance, Tomlinson
Visualizações 68
Palavras 3.466
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu simplesmente amei essa imagem 💞🐹

Capítulo 80 - 80 - Corte


Fanfic / Fanfiction Friends || L.T (HIATUS) - Capítulo 80 - 80 - Corte

Tivemos mais uma folga na segunda-feira, e aproveitei para limpar a casa. Jane ajudou pondo para lavar todas as nossas roupas sujas, incluindo as de Tiago e as de Taylor. 

 Não me senti bem depois de acordar. Primeiro porque tivera um pesadelo. Ele era bem nítido na minha cabeça, mesmo após minutos ao acordar. Eu sonhara com o acidente do Sr. Wells, mas, ao invés do corpo dele sob o carro, o que eu via era bem pior. O corpo de Taylor coberto de sangue. 

 Não consegui dormir depois daquilo e precisei ficar olhando para ela durante um tempo, até que tivesse certeza de que estava tudo bem. 

 E em segundo, não me senti bem porque acabei me queimando enquanto fazia o café-da-manhã. Minha mão ardia e, na maior parte do tempo, precisei ficar com ela dentro de um copo grande com água fria, a fim de não sentir dor. 

Depois disso foi difícil limpar o chão com a mão vermelha e ardendo.

— Já pus as roupas na secadora — ouvi a voz de Jane vir da cozinha. — Vou dar uma caminhada, OK?      

— Tudo bem, tome cuidado — gritei de volta. 

 Eram as suas caminhadas diárias que o Dr. Wilkins  recomendara. 

Continuei limpando a cerâmica do banheiro de visitas e demorei um bom tempo ali, tentando me manter ocupado. 

 Assim que terminei, ouvi o barulho da porta da frente se fechando. 

Franzi o cenho e fiquei confuso, pensando se Jan poderia ter esquecido alguma coisa.      

— Jane? — perguntei, indo para a sala de estar. 

Não havia ninguém ali. Olhei pela janela e vi apenas as flores balançando na direção do vento. 

 Franzi o cenho novamente e olhei para a escada. 

 Será

Primeiro pensei em Marly, achando que ela poderia ter entrado em casa sem avisar nada, mas então achei melhor não tirar conclusões precipitadas e corri em direção ao quarto de Taylor. 

 Não a encontrei na sua posição habitual. Rapidamente fiquei alarmado. 

Não era um bom sinal e não consegui evitar os pensamentos negativos. 

 Ela havia saído mesmo? 

Desci as escadas, passei pela porta da frente, pelo jardim e pela grade que ficava aberta, até chegar à rua, desejando que Taylor já não estivesse longe. 

 Olhei para a esquerda e vi apenas a rua deserta e silenciosa. Olhei para a direita e a silhueta da pessoa que eu queria ver se afastava rapidamente, de pijama.      

— EI! — gritei e corri atrás dela. É claro que não imaginei coisas boas por Taylor finalmente ter saído de casa por conta própria. — Taylor! 

Me aproximei mais, mas ela dobrou na esquina. Parecia desorientada.      

— Espere — mandei e finalmente consegui chegar perto o suficiente para segurar o seu braço.      

— Me solte, Louis! — exclamou ela, tentando se livrar do meu aperto.      

— O que foi? — perguntei, desconcertado.      

— Não consigo ficar sentada naquela cama — choramingou ela e então se soltou e começou a andar novamente. Porém, parou subitamente e se segurou na parede de uma loja que havia ali. 

 Fui até ela rapidamente e segurei o seu corpo antes que batesse com o traseiro no chão.      

— Por que não? — perguntei, envolvendo a sua cintura.      

— Estou com vontade de vomitar — disse ela, apoiando-se com os braços envolta do meu pescoço.      

— Venha, vamos voltar. — Aquilo com certeza era por conta dos efeitos colaterais do Rivotril. Tive medo de que ela passasse a sair sem que eu soubesse por causa do mal-estar e a ansiedade.      

— Não, Louis — ela se manteve rígida no lugar e não quis andar —, não quero voltar para o quarto. Preciso respirar um pouco. — Fiquei surpreendido com o desejo dela e tive esperanças em relação ao remédio, mesmo que o Dr. Jimm tivesse informado que começaria a fazer o efeido certo apenas após dez ou quinze dias.      

— Ótimo, você precisa mesmo de ar fresco — eu disse, contente. — Hã... vou levar você para sair um pouco. 

Então ela deixou que eu a puxasse pela cintura. Taylor estava mole e parecia que desmaiaria a qualquer momento. 

 Voltamos para casa e a fiz tomar um banho, pôr um casaco, uma calça e o seu all star. 

 Ela não estava entusiasmada e muito menos relaxada. Na verdade era como se estivéssemos em guerra e ela tivesse atenta a qualquer coisa perigosa, como uma granada que pudesse ser jogada por ali mesmo.      

— Quero... quero ir a um lugar — comentou ela, enquanto saíamos e eu enviava uma mensagem para o celular de Jane.      

— Eu sei, vamos a um lugar — eu disse, abrindo a porta da BMW para ela.

— Não, você não está entendendo — ela falou, atordoada. — Que-quero ir onde papai ti-tinha nos levado. 

 Segui para o banco do motorista e fitei ela, na esperança de que eu tivesse ouvido errado.      

— Como é?      

— Por favor — implorou ela, como um sussurro.      

— Está falando do lugar onde foram pescar? — perguntei, ainda sem acreditar nos meus sentidos.    

Taylor assentiu lentamente e continuei observando-a. Era uma má ideia levá-la até lá, mas o que eu diria? Ela estava implorando e eu simplesmente não conseguiria lhe dizer não. 

 Assenti para mim mesmo, de mal com a vida, e dei a partida, indo pelas coordenadas do GPS. 

 […] 

Demorou quase meia hora para que eu encontrasse o lugar exato. 

 Saí do carro e observei de longe o lago entre as àrvores. O lugar era magnífico e a estação do ano apenas dava um toque extra de beleza.       

Respirei o ar fresco e puxei Taylor pela pequena trilha junto de uma placa de madeira que havia ali. 

Estávamos sozinhos, exceto pelas trutas que, às vezes, davam saltos no lago. Me senti incrivelmente relaxado e em paz. Olhei para Taylor e esta parecia sentir totalmente o contrário. Imaginei o que aquele lugar poderia significar para ela; lembrei das fotos que ela mesma havia enviado para Jane e eu. Tay estava tão feliz com o seu pai e seu irmão; dava para ver das fotos o brilho enorme de seus olhos; dava para perceber a sensação de liberdade que ela deveria ter sentido naquele dia; a felicidade ao estar com as pessoas que amava. 

 Era como se aquilo tivesse feito parte de outra vida. 

Senti ela soltar a minha mão e a vi se aproximar do lago; então pôs as mãos sobre a boca e chorou. 

 Chorou muito.

Era contraditório estar em um lugar lindo como aquele e se sentir desabando de um precipício, como ela poderia estar se sentindo. 

A minha sensação de paz logo foi embora e me juntei à garota. Sentamos no chão e eu simplesmente não soube o que dizer, apenas a abracei de lado, enquanto os minutos passavam e os seus soluços se misturavam com o canto ridiculamente bonito dos pássaros.

Haviam dois barcos ali e balançavam no rítimo lento da água clareada pela luz do sol.      

— Não faz... sentido — ela soluçou, observando o lago à nossa frente. — Ele não podia ter me deixado. Não podia! — Acariciei o seu ombro e apenas ouvi com atenção as suas palavras. Era bom que ela estivesse desabafando. — Ele estava tão feliz conosco... e eu havia prometido que... que iria lhe visitar todos os fi... finais de semana.

Então ela abraçou os joelhos e deixou se levar pelas lágrimas. 

Eu comecei a me sentir pior à cada instante. Era a Impotência flutuando sobre a água e acenando para mim. Ela também segurava uma placa escrito “Inútil”, com letras em neón. 

Não me deixei levar por aquilo e me encolhi mais ainda com a garota ao meu lado, totalmente frustrada com a vida.      

— Vai ficar tudo bem — eu disse, desejando estar certo. Taylor continuou chorando e a Sra. Impotência riu de mim, debochada. — Eu estou aqui para você — continuei, ignorando a senhora com a placa.      

— Você... não merece isso, Louis — disse Taylor, afastando-se aos poucos de mim.      

— Do que está falando? — perguntei, com medo de seus pensamentos.      

— Você não merece... passar por isso comigo — explicou ela. — Estou... sendo um peso para você, eu vejo o quanto estou o... preocupando.      

— Mas... mas que história é essa? — Àquele momento eu já estava apavorado, então forcei ela a olhar para mim.      

— Você não... pode perder o seu tempo... comigo, eu não quero isso. — Taylor tirou minhas mãos de seu rosto e se levantou, quase caindo. Precisei segurá-la.      

— Seja o que for que estiver pensando, eu não ligo — eu disse, sério. — Não venha dizer que é perda de tempo. Se estou aqui é porque você é importante para mim, porque tenho esperanças de que vá melhorar. — Voltei a forçar o seu olhar em mim. Era extremamente importante que ela entendesse aquilo.      

— Me desculpe... se não estou sendo o que você precisa — falou ela e parecia com medo de me tocar. Tive pavor daquilo e a sensação fora a pior de todas durante todo aquele tempo.

— Amor... — Fiquei desconcertado e perplexo com o seu modo de pensar, aliás, como eu faria para ela acreditar em mim? — Você é tudo o que preciso, não quero mais nada que não seja você — falei, desesperado. 

A vi apenas abaixar a cabeça e negar. 

Abracei o seu corpo como se nunca mais fosse soltá-la na vida. 

O desespero em meu peito começava a me envolver por completo. Ela não acreditava em mim, então como teria um pouco de progresso?      

— Acredite em tudo o que digo, por favor — implorei. 

Ela se soltou de mim e pôs uma das mãos na cabeça.      

— Eu... 

Fui rápido em segurá-la de novo. Taylor havia desmaiado mais uma vez.

— É difícil não se preocupar com você, Taylor Hampton — murmurei, mesmo sabendo que ela não ouvia. 

A levei no colo e voltei para o carro. Não havíamos ficado um tempo muito longo e dirigi o mais rápido possível até a sua casa. 

E ela acordou depois de dois minutos; não disse nada e ficou quieta no banco do carro, voltando ao seu estado desfocado. 

Tive vontade de mudar o assunto para algo menos importante; talvez perguntar sobre Marly. Mas pensei duas vezes. Se tivesse sido algo sério, Taylor já teria me contado. 

Antes de entrarmos, ouvi o som de risadas dentro de casa. Assim que passamos pela porta e demos dois passos, vi uma quantidade anormal de garotos nos sofás. Me senti estranhamente excluído. 

Eram Josh e Will, os amigos de Tiago, e – eu estava surpreso – Jack também estava ali, rindo como se sempre jogasse no Xbox com eles.     

Taylor não deu as caras para nem um deles e apenas seguiu seu caminho para o quarto no segundo andar. Acabou deixando um dos garotos que estava ali sem respostas para o cumprimento.      

— Ela não está se sentindo bem — falei para Josh, apenas gesticulando com a boca.      

— Porra, cara, olhe só aquilo! — Tiago berrou, sem tirar os olhos da TV. 

Eles jogavam um dos jogos que eu havia comprado de presente no décimo sexto anivérsario de Tiago.

Os outros rapidamente soltaram algumas exclamações e eu me senti confuso com o estado do irmão de Taylor. O fato de Bela ter ido embora não pareceu afetá-lo tanto. Não entendi nada, na verdade, pois ele usava a camisa que Jane lhe dera, escrito “Ela”.

— Você supera tudo bem rápido, hein? — eu disse, observando eles matarem centenas de soldados com tiros de metralhadora.    

Tiago me mandou um olhar rápido e voltou sua atenção para o jogo.      

— Está falando comigo? — perguntou ele.      

— É, estou sim — respondi, rindo sem vontade.      

— Bom — ele se ajeitou no sofá, ao lado de Jack —, não sei ao que está se referindo.      

— E você? — Dei um pequeno empurrão em Jack Mayson, o garoto que antes Jane mais odiara no mundo. — O que faz aqui? 

Ele fez o mesmo que Tiago: deu uma rápida olhada para mim e se ajeitou no sofá.      

— Vim falar com Jan — respondeu ele, cauteloso.      

— Estou vendo o seu interesse — debochei.      

— Ela estava ocupada, então resolvi esper... Ei! Para onde diabos está indo, cara?      

— Nossa missão é ir até a ponte, não está vendo? — Tiago disse, concentrado. 

Revirei os olhos e fui para a cozinha, onde Jane provavelmente estaria.      

— Quer ajuda? — perguntei, assim que a vi picando verduras em uma tábua.      

— Não precisa — ela me deu um sorriso sincero. — E então, como foi o passeio-mais-rápido-que-já-vi com Taylor? 

— Adivinhe — pedi, comendo algumas uvas que estavam por ali. 

— Ela finalmente melhorou, começou a rir ou percebeu que estamos do lado dela? — Jane perguntava tudo aquilo com uma esperança tão grande nos olhos, que simplesmente me senti incomodado em negar tudo. 

— O de sempre — eu disse, mal demais em pensar nela chorando.

— Bom — ela me olhou com tristeza —, pelo menos ela resolveu sair um pouco, não é?...

— É, eu acho que sim.

— Hã — Jan resolveu mudar de assunto e se esforçou para dar um outro sorriso —, por que não derrota Jack naquele jogo idiota? 

— O jogo é em grupo — falei, confuso com duas palavras.

— Mate-o mesmo assim. — Rapidamente retribuí o sorriso e demos um toque com as mãos. Voltei para a sala de estar, entrando na densa camada de testosterona que se concentrava nos sofás, e tentei esquecer um pouco a minha vida.

E, por incrível que pareça, consegui o que procurava: ri muito e relaxei de novo.

Como era de se esperar, após o término da bagunça, me senti culpado por estar me sentindo bem e acabei voltando ao meu estado deplorável

[…]

Todos almoçariam ali, inclusive Jack. Não me surpreendi com a quantidade de comida excessiva que Jan havia conseguido fazer sozinha.

— Vou chamar Taylor — avisei, enquanto todos se sentavam envolta da mesa cheia de comida.

Subi os degraus da escada e abri a porta do quarto de Tay, sem bater. Dessa vez ela não estava sentada em sua posição habitual. Fiquei até surpreso com aquilo, mas não deixei de achar ruim.

Ela observava o lado de fora de casa, perto da janela. Pelo menos ela deixara a luz do sol entrar, pensei, não menos aliviado.

— Tay? — a chamei, indo até onde ela estava. — Vamos descer? Jan já fez o almoço.

— Eu... eu não quero comer — disse ela, sem me olhar.

— Se não comer, sua tontura vai piorar e então vai acabar demaiando... de novo — acrescentei.

— Estou com náuseas e dor de cabeça — disse, no mesmo tom.

— Eu sei, meu amor — respirei fundo e ignorei a minha barriga roncando. — Isso é por causa do remédio. — Taylor provavelmente estava se sentindo bem pior do que antes e eu não me surpreenderia caso ela simplesmente parasse de tomar os comprimidos. — Mas você não pode ficar sem se alimentar.

Ela pareceu não ter ouvido o que eu disse, então precisei chamá-la novamente.

— Tudo bem — cedeu ela e deixou que eu a puxasse pela mão.

Quando chegamos na cozinha o silêncio pairou. Os repreendi com os olhos por causa daquilo. Era quase como se eles não tivessem coragem de rir na frente de Taylor. Mas achei aquilo errado, já que eles simplesmente não poderiam deixar de agir da maeira que queriam só por causa da presença dela.

— Podem continuar conversando — eu disse, sentando ao lado dela. — Não se incomodem.

Então Josh voltou a tagarelar, sendo obediente. Tentei não transparecer o quanto estava atento com qualquer atitude que viesse de Taylor e, ao mesmo tempo, fiquei prestando atenção no que todos diziam. Até Jane parecia mais relaxa e conversava com simplicidade. Não consegui evitar dar risadas em algumas partes das histórias que Will contava sobre os colegas da escola e sobre Tiago – ele era bom em ser descontraído.

Jack sentava do lado oposto, entre Jane e Will, e jurei tê-lo visto dar alguns olhares para Jan.

Estranhei aquilo.

— Quero que vá até a minha casa no sábado — disse ele, depois que todos já tínhamos terminado tudo e nos enchíamos com sorvete de morango. Eu havia comprado dois potes médios no dia em que vira Marly no supermercado, e fiquei contente com aquilo. Taylor não havia comido quase nada no almoço, mas se deu melhor com o sorvete.

— Por quê? — perguntei a ele antes que Jan dissesse alguma coisa.

— Hã... meus pais querem conhecê-la — respondeu ele, voltando a ser cauteloso.

Vi Jan corar e quase se engasgou com o sorvete.

Estranhei mais ainda aquilo.

— Por quê? — voltei a perguntar, igualmente cauteloso.

— Hã... não sei — respondeu ele, na defensiva. — Acho que pelo fato de ela estar grávida de mim, sabe?

Josh, Will e Jan pareceram engasgar na mesa.

— Você está grávida?! — Josh perguntou, pasmo.

— Hã... — Jane corou ainda mais e quase foi para debaixo da mesa.

— Ora, você está meio atrasado, não está? — Jack disse, irritado com o exagero de todos.

— Não sabíamos — Will interveio, envergonhado.

— Bom, agora já sabem.

— E vão ficar calados — entrei na conversa, olhando para os dois amigos de Tiago. — Nada de falar sobre isso por aí.

— E por que todo esse sigilo? — Jack quis saber, ainda irritado.

— Não é você que vai ser alvo dos outros, sendo tachado de irresponsável e vagabundo, não é? — eu disse, sarcástico.

— Não estou entendendo.

— É tudo muito simples, seu idiota, você...

— Louis, não fale nisso agora, por favor — Jane me interrompeu, tensa.

— É — Tiago concordou, levantando-se. — Vamos matar os alemães.

Will e Josh também concordaram e seguiram Tiago para a sala de estar. Jack levantou, deu uma olhada para Jane e depois para mim. Não evitei em tentar lhe matar com os olhos.

Então ele saiu dali, murmurando coisas que não fui capaz de entender. Não consegui ter a certeza se ele tinha ido embora ou apenas se juntado aos garotos no jogo.

— Vou lavar isso — Jane falou rapidamente, levantando e pegando as louças sujas que estavam ali.

— Hã... deixe que eu faço isso — ouvi a voz de Taylor ao meu lado e logo fiquei tenso.

— Bom, você pode... hã... pode me ajudar — Jane disse, também com a mesma tensão. Taylor não percebeu o nosso compartilhar de tensões e levantou-se, indo para perto da pia, a fim de esperar Jan lavar as louças para secá-las.

— Tudo bem — concordou Tay, com a sua voz monótona.

Resolvi fingir que estava mexendo no meu celular e fiquei de olho nela, pronto para salvá-la de qualquer objeto ameaçador.

Quase li os pensamentos de Jane, de que não passaria facas nem nada que fosse capaz de machucar a sua melhor amiga.

É claro que o que eu temi acabou acontecendo. Taylor mau havia terminado de secar o copo e já o tinha estraçalhado no chão, sem querer.

Jan deu um gritinho agudo devido ao susto e me levantei da cadeira.

— Tudo bem, deixe que... — Antes que eu terminasse, Taylor já havia se agachado e tentado pegar os cacos de vidro, desculpando-se o tempo todo. Obviamente, ela acabou se cortando. — Ah, Taylor. — Suspirei, decepcionado, e a puxei para perto da pia, a fim de lavar o sangue que já começava a sair da palma de sua mão.

— Não precisa fazer isso, eu dou conta de tudo sozinha — Jane tentou falar com descontração, mas sua voz saiu trêmula.

— Nossa... olhe só como ficou isto — murmurei, observando o corte. Peguei lenços de papel no armário e pressionei o lugar na palma de sua mão. — Vamos, vou pôr um gaze nisto. Passamos pelos garotos sorridentes e alegres, e então seguimos para o banheiro de visitas.

— Vocês estão irritados comigo, não estão? — perguntou ela e quase não a ouvi. 

A pus sentada no vaso sanitário e procurei o gaze e uma pomada no pequeno armário pregado na parede.

— É claro que não — respondi, sincero.

Me agachei ao seu lado e passei a limpar o corte com algodão; depois pus a pomada e o envolvi com o gaze. Fiquei com medo de que não cicatrizasse rápido pelo fato de ela estar doente, mas resolvi não me preocupar à toa e não deixei de perceber o quão paranóico eu estava ficando.

O medo de tudo fazia parte de mim agora.

Eu sempre reclamara disto com Taylor, pois ela era quem se enchia de paranóias. E ali estava eu: sendo algo que eu não conseguia tolerar facilmente.

Fitei-a por alguns segundos e, de alguma maneira, consegui barrar os pensamentos obscuros.

— Eu amo você, não esqueça disso — a lembrei.

Então lhe acompanhei até o quarto no segundo andar, nós dois em silêncio. Não fiquei com ela, pois sabia que o que ela queria era isso: ficar sozinha, remoendo o passado.  


Notas Finais


Ces acham que a Taylor vai sair dessa logo ou ela vai acabar fazendo alguma merda? 🌝

P.s.: próximo POV vai ser dela, eu acho.


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