História Friends? (Scorbus) - Capítulo 11


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Palavras 2.144
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Fantasia, Fluffy, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá meus chuchus, aqui está um pouquinho de drama e Scorpius se fodendo um pouco novamente. Ele sofre um pouco na minha mão, tadinho.

Capítulo 11 - Socos


Fanfic / Fanfiction Friends? (Scorbus) - Capítulo 11 - Socos

Scorpius Malfoy

Duas semanas depois de todo o incidente na Sala Precisa, Draco Malfoy ainda ligava pro seu filho todo santo dia perguntando se ele estava bem, era um pouco irritante e Alvo ria da cara de Scorpius toda vez que a diretora McGonagall dizia que o pai dele estava ligando. Os dois continuavam sendo namoradinhos escondidos, eles gostavam de esperar até umas 3 da manhã pra poderem ficar se beijando no salão comunal sem serem incomodados. Mas com o tempo, ficar escondido começou a incomodar Scorpius.

— Bom dia. —Scorpius disse sorrindo quando viu Alvo na sala comunal, foi até ele e passou a mão pelos seus cabelos.

— Bom dia. —Alvo disse meio seco, tirando a mão do Malfoy dos cabelos rapidamente.

— Tá bom... —Scorpius sentou no sofá e suspirou, geralmente era ele que tinha medo de alguém descobrir, mas agora que o jogo tinha virado... era extremamente chato e doloroso.

— Será que seu pai vai ligar hoje? —Alvo perguntou tentando mudar a situação.

— Não sei, tomara que não. Acho que 2 semanas já é um bom tempo para se recuperar de um corte, pena que ele não sabe disso.

— Filhinho de papai. —Alvo riu, Scorpius jogou uma almofada na cara dele 3 segundos depois. Os dois continuaram conversando sobre o que iriam fazer naquele fim de semana, Scorpius sugeriu que eles fossem até a Sala Precisa praticar feitiços, eles faziam aquilo regularmente depois de tudo que passaram. Alvo concordou, mas depois teriam que jogar xadrez de bruxo valendo um sapo de chocolate. Polly Chapman tinha acabado de entrar no salão comunal, sentando numa poltrona perto de Scorpius e Alvo.

— Bom dia. —Ela disse olhando para a lareira.

— Bom dia. —Scorpius disse achando estranho, parecia que ela só sabia falar essa frase.

— A diretora McGonagall está chamando você no escritório dela, Malfoy, é algo a ver com o seu pai. —Polly disse mexendo em uma mecha de seu cabelo preto encaracolado.

— Ah meu deus, eu não acredito nisso. —Scorpius levantou bufando, não demorou muito pra Alvo começar a rir do seu amigo e se levantar para acompanhá-lo. — Não precisa não, vai ser rápido. Pode ficar aí, eu volto já. —Scorpius saiu das masmorras e foi em direção ao sétimo andar. Era exaustivo subir todas aquelas escadas, Scorpius passou pelo quadro da mulher gorda, que guardava o salão comunal da Grifinória e continuou seu caminho até o escritório da diretora, sendo interrompido por um grifinório que Scorpius nunca tinha visto antes.

— Aí, Malfoy, pra que a pressa? —O menino disse seguindo Scorpius, então o Malfoy parou, se virando para o menino.

— O que você quer? —Ele já esperava piadinhas sobre Azkaban, elas se tornaram bem comum já que a escola inteira acreditava que Scorpius tinha matado Bartô.

— Eu queria dizer que é melhor você ser mais discreto.

— Mais discreto com o que?

— Seu namoro com o Potter, é nojento, ninguém precisa saber disso.

— Eu não sei do que você está falando. —Scorpius voltou a andar nervoso, se Alvo descobrisse que alguém já tinha notado, ele enlouqueceria.

— Volte aqui. —O grifinório puxou Scorpius pelo suéter com violência, o empurrando contra a parede. — Você é uma desgraça pra essa escola, Malfoy, já não basta ser um assassino e agora é viado? Só podia ser Sonserina mesmo.

— Se não tem nada de novo pra me dizer eu vou embora, obrigado. —Scorpius tentou sair, mas o menino deu um soco forte em seu rosto, fazendo-o ficar um pouco tonto. Não tinha ninguém passando pelo corredor no momento, o que dava toda liberdade para o grifinório atacar Scorpius o quanto quisesse, já que ele não era nem um pouco bom em brigas físicas. O menino dava socos no estômago de Scorpius, acertando um bem em cima de sua cicatriz.

— Me escute bem, Malfoy. —Ele segurava Scorpius pela gola de seu suéter. — Eu não quero mais ter que ver você e Alvo Potter de risadinhas pelos corredores, entendeu? É nojento, eu tenho vontade de vomitar vendo vocês dois.

— Eu... —Scorpius tentava falar, mas sentia sua boca cheia de sangue.

— Você o que? O que tem a dizer sobre isso?

— Eu quero é que você se foda. —O menino deu um soco tão forte em Scorpius que o fez cair no chão, finalizando com uma série de chutes no estômago dele.

— Isso é pra você aprender a não ficar de gracinha, seu viado nojento. —Antes de ir embora, o grifinório pegou a varinha do Malfoy no bolso do suéter e quebrou no meio com muito esforço. Deixando um Scorpius caído no chão com uma varinha caríssima quebrada. Ele não conseguiu se levantar de imediato, sua barriga doía bastante e ele sentia seu rosto inteiro dormente, quando estava começando a juntar forças para levantar, ouviu passos em sua direção.

— Malfoy? —Ouviu a voz do irmão mais velho de Alvo, James.

— Oi. —Scorpius tossiu e só saía sangue de sua boca.

— Caralho, o que foi que aconteceu com você? Quem fez isso? —James o ajudou a levantar.

— Eu não sei, nunca vi na vida.

— De que casa?

— Da sua.

— Pra onde ele foi?

— Pra lá. —Scorpius apontou a direção onde seu agressor tinha ido.

— Me espere aqui. —James foi na direção que Scorpius tinha apontado. Scorpius respirava com dificuldade, ele não sabia o que era pior: seu pai ter mais motivo para se preocupar, sua varinha estar quebrada ou ter levado uma surra porque um cara não gostava de vê-lo rindo com Alvo. Minutos depois, James ainda não tinha voltado e Scorpius não tinha saído do lugar, então viu Rose se aproximando e assim que a menina viu o estado do Malfoy, saiu correndo em direção a ele.

— Meu deus, o que aconteceu com você?! —Ela disse tentando limpar um pouco do sangue do rosto de Scorpius.

— Um idiota me bateu.

— Por quê?

— Ele disse que eu era um assassino viado nojento.

— O que? —Rose olhava para seu amigo com o coração partido, ela ainda não tinha parado pra pensar em como o mundo iria aceitar Scorpius e Alvo juntos. Antes que Scorpius pudesse respondê-la, James voltou arrastando o cara que bateu em Scorpius pelas roupas.

— Foi esse aqui por acaso? —James perguntou. Scorpius olhou pra a cara do menino que estava com raiva por não conseguir se soltar de James. Ele se perguntou se valia a pena confirmar e James bater nele, ou se ele simplesmente ignorava e deixava o menino idiota seguir com sua vida.

— Foi. —Decidiu que ele deveria pagar pelo que fez, não importa se fosse só um soco.

— Vamos, Prewett, você vai aprender a não bater nos seus coleguinhas. —James o arrastou até a sala comunal da Grifinória, mas o menino não foi sem antes xingar Scorpius de mil coisas enquanto era arrastado.

— Que ridículo, eu nunca gostei dele. —Rose disse pegando a varinha quebrada de Scorpius do chão. — Acho que não dá pra consertar isso aqui...

— É, eu vou ter que comprar outra. —Scorpius passou a mão atrás de sua cabeça, estava doendo bastante por ter caído no chão.

— Scorpius! —Rose e Scorpius se viraram para Alvo que tinha acabado de chegar no local e não estava entendendo nada, ele estava com uma expressão aterrorizada por ver seu amigo todo acabado. — Quem fez isso com você? —Alvo disse tocando no rosto ferido de Scorpius, que olhava pra baixo.

— Prewett. —Rose respondeu por Scorpius. — Seu irmão está dando um jeito nele.

— Prewett? Mas que filho da puta. —Alvo passou algum tempo xingando o menino indignado. — Eu não acredito que ele fez isso com você, Scorpius, por que caralhos ele faria isso? Eu não sabia que vocês eram brigados.

— Não erámos, até ele decidir que se incomoda de me ver rindo com você pela escola. Disse que era nojento.

— O que? Isso é ridículo. —Alvo disse com uma pontada de medo do menino espalhar pra a escola inteira que ele e Scorpius tinham uma coisa a mais. Ele nunca sentiu tanto medo de se assumir quanto naquele momento.

— É, eu preciso falar com meu pai. Ele deve estar achando que eu morri por não ter ligado até agora. —Scorpius se desencostou da parede, pronto para finalmente ir ao escritório da diretora, quando viu James saindo da sua sala comunal.

— Ele não vai mais te incomodar, Scorpius. —Ele disse com um olhar gentil.

— Obrigado, Potter.

— Mas o que foi que aconteceu? Por que ele disse que você é nojento?

— Ele acha que Alvo e eu somos namorados. —Scorpius não pensou antes de dizer, Alvo olhou pra ele com medo por ele ter falado isso logo pro seu irmão.

— Ah... que ideia, né? —James disse de um jeito meio irônico. — Mas e aí? É ou não é?

— Não, seria nojento. —Scorpius disse dando as costas ao grupo de primos e se dirigindo até a sala de McGonagall. Ele iria ouvir um monte de Alvo depois, mas não estava nem aí, tinha problemas maiores para resolver. Chegando na sala da diretora, Minerva o olhou assustada, ele realmente deveria estar com uma aparência de quem lutou numa guerra.

— O que aconteceu, Malfoy? —Ela falou se aproximando dele, o analisando de perto.

— Nada, diretora, posso ligar pro meu pai?

— Não antes de me dizer o que aconteceu.

— Não foi nada. —Scorpius bufou, já tinha contado a mesma história 3 vezes em menos de 15 minutos. — Um menino da Grifinória não foi com a minha cara e me bateu, só isso.

— Não foi com a sua cara?

— É, disse que eu deveria ir pra Azkaban porque sou um assassino. Posso ligar pro meu pai?

— Quem foi o menino? Não admitirei esse tipo de comportamento na minha escola!

— Prewett, não sei o primeiro nome. Posso ligar para...

— Pode, Malfoy, fique à vontade.

— Obrigado. —Scorpius foi até o telefone e digitou o número de seu pai, que tinha até já decorado de tantas vezes que precisou digitá-lo.

— Scorpius? Você demorou muito pra me retornar, aconteceu alguma coisa? Está com alguma dor?

— Não, pai, eu estou bem. Eu queria que parasse de se preocupar tanto assim, foi só um corte.

— Você não entende de feridas mágicas, podia ser mais que um corte.

— Ok, pai, me desculpe. Eu tenho um pedido a fazer.

— Faça.

— Preciso de uma varinha nova, a minha quebrou.

— Como assim quebrou?

— Eu fui fazer um feitiço, não fiz direito, aí ela quebrou.

— Tudo bem então... —Draco disse não acreditando na história. — No feriado vamos comprar juntos.

— Obrigado.

— Quer falar mais alguma coisa comigo?

— Não, obrigado.

— Nada mesmo? Sabe que pode me falar qualquer coisa, não sabe?

— Sei, pai, eu não tenho nada pra contar.

— Então tudo bem, até mais.

— Até. —Scorpius desligou o telefone, agradeceu a diretora e saiu de lá. Voltando ao salão comunal da Sonserina com Alvo, nenhum dos dois falou durante o caminho. Alvo se sentia extremamente culpado, ele sabia que estava magoando Scorpius ao escolher não contar pra ninguém sobre a relação dos dois. Ao chegar no salão, os dois subiram até o dormitório, que estava vazio. Era o momento perfeito para os dois conversarem.

— Scorpius, quer conversar?

— Não, eu só quero descansar. —O Malfoy disse se jogando na cama.

— Eu quero conversar. —Alvo sentou no pé da cama de Scorpius. — Foi mal, eu sei que você está ficando magoado porque eu quero manter segredo, mas era exatamente disso que aconteceu com você que eu tenho medo. Eu não quero nos expor, eu não quero que a gente passe por isso.

— Bem, já estamos passando por isso, não é? Pelo menos eu estou.

— Eu sei, me desculpe. Mas pense, se nos assumíssemos o assédio iria ser bem maior, Scorpius, eu só quero que você me entenda.

— Eu entendo, só que às vezes você parece ter vergonha de mim.

— O que? Claro que não!

— Você não quis contar nem pro seu irmão, tá mais do que na cara que ele não liga nem um pouco, mas mesmo assim você não quer contar.

— Eu não quero contar pra ele porque ele pode contar pro meu pai, Scorpius, e se isso acontecer eu estou fodido.

— Ele não iria contar pro seu pai, ele não é burro.

— Mas e se?

— Alvo, por favor, me deixa um pouco sozinho. Eu preciso descansar depois de levar uma surra dessas.

— Não posso ficar te olhando?

— Poder, pode. Mas seria macabro.

— Eu não ligo, gosto de te ver dormindo.

— Cada doido com sua mania, né? —Scorpius disse passando a mão no rosto, sentindo um corte que tinha acabado de ganhar.

— Eu sinto muito por isso, de novo.

— Não foi culpa sua, você não podia fazer nada.

— Eu podia ter espancado ele.

— Uau, e você é o lutador profissional agora?

— Eu sou melhor lutando com minhas mãos do que com uma varinha.

— Disso eu não duvido. —Scorpius riu e Alvo revirou os olhos. — Agora é sério, me deixa dormir.

— Ok, vou deixar. —Alvo deu um beijo na testa de Scorpius. — Até mais tarde.

— Até. —Scorpius sorriu, então Alvo saiu do dormitório.


Notas Finais


E aí? Será que Scorpius conseguirá passar um mês sem um corte novo no corpo? Draco desaprova isso, e vai processar.


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