História Friends? (Scorbus) - Capítulo 57


Escrita por: ~

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Palavras 5.540
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Ecchi, Escolar, Fantasia, Fluffy, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom feriado, mores.
Na fotinha é o Avery, beijos.

Capítulo 57 - Jornais e Três Vassouras


Fanfic / Fanfiction Friends? (Scorbus) - Capítulo 57 - Jornais e Três Vassouras

Lily Potter

 

Depois do jogo humilhante da Grifinória, Lily saiu das arquibancadas junto com sua mãe e as duas foram até o estádio porque Gina queria falar com James, porém Lily falava com seu irmão todo santo dia e resolver esperar a mãe do lado de fora.

 

Depois de alguns minutos, Gina apareceu e as duas foram andar pelos jardins de Hogwarts.

 

— Seu aniversário é daqui a 2 dias, o que vai querer? —Gina perguntou para Lily que sorriu em resposta.

— Pensei que tinham esquecido do meu aniversário.

— Claro que não, é que queríamos fazer uma surpresa… mas como seu pai teve que vir pra cá então deixa a surpresa pra outro ano.

— Eu quero uma câmera.

— Por que uma câmera? Temos milhares em casa.

— Eu entrei pro jornal da escola e vou precisar de uma.

— Jornal da escola? Tem isso agora?

— Tem, e eu sou a editora-chefe. —Lily disse com um sorriso orgulhoso.

— Awn, que orgulho da minha menininha! —Gina apertou as bochechas de Lily e depois deixou um beijo na direita, marcando-a com o batom vermelho que usava.

— Você me marcou de batom?

— Sim, mas ficou bonito.

— Ai, mãe, que brega. —Lily bufou, ela até passaria a mão pra tirar mas só iria piorar a situação.

— Deixa de frescura, aposto que você deixa marca em vários menininhos por aqui.

— Eu não.

— Menininhas então?

— Não deixo marca em ninguém, todo mundo é idiota!

— Ih… você tá na fase revoltada?

— Não! Mãe, todos os meninos são podres!

— Eu sei disso.

— Eu ouvi um menino da minha sala dizendo que vai no banheiro e não lava as mãos!

— Eca.

— Eu não tenho condições de namorar com uma pessoa se ela nem lava as mãos depois que usa o banheiro!

— É verdade, mas veja só… pelo que eu pude observar os meninos estão mil vezes mais bonitos agora do que na minha época. Não sei o que essas crianças estão tomando pra crescerem tão rápido mas estão de parabéns, você tem um leque de opções.

— Os meninos bonitos são do 6 e 7 ano e eles não vão querer nada comigo porque eu sou uma pirralha.

— Desistiu do menino Yaxley?

— Desisti, ele é um grosso e além do mais ele está namorando agora.

— Ah… entendo, ele é muito bonito.

— É mesmo, não é? Que inferno, eu queria que os meninos da minha idade fossem bonitos assim.

— As pessoas começam a ficar bonitas a partir dos 16 anos, experiência própria.

— Então ainda vai demorar um pouco pra mim, né?

— Claro que não, você faz parte do seleto grupo de pessoas que nasceram lindas e vão morrer lindas.

— É seu papel de mãe dizer isso.

— Também, mas juro que não estou mentindo! Talvez eu tenha mentido daquela vez que você fez aquela maquiagem horrível e perguntou minha opinião, mas é só porque eu não quis te magoar.

— Por isso o papai ficou rindo de mim… vocês são podres!

— Eu ri depois que você saiu.

— Piores pais do mundo todo!

— Me fale sobre a vida dos seus irmãos, é a hora da fofoca.

— Eu não sou fofoqueira.

— Se é editora-chefe de um jornal, é fofoqueira.

— Tá certo, eu sou mesmo. Ok, vamos começar pelo Al: ele e o Scorpius andam meio esquisitos ultimamente, não sei se é seguro dizer que eles vão terminar, então continuarei observando. Outra coisa: eu tenho visto ele na biblioteca o tempo inteiro, mas me certifiquei que não tem pornografia lá, então eu realmente não sei o que ele anda fazendo por lá.

— Estudando, talvez?

— Ah claro. —Lily riu. — Agora o James: ele não anda mais grudado com o Ryan e os outros dois patetas, de vez em quando eu o vejo sentando com os amigos do Al e em especial o Yaxley. Ele tem andando com ele, não conte ao papai, mas é o que eu tenho visto.

— Seu pai teria um infarto.

— Acho que teria 2, mas o que a senhora acha?

— Acho que ele tem direito de sair com quem ele quiser, desde que esse menino não seja um demônio em pessoa por mim tudo bem. Aliás, quantos anos ele tem?

— 18.

— Aleluia, então eu posso dizer isso sem ser presa: se ele quiser levá-lo lá pra casa eu não irei reclamar de ficar admirando.

— Mãe! Que nojo!

— Que nojo o quê? Te enxerga, eu não vou mentir não!

— Eu não quero saber se você acha o Yaxley bonito ou não!

— Pois eu acho ele lindo.

— Ninguém perguntou! Vou contar ao papai!

— Vai lá, ele não vai acreditar em você mesmo.

— Vai sim! Ele me ama e eu sou a caçula!

— Eu sou a esposa dele.

— Af! —Lily bufou e cruzou os braços. — Podemos mudar de assunto?

— Claro, vamos mudar de assunto… você já beijou alguém?

— Vamos mudar de assunto de novo?

— Não, né? Que fofa!

— Fofa nada! Sou ridícula, todas as minhas amigas já fizeram tudo e eu nem dei um selinho.

— É melhor fazer porque você quer do que porque se sente pressionada.

— Eu sei, por isso não fiz nada… ainda não achei nenhum menino que me agradasse nessa porcaria de escola.

— Eu achei um em 30 minutos, você está olhando nos lugares errados.

— Em minha defesa eu achei o Yaxley há muito tempo, ok? Mas ele nunca iria me querer porque eu sou nova demais pra ele. Então preciso arranjar um menino bonito, que lave as mãos depois de ir ao banheiro e que não seja tão mais velho que eu.

— Que missão, hein?

— Pois é… mas tenho fé que um dia eu consigo.

— O Ryan é gatinho, já pensou?

— Ele é, porém ele é um babaca.

— É, ele parece ser mesmo.

 

O time de quadribol da Sonserina passou pelos jardins para voltar para o castelo, Lily achava aquelas jaquetas da Sonserina maravilhosas. Ela se apaixonou a partir do momento que viu James usando a de Yaxley.

 

“Por que ele estava usando a jaqueta do Yaxley? Nunca parei pra pensar nisso, que esquisito.”

 

Todas as jaquetas eram iguais, pretas, com a inicial do jogador e seu sobrenome. A única diferente era de Yaxley que embaixo dizia “Team Captain” e era um pouquinho mais chique. Lily quis jogar quadribol só pra receber uma jaqueta dessas, mas a da Grifinória era meio feia então ela desistiu logo do plano.

 

— Eles têm jaquetas de time agora? Por que não tinha isso na minha época? Que ódio! —Gina disse emburrada.

— A da Grifinória não é tão legal quanto a da Sonserina, então só ia ser frustrante pra senhora.

 

Um dos jogadores da Sonserina deu meia volta e começou a andar no sentido contrário aos outros, indo em direção ao jardim, indo em direção a… Lily?

 

— Oi. —Thomas Avery disse passando a mão nos cabelos negros tentando tirá-los do rosto. — Sou Avery e você é… Lily Potter, não é?

 

Lily perdeu a fala pois estava ocupada demais analisando o rosto do menino Avery. Gina fingiu uma tosse.

 

— Ah, foi mal, que falta de educação a minha. —Avery se virou para Gina. — Boa tarde, senhora Potter.

— Boa tarde, foi você que se jogou da vassoura hoje?

— Foi sim.

— Foi estúpido da sua parte, estúpido porém incrível.

— Obrigado. —Ele sorriu parecendo cansado, pois sua respiração estava bem forte. — Então… eu quero entrar no jornal, como faço?

 

Lily continuou calada, e então Gina deu um peteleco em seu braço que doeu tanto que a menina saiu de seu transe.

 

— Oi, meu nome é Lily. —Lily disse quase no automático, fazendo Avery ficar confuso.

— …oi, eu sei o seu nome.

— Ah, certo! Você quer saber do jornal, não é? Vá lá amanhã de tarde, fica no segundo andar.

— Ok, quando eu chegar lá procuro por você?

— Pode ser.

— Caso eu consiga entrar… não atrapalharia meu quadribol, não é?

— Não, você pode ir no clube quando você quiser, contanto que entregue sua parte no prazo combinado.

— Ah, beleza então. —Ele sorriu. — Te vejo amanhã, eu juro que vou lavar o cabelo e ele não vai ficar caindo na minha cara. —Avery passou a mão nos cabelos novamente porque eles estavam na frente de seus olhos. — Tchau. —Ele disse correndo até o castelo.

— Ele é gato, se eu fosse você eu pegava. —Gina disse.

— Ele é 6 ano, nunca vai me querer.

— Se joga, se ele não quiser ele só vai dizer “não” e pronto.

— Argh, eu não quero levar um fora!

— Lily… se eu tivesse sua idade eu já teria passado o rodo em todos os meninos dessa escola.

— O papai amaria saber disso.

— Eu já passava o rodo quando ele estudava comigo, não vai ser novidade.

— Como é que se passa o rodo?

— Primeiro solta esse cabelo pelo amor de Deus, eu não te criei pra andar por aí de coque pra cima e pra baixo. —Lily soltou o cabelo com relutância. — Tá vendo? Muito melhor, agora é só jogar o cabelo na cara dos outros.

— Bela dica.

— Eu sei! —Gina sorriu. — Comigo funcionou.

 

Harry apareceu logo atrás de Gina e abraçou, beijando sua bochecha. Lily achou fofo.

 

— Boa tarde, como vão as mulheres da minha vida?

— Falando sobre homens. —Gina disse. — E como eles são nojentos.

— Eu não sou nojento! Eu lavo a mão quando saio do banheiro

— Porque eu te mandei fazer isso várias vezes.

— Mentira sua, eu sempre fiz. Mas veja só, Lily, só o papai não é nojento, entendeu? Todos os outros homens são, então fique bem longe dos germes deles.

— Lily tem um namoradinho. —Gina disse fazendo Harry ficar horrorizado e Lily corar de raiva. — Marcaram um encontro na minha frente.

— O quê?? Quem é esse menino, Lily?! Quantos anos ele tem? De que casa ele é? Não me diga que é comensal da morte também, pelo amor de Deus! —Harry perguntou com os braços cruzados.

— Ela tá mentindo! Eu não tenho namorado!

— Avery, Harry, o menino que se jogou da vassoura hoje.

— ELE NÃO É MEU NAMORADO! EU SÓ FALEI COM ELE UMA VEZ!

— Mentira dela! Se beijaram e tudo mais! —Gina disse, fazendo Lily ficar mais vermelha.

— Mãe! Para de mentir!

— Avery… Avery… será que isso é sobrenome de comensal? Vindo da Sonserina deve ser. —Harry disse pensativo.

— Eu vou embora! Fiquem aí sozinhos!

 

Lily saiu correndo com raiva e ainda podia ouvir a risada de sua mãe atrás de si.


 

Alvo Potter

 

Alvo estava chateado, bastante chateado. Scorpius não demonstrou o mínimo de consideração por ele e aquilo foi o mesmo que um tiro.

 

Ele estava deitado no sofá do Salão Comunal olhando para as paredes verdes imaginando se Scorpius teria o bom senso de pelo menos pedir desculpas.

 

“Do jeito que ele é orgulhoso e sempre acha que está certo… acho difícil, claro que eu vou ter que me desculpar mesmo se eu estou certo. É sempre assim.”

 

Até a fome de Alvo passou, o que era extremamente raro. Eram 17h50 e o jantar provavelmente estava sendo servido naquele exato momento, mas Al não tinha forças para ir até o Salão Principal comer, então decidiu que ficaria ali até a hora de dormir.

 

Ele fechou os olhos para tirar um cochilo, mas ouviu a passagem se abrindo e se perguntou se era Scorpius ou não. O que aconteceu depois tirou suas dúvidas.

 

— Eu não fiz nada! —A voz de Scorpius encheu a sala. — Eu juro! Eu só estava na biblioteca!

 

Alvo resolveu ficar calado, ele não queria brigar.

 

— Al! Fala comigo! —Scorpius então ficou ajoelhado na frente do sofá onde Al estava deitado. — Eu não quero que fique com raiva de mim, eu só… eu só fui procurar sobre aquela lenda.

— Custava me avisar? Ou sei lá… me chamar pra ir com você? Precisava mentir pra mim e me deixar preocupado? Precisava me deixar sozinho dizendo que ia voltar logo mas nunca voltar?

— Mas eu pensei que voltaria logo!

— Mas não voltou! E você mentiu pra mim, mentiu por uma besteira!

— Não é uma besteira!

— Iria doer se você dissesse “Al, eu vou até a biblioteca, ok? Quero ficar sozinho”? Você podia ter dito isso ao invés de ter mentido!

— Você iria ficar magoado!

— Eu estou magoado agora! Por que você nunca enxerga o meu lado?

— Você nunca enxerga o meu!

— Eu enxergo sim! Sempre! Eu sempre peço desculpas pra nós dois, eu sempre cedo, eu sempre faço tudo por você! Mas você não faz nada por mim, parece que eu carrego esse relacionamento nas costas.

— Que mentira! Eu sempre faço coisas por nós!

— Tipo o quê?

— Tipo quando eu… quando eu… —Scorpius não sabia o que dizer.

— Sim?

— Eu não me lembro de nada, mas eu sei que fiz. Você não pode me acusar de não fazer nada!

— Escuta… eu não quero brigar com você. —Alvo se sentou no sofá e suspirou. — Me desculpa. —E de novo ele estava se desculpando por um erro que não foi dele.

— Ok, eu te desculpo. Não vai jantar?

— Não, não tô afim hoje.

— Ok… quer que eu fique com você?

— Não, eu vou subir e dormir, tô exausto.

— Tudo bem… até amanhã então.

— Até.

 

Alvo saiu do sofá e subiu as escadas do dormitório, ele não quis dar um beijo de boa noite em Scorpius, ele só queria ficar sozinho. Estava exausto de ter que aguentar tudo, parecia que Scorpius não via o lado dele nunca.

 

“Será que vamos terminar? Eu não quero isso.”

 

“Nos conhecemos há tanto tempo… mas parece que a cada dia eu o conheço menos.”

 

Al estava deitado na cama olhando para o teto quando finalmente resolveu deixar isso pra lá e dormir.


 

Lucas Rosier

 

Lisa estava dormindo no dormitório ao lado, aquele pensamento apavorava Lucas. Eles mal se falaram na mesa da Sonserina porque ela estava conversando com Polly e suas novas amigas. A Grifinória estava maltratando Lisa e aquilo irritava Lucas profundamente.

 

Ele nunca foi alguém de ter raiva de outras casas e achar a Sonserina a melhor de todas, muito pelo contrário, ele nem entendia por que ele caiu na Sonserina.

 

“Eu sou muito mais Lufa-Lufa ou Corvinal, isso não faz sentido.”

 

Porém, as atitudes da Grifinória estavam começando a deixá-lo puto da vida. Ele queria proteger Lisa e falar umas poucas e boas para os grifinórios fodidos, pena que ele não tinha coragem o suficiente pra isso e essa tarefa teve que ser feita por Yaxley.

 

Sua cabeça estava torturando-o, ele não conseguia parar de pensar em Lisa e no que ela pensou dele ao perceber que ele simplesmente não a defendeu.

 

“Ela deve me achar um covarde, ela não iria querer ficar com um covarde como eu.”

 

“Tomara que ela acorde bem depois de mim, ninguém merece ver minha cara de manhã cedo.”

 

“Eu preciso dormir, não quero que minhas olheiras piores ainda mais.”

 

20 minutos rolando na cama.

 

“É, acho que não vou conseguir dormir hoje.”

 

“Talvez se eu tomar uns 3 dos meus remédios eu consiga dormir…”

 

“Yaxley me mataria, deus me livre, é melhor eu só ficar lá embaixo mesmo até o sono vir.”

 

Lucas então resolveu descer as escadas do dormitório e ficar olhando para a lareira por um tempo, mas assim que chegou na metade das escadas pôde ver uma cabeça com cabelos laranjas e ele gelou.

 

“Dê meia volta e suba, você não está pronto pra falar com ela agora.”

 

Era isso o que ele iria fazer, subir e fingir que nunca desceu. Assim que ele virou-se para subir, Lisa se virou e olhou pra ele na escada.

 

— Lucas? —Ela perguntou. A luz da lareira mal batia na escada então era difícil distinguir.

— Ah… oi, eu não sabia que você estava aí. —”Sabia sim, mas estou te evitando porque vou falar merda e estragar tudo.”

— Não consegui dormir… aqui é muito frio e eu não trouxe meu casaco nem nada…

— Ah… você... quer o meu casaco? —”Tomara que ele não esteja fedendo, amém.”

— Se você não for usar…

— Eu tenho uns 8, não se preocupe.

 

Lucas então desceu as escadas e se sentou numa poltrona perto de Lisa. Ele tirou o moletom que estava usando, ficando apenas com um suéter branco.

 

“Eu fico um esqueleto sem meu moletom, ela vai me achar ridículo.”

 

Tentando ignorar seus pensamentos, Lucas entregou seu moletom para Lisa que sorriu e o vestiu.

 

— Ele é bem quentinho, obrigado.

— De nada. —Lucas pegou uma almofada e ficou abraçado com ela.

— É esquisito, sabia?

— O quê? —Ele olhou pra ela desolado. — Eu… eu sei, foi mal.

— Por que você está se desculpando? Eu ia dizer que era esquisito dormir em um dormitório de outra casa.

— Ah… eu entendi errado. —”Idiota, você é um completo idiota.”

— Eu nunca pensei que as pessoas da minha própria casa pudessem fazer isso comigo, mas eu não vou julgá-los, afinal eu fodi todos eles.

— Não! Você não fez nada de errado, eles são uns escrotos.

— Você sabe o que eu fiz, não sabe?

— O que você fez?

— Eu contei a estratégia deles pra o Yaxley, por isso eles perderam tão feio.

— Ah… bem… eu não sabia disso, mas não importa. Eles não podem te tratar assim.

— Eu estava com tanta raiva do Ryan… eu perdi a cabeça.

— Ryan Smith?

— É.

— Por quê? O que ele fez?

— Ele tentou me agarrar faz uns dias… argh, ele é nojento. Eu disse que não queria mais nada com ele e ele me tirou do time.

— Ele te… agarrou?

 

“Se ela recusou o Ryan Smith com certeza vai recusar você.”

 

— Costumávamos namorar, mas então ele terminou comigo do nada… eu gostava muito dele mas superei, aí vem o idiota do nada dar em cima de mim de novo! Argh! Ele falou de você, acho que ele estava tentando me afastar de você.

— O que ele falou de mim? —O coração de Lucas parecia que ia explodir de nervosismo.

— Ele citou alguma coisa sobre remédios… —Lisa olhava para Lucas com um olhar que ele descreveria como um olhar de pena e ele odiava isso.

 

“Ela deve me achar doido agora, obrigado, Ryan.”

 

Lucas abaixou a cabeça e começou a apertar a almofada com força, ele queria muito arranjar alguma desculpa pra sair de lá correndo.

 

— Eu também tomo, quer dizer, eu tomava. —Lisa falou e Lucas virou o rosto pra ela novamente. — É assustador, não é? Eu sei, mas é preciso. Eu tive que tomar escondido porque meus pais não deixavam, eles falavam que esses problemas são coisas de quem não tem deus no coração e que eu só precisava rezar mais. Bem, eu rezei… não adiantou… o Suga arranjou remédios pra mim porque o pai dele é farmacêutico, eu tomei durante 1 ano inteiro e sinto que melhorei, mas de vez em quando eu ainda sinto que estou perto de uma crise, nessas horas eu tento me manter calma e tento desenhar algo, isso sempre me ajuda.

— Desenhar também me ajuda. —Lucas disse saindo da poltrona que estava para se sentar no sofá, ao lado de Lisa. — Eu não sabia que você era igual a mim.

— Eu sou, e eu te digo que vai melhorar. —Ela sorriu e segurou as mãos dele.

 

Um calor tomou conta do peito de Lucas e ele se sentiu aquecido mesmo no frio de 2 graus que fazia na masmorra da Sonserina. Lisa era igual a ele, ela não o julgaria pelos seus remédios nem por suas loucuras. Ela desenhava pra se livrar de seus demônios e ele também. Ele não sabia descrever o quanto ficava feliz por não estar sozinho no mundo.

 

Pela primeira vez, Lucas não pensou em nada, ele apenas abraçou Lisa.

 

E ela o abraçou também.

 

James Potter

 

Um dia após o jogo e os grifinórios pareciam um pouco mais contidos, eles ainda xingavam Lisa, mas pelo menos não era tanto quanto antes. James ficou orgulhoso de si mesmo por ter sido capaz de conter aquela multidão. Ele realmente era um bom líder.

 

Durante as aulas daquele dia, James pensava se ele deveria aceitar ou não o convite de Danielle para o encontro duplo com sua amiga e o Yaxley. Ele havia acabado de descobrir que não gostava muito de ver Danielle e Yaxley juntos, mas ele achou que seria uma boa ideia sair um pouco então resolveu aceitar.

 

Após sair de sua última aula, James foi até o salão principal e começou a procurar Danielle na mesa da Lufa-Lufa.

 

— Ei! —Ele disse se aproximando. — A proposta de ontem ainda está de pé?

— O encontro duplo? —Ela perguntou sorrindo animada. — Você quer?

— Claro, quando vai ser?

— Hoje de noite, pode ser? Podemos ir no Três Vassouras! Perrie vai ficar tão animada! —Dani deu palminhas de animação.

— É o efeito que eu causo nas mulheres, não posso evitar.

— …ok. —Danielle disse segurando o riso. — Nos encontre lá às 19h, ok?

— Fechado. —James disse se afastando daquela mesa.

 

Ele resolveu passar o tempo com seus amigos, então foi encontrar os três nos jardins de Hogwarts. Não foi de propósito, mas naquele dia James e Ryan estavam combinando. James usava um suéter vermelho com um “R” amarelo bordado e Ryan usava um suéter amarelo com um “J” vermelho bordado, cortesia da Sra. Weasley.

 

James e Ryan haviam trocado de suéteres quando estavam no 4 ano porque acharam que ia ser super legal andar por aí com a inicial do outro em um casaco, 3 anos e meio depois a ideia não era tão legal assim, mas eles continuavam usando de todo jeito.

 

James chegou nos jardins e jogou sua mochila na grama, se deitando e usando-a como travesseiro.

 

— Aí, vocês são gays? —Justin perguntou olhando para James e Ryan e seus suéteres combinando. — Porque parece.

— Vai pra porra. —Ryan disse revirando os olhos. — Isso é símbolo da nossa amizade, tá?

— Bichas. —Justin falou rindo e jogando um pouco de grama em cima de James que o chutou. — Se ofendeu?

— Eu não, eu quero é que você se foda, vai jogar grama na sua mãe.

— Vou jogar na sua, aquela gostosa.

— OLHE AQUI VOCÊ NÃO FALE DA MINHA MÃE DESSE JEITO! —James disse levantando do chão de supetão e agarrando Justin pela gola da camisa social.

— Me… solta… quero… respirar…

— Lixo humano. —James o soltou, fazendo Justin cair pra trás e Ryan rir muito da cara dele.

 

Yaxley

 

Yaxley precisava ir até a sala de Poções porque o Professor Burke pediu sua presença depois que as aulas acabassem, ele não tinha noção do que era, mas sabia que não deveria ser alguma coisa boa.

 

“Isso deve ter a ver com o James, com certeza.”

 

“Essa desgraça só me traz problemas.”

 

Assim que bateu na porta, ouviu o “Entre” do Professor Burke.

 

— O senhor queria me ver? —Yaxley perguntou se aproximando do velho professor.

— Sim, sente-se. —Yaxley se sentou um pouco desconfiado. — Deve estar se perguntando por que eu te chamei aqui, certo?

— Certo.

— Você sabe que é um dos meus melhores alunos de todos os tempos, não sabe, Kevin?

— Hm… sei. —Yaxley odiava o costume que todos os adultos que conheciam seu pai tinham de chamá-lo pelo primeiro nome.

— E eu percebi que ultimamente você tem sentado com uma das minhas causas perdidas, mais conhecida como James Sirius Potter.

— É, ele não me deixa em paz.

— Desde que começou a sentar com ele as notas dele melhoraram muito, ele até pode ser considerado um aluno na média com essas novas notas.

— Ok, bom pra ele, o que eu tenho a ver com isso?

— Eu queria lhe dar a honra de fazê-lo meu monitor de Poções, o que acha?

 

Yaxley calou a boca e engoliu em seco, ele deveria imaginar que seria isso.

 

“Me dar a honra? Ah claro, obrigado me dar a honra de fazer o trabalho de explicar seu assunto por você, professor.”

 

— Eu não tenho tempo pra isso, Professor, eu sinto muito.

— Claro que tem.

— Eu preciso estudar e eu sou o Capitão do time da Sonserina…

— Besteira, você pode fazer os três, eu sei que pode.

— Mas…

— Seu pai ficaria orgulhoso de você, Kevin, eu sempre falo o quão bom você é na minha matéria e ele parece muito satisfeito.

— Ok… ok, eu posso ser o monitor de Poções. —Yaxley se sentia derrotado.

— Ótimo! Na próxima aula eu aviso à turma e você já pode começar a marcar os horários pra ensiná-los, ok?

— Claro… —Yaxley se levantou e saiu da sala.

 

“Ah vai se foder, velho fodido do cacete.”

 

“Eu não acredito que agora vou ter que ser monitor dessa porra de aula, eu não quero ter que ensinar pra esse bando de imbecis! Eu vou acabar batendo em alguém.”

 

“Culpa sua, James, ninguém mandou suas notas subirem. Desgraçado.”

 

Era o final da tarde e Danielle havia marcado um encontro com Yaxley no Três Vassouras. Se ele queria ir? Não, mas não podia simplesmente cancelar então teve que ir. Ele só queria dormir e nunca mais acordar, seria um ótimo presente, porém isso não iria acontecer.

 

Yaxley estava em Hogsmeade, andando até o Três Vassouras quando escutou passos atrás de si. Talvez ele fosse paranóico, até porque várias pessoas andam em Hogsmeade, mas ele escolheu parar de andar e esperar a tal pessoa passá-lo.

 

Porém quando ele parou de andar, os passos também pararam.

 

“Eu esperei minha vida inteira por isso.”

 

“Eu viro e bato nele o máximo que eu puder, isso vai ser tão bom.”

 

“Se ele estiver armado ele atira em mim e me mata, de qualquer jeito eu saio ganhando.”

 

Yaxley se virou bruscamente pra trás já querendo bater em quem estava o seguindo, mas só achou James com cara de tacho olhando pra ele.

 

— Oi? —James perguntou. — Já quer me bater?

— Por que porra você tá me seguindo? Eu pensei que fosse um ladrão ou algo do tipo.

— Nossa, você me ofende assim.

— O que está fazendo aqui? Veio vigiar meu encontro?

— Não, eu vim pro meu encontro que no caso é o mesmo que o seu.

— Me chamou pra um encontro e não me avisou? Eu não sei se a Dani iria gostar de saber disso, James.

— Haha, engraçado. —James colocou as mãos no bolso do casaco e tentou não corar pela insinuação que Yaxley fez de tê-lo chamado para um encontro. — Decidi aceitar o encontro duplo.

— Ah não… sério? Puta merda, por que fez isso?

— Eu não tinha nada melhor pra fazer e a amiga da Danielle é bonitinha, por que não? Faz tanto tempo que eu não beijo ninguém que eu acho que sou bv de novo.

— Que saco, viu? Eu só quero evitar ficar perto de muita gente e você resolve aceitar essa porcaria.

— Por que você odeia pessoas?

— Porque elas são estúpidas e me irritam.

— Você é um doce.

— Se fode.

 

Yaxley deu as costas a James e entrou no bar, procurando a mesa que Danielle e sua amiga Perrie sentavam. Aquela seria uma longa noite.

 

Os quatros já estavam na mesa e Yaxley estava calado bebericando sua cerveja amanteigada torcendo para que aquilo acabasse logo, mas só estava no começo.

 

— Eu estou tão fodida em Poções. —Perrie disse bufando.

— Yaxley pode te ajudar, ele é ótimo em Poções. —Dani disse.

— Não posso ajudar não, entra na fila. —Yaxley falou olhando para seu próprio copo.

— Não seja grosso. —Danielle disse. — É só uma ajuda.

— Acontece que acabei de ser nomeado o monitor de Poções então eu não vou ter tempo nem pra comer.

— Você é o monitor de Poções? Que responsa, arrasou! —James disse rindo e dando tapinhas no ombro de Yaxley que o olhou com fogo nos olhos. — Vish… relaxa aí.

— Eu tô puto, eu não quero ter que ficar ajudando os outros. Eu tenho cara de Madre Teresa de Calcutá? Eu quero é que eles se fodam pra minhas notas serem ainda melhores se comparadas com as deles.

— Sonserina… —James disse baixinho, fazendo as duas meninas rirem.

 

Meia hora depois, as meninas e James estavam começando a ficar um pouco mais soltos por conta da bebida, Yaxley continuava resmungando.

 

— Vamos brincar de “eu nunca”! —Perrie disse batendo palmas. — Alguém diz uma coisa que nunca fez, e se alguém já tiver feito essa coisa… toma um gole!

— Prontíssimo pra ficar caindo de bêbado. —James disse sorrindo.

— Eu começo. —Perrie disse pensando. — Eu nunca transei dentro da escola.

 

James e Yaxley tomaram seus goles.

 

— Danadinhos. —Perrie disse. — Mas eu vejo que a Dani não bebeu, por quê? Vocês ainda não transaram?

 

James sentia que não iria gostar nada daquela conversa.

 

— Não é da sua conta. —Danielle disse.

— Ok. Eu nunca transei com o Yaxley. —Perrie disse olhando pra a cara de Danielle que ficou séria.

 

Ninguém na mesa bebeu.

 

— Ai, Dani… por que você tá perdendo tempo, miga? —Perrie disse rindo.

— Eu tenho medo, ok? Eu sou virgem.

— Você é virgem? —Yaxley perguntou olhando para ela. — Nunca me disse isso.

— Faz diferença?

— Não, por que faria?

— Sei lá… é que tipo… eu não sei, eu tenho medo que doa. Vai doer?

— Claro que vai.

— Então eu não quero não, muito obrigada. —Danielle disse voltando a olhar para Perrie e James que estavam na sua frente. — Eu nunca beijei alguém do mesmo sexo.

 

Todos se entreolharam esperando pra ver quem iria beber. Perrie bebeu.

 

— Selinho conta? —James perguntou.

— Acho que sim. —Danielle respondeu.

— Então ok. —James levou a caneca de vidro à boca e deu um gole.

— Quê? —Yaxley perguntou. — Tá de brincadeira?!

— Foi uma brincadeira! —James disse.

— Deixa eu adivinhar: Ryan Smith.

— Quem mais você acha que eu beijaria?!

— E eu lá sei, você é todo dado.

— Tá me chamando de piranha?

— Estou.

— Pois eu sou mesmo!

 

Perrie e Danielle riram da discussão sem pé nem cabeça dos dois meninos.

 

— Eu nunca vi um pau com mais de 18cm. —Perrie disse olhando para os outros integrantes da mesa.

 

Yaxley bebeu.

 

— Você anda vendo pintos por aí? —James perguntou.

— Eu vejo o meu, serve?

 

James ficou boquiaberto e Perrie também.

 

— Tem foto? —Perrie perguntou.

— Vai se foder! —Danielle disse parecendo ofendida.

— Pois eu só acredito vendo. —James disse.

— Arranja uma desculpa melhor pra pedir pra ver meu pau, James.

— Por que eu iria querer isso?

— Eu não sei, por que você beijou o Ryan?

— Foi uma brincadeira, já disse.

— Sei…

— Por que se importa?

— Eu não me importo.

— Parece que se importa.

— Abaixa sua bolinha, ok?

 

Perrie e Danielle observavam caladas e as duas puderam sentir um cheiro de tensão sexual no ar. Dani olhava para Yaxley como se tentasse decifrá-lo.

 

— O que está olhando? —Yaxley perguntou.

— Você, posso?

— Fique à vontade.

— Hm...

— Ok, agora isso ficou estranho, para de me olhar.

— É, Dani, para de olhar pra ele e beija logo! —Perrie disse. — Deixa de ser burra, menina.

— Mas eu não quero beijar agora, eu… —Danielle se virou para frente pra falar com sua amiga, mas o que viu foi Perrie agarrando James pela gola da camisa e tascando um beijo em sua boca. — ...ok.

— Que desconfortável. —Yaxley disse. — Vão pra outro lugar, animais.

— Tchau, vamos, James. —Perrie disse levantando da mesa arrastando James que parecia um pouco perdido, mas estava bastante animado.

— Vocês não vão pagar as bebidas de vocês?! —Danielle disse. — Escrotos!

— Deixa, eu pago. —Yaxley disse calmamente.

— Olha que coisa boa é ter um namorado podre de rico, me chame pra sair com vocês mais vezes! —Perrie então sumiu com James, deixando Dani e Yaxley sozinhos.

— Eu ser virgem realmente não muda nada entre nós, não é? Você não vai pensar que eu vou me apaixonar perdidamente por causa de uma transa, né?

— Não. A única coisa que vai mudar é que se transamos, eu vou ter mais cuidado com você.

— E se eu… sei lá… não quiser transar agora?

— Não transaremos.

— Você esperaria?

— Sim, eu não tenho problema com isso.

— Mesmo?

— Mesmo.

— Ok… —Ela sorriu e deu um selinho nele. — Você tem algo pra me contar?

— Te contar? Não, por quê?

— Sei lá… só pensei que talvez tivesse.

— Não tenho, relaxa.

 

James Potter

 

James estava se pegando loucamente com Perrie do lado do Três Vassouras. Fazia muito tempo que ele não dava uns amassos com ninguém e ele tinha esquecido de como era boa a sensação de ter a boca de alguém grudada na sua… mas e se aquela boca não fosse a de Perrie, e sim a de Kevin, o que ele sentiria?

 

“Pare de pensar no Kevin, ele está com a Dani, você está com a Perrie, concentra.”

 

James tinha seu pescoço beijado e mordido levemente por Perrie, seria errado demais imaginar Kevin no lugar dela?

 

“Pare.”

 

“P-A-R-E.”

 

James olhou para Perrie e de repente os olhos azuis da menina se transformaram em olhos verdes intensos e profundos que fizeram James derreter.

 

“O que tá acontecendo comigo?”

 

— James? —Perrie perguntou. — O que foi?

— Nada.

— Você tá me olhando como se tivesse visto um fantasma, tem alguma coisa no meu dente?

— Não, você tá linda, relaxa.

— Ok…

 

Perrie voltou para o que estava fazendo: beijando o pescoço de James.

 

“Você é linda, mas seus olhos não são verdes.”

 

“Você é linda, mas não é o Kevin.”

 

— Perrie. —James se afastou um pouco. — Olha… você é…

— Você é legal, mas olha, James… decidi que você não faz meu tipo, podemos ser amigos? —Perrie disse como se fosse tão comum quanto um “bom dia”. James ficou sem reação.

— Ah… ok. Foi tão ruim assim?

— Foi esquisito, sua cabeça parecia estar em outro lugar.

— Impressão sua.

— Enfim, ganhamos cerveja de graça hoje e demos uns amassos, não se esqueça de agradecer à Dani e ao Yaxley depois.

— Não esquecerei.


Notas Finais


Desgurpa star escrevend esrrado é q eu to nelvosa


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